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    Tanque descoberto está em construção, com fácil acesso e boa visualisação a partir da área externa: só falta chegar
Tanque descoberto está em construção, com fácil acesso e boa visualisação a partir da área externa: só falta a fiscalização chegar

Um leitor do Pimenta – e cidadão, antes de tudo –, nos enviou a seguinte mensagem, acompanhada da foto que ilustra a nota:

“Senhor redator:

Em tempos de sérias ameaças de mais uma temível epidemia de dengue, vemos o descaso do proprietário desta obra, que ao longo de todo o ano manteve este tanque descoberto para armazenar água de chuva acumulada na laje da construção.

Com as recentes chuvas, o tanque está cheio e descoberto, ameaçando a saúde de todos os vizinhos. Clamo por providências das autoridades.

Em tempo: essa construção fica no fundo do Shopping Jequitibá, em frente a uma antiga pista de kart, no Jardim Vitória.

Grato.”

Eis um bom exemplo de exercício da cidadania.

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Itabuna detém o maior índice de infestação predial pelo mosquito Aedes aegypti no país (10,7% das residências). Mesmo assim, em matéria da Agência Brasil, não figura entre os municípios brasileiros que estão sendo louvados por estarem capacitando agentes para combater a epidemia que se avizinha.

Até Ilhéus tem algo a mostrar. Segundo o governo federal, o município, que tem infestação de 4,7% está treinando médicos, enfermeiros e técnicos, assim como profissionais de saúde com nível médio.

O destaque, diz o texto, está na mobilização de agentes do Programa Saúde da Família, que se juntam aos demais para um trabalho de conscientização da população.

Itabuna nem é citada, embora todos os outros municípios da lista apresentem índices bem menores (quase três vezes menores, diga-se), o que não os impede de se esforçarem para evitar o pior. Itabuna, aliás, deu férias a um grupo de agentes. É pedir pra ser alvo.

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– ITABUNA ENFRENTA INFESTAÇÃO DE 10,9%

– ÍNDICE É DE RISCO DE NOVO SURTO EPIDÊMICO

– CIDADE REGISTROU 15 MIL CASOS E 9 MORTES EM 2009

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O prefeito Capitão Azevedo (DEM) baixou decreto em que aciona a Defesa Civil e põe a cidade em estado de alerta contra a dengue. É que o quarto ciclo de visitas domiciliares de combate ao mosquito transmissor da doença apresentou índice de infestação predial de 7,76%.

Pior que isso, os números fechados na última sexta-feira, e aqui publicados com exclusividade, mostram que a realidade é ainda mais assustadora.

Numa modalidade de levantamento rápido de infestação do Aedes aegypti, o LIRAa, detectou-se que a cidade tem praticamente 11 residências, a cada 100, infestadas de larvas da dengue.

O LIRAa apurou índice de infestação de 10,9% em Itabuna, e possui dados mais atuais do que aqueles apresentados ao final do quarto ciclo de visitações domiciliares. Só ontem à tarde, após reunião de emergência da equipe de combate à dengue, o secretário Antônio Vieira admitiu publicamente que o índice de infestação é de 10,9%.

Neste ano, a doença causou a morte de nove pessoas e registrou mais de 15 mil notificações, segundo Vieira. O alerta é ainda maior porque, segundo estudos climáticos divulgados pelo Ministério da Saúde, este verão será mais úmido, chuvoso, o que cria uma situação ainda mais favorável para a reprodução do mosquito transmissor da dengue.

Atualizado às 15h30min

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Os setores de combate à dengue e de Vigilância à Saúde da prefeitura de Itabuna reuniram-se hoje pela manhã, no antigo DNER, para uma lavagem de roupa suja. Os dois setores são responsáveis por definir as estratégias de combate à doença, mas concluíram que o trabalho desenvolvido até agora não está surtindo o efeito desejado.

Por fim, os dirigentes queriam saber quem vazou, para o Pimenta, os índices apurados no Levantamento de Índice Rápido por Infestação de Aedes aegypti (LIRAa). Como revelado aqui, no último sábado, o LIRAa apontou que a cidade está com índice de infestação de 10,9% (veja aqui). O percentual é 11 vezes superior ao aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

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É bom o itabunense se preparar. O levantamento rápido de índice de infestação do Aedes aegypti (Liraa), concluído ontem, apontou que, de cada 100 casas visitadas pelos agentes de endemias da prefeitura de Itabuna, 10 apresentavam focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue.

Em números exatos, o índice de infestação apurado foi de 10,9%. É quase 11 vezes o percentual aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – abaixo de 1%. Os dados ainda não foram repassados para o Ministério da Saúde.

Informações obtidas pelo Pimenta também indicam a falta de agentes para o trabalho de combate à dengue. 100 deles foram demitidos após o encerramento do contrato emergencial. A cidade sofreu a sua maior epidemia da doença em 2009, quando foram registrados mais de 15 mil casos e oito mortes.

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Secretário diz que Itabuna teve 15 mil casos de dengue em 2009.
Itabuna teve mais de 15 mil casos de dengue em 2009, segundo secretário de saúde.

O secretário municipal de Saúde, Antônio Vieira, disse ontem que o índice de infestação de dengue em Itabuna caiu de 25%, em meados de abril, maio, para 7,76% agora. A informação foi repassada aos participantes de um seminário sobre vigilância epidemiológica.

O percentual é mais de sete vezes o aceito pela Organização Mundial de Saúde – no máximo 1%. Vieira reafirmou que foram notificados mais de 15 mil casos de dengue e oito mortes provocadas pela doença em 2009. Nesta semana, técnicos concluíram mais um Levantamento Rápido de Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa).

A expectativa recai sobre os resultados do levantamento. As críticas são fortes ao trabalho de combate à dengue, principalmente porque a prefeitura não está cumprindo o ciclo de visitas domiciliares em intervalos de, no máximo dois meses.

A promotoria de Justiça em Itabuna informou que foi aberto inquérito civil público para investigar denúncia de falsos registros de visitas domiciliares ou imóveis residenciais fechados. Os falsos registros foram denunciados por um diretor da Federação de Associações de Moradores de Itabuna, José Carlos Braga.

O crime foi cometido em, pelo menos, 11 bairros, mas os seus autores não foram punidos pela prefeitura de Itabuna. O secretário Antônio Vieira devolveu à Fundação Nacional de Saúde (Funasa), o servidor federal Valdélio Domingos dos Santos, que denunciou os falsos registros.

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A desgraceira provocada pela dengue no último verão em Itabuna deveria servir de advertência, mas parece que ao governo atual está faltando alguma dose de juízo.

A Secretaria Municipal de Saúde deixa faltar larvicida para o combate aos focos do mosquito Aedes aegypti, fica cinco meses sem realizar as visitas domiciliares e o desleixo chega ao ponto de não se cumprir agenda de mutirões nos bairros. É tudo que o mosquito deseja para se reproduzir à vontade e aterrorizar a cidade daqui a algumas semanas.

Hoje, a SMS tinha um mutirão de combate programado para os bairros Fonseca, Novo Fonseca e Vale do Sol. A atividade foi marcada em virtude de uma provocação do Ministério Público, mas inexplicavelmente não ocorreu.

A cada dia que passa, a população de Itabuna fica a se perguntar o que o médico Antônio Vieira está fazendo no comando da Secretaria Municipal de Saúde. O prefeito José Nilton Azevedo precisa acordar, e com urgência, porque a dengue e outras mazelas estão soltas por aí, valendo-se da incompetência oficial.

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Agulhão F. acha que setores da população têm sido impiedosos com o prefeito de Itabuna. Ele considera que não ter larvicida pra matar mosquito e faltar água em vários bairros não é motivo para tanto grito (veja aqui e aqui). “São ossos do ofício de governar”, diz o trovador e invoca o que supõe ser a abalizada opinião do presidente da Câmara de Vereadores:

Faltar água na torneira
e na dengue larvicida
é uma coisa rotineira,
já muito velha e sabida…
.
Na câmara, onde não tem “cloro”,
bem diria o presidente:
Lamento, sinto, deploro
que o povo fique doente
ou viva nesse suplício,
mas também não ignoro
que são “ossos do orifício”…
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Ontem os agentes de endemias fizeram um trabalho meia-boca no combate ao mosquito transmissor da dengue. Nada a ver com o dia do servidor público, que em alguns órgãos foi antecipado para essa segunda-feira.

É que o larvicida, aquela areinha que é colocada nos reservatórios para não permitir a desova do Aedes aegypti, já estava minguando. Hoje, acabou de vez. Resultado: agentes de braços cruzados, enquanto o mosquitinho aproveita as chuvas para encontrar mais e mais criadouros.

A solução foi, segundo prepostos da prefeitura, ir buscar o ‘precioso pó’ em Vitória da Conquista. O encarregado da missão foi o coordenador Sandovaldo Menezes. Pior para os agentes, que foram obrigados a trabalhar amanhã – quando os outros servidores estarão festejando seu dia – para tampar buracos da desorganização dos chefes.

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Dois gestos parecem clarear a aversão do secretário de Saúde, Antônio Vieira, à palavra transparência.

1- Passados dez meses de sua posse na Pasta, insiste em fazer beicinhos para a cobrança do Conselho Municipal de Saúde, que exige o relatório de gestão e prestação de contas dos dois primeiros trimestres de 2009. Ele se nega a atender o conselho e, por isso, se viu denunciado ao Ministério Público Estadual, ontem.

2 – O supervisor Valdélio Domingos dos Santos denunciou esquema de falsas visitas domiciliares no combate à dengue. Acabou punido. O técnico foi rebaixado de posto e, em seguida, devolvido para o órgão de origem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Incomodou por revelar as deficiências criminosas no combate à dengue, doença que vitimou mais de 14 mil itabunenses este ano e matou oito pessoas.

Como o prefeito Capitão Azevedo gosta de afirmar que o seu governo é transparente, está mais do que na hora de cobrar do seu subordinado-insubordinado…

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Esta segunda-feira é feriado (antecipado) do Dia dos Comerciários em Itabuna. Quase nada funciona, bancos estão fechados… Bares? Sim, estão abertos. Mas o que se deseja falar ao nobre leitor é sobre o pepino que têm pela frente o prefeito Capitão Azevedo e o secretário municipal de Saúde, Antônio Vieira.

1 – Os veículos de comunicação vêm denunciando – há vários meses – o abandono de grandes animais em ruas de Itabuna. É assim no centro, na praça do Fórum Ruy Barbosa e FTC (a José Bastos), em corredores urbanos como a Princesa Isabel e a avenida Manoel Chaves, que são vias próximas ao centro Administrativo Firmino Alves.

A prefeitura é negligente nesse combate, o que não é novidade. Às denúncias, nenhuma ação. Vários acidentes sem vítimas apenas deixavam os ‘oficiais’ em alerta. E nada mais.

Na madrugada de sábado, 17, um policial trafegava pela Manoel Chaves em uma moto. Foi surpreendido por um cavalo no meio da pista. Não houve tempo para desviar. O choque foi inevitável. Abimael Dias Moreira, 41 anos, policial rodoviário, teve morte instantânea. Não faltaram avisos à prefeitura sobre o este descaso.

2 – O segundo ponto é a dengue. Um supervisor de área levou a denúncia ao secretário de saúde: uma agente estava fraudando os registros de visitas. Cerca de 30 casas foram dadas como visitadas pela agente. Os dados eram falsos.

O supervisor levou o caso ao secretário de saúde, Antônio Vieira, e ao coordenador de combate à dengue, Sandovaldo Menezes. E o que fizeram os seus superiores? Decidiram ‘punir’ o supervisor, que foi rebaixado de posto. A agente acusada de falso registro não foi punida – e mais adiante o leitor saberá por qual motivo.

Mas o que era ruim ficou ainda pior. A prática parece ser corriqueira, segundo denúncia do secretário-geral da Federação das Associações de Moradores de Itabuna, Antônio Carlos Braga. Os falsos registros ocorreram, pelo menos, nos meses de julho, agosto e setembro em 11 bairros.

Em sua defesa, os agentes falsificadores disseram não contar com veículos para executar as visitas. Pode até ser. Os carros são desviados para funções de fiscalização de trânsito e de indústria e comércio, apesar da cidade ter sofrido a sua maior epidemia da doença.

Desde o início do ano, Itabuna registrou mais de 14 mil casos de dengue e oito mortes causadas pela doença, de acordo com registros encaminhados pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde à Secretaria Estadual de Saúde (Sesab). Quem era sabedor dos problemas apareceu hoje concedendo entrevista a veículos de comunicação, afirmando que serão punidos os falsificadores de registros.

Pois é. O secretário sabia de tudo, mas preferiu silenciar-se, assim como o seu coordenador de combate a endemias. Como o caso virou escândalo, agora tiveram de dar explicações à população.

Internamente, agentes da dengue desconfiam que não houve punição porque os responsáveis pelas falsificações deram sustentação ao atual coordenador da dengue, Sandovaldo Menezes, alçado ao cargo num sistema de eleição direta, lá em fevereiro deste ano. É o caso em que uma mão suja a outra.

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Itabuna ainda se ressente da epidemia de dengue do último verão. Foram mais de 14 mil casos, 8 mortes e um trauma para a população. Uma das ações para evitar novo drama este ano seria a limpeza de canais. Tudo parecia que caminharia maravilhosamente bem dessa vez, com estado e município trabalhando em conjunto. Verbas seriam liberadas, máquinas trabalhariam a todo vapor…

Mas (sempre tem um ‘mas’…), eis que surge a tal da burocracia a complicar o que parecia tão certo. A prefeitura diz que o estado ainda não liberou os recursos e as máquinas que prometeu para a limpeza dos canais. “Mesmo assim, estamos fazendo. Poderíamos estar mais avançados, se essa ajuda tivesse chegado”, assegura o secretário de Assuntos Governamentais e Comunicação Social, Walmir Rosário.

Uma escavadeira (zerinho) e uma retroescavadeira estão no pátio da 8ª Residência de Manutenção do Derba em Itabuna, esperando apena um ‘OK’ para entrar em ação. “Essas duas máquinas estão aqui faz 15 dias. Vieram para esse serviço. Só não sei informar por que elas ainda não estão no campo”, afirmou um funcionário do Derba, Cosme Vitor. “O jeito é perguntar à prefeitura”.

Aí, realmente, complicou. Aos senhores da burocracia: a dengue não precisa de autorização de ninguém para nos atacar. Mas ela adora um vacilo…

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Pense num absurdo.

Pensou?

Em Itabuna, um supervisor de combate à dengue denunciou uma agente que falsificava relatórios e dava como inspecionadas casas que não recebiam a sua visita (a dela, claro!).

Agora, imagine uma situação dessas no município campeão de dengue em todo o estado. Se o leitor pergunta o que fez a coordenação de combate a endemias (dengue, no caso) e o secretário municipal de Saúde, Antônio Vieira…

Lá vem o mais o absurdo: Vieira decidiu punir o denunciante, que desmascarou a prática da agente, munido de provas substanciais e robustas. Mas nada disso adiantou. Vieira foi impiedoso. Com o denunciante, claro.

Em tempo: Itabuna registrou mais de 14 mil casos de dengue apenas em 2009.

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Estado libera máquinas e recursos para limpeza de canais.
Estado libera máquinas e recursos para limpeza de canais.

O governo do estado assegurou a liberação de recursos e máquinas para fazer a limpeza dos canais de macrodrenagem de Itabuna. A medida é preventiva e visa impedir que o município, novamente, seja assolado por uma epidemia de dengue.

O governo do estado, através da Secretaria de Infraestrutura, vai liberar duas retroescavadeiras e 10 caçambas para a operação. Os detalhes foram definidos em reunião da Sétima Dires, 8ª Residência do Derba e representantes das áreas de saúde e desenvolvimento urbano da prefeitura de Itabuna.

A limpeza abrangerá, inicialmente, 20 quilômetros de canais de alguns dos principais bairros e do centro. O comando do Derba acionou a representação local ainda ontem à noite e solicitou a reunião e informações para a ação de limpeza. A solicitação foi feita pelo deputado federal Roberto Brito, ontem, e atendida pelo novo diretor do Derba, Wilson Britto.

Especialistas em combate à dengue consideram a ação importante, mas de pouca eficácia. “É bom limpar os canais. Mas em relação à dengue, o impacto é mínimo, pois 80% dos focos do mosquito se encontram em imóveis residenciais e comerciais e terrenos baldios”.

Entre janeiro e maio deste ano, Itabuna registrou mais de 13 mil casos de dengue. A epidemia causada pelo mosquito Aedes aegypti matou, pelo menos, oito pessoas. Nos últimos 45 dias, a doença voltou a preocupar com o registro de mais de 200 casos.