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walmir rosárioWalmir Rosário | wallaw1111@gmail.com

O esperado hexa chegou, mas de forma diferente, apenas na diferença dos seis gols no humilhante placar de sete a um. Um dia para se esquecer. Mas ainda nos resta a disputa do terceiro lugar. O céu não é mais o nosso limite.

Na década de 1980 os torcedores brasileiros gritavam a uma só voz: “Bota ponta, Telé; bota ponta, Telé!”. Este ano, deveríamos ter gritado, exigido: “Bota meio de campo, Felipão; escala o time certo, Felipão!”. E por isso deixamos de disputar o primeiro lugar na Copa do Mundo dentro na própria casa.
É triste, mas verdadeiro. Podem até dizer que passou a hora de buscar os culpados, da caça às bruxas! E não é isso que queremos, mas é nosso dever analisar os fatos e informar ou explicar para a grande torcida brasileira porque perdemos a Copa do Mundo de 2014.
Ainda nos resta a disputa do terceiro lugar, mas não nos satisfaz. Estrela maior tem o Neymar, que escapou do escabroso vexame do chamado Mineiraço, numa alusão à nossa derrota para o Uruguai no ano de 1950 no Maracanã, o “Maracanaço”. Não acredito que tenha sido maldição, mas incompetência.
Pra começo de conversa, o técnico escalou os jogadores errados para as posições equivocadas. Se determinado atleta joga bem pela direita, Felipão o escalou pela esquerda. Ou seja, em vez de inovar, tentou inventar. E o resultado não poderia ser outro: uma humilhante goleada por sete a um.
Não poderemos tirar o brilho da vitória alemã, seleção aplicada. Vimos, para nossa tristeza, nosso desalento, erros individuais inconsequentes, por jogarem nas posições erradas. A culpa é exclusiva do comandante Felipão.
O técnico brasileiro, desde antes do jogo, pensou que poderia blefar com os alemães, a imprensa, os torcedores, mas enganou ele mesmo. A sua soberba e seu sentimento egoísta não deixaram que ele reconhecesse o erro e mudasse o estilo de jogo. Pura teimosia.
Felipão menosprezou o meio de campo, a “alma” de qualquer equipe, e a característica de jogar da seleção alemã. Em declarações dadas às redes de rádios e TV, deixou transparecer que essa partida representaria a “sua forra” contra os alemães, colocando na sua conta os resultados negativos, inclusive quando treinava a seleção portuguesa. É muita empáfia.
Quedou-se silente a Seleção Brasileira frente ao poderio futebolístico alemão. Ao contrário do estilo de treinamento dos brasileiros, os alemães fizeram o seu retiro de concentração em Santo André, um povoado do Sul da Bahia, aberto à população nativa, participando da vida social.
Os brasileiros preferiram o estilo da exclusão, do posicionamento intramuros. Esquecemos o futebol alegre, característica tradicional dos nossos atletas. Demos, de graça, essa qualidade que sempre nos distinguiu aos alemães. Tomara que isso não prejudique essa brilhante geração de jogadores.
O esperado hexa chegou, mas de forma diferente, apenas na diferença dos seis gols no humilhante placar de sete a um. Um dia para se esquecer. Mas ainda nos resta a disputa do terceiro lugar. O céu não é mais o nosso limite.
Walmir Rosário é editor do Cia da Notíciawww.ciadanoticia.com.br

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Felipão diz ser o responsável pelo vexame (Fotomontagem Brasil 247).
Felipão diz ser o responsável pelo vexame (Fotomontagem Brasil 247).

O técnico Luiz Felipe Scolari disse em entrevista coletiva que o Brasil sofreu “um apagão, branco total” nesta terça (8), para resumir: “Foi o pior jogo da minha vida”. A Alemanha sapecou 7 a 1 no selecionado brasileiro em pleno Mineirão.
“Acho que demos o nosso melhor, mas perdemos para uma grande equipe que teve a qualidade de, em seis ou sete minutos, definir o jogo, com três ou quatro gols, de forma fantástica”, disse Felipão. “Quem é o responsável pelas escolhas? Eu. O resultado catastrófico pode ser dividido por toda o grupo. Mas a responsabilidade, a escolha da parte tática e da forma de jogar, fui eu. O responsável fui eu”, admitiu o técnico.
Para Felipão, houve um descontrole dos jogadores após o primeiro gol alemão. “Isso não é normal, mas acontece. Perdemos um jogo, mas para uma grande seleção. Nem eles [alemães] sabem o que aconteceu. Foram cinco bolas e cinco gols”, disse. “Ficamos em pânico e as coisas foram acontecendo”, acrescentou.
De acordo com o técnico, o resultado não seria diferente se Neymar tivesse jogado hoje. O atacante ficou de fora do Mundial após sofrer uma fratura na terceira vértebra lombar, na partida de sexta-feira (4) contra a Colômbia. “Tudo o que a Alemanha fazia hoje dava certo”, ressaltou Felipão, destacando que a “Alemanha fez sua melhor partida no Mundial, enquanto o Brasil fez a sua pior”.
Segundo o técnico, o Brasil agora terá que aprender com os erros cometidos na partida. “Se foi uma derrota catastrófica, a pior derrota do mundo da seleção brasileira, temos que aprender com isso”, acrescentou, ressaltando que pelo menos 14 jogadores desse grupo poderão estar na próxima Copa. Felipão disse que, agora, o foco será o jogo de sábado, quando o Brasil disputa o terceiro lugar contra o perdedor do jogo de amanhã (8) entre Argentina e Holanda. Agência Brasil.

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BRASIL 1 X 7 ALEMANHA

Alemães comemoram chocolate impiedoso aplicando no Brasil (Foto Getty Images/Fifa).
Alemães comemoram chocolate impiedoso aplicando no Brasil (Foto Getty Images/Fifa).

Desta vez, não houve Maracanazzo. Infelizmente. Foi um dia para esquecer. Em pleno Mineirão, o Brasil sofreu a sua mais impiedosa derrota em copas do mundo. Os alemães jogaram como se estivessem em um treino e, brincando, aplicaram 7 a 1 nos brasileiros naquela que tem sido, até aqui, a “Copa das Copas”. A seleção canarinho, restará a disputa pelo honroso terceiro lugar, no sábado, diante de Argentina ou Holanda.

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Neymar, artilheiro do Brasil, deixou selecionado após sofrer séria contusão (Foto Getty Images/Fifa).
Neymar é a ausência mais sentida em jogo decisivo (Foto Getty Images/Fifa).

A seleção brasileira busca hoje (8), em jogo contra a Alemanha, às 17h (horário de Brasília), no Estádio Mineirão, em Belo Horizonte, voltar a uma final de Copa, o que não ocorre desde 2002. Nesse ano, o Brasil foi campeão em cima da Alemanha.
O time brasileiro terá que superar a ausência de Neymar, que sofreu uma lesão nas costas no último jogo e está fora da Copa. Também terá que superar o desfalque do capitão Thiago Silva, que recebeu o segundo cartão amarelo no torneio e cumpre suspensão.
Superar a ausência do astro do time pode ser o grande desafio do técnico Felipão na preparação para o jogo. Ele faz mistério sobre o substituto de Neymar. Uma opção é a volta de Luiz Gustavo. O volante voltaria após cumprir suspensão contra a Colômbia, e Paulinho, seu substituto no jogo, continuaria entre os titulares para deixar o meio-campo brasileiro mais combativo.
A outra possibilidade é a entrada de William no lugar de Neymar, mantendo as características atuais do time. O técnico precisa optar entre reforçar o meio-campo para medir forças com os alemães, fortes nesse setor, ou manter o time veloz no ataque contra a lenta defesa adversária.
Na defesa, as dúvidas são menores. O zagueiro Dante é nome praticamente certo para substituir Thiago Silva. Dante é jogador do principal time da Alemanha, o Bayern de Munique, e tem como companheiros de clube nada menos do que sete jogadores da seleção alemã.
A Alemanha vem de uma vitória simples contra a França. O jogo não foi bonito, mas a vaga veio de forma incontestável. O técnico Joachim Löw tem à disposição seus principais jogadores. Os meias Schweinsteiger, Özil e Kroos são os principais articuladores no meio-campo e costumam dominar esse setor nas partidas. No ataque, Thomas Müller e André Schürrle podem ser titulares e dar muito trabalho à defesa brasileira.
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Ilhéus Fest terá música e futebol na Soares Lopes (Foto Gidelzo Silva).
Ilhéus Fest terá música e futebol na Soares Lopes (Foto Gidelzo Silva).

Os jogos das semifinais e as disputas do 3º lugar e da finalíssima da Copa do Mundo serão transmitidos em grande telão de seis metros quadrados e alta definição, na Avenida Soares Lopes, em Ilhéus. Nesta quarta (8), a torcida poderá acompanhar Brasil x Alemanha. A partida começa às 17 horas.
A expectativa é de bom público na Ilhéus Fest Copa, montada pela prefeitura com uma cervejaria e a Bahiatursa.
Segundo o secretário de Turismo de Ilhéus, Alcides Kruschewsky, a estrutura da Ilhéus Fest contará com música, barracas de bebidas e lanches, sanitários químicos e segurança. A arena já funcionou na vitória da Seleção Brasileira diante da Colômbia, por 2 a 1, na última sexta (4).

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Dilma homenageia Neymar nas redes sociais (Reprodução Facebook).
Dilma homenageia Neymar nas redes sociais (Reprodução Facebook).

O punho da mão direita colado no antebraço esquerdo formando um ‘T’. Dessa forma Neymar comemorou muitos de seus gols ao longo da carreira, representando a expressão ‘É Tois’. Também foi com esse gesto que a presidente Dilma Rousseff resolveu demonstrar o seu apoio ao jogador por ter que ficar de fora do restante da Copa do Mundo.
A presidente divulgou uma foto fazendo o ‘T’ com os braços durante bate papo na página do Palácio do Planalto no Facebook. O perfil fake de Dilma Rousseff, o Dilma Bolada, sugeriu na rede social que ela fizesse uma homenagem ao jogador da seleção brasileira dessa forma. Pouco depois foi postada uma imagem dela fazendo o gesto.
A imagem fez sucesso nas redes sociais. Na página Dilma Bolada, ela foi curtida por mais de 11 mil pessoas e compartilhada por mais de 600 usuários. A foto também foi postada no perfil oficial da presidente no Twitter com a legenda “É TOIS para @NeymarJr”. No microblog, o ela foi retuitada mais de 4 mil vezes.
A homenagem da presidente também rendeu montagens brincando com o gesto nas redes sociais. Confira algumas:
Gesto de Dilma, repetindo Neymar, vira meme (Reprodução/Correio).
Gesto de Dilma, repetindo Neymar, vira meme (Reprodução/Correio).

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O atacante Neymar Jr. foi desligado da Seleção Brasileira, após constatação de que não poderia mais jogar a Copa do Mundo. Na partida contra a Colômbia, o brasileiro recebeu uma falta duríssima que provocou fratura de uma das vértebras. Ficará em torno de quatro a seis semanas em recuperação.
O jogador gravou um vídeo para a torcida e avisa: “O sonho não acabou”. Neymar deixa a copa como vice-artilheiro, com 4 gols. A artilharia é de James Rodríguez, da Colômbia, eliminada pelo Brasil na última sexta (4), por 2 a 1.

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Gol de Hummels contra a França (Foto Getty Images-Fifa).
Gol de Hummels contra a França (Foto Getty Images-Fifa).

A Alemanha bateu a França por 1 a 0, gol feito no primeiro tempo, e garantiu vaga na semifinal da Copa do Mundo. Vai encarar o vencedor do confronto Brasil x Colômbia, que se enfrentam às 17h, no Castelão, em Fortaleza (CE). A partida da semifinal será disputada na próxima terça (8), às 17 horas, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

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celina artigoCelina Santos | celinasantos2@gmail.com

Ao mesmo tempo em que vibra, aplaude, vaia, chora, grita, a nação deixa claro que é hora de devanear. Já que não foi acionado novamente o “botão” da realidade, segue a festa, o batuque, a contagem para o apito final do juiz.

Nas gigantescas “arenas” construídas em 12 capitais, é um espetáculo à parte o “brado retumbante do heroico povo brasileiro” ao entoar o Hino Nacional à capela; torna-se difícil não se emocionar, ainda que do outro lado do televisor, quando a torcida canta “eu sou brasileiro/ com muito orgulho/ com muito amor…”.
Definitivamente, a Copa do Mundo envolve na redoma da fantasia, onde a maioria das pessoas é simbolicamente transportada para um universo regido pelo mais puro ufanismo. É como se a carinhosamente chamada camisa “canarinho” fizesse cair por terra qualquer sentimento negativo em relação ao país.
O momento, vivenciado a cada quatro anos, lembra uma célebre frase atribuída ao filósofo Georg Hegel, para quem “nada existe de grandioso sem paixão”. A despeito de preferências pessoais, não há como negar: Um dos mais inquestionáveis componentes da identidade brasileira é a paixão pelo futebol.
Neste ano de 2014, em especial, a mobilização é incomparavelmente maior. Afinal, a “terra adorada” é a anfitriã da maior competição do esporte mundial. Cerca de 600 mil visitantes vieram para assistir aos jogos, muitos ávidos por conhecer as tão alardeadas maravilhas do país. Em enquetes, eles já destacam a culinária diversa, a cordialidade e alegria dos “donos da casa”. Além, é claro, de testemunhar o quão forte é a ligação entre a torcida e a Seleção Brasileira.
Como bem definiu o jornalista Tino Marcos, a Seleção é uma instituição cultural para o Brasil. Através dos dribles geniais dos jogadores, parecemos dizer: que venham os obstáculos, porque somos brilhantes o suficiente para derrubá-los. Ilusão? Alienação? Por ora, nada importa! As vitórias nas “quatro linhas” chegam como uma catarse, a expurgar toda espécie de frustração lá do mundo real.
Enquanto o lugar de torcedor se sobressai em relação aos demais papéis, o brasileiro cria uma espécie de carapaça, de modo a impedir que qualquer discussão sociopolítica (ou algo que o valha) invada o sagrado cantinho do sonho. Aliás, está aí a razão pela qual de nada adiantam as tentativas de atrelar política a futebol.
Ao mesmo tempo em que vibra, aplaude, vaia, chora, grita, a nação deixa claro que é hora de devanear. Já que não foi acionado novamente o “botão” da realidade, segue a festa, o batuque, a contagem para o apito final do juiz. Espera-se, porém, que a torcida possa desembarcar do “planeta fantasia” dando passes acertados na relação com o próximo (família, amigos, patrões, empregados, vizinhos, desconhecidos…) e, principalmente, levando a bola do voto para longe do gol contra.
Celina Santos é chefe de Redação do Diário Bahia, pós-graduada em Jornalismo e Mídia e membro da Academia de Letras de Itabuna (Alita).

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Do Valor
A Fifa negou neste domingo (29) a existência de um complô para prejudicar a seleção brasileira na Copa do Mundo e disse que não “vale a pena” comentar as declarações feitas pelo técnico Luiz Felipe Scolari e o coordenador técnico Carlos Alberto Parreira.
Os dois afirmaram após a vitória nos pênaltis sobre o Chile, sábado (28), pelas oitavas de final, que para muitas pessoas a possibilidade de o time nacional conquistar pela sexta vez o título mundial é um incômodo.
“Não vale a pena comentar o que é dito no calor da emoção. Temos confiança nos nossos árbitros. Tivemos 32 grandes times e agora caminhamos para ficar com oito grandes equipes na competição”, disse a porta-voz da Fifa, Delia Fischer.
As críticas mais pesadas foram feitas por Parreira. O coordenador técnico disse que se “existe um complô, é contra o Brasil”, e que “está incomodando alguém que a gente seja hexacampeão”.
Já Felipão cobrou que a arbitragem seja “igual para todo mundo” e que “não querem” que o Brasil fique com o título.A principal reclamação da comissão técnica brasileira é quanto à anulação de um gol marcado por Hulk. O árbitro alegou que o atacante dominou a bola com o braço e invalidou o lance.

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Suárez, de branco, levou gancho de 9 jogos por morder Chiellini (Foto Ricardo Mazalan AP-Ag. Brasil).
Suárez, de branco, levou gancho por morder Chiellini (Foto Ricardo Mazalan AP-Ag. Brasil).

Da Agência Brasil
O Comitê Disciplinar da Federação Internacional de Futebol (Fifa) suspendeu da seleção uruguaia, por nove partidas oficiais, o atacante Luis Suárez. A punição valerá a partir da próxima partida do Uruguai, que enfrenta a Colômbia no próximo sábado (28), às 17h, no Maracanã. Dessa forma, o atacante está fora da Copa do Mundo.
O comitê decidiu também que Suárez estará suspenso por quatro meses de qualquer atividade relacionada ao futebol. Ele deu uma mordida no ombro do zagueiro italiano Giorgio Chiellini, na partida da terça-feira passada (24), na Arena das Dunas, em Natal, quando o Uruguai venceu a equipe italiana por 1 a 0 e garantiu uma vaga para as oitavas de final.
Além da punição, Luis Suárez foi condenado a pagar multa no valor de 100 mil francos suíços, o equivalente a R$ 247 mil, e fica proibido de entrar nos limites de qualquer estádio de futebol durante o período de suspensão.

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Copa  no  Brasil  tem terceira maior média de público (Getty Image).
Copa no Brasil tem terceira maior média de público (Getty Image).

Da Agência Brasil
A média de público nos jogos da Copa do Mundo 2014, até agora, é a terceira maior de todas as edições do Mundial. Em 26 jogos disputados, 1.314.735 pessoas pagaram ingressos, com uma média de 50.566 pagantes por jogo.
Em todas as copas, a maior média é a de 1994, nos Estados Unidos, com 68.991 pagantes. Essa média não pode ser alcançada pela Copa 2014 devido à menor capacidade dos estádios brasileiros. A segunda maior média, de 52.491 pagantes por jogo, foi registrada em 2006, na Alemanha. Esse resultado poderá ser ultrapassado no Mundial do Brasil.
Na primeira Copa realizada no Brasil, em 1950, a média de público foi 47.511 pagantes por jogo. A Copa de 50 tem um recorde que dificilmente será batido. Na partida final entre o Brasil e o Uruguai, no Maracanã (Rio de Janeiro), o público pagante oficial chegou a 173.815 pessoas. Hoje a prioridade na construção dos estádios tem sido o conforto dos torcedores, e a capacidade máxima não passa dos 100 mil lugares.
Nesta Copa, quatro países já garantiram vagas para as oitavas de final: Holanda, Chile, Colômbia e Costa Rica. Outros quatro estão sem qualquer chance e cumprem apenas a tabela na terceira rodada: Espanha, Austrália, Camarões e Inglaterra.
A partir de segunda-feira (23), quando começa a terceira rodada da fase de grupos, haverá quatro jogos por dia em apenas dois horários. Os jogos do mesmo grupo serão disputados no mesmo horário para definição do primeiro e segundo lugares. Na segunda-feira, às 13h, os dois jogos do Grupo B são Holanda x Chile, em São Paulo, e Austrália x Espanha, em Curitiba. Às 17h, jogam pelo Brasil e Camarões, em Brasília, e Croácia e México, no Recife, pelo Grupo A.

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YASUYOSHI CHIBA
Iniesta e Casillas deixam campo desolados (Reprodução Yasuyoshi Chiba/Fifa).

José Sámano | El País

O futebol é amnésico, e amanhã é ontem. Quatro anos depois de Johanesburgo, e apenas dois depois da Eurocopa de Kiev, a Copa do Brasil foi o Titanic espanhol.

A Espanha que mais merecia um adeus honroso encerrou seu conto de fadas de forma espantosa, com uma decepção mundial. Um torneio que ficará gravado para sempre como um pesadelo, assim como seus triunfos também prevalecerão. Contra o Chile, o campeão continuou na lona, completamente atordoado depois do desabamento monumental perante a Holanda.
Não houve gongo que a salvasse, e o borrão é de tal calibre que a Roja, rota e desbotada, se tornou a primeira seleção a ser eliminada no Brasil, junto com a irrelevante Austrália. Desde a França-98, a seleção não deixava uma Copa pela porta de trás, na primeira fase. Naquela ocasião, a Espanha havia metabolizado o pessimismo crônico até a medula. Agora, parecia impensável uma pancada semelhante, mas o futebol é amnésico, e amanhã é ontem. Quatro anos depois de Johanesburgo, e apenas dois depois da Eurocopa de Kiev, a Copa do Brasil foi o Titanic espanhol.
Como o futebol não tem alma, para desgraça espanhola precisou ser o Maracanã o palco escolhido para que a seleção virasse a página sem consolo algum. Um desengano absoluto para uma geração que pôs a Espanha no topo, de onde caiu de forma sísmica. Uma casta para a lembrança infinita, e uma Copa para o esquecimento. A essa geração o futebol espanhol deve a conquista não só dos seus melhores troféus, mas também de um legado único, o pensamento próprio em um país onde o futebol só era definido pela diversidade dos clubes.
Clique aqui e leia na íntegra
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Além da queda da Espanha, ontem (18), a Copa do Mundo no Brasil registrou a goleada aplicada pela Croácia. Bateu Camarões por 4 a 0. Antes, a Holanda venceu a Austrália, com dificuldades: 3 a 2.
Jogos de hoje (19)
Colômbia x Costa do Marfim, às 13h, em Brasília (DF).
Uruguai x Inglaterra, às 16h, em São Paulo (SP).
Japão x Grécia, às 19h, em Natal (RN).

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Hugo foi apresentado em 10 de março. Hoje, anunciou despedida.
Souza (à esq.) foi apresentado em 10 de março. Hoje, anunciou despedida.

O atacante Souza pediu para rescindir seu contrato e está de saída do Vitória. O clube confirmou a informação através de e-mail enviado à imprensa.
O jogador vai dar uma entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (18) para explicar os motivos que o levaram a romper o acordo com o rubro-negro. Informações do Correio.