Baronesas afetam estrutura da ponte do Marabá, no centro (Foto Domingos Andrade).
As chuvas que caem intensamente nas cabeceiras do Cachoeira desde a noite de segunda-feira elevaram bastabte o nível do rio que corta a área urbana de Itabuna e já desalojam dezenas de famílias ribeirinhas nos bairros Ferradas, Mangabinha, Bananeira e Vila Zara.
A ponte do Marabá, que liga o centro aos bairros Góes Calmon, Conceição e São Pedro e ao Shopping Jequitibá, está interditada desde as primeiras horas da manhã de quarta. Há um grande acúmulo de baronesas (aguapés) nas colunas de sustentação da ponte.
Ontem os agentes de endemias fizeram um trabalho meia-boca no combate ao mosquito transmissor da dengue. Nada a ver com o dia do servidor público, que em alguns órgãos foi antecipado para essa segunda-feira.
É que o larvicida, aquela areinha que é colocada nos reservatórios para não permitir a desova do Aedes aegypti, já estava minguando. Hoje, acabou de vez. Resultado: agentes de braços cruzados, enquanto o mosquitinho aproveita as chuvas para encontrar mais e mais criadouros.
A solução foi, segundo prepostos da prefeitura, ir buscar o ‘precioso pó’ em Vitória da Conquista. O encarregado da missão foi o coordenador Sandovaldo Menezes. Pior para os agentes, que foram obrigados a trabalhar amanhã – quando os outros servidores estarão festejando seu dia – para tampar buracos da desorganização dos chefes.
Dois gestos parecem clarear a aversão do secretário de Saúde, Antônio Vieira, à palavra transparência.
1- Passados dez meses de sua posse na Pasta, insiste em fazer beicinhos para a cobrança do Conselho Municipal de Saúde, que exige o relatório de gestão e prestação de contas dos dois primeiros trimestres de 2009. Ele se nega a atender o conselho e, por isso, se viu denunciado ao Ministério Público Estadual, ontem.
2 – O supervisor Valdélio Domingos dos Santos denunciou esquema de falsas visitas domiciliares no combate à dengue. Acabou punido. O técnico foi rebaixado de posto e, em seguida, devolvido para o órgão de origem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Incomodou por revelar as deficiências criminosas no combate à dengue, doença que vitimou mais de 14 mil itabunenses este ano e matou oito pessoas.
Como o prefeito Capitão Azevedo gosta de afirmar que o seu governo é transparente, está mais do que na hora de cobrar do seu subordinado-insubordinado…
O repórter Fábio Roberto flagrou a Danúbio Azul fechada na madrugada desta terça-feira, apesar de ser uma loja 24h. Foi assim durante toda a madrugada. A loja sofreu três assaltos em outubro. Neste mês, a empresa requisitou imagens do sistema de videomonitoramento, que não conseguiu identificar o autor do último assalto. A sorveteria é um dos mais tradicionais empreendimentos da quase centenária Itabuna. A empresa, no entanto, nega que tenha fechado hoje por conta dos assaltos. Uma funcionária disse que a loja fecha sempre uma vez por semana – embora seja 24h.
Drogas, dinheiro e cartões de crédito apreendidos pela polícia (Foto Kássia Luana).
A polícia militar apreendeu cerca de 450 pedras de crack numa operação na rua São Leopoldo, 884, na Califórnia, em Itabuna. Quatro pessoas foram presas no ponto de venda de drogas. A apreensão das pedras de crack e material para refino ocorreu por volta das 22h.
De acordo com o comando do 15º Batalhão da PM, a maior apreensão de entorpecentes deste ano foi possível devido às investigações do serviço de inteligência. A polícia prendeu Roberto Cardoso, Josemar Ribeiro, Paulo Sérgio Santos e o menor A.F.S. Josemar estava em liberdade há dois anos e cursa Educação Física na Unime. Com informações do Xilindroweb.
Um cidadão passeando pelo litoral ilheense estranhou a presença de carro oficial da prefeitura de Itabuna em direção às praias da Terra de Gabriela, ontem.
Por via das dúvidas, anotou a placa: Volkswagen Gol, JQC-6251.
No retorno ao município, os ocupantes do carro da viúva tomaram como destino o bairro de Fátima.
Desde o dia 19, a prefeitura de Itabuna suspendeu a publicação de seus atos no Diário Oficial Eletrônico. Quem acessa a página apenas encontra um aviso de que o contrato com a organização Transparência Municipal foi rompido unilateralmente pelo governo. A prefeitura mantinha um contrato de R$ 25 mil (R$ 300 mil/ano) com a Transparência.
O secretário de Assuntos Governamentais, Walmir Rosário, disse ao Pimenta que a publicação dos atos na internet ainda para esta semana. A prefeitura considerava oneroso o contrato com a ONG e, por isso, pediu reformulação, o que não ocorreu por parte da organização.
“O contrato era extenso e não havia interesse da prefeitura em todos os serviços [contratados]“, diz o secretário. Dentre os serviços, estavam ouvidoria e escaneamento digital de todos os atos publicados.”Hoje, esses serviços são feitos pela prefeitura. Nós já contamos com ouvidoria”.
Enquanto o Diário Oficial Eletrônico não retorna, todos os atos são divulgados em jornal impresso regional, o Agora.
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) ameaça adotar uma medida polêmica e que vai prejudicar tanto comarcas de pequenos como as de grandes municípios. Um dos primeiros alvos é a comarca de Barro Preto, no sul da Bahia, que opera como vara única – e as questões eleitorais do município são dirimidas em Itajuípe.
Pelo projeto do TJ-BA, os processos de Barro Preto serão distribuídos pelas varas da já apinhada Comarca de Itabuna. Trata-se de uma medida que gera economia para os cofres do tribunal, mas dificulta ainda mais a vida de moradores das duas localidades. É garantia não de agilidade, mas de mais gente na fila à espera da mão da Justiça.
A comunidade do pequeno município sul-baiano se uniu para que a ameaça do tribunal não saia do papel, se torne realidade. A ideia é que a Comarca passe também a atender a comunidade de Itapé, que hoje se dirige à comarca itabunense. Entidades, advogados e o juiz de Direito Eros Cavalcanti encampam a ação.
“Desafogaríamos Itabuna e criaríamos uma alternativa interessante pelas relações históricas entre Barro Preto e Itapé”, diz o advogado Rui Correa. O advogado cita o exemplo das relações comerciais. Itapé ainda conta com rede bancária devido a acordo entre os municípios. As contas públicas de Barro Preto estão vinculadas a agências do vizinho mais imediato.
Tempo de leitura: 2minutosNazal diz que há interesse da prefeitura.
O secretário de governo de Ilhéus, José Nazal, afirmou ao Pimenta que o município não descartou o projeto de construção de um heliponto no município (confira). Uma conversa preliminar de Wagner Osório com o governo municipal ocorreu na última quinta, 22, no Palácio Paranaguá, quando foi revelado o interesse de um grupo mineiro pelo investimento em Ilhéus.
A principal justificativa para construir um heliponto e a sua viabilidade foi a burocracia [para operações com helicóptero] e os custos da utilização do aeroporto Jorge Amado, segundo Nazal, que sustenta ter considerado o projeto interessante. “Porém, o senhor Wagner propôs que a prefeitura disponibilizasse, em curto prazo, 2 mil metros quadrados na Avenida Soares Lopes para a construção do heliponto”.
O secreetário diz ter informado ao representante do grupo mineiro que a concessão da área não depende apenas da prefeitura, mas do governo federal, e que estão em andamento estudos para uso da área atrás da Concha Acústica para o porto de Ilhéus e construção de um shopping center – “que se arrasta desde 2006”.
Um pleito dessa natureza, ponderou o secretário, não seria rapidamente liberado, conforme a proposta apresentada. De acordo com Nazal, uma aerofoto de Ilhéus foi mostrada ao investidor e apontada como área possível para o projeto a zona norte. “O assunto não foi encerrado e tomei como surpresa a notícia de que Ilhéus está disputando com Itabuna o projeto”.
Na quinta-feira, disse Nazal, o prefeito Newton Lima estava em viagem e não houve tempo para que a ideia fosse levada ao chefe do executivo. O secretário também rechaça disputas em torno do projeto. “Temos que trabalhar pensando nos problemas comuns. Se o heliponto for melhor ser construído em Itabuna, que seja”.
Tempo de leitura: 2minutosIlhéus faz beicinho e Itabuna quer heliponto.
Itabuna entrou na disputa e pode tirar de Ilhéus investimento de seis milhões de reais e contar com uma base para pousos e decolagens de helicópteros (heliponto). O empresário Helenilson Chaves está entre os interessados no projeto de um grupo mineiro ligado à área de táxi aéreo.
O alvo principal da empresa é o município de Ilhéus, pela sua localização, mas esbarrou na falta de interesse do Palácio Paranaguá pelo projeto. Wagner Osório, um dos investidores da empresa, teve reunião com o Executivo. As negociações, no entanto, não avançaram. Não passaram da primeira conversa, aliás.
O projeto significa a garantia de 20 empregos diretos e outros 30 indiretos para o município onde for instalado o heliponto.
A melhor localização para o empreendimento é a área central de Ilhéus. Uma das propostas era a avenida Soares Lopes, o que foi prontamente descartado pelos homens do Palácio Paranaguá, que indicaram áreas no lado norte do município.
Wagner, no entanto, observa que este tipo de empreendimento deve ser instalado em área central para facilitar o deslocamento e atrair o interesse privado. Inicialmente, o investimento contará com um helicóptero para serviço de táxi aéreo. O impacto seria mínimo.
A empresa mineira está de olho no mercado que se abre para o sul-baiano com a atração de grandes investimentos para a região, notadamente o Porto Sul e a demanda gerada pela Petrobras nos últimos meses – e principalmente com a perspectiva de exploração de petróleo da camada pré-sal na região de Canavieiras e Una.
A Infraero cobra taxas pesadas e comunicação com antecedência de 24h para pouso e decolagem de helicópteros em aeroportos. A própria Petrobras enfrenta dificuldades para deslocamentos na região cacaueira devido à falta deste tipo de aeronave. O investimento é mais que necessário.
A área necessária para o empreendimento, segundo conta Wagner, é de dois mil metros quadrados, que pode ser cedida em regime de comodato. Hoje, aeronaves deste tipo mais próximas, e disponíveis, estão em Porto Seguro, observa. O deslocamento até Ilhéus custa cerca de R$ 3 mil.
Afora o interesse por Ilhéus, Wagner afirma que pelo menos uma base funcional seria instalada em Itabuna para atender ao mercado local.
Os diabéticos itabunenses sofrem. Depois de cortar o fornecimento de fitas de glicemia que indicam o nível de açúcar no sangue, a unidade especializada no atendimento a quem sofre de diabetes não está fornecendo seringa para aplicação da insulina. Piorando uma situação que já era dramática.
Pacientes lembram que a unidade já limitava o número de seringas – no máximo cinco ao mês por diabético atendido na unidade. Como as seringas são descartáveis, o seu reuso é proibido pelo Ministério da Saúde.
A reutilização provoca inflamações na área do corpo onde a injeção é aplicada. Isso, porque a agulha sofre pequenas dobras na ponta, a cada aplicação, e torna-se uma espécie de “anzol”, provocando lesões e inflamações nas áreaas do corpo onde são aplicadas as doses de insulina.
O que mais irrita quem precisa de atendimento é que tanto a seringa como a fita para os testes de níveis de glicemia são custeados pelo Ministério da Saúde. “Não sabemos onde a prefeitura aplica esse dinheiro”. O município licitou a compra de fitas de glicemia há quase dois meses. Nada chegou aos sofridos pacientes.
Informa o Política Et Cetera(acesse aqui) que a guilhotina no PT de Itabuna está afiadíssima. A mãe de uma ex-petista que aceitou cargo no governo de Capitão Azevedo (DEM) é a nova vítima da tal guilhotina. Dona Genália Araújo Santos era supervisora numa escola estadual em Itabuna e foi exonerada do cargo “a juízo da autoridade”.
A princípio, a causa da exoneração foi o fato de Dona Genália ser a mãe de Cristiane Araújo Santos. O ato de exoneração está publicado no Diário Oficial de 17 de outubro. Agora já pensou se os pais fossem responsáveis por todos os atos de seus filhos adultos e bem crescidos?
Dona Genália era conhecida na Mangabinha como “a petista”, mais de sessenta anos de vida. A maldade contra a educadora sexagenária é atribuída à diretora da 7ª Diretoria Regional de Educação (Direc), Miralva Moitinho, como ato de vingança contra a sua ex-colaboradora Cristiane Araújo.
Tempo de leitura: 2minutosJuliana Burgos – Foto: Vinícius Borges
A assessoria de comunicação do município confirmou há pouco as informações de que a procuradora-geral do Município, Juliana Burgos, vai continuar no cargo (veja post abaixo).
Juliana foi beneficiada pela decisão do Pleno do Tribunal Justiça, que acatou, por unanimidade, a Ação Direta de Inconstitucionalidade, impetrada pela prefeitura contra o artigo 83 da Lei Orgânica Municipal de Itabuna.
O artigo 83 da LOM submete o nome do procurador-geral do Município à apreciação da Câmara, semelhante ao que ocorre no nível federal, em que o Congresso aprova ou não os nomes indicados pela Presidência para determinados cargos.
O principal argumento do município, na defesa da inconstitucionalidade do artigo 83, foi o de que o cargo de procurador é político, portanto, “de livre nomeação e exoneração” pelo prefeito. Esse argumento foi plenamente acatado pelos desembargadores – assim como já havia feito o relator, Cícero Landim.
Ainda cabe recurso da decisão, mas a Câmara de Vereadores diz que vai aguardar o resultado de uma denúncia sobre nepotismo que está sendo apreciada pelo Ministério Público. Somente após o posicionamento do MP a Mesa decide sobre um possível recurso à decisão do TJB. Juliana é filha do secretário da Fazenda, Carlos Burgos.
“Quanto ao nepotismo, não há dúvidas de que isso inexiste. Agora, resta saber se os vereadores pretendem levar adiante a questão. Foi unanimidade”, pondera o secretário de Ações Governamentais e Comunicação Social, Walmir Rosário.
Dizem que não tem coisa pior que ciúme de homem. Pois na Prefeitura de Itabuna existe um caso que já está ficando patológico e pode ter consequências sérias…
Para ir direto ao ponto, o clima “dor-de-cotovelo” desabou na Secretaria da Fazenda, onde reina – talvez não mais tão absoluto – o xerifão Carlos Burgos. Ocorre que, nas últimas semanas, o ex-onipotente passou a ter diversos pedidos encaminhados para o sono profundo na geladeira do gabinete do prefeito Capitão Azevedo.
Antes, segundo consta, os pleitos de Burgos passavam direto. Azevedo liberava sem questionar. Mas, agora, acabou a boa vontade.
Enquanto isso, Burgos vê a contragosto ampliar a influência dos secretários de Administração, Gilson Nascimento, e de Planejamento, Maurício Athayde. Esses estão com a bola cheia junto ao prefeito, enquanto a bola do xerife anda cada vez mais murchinha.
Pior é que, segundo este blogueiro apurou, foi reservado um espaço bem grande na geladeira do prefeito para os pleitos “burgueses”, o que tende a azedar ainda mais o relacionamento. E a intensificar muitíssimo a dor-de-cotovelo.
Para aliviar, recomenda-se xilocaína, uma pinga de Salinas e, se o paciente for dado a curtir as agruras do ciúme, várias doses de Lupicínio Rodrigues. É tiro e queda, em todos os sentidos…
Passados 14 dias do encerramento da Expofenita, os organizadores do evento ainda se desdobram para quitar compromissos assumidos. O interessante é que os apoios obtidos do Governo do Estado estão sendo honrados tranquilamente, mas a ajuda que a Prefeitura de Itabuna garantiu ainda não se materializou.
Quem dificulta a liberação do numerário é o xerifão Carlos Burgos, o homem que manda nas finanças e, há quem diga, em toda a Prefeitura.