Em primeira mão
A Secretaria de Saúde de Itabuna corrigiu os dados sobre o percentual de imóveis infestados por larvas do mosquito da dengue. O índice é superior ao divulgado ao final da manhã de hoje. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, 23,68% dos imóveis na área urbana têm larvas do Aedes aegypti.
O percentual está entre os três maiores da história, ficando abaixo apenas dos registrados em janeiro e dezembro do ano passado (confira em nota postada mais cedo).
Numa nota técnica, a Vigilância Epidemiológica atribui à realização de bloqueios (aplicação de larvicidas em áreas com casos de dengue) a queda, pequena, no percentual de casas com larvas do mosquito da dengue, quando comparado o índice registrado no início de dezembro e o do final de janeiro. A isso, soma-se, conforme a nota da vigilância, o fato de cinco bairros registrarem infestação zero ante dois em dezembro.
Por meio da assessoria de comunicação, o secretário da Saúde de Itabuna, Plínio Adry, informou ao PIMENTA que o LIRAa feito na semana passada detectou que o município está com índice de infestação bastante alto (21,76%), mas abaixo do percentual histórico registrado em dezembro passado (27,5%).
O percentual também fica abaixo dos 27,1% aferido em janeiro do ano passado.
Os bairros com mais altos índices de presença de larvas do mosquito da dengue são, de acordo com o levantamento feito pela secretaria, o Daniel Gomes, com 47,83%, Pedro Jerônimo (46,21), Maria Pinheiro e Novo Fonseca (ambos com 45,71%) e Alto Maron (16%).
O levantamento não detectou presença de larvas em locais que, historicamente, apresentam índices consideráveis, a exemplo do Bairro Góes Calmon. Outra localidade foi o centro comercial.
Afora estes bairros, os percentuais mais baixos foram registrados no Loteamento Nossa Senhora das Graças (8,57%), Castália (9,52%), Jardim Grapiúna (9,67%), Parque Boa Vista (9,75%) e Corbiniano Freire (10%).
O blog questionou a autoridade em saúde o motivo da queda no percentual de infestação mesmo Itabuna enfrentando chuvas alternadas com sol forte e tendo aumento do número de casos de dengue.
A resposta: um combinado de fatores pode ter ajudado na redução (áreas onde houve forte redução da quantidade de focos de larvas do mosquito e eficiência do larvicida que está sendo aplicado), além do levantamento ser uma pequena amostragem e, por isso mesmo, ter margem de erro alta. Atualização às 13h51min – Os dados passam por revisão. O índice de infestação predial deve ficar acima dos 23%.
Plínio Adry: silêncio (foto Pedro Augusto).
A Prefeitura de Itabuna faz grande mistério quanto ao resultado do Levantamento de Índices Rápidos de Aedes aegypti (LIRAa) aplicado na semana passada. A divulgação deveria ter ocorrido no início desta semana.
O município havia batido recorde histórico de infestação em dezembro último, quando, de cada cem casas visitadas, 27 residências apresentavam focos de larvas do mosquito da dengue, o Aedes aegypti. O percentual exato: 27,5%.
Afinal, qual a razão para tanto segredo? A infestação apurada na semana passada é ainda maior?
O espaço está aberto para que o secretário de Saúde, Plínio Adry, e o responsável pelo programa de combate à dengue se pronunciem, principalmente neste momento em que os casos de dengue se avolumam no município.
A Secretaria de Saúde de Itabuna fez mais um Levantamento de Índices Rápidos de Aedes aegypti (LIRAa) no final da semana passada. A expectativa era para números superiores aos 27,5% registrados no início de dezembro.
Os dados devem ser conhecidos divulgados, oficialmente, até a próxima quarta (5).
O percentual de imóveis infestados por larvas do mosquito da dengue em dezembro era mais de 26 vezes superior ao aceitável pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O caso de dengue hemorrágica, há duas semanas, despertou a atenção de autoridades no município.
Um terreno ao lado da Igreja São Judas Tadeu, na Avenida Ilhéus, Alto Mirante, em Itabuna, está tirando o sono da vizinhança. O mato tomou conta do local e uma lagoa se formou, atraindo vários tipos de insetos. Ratos, rãs e muriçocas são os novos “vizinhos” do pedaço. Os moradores de áreas próximas cobram posição do governo municipal, pois acreditam que a água acumulada no terreno pode se tornar criadouro do Aedes aegypti, o mosquito da dengue.
Itabuna vive a iminência de nova epidemia de dengue, com índices anormais de focos, além de casos da doença, até em sua forma mais grave – a hemorrágica -, registrados. No entanto, alguns moradores mantêm-se em atitude totalmente irresponsável, descumprindo todas as recomendações destinadas a prevenir um surto.
Por toda a cidade, vê-se água armazenada de forma incorreta em reservatórios descobertos, represada em pneus e no lixo jogado em terrenos baldios e até mesmo piscinas que servem exclusivamente para o “lazer” do Aedes aegypti.
A foto mostra um imóvel situado na Rua Felipe Argolo (número 679), no bairro Castália. Segundo moradores da vizinhança, a piscina que aparece na imagem está há meses nessa deplorável situação, o que indica, entre outras coisas, que os agentes de endemias não têm visitado o local para constatar o perigo que ele representa para a saúde pública.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) confirmou a primeira morte por dengue hemorrágica em 2014 no sul da Bahia. Um paciente de Coaraci morreu após dias internado no Hospital Calixto Midlej Filho, em Itabuna. A vítima tinha 38 anos.
Vários municípios da região cacaueira correm risco de surto epidêmico da doença. Já fora de perigo, uma paciente de 15 anos está internada no Hospital de Base de Itabuna.
A adolescente teve o tipo mais grave de dengue, a hemorrágica. Até o início da semana, a Sesab havia notificado oito casos de dengue clássica em Itabuna.
A Prefeitura de Itabuna inicia nesta terça-feira (21) o treinamento de 600 profissionais, entre agentes comunitários de saúde, enfermeiros e supervisores, para a prevenção da dengue no município. Segundo a gestão municipal, o treinamento para o programa “SOS Dengue” faz parte de uma estratégia que busca contar com o apoio da população para reduzir o número de criadouros do mosquito Aedes aegypti, combater a infestação e investigar os sintomas da dengue.
O treinamento será ministrado até esta sexta-feira (24). As atividades ocorrem sempre das 8 às 12 horas, no salão da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, no bairro de Fátima. A coordenadora dos agentes comunitários de saúde, Margarida Novaes, acredita que se cada morador dedicar dez minutos por dia ao cuidado com possíveis focos de dengue, em sua própria casa, estará ajudando a Prefeitura no combate aos criadouros. “O trabalho dos agentes comunitários será de promoção da saúde e orientações para prevenção da dengue”, afirma.
A coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde, Itana Miranda, esclarece que o Ministério da Saúde atribui também aos agentes comunitários a orientação para o combate a dengue. “Esse trabalho será um reforço importante, tanto na parte educativa da campanha, como no alerta contra a automedicação em casos de dengue. Sempre é preciso lembrar à comunidade que sintomas simples podem estar associados à dengue e não devem ser tratados em casa”, alerta.
Agentes vêm tendo dificuldade para entrar em algumas casas (foto Pedro Augusto)
Um fato ocorrido na semana passada no bairro Sarinha, onde um idoso foi espancado por um bandido que se fez passar por agente de combate à dengue, levou alguns moradores de Itabuna a se recusar a abrir a porta para os profissionais que atuam no controle dos focos da doença. A situação é preocupante e acendeu sinal de alerta na Secretaria Municipal da Saúde, principalmente porque o verão é a época do ano na qual o Aedes aegypti mais se reproduz.
Nesta segunda-feira (13), a Prefeitura divulgou nota, recomendando medidas que o morador deve adotar para receber o agente com mais tranquilidade. Segundo a nota, é preciso verificar se o profissional porta documentos de identificação, bem como se usa farda e mochila com o brasão do município.
Se a desconfiança persistir, o morador pode ligar para o Departamento de Vigilância à Saúde e confirmar a identidade do funcionário. O número é 3617-5692.
De acordo com o coordenador de Combate a Endemias, servidores vêm tendo dificuldade para entrar em certas residências. “Os agentes não estão tendo acesso a algumas casas e isso é preocupante. Cada casa pendente representa um foco com raio de ação do mosquito em até 100 metros”, adverte.
O percentual de casas que possuem focos de larvas do Aedes Aegypti em dezembro é, na média, o maior da história de Itabuna. A Secretaria Municipal de Saúde divulgou os dados há pouco. Das residências visitadas pelos agentes, 27,5% possuem larvas do mosquito da dengue.
Em janeiro, o percentual já era altíssimo: 27,1%. Os percentuais foram aferidos no Levantamento de Índices Rápidos de Aedes Aegypti (LIRAa).
O resultado de hoje põe a cidade ainda mais em alerta para este verão 2013/2014. Pela classificação do Ministério da Saúde, o percentual registrado agora indica possibilidade de surto epidêmico da dengue em Itabuna.
Os percentuais apurados neste ano são bem superiores ao último registro de 2012: 18,4%, em novembro, quando a cidade tornou-se, pela quarta vez, campeã nacional em infestação por larvas do mosquito da dengue.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera aceitável pouco menos de 1%. Itabuna está na faixa dos municípios que correm sério risco de surto epidêmico de dengue.
Os dados divulgados nesta sexta (6) revelam que o trabalho de controle e de combate à dengue no município não registrou avanços. O secretário de Saúde, Plínio Adry, reconhece que o índice está elevado, mas afirma que houve redução de 65% no número de casos.
A redução, como já afirmado neste blog, se deve muito mais a fatores como resistência imunológica adquirida pela população ao longo de quase 20 anos de surtos de dengue, e à subnotificação. Casos deixam de ser notificados ou porque o paciente não procura a rede pública de saúde ou porque a unidade de saúde do bairro não funciona, o que foi uma queixa geral no município durante quase todo o ano.
Uma reunião nesta sexta-feira (6), às 10h, no gabinete do secretário de Saúde de Itabuna, Plínio Adry, debaterá irregularidades no trabalho de coleta de dados do Levantamento de Índices Rápidos do Aedes aegypti (LIRAa) em Itabuna. A Sétima Diretoria Regional de Saúde (7ª Dires) formalizará denúncia de que o coordenador de Endemias da Prefeitura de Itabuna, Renato Freitas, impediu o trabalho de supervisão dos dados.
Apesar de ser acusado de impedir a supervisão, Renato Freitas afirmou ao PIMENTA, por meio de nota da assessoria de comunicação, que o trabalho de fiscalização foi feito por técnicos da 7ª Dires, o que é desmentido pelo órgão da Secretaria Estadual de Saúde.
A divulgação dos dados do LIRAa deste segundo semestre está prevista para amanhã. Neste ano, Itabuna teve mais de 2,7 mil casos de dengue. Apesar de ser 68% menor do que o do ano passado, o número é alto se considerada a relação casos x número de habitantes, além da quantidade de unidades de saúde em funcionamento durante todo o ano.
Os resultados do levantamento que define o índice de focos de larvas do mosquito da dengue, o LIRAa, estão sob suspeição em Itabuna. Ontem e hoje, técnicos da Sétima Diretoria Regional de Saúde (7ª Dires) foram impedidos de analisar parte do material coletado pelos agentes e a Secretaria de Saúde de Itabuna recusou-se a entregar os relatórios do LIRAa.
O levantamento deveria ter sido feito no início de novembro. Atrasou. Começou a ser feito somente ontem e será concluído, possivelmente, na sexta-feira. Agora, os técnicos da Dires relatam dificuldades impostas pela coordenação municipal de combate à dengue para o trabalho de supervisão.
Tempo de leitura: 3minutosLIRAa deixou de ser feito, mas ações serão intensificadas (Foto Pimenta).Renato Freitas, de branco, aponta áreas com maior incidência de dengue (Foto Gabriel Oliveira).
Pela primeira vez nos últimos seis anos, Itabuna ficou de fora da lista dos municípios brasileiros com os maiores índices de casas com focos do mosquito da dengue, o Aedes aegypti. Mas a razão para isso é o próprio coordenador de combate à dengue, Renato Freitas, quem explica:
– O LIRAa Não foi feito. Vai ser feito. Não tem nada demais – disse em entrevista ao PIMENTA há pouco.
O LIRAa é o Levantamento de Índices Rápidos de Aedes aegypti e deveria ser feito entre 1º de outubro a 8 de novembro. O município foi por quatro vezes campeão nacional em infestação de larvas do mosquito da dengue (relembre aqui).
Renato apontou problema na aquisição de material. “Não há facilidade para a compra do material”.
Renato explicou, no entanto, que o material já chegou e o trabalho começará assim que forem definidas as áreas para aplicação do LIRAa, o que é feito por sorteio, segundo explicou ao blog. Este foi o segundo levantamento cancelado, nos últimos cinco meses, devido à falta de material (relembre aqui). Itabuna registrou 2.705 casos de dengue até o final de outubro.
QUEDA DE 68% NO NÚMERO DE CASOS
Para o coordenador, não há razões para preocupação por o município não ter feito o levantamento. Ele cita a redução de 68% no registro de casos de dengue no município no comparativo deste ano com 2012.
Segundo Renato, a queda se deve a ações desenvolvidas pela secretaria, a exemplo de “armadilha” para coleta de ovos do mosquito da dengue (ovitrampas) e os bloqueios nas áreas onde há registro de casos.
Existem ainda outros dois fatores responsáveis pela queda, conforme observação de técnicos da Secretaria Estadual de Saúde: as subnotificações de casos aumentaram no primeiro semestre e a população itabunense passou a ter maior resistência aos vírus tradicionais da doença (1, 2 e 3).
CONTRATAÇÃO DE AGENTES
O município intensificará as ações contra a dengue neste verão. Há duas semanas, o prefeito Claudevane Leite anunciou a contratação de 139 novos agentes de endemias para o combate à dengue no município, parte deles será para substituir 44 contratos a vencer ou vencidos. A contratação será feita por meio de seleção pública.
ILHÉUS E ITABUNA CORREM RISCO DE SURTO DE DENGUE
A lista dos municípios que correm risco de sofrer surto de dengue neste verão foi divulgada ontem (19) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. São 157 municípios em todo o país, sendo 16 deles baianos. No sul da Bahia, Ilhéus, que registrou mortes por dengue hemorrágica neste ano, faz parte do grupo de risco.
O coordenador do Programa Estadual de Controle da Dengue, João Emanoel Araújo, numa entrevista, define a situação de Ilhéus e Itabuna como preocupantes. Outros municípios assim classificados são Barreiras, Feira de Santana, Guanambi, Jequié, Mucuri, Salvador e Teixeira de Freitas.
A Prefeitura de Itabuna anunciou que vai contratar mais 139 agentes de endemias. A previsão é de que o edital do processo seletivo seja divulgado nesta sexta-feira, no Diário Oficial do Município.
Atualmente, Itabuna conta com 117 agentes, mas 44 têm contrato prestes a vencer, o que exige seleção de mais profissionais. Os novos devem começar a trabalhar no período mais crítico da doença, o verão.
Historicamente, o maior número de casos de dengue em Itabuna se concentra no período de fevereiro a maio, segundo o coordenador de Endemias, Renato Freitas.
Neste ano Itabuna registrou 2.705 casos de dengue. Os bairros que mais preocupam são Daniel Gomes, Califórnia, Urbis 4, Jardim Primavera e Maria Pinheiro. As informações são d´A Região Online.