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Efson Lima | efsonlima@gmail.com

A Constituição Federal brasileira, no artigo 145, sistema tributário nacional, estabelece diversos princípios, entre eles: os da justiça tributária, cooperação, defesa do meio ambiente, transparência, simplicidade e mitigação dos efeitos regressivos – inseridos após a reforma tributária de 2023.

Além das mudanças estruturais do sistema tributário nacional em curso, outra mudança esperada pela população é a isenção tributária para as pessoas que ganham até R$ 5.000 e redução gradual de contribuição para quem recebe até R$ 7.350. Por outro lado, propõe a cobrança de quem possui rendimentos a partir de R$ 600 mil ao ano, com vistas a compensar o valor total daqueles que ficarão isentos.

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Espera-se que, com esse ganho arrecadatório, o governo federal invista em políticas públicas que favoreçam ainda mais a coletividade, especialmente, serviços básicos e essenciais ao funcionamento do Estado.

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A aprovação do Projeto de Lei n.º 1087/2025, à unanimidade, pelos deputados federais, ontem, (1º), confirma que a proposta do Executivo recebeu a concertação plena no âmbito político. O resultado da aprovação, após sete meses de debates e aparente desinteresse da Câmara, decorre também do recado enviado pelas ruas à Casa Legislativa contra a desrespeitosa PEC da Blindagem.

A proposta de isenção do Imposto de Renda (IR) visa corrigir assimetrias que persistem no Brasil. A classe média brasileira paga alíquota superior a quem financeiramente ganha mais e possui renda superior e está no pequeno estrato de pessoas de alta renda. Por sinal, essas pessoas pagam em média 2,5% de IR, enquanto os trabalhadores, em geral, pagam alíquota entre 9% a 11%.

Essas mudanças deixarão, aproximadamente, 15,5 milhões de pessoas sem sofrer a mordida do leão. Esses valores vão provocar a renúncia de R$ 25,84 bilhões por parte da União em 2026. O governo federal tinha previsão de arrecadar R$ 227 bilhões com o tributo. Como sabido, esse valor é também distribuído para estados e munícipios. Portanto, fez-se necessário ajustar o projeto para evitar perdas para subunidades da federação.

As projeções de arrecadação e renúncia são as seguintes: 2027 (renúncia de R$ 27,72 bilhões contra arrecadação de R$ 39,18 bilhões) e 2028 (renúncia de R$ 29,68 bilhões contra arrecadação de R$ 39,64 bilhões). No geral, o governo não está perdendo nada e, sim, ganhando politicamente e aumentando o valor da arrecadação com o imposto de renda.

Apesar desse ganho do governo federal, a reforma tributária em curso, seja por meio dos dispositivos constitucionais ou infralegais, evidencia a necessidade de se alcançar um regime mais justo e palatável aos brasileiros, inclusive, aproximando-nos de uma justiça tributária nas relações de consumo, visto a alta carga de tributos incidente nos produtos e serviços.

A ideia de justiça tributária é dialógica com o previsto nos objetivos da República Federativa ao preconizar a imperatividade de uma sociedade justa e solidária. Espera-se que, com esse ganho arrecadatório, o governo federal invista em políticas públicas que favoreçam ainda mais a coletividade, especialmente, serviços básicos e essenciais ao funcionamento do Estado. Segurança é um deles.

Não há que se falar em confisco do recurso financeiro da parte mais rica da população, pois a alíquota prevista não ultrapassará de 10% e contribuirá, proporcionalmente, como a classe média brasileira ao longo do tempo.

Logo, espera-se que, com a implementação gradativa da reforma tributária, o Brasil possa superar a pluralidade de legislações, de regimes especiais e diversos que aumentam os custos do planejamento tributário, a insegurança jurídica e torna-nos um país complexo tributariamente e com disputas judiciais intermináveis.

Não obstante, reforça a necessidade de uma justiça tributária a todas as pessoas e, consequentemente, políticas públicas financiadas de forma sustentável. Estamos à espera da aprovação do PL da Isenção no Senado e da sanção presidencial, para que deixe de ser um projeto e se torne lei.

Efson Lima é advogado, doutor em Direito pela UFBA e membro das academias Grapiúna de Artes e Letras e de Letras de Ilhéus.

Indústria tem várias vagas de emprego hoje || Foto Divulgação
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Gerente operacional, gerente de loja, psicopedagogo, auxiliar administrativo, estoquista, vendedor híbrido, motorista de caminhão-tanque, motorista de ônibus rodoviário e confeccionador de calçados estão entre as vagas ofertadas hoje. 

Nesta quinta-feira (2), o SineBahia têm 210 vagas de emprego e de estágio em quatro dos municípios das regiões sul, extremo-sul e sudoeste do Estado. Há 94 vagas em Jequié, 58 em Eunápolis, 33 em Itabuna e 25 em Ilhéus hoje.

Os interessados devem procurar o SineBahia ainda hoje – e, preferencialmente, pela manhã, com carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade em mãos.

O atendimento vai até as 16h em Itabuna, Ilhéus e Eunápolis e encerra-se às 17h em Jequié.

ENDEREÇO DO SINEBAHIA

A unidade SineBahia em Itabuna atende no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. A unidade Ilhéus fica na Rua Eustáquio Bastos, no Centro.

Já em Eunápolis, o endereço de atendimento é a Rua 5 de Novembro, no Centro. A unidade Jequié está situada na Avenida Octávio Mangabeira, no Mandacaru. Abaixo, confira as vagas anunciadas para hoje, por cidade.

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Boletim Focus traz projeção de inflação em queda
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A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,83% para 4,81% este ano. A estimativa foi publicada no boletim Focus desta segunda-feira (29), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,29% para 4,28%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,9% e 3,7%, respectivamente.

A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Em agosto, puxada pela redução na conta de energia elétrica, a inflação oficial ficou negativa, ou seja, deflação de 0,11%. Com o resultado, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,13%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

JUROS BÁSICOS

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. As incertezas do cenário econômico externo e indicadores que mostram a moderação no crescimento interno estão entre os fatores que levaram à manutenção da Selic, na última reunião, este mês.

A intenção do colegiado é, de acordo com a ata divulgada, manter a taxa de juros atual “por período bastante prolongado” para garantir que a meta da inflação seja alcançada.

A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

PROJEÇÃO DO PIB

Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano foi mantida em 2,16%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,48 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,58.

Dirigentes de cooperativas do sistema Sicredi, Silvio Porto e Antônio Vidal participarão de solenidade na Câmara
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Nesta quarta-feira (17), a partir das 19h, a Câmara de Vereadores de Itabuna promoverá sessão especial para comemorar o Ano Internacional das Cooperativas, numa parceria com o Sistema Oceb. O evento, no Plenário Raymundo Lima, terá a participação das cooperativas Sicoob Coopec, Sicredi Integração Bahia, Unimed Itabuna e Uniodonto Itabuna.

De acordo com os organizadores, a solenidade busca reconhecer a força e o impacto do cooperativismo na construção de um mundo melhor, valorizando seu papel como instrumento de desenvolvimento econômico e social. A sessão especial terá a presença de autoridades locais, representantes de entidades e empresas cooperativistas.

Para o presidente do Sicredi Integração Bahia, Sílvio Porto, o evento é uma oportunidade de reafirmar o compromisso do sistema cooperativo com o desenvolvimento regional. “O cooperativismo é uma força que transforma realidades. Quando cooperamos, construímos laços de confiança, prosperidade e solidariedade que fazem a diferença na vida das pessoas e no crescimento das cidades”, afirma.

Presidente do Sicoob Coopec, Antônio Vidal reforça o papel das cooperativas na economia local. “O cooperativismo não é apenas um modelo de negócios, mas um estilo de vida baseado na união e na coletividade. Essa sessão especial mostra que juntos podemos fortalecer ainda mais nosso município e gerar desenvolvimento para toda a região”, opinou.

A sessão foi convocada pelos vereadores Babá Cearense e Ricardo Xavier. Foi a Organização das Nações Unidas (ONU) que estabeleceu 2025 como o Ano Internacional das Cooperativas.

Perspectiva do Moinho da Maratá em Ilhéus, que terá investimento de R$ 129 milhões
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O Moinho de Trigo do Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus, deverá entrar em operação em julho do próximo ano, segundo anúncio feito pelo diretor-geral do Grupo Maratá, Frank Vieira. O investimento da empresa de alimentos será de R$ 129 milhões, próximo do valor anunciado no primeiro semestre deste ano (reveja aqui). Nesta terça (9), o executivo da Maratá se reuniu com o secretário de Desenvolvimnto Econômico da Bahia, Angelo Almeida, em Salvador.

O moinho terá capacidade instalada para processar 144 mil toneladas de trigo por ano. O empreendimento será especializado na moagem de trigo e produção de derivados, com previsão de gerar 80 empregos diretos e 100 indiretos.

De acordo com Frank Vieira, além do mercado agro, a intenção do Grupo Maratá é atender também as fábricas de rações. O moinho está desativado há cerca de 18 anos. A Bahia, reforça, é o maior consumidor do Nordeste.

– A produção desse moinho vai ser toda dedicada ao consumo baiano, que tem um consumo muito alto de farinha de trigo. Existe um déficit na Bahia desta produção e esse foi o principal motivo de nos instalarmos no estado. Além disso, o trigo gera um subproduto, que é a ração animal e a gente enxergou que a região Sul é estratégica, por isso, escolhemos nos instalar em Ilhéus – disse Frank Vieira.

Frank Vieira, do Grupo Maratá, se reuniu com secretário Angelo Almeida, em Salvador || Foto Eduardo Andrade/SDE

O diretor-geral do Grupo Maratá afirma ainda que existe um estudo para a instalação de uma segunda fase, já que a Bahia é logisticamente muito bem localizada para atender outras regiões.

O secretário Angelo Almeida destacou o porte da Maratá e a sua presença no mercado nacional. “O Grupo Maratá é uma das maiores empresas brasileiras do setor alimentício, com forte presença nacional, e será um elo fundamental para a cadeia agroindustrial de alimentos. A implantação do moinho auxilia na verticalização produtiva e fortalece a cadeia do trigo. A instalação em área contígua ao Porto do Malhado trará vantagens logísticas ao empreendimento.”, afirma Angelo Almeida.

EMPREGO HOJE - Operador de Caixa está entre as funções com vagas hoje pelo SineBahia || Foto Instituto SC
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Inspetor de transporte rodoviário, auxiliar de sushiman com salário de R$ 2.300,00, somellier, motorista de caminhão-tanque, atendente barista, vendedor, eletricista, auxiliar contábil, operador de caixa, monitor de ressocialização e costureira estão entre as vagas de estágio e de emprego de hoje. 

O SineBahia reserva total de 209 vagas de emprego e de estágio, nesta quinta-feira (4), em setores como indústria, comércio, construção civil e serviços em municípios das regiões sul, extremo-sul e sudoeste. Há 129 oportunidades em Jequié, 42 em Eunápolis e 38 em Itabuna.

Os candidatos devem procurar o SineBahia ainda hoje. As unidades de Itabuna e Eunápolis funcionam até as 16h. A de Jequié encerra o expediente às 17h. Os documentos exigidos para cadastramento são carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade.

ENDEREÇOS DO SINEBAHIA

O SineBahia Jequié atende na Avenida Octávio Mangabeira, próximo à Policlínica Regional, no Mandacaru. A unidade de Itabuna fica no Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. Já a de Eunápolis, está situada na Rua 5 de Novembro, no Centro. Confira, abaixo, as vagas por cidade.

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Ilhéus se aproxima de Itabuna em população, revela IBGE || Fotos José Nazal e Prefeitura de Itabuna
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Itabuna manteve a liderança entre os municípios mais populosos do sul da Bahia, mas vê Ilhéus se aproximando cada vez mais. Hoje, o IBGE divulgou a estimativa populacional para todos os municípios brasileiros. A estimativa revela que Itabuna perdeu moradores, enquanto Ilhéus ganhou no período compreendido entre julho de 2024 a julho deste ano. As estimativas têm sempre como base o dia 1º de julho de cada ano.

Pela estimativa divulgada hoje pelo IBGE, Itabuna tem 196.344 habitantes. Eram 196.676 no ano passado. Variação negativa de 0,2%. Já Ilhéus, tem agora 189.149 moradores ante 189.028 no ano passado, conforme consulta do PIMENTA ao dados disponibilizados pelo IBGE.

No estado, Itabuna é o 7º mais populoso. Ilhéus, o 8º. A Terra da Gabriela registra expansão imobiliária, principalmente na zona sul, com grandes lançamentos de moradias verticais.

Outro município que se aproxima de Itabuna em termos populacionais é Porto Seguro, no extremo-sul do Estado e integrante da macrorregião sul. Com variação positiva de 0,9% em um ano, saiu de 181.007 para 182.630. Dos principais destinos turísticos do país, Porto Seguro registra forte alta populacional nos últimos 20 anos.

As estimativas populacionais de estados e municípios são base para repasses constitucionais, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e de Participação dos Estados (FPE), além de definição de políticas públicas.

OS MAIS POPULOSOS

Na lista dos municípios mais populosos da Bahia, não há novidade dentre os cinco primeiros. A capital, Salvador, variação negativa em relação a 2024. Aparece agora com 2.564.204 moradores. Feira de Santana é o segundo, com 660.806. Vitória da Conquista tem quase 400 mil habitantes (396.613). Na quinta posição, vem Juazeiro (256.122).

MUNICÍPIOS MAIS POPULOSOS DA BAHIA – 2025

1º – Salvador – 2.564.204
2º – Feira de Santana – 660.806
3º – Vitória da Conquista – 396.613
4º – Camaçari – 321.636
5º – Juazeiro – 256.122
6º – Lauro de Freitas – 219.564
7º – Itabuna – 196.344
8º – Ilhéus – 189.149
9º – Porto Seguro – 182.630
10º – Barreiras – 171.634
11º – Jequié – 169.201
12º – Alagoinhas – 161.196
13º – Teixeira de Freitas – 153.738
14º – Eunápolis – 121.067
15º – Simões Filho – 120.419
16º – Paulo Afonso 119.418
17º – Luís Eduardo Magalhães – 118.382
18º – Santo Antônio de Jesus – 109.791

CONFIRA AQUI A POPULAÇÃO DE SEU MUNICÍPIO

Foto Marcello Casal Jr./GovBA
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A partir das 10h desta sexta-feira (22), cerca de 1,9 milhão de contribuintes que entregaram a Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física deste ano acertarão as contas com o Leão. Nesse horário, a Receita Federal liberará a consulta ao quarto dos cinco lotes de restituição de 2025. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

Ao todo, 1.884.035 contribuintes receberão R$ 2,92 bilhões. A maior parte do valor, informou o Fisco, irá para contribuintes sem prioridade no reembolso, que declararam perto do fim do prazo.


As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

– 1.454.509 contribuintes sem prioridade;
– 312.915 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
– 72.434 contribuintes de 60 a 79 anos;
– 22.841 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
– 13.515 contribuintes acima de 80 anos;
– 7.821 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (21), por unanimidade, o requerimento de urgência do projeto de lei (PL) que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil. A matéria prevê também redução parcial do imposto para quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7.350.

De autoria do governo federal, o PL 1.087 de 2025 é relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL). Para compensar a perda de arrecadação com a isenção do IR, o texto já aprovado em comissão especial da Câmara prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem ganha acima de R$ 600 mil por ano, ou R$ 50 mil por mês.

Estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) estima que a mudança pode ampliar de 10 milhões para 20 milhões o total de trabalhadores isentos do IR. Já a redução parcial do imposto para quem ganha até R$ 7,3 mil deve alcançar 16 milhões de pessoas. Atualmente, é isento do IR quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036 por mês).

A deputada federal Jack Rocha (PT-ES) argumentou que a medida faz justiça social com os trabalhadores.

“Chega de este Parlamento dar incentivos para grandes empresas, para bets, para bilionários, sempre falando que esse é o verdadeiro investimento no Brasil. O verdadeiro investimento no Brasil é quando nós conseguimos aprovar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil”, destacou na tribuna.

COMPROMISSO DE CAMPANHA DE LULA

O líder do MDB, deputado Isnaldo Bulhões Jr. (AL), disse que essa é uma das agendas mais importantes do ano. “É uma correção histórica. A tabela do Imposto de Renda vem há anos sem ser corrigida nem pela inflação. Agora, o presidente Lula, por intermédio desse projeto de lei, cumpre um compromisso de campanha e corrige as injustiças feitas pelo governo anterior”, disse.

A oposição, que vinha questionando as mudanças no IR, orientou o voto favorável, como explicou o líder do PL, deputado Cabo Gilberto Silva (PB). “Nós iremos votar favoráveis porque a gente não pode estar com um discurso e jogando para a plateia. Quando chega um projeto interessante para o povo brasileiro, nós votaremos sim”, disse o parlamentar.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que a pauta é importante e que vai definir, junto com os demais líderes, a data para votar o mérito do projeto. Se aprovado na Câmara, o texto seguirá para análise do Senado.

VAGAS DE EMPREGO HOJE - Unidade do SineBahia em Itabuna funciona no Shopping Jequitibá, na Beira-Rio
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Os municípios de Itabuna e Ilhéus, no sul do estado, e Eunápolis, no extremo-sul, têm oferta total de 141 vagas de emprego e de estágio remunerado nesta quarta-feira (20) pelo SineBahia. São vagas para profissionais como técnico em Segurança do Trabalho, servente de obras, fiscal de prevenção de perdas, motorista de caminhão-tanque, motorista entregador e monitor de ressocialização, além de auxiliar de engenheiro civil e estagiário em engenharia civil.

Hoje quem lidera a oferta de vagas é o município de Eunápolis, com 66 oportunidades em várias áreas. Na sequência, Ilhéus, com 48. Itabuna traz 27. Os interessados devem procurar o SineBahia, com carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade.

O SineBahia nos três municípios atendem até as 16h. A orientação é não deixar para a última hora, pois o preenchimento de vagas é dinâmico.

ENDEREÇO DO SINEBAHIA

O SineBahia em Eunápolis está situado na Rua 5 de Novembro, no Centro. A unidade de Ilhéus fica na Rua Eustáquio Bastos, em frente à Praça Cairu, no Centro.

Já em Itabuna, o SineBahia atende no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon.  Confira, abaixo, as vagas por cidade.

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Sabrina de Branco profere palestra na 5ª Semana de Inovação de Ilhéus || Foto PIMENTA
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Nascida em Campinas (SP), a jornalista Sabrina de Branco morou 13 anos em Ilhéus, onde se formou em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Vice-presidente global de Sustentabilidade do Grupo Domtar, voltou à Terra da Gabriela para abrir a 5ª Semana de Inovação de Ilhéus, na noite desta segunda-feira (11), no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães.

Na palestra Inovação: um ato de coragem, estratégia e liderança – Como transformar Ilhéus no Vale do Silício Tropical, Sabrina fez diagnóstico positivo das potencialidades do município, identificou desafios coletivos e citou a região do Vale do Silício, na Califórnia (EUA), que concentra as empresas norte-americanas de tecnologia, como referência de cooperação bem-sucedida entre Estado, universidades e mercado.

Enquanto o Estado norte-americano entrou com financiamento pesado, universidades como Stanford e Berkeley atuaram em sinergia com o mercado, priorizando a formação de mão de obra alinhada com as necessidades de empresas atraídas para a região. “A universidade começou a conectar os pontos. Eles criaram uma área enorme ao lado do campus e começaram a chamar as empresas e falar: você precisa de que mão de obra? Engenheiro de quê?”, exemplificou Sabrina.

Segundo a palestrante, não se trata de copiar um modelo, mas de perceber como os princípios de um sistema de inovação de sucesso podem criar as condições para processos e produtos inovadores em outros contextos, a partir dos ativos locais. “Inovar não é necessariamente importar algo novo, mas transformar o que já é nosso em algo de valor global”, emendou, citando os exemplos dos chocolates finos do sul da Bahia e da Avatim, indústria de cosméticos fundada em Ilhéus.

Apesar de todos os potenciais e dos casos de sucesso, para Sabrina de Branco, a cidade carece de maior coesão entre os agentes políticos, econômicos, acadêmicos e da sociedade civil organizada. “Ilhéus tem ativos incríveis. Marcas premiadas de chocolate, berço de produtos diferenciados, fazendas históricas, escritores renomados, universidades de ponta, centros de pesquisa e inovação, polo industrial, clima [agradável], biodiversidade, mas falta uma estratégia unificada”.

Sabrina também lançou livro no evento || Foto PIMENTA

Feito o diagnóstico, afirmou que a Semana Municipal de Inovação, que segue até sexta-feira (15), no Centro de Convenções, é o tipo de evento propício às conexões estratégicas. “Viemos nos conectar com pessoas que têm conhecimentos diferentes, ideias diferentes, e aqui nós vamos produzir a Ilhéus do futuro, as empresas do futuro, porque é neste momento que a gente tem que aproveitar cada segundo para se conectar”.

LANÇAMENTO 

A ligação pessoal com Ilhéus e o convite para a Semana da Inovação levaram Sabrina de Branco a escolher o evento para lançar seu livro, A Revolução do lucro sustentável – Como incorporar a sustentabilidade à estratégia corporativa para impulsionar inovação, reduzir riscos e aumentar a lucratividade.

Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos exemplares será direcionado para ações sociais que a autora apoia, a começar pela ONG Live Africa, que cuida de cerca de 50 crianças órfãs em Uganda. A edição digital do livro pode ser adquirida na Amazon.

Derivados do cacau não estão protegidos por exceções tarifárias, diz Fieb
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A medida anunciada nesta quarta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com validade a partir de 06 de agosto, elevando o valor da tarifa de importação de uma ampla gama de produtos brasileiros para 50%, gera impactos econômicos e sociais para o estado da Bahia. De acordo com a análise do Observatório da Indústria da Fieb, o cenário projeta uma retração de 0,27% no Produto Interno Bruto estadual, o que corresponde a uma perda estimada de R$ 1,3 bilhão, com base no valor do PIB baiano de 2024 (R$ 482,8 bilhões).

Embora uma parte das mercadorias tenha ficado de fora da medida, o que ameniza parcialmente os impactos, diversos segmentos relevantes permanecem expostos, com evidentes prejuízos à produção, ao emprego e à competitividade da indústria baiana.

Entre os setores mais atingidos estão os de produção de pneus (cerca de US$ 99,6 milhões exportados em 2024), produtos químicos, cacau e seus derivados, além de produtos não industriais como café, frutas (manga, uva, goiaba, dentre outras), peixes e mel, muito importantes para as economias de cidades do interior do estado.

DIPLOMACIA

No ano passado, as exportações da Bahia para os Estados Unidos alcançaram US$ 882 milhões, sendo a indústria o setor que representa a maior fatia com cerca de 90% do total. Com base na medida anunciada pelos EUA, do valor referente a produtos industriais baianos que saem com destino àquele país, apenas 37% foram excluídos das novas alíquotas, enquanto 63% mantiveram-se nas regras de restrição.

Para a Fieb, o momento exige diplomacia comercial, diálogo técnico e ação coordenada entre os entes federativos e a iniciativa privada. “Acreditamos que o caminho para a superação dessa adversidade não está na retaliação, mas na construção de soluções conjuntas e sustentáveis. Defender nossas exportações é proteger investimentos, empregos e renda para nossa população”, afirma o presidente da Federação, Carlos Henrique Passos.

Diante dos impactos, a Fieb elaborou uma pauta com sugestões que serão discutidas, nos próximos dias, em reunião do Grupo de Trabalho criado com o Governo da Bahia para essa finalidade. Entre as propostas de apoio aos exportadores atingidos estão mecanismos de crédito e articulação com o governo federal para negociações que ampliem prazos e mercados.

Líder do Governo Lula, Wagner defende equilíbrio que não enforque o social || Foto PIMENTA
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Do PIMENTA

O senador Jaques Wagner (PT-BA) avalia que o Regime Fiscal Sustentável melhorou a gestão orçamentária da União, se comparado ao teto de gastos criado pela Emenda Constitucional 95/2016, que vigorou até agosto de 2023, quando foi substituído pelo novo arcabouço fiscal.

Apesar dessa avaliação, o líder do Governo Lula no Senado considera que o regime fiscal pode ser melhorado, desde que isso não implique em desequilíbrio das contas públicas, conforme disse ao PIMENTA, nesta quinta-feira (17), durante visita ao Chocolat Festival 2025, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, em Ilhéus, no sul da Bahia.

Para Wagner, o País precisa crescer e se desenvolver respeitando limites semelhantes aos enfrentados por uma família no manejo do orçamento doméstico. “Não podemos enforcar o social, mas também não podemos desandar com a economia”, acrescentou. Leia.

PIMENTA – Num momento em que o Governo Lula faz um esforço de reconstrução nacional e de defesa da soberania nacional, o arcabouço fiscal não impõe limitações muitos severas a esse projeto? 

JAQUES WAGNER –  A gente tem que aprender a crescer e desenvolver, mas também respeitar o equilíbrio fiscal. Isso é na família ou é no Estado brasileiro. Na verdade, criamos um sistema que pode ser aperfeiçoado, mas que faz o Brasil ser respeitado e é óbvio que a gente tem sempre que ampliar a capacidade de investimento. Quando temos projetos prioritários, a gente coloca ele fora do arcabouço fiscal, para que tenha mais liberdade para crescer. Mas, repare, a gente não pode relaxar o equilíbrio da economia. Não podemos enforcar o social, mas também não podemos desandar com a economia. A ideia do arcabouço, ao invés do teto de gastos como existia, foi uma evolução.

Assista à declaração do senador.

País tem 6,2% da mão de obra desempregada || Foto Tânia Rego/Agência Brasil
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A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio de 2025 ficou em 6,2%. Esse patamar é o menor registrado para o período desde o início da série histórica, iniciada em 2012. Além disso, fica “extremamente próximo” do menor índice já apurado, 6,1%, marca alcançada no trimestre terminado em novembro de 2024.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (27) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre anterior, encerrado em fevereiro, a taxa era de 6,8%. Já no mesmo período do ano passado, 7,1%.

Além de ser recorde para o período, o IBGE aponta que outros dados da pesquisa são também os melhores já registrados, como o patamar de empregados com carteira assinada, o rendimento do trabalhador, a massa salarial do país e o menor nível de desalentados – pessoas que, por desmotivação, sequer procuram emprego – desde 2016.

A desocupação de 6,2% no trimestre representa 6,8 milhões de pessoas. Esse contingente fica 12,3% abaixo do apurado no mesmo período do ano passado, ou seja, redução de 955 mil pessoas à procura de emprego. O Brasil terminou o período com 103,9 milhões pessoas ocupadas, alta de 1,2% ante o trimestre anterior.

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Agro e serviços puxam crescimento econômico do país || Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Com o crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, a economia brasileira atingiu um novo patamar recorde. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB nacional bate níveis recordes consecutivos há 14 trimestres, ou seja, deste o quarto trimestre de 2021.

No primeiro trimestre deste ano, também atingiram patamares recordes os setores da agropecuária e dos serviços. Os serviços, aliás, vêm operando em níveis recordes há 15 trimestres. Sob a ótica da demanda, também chegaram a patamares recordes o consumo das famílias, consumo do governo e exportações.

Por outro lado, indústria e investimentos estão longe de seus patamares recordes, ambos atingidos em 2013. A formação bruta de capital investimentos está 6,7% abaixo do nível do segundo trimestre de 2013, enquanto a indústria está 4,7% abaixo do nível do terceiro trimestre daquele ano.

“A indústria é a única das grandes três atividades econômicas que ainda está no patamar abaixo do pico”, ressalta a pesquisadora do IBGE, Rebeca Palis.

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