Meta é o novo nome da empresa Facebook, mas nome da rede continua
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O Facebook deixou de ser uma rede social apenas. A empresa mudou de nome e passou a se chamar Meta. Essa alteração marcou a união de diferentes aplicativos do grupo (como Instagram e WhatsApp) em sua marca e indicou a valorização de sua nova aposta tecnológica e de negócios: o chamado “metaverso”.

O Facebook definiu o metaverso como “combinação híbrida das experiências sociais online atuais, às vezes expandido em três dimensões ou se projetando no mundo físico”. A empresa argumenta que será possível compartilhar “experiências imersivas” com pessoas mesmo sem estar presente.

Em carta divulgada há alguns dias, o fundador e diretor da empresa, Mark Zuckerberg, declarou que essa experiência imersiva consistirá em uma vivência em que a pessoa “está” nessa atividade ou conteúdo interativo, e não apenas olhando para ele.

O uso de realidade virtual e aumentada permitirá, nas palavras de Zuckerberg, que as pessoas “estejam” onde quiser, do trabalho a uma reunião de amigos, sem obstáculos como o tempo de deslocamento e seus problemas, o tráfego por exemplo.

“Você vai se mover por meio dessas experiências em diferentes dispositivos – óculos de realidade aumentada para ficar presente no mundo físico, realidade virtual para ficar totalmente imerso e fones e computadores para pular entre plataformas existentes”, acrescentou o fundador da empresa.

À Agência Brasil, o Facebook afirmou que o metaverso anunciado ainda está sendo desenvolvido e não informou quando os recursos e produtos desse novo ambiente estarão disponíveis no país.

“O metaverso ainda está um pouco distante, mas algumas partes dele já estão ganhando vida, e muito mais ainda está por vir. Estamos desenvolvendo para aprimorar a realidade virtual e a realidade aumentada que conhecemos até agora”, disse a empresa, em nota.

COMBINAÇÃO DE FUNCIONALIDADES

Vai combinar funcionalidades e negócios que o Facebook já oferecia, mas de forma separada. A empresa surgiu como uma rede social e ganhou o mundo, chegando a 2,9 bilhões de usuários ativos mensais em novembro deste ano, segundo a consultoria Statista.

O Facebook ampliou seu domínio nas redes sociais com a compra do Instagram em 2012 e do Whatsapp em 2014. Neste mesmo ano, adquiriu a empresa de realidade virtual Oculus, e passou a ofertar equipamentos e programas relacionados a esse tipo de tecnologia.

Mas a realidade virtual ainda demanda conexões robustas para viabilizar o carregamento dos dados de vídeo e as respostas imediatas aos movimentos realizado pelo indivíduo nos espaços imersivos. Esse ambiente tem mudado com a ampliação da capacidade de conexão da banda larga física e agora com a chegada do 5G. No Brasil, o leilão foi realizado neste mês, e a tecnologia começar a ser implantada no ano que vem pelos grandes centros.

Agora, o metaverso nasce com a promessa de se tornar uma “super rede social” em que a interação não ocorre apenas pelo teclado do computador ou smartphone, mas por meio de avatares dos indivíduos, que poderão atuar conjuntamente tanto em locais virtuais quanto acrescentando elementos virtuais a locais físicos.

COLETA E EXPLORAÇÃO DE DADOS PESSOAIS

Em entrevista, a ex-funcionária do Facebook que denunciou problemas na empresa em audiências no Congresso dos Estados Unidos, Frances Haugen, falou de riscos no metaverso. Segundo ela, esse novo sistema terá capacidade ainda maior de coleta e exploração dos dados pessoais para viabilizar as experiências imersivas e poderá ter caráter viciante. O Facebook anunciou que deixaria de utilizar a tecnologia de reconhecimento facial, altamente criticada por entidades de defesa da privacidade, mas voltou atrás e informou que seguiria adotando esse recurso no metaverso.

Para André Lucas Fernandes, diretor do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IP.rec), o metaverso cria um simulacro que levará atividades sociais e econômicas para um cenário mais abstrato, impondo desafios às democracias e do ponto de vista jurídico.

Ele indica riscos de ampliação das desigualdades no ambiente da internet. “Se pensarmos em termos de infraestrutura e acesso à internet, há uma questão de abismo digital urgente, e o metaverso pode ser fator catalisador de exclusão das pessoas que não estão conectadas, já que demandará equipamentos sofisticados e mais caros”.

Medida é resultado de parceria do Facebook com o TSE
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O Facebook anunciou nesta terça-feira (26) que, a partir das próximas semanas, vai inserir rótulos em postagens sobre eleições com redirecionamento de usuários para a página da Justiça Eleitoral na internet. A medida também valerá para o Instagram, rede social que pertence ao conglomerado controlado pelo Facebook. A novidade faz parte de um trabalho conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para combater desinformação e ameaças à integridade do processo eleitoral.

Ainda segundo o comunicado, durante a campanha eleitoral de 2020 foram rejeitados cerca de 250 mil anúncios sobre política ou eleições que não continham o rótulo “Propaganda Eleitoral” ou “Pago por” direcionados a pessoas no Brasil, os chamados conteúdos impulsionados.

WHATSAPP

O comunicado informa ainda que o WhatsApp, outra plataforma pertencente ao Facebook, já havia lançado, no ano passado, em parceria com o TSE, um chatbot (conta automatizada) para ajudar na circulação de dados oficiais sobre o processo eleitoral e a votação.

Além disso, o aplicativo de mensagens disponibilizou um canal de comunicação específico com o TSE para denunciar contas suspeitas de realizar disparos em massa, o que não é permitido nos Termos de Serviço do aplicativo e nem pela legislação eleitoral.

A médica veterinária Hannah Thame e o "animal mais perigoso do mundo"
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Um vídeo de apenas sete segundos postado pela médica veterinária itabunense Hannah Thame, hoje em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, viralizou no Instagram e atingiu mais de um milhão de visualizações.

Após a locução anunciar “o animal mais feroz do mundo”, Hannah Thame, que está de costas para a câmera, vira-se e apresenta um cãozinho da raça Pinscher.

– As visualizações cresceram em escala espantosa e quando chegamos a 100 mil achamos fantástico. Daí em diante o crescimento foi vertiginoso, com visualizações e comentários de todas as partes do mundo, até cruzar a marca de um milhão”, disse Hannah.

Hannah é diretora do Centro de Especialidades Veterinárias (CEV), que atua nas áreas de Fisioterapia Animal, Acupuntura e Clínica Geral. O perfil da médica veterinária é recheado de dicas para o pet e mensagens que têm o bom humor como marca.

 

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O Facebook informou que uma falha na alteração de suas configurações causou o apagão global de mais de seis horas e que derrubou, além da rede social, os serviços do WhatsApp e do Instagram na tarde desta segunda-feira (4). A nota foi divulgada na noite de ontem, horas após as redes e aplicativo de mensagens retornarem.

A empresa descartou ter havido ataque e vazamento de dados de usuários. A falha, segundo o Facebook, teria ocorrido durante mudança em estrutura que coordena tráfego das suas centrais de dados.

“A todas as pessoas e empresas que dependem de nós, lamentamos o transtorno causado pela interrupção de nossas plataformas”, informa a nota.

Para Marco Antonio, usuários têm direito à indenização se provarem que tiveram prejuízo por falha do aplicativo
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O WhatsApp, o Instagram e o Facebook ficaram fora do ar na tarde dessa segunda-feira (4). Para o advogado Marco Antonio Araujo Junior, a depender da justificativa do Facebook para a falha do WhatsApp, usuários poderão demandar em juízo indenização por prejuízos materiais decorridos da pane do serviço.

“Há muito tempo o WhatsApp deixou de ser uma simples ferramenta de comunicação e passou a ser um serviço, com remuneração indireta, colocado no mercado de consumo. Pessoas e empresas que utilizam a plataforma como instrumento de trabalho ficaram impedidas de realizar suas atividades e podem ter tido prejuízos financeiros em razão disso. Se comprovados, o Judiciário pode condenar a empresa em indenizar os usuários”, explica Araujo.

Além do uso pessoal, que não tem pagamento direto por parte do usuário, mas tem remuneração indireta em razão das publicidades direcionadas realizadas na plataforma do Instagram e do Facebook, a empresa também disponibiliza o WhatsApp Business, com funcionalidades especiais e benefícios para empresas de pequeno e médio porte.

Os usuários que se sentirem prejudicados pela interrupção dos serviços prestados deverão demonstrar os negócios que deixaram de ser realizados, os prejuízos que tiveram em razão da falha na prestação de serviços e comprovar, de forma efetiva, que deixaram de realizar suas atividades profissionais, conclui o especialista.

Aplicativo de mensagens e redes sociais estão fora do ar desde o início da tarde desta segunda-feira
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Os usuários do WhastApp, Instagram e Facebook enfrentam dificuldades para acessar o aplicativo de mensagens e as redes sociais desde o início da tarde desta segunda-feira (4).

A direção do Facebook, que é dono do Instagram e do WhatsApp, trabalha para identificar a causa do problema, que derrubou os três serviços para usuários de vários países.

Ordem também formaliza autorização de lives que divulguem conteúdos educativos
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O Conselho Pleno da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) autorizou, na última quinta-feira (15), que advogados impulsionem conteúdos jurídicos e educativos em seus perfis nas redes sociais. No entanto, conforme a decisão da Ordem, o conteúdo impulsionado não poderá ofertar serviços nem usar propaganda para captação de clientes.

Além de investir na difusão dos conteúdos jurídicos, os advogados também poderão promover lives com propósito educativo.

As novas regras entrarão em vigor 30 dias após a publicação das diretrizes da OAB, ainda sem data definida.

IMPULSO

No vocabulário da publicidade, impulsionar significa comprar maior alcance de público para as publicações em plataformas sociais, a exemplo do Youtube, Instagram e Facebook.  Sem o impulsionamento, os algoritmos dessas redes limitam a distribuição das publicações mesmo entre os seguidores de determinado perfil. Esse serviço é uma das principais formas de monetização das redes.

Numa analogia, é como se a plataforma sequestrasse a audiência do perfil, a quem é ofertada a opção de pagamento do resgate em dinheiro para voltar a aparecer nas telinhas dos próprios seguidores.

Polícia implanta mais uma ferramenta para ajudar a localizar desaparecidos
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Os baianos passaram a contar com mais uma ferramenta para auxiliar nas buscas de pessoas desaparecidas em todo o estado. Por meio do perfil @desaparecidospcba a população pode visualizar fotos e dados de desaparecidos na Bahia. A ferramenta foi implantada pela Delegacia de Proteção à Pessoa (DPP).

Além do Instagram, que está em funcionamento desde o último dia 3, a DPP também conta com uma página no Facebook e o aplicativo WhatsApp. Por meio do número (71) 99631-6538 o cidadão pode tirar dúvidas e enviar fotos de desaparecidos.

“Contamos com mais de 25 mil seguidores na Fan Page. Nos últimos 30 dias nossas publicações alcançaram mais de 66 mil pessoas”, destacou a titular da DPP, delegada Jussara Maria Andrade Gomes, acrescentando que as redes sociais da delegacia são atualizadas simultaneamente.

A delegada também ressalta que o Instagram, o Facebook e o WhatsApp são as principais ferramentas de busca de desaparecidos. “As redes sociais permitem uma divulgação mais ampla. E quanto mais mecanismos tecnológicos forem utilizados para unir esforços nesta causa, maior a chance de pessoas serem encontradas”, salientou.

Além dessas três ferramentas, a DPP recebe informações pelo Disque Denúncia, por meio dos números 3235-0000, em Salvador, e 181, no interior. “O site também contém fotos de todos os desaparecidos registrados na delegacia e divulgados pelo interior do estado e Região Metropolitana de Salvador”, lembrou a titular da unidade.

REGISTRO

Para registrar o desaparecimento na capital, é necessário que um parente compareça à sede da DPP, localizada no prédio do DHPP, na Pituba, e forneça os dados necessários à identificação do desaparecido. A partir da emissão do boletim de ocorrência, policiais do Serviço de Investigação (SI) iniciam diligências em busca do desaparecido. No interior do estado, as ocorrências podem ser feitas nas Delegacias Territoriais, localizadas onde ocorreu o fato.

“Não é necessário aguardar o prazo de 24 horas para noticiar o desaparecimento de qualquer pessoa. Quanto mais rápido iniciar a busca, maiores as possibilidades de localização”, destacou Jussara Maria.

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Quem, como Alencar Pereira da Silveira, nasce no dia consagrado a Iemanjá tem o corpo fechado e uma legião de amigos para clamar: Vida longa ao Caboclo Alencar!

 

Walmir Rosário

Se não puder ajudar, pelo menos não atrapalhe! Esse bordão é bastante antigo e não sai de moda, acredito eu que para passar um pito, chamar a atenção, dar um esfrega nas fuças do dito cujo que faz o que não deveria. Isso vale – e muito – para o sacripanta que uns dias atrás espalhou pelas redes sociais uma notícia falsa – ou fake news, como está na moda – dando conta que o Caboclo Alencar teria morrido.

Neste dia, logo cedo, enquanto esperava o café ser posto à mesa, me deparei com essa heresia no Facebook, no Instagram e no Whatsapp, de que o Caboclo teria partido para o outro mundo sem se despedir de ninguém. Com essa profusão de notícias ruins sobre os amigos que se vão, de início fiquei alarmado, mas fui me recuperando aos poucos todas as vezes que analisava uma premissa sobre sua morte.

Ora, sem mais delongas iniciei uma série de ligações para amigos comuns que trataram de desmentir a calúnia na mesma hora e prometeram tomar providências junto à polícia, à justiça e até ao papa, com a firme intenção de aplicar um castigo eficaz no mentiroso. Justamente quando o Caboclo Alencar acaba de comemorar seus 90 anos bem vividos um sujeito qualquer decreta a morte dessa autoridade, sem mais nem menos.

Mesmo neste terrível tempo em que a pandemia assola o mundo – incluído aí o Brasil e Itabuna – o Caboclo Alencar continua prestando relevantes serviços à sua clientela, servindo as deliciosas e quase sexagenárias batidas. Se bem que o Caboclo Alencar poderia se valer do alto dos seus 90 anos para resolver se aposentar do trabalho e passear com sua Neusa mundo afora. Mas não, continuou na labuta.

A única mudança que se permitiu foi mudar a linha de produção da indústria implantada no Beco do Fuxico, onde também funciona o internacionalmente famoso ABC da Noite, para a sua residência. É bom que se diga que também se permitiu a outra mudança: deixou de servir as batidas no varejo e agora somente trabalha em atacado, comercializando-as a partir de embalagens de litro.

Sujeito modesto esse Caboclo Alencar, que continua firme na lida para não deixar os alunos – repetentes ou não – do ABC da Noite a ver navios. Que ninguém repare não ser servido na forma tradicional, de pé no balcão e em pequenos copos de plásticos em dois tamanhos, pois não convém manter esse serviço em sua própria residência, cujos frequentadores são apenas os convidados.

Mesmo assim, na porta de entrada o Caboclo não se furta de entregar os maravilhosos litros de batida, quase sempre acompanhados de uma dose da bebida, para deleite do ilustre cliente. Nestas semanas em que prevalece o lockdown, nada melhor do que passar o fim de semana em casa e devidamente abastecido. Afinal, um boêmio distinto é conhecido pelos serviços que presta ao recepcionar seus convidados.

Mas voltando ao malfazejo que transmitiu essa heresia ao mundo por meio da internet, fico aqui imaginando o que o Caboclo Alencar teria feito de mal ao dito cujo, para premeditar tamanha vingança. Teria ele passado pelo Beco do Fuxico e dado de cara, por dias a fio, com o ABC da Noite fechado e se sentiu prejudicado no seu sagrado direito de beber uma das batidas, conforme mandava a tradição?

Não acredito na atitude mesquinha desse sujeito e rogo que a justiça venha a dar o tratamento merecido ao dito cujo, no tamanho que merece o tresloucado ato praticado. Se falhar a justiça dos homens que, pelo menos, atue a divina, e que ele seja, no mínimo, proibido de beber as tradicionais batidas do ABC da Noite por um longo período, na mesma proporção do estrago que causou aos amigos do Caboclo.

Para os que ainda não tomaram ciência do que representa o Caboclo Alencar, vai aqui uma simples amostra da importância desse homem para os frequentadores do ABC da Noite, tanto os diários como os esporádicos. De portas abertas desde 1962, o Caboclo coleciona uma carteira de amigos e clientes que ultrapassam limites, divisas e fronteiras, que sempre voltam para uma mais uma dose.

Itabunense nascido em Sorocaba (SP), Alencar Pereira da Silveira teve a ideia de transformar o açougue em que comercializava carne de porco em uma casa de batidas, cervejas e tira-gostos. De lá pra cá não fez outra coisa na vida que não fosse proporcionar a felicidades dos costumeiros clientes, transformando seu negócio numa verdadeira casa de amigos. E tantos amigos que crescem a cada dia.

E para tomar a saideira, de cara vou avisando ao dito cujo carcará sanguinolento que praga de urubu magro não pega em cavalo gordo. Quem, como Alencar Pereira da Silveira, nasce no dia consagrado a Iemanjá tem o corpo fechado e uma legião de amigos para clamar: Vida longa ao Caboclo Alencar!

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

O perigo das redes sociais
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Nas redes sociais, os chamados digital influencers, ou somente influencers, estão sempre felizes e pregam a felicidade como um estilo de vida. Essas pessoas espalham conteúdo para milhares de seguidores, principalmente no Instagram, rede de compartilhamento de fotos e vídeos, que permite aplicar filtros digitais nas fotos e compartilhá-los em outras redes sociais.

Os influencers ditam tendência e estão sempre mostrando um estilo de vida sonhado por muitos, como o corpo esbelto, viagens incríveis, casas deslumbrantes, carros novos e alegria em tempo integral. Algo bem improvável de ocorrer o tempo todo, aponta a psicóloga Carla Furtado, mestre em psicologia e fundadora do Instituto Feliciência.

“A diferença entre a felicidade autêntica, legítima e real e a felicidade postada nas redes é abismal. Porque a felicidade, tal qual nós abordamos via psicologia positiva, é uma experiência intrínseca, interna, que pode, claro, ser manifestada, mas nada tem a ver com a ostentação de felicidade”, afirma a psicóloga.

A chamada psicologia positiva é o campo da psicologia que investiga a felicidade e os vários aspectos positivos da experiência humana.

A problemática pode surgir com a busca incessante por essa felicidade, que gera efeitos colaterais em quem consome diariamente a “vida perfeita” de outros. Daí vem o conceito de positividade tóxica: a expressão tem sido usada para abordar uma espécie de pressão pela adoção de um discurso positivo aliada a uma vida editada para as redes sociais, avalia a profissional.

O engenheiro mecânico Itamar Brandão Sangi, de 28 anos, disse que atualmente se sente atingido por essa positividade tóxica das redes. “Ao conversar com uma amiga sobre academia, ela me disse que eu nunca estou 100% satisfeito com o meu corpo, aí eu parei e pensei. Eu me considero uma pessoa com uma ‘cabeça boa’, mas mesmo assim fico um pouco insatisfeito por não ter um corpo parecido com aquele influencer”, reflete.

Carla Furtado explica que não é saudável tentar repetir o que se vê na rede. “Não é saudável repetir o que outra pessoa faz, seja uma celebridade ou uma pessoa da rede de convivências. Quando eu tento mimetizar [assumir a forma] o comportamento de outra pessoa, tornar o indivíduo o modelo que eu vou seguir, porque ele alcançou algo na vida que eu desejo alcançar, estou fazendo um caminho equivocado para me construir enquanto ser humano”, argumenta.

FORMAS DE FELICIDADE

A especialista explica que a felicidade tem alguns princípios similares para a humanidade, mas a forma de vivê-la é individual. “A gente tem quase oito bilhões de habitantes no planeta. A gente pode dizer que há quase oito bilhões de formas de se viver a felicidade, embora a gente tenha quase dois pilares em comum: uma vida com um pouco mais de emoções positivas do que negativas e a percepção de uma vida significativa e com propósitos.”

Itamar conta que não é todo o tipo de post que gera nele essa positividade tóxica. “Em relação à infelicidade por não poder visitar aqueles lugares paradisíacos que aquele influencer está, eu nunca senti esse sentimento, graças a Deus. Mas conheço pessoas que se sentem assim e ficam deprimidas”, relatou o engenheiro mecânico, que passa cerca de 4 horas por dia nas redes. Saiba mais sobre o assunto em leia mais.

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Cynara, do Leiture-Cy, tem canais na internet que buscam incentivar o hábito da leitura

Segundo dados da 5ª edição da pesquisa “Retratos da Leitura”, de 2015 para 2019, caiu em 2,6% o número de pessoas que leram livros por vontade própria, levando em consideração os últimos 3 meses. Em contrapartida, a previsão é que o uso das redes sociais aumente em mais 20% no país até o ano de 023, segundo o Statista e Ecommerce na Prática.

Cynara Silveira mora em Floresta Azul, é formada em Letras pela Universidade Estadual de Santa Cruz e trabalha na biblioteca do IFBA, em Ilhéus. Hoje, ela busca incentivar o hábito da leitura em seus perfis nas redes sociais.

Cynara revela que seu interesse por livros começou desde cedo, quando folheava as histórias em quadrinhos, mesmo antes de saber ler. Desde 2018 tem um perfil no Instagram, onde compartilha sua rotina de leitora, mas há 2 meses, durante a pandemia do novo coronavírus, ela decidiu tentar algo novo e ampliou seu alcance criando um canal no Youtube, tornando-se uma “booktuber”.

Juntos, os perfis “Leiture-Cy” são seguidos por mais de 2 mil pessoas. Além de apresentar as resenhas sobre os livros lidos por Cynara, nos conteúdos dos vídeos e postagens também são compartilhadas dicas sobre como desenvolver o hábito da leitura, que tanto a beneficia. “A leitura me faz viajar, conheço mais do mundo e mais sobre outras pessoas”, conta.

Cynara relata que tem recebido um retorno positivo dos seguidores e diz que alguns têm voltado a ter interesse por livros e outros começaram a desenvolver o hábito de ler por influência do seu conteúdo.

Uma das últimas postagens está relacionada à ação de distribuição gratuita de livros físicos para seus seguidores. A doação de exemplares do livro “A maior Esperança” coincide com mês quando é celebrado o Dia Nacional da Leitura, 12 de outubro. Além disso, será um estímulo à leitura e espera-se que o tema abordado no livro ajude os internautas a terem a perspectiva da esperança ao atravessarem este período do coronavírus e outros problemas. “A leitura desse livro é muito fácil, tem uma linguagem muito boa e ainda tem QR codes que direcionam para um vídeo que complementa o conteúdo do capítulo. Recomendo”, completa Cynara.

O prefeito Mário Alexandre
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A justiça determinou que o prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, remova toda publicidade institucional publicada em seu perfil pessoal do Instagram. A justiça acatou representação protocolada pelo Ministério Público Eleitoral, por meio do promotor de Justiça Pedro Nogueira Coelho.

Publicada na quinta-feira (24), a determinação se estende também ao Município de Ilhéus, que deve remover toda publicidade institucional das redes sociais. A juíza Raquel François mandou que seja removido, inclusive, do vídeo ‘Ilhéus em 1 minuto – Ep. 10’.  Eventual descumprimento gera multa diária de R$ 2 mil.

Na representação, o MPE apontou que o “Município de Ilhéus utiliza, de maneira habitual, perfil institucional no Instagram para, dentre outros, realizar publicidade institucional”, que pode ser veiculada três meses antes do pleito eleitoral, conforme a Lei das Eleições.

O promotor pontuou que a Emenda Constitucional nº 107/2020 transferiu o primeiro turno das eleições desse ano para 15 de novembro, fazendo o período de vedação da publicidade começar em 15 de agosto.  Sobre o vídeo, Pedro Nogueira afirmou que o produto foi publicado no último dia 12, dentro do período vedado, com publicidade institucional dos atos, programas, serviços e campanhas do município.

Bandeira participa de live com o jornalista Ederivaldo Benedito
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O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) é um marco na ampliação dos direitos dos menores, avalia o juiz aposentado e advogado Marcos Bandeira, ao analisar os 30 anos de criação do dispositivo. O ECA foi criado em 13 de julho de 1990 e este será um dos temas da “Live Bené é Bené”, nesta quarta (17), com Bandeira.

– Criança chora, criança ri, criança tem sentimentos, e por essa razão não pode ser tratada como objeto ou moeda de troca quando o casamento acaba – observa o ex-titular da Vara da Infância e Adolescência de Itabuna.

Marcos Bandeira, que hoje advoga, reforça que criança e adolescentes são sujeitos de direitos fundamentais e devem ser respeitados. “Por serem sujeitos vulneráveis, devem merecer uma tutela especial do Estado, no sentido de que em cada caso concreto deve ser preservado o interesse superior da criança”.

Bandeira participará da live, no Instagram, a partir das 19h30min, quando falará sobre “Direitos da Criança: guarda, alienação parental e pensão alimentícia na pandemia do coronavírus”.

Durante a live, produzida pelo repórter Júnior Paim, o juiz aposentado vai conversar com Ederivaldo Benedito, editor do Blog do Bené, e responder a indagações de jornalistas itabunenses sobre o assunto.

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Com toda certeza, colocarei mais esse trecho no meu livro da vida: quando uma pessoa tentou “abafar” a minha voz, eu dei voz e espaço a doze, com o sorriso no rosto e a delicadeza que toda mulher forte tem!

Manuela Berbert || manuelaberbert@yahoo.com.br

Somos as nossas conexões. A nossa rede de relacionamentos, que começa ainda na infância com a família e que se estende ao longo da vida, com os ciclos de amizade e relacionamento amoroso, colegas de trabalho etc. Um vai e vem de pessoas e momentos, e com eles, claro, lições e inúmeros aprendizado. E “se você nasceu com uma visão privilegiada, o seu papel não é abrir guerra contra quem pensa diferente, mas sim levar adiante o que tem de conhecimento”, escutei dia desses, e concordo demais.

Com a crise mundial do COVID-19 e o isolamento social, as conexões virtuais nunca estiveram tão em alta. O universo digital tomou ainda mais força, e com a ela a necessidade de reinventar formas de estar presente, de ser presente. As fórmulas prontas já não constroem resultados significativos, conseguindo até manter um certo “espaço”, mas não gerando audiência. (E isso vai impactar diretamente nas próximas eleições, mas esse assunto é pauta para outro texto).

Há exatamente uma semana iniciei um projeto no Instagram chamado Manu Convida Mulheres. Doze mulheres, das mais diversas áreas e atuações profissionais, estão sendo convidadas a contar suas histórias. E quantas histórias lindas de superação e crescimento temos! Todas narradas com erros e acertos, mas com muita coerência nas falas e atitudes, inclusive nos elogios aos parceiros que validam e incentivam seus progressos. Não há necessidade de rivalidade entre gêneros. O que há é necessidade de igualdade entre todos.

Há algumas semanas convidei um amigo para pautar um tema específico, e fui ignorada. Lembrei que todos os nãos que a vida me deu, transformei. E assim nasceu um projeto que vem inspirando centenas de pessoas por dia. Com toda certeza, colocarei mais esse trecho no meu livro da vida: quando uma pessoa tentou “abafar” a minha voz, eu dei voz e espaço a doze, com o sorriso no rosto e a delicadeza que toda mulher forte tem!

Manuela Berbert é publicitária.

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Um amigo meu, cabra bem-sabido, já vendeu uma descoberta sua para uma governadora e um prefeito e descolou uma grana legal com o distanciamento dos carros no estacionamento. O prefeito gostou tanto que mandou interditar uma rua inteira.

Walmir Rosário || wallaw2008@outlook.com

Confesso que estou ainda muito confuso, mas não posso me queixar de tudo nesses dias quarentena, embora já passamos cerca de 60 dias engaiolados em casa – com exceção dos teimosos fujões – “debaixo de ordens”, como diz meu amigo Valdemar Broxinha. Às vezes chego a pensar que não “ando bem das bolas” ouvindo os poderosos da política e da imprensa afirmarem que preciso continuar no isolamento social.

Aqui pra nós, acredito que eles querem apenas me confundir. Sempre aprendi que quarentena é um período de 40 dias, mas esses dias Alberto Fiscal me disse que tem uma lei nova, feita pelo demitido Mandetta, estabelecendo que quarentena é pelo período que ele quiser. E essa tal de lei 13.979/20, que teima mandar na gente, também diz que o isolamento depende do tempo que coronavírus cismar de infectar.

Li tanto a lei que já sei de cor e salteado, mas não consegui enxergar em lugar alguns que  o Aurélio [o dicionário] tivesse sido revogado. Quem sabe nossos ministros do STF tenham dado uma canetada e inserido os costumes e tradições no nosso direito? Mas vamos ao que nos interessa, que é distinguir o joio do trigo, saber onde está a verdade: realmente estamos em quarentena e isolamento?

Nem um nem outro, pelo que observo. Em quarentena, impossível, pois não carrego comigo nenhuma presunção de contaminação, o que me deixa feliz estar acima de qualquer suspeita. Muito menos isolado, pois não convivo com nenhuma pessoa portadora do vírus. Sem esperar, o jornalista inativo Tyrone Perrucho me faz um alerta: “Ouvi o ministro falar que estamos em isolamento social” argumentou.

Grande coisa! Não vai ser um ministro qualquer que vai mandar nos meus relacionamentos sociais, já não bastam o prefeito de Canavieiras me proibir de sair da cidade, enquanto os de Ilhéus e Itabuna dizem que serei desconvidado em suas cidades. Nunca imaginei ser persona non grata nessas plagas da Nação Grapiúna, ainda mais quando estou respaldado pelo direito de ir e vir garantido por Ulysses Guimarães em nossa Carta Magna.

Pelo sim pelo não, preferi não empreender aventuras tais, dado o meu estado de quase senilidade, já quase sem forças para trocar uns bons catiripapos com esses prefeitos que confundem limites de municípios com fronteiras entre países. Daí, então, que resolvi me aquietar em casa e passar a utilizar os recursos tecnológicos que disponho para me conectar ao mundo.

Portais, blogs, facebook, twitter, whatsapp, instagram, e-mails e o telefone passaram a ser minha praia e desde que acordo já estou conectado com o mundo. Duvido até que o Google, que sempre foi metido a sabe-tudo esteja afiado como eu. Desde cedo já dou um passeio geral em tudo que é informação, classificando as melhores para repartir com os amigos de isolamento social.

Nesses dias já aprendi que se não tivermos cuidado poderemos ter outra pandemia ainda pior, que é reeleger os prefeitos, atuais por falta de candidatos. Numa pesquisa realizada por Tyrone fiquei sabendo que os egípcios foram os primeiros a colocar prostitutas sob o mesmo teto e que coube aos gregos, cinco séculos antes de Cristo, se tornarem pioneiros na fundação de bordeis, com preços e procedimentos regulamentados pelo governo.

Já gravei todas as passagens da vida da deputada Joyce, dos governadores João Dória, Wilson Witzel, dos ministros do STF, sem falar em Rodrigo Maia e Alcolumbre, Ronaldo Caiado e Rui Costa. Há, se fosse nos meus tempos de menino me candidataria ao Programa o Céu é o Limite, para responder sobre a vida de qualquer um deles. Num piscar de olhos tomaria aquele um milhão de Jota Silvestre.

Pelos meus cálculos, estou pronto para ser aprovado com distinção e louvor em qualquer doutorado ou pós-doutorado de medicina, mais precisamente na especialidade de infectologia, de tando conhecimento acumulado nesses dias. Em geografia já me falaram que sou PhD, pois sei explicar sem recorrer a livros ou ao Google os países acometidos pelo Covid-19, bem como conheço a China na palma de minha mão.

Com todo esse conhecimento adquirido nesses tempos de pandemia só me falta atualizar minha agenda de contatos para tratar diretamente com ministros, governadores e prefeitos. Um amigo meu, cabra bem-sabido, já vendeu uma descoberta sua para uma governadora e um prefeito e descolou uma grana legal com o distanciamento dos carros no estacionamento. O prefeito gostou tanto que mandou interditar uma rua inteira.

Se não me der sono antes da meia-noite, amanhã levantarei todo o imbróglio da deputada Joice Hasselman e seu ex-assessor, o pedreiro da Juju, e as gravações telefônicas de Sérgio Moro desde que deixou o ministério. Mas antes preciso de uma orientação de especialista sobre os feriados que estamos perdendo em casa e serão repostos depois da epidemia.

Essa vida e isolamento social me cansa.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.