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WALMIR~1Walmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

 

Desenvolvimento, e não o simples crescimento baseado em alguns números e estatísticas, é o que nossas cidades precisam para promover oportunidades a todos os segmentos sociais. No caso de Canavieiras, o turismo que se avizinha é o da melhor idade e ecumênico, bastando, apenas que a cidade ofereça todas os serviços que esses turistas se sintam em casa.

 

Em tempo de recursos cada vez mais escassos, só resta aos municípios brasileiros buscar novos paradigmas de administração pública. Há muito não se consegue junto aos governos Federal e estaduais recursos suficientes para atender as necessidades mais prementes dos municípios, com responsabilidades crescentes no atendimento à população.

Aquele modelo de simples crescimento, calcado na implantação de obras sem planejamento não mais funciona hoje. A população, embora cada vez mais pobre e sem perspectivas, possui modernos instrumentos de comunicação rápidos e eficientes: as chamadas redes sociais, disponíveis em qualquer smartfone conectado a internet.

E o avanço tecnológico provocou uma mudança comportamental em toda a população, sem distinção da sua estratificação econômica e social. Determinada pessoa pode até não saber analisar determinada situação de forma pedagógica, mas tem o conhecimento do fato e sua metodologia de discernimento é o caixa do supermercado.

Daí, o cuidado redobrado do governante em mudar seus conceitos: ao invés do simples e atrasado crescimento, terá que perseguir o desenvolvimento, adotando o planejamento municipal e não só o das finanças, como sempre aconteceu. Qual a cidade que queremos, quais os recursos que dispomos e quais as nossas prioridades?

Tudo isso deverá estar contemplado no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) como linha mestra a ser seguida. Para elaborá-la, ou reformá-la, precisamos do apoio de técnicos especialistas em cidades e vontade política de executar suas recomendações, transformadas em lei balizadora do zoneamento urbano.

Agora, passados 10 anos da aprovação do Plano Diretor Urbano Municipal, é hora de recolocar Canavieiras no caminho do desenvolvimento, com propostas dentro de novas perspectivas. Para tanto, é primordial instrumentalizar o processo com uma política urbana concreta, baseada na vocação econômica e nas possibilidades futuras.

E parceiros para essa monumental empreitada não faltam. Temos hoje na região a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), com conhecimento acumulado sobre nossos municípios, e a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), com uma proposta acadêmica diferenciada, o que a permite atuar de acordo com a realidade local.

Abrindo um parêntese, essa é a segunda grande oportunidade de Canavieiras integrar o rol dos municípios turísticos de fluxo perene. O primeiro foi o Projeto Canes (Complexo de Atividades de Natureza Econômica e Social), elaborado em 1990 pelos urbanistas André Sá e Francisco Mota e o economista Paulo Gaudenzi.

Nas ações complementares ao projeto Canes, a desapropriação de áreas no centro e na Ilha da Atalaia, para a implantação de hotéis, pousados e cabanas de praias padronizadas, bem como unidades residenciais. O Projeto Canes foi o primeiro grande vetor do desenvolvimento turístico de Canavieiras, proposta era a de transformá-la numa cidade que conseguisse reunir todas as condições de oferecer ao turista uma hospitalidade de primeira linha.

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Reunião na Secretaria da Fazenda, onde ocorreu a assinatura do contrato do Pró-Semiárido. Na cabeceira da mesa, o secretário da Fazenda, Manoel Vitório; à esquerda, representantes do Fida; à direita, o secretário de Desenvolvimento e Integração Regional, Wilson Britto, e o diretor executivo da CAR, José Vivaldo
Reunião na Secretaria da Fazenda, onde ocorreu a assinatura do contrato do Pró-Semiárido. Na cabeceira da mesa, o secretário da Fazenda, Manoel Vitório; à esquerda, representantes do Fida; à direita, o secretário de Desenvolvimento e Integração Regional, Wilson Britto, e o diretor executivo da CAR, José Vivaldo

A CAR (Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional), empresa do governo baiano vinculada à Secretaria de Desenvolvimento e Integração, investirá US$ 100 milhões (equivalente a R$ 228 milhões) em ações com o objetivo de fortalecer grupos produtivos no semiárido. O investimento está relacionado ao início do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável da Região Semiárida Baiana (Pró-Semiárido).
Os recursos para o projeto são fruto de contrato assinado esta semana entre o governo do Estado e o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). De acordo com o diretor executivo da CAR, José Vivaldo Mendonça, a nova operação atenderá 70 mil famílias da zona rural.
“Os recursos serão aplicados na continuidade do Projeto Gente de Valor, ampliando sua atuação, que em conjunto com as demais operações executadas pela CAR avançarão nos investimentos para transformação de vidas”, afirma Vivaldo. Ele cita entre os alvos do projeto a construção de agroindústrias, sistemas de abastecimento de água, formação técnica e atuação em redes de cooperação socioprodutiva.

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helenilson-chaves1Helenilson Chaves

Estamos, lamentavelmente, formando legiões de pessoas sem perspectivas, que não raro mergulham no caminho sem volta da marginalidade e das drogas.

O que será do Sul da Bahia daqui a 20 anos. Muitos de nossos cidadãos, após décadas de crise e diante de algumas perspectivas, vislumbram o paraíso.
Uma visão mais realista, entretanto sinaliza na direção contrária, diante da ausência de fundamentos básicos para que esse novo ciclo de desenvolvimento se consolide.
O ponto principal é a ineficiência na formação dos futuros responsáveis pela condução das ações que levem ao progresso e à distribuição de riquezas de maneira adequada. O que vemos, hoje, é a destruição do futuro.
Observemos que a formação de nossas crianças e adolescentes, através do ensino fundamental e médio, deveria promover uma educação que efetivamente capacitasse e incutisse a noção de cidadania plena.
Esses propósitos não tem sido realizados pelos responsáveis por essas ações. As escolas de ensino fundamental e médio encontram-se numa situação que as torna incapazes de exercer o papel que lhes cabe.
Aqui no Sul da Bahia temos cidades em que o ano letivo nem começou ou começou com atraso considerável, cargas horárias ineficientes, exigências absurdas de material escolar, pais sendo obrigados a comprar fardamentos e merenda deficiente, além da estrutura precária.
Como se estivéssemos pintando o quadro de horror, essa geração que é o futuro não conseguirá exercer adequadamente profissões nem atender demandas que possam resultar na criação e distribuição de riquezas regionais.
Estamos, lamentavelmente, formando legiões de pessoas sem perspectivas, que não raro mergulham no caminho sem volta da marginalidade e das drogas. E o futuro, que poderia ser brilhante, torna-se uma opera canhestra, numa sinfonia desafinada.
Sejamos,  porém, otimistas. É possível sim reverter esse quadro. E só há  um único caminho: a Educação de qualidade, em todos os níveis e acessível a todos. Porque sem Educação no presente, simplesmente não hvará futuro.
Helenilson Chaves é presidente do Grupo Chaves.

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Walter-Pinheiro-Wilson-Dias-AbrWalter Pinheiro | imprensapinheiro@gmail.com

A Bahia se mobiliza para que não haja mais atraso em seu cronograma de obras (o que traria prejuízos ao Estado e ao Brasil como um todo).

A Bahia tem uma história econômica caracterizada por sua vocação para o mercado externo. Em tempos imemoriais, ainda no século XVI, após o desembarque de Cabral em terras brasileiras a Capitania teve no pau-brasil sua primeira commodity, que mais tarde se juntaria ao açúcar, ao fumo e ao cacau reforçando sua pauta de exportações.
Hoje, as commodities são outras. Somos o quinto produtor brasileiro de bens minerais, a exploração mineral da Bahia é responsável pela geração de 13 mil empregos diretos, dos quais 11.400 estão em municípios da região do semiárido.
A Bahia tem ainda a explorar grandes jazidas de 40 diferentes substâncias. Somos o primeiro produtor brasileiro de urânio, cromo, salgema, magnesita e talco, e destaque nacional na produção de níquel, cobre e ouro, além de possuirmos a maior diversidade cromática de rochas ornamentais do País.
Os projetos para exploração dessas jazidas somam atualmente investimentos de R$ 20 bilhões, até 2015. Há outros projetos em fase inicial, que vão desde as matérias-primas para fertilizantes até as terras-raras.
Para que isso ocorra, precisamos de uma logística que possibilite o transporte das minas até os centros de consumo ou a portos marítimos que permitam ao Estado sustentar sua histórica vocação de exportador.
Mas quando se fala em transporte de minérios, o modal só pode ser o ferroviário. E no caso específico dessa grande província mineral em que se constitui a Bahia, espalhada de forma especial pela região do semiárido do Estado, a saída natural está na construção da Fiol (Ferrovia Oeste-Leste).
Com extensão de 1.527 quilômetros, partindo de Ilhéus até atingir Figueirópolis, no Tocantins, onde se encontrará com a Ferrovia Norte-Sul, a Fiol vai mudar a vida de 147 municípios localizados ao longo do seu trajeto, com o mesmo impacto das ferrovias dos Estados Unidos no desenvolvimento do oeste daquele país.
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A lentidão do governo baiano no processo de cessão da área do Porto Sul para instalar o terminal privativo da Bamin causou estranheza ao presidente da Comissão Especial do Porto Sul, deputado Augusto Castro. O parlamentar conversou, ontem, com o diretor de Relações Institucionais da empresa, Frederico Souza.
“É estranho que até o momento essa cessão não tenha sido oficializada, uma vez que a área já foi desapropriada e a área antiga, em Ponta da Tulha, já havia sido cedida”, lamentou. A empresa informou ter investido R$ 51 milhões no processo de licenciamento ambiental.
O deputado estadual disse que, da forma como anda o projeto do porto, é possível que a Ferrovia Oeste-Leste seja concluída em 2014 e a Bamin não tenha porto para escoar a produção de minério de Caetité. A licença prévia foi emitida pelo Ibama, mas o governo estadual ainda não fez a cessão da área em Aritaguá.
A Comissão Especial do Porto Sul na Assembleia Legislativa deverá convidar o presidente da Bamin, José Francisco Viveiros, e o secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, para esclarecer pontos de “entrave” e construir soluções para o imbróglio.

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Para itabunenses, economia local vive período de estagnação (Foto Pimenta).
Para itabunenses, economia local vive período de estagnação (Foto Pimenta/Arquivo).

A maioria do eleitorado itabunense acredita que o município está em ritmo lento quando analisada a economia do município. A percepção foi constatada na pesquisa da Sócio-Estatística, que ouviu 808 itabunenses acima de 16 anos.
Para 52,7%, Itabuna “está parada” e 24,5% acreditam que a maior economia sul-baiana “está indo para trás”. Apenas 21,3% disseram que a cidade encontra-se em ritmo de desenvolvimento. A pesquisa foi feita no período de 1 a 8 de março.
Para o sociólogo e coordenador da pesquisa, Agenor Gasparetto, os resultados apontam para “uma situação de baixa autoestima do itabunense”. Na opinião de Gasparetto, o trabalho do novo prefeito, Claudevane Leite, “passa necessariamente pela elevação da confiança e da auto-estima dos seus concidadãos em relação ao futuro de cidade em que vivem”.
O município vive a expectativa de atração de, pelo menos, uma grande indústria, a Del Valle, que, se confirmada, vai gerar até 2,5 mil empregos e será construída numa área desapropriada pelo Governo do Estado para a instalação do Distrito Industrial de Itabuna. A área fica vizinha ao município de Itapé.
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PESQUISA REVELA QUE SÓ 23,2% DOS
ITABUNENSES APROVAM GOVERNO VANE

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Geraldo: ameaça no STF.

O deputado federal Geraldo Simões (PT) cobrou há pouco, na Rádio Difusora, uma manifestação do prefeito eleito de Itabuna, Vane do Renascer (PRB), com relação à área para a futura Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba). Segundo o parlamentar, a questão do terreno ainda não foi resolvida “nem pelo prefeito que vai sair nem pelo que vai entrar”.

Simões fez uma provocação a Vane, dizendo que ele “tem que ser franco” e dizer se vai apresentar a área da Ufesba. “Se não houver condições, vamos procurar o governador Wagner”, disse o deputado, que não abre mão de que tanto a reitoria quanto o campus da Ufesba fiquem em Itabuna.

O deputado declarou que a implantação da Ufesba será o fato de maior importância desde a emancipação de Itabuna, há 102 anos. “Olhe para os quatro cantos de Itabuna e você não vai ver nada grandioso”, afirmou o político, acrescentando que esse deserto de realizações será superado com a vinda da Ufesba. Simões governou Itabuna em duas oportunidades e exerce o segundo mandato como deputado federal.

Ainda de acordo com o petista, quem defende a proposta de instalar a reitoria da Ufesba em Itabuna e os cursos na sede regional da Ceplac, situada em território do município de Ilhéus, age contra os interesses de Itabuna e também do órgão federal. Segundo ele, quem aponta essa alternativa “quer prejudicar Itabuna e fechar a Ceplac”.

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Helenilson Chaves

 

Devemos ser extremamente gratos àqueles que conseguiram a instalação da Universidade Federal do Sul da Bahia, mas é preciso avançar no sentido de que ela venha a funcionar como um centro de disseminação de oportunidades.

 

A implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia, que terá sede em Itabuna, é fruto de ampla mobilização de todos os segmentos da sociedade organizada. Uma grande conquista para a nossa região.

A implantação de uma universidade federal vai bem além de sua estrutura física. É preciso criar as condições necessárias para que a Ufesba proporcione o surgimento de oportunidades para os sulbaianos, através do conhecimento a ser conquistado.

Estrutura física adequada e cursos que contribuam para o desenvolvimento socioeconômico e intelectual são a combinação perfeita para que possamos ter na universidade um instrumento que atenda aos anseios da população.

Devemos ser extremamente gratos àqueles que conseguiram a instalação da Universidade Federal do Sul da Bahia, mas é preciso avançar no sentido de que ela venha a funcionar como um centro de disseminação de oportunidades, num momento em que o Sul da Bahia passará por grandes transformações com a chegada de empreendimentos como o Porto Sul, a Ferrovia Oeste-Leste, o Gasoduto da Petrobrás e a rede de distribuição de gás natural da Bahiagás.

Para que possamos ter à disposição as imensas potencialidades oferecidas pela Ufesba, é preciso que nossos governantes também invistam na base do sistema educacional, com um ensino fundamental e médio de qualidade e a valorização dos professores.
Somos mais do que uma mistura de negros, índios e brancos. Somos um povo que, tendo oportunidades de se desenvolver, fazemos do espírito empreendedor a nossa marca.

E a educação é e sempre será o caminho para a cidadania. Temos no Grupo Chaves, através da Fundação Manoel Chaves, um exemplo de que a educação transforma.

Crianças e adolescentes que frequentam a escola e os cursos oferecidos pela Fundação demonstraram que quando a semente é plantada, a colheita é fértil. Muitos deles já chegaram à Universidade Estadual de Santa Cruz, em cursos como Medicina Veterinária, Educação Física e Administração. Outros já estão no mercado do trabalho, a exemplo de ex-alunos hoje funcionários do Banco do Brasil, ou iniciando seus próprios negócios.

A educação de qualidade, da base ao topo, é a garantia de um futuro melhor para nossa região.

Helenilson Chaves é empresário.

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Da Agência Brasil

Iniciativas de desenvolvimento nas Américas são quase sempre acompanhadas de situações de violência. A informação está no relatório inédito Transformando Dor em Esperança – Defensoras e Defensores dos Direitos Humanos nas Américas, divulgado hoje (7) pela organização não governamental (ONG) Anistia Internacional.

O documento analisa 300 casos acompanhados pela organização entre janeiro de 2010 e setembro de 2012, em 13 países: Argentina, Brasil, Colômbia, Cuba, El Salvador, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Jamaica, México, Peru, República Dominicana e Venezuela. Entre eles, são detalhados 57 casos de pessoas mortas ou ameaçadas, sendo que cinco foram registrados no Brasil.

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O Governo do Estado sempre afirmou que a chegada do Porto Sul representaria apenas o começo de um novo ciclo de desenvolvimento na Bahia, principalmente no Sul do Estado. A movimentação que ocorre desde a semana passada, quando a Licença Prévia do empreendimento foi concedida pelo Ibama, faz jus a essa expectativa.

Segundo Jaques Wagner, desde quarta-feira, 14, três dias antes da LP, 18 empresas procuram o governo para tratar de grandes negócios no Estado.

Para o governador, a influência do Porto Sul nesse interesse é inequívoca.

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O governador Jaques Wagner manifestou-se há pouco sobre a Licença Prévia concedida pelo Ibama ao projeto do Porto Sul, tocado em parceria entre o Governo do Estado e a empresa Bahia Mineração. A primeira e mais difícil das três licenças do projeto (as outras são as de Implantação e de Operação) será publicada nesta sexta-feira, 16 (ver nota abaixo).

Segundo Wagner, “um projeto importante como esse não poderia simplesmente ser demonizado”. O governador se refere às críticas que são feitas ao projeto por militantes em favor da preservação ambiental.

Wagner defende que “o ponto de equilíbrio é a alma da democracia”. Ele sustenta que o projeto do Porto Sul cumprirá todas as exigências do Ibama e aposta no complexo logístico como algo “de grande importância para o surgimento de um novo ciclo de desenvolvimento no Sul da Bahia, com capacidade para atrair novos empreendimentos para a região”.

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Local é considerado perfeito para o ecoturismo e o turismo rural

O potencial para o desenvolvimento de uma economia sustentável na região da Serra do Córrego Grande, em Ibicaraí, será debatido em uma oficina que acontece neste domingo, 11, na Fazenda Serrinha, naquele município, situado a 40 quilômetros de Itabuna. O evento, idealizado pelo Movimento Cacau Verde, começa às 8h30 e está previsto para encerrar às 17 horas.

Na pauta, estão a discussão de propostas para a preservação de nascentes e o desenvolvimento de projetos de ecoturismo, turismo rural e esportes radicais, além de demandas relacionadas à melhoria do acesso e a implantação do programa Luz para Todos na região, onde vivem 38 famílias.

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ACI tem se envolvido nos grandes debates sobre o desenvolvimento da região

Um grande evento é preparado para comemorar o primeiro centenário da Associação Comercial de Ilhéus (ACI), instituição que desde o início do século XX tem sido protagonista do debate em torno do desenvolvimento da região. De acordo com o presidente da ACI, empresário Nilton Cruz, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, é uma das presenças já confirmadas para a cerimônia, programada para o próximo dia 30, na sede da entidade.

Passos fará uma palestra sobre o complexo logístico Porto Sul, que aguarda licença ambiental do Ibama para se implantar em Ilhéus. O projeto é mais um que a ACI defende, juntando-se a outras bandeiras pelas quais ela se mobilizou no passado, a exemplo do Porto do Malhado, rodovia Ilhéus-Itabuna e a criação da Ceplac e da Uesc.

“A história da ACI se confunde com a própria história da Região Cacaueira, com a entidade participando e encampando os movimento que, ao longo deste século, contribuíram para o desenvolvimento regional”, afirma Nilton Cruz.

A solenidade comemorativa, no final deste mês, também prestará homenagem a personalidades que marcaram a história da ACI.

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ENTREVISTA

Prefeito eleito de Ilhéus, Jabes Ribeiro (PP) fará a partir de 1º de janeiro de 2013 seu quarto mandato à frente do município. Ele venceu as últimas eleições a bordo de uma aliança formada por 16 partidos, e talvez uma de suas tarefas mais complicadas será compor os diferentes interesses de um grupo heterogêneo. Nesta entrevista concedida ao PIMENTA, Jabes assegura que em seu governo não haverá loteamento de cargos e a ocupação das funções levará em conta, além da indicação política, o perfil do indicado. O futuro gestor fala ainda, entre outros assuntos, sobre a questão dos precatórios, que trava o governo ilheense, e as perspectivas do município com a implantação do Porto Sul. Jabes diz defender o desenvolvimento sustentável e salienta: “não sou ecochato nem irresponsável”.

A entrevista com Jabes Ribeiro abre a série que o PIMENTA fará com prefeitos eleitos no Sul da Bahia. Confira abaixo os principais trechos:

PIMENTA – Esta última eleição em Ilhéus mostrou uma população dividida e aparentemente desestimulada com a política. Mais de 33 mil ilheenses deixaram de votar e houve ainda 3.115 votos brancos e 6.105 nulos. O senhor acha que esses números refletem a descrença do eleitorado?

Jabes Ribeiro – De forma alguma. Ilhéus tradicionalmente tem um alto índice de abstenção, primeiro em função da área rural, que é muito grande, e muitos eleitores moram em fazendas. Antigamente, havia o hábito de se fazer o transporte dessas pessoas, mas isso não é mais possível em função da legislação e a justiça eleitoral não toma as providências para viabilizar o deslocamento dos eleitores. Por outro lado, no dia anterior à eleição o tempo não estava bom. Na véspera choveu muito e eu acho que isso foi um fator decisivo para essa abstenção.

PIMENTA – O município enfrenta precariedade em diversos setores, inclusive nos mais essenciais, que são saúde e educação. O senhor já definiu uma estratégia para superar as dificuldades e fazer com que a população possa ter um serviço público mais qualificado?

JR – Ilhéus vive uma situação extremamente grave em todos os setores. Eu fiz uma visita ao Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e, conversando com alguns técnicos, pessoas que conhecem a realidade de Ilhéus, a constatação é de que o quadro é assustador. O município tem as suas contas rejeitadas desde de 2006. Isso significa que, sucessivamente, O tribunal tem dado parecer contrário, basicamente em função, entre outros, de três itens: problemas na saúde, educação e na área de pessoal. São questões graves. Por outro lado, você tem uma desorganização financeira tal que acaba prejudicando os serviços essenciais. Não funcionam limpeza urbana, iluminação pública, saúde, educação, as estradas rurais se encontram em péssimo estado. Não é uma situação simples, nós já tínhamos essas informações e ninguém está se surpreendendo com nada, mas a cada dia está sendo constatado o fato de que efetivamente o município está na UTI.
PIMENTA – Esse cenário exige a definição de prioridades. O que já se vislumbrou nesse sentido?

JR – Aproveitando até declarações do prefeito, quando estive com ele, de que tem interesse em contribuir com a transição, nós esperamos que na prática isso aconteça. Nesta segunda-feira (29), nós estaremos entregando ao prefeito um ofício, no qual fazemos algumas solicitações. Entre elas, apresentamos o grupo que vai colher os dados dentro da comissão de transição, de acordo com Resolução do TCM. Essa coleta de dados será muito importante para fazermos um diagnóstico. Com ele é que nós teremos condições de tomar as medidas necessárias, primeiro no sentido de saber qual a estrutura administrativa possível, dentro da realidade do município, e a partir daí definir a equipe de governo para que possamos adotar as providências já no início da administração, procurando arrumar a cidade, organizar as finanças e, efetivamente, trabalhar para melhorar os serviços essenciais.

 

Ninguém está se surpreendendo com nada, mas a cada dia está sendo constatado o fato de que efetivamente o município está na UTI.

 

 

 

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Obras da Fiol no sertão baiano (foto Alberto Coutinho)

Prefeitos da região oeste da Bahia resolveram entrar na mobilização em defesa dos projetos que visam a implantar uma nova logística de transportes no Estado, eliminando deficiência histórica que prejudica o setor produtivo. Um manifesto assinado pela Associação de Municípios da Serra Geral e Bacia do São Francisco (Amavale) defende especificamente a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul.
No documento, a associação que reúne 26 municípios afirma que a Fiol e o porto “abrirão as fronteiras do sertão para o mundo”.  O presidente da Amavale, José Barbosa, prefeito de Caetité, declara que esteve na audiência pública realizada em outubro de 2011 pelo Ibama, em Ilhéus, para discutir os impactos do Porto Sul, e aponta que “organizações que não têm nada a ver com a Bahia estavam se opondo à implantação do projeto”.
Barreira diz que o interesse da Amavale é participar do debate sobre “o projeto como um todo, os impactos, como eles podem ser amenizados e as possibilidades de desenvolvimento que a proposta trará para nossa região”. O prefeito acrescenta que o crescimento da Bahia “não pode ser negado em função do interesse de poucos”.