Adélia com o titular da Secti durante lançamento do Plano || Foto Marina Maria
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A professora e médica Adélia Pinheiro participou do lançamento do Plano de Intervenção do Ecossistema de Inovação de Ilhéus, no Hotel Aldeia da Praia. Resultado de investimento de R$ 4,5 milhões do Governo da Bahia, o trabalho é desenvolvido por meio de convênio da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) com o Sebrae.

– É um importante investimento do Governo da Bahia entregue ao município de Ilhéus, com um plano construído coletivamente, que deverá nortear ações e políticas municipais para o fortalecimento do ecossistema de inovação – afirmou a pré-candidata a deputada federal pelo PT.

Ex-titular da Secti, Adélia deu exemplos das condições privilegiadas de Ilhéus para a inovação. “Temos a Universidade Estadual de Santa Cruz, campus da Federal do Sul da Bahia, IFBA, Polo de Informática e a nascente indústria de chocolates finos”.

MAIS QUALIFICAÇÃO

Com a aposta – e investimentos em inovação -, cresce a expectativa de ampliação de postos de trabalho com bons salários. “A cidade ganha um instrumento para estimular segmentos econômicos de maior valor agregado, com empregos mais qualificados e melhor remuneração, com oportunidades para que nossos jovens se formem e trabalhem aqui”, explicou.

O lançamento contou com a presença do secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcius Gomes, representando o governador Jerônimo Rodrigues; e do superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, além de autoridades municipais e agentes da iniciativa privada.

ESTÁGIO INTERMEDIÁRIO

O Plano de Intervenção busca estruturar agenda local que articule poder público, setor produtivo, instituições de ensino e sociedade civil. O diagnóstico aponta que Ilhéus está em estágio de estruturação, considerado intermediário.

Isso significa que o município tem base institucional e econômica, mas ainda precisa fortalecer governança, articulação e geração de inovação.

Como resposta, o plano define estratégias para fortalecer a governança, estimular o empreendedorismo inovador, ampliar a interação entre instituições e empresas e consolidar ambientes de inovação.

Ainda conforme o diagnóstico, Ilhéus apresenta potencial em áreas como indústria do chocolate, tecnologia, turismo, desenvolvimento sustentável e economia criativa.

ATORES

O planejamento destaca os principais atores do ecossistema de inovação de Ilhéus, agrupados por segmentos que atuam de forma integrada.

O primeiro grupo é o poder público, responsável por formular políticas, coordenar ações e induzir o desenvolvimento. Na sequência, aparecem as instituições de ensino e pesquisa (ICTIs), que produzem conhecimento, tecnologia e formação de mão de obra qualificada, como universidades e centros de pesquisa.

Também fazem parte do ecossistema o setor produtivo, incluindo empresas, indústrias e startups, que transformam conhecimento em soluções e geram inovação no mercado. Por fim, o documento ressalta os ambientes promotores de inovação (como incubadoras e aceleradoras) e a sociedade civil organizada, que contribuem para articulação, governança e fortalecimento das iniciativas locais.

Plataforma online, Escola do Cacau oferta cursos de capacitação || Reprodução
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A interpretação de análises de solo e a recomendação de adubação como ferramentas para o aumento da produtividade e da rentabilidade no cultivo do cacau são o foco do primeiro curso oferecido pela Escola do Cacau, nova plataforma online de educação profissional desenvolvida pelo Centro de Inovação do Cacau (CIC). A iniciativa tem como objetivo fortalecer a base de conhecimento técnico da cadeia produtiva cacaueira.

A Escola do Cacau foi lançada oficialmente durante a ExpoCacau, maior feira agrícola e de negócios do setor, que se encerra hoje (28) em Ilhéus, no sul-baiano. Voltada a produtores rurais, técnicos agrícolas, agrônomos e demais interessados, a plataforma estreia com um curso ministrado pelo engenheiro agrônomo Edson França, mestre em Produção Vegetal e consultor do Sebrae e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). O conteúdo está sendo disponibilizado com valor promocional de lançamento.

Os cursos terão de seis a oito horas de carga horária e permanecerão disponíveis em formato gravado, permitindo acesso remoto a qualquer momento. Em breve, a Escola do Cacau ampliará sua grade com temas como

  • Manejo integrado de pragas do cacaueiro;
  • Produção de cacau em sistemas orgânicos e outros aspectos técnicos e de qualidade ligados à produção de cacau e chocolate.

As inscrições e demais informações podem ser acessadas pelo site www.escoladocacau.com.

O CENTRO DE INOVAÇÃO

Reconhecido como uma das principais referências em pesquisa e desenvolvimento da cadeia cacaueira no Brasil e no mundo, o CIC foi inaugurado em 2017 no campus da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus (BA). A instituição atua na difusão de conhecimento, na realização de análises laboratoriais e na promoção de tecnologias que visam aprimorar a qualidade e a sustentabilidade da cacauicultura brasileira.

O Centro de Inovação do Cacau integra o Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul) e tem como missão gerar e disseminar conhecimento voltado à excelência na produção de cacau e chocolate.

Sabrina de Branco profere palestra na 5ª Semana de Inovação de Ilhéus || Foto PIMENTA
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Nascida em Campinas (SP), a jornalista Sabrina de Branco morou 13 anos em Ilhéus, onde se formou em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Vice-presidente global de Sustentabilidade do Grupo Domtar, voltou à Terra da Gabriela para abrir a 5ª Semana de Inovação de Ilhéus, na noite desta segunda-feira (11), no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães.

Na palestra Inovação: um ato de coragem, estratégia e liderança – Como transformar Ilhéus no Vale do Silício Tropical, Sabrina fez diagnóstico positivo das potencialidades do município, identificou desafios coletivos e citou a região do Vale do Silício, na Califórnia (EUA), que concentra as empresas norte-americanas de tecnologia, como referência de cooperação bem-sucedida entre Estado, universidades e mercado.

Enquanto o Estado norte-americano entrou com financiamento pesado, universidades como Stanford e Berkeley atuaram em sinergia com o mercado, priorizando a formação de mão de obra alinhada com as necessidades de empresas atraídas para a região. “A universidade começou a conectar os pontos. Eles criaram uma área enorme ao lado do campus e começaram a chamar as empresas e falar: você precisa de que mão de obra? Engenheiro de quê?”, exemplificou Sabrina.

Segundo a palestrante, não se trata de copiar um modelo, mas de perceber como os princípios de um sistema de inovação de sucesso podem criar as condições para processos e produtos inovadores em outros contextos, a partir dos ativos locais. “Inovar não é necessariamente importar algo novo, mas transformar o que já é nosso em algo de valor global”, emendou, citando os exemplos dos chocolates finos do sul da Bahia e da Avatim, indústria de cosméticos fundada em Ilhéus.

Apesar de todos os potenciais e dos casos de sucesso, para Sabrina de Branco, a cidade carece de maior coesão entre os agentes políticos, econômicos, acadêmicos e da sociedade civil organizada. “Ilhéus tem ativos incríveis. Marcas premiadas de chocolate, berço de produtos diferenciados, fazendas históricas, escritores renomados, universidades de ponta, centros de pesquisa e inovação, polo industrial, clima [agradável], biodiversidade, mas falta uma estratégia unificada”.

Sabrina também lançou livro no evento || Foto PIMENTA

Feito o diagnóstico, afirmou que a Semana Municipal de Inovação, que segue até sexta-feira (15), no Centro de Convenções, é o tipo de evento propício às conexões estratégicas. “Viemos nos conectar com pessoas que têm conhecimentos diferentes, ideias diferentes, e aqui nós vamos produzir a Ilhéus do futuro, as empresas do futuro, porque é neste momento que a gente tem que aproveitar cada segundo para se conectar”.

LANÇAMENTO 

A ligação pessoal com Ilhéus e o convite para a Semana da Inovação levaram Sabrina de Branco a escolher o evento para lançar seu livro, A Revolução do lucro sustentável – Como incorporar a sustentabilidade à estratégia corporativa para impulsionar inovação, reduzir riscos e aumentar a lucratividade.

Todo o dinheiro arrecadado com a venda dos exemplares será direcionado para ações sociais que a autora apoia, a começar pela ONG Live Africa, que cuida de cerca de 50 crianças órfãs em Uganda. A edição digital do livro pode ser adquirida na Amazon.

Estudantes usam cana de açúcar na produção de vinagre
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Estudantes do Colégio Estadual do Campo de Serra Grande, em Uruçuca, criaram um tipo de vinagre artesanal a partir do caldo da cana. O projeto tem por objetivo desenvolver novos meios de comércio na comunidade, de uma maneira saudável e sustentável, além de trazer novas formas de renda.

De acordo com estudos feitos pelo Centro Tecnológico de Pesquisa e Produção de Alimentos (CTPPA), o vinagre de caldo de cana fortalece o sistema imunológico, auxilia na digestão e tem mais aminoácidos essenciais que não são produzidos pelo organismo humano, mas importantes para seu funcionamento, devendo, portanto, ser adquiridos por meio da alimentação.

O objetivo das estudantes Mayelen Sena e Lavínia Lívia de Santos é trazer um produto para o mercado com baixo custo de produção. A proposta, por ser feita com uma receita ancestral, influencia as tradições culturais da comunidade, criando assim uma valorização maior de um produto cotidiano para eles.

As duas jovens destacam que as receitas ancestrais têm um valor gigante porque fazem parte da história do brasileiro. “Aprender com o que os mais velhos faziam é uma forma de manter viva a nossa cultura”, afirma Mayelen Sena. Para produzir o vinagre artesanal, as duas estudantes contaram com orientações do professor Valério Araújo.

O projeto, que conta com o apoio da Secretaria da Educação da Bahia, une inovação e empreendedorismo, contribuindo como fonte de renda e autoestima da comunidade. As estudantes já planejam iniciar a comercialização do produto em eventos na região. “Dependendo dos resultados, planejamos expandir as vendas criando uma loja física”, enfatiza Lavínia Lívia, destacando que o propósito é apresentar essa alternativa tanto para consumidores quanto para possíveis investidores.

Juros afetam inovação na indústria || Foto Adenilson Nunes/GovBA
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Na próxima terça-feira (30), em Brasília, será iniciada a 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI). Tem como meta elaborar uma nova estratégia nacional para todas as áreas de conhecimento. “O presidente Lula nos deu a incumbência de estudar o cenário de ciência, tecnologia e inovação para fazer uma proposta de estratégia e contribuir para um plano de ação”, explica o físico Sérgio Rezende, ex-ministro da pasta (2005-2010) e secretário-geral da conferência.

Um dos eixos da CNCTI é a reindustrialização e apoio à inovação nas empresas. Desde o início dos anos 1980, diminuiu o peso da indústria de transformação no Produto Interno Bruto. Entre 2010 e 2021, a parcela de participação do setor caiu de 13,75% para 11,33% do Produto Interno Bruto (PIB).

“É preciso um conjunto de medidas, e o que a gente espera é que gradualmente empresários, principalmente os mais novos, vejam os resultados, acreditem e tomem atitudes para o Brasil recuperar o seu sistema industrial, que já teve uma participação no PIB duas vezes maior do que é atualmente”, defende o secretário-geral da CNCTI.

Na avaliação de Rezende, a desindustrialização brasileira foi acelerada com a ascensão manufatureira chinesa. “Com a grande produção industrial da China e com a produção de produtos mais baratos”, observa.

O fenômeno atinge o Brasil e outros países. Aqui e em outros lugares, as empresas substituíram componentes que fabricavam por peças importadas. Com a evolução desse processo, algumas empresas são cada vez menos industriais e passam a ser cada vez mais importadoras e redistribuidoras de produtos para a rede de clientes que formaram.

Mas para Rezende, há outro fenômeno. “Um segundo problema que nos persegue há muito tempo é a taxa de juros muito alta, que tem dois efeitos. Empresas raramente pegam empréstimos de bancos privados, nem para construção. Agora, muitos empresários preferem não fazer nada disso. Eles optam por investir no mercado financeiro”, opina.

JUROS ALTOS

Rezende está convencido da necessidade de diminuir a taxa de juros para haver mais inovação e crescimento. “Tanto para as empresas pegarem empréstimo para a expansão, quanto para os empresários investirem mais nas suas empresas”, observa.

Atualmente, o Brasil tem a segunda maior taxa de juros real do mundo. Está apenas abaixo da Rússia – em guerra com a Ucrânia desde fevereiro de 2022 – e acima de outros países com grau de desenvolvimento próximo como o México, África do Sul e Colômbia.

As propostas sobre reindustrialização e neoindustrialização a serem discutidas na 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação começaram a ser debatidas em 13 seminários preparativos organizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) entre dezembro do ano passado e março deste ano.

Essas reuniões se somam a mais de 200 encontros e conferências locais e setoriais realizados como prévias preparatórias da CNCTI finalizadas até maio. Além do tema da reindustrialização e apoio à inovação nas empresas, a conferência terá como eixos “recuperação, expansão e consolidação do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação”; “Ciência, Tecnologia e Inovação para programas e projetos estratégicos nacionais”; e “Ciência, Tecnologia e Inovação para o desenvolvimento social.”

Desde meados da década de 1990, a produção científica do Brasil tem avançado ano a ano. Mas, entre 2021 e 2022, o país reduziu o número de estudos publicados – de 80.499 artigos publicados para 74.570 textos científicos, queda de 7,4%.

O país também sofre com a fuga de cérebros que vão trabalhar como pesquisadores no exterior e com o reduzido número de doutores formados – cinco vezes menos doutores do que a média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação será realizada no Espaço Brasil 21, no Setor Hoteleiro Sul de Brasília. O evento poderá ser acompanhado virtualmente pelo Youtube. Interessados podem se inscrever para ter participação virtual, com direito a certificado, neste link. Com Agência Brasil.

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Uma imersão em inovação será realizada durante um encontro que acontece nesta quinta-feira (28), em Itabuna, promovido pelo Sebrae, a partir das 19h, no auditório do Sest/Senat, com vagas limitadas. Com o tema MeetUp Summit – O futuro da Inovação, o evento tem como objetivo orientar e treinar empreendedores para o futuro em suas empresas. As inscrições podem ser feitas gratuitamente no link https://bit.ly/luizcandrevaITB.

A palestra será em forma de talk e abordará temas como tendências no varejo; tendências x modinha x pendências; como inovar e gerar impacto nos resultados da empresa; qual a grande mudança no varejo nos próximos anos; fatores que ajudam a ter um negócio inovador e diferenciado; e modelos do varejo do futuro.

O evento tem como mediador Luiz Candreva, um dos principais futuristas brasileiros, head de inovação da Ayoo, colunista da CBN desde 2018, diretor de criação do Disruptive, MBA e palestrante com mais de 500 apresentações em diferentes países.

“Será uma oportunidade ímpar para os empreendedores imergirem no futuro com inovação, entendendo as tendências do varejo e, ainda, melhorar os resultados”, reforçou o gerente adjunto da regional do Sebrae em Ilhéus, Michel Lima.

SERVIÇO
MeetUp Summit – O futuro da Inovação
Quando: Quinta-feira, 28 de abril, às 19 horas
Onde Auditório do Sest/Senat (Av. José Soares Pinheiro, 2056, Lomanto – Itabuna)
Link para inscrição: https://bit.ly/luizcandrevaITB

Edital da Fapesb destina R$ 10 milhões para inovação em gestão pública
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O governador Rui Costa anunciou, nesta quarta (10), lançamento do edital Governo Inteligente, voltado aos micro e pequenos empresários. Serão investidos R$ 10 milhões em projetos inovadores que possam solucionar problemas reais da gestão pública. A iniciativa é da Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e faz parte do Programa de Apoio à Pesquisa na Micro e Pequena Empresa (Pappe).

As propostas devem ser apresentadas a partir de desafios do dia a dia dos brasileiros. Para chegar a cada desafio apresentado no edital, a Fapesb indagou diversas secretarias do governo e outras instâncias da esfera pública quais eram as suas maiores dificuldades perante o momento atual. Com base nessas demandas, os micro e pequenos empreendedores poderão criar soluções inovadoras, gerando projetos com tecnologias específicas.

INOVAÇÃO

Para o diretor de inovação da Fapesb, Handerson Leite, o edital lançado, além de outros benefícios, injeta dinheiro na economia do estado. “Com esses projetos apresentados pelos empresários, faremos com que todos saiam ganhando: o governo, os empresários e principalmente a população. É uma maneira de ajudar a impulsionar a economia do Estado nesse momento de crise”, contou.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Adélia Pinheiro, também vê essa oportunidade como um grande investimento econômico e tecnológico para o estado. “As propostas que serão aceitas pelo edital não só contribuirão com o desenvolvimento de produtos para o uso na governança pública, mas também impulsionarão a economia do estado após a pandemia”, afirmou.

INSCRIÇÃO

Para se inscrever, é preciso ser micro ou pequena empresa residente no estado da Bahia e estar em situação regular junto ao governo e ter um projeto de desenvolvimento de um processo, produto ou serviço, propondo a solução do desafio escolhido no edital. Os interessados já podem acessar os detalhes do edital Governo Inteligente no site da Fapesb (www.fapesb.ba.gov.br).

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Unidade do Sebrae na Paulino Vieira, Centro de Itabuna || Foto Maurício Maron

As empresas baianas que desejam investir em inovação e tecnologia com subsídio financeiro de até 70% já podem participar do Sebraetec. A solução do Sebrae é voltada para quem pretende aumentar a eficiência, inovar em produtos, processos, marketing e gestão e automatizar processos e atuar em e-commerce.

Direcionado a microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP), o Sebraetec oferece subsídio financeiro para serviços em sete áreas – Design, Produtividades, Propriedade Intelectual, Qualidade, Inovação, Sustentabilidade e Serviços Digitais. A empresa contará com orientação para explorar diferenciais e alcançar um novo posicionamento no mercado, acesso a fornecedores especializados, serviços tecnológicos e soluções de inovação.

O Sebraetec disponibiliza um portfólio com mais de 120 soluções. Para participar, os empreendedores devem acessar o site http://www.sebraetec.com. As informações completas sobre o programa podem ser obtidas também na agência do Sebrae em Ilhéus, localizada na avenida Osvaldo Cruz, 74, Edifício Premier Business Center, no bairro Cidade Nova. Já em Itabuna, a entidade fica na rua Paulino Vieira, 175, Edifício Lizete Mendonça, Centro.

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Loja do Sebrae na Rua Paulino Vieira, em Itabuna || Fotos Maurício Maron

O Sebrae está com mais de 300 vagas abertas em  capacitações gratuitas e pagas para micro e pequenos empreendedores da região sul da Bahia, no mês de julho. As temáticas são destinadas para as pessoas que desejam abrir um negócio ou para aqueles que buscam uma capacitação específica nas áreas de moda, liderança, inovação, finanças, empreendedorismo e mídias sociais. As vagas são limitadas e as inscrições já podem ser feitas pela internet ou pelos telefones (73) 3613-9734 e (73) 99974-2262 (Itabuna) ou (73) 3634-4068 e (73) 99974-2263 (Ilhéus).

As capacitações têm início nesta sexta-feira (5), das 13h às 17h, no Sebrae de Ilhéus, e das 14h às 17h, no Sebrae em Itabuna, com o projeto “Sexta da Oportunidade”, capacitação voltada para o empreendedor que deseja abrir um negócio próprio. A iniciativa oferece orientações gratuitas sobre como planejar um negócio, com informações atualizadas de mercado. O próximo encontro acontece no dia 19 de julho, em Itabuna e em Ilhéus, nos mesmos horários.

Michel: metodologia vivencial e interativa

PROGRAMAÇÃO

Na próxima semana, de 9 a 12 de julho, o Sebrae Itabuna promove a entrevista individual para quem tem interesse em participar do Seminário Empretec,  que ocorrerá de 22 a 27 de julho, em Itabuna. A capacitação conta com uma metodologia desenvolvida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e é destinada para quem sonha em montar o próprio negócio ou aqueles que querem potencializar seus empreendimentos.

De acordo com o gerente adjunto do Sebrae, Michel Lima, ao todo, são 60 horas de capacitação, em seis dias, no qual o participante é desafiado em atividades práticas. “A metodologia é vivencial e interativa. Através de jogos, exercícios e debates, é possível conhecer o perfil empreendedor, desenvolver competências para a vida profissional e, consequentemente, para aumentar as chances de sucesso do negócio”. O investimento é de R$ 875,00 e pode ser parcelado em até dez vezes no cartão de crédito.Leia Mais

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Adélia: R$ 1,62 milhão em edital para inovação na Bahia

A Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb), vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), e a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep) lançaram o edital Centelha Bahia. As inscrições estão abertas até o dia 7 de agosto (veja link abaixo).

O Centelha Bahia irá conceder R$ 1.620.000,00 para empreendedores que buscam desenvolver produtos, processos ou serviços que venham a melhorar a vida da população baiana, gerando negócios inovadores.

A iniciativa, que integra os esforços estaduais para impulsionar a economia local por meio da criatividade baiana, é uma alternativa para gerar renda e empregos com soluções inovadoras e que tragam retorno para a sociedade. Os interessados em inscrever seus trabalhos devem ler o edital e realizar o castrado através do link www.programacentelha.com.br/ba/.

De acordo com a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, outras iniciativas como esta serão implantadas no futuro, a fim de estimular diversas gerações de estudantes a desenvolver o interesse pela ciência, tecnologia e inovação. “O próprio nome ‘Centelha’ dá o sentido de início, a ideia de uma chama que primeiro desperta, depois se espalha, e por fim se estabelece em todos os campos”, afirmou.Leia Mais

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Durante reunião na Fieb, Adélia expôs planos e metas da Secti para a indústria

Com o objetivo de identificar oportunidades e propor ações que possam beneficiar as indústrias locais, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) esteve presente na reunião do Conselho de Inovação e Desenvolvimento Industrial (CIDIN), no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), na última quinta-feira (6). A secretária Adélia Pinheiro expôs metas e compromissos com o cenário de desenvolvimento local.

A revisão do Marco Legal da Ciência e Tecnologia, que busca, dentre outras coisas, adaptar a legislação para que possa melhor atender as demandas atuais dos setores de Ciências,Tecnologia e Inovação, também foi pauta do encontro. Outro tema tratado se refere à necessidade de estreitar laços entre indústrias e os atores da área de inovação, por meio de uma plataforma que identifique as necessidades das empresas baianas.

A titular da Secti, Adélia Pinheiro, destacou questões que envolvem a infraestrutura nas unidades de tecnologia que servem ao ecossistema de ciência no estado. “É necessário fortalecer a rede de laboratórios, melhorar o acesso à banda larga e buscar financiamento público direcionado para a produção de conhecimento em ciência e tecnologia”.

A união entre Fieb e Secti busca cenários estimuladores para dar o devido destaque à produção científica estadual, transformando os serviços para potencializar desde os microempreendedores até as grandes empresas. Segundo Adélia, a Secti propõe uma realidade em que o empresário baiano não tenha que buscar recursos tecnológicos fora da Bahia e possa encontrar meios de se desenvolver por meio de uma produção completa dentro do próprio estado.

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Para Camargo, Ceplac está “até muito prestigiada” || Foto Divulgação
O secretário de Inovação e Desenvolvimento Rural do Ministério da Agricultura (Mapa), Fernando Silveira Camargo, assegurou que a “Ceplac continua a sua mesma estrutura”. Numa entrevista ao jornalista Ederivaldo Benedito, o secretário disse que, ao contrário do especulado, Ceplac está “até muito prestigiada”. Na tarde desta segunda-feira (4), Camargo esteve na sede regional do órgão, na Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415). “Podem ficar tranquilo que não haverá nenhuma mudança na Ceplac, exceto para melhor. Não existe nenhuma pretensão neste sentido de enfraquecê-la”.

“Pelo que eu vi no decreto, a Ceplac foi prestigiada na sua estrutura e o objetivo da minha visita ao sul da Bahia é conhecer o setor e ajudá-lo”, destacou. Fernando Camargo acrescentou que uma das propostas, com a criação da Secretaria de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação, é trazer inovação para o Ministério da Agricultura e aumentar a produção de alimentos no país. “Para aumentar a produtividade, é preciso inovar e o Brasil não pode ficar atrás”.

Com um orçamento anual de R$ 17 milhões, a Ceplac – órgão específico e singular do Ministério da Agricultura, com a responsabilidade de cuidar dos sistemas agroflorestais brasileiros que no próximo dia 20 completará 62 anos de criado – tem 1.501 servidores com média de 62 anos de idade, em vias de aposentadoria, e desde 1986 não realiza concurso público. Atualmente são apenas trezentos funcionários que não tem o direito a se aposentar e a previsão é que em 2023 poderá entrar em colapso, já contará com apenas trinta servidores em seus quadros.

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Uesc, em Ilhéus, é a líder baiana entre as universidades estaduais e a 51ª no País

A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) aparece em primeiro lugar entre as instituições de ensino superior estaduais na Bahia e em décima colocação no Nordeste brasileiro no Ranking Universitário Folha (RUF) de 2018. Quando consideradas todas as universidades do País, a Uesc aparece em 51º lugar. A nota média da Uesc é 64,85.
A universidade sul-baiana aparece em 51ª posição em nível nacional quando considerado apenas o item internacionalização. O ranking universitário leva em conta os desempenhos os indicadores ensino, pesquisa, mercado, inovação e internacionalização.
O RUF é liderado, no estado, pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), que aparece, no geral, em 14º lugar, com nota média 87,16. Líder na Bahia, a UFBA é superada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) no Nordeste. A universidade pernambucana é 10ª no ranking nacional e apresenta média 90,34, quando consideradas todas as áreas aferidas pelo RUF.
Com quatro anos, UFSB aparece em 178º lugar || Foto Gabriel Oliveira

Ainda novata no ranking e com apenas quatro anos de idade e conceito diferenciado de licenciatura e bacharelado, a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), com campi em Itabuna, Porto Seguro e Teixeira de Freitas, obtém nota média 17,92, sendo avaliada apenas nas áreas de Ensino e Internacionalização. Aparece em 178º lugar.
O DESEMPENHO DAS ESTADUAIS BAIANAS
Depois da Uesc, a melhor posicionada entre as universidades estaduais baianas é a UEFS, em Feira de Santana, que aparece em 60º lugar, com nota média 62,50. Já em 89º lugar, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), que tem campi em Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga, obtém nota 50,27. Em 99º lugar, a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) apresenta nota 45,55.
O RUF avaliou 196 universidades brasileiras, públicas e privadas. A Universidade de São Paulo (USP) lidera o ranking, com nota 97,52, nota um pouco superior à obtida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 97,29, que ficou em segundo lugar. A universidade fluminense liderou o ranking nos anos de 2016 e 2017. (Do Pimenta.blog.br)

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Estudantes dos centros juvenis de Itabuna e Salvador conquistaram medalha
Estudantes dos centros juvenis de Itabuna e Salvador conquistaram medalha
Duas equipes dos Centros Juvenis de Ciência e Cultura (CJCC) de Salvador e Itabuna faturaram premiações nas categorias “Programação” e “Design”, na etapa Regional Bahia da Olimpíada Brasileira de Robótica, na Campus Party, em Salvador.

O prêmio de melhor programação foi para a equipe “Robograma 09”, de Salvador, e o de design foi para a equipe do interior. “Itabuna tinha apenas dois meses de Oficina de Robótica no Centro Juvenil. Então eles conseguiram avançar bem rápido”, destaca o coordenador dos Centros Juvenis, Iuri Rubim.

Ele acredita que a premiação é o “reconhecimento de um trabalho que a Secretaria da Educação tem feito porque acredita que a robótica é uma dimensão importante desta educação contemporânea, que é mais conectada com a vida real e com a programação dos objetos”, disse.

A premiação deste sábado se soma ao prêmio Maker, conquistado um dia antes pelos estudantes da oficina de Robótica do CJCC de Vitória da Conquista.

Para o secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, as premiações dos estudantes revela o protagonismo deles na competição e na Campus Party.

– O envolvimento destes estudantes na oficina de robótica desperta o interesse deles por outras disciplinas associadas a este conteúdo e contribui para a formação do conhecimento, ao mesmo tempo que estimula a vocação para uma área de ponta no mundo da ciência, tecnologia e inovação.Temos trabalhado para fortalecer o eixo pedagógico na rede estadual e os Centros Juvenis de Ciência e Cultura têm a proeza de trabalhar com temas inovadores – destacou.

A olimpíada do conhecimento consiste na competição de robôs criados através de kits de robótica, com o uso, por exemplo de Lego. O desafio é construir e programar um robô que desempenha funções em um ambiente simulado, seguindo algumas regras específicas.O objetivo é despertar e estimular o interesse pela robótica e áreas afins e promover a difusão de conhecimentos básicos sobre robótica de forma lúdica e cooperativa.

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Fornari anuncia possibilidade de fabricação de pneu verde || Foto Jonildo Glória
Fornari anuncia possibilidade de fabricação de pneu verde || Foto Jonildo Glória

Jonildo Glória

Tecnologia desenvolvida na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), no Laboratório de Polímeros e Sistemas (LAPOS), revelou uma excelente utilização da casca do coco-da-bahia. A pesquisa direciona para o uso de fibras vegetais de coco na formação de materiais compósitos, o que equivale dizer que é possível fazer pneu rodoviário composto com material natural e biodegradável, com propriedades maiores que 500% comparando-se com os materiais atuais.

Esse caminho inovador está sendo percorrido pelo professor Celso Carlino Maria Fornari Junior, do Departamento de Ciências Exatas e Tecnológicas (DCET), da Universidade. Iniciadas em 2010, as pesquisas vinham sendo desenvolvidas em sigilo e demonstram que a cadeia polimérica da celulose da fibra do coco pode formar, quimicamente, ligação estável com as macromoléculas de borracha. Desta forma, a fibra de coco, tratada e acondicionada, pode substituir produtos de altíssimo valor agregado na construção de materiais tecnológicos.

“A fibra da casca do coco pode substituir o negro de fumo (carbono em dispersão muito fina, obtido por combustão incompleta de gás natural “do petróleo”, e muito empregado na indústria, principalmente da borracha, como carga reforçadora e como pigmento preto), o qual é amplamente aplicado nos mais diferentes produtos entre eles pneus de automóvel, caminhão e aviões”, disse o professor.

Celso Carlino diz que o negro de fumo na engenharia de materiais tem importância tão significativa que o seu valor é cotado em dólar, atingindo entre US$ 1,05 a US$ 1,50 por quilo do produto. “Isso significa dizer, em outras palavras, que a fibra de coco pode atingir valores em reais em torno de aproximadamente R$ 4 mil a tonelada,” assinala o professor Fornari.

Campus da Uesc, na Rodovia Ilhéus-Itabuna || Foto José Nazal
Campus da Uesc, na Rodovia Ilhéus-Itabuna || Foto José Nazal

A utilização dessa tecnologia permite a confecção de inúmeros artefatos, incluindo pneumáticos, produzindo um material ecologicamente correto e com melhores propriedades mecânicas. Esse caminho inovador, que está sendo percorrido pelo professor Fornari e seus alunos, mostra que a fibra de coco supera o negro de fumo com vantagens significativas.

“A fibra vegetal é biodegradável, tem produção ecologicamente correta, contribui para o sequestro de gás carbônico, gera aumento de renda para o setor agrícola e aumenta a resistência mecânica do pneu em mais de 500%.”

Para o pesquisador, o projeto vai ao encontro das normas brasileiras de proteção e cuidados ambientais. “O projeto oferece uma nova alternativa tecnológica para o uso sustentável das fibras vegetais. Isso possibilita alguns benefícios da qual a lei brasileira proclama, e que são: pneu verde, ecologicamente sustentável; eliminação de substâncias cancerígenas; oportunidade de emprego e renda regional; valorização e agregação de valor às fibras vegetais”.

PROJETO

Fases de transformação da casca do coco em pneu verde.
Fases de transformação da casca do coco em pneu verde.

“A utilização da fibra de coco demonstrada no projeto, dando ao fato de poder substituir com larga margem de vantagem os materiais como negro de fumo, vai trazer uma substancial valorização para esse material fibroso. Isso repercutirá diretamente na produção agrícola o que irá fomentar os trabalhos no campo. Além disso, a população circunvizinha se beneficiará dos altos valores que a fibra vegetal passa a ter e se abrirão muitas oportunidades na manufatura destas fibras”, assinala Fornari.

Ele acrescenta que “a utilização do petróleo para a movimentação e conforto é uma fórmula irreal e errada. Basta calcular os passos que o petróleo percorre até alcançar o consumidor. Primeiramente, ele é extraído do subsolo, trazido a superfície e por último descartado na atmosfera. O ciclo é imperfeito e falho, pois não há nenhum retorno a fonte de origem. Isso caracteriza um projeto que possui tempo para terminar e não pode se autossustentar”.Leia Mais