Tempo de leitura: < 1minutoEmpresários buscam apoio político a favor da reabertura do aeroporto (toto Ascom/ACI)
Fechado há nove anos, o aeroporto Tertuliano Guedes de Pinho, de Itabuna, poderá ser reativado. Tudo começa com um sonho de empresários locais, mas é a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) que dará a palavra final sobre o assunto.
Os empresários, liderados pela Associação Comercial e Empresarial de Itabuna, têm defendido que o funcionamento do aeroporto pode impulsionar investimentos esperados pela cidade, como a instalação da Universidade Federal do Sul da Bahia. Com essa ideia, eles já conseguiram o apoio do governo local, da Câmara de Vereadores e da Associação dos Municípios do Sul e Extremo-Sul da Bahia (Amurc).
Até o final de agosto, o grupo aguarda a realização de levantamento topográfico pelo Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba), o qual será utilizado em avaliação da Anac. A intenção é de que o terminal, com pista de 1.522 metros de extensão por 30 metros de largura, volte a operar com aeronaves de pequeno e médio porte.
Tempo de leitura: < 1minutoVoos cancelados em cima da hora e muita reclamação (foto Blog do Anderson).
As companhias aéreas Passaredo e Azul são acusadas de desrespeitar os passageiros que utilizam o aeroporto de Vitória da Conquista, no sudoeste baiano. Informações do Blog do Anderson dão conta de que as interrupções de pousos e decolagens no terminal têm sido frequentes, em função de problemas meteorológicos, mas a principal queixa está relacionada ao atendimento das companhias.
O blog ouviu uma passageira que já aguardava há 48 horas para embarcar num voo para Salvador. A cliente relatou que o site da companhia indicava a disponibilidade de passagem, mas no aeroporto a informação era de voo cancelado. E os atendentes não fornecem maiores detalhes nem dizem quando a “vítima” poderá viajar.
No aeroporto de Conquista, os passageiros ficam literalmente na geladeira. Na noite desta quinta, os termômetros na cidade marcavam 11 graus.
O movimento intitulado Levante Popular da Juventude promoveu na tarde desta sexta-feira, 7, protesto reivindicando o retorno do nome Dois de Julho ao aeroporto internacional de Salvador. Cerca de 300 jovens ocuparam o local, portando faixas, bandeiras e gritando palavras de ordem que incluíam versos do Hino ao Dois de Julho. Em pedaços de pano bordaram as palavras “justiça”,”igualdade” e “solidariedade”.
Os manifestantes colocaram uma faixa com 30 metros de comprimento com o nome “Aeroporto 2 de Julho” no muro em frente ao letreiro de metal que indica “Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães”. Fizeram discursos e distribuíram panfletos afirmando que ACM passou por cima da história do povo baiano. “Apagar o Dois de Julho é querer apagar a nossa história”, declaravam. O grupo atraiu a atenção dos turistas, que não paravam de tirar fotos.
O aeroporto foi fundado em 1925 e reconstruído em 1941 com o nome Santo Amaro do Ipitanga. Em 1955 mudou para Dois de Julho, data mais importante para o povo baiano, quando ocorreu o desfecho da independência, em 1823. Segundo historiadores, a luta na Bahia começou antes de outros Estados e terminou depois. Custou milhares de vidas.
Em 1998, com a morte do deputado Luís Eduardo, vítima de ataque cardíaco aos 43 anos , o senador Antonio Carlos Magalhães pediu a mudança em homenagem ao filho. Os deputados atenderam ao emocional apelo. No entanto, manifestações populares contrárias vêm sendo realizadas nas datas cívicas e nos carnavais.
PROJETO TEM DEZ ANOS
O projeto para devolver o antigo nome do aeroporto tramita na Câmara há dez anos. De autoria do deputado Luiz Alberto (PT-BA), a proposta, que está na Comissão de Educação, vem enfrentando manobras regimentais do DEM.
Em julho deste ano, por exemplo, a deputada Dorinha Seabra (DEM-TO) pediu vistas do projeto. Em agosto derrubou o quórum de votação. No entanto, não impediu a leitura do relatório do deputado Valdenor Pereira (PT-BA), fato considerado um avanço pelo parlamentar.Vale lembrar que o líder da bancada do DEM é o deputado ACM Neto,prefeito eleito de Salvador, sobrinho do homenageado.
Enquanto a região espera a audiência pública do Porto Sul, marcada para o dia 29, uma empresa já realiza estudos de alternativa locacional para o novo aeroporto de Ilhéus. Uma coisa já se sabe com certeza: ele não ficará mais na área da antiga poligonal do Porto Sul, na região norte do município, já que esta será transformada em unidade de conservação. Um dos locais em estudo para o aeroporto internacional fica na rodovia Ilhéus – Itabuna, próximo à sede regional da Ceplac.
A Infraero iniciou este mês o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), além da elaboração do Plano Diretor do novo aeroporto de Ilhéus, que integrará o Complexo Intermodal Porto Sul. Este também irá incluir a Ferrovia da Integração Oeste-Leste, cujas obras já foram iniciadas, um porto público e o terminal de uso privativo da empresa Bahia Mineração.
A conclusão da primeira parte do EIA deve ocorrer no prazo de 120 dias e serão necessários mais 11 meses para a realização de trabalhos de campo com o objetivo de mensurar os impactos ambientais, conforme exigência do IMA (Instituto do Meio Ambiente da Bahia).
Segundo informações, a Infraero investirá R$ 1,96 milhão na elaboração do EIA-Rima e R$ 258 mil no Plano Diretor do novo aeroporto. Este deverá estar finalizado no segundo semestre de 2011 e, em seguida, será submetido à aprovação da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).
O início das obras do aeroporto está programado para 2013 e a conclusão deverá ocorrer no ano de 2015.
Com a proibição de operar por instrumentos, o aeroporto de Ilhéus transformou-se num terminal que não merece confiança, pois é tão dependente das condições meteorológicas quanto eram as caravelas de Cabral.
Nesta sexta-feira, 30, em virtude das chuvas, alguns pousos que deveriam ocorrer na cidade foram desviados. O voo 1396, da Gol, por exemplo, saiu de São Paulo às 13h28min e deveria aterrissar às 15h25min em Ilhéus, mas o piloto teve que seguir direto para Salvador. Não havia condições para o pouso.
Os passageiros que ficariam em Ilhéus encontram-se neste momento no aeroporto soteropolitano. A maioria optou por aceitar o transporte de ônibus oferecido pela Gol, que deve sair às 18h30min e chegar a Ilhéus lá pra 1 hora da madruga.
O governo do Estado publicou o aviso de licitação para elaboração de estudos preliminares, projetos básicos e projeto executivo para a construção do novo aeroporto de Vitória da Conquista. O certame será realizado no dia 27 de julho próximo, às 10 horas, na Coordenação Executiva de Licitações no Centro Administrativo da Bahia.
“Estamos na luta por um novo aeroporto desde o primeiro mandato e agora, com o Governo Jaques Wagner, vislumbramos a realização deste projeto que será de grande importância para Vitória da Conquista, um dos municípios mais importantes do estado”, argumenta o deputado Waldenor Pereira, líder do governo na Assembleia e que tem na construção do aeroporto uma das principais bandeiras do mandato.
A bem da verdade, além da faixa em que pedia para que o governador Jaques Wagner desatasse o nó do aeroporto de Ilhéus, o trade da Terra de Gabriela afixou uma daqueeelas bem em frente ao palanque oficial:
– Governador, seus eleitores também usam o aeroporto.
Esse, pelo visto, teve maior efeito e levou Wagner a prometer um novo pé-de-orelha com o presidente Lula. A mensagem foi, digamos, mais direta…
O governador no palanque e a faixa "intimidatória" , à esquerda…
O governador Jaques Wagner discursa na praça do Canhão, em Itacaré, e desferiu petardos contra os seus opositores ao falar de questões delicadas no sul da Bahia: a demarcação de terras indígenas na região de Olivença (Ilhéus), o quase-falecido aeroporto Jorge Amado e recursos para a lavoura cacaueira.
– A 11 meses das eleições, cuidado com os profetas do apocalipse, que têm solução para tudo e todos.
O governador disse receber “com humildade” as cobranças pelo funcionamento pleno do aeroporto Jorge Amado (confira aqui) e que as cobranças relativas a esta questão serão transmitidas ao presidente Lula. Em agosto, o governo federal e o próprio governador anunciaram que o aeroporto voltaria a operar sem restrições em outubro, o que não ocorreu.
Ao abordar a questão demarcatória de 47 mil hectares de terra em Olivença (Ilhéus), Una, Buerarema e São José da Vitória, ele disse ser a favor de uma tomada de decisão racional. A área é reivindicada pelos tupinambás. “Sou amplamente favorável ao direito das populações originais, mas não acho razoável [a posse definitiva aos tupinambás], porque aqui não se trata de latinfundiários ou de [produtores] que usurparam a terra”.
Wagner ainda observou ser necessária a criação de uma comissão demarcatória, principalmente numa região “que há anos vem sofrendo com a vassoura-de-bruxa” e agora o aeroporto e a demarcação de terra. “Alguém que vive numa terra há cem anos [os pequenos produtores], não pode ser expulso”, complementou.
O governador ainda discursa numa praça tomada por aproximadamente cinco mil pessoas. Ele está companhado do ministro do Turismo, Luiz Barreto, e uma comitiva de secretários estaduais e mais de 10 deputados federais e estaduais, além de prefeitos.
A afirmação é do superintendente da Infraero em Ilhéus, João Bosco Bezerra: o novo aeroporto de Ilhéus não sairá do papel antes de 2012. Até lá, serão cumpridas as exigências legais para que a obra seja iniciada. O superintendente concedeu entrevista coletiva em Ilhéus.
João Bosco também falou da situação do aeroporto Jorge Amado, um pobre terminal com data marcada para morrer e que agoniza enquanto o novo não vem (e vem?). O aeroporto atual não poderá mais receber voos de grande porte, como os de aeronaves A-320, nem tem data para voltar a operação sem as restrições para pousos e decolagens à noite ou em períodos chuvosos. Confira mais no Jornal Bahia Online.
Virou uma novela sem graça e de grandes prejuízos à economia de Ilhéus e sul-baiana: depois de anunciar para outubro a liberação dos voos noturnos no aeroporto Jorge Amado, a Infraero comunicou ao governo municipal que somente em dezembro (60 dias, e olhe lá!) o terminal volta a operar sem restrições.
É um duro golpe no turismo da Costa do Cacau e no polo de informática, que definha e se torna cada vez menos competitivo.