Tempo de leitura: < 1minutoMosquito Aedes aegypti é causador da dengue.
O Laboratório Central (Lacen), da Secretaria Estadual de Saúde, confirmou a dengue hemorrágica como causa da morte da costureira Elisângela da Cruz Pereira. É o primeiro óbito provocado pela doença em Ilhéus neste ano, oficialmente.
A costureira faleceu no dia 23 de fevereiro, após ser internada no Hospital Geral Luiz Viana Filho, como o Pimentainformou na segunda passada. A Secretaria de Saúde de Ilhéus ainda não informou quantos casos de dengue, chikungunya e zika foram registrados no município neste ano.
O município tem, pelo menos, mais uma morte suspeita por dengue hemorrágica. Ontem (2), um homem de 89 anos morreu no Hospital Geral Luiz Viana Filho e havia sido diagnosticado, clinicamente, como vítima da dengue hemorrágica. A causa será comprovada por meio de testes sorológicos.
Tempo de leitura: < 1minutoPaciente do QG contam com apoio dos voluntários (foto Oziel Aragão)
As dores intensas de quem contraiu dengue, zika ou chikungunya podem ser aliviadas pela solidariedade. Em Itabuna, um grupo de voluntários, mobilizados pela Igreja Batista Teosópolis, trabalha todos os dias para dar apoio e algum alento aos pacientes.
No chamado QG de Combate ao Mosquito, que recebe a maior parte das pessoas infectadas na cidade, os voluntários distribuem alimentos aos enfermos. “Em alguns dias, são mais de mil pessoas, entre pacientes e acompanhantes”, afirma Gilson Pinheiro, que coordena o Ministério de Ação Social da IBT.
O grupo também tem colaborado com o Banco de Sangue da Santa Casa de Itabuna, contribuindo com o lanche fornecido aos doadores. É a solidariedade que se multiplica, envolvendo gente simples e empresas, cada um se dispondo a ajudar de alguma forma.
Quem se dispuser a ajudar nesse trabalho ou fazer uma doação (pode ser alimento, água mineral, suco, polpa de frutas etc) deve se dirigir à Secretaria da igreja. O endereço é Avenida Félix Mendonça, 75, Bairro da Conceição.
Ilhéus registrou, na última terça (23), a primeira morte suspeita por dengue hemorrágica. A vítima foi internada no dia anterior, no Hospital Geral Luiz Viana Filho, com quadro suspeito da forma mais letal da doença.
A costureira Elisângela da Cruz Pereira faleceu às 16h40min da última terça. Apesar da Secretaria de Saúde de Ilhéus não se posicionar quanto ao caso, o titular da Pasta, Antonio Ocké, esteve no velório da costureira, na tarde da última quarta, conforme amigos da vítima.
O secretário foi procurado. O diretor de Vigilância à Saude, Antônio Firmo, respondeu. Por meio da assessoria de comunicação, limitou-se a informar ao Pimenta que o caso está “sob investigação”.
EPIDEMIA
Ilhéus é um dos municípios baianos que enfrentam epidemia de doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A Secretaria de Saúde local montou estrutura com capacidade para até 300 atendimentos, por dia, a vítimas do mosquito. Atualizada para acréscimo de informação.
Órgãos que têm representação de vários setores da comunidade, os conselhos de saúde defendem a participação e o envolvimento de todos como única maneira de se promover um combate eficiente ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya.
Estratégias para ampliar a participação da sociedade civil nesse trabalho serão apresentadas nesta segunda-feira (29), em Itabuna, pelo presidente do Conselho Nacional de Saúde, Ronald Ferreira dos Santos. Às 14 horas, no Centro de Cultura Adonias Filho, ele aborda o tema com autoridades locais e representantes comunitários.
O encontro é aberto a dirigentes de clubes de serviço, associações de moradores e outras instituições.
Tempo de leitura: < 1minutoAlém de receber denúncias, serviço também esclarece dúvidas e acolhe sugestões sobre o combate ao Aedes aegypti
Com o crescimento do número de casos de dengue, zika e chikungunya, aumenta ainda mais a necessidade de que todos estejam atentos para possíveis focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão de todas essas doenças.
Como se sabe desde o tempo em que o inseto era vetor apenas da dengue, o Aedes se reproduz em água parada. Basta uma pequena brecha de um tanque mal tampado para que um novo foco possa aparecer. Um quintal sujo, com mato elevado e latas e garrafas espalhadas, é outro lugar onde mora o perigo.
Uma inocente casca de fruta ou de ovo é capaz de acumular água suficiente para se transformar no local de onde sairá aquele mosquito que vai lhe fazer enfrentar dias de dores e febres, além de problemas mais sérios. Vale lembrar que um único foco compromete toda uma vizinhança e não apenas a casa onde ele está situado. O Aedes se desloca num raio de 100 metros.
DISQUE-DENGUE –Em Itabuna, informações sobre possíveis focos do mosquito transmissor da dengue, zika e da chikungunya podem ser fornecidas por meio do telefone 3612–8324. A Secretaria da Saúde de Ilhéus disponibiliza dois números para esse atendimento: 3234-2030 e 98881-4586. O cidadão pode também acionar o número 136, da Ouvidoria Geral do Sistema Único de Saúde (SUS).
O Banco de Sangue da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna precisa urgentemente reforçar seus estoques, para atender ao aumento da demanda nesse período de epidemia das chamadas arboviroses (dengue, zika e chikungunya).
A instituição alerta que houve uma queda expressiva do número de doadores nas últimas semanas, acompanhada pelo crescimento da demanda por hemoderivados, principalmente plaquetas. Qualquer pessoa de 16 até 69 anos de idade e em boas condições de saúde pode doar, valendo lembrar que os menores de 18 anos devem estar acompanhados pelos pais ou responsáveis.
O Banco de Sangue funciona de segunda a sexta, das 7 às 17 horas, e aos sábados, das 8h às 16h.
Tempo de leitura: 2minutosGrande volume de baronesa continua acumulado no trecho urbano do Rio Cachoeira (Foto Pimenta).
Baronesas continuam acumuladas na Ponte do Marabá, em Itabuna, quase um mês depois da forte chuva registrada no final de janeiro no sul da Bahia. A prefeitura retirou apenas parte da vegetação em janeiro e o que ficou vem causando mau cheiro e o acúmulo de insetos.
Outro problema foi o acúmulo de vasilhames que podem servir de criadouro para o mosquito transmissor de dengue, chikungunya e zika. E o risco está a não mais que 400 metros do chamado QG de Combate ao Aedes aegypti, unidade especializada no atendimento às vítimas das viroses transmitidas pelo mosquito.
Há mais de duas semanas, técnicos da prefeitura disseram que seria necessário o auxílio de máquinas de grande porte para concluir a retirada da baronesa. Até o início da semana, a tentativa de dispersar as baronesas era feita por dois homens em um barco, tentando arrastar a vegetação, liberando-as pelo próprio fluxo do rio.
Garrafas pet e objetos podem servir de criadouros do mosquito no leito do rio (Foto Pimenta).
Tempo de leitura: < 1minutoPresidente visita fábrica de mosquito em Juazeiro – Foto Roberto Stuckert Filho/PR.
A presidente Dilma Rousseff estará amanhã (19), em Juazeiro (BA), para participar de eventos relacionados ao combate ao mosquito Aedes aegypti. Entre os compromissos da presidente, que estará acompanhada pelo governador Rui Costa, está uma visita à Moscamed Brasil, que produz mosquitos transgênicos. A visita está marcada para o meio-dia.
Os insetos produzidos pela Moscamed são utilizados em cruzamentos com a fêmea do Aedes, gerando mosquitos estéreis ou que morrem antes de chegar à fase adulta.
Depois de conhecer a fábrica, que fica no Distrito Industrial do São Francisco, a presidente e o governador participam, às 14 horas, no Colégio da Polícia Militar de Juazeiro, do lançamento da campanha de mobilização da comunidade escolar para o combate à dengue, zika e chikungunya.
O QG de Combate ao Mosquito, que passou a concentrar as ações de controle de focos e o tratamento dos pacientes de zika, dengue e chikungunya em Itabuna, tem sérios problemas em sua vizinhança.
Moradores de prédios nas imediações advertem: nos fundos do QG há uma laje cheia de entulhos e sucatas, que acumulam água da chuva e são, portanto, potenciais criadouros do Aedes aegypti.
No mesmo quarteirão, fica um terreno baldio onde também é grande a possibilidade de existirem focos do mosquito. A área, que possui uma cisterna descoberta, é frequentada por moradores de rua e usuários de drogas, que afugentam os agentes de endemias.
Tempo de leitura: < 1minutoQG de Combate ao Mosquito recebe grande quantidade de pacientes em seu primeiro dia de funcionamento (foto Oziel Aragão)
A estrutura criada pela Prefeitura de Itabuna para atender as pessoas com doenças relacionadas ao mosquito Aedes aegypti abriu as portas nesta quarta-feira (17), e já está superlotada. Relato feito há pouco pelo repórter Oziel Aragão, no programa Difusora em Revista (rádio Difusora), dava conta do grande número de vítimas com sintomas de zika, dengue e chikungunya que acorreram ao chamado QG de Combate ao Mosquito, na Avenida Cinquentenário.
A fila de gente em busca de atendimento começou a se formar ainda durante a madrugada. Por volta das 6 horas, já era distribuída a ficha de número 100. Pacientes reclamam do forte calor na nova unidade de atendimento.
De acordo com a Prefeitura, o QG tem capacidade para atender até mil pessoas por dia. A unidade também oferece exames de ultrassonografia para gestantes, visando identificar eventuais consequências do zika vírus para o bebê. No local, é ainda realizado levantamento estatístico sobre a epidemia.
Tempo de leitura: 3minutosBicalho discursa durante entrega de “QG” contra o Aedes (Foto Pimenta).
O secretário de Saúde de Itabuna, Paulo Bicalho, disse hoje (16) que o município já montou uma estratégia de guerra ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O número de agentes de combate a endemias subiu de 100 para mais de 180 e os agentes comunitários de saúde também irão auxiliar as ações de controle. Até a próxima quinta, três carros fumacê estarão em Itabuna. Faxinaços nos bairros também estão sendo agendados.
O secretário revelou o plano em entrevista ao Pimenta, pouco antes de entregar uma central de atendimento especializado a vítimas do Aedes aegypti. Ele participou do ato junto com o prefeito Claudevane Leite e o superintendente de Gestão e Regulação da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), José Saturnino Rodrigues.
Segundo o secretário, a central, chamada de QG de Combate ao Aedes aegypti, funcionará não só como pronto-atendimento, mas observatório, pois ajudará a identificar com maior precisão onde estão os casos de dengue, chikungunya e zika “bairro a bairro, rua a rua”. E completou: “é uma estratégia de guerra”.
Questionado sobre quais motivos teriam feito eclodir os casos de viroses do mosquito, Bicalho disse que o primeiro fator é o endêmico. “O mosquito hoje é endêmico e, em segundo lugar, tivemos uma estiagem prolongada. Os mosquitos foram colocando seus ovos e as pessoas ficam com água estocada por 10, 15 dias, por causa da seca. Aí, tivemos um primeiro pico em novembro”, disse ele.
Ainda de acordo com o secretário, já em dezembro, o número de notificações de vítimas do mosquito cresceu três vezes mais em relação a igual período do ano passado. E chegou a ser oito vezes maior em janeiro. “Temos (este cenário) associado à infestação predial alta”, completou Bicalho.
“QG” funcionará como ambulatório e observatório no combate ao Aedes aegypti (Foto Pimenta).
MAIS DE 4 MIL VÍTIMAS
O município registrou 2.806 casos de dengue até o final de janeiro, segundo a Secretaria de Saúde local. Já os casos de zika, chegaram a 1.345, além de 4 notificações de chikungunya. De acordo com o secretário, a tendência é de que o número de notificações de zika supere o de dengue no município. E que metade da população tenha uma das três viroses.
Durante a entrega da central especializada, que funcionará a partir das 7h desta quarta (17), o prefeito Claudevane Leite disse que a sociedade deve colaborar no combate ao mosquito. “Quase 90% dos focos de Aedes aegypti estão dentro das casas”, afirmou. O prefeito também destacou o esforço dos profissionais em saúde e os investimentos feitos pelo município.
APOIO DO ESTADO
O superintendente de Gestão e Regulação da Sesab, José Saturnino Rodrigues, disse ao Pimenta que o estado poderá até mesmo contratar leitos em clínicas e hospitais privados para vítimas das arboviroses (dengue, zika e chikungunya), caso necessário.
Antes da entrega do QG, José Rodrigues se reuniu com o secretário Bicalho e com o prefeito de Itabuna. Bicalho conversou com o secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas Boas, quando delineou o quadro no município e as necessidades para o combate ao mosquito e a assistência às vítimas. Além do envio de fumacês, o estado poderá enviar medicamentos e, se necessário, profissionais de saúde.
Tempo de leitura: < 1minutoPacientes aguardam atendimento no Base (foto Fábio Souza)
A imagem acima mostra a angústia de dezenas de pacientes que aguardavam atendimento no pronto-socorro do Hospital de Base de Itabuna, na manhã desta terça-feira (16). A maioria deles com sintomas de uma das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.
Por falta de estrutura, o Base – que é referenciado para trauma e emergências – acabou absorvendo (mal) essa demanda. Logo mais, a Prefeitura inaugura um “QG” que irá reforçar o atendimento às vítimas do Aedes, mas a unidade só irá funcionar efetivamente a partir de amanhã. Hoje é só discurso.
Nas redes sociais, itabunenses questionam por que o QG não começa a atender imediatamente, dada a gravidade da situação. É o princípio de que “não se deve deixar para amanhã o que se pode fazer hoje”, que ganha ainda mais sentido quando há um incêndio a ser apagado.
Tempo de leitura: < 1minutoCentral para atendimento a pacientes será inaugurada hoje
A Secretaria da Saúde de Itabuna promete uma nova fase no combate ao mosquito Aedes aegypti a partir desta terça-feira (16). À tarde, será inaugurado um “QG” na Avenida do Cinquentenário, onde 120 profissionais prestarão atendimento aos pacientes e farão levantamentos estatísticos sobre os casos de zika, dengue e chikungunya. No local, também serão realizados exames de ultrassonografia em gestantes, em virtude da associação entre a zika e malformações nos fetos, como a microcefalia.
O atendimento no QG será iniciado a partir de amanhã (dia 17) e, de acordo com a Prefeitura, a unidade, situada no número 1370 da Cinquentenário (antiga sede da Indiana Veículos), funcionará 24 horas por dia e todos os dias da semana. A determinação de expediente ininterrupto vigora enquanto o município permanecer em estado de emergência.
Além do reforço no tratamento dos pacientes, a Prefeitura também anunciou a realização de caminhadas em bairros da cidade para orientar moradores sobre a prevenção aos focos do mosquito. O cronograma dessas visitas ainda será anunciado.
Tempo de leitura: < 1minutoDengue foi descartada como causa da morte de jovem (Foto Reprodução).
Exames laboratoriais descartaram a dengue hemorrágica como causa da morte de Rafael Esteves Monteiro, de 22 anos. Os exames sorológicos deram negativo, também, para doenças como meningite, leptospirose e vírus influenza sorotipo B.
Rafael Monteiro faleceu no final da manhã da última quinta-feira (11), após ser internado em estado grave no Hospital São Lucas, em Itabuna. Em dias anteriores, o jovem procurou o hospital. Após ser atendido, foi liberado nas duas oportunidades, segundo familiares.
De acordo com o secretário de Saúde de Itabuna, Paulo Bicalho, os resultados dos exames feitos tanto no Laboratório Central da Sesab, em Salvador, como num laboratório em Belo Horizonte (MG), encerram o processo de investigação aberto por sua Pasta.
Cópias dos resultados do exame serão enviado para o Hospital São Lucas. O diagnóstico clínico apontou a dengue hemorrágica como causa da morte de Rafael. Ao Pimenta, o secretário informava, na quinta, que outros problemas de saúde poderiam ser a causa do óbito.
Tempo de leitura: < 1minutoUnidade para pacientes com dengue, zika e chikungunya em Ilhéus (foto Carlos Santiago)
Assim como em Itabuna (ver nota abaixo), o atendimento às pessoas com suspeita de dengue, zika ou chikungunya também é precário e improvisado em Ilhéus.
Na unidade criada para atender especificamente as vítimas do Aedes, os pacientes chegam a ficar na fila mais de quatro horas. Além disso, até ontem o município ainda não tinha firmado convênio com um laboratório responsável pela coleta de sangue para o diagnóstico dos casos.
Após receber várias reclamações de pacientes em seu programa de rádio, o repórter Carlos Santiago foi até a unidade e verificou a gravidade da situação. Às 11h30 da manhã desta quinta-feira, 11, haviam sido distribuídas 180 fichas, mas apenas 30 pacientes tiveram a sorte de receber atendimento. Os demais receberam senhas para voltar no dia seguinte.
Ou seja, enquanto a saúde pública patina na incompetência, o Aedes aegypti segue cada vez mais eficiente, fazendo suas vítimas no atacado. O mosquito, infelizmente, está ganhando a guerra.