Presidente Lula e Adélia, que comemora sanção presidencial favorável à cacauicultura || Fotomontagem
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A nova legislação sancionada pelo presidente Lula fortalece a cadeia produtiva do cacau e amplia a proteção ao consumidor brasileiro., avalia a professora, médica e ex-reitora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Adélia Pinheiro. Publicada na edição de ontem (11) do Diário Oficial da União, a Lei nº 15.404/2026 estabelece percentuais mínimos de cacau para produtos comercializados como chocolate no país e cria novas regras para rotulagem (confira mais abaixo).

– Lula demonstra compromisso com os produtores de cacau, especialmente em estados como a Bahia, que têm uma relação histórica com essa cultura e dependem dela para geração de emprego e renda – afirmou Adélia, que também é ex-reitora e ex-secretária estadual de pastas como a Educação e a Saúde.

A nova norma determina que os fabricantes informem de forma clara o percentual de cacau presente nos produtos, com destaque na parte frontal das embalagens. A legislação também fixa critérios mínimos de composição para categorias como chocolate ao leite, chocolate branco, chocolate em pó e achocolatados.

VALORIZA PRODUÇÃO NACIONAL

Para Adélia, a medida contribui para valorizar a produção nacional, especialmente no sul da Bahia, e fortalecer a qualidade dos produtos derivados do cacau. “A lei ajuda a proteger o consumidor e também reconhece a importância econômica e ecológica da cacauicultura para o desenvolvimento regional”, disse.

O texto ainda proíbe práticas que possam induzir o consumidor ao erro sobre a composição dos produtos. As empresas terão prazo de 360 dias para adaptação às novas exigências previstas na legislação.

CONFIRA OS PERCENTUAIS MÍNIMOS

    • Cacau em pó – mínimo de 10% de manteiga de cacau;
    • Chocolate em pó – mínimo de 32% de sólidos totais de cacau;
    • Chocolate ao leite – mínimo 25% de sólidos totais de cacau e 14% de sólidos totais de leite ou derivados;
    • Chocolate branco: mínimo 20% de manteiga de cacau e 14% de sólidos totais de leite;
    • Achocolatado ou cobertura: mínimo de 15% de sólidos de cacau ou 15% de manteiga de cacau.
Brasil lança ofensiva pelo fim da escala 6x1 || Foto Tomaz Silva/Agência Brasil
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O governo federal lançou neste domingo (3) uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1 sem redução de salário. O objetivo da proposta é “garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso”.

Pelo menos 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com a redução.

“Para fins de comparação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas. A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social “, esclareceu a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A proposta do governo estabelece um novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantém as oito horas diárias de trabalho (inclusive para trabalhadores em escalas especiais). Com isso, os trabalhadores terão assegurados dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos.

O modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade.

CAMPANHA

Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha pelo fim da escala 6×1 será veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional.

“A proposta é conscientizar empregados e empregadores que reduzir a escala é defender o convívio do trabalhador com sua família, é defender a família brasileira, é valorizar o trabalho, mas, também, a vida além do trabalho” apontou a Secom.

O governo defende que a mudança dialoga com transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. “Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade”, diz a Secom.

No dia 14 de abril, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta, que tramita com urgência constitucional, reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.

Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1.A iniciativa tramita em conjunto com outras propostas no Congresso Nacional, que criou uma comissão especial para analisar uma proposta de Emenda à Constituição sobre o tema.

O colegiado foi instalado na quarta-feira (29). A comissão vai analisar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata do mesmo tema. O colegiado tem como presidente o deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria caberá ao deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

COMISSÃO

Composta por 38 membros titulares e de igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. A partir de amanhã, tem início o prazo para a apresentação das emendas, que é de 10 sessões.

Santana afirmou que o tempo para a análise da proposta é apertado e que o colegiado deverá realizar, inicialmente duas reuniões semanais, às terças e quartas-feiras para debater a matéria.

O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovados na comissão especial irão depois para votação no plenário. Com informações d´Agência Brasil.

Pré-candidatos a governador e vice, Jerônimo e Geraldinho vão disputar a reeleição || Reprodução/Instagram
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Após semanas de hesitações e procura por um nome que agradasse ao MDB e aceitasse ser companheiro de chapa de Jerônimo Rodrigues (PT), o governador anunciou a manutenção de Geraldo Júnior, Geraldinho (MDB), como seu pré-candidato a vice-governador na tentativa de reeleição. A confirmação veio por meio de redes sociais, no início da tarde desta Sexta-Feira da Paixão (3). Será a mesma chapa com a qual concorreu à eleição em 2022.

“Hoje confirmei que seguiremos a caminhada nas eleições deste ano tendo o vice-governador @geraldojunioroficial [Geraldo Júnior] como parceiro de trabalho, para continuarmos cuidando de nossa gente e transformando a Bahia”, informou Jerônimo, que agradeceu a “parceria, dedicação e lealdade” do companheiro de chapa.

Ainda no anúncio, Jerônimo fez alusão aos companheiros da futura chapa majoritária na corrida ao Senado, o senador Jaques Wagner e o ex-governador e ministro da Casa Civil, Rui Costa. “Percorreremos a Bahia defendendo a reeleição de Lula e o aprofundamento desse projeto que tem mudado a vida das pessoas para melhor em todo o estado”, completou.

CONFRONTO CONTRA ACM NETO

Jerônimo disputará a reeleição não mais como um desconhecido da ampla maioria do eleitorado. Em 2022, o petista venceu a disputa na Bahia por pouco mais de 470 mil votos tendo como adversário o ex-prefeito de Salvador ACM Neto. O confronto se repetirá em 2026. Outro nome anunciado na disputa é o do ex-deputado federal José Carlos Aleluia (Novo).

Augusto Castro dá puxão de orelhas em quem curte adversário || Foto Divulgação
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O prefeito Augusto Castro quer o seu time afinado também no campo eleitoral em 2026. Durante reunião com secretariado, no último final de semana, deu recado curto e direto aos ocupantes de primeiro e segundo escalões:

– Os que estão no governo têm a obrigação de abraçar o nosso projeto político. Esse projeto passa pela reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues e dos candidatos da base que formam nosso grupo – disse o prefeito em reunião com o secretariado no final de semana.

Para que não restasse dúvida, Augusto foi mais claro:

– É inadmissível que membros do governo ou familiares fiquem curtindo postagens contra nosso grupo – completou Augusto.

Quem não curtiu o recado poderá pedir para sair. Ou se enquadrar.

Há menos de 10 dias, a primeira baixa na equipe foi o delegado Humberto Matos, que respondia pela Secretaria de Segurança e Ordem Pública (Sesop). Humberto sempre foi ligado ao grupo de ACM Neto e anunciou intenção de, mais uma vez, disputar eleição proporcional neste ano.

Lula promete criar ministério, caso o Congresso aprove PEC || Foto Ricardo Stuckert/Presidência
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (6), que irá criar o Ministério da Segurança Pública assim que o Congresso Nacional aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. A proposta foi enviada ao Parlamento em abril do ano passado.

Segundo Lula, a ideia é estabelecer um orçamento novo para “colocar dinheiro de verdade” no combate ao crime organizado e às facções. “Aprove a PEC, que o ministério [da Segurança Pública] será criado. Será criado um orçamento novo, para que a gente possa colocar dinheiro de verdade, para melhorar a vida dos policiais, para melhorar a inteligência da polícia e para a gente poder fazer o combate da fronteira à capital”, afirmou Lula.

A proposta é uma das apostas do governo federal para ampliar a segurança do cidadão, que prevê, entre outras questões, uma maior integração entre a União e os entes federados, e dar respaldo constitucional ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado por lei ordinária em 2018.

Em entrevista à TV Aratu, em Salvador (BA), Lula explicou que a PEC visa definir qual é a participação do governo federal na segurança pública e que um dos objetivos é aumentar o efetivo das forças federais para intervir nos estados “quando necessário, a pedido do governador”.

O texto propõe atualizar as competências das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF).

“Eu quero aprovar essa PEC para mudar a cara da segurança pública nesse país e que o governo federal não seja apenas um repassador de pequeno recurso. O governo federal só tem R$ 2 bilhões no fundo de segurança pública”, destacou.

“Se o governo federal vai entrar na questão, nós temos que ter um orçamento especial, com muito dinheiro, para que a intervenção seja teórica e prática ao mesmo tempo”, completou Lula.

RESISTÊNCIA NO CONGRESSO

A PEC, entretanto, vem sofrendo resistências no Parlamento e por parte de governadores, em especial, contra dispositivo que atribui à União a elaboração do plano nacional de segurança pública que deverá ser observado pelos estados e Distrito Federal.

“Quem não concordou são os estados que não querem que o governo federal tenha qualquer intervenção. Goiás, São Paulo, Minas Gerais, alguns estados do Sul não quiseram. Mas a PEC é para dizer o seguinte, o governo federal está disposto a participar ativamente em parceria com o governo dos estados na questão da segurança pública”, disse o presidente.

Lula fez pronunciamento à Nação neste domingo (30) || Foto Ricardo Stuckert/Presidência
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite deste domingo (30), que a desigualdade do Brasil é a menor da história. Em cadeia de rádio e televisão, ele falou à população sobre a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o aumento da taxação para altas rendas. Ambas medidas valerão a partir de janeiro.

A sanção ocorreu na última quarta-feira (26), em Brasília. O pronunciamento na noite de hoje dá mais publicidade ao cumprimento de um dos principais objetivos definidos na campanha de 2022.

Em sua fala, de aproximadamente seis minutos, ele também citou a criação dos programas Pé-de-Meia, Luz do Povo e Gás do Povo, dentre outras medidas tomadas pelo seu governo.

“Graças a essas e outras políticas, a desigualdade no Brasil é hoje a menor da história. Mesmo assim, o Brasil continua a ser um dos países mais desiguais do mundo. O 1% mais rico acumula 63% da riqueza do país, enquanto a metade mais pobre da população detém apenas 2% da riqueza”, disse.

“A mudança no Imposto de Renda é um passo decisivo para mudar essa realidade, mas é apenas o primeiro. Queremos que a população brasileira tenha direito à riqueza que produz, com o suor do seu trabalho. Seguiremos firmes combatendo os privilégios de poucos, para defender os direitos e as oportunidades de muitos”, completou.

ECONOMIA

Lula mostrou cálculos para que os beneficiados pela medida tenham uma noção mais real de quanto poderão economizar ao não pagar mais Imposto de Renda. “Com zero de imposto de renda, uma pessoa com salário de 4800 pode fazer uma economia de 4 mil em um ano. É quase um décimo quarto salário”.

Lula lembrou que a compensação para os cofres do Estado virá sobre a taxação dos super-ricos, de pessoas que ganham “vinte, cem vezes mais do que 99% do povo brasileiro”. Serão 140 mil super-ricos incluídos na cobrança de 10% de imposto sobre a renda.

Segundo ele, o dinheiro extra nas mãos dos beneficiados deve injetar R$ 28 bilhões na economia.

TABELA DO IR

A nova lei não faz, entretanto, uma correção da tabela do IR. A novidade é apenas a aplicação da isenção e descontos para essas novas faixas de renda. Então, quem ganha mais de R$ 7.350 continuará pagando 27,5% de Imposto de Renda.

Uma eventual correção de toda a tabela custaria mais de R$ 100 bilhões por ano, segundo cálculos do governo.

Desde 2023, o governo tem garantido a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos, mas isso só beneficia a faixa inferior da tabela. No total, a tabela tem cinco alíquotas: de zero, 7,5%, 15%, 22,5% e 27,5%.

MAIS RICOS

Para compensar a perda de arrecadação, o texto prevê uma alíquota extra progressiva de até 10% para aqueles que recebem mais de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil por mês), cerca de 140 mil contribuintes. Para quem já paga 10% ou mais, não muda nada.

Hoje, contribuintes pessoas físicas de alta renda recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5% de IR sobre seus rendimentos totais, incluindo distribuição de lucros e dividendos. Enquanto isso, trabalhadores em geral pagam, em média, 9% a 11% de IR sobre seus ganhos.

Alguns tipos de rendimentos não entram nessa conta, como ganhos de capital, heranças, doações, rendimentos recebidos acumuladamente, além de aplicações isentas, poupança, aposentadorias por moléstia grave e indenizações. A lei também define limites para evitar que a soma dos impostos pagos pela empresa e pelo contribuinte ultrapasse percentuais fixados para empresas financeiras e não financeiras. Caso isso ocorra, haverá restituição na declaração anual. Com informações d´Agência Brasil.

Lula diz esperar fim de celeuma entre Brasil e Estados Unidos || Foto Bruno Peres/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (20), em vídeo postado nas redes sociais, que a suspensão da tarifas comercial de 40% sobre uma determinada lista de produtos brasileiros foi um sinal importante.

“Não é tudo o que eu quero, não é tudo que o Brasil precisa, mas é uma coisa importante. O presidente Trump acaba de anunciar que vai começar a reduzir vários produtos brasileiros que foram taxados em 40%. Isso é um resultado muito importante”, afirmou. Lula elogiou a decisão do mandatário norte-americano e disse esperar que ambos possam se reencontrar pessoalmente no Brasil ou nos EUA.

“Ele [Trump] está convidado para vir no Brasil quando ele quiser, e eu espero ser convidado para ir a Washington para zerar qualquer celeuma comercial, política, entre Brasil e EUA”, acrescentou.

Lula gravou o vídeo ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em São Paulo, um pouco antes de embarcar para a África do Sul, onde participará da Cúpula do G20. O presidente fez questão agradecer a Trump, ainda que de forma parcial, e pediu que os países alcancem entendimento comercial completo.

“Vou lhe agradecer só parcialmente, porque e vou lhe agradecer totalmente quando tudo estiver totalmente acordado entre nós”.

SUSPENSÃO PARCIAL

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira (20), a retirada da tarifa de importação de 40% sobre determinados produtos brasileiros. Constam na lista divulgada pela Casa Branca produtos como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina.

Na ordem executiva publicada pela Presidência dos EUA, Trump diz que a decisão foi tomada após conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as questões identificadas no Decreto Executivo 14.323”. De acordo com a publicação, essas negociações ainda estão em andamento.

ITAMARATY

O governo brasileiro emitiu nota na noite desta quinta-feira afirmando que “recebeu com satisfação a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar a tarifa adicional de 40% para uma série de produtos agropecuários importados do Brasil”.

A nota do governo, publicada pelo Itamaraty, cita ainda que o presidente Donald Trump “recebeu recomendações de altos funcionários do seu governo de que certas importações agrícolas do Brasil não deveriam estar mais sujeitas à tarifa de 40% em função do ‘avanço inicial das negociações’ com o governo brasileiro”.

A medida tomada pelos EUA é retroativa a 13 de novembro, mesma data da última reunião entre o ministro Mauro Vieira e o secretário de Estado Marco Rubio, em Washington. Naquela oportunidade, eles trataram do avanço das negociações para a redução das tarifas.

O Brasil também se coloca à disposição para manter o diálogo com o governo Trump para “solucionar questões entre os dois países, em linha com a tradição de 201 anos de excelentes relações diplomáticas.

Mais trabalhadores ficarão isento do imposto de renda || Imagem GettyImages
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O Senado aprovou, nesta quarta-feira (5), o projeto de lei que isenta do Imposto de Renda (IR) quem ganha até R$ 5 mil mensais e reduz alíquotas para salários de R$ 5.000,01 a R$ 7.350. Para compensar os cofres públicos pela perda de arrecadação, a proposta (PL 1.087/2025) aumenta a taxação de altas rendas, a partir de R$ 600.000 anuais. Votado pelo Plenário com urgência, o texto segue para sanção do presidente Lula.

Após a aprovação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, exaltou a cooperação entre os parlamentares de ambas as Casas e o governo como uma “vitória da boa política”. “Tramitou de forma célere e responsável. Graças a esse esforço conjunto, garantimos que o benefício entre em vigor já em janeiro de 2026 — disse Davi.

Atualmente, a isenção do IR alcança apenas quem ganha até R$ 3.076 (dois salários mínimos). A estimativa é cerca de 25 milhões de trabalhadores sejam beneficiados. Os super-ricos pagarão mais imposto para compensar a isenção dos trabalhadores.

O aumento do tributo afetará apenas quem recebe mais de R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano, incluindo dividendos. A cobrança será gradual, com alíquota máxima de até 10% sobre os rendimentos. Aqueles que já pagam essa porcentagem ou mais do que isso não serão cobrados.

Pelo texto aprovado hoje, continuarão isentos de Imposto de Renda investimentos financeiros relacionados ao mercado imobiliário e do agronegócio, como letras de crédito e fundos de investimento imobiliário e do agronegócio.

Recuperação de popularidade de Lula e crescimento do petista na Bahia preocupam ACM Neto || Foto Divulgação
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As mais recentes pesquisas que revelam recuperação da popularidade de Lula no país e retomada entre os baianos aos níveis dos primeiros governos do petista acenderam luz de alerta na pré-campanha de ACM Neto, que sonha em governar a Bahia. É o que publica a coluna MetroPolítica, do site Metro1, do mesmo grupo da Rádio Metrópole, de Salvador.

A coluna assinada por Jairo Costa, ex-Correio24h, informa que o nível de alerta tem a ver com “o súbito crescimento da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Bahia”. Que acrescenta: “Até agosto, as sondagens que encomendamos mostravam Lula em viés de baixa na Bahia e nos demais estados do Nordeste também. Mas de setembro para cá e, sobretudo, em outubro, a maré virou a favor dele. É fato que Lula hoje está muito perto de atingir os mesmos níveis de aprovação que tinha entre os baianos ao longo dos seus dois primeiros mandatos”.

A recuperação do presidente, reforça a coluna, é vista como complicador para Neto, tradicionalmente um antipetista e que já até ameaçou em dar surra em Lula. “Não quer dizer que vai definir a parada a favor do governador (Jerônimo Rodrigues, do PT), mas que terá peso, terá, e não será pequeno”, confidenciou um aliado de primeira hora do pré-candidato do União Brasil à coluna do site Metro1, do Grupo Metrópole.

GÁS DO POVO E ISENÇÃO DO IR

O Efeito Lula nas eleições baianas é conhecido. A fonte do União Brasil lembra como o presidente ajudou a assegurar a vitória de Jerônimo Rodrigues, mesmo o petista sendo desconhecido de grande parte do eleitorado baiano. Fatores ainda como Gás do Povo e a isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até R$ 5 mil, avalia a fonte, teriam impacto de dar ainda mais caldo à popularidade e às intenções de voto no presidente da República.

Lula durante encontro com o Papa Leão XIV nesta segunda-feira (13) || Foto Ricardo Stuckert/Planalto
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta segunda-feira (13), no Vaticano, com o papa Leão XIV. Em seu perfil na rede social X, Lula relatou ter conversado com o pontífice sobre “religião, fé, o Brasil e os imensos desafios que temos que enfrentar no mundo”.

“Parabenizei o santo padre pela Exortação Apostólica Dilexi Te e a sua mensagem de que não podemos separar a fé do amor pelos mais pobres. Disse a ele que precisamos criar um amplo movimento de indignação contra a desigualdade e considero o documento uma referência, que precisa ser lido e praticado por todos”, postou Lula.

O presidente disse ter relatado ao papa sua “relação de extrema proximidade” com religiosos brasileiros, citando especificamente dom Paulo Evaristo Arns, dom Hélder Câmara, dom Luciano Mendes de Almeida, Pedro Casaldáliga e o atual presidente da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler.

Lula ainda conversou com Leão XIV sobre sua participação no encontro que acontece hoje na Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em ingês). “E [sobre] como, em dois anos e meio, tiramos, pela segunda vez, o Brasil do Mapa da Fome”.

“Agora, estamos levando este debate para o mundo por meio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza”, completou.

CÍRIO DE NAZARÉ

Ainda em seu tuíte, o presidente disse ter convidado o pontífice para participar da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que acontece em novembro em Belém, “considerando a importância histórica de realizarmos uma Conferência do Clima pela primeira vez no coração da Amazônia”.

“Por conta do Jubileu, o papa nos disse que não poderá participar, mas garantiu representação do Vaticano em Belém”, detalhou.

Por fim, Lula citou uma visita do papa ao Brasil, ainda sem data definida. “Ficamos muito felizes em saber que sua santidade pretende visitar o Brasil no momento oportuno. Será muito bem recebido, com o carinho, o acolhimento e a fé do povo brasileiro”, escreveu.

“Lembrei que, ontem, tivemos uma demonstração imensa dessa fé no Círio de Nazaré e nas comemorações do Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil”, completou.

Acompanharam Lula no encontro com Leão XIV a primeira-dama Janja da Silva, os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura. Com informações d´Agência Brasil.

Fábrica da BYD em Camaçari é inaugurada oficialmente || Foto Ricardo Stuckert/Planalto
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (9), da inauguração da nova fábrica de veículos elétricos e híbridos da BYD Brasil, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A nova planta nasce com a promessa de expansão, geração de milhares de empregos diretos e indiretos, incentivo à economia local, fortalecimento da cadeia produtiva nacional e símbolo de inovação.

Durante a inauguração da fábrica, foi apresentado o primeiro híbrido plugin flex do mundo. O sistema foi projetado especialmente para o Brasil, numa tecnologia desenvolvida em cooperação entre brasileiros e chineses, feita para funcionar com qualquer proporção de etanol e gasolina, além da bateria elétrica recarregável.

Desde o início de outubro, 350 trabalhadores foram contratados. A previsão é de alcançar 1,8 mil até o fim do mês e 2 mil nas semanas seguintes. Em pleno funcionamento, o complexo terá potencial estimado de 20 mil empregos, entre diretos e indiretos, incluindo funcionários, prestadores de serviço e fornecedores.

Lula destacou o significado da nova fábrica para os trabalhadores e suas famílias. “A vinda dessa empresa me traz orgulho, porque sei o que é ser trabalhador e ficar desempregado. Sei o que é um homem ou uma mulher levantar de manhã e não ter o que fazer”, relatou.

Para o governador Jerônimo Rodrigues, além da contribuição para a transição energética no setor, a fábrica representa um fortalecimento da produção nacional de veículos sustentáveis. “A implantação da BYD torna a Bahia protagonista na produção nacional de veículos sustentáveis. A fábrica brasileira vai revolucionar na geração de empregos, vai trazer uma marca de descarbonização para a nossa economia, vai trazer a possibilidade de olhar o Brasil como potencial para a energia eólica, solar, para a produção de hidrogênio verde”, disse o governador.

INVESTIMENTO DE 5,5 BILHÕES

A fábrica em Camaçari recebeu investimento de R$ 5,5 bilhões e foi projetada para ser o maior complexo industrial da empresa fora da Ásia. A nova planta tem capacidade inicial para produzir 150 mil veículos por ano e 300 mil em uma segunda etapa.

O presidente global da BYD, Wang Chuanfu, destacou que o Brasil é o cenário ideal para o investimento da empresa na América Latina

. “O Brasil tem vantagens únicas e abundantes de energia limpa, uma sociedade aberta e plural, cidadãos dispostos a abraçar novas tecnologias. Além disso, o governo lançou a Nova Indústria Brasil, focada na inovação e na transição verde, o que cria condições ideais. O Brasil é líder na transformação verde”, disse Chuanfu.

A planta de Camaçari abriga uma das mais modernas estruturas fabris automotivas da América Latina, com 4,6 milhões de metros quadrados de área. A linha de produção mista permite a fabricação simultânea de modelos híbridos e 100% elétricos. A partir de 2026, a produção será nacionalizada, com etapas como estamparia, soldagem e pintura, além de um maior índice de componentes fabricados no país.

As obras foram iniciadas em março de 2024. A primeira das 26 instalações do complexo está em operação e os primeiros veículos montados na unidade já começam a ser distribuídos para a rede de concessionárias. Alinhado às metas de transição energética do país, o complexo obteve certificação internacional I-REC, que atesta que 100% da energia elétrica consumida vem de fontes limpas e renováveis.

Lula conversa com Trump e pede fim do Tarifaço || Foto Ricardo Stuckert/PR/Arquivo e Creative Commons
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tiveram nesta segunda-feira (6) uma conversa de 30 minutos por videoconferência. Na oportunidade, Lula solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta pelo governo norte-americano a produtos brasileiros.

Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, classificou a conversa entre os dois chefes de Estado como “positiva” do ponto de vista econômico.

“Em tom amistoso, os dois líderes conversaram por 30 minutos, quando relembraram a boa química que tiveram em Nova York por ocasião da Assembleia Geral da ONU. Os dois presidentes reiteraram a impressão positiva daquele encontro”, informou o Planalto.

De acordo com o Planalto, a ligação telefônica ocorreu por iniciativa de Trump. Os dois presidentes chegaram a trocar telefones para estabelecer via direta de comunicação.

Na conversa, Lula disse que o contato representa uma “oportunidade para a restauração das relações amigáveis de 201 anos entre as duas maiores democracias do Ocidente”.

Ele recordou que o Brasil é um dos três países do G20 com quem os Estados Unidos mantêm superávit na balança de bens e serviços. Na sequência, solicitou a retirada da sobretaxa de 50% imposta a produtos nacionais, além das medidas restritivas aplicadas contra autoridades brasileiras.

“O presidente Trump designou o secretário de Estado Marco Rubio para dar sequência às negociações com o vice-presidente Geraldo Alckmin, o chanceler Mauro Vieira e o ministro da Fazenda Fernando Haddad”, informou o Planalto.

Os dois presidentes acordaram encontrar-se pessoalmente em breve. Lula sugeriu que o encontro seja durante a Cúpula da Asean, na Malásia. Ele reiterou convite a Trump para participar da COP30, em Belém; e se dispôs também a viajar aos Estados Unidos.

Câmara aprova isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil || Foto Lula Marques/ABr
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º), com 493 votos favoráveis e nenhum contrário, o texto-base do projeto de Lei (PL) 1.087/2025, que prevê isenção de Imposto de Renda (IR) para pessoas físicas com renda mensal de até R$ 5 mil e desconto para quem ganha até R$ 7.350 mensais.

A proposta, encaminhada pelo governo federal, ainda terá que ser aprovada no Senado, antes da sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para entrar em vigor.

A redução do IR foi uma promessa de campanha de Lula em 2022. Enviado para a Câmara em março, o texto foi aprovado em uma comissão especial que analisou o texto.

Atualmente, são isentos do imposto quem ganha até R$ 3.036. O projeto determina que, em 2026, as pessoas que ganham até R$ 5 mil, terão um desconto mensal de até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero. Já quem ganha de R$ 5.000,01 até R$ 7.350,00, o desconto será de R$ 978,62.

Segundo o governo, com a aprovação da proposta, serão beneficiados com a isenção mais de 26,6 milhões de contribuintes, em 2026.

Após a aprovação unânime, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que a aprovação é um dia histórico para o país e para o Parlamento.

“Aqui demonstramos que quando o tema é o bem-estar das famílias brasileiras, não há lados, nem divisões. É interesse do país acima de qualquer diferença”, disse. “A Câmara dos Deputados sabe ouvir, decidir e estar ao lado do Brasil”, acrescentou.

COMPENSAÇÃO

Para compensar a isenção, cujo custo está estimado será de R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos, o projeto prevê a tributação das pessoas com rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, com uma alíquota progressiva de até 10%.

A alíquota máxima incidirá para quem recebe anualmente a partir de R$ 1,2 milhão. Além disso, ela não será aplicada para quem já paga a alíquota máximo do IR, que é de 27,5%.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida atingirá cerca de 140 mil pessoas, 0,13% dos contribuintes, que hoje pagam, em média, apenas 2,54% de Imposto de Renda.

O relator do projeto, deputado Arthur Lira (PP-AL), estima que haverá uma sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027 com a taxação. Em seu parecer, Lira destinou esses recursos para compensar a redução da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), instituída pela Reforma Tributária.

“É importante ressaltar que esse projeto vai atender diretamente a 15,5 milhões de pessoas no país. Esse projeto é fruto de uma base de cálculo de quase R$ 227 bilhões, que é apurado no imposto de renda no Brasil. E estamos discutindo uma renúncia de receita, no primeiro ano de, R$ 25,4 bilhões, portanto 10% do valor total do imposto de renda pago por todos os brasileiros”, disse.

JUSTIÇA TRIBUTÁRIA

O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) disse que com o projeto, o país começa a fazer justiça tributária. “Nosso país é um país da desigualdade, é um país onde uma ínfima minoria detém a maior parte da riqueza enquanto a maioria do povo brasileiro vive em difíceis condições. A justiça tributária precisa ser feita e esse projeto que mira na justiça tributária. Uma justiça que pode reduzir as desigualdades, que pode fazer com que as pessoas de menor renda e a classe média brasileira possam ter uma capacidade de consumo melhor, uma capacidade de viver melhor a sua vida”, afirmou.

A deputada Fernanda Melchiona (PSOL-RS) lembrou que a iniciativa foi pautada após as manifestações de setembro contra a proposta de Emenda à Constituição (PEC) das prerrogativas, a chamada PEC da Blindagem e o projeto de anistia aos presos pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

“Esse projeto é muito importante, milhões de brasileiros serão impactados com a redução imediata do imposto de renda e com a redução para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil e, ao mesmo tempo, um imposto mínimo que vai ser cobrado dos super-ricos”, completou.

Prefeito Miltinho do Axé está no seu primeiro governo || Foto Divulgação
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Passados mais de oito meses de nova gestão municipal, 44,5% do eleitorado de Coaraci considera ótimo ou bom o governo de Miltinho do Axé (PSD), segundo pesquisa do Instituto PMX Empreendimentos. No período de 14 a 18 de setembro, a PMX foi às ruas do município sul-baiano ouvir 530 pessoas.

Para 34,20%, o governo de Miltinho é regular.

Outros 29,4% opinaram que a gestão é boa, enquanto 15,1% a consideram ótima.

Na outra ponta, 9,1% dos eleitores consultados veem o governo como péssimo. Para 4,9%, Miltinho faz um governo ruim.

Quando questionados sobre o que falta na gestão de Miltinho, o eleitorado citou entre os três primeiros saúde, emprego e obras de infraestrutura.

Os números foram revelados pela Rede Portal nesta quarta-feira (24). Dos eleitores consultados, 7,4% não souberam responder. A pesquisa tem margem de erro de 3,5 pontos percentuais, conforme o Instituto.

LULA E JERÔNIMO

A pesquisa também aferiu o humor do eleitorado em relação às gestões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jerônimo Rodrigues.

Para 26,6% dos coaracienses, o presidente Lula faz boa gestão. Outros 20,94% opinaram que é ótima. E 21,7% veem o governo como regular. Outros 23,4% consideram péssimo e 5,28% como ruim. Não sabe foram 2,08%.

Já o governador Jerônimo Rodrigues tem gestão considerada regular por 28,68% dos consultados. É boa para 25,28% e ótima para 13,02%. Na outra ponta, é péssima para 16,98% dos coaracienses e ruim para 5,66%. Dos eleitores consultados, 10,38% não souberam responder.

Lula durante o lançamento do programa que assegura gás de graça a 1,8 milhão de baianos || Foto Ricardo Stuckert/Presidência
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O Programa que garantirá botijão de gás gratuitamente vai beneficiar 1,8 milhão de famílias na Bahia, conforme cálculos do Governo Federal. Voltada a famílias pobres, o Programa Gás do Povo foi lançado nesta quinta-feira (4), e Belo Horizonte (MG), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo o governo federal, o Prograa foi criado para garantir mais justiça social, saúde e dignidade às famílias de baixa renda e fortalecer o acesso ao gás de cozinha. Ao todo, 15,5 milhões de famílias em todas as Unidades da Federação serão contempladas com o benefício, que chegará a 50 milhões de pessoas.

– Nós estamos assumindo a responsabilidade de que uma pessoa não pode gastar 10% do salário mínimo para comprar gás. A gente vai arcar com a responsabilidade de fazer com que as pessoas mais pobres possam receber o gás de graça – afirmou.

TRANSIÇÃO

Em 2025 haverá uma fase de transição do atual programa, o Auxílio Gás, que alcança pouco mais de 5,13 milhões de famílias, para o Gás do Povo. A principal mudança é que o Governo do Brasil deixa de fazer repasses em dinheiro para entregar diretamente o gás ao beneficiário. O governo estima que em março do próximo ano 100% do público esteja atendido e calcula que 65 milhões de botijões serão distribuídos por ano. Para este ano, serão investidos R$ 3,57 milhões. Em 2026, R$ 5,1 bilhões.

QUEM TEM DIREITO

Terão direito ao Gás do Povo famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 759), com prioridade para aquelas que recebem Bolsa Família. A frequência do benefício varia conforme a composição familiar. Famílias com dois integrantes receberão até três botijões por ano. Aquelas com três integrantes poderão receber até 4 botijões anuais e as famílias com quatro ou mais integrantes, até seis.

COMO OBTER O BENEFÍCIO

O beneficiário vai retirar os botijões diretamente nas revendas credenciadas mais próximas de sua moradia, sem intermediários. A gratuidade será concedida no momento da compra, mediante validação eletrônica. O beneficiário terá um vale digital. O acesso ao benefício será gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), que faz a gestão do Bolsa Família.

MENOS LENHA, MAIS SAÚDE

A nova política pública pretende promover o uso seguro e saudável do gás de cozinha, reduzindo a dependência da lenha, que causa doenças respiratórias, impacta a qualidade de vida e compromete a saúde pública.

O uso de lenha para cozinhar expõe milhões de brasileiros, especialmente mulheres e crianças, a altos níveis de poluentes tóxicos, como monóxido de carbono e material particulado fino.

Dados do IBGE (2022) indicam que 12,7 milhões de famílias fazem uso combinado de lenha e botijão de gás (GLP) para cozinhar, (17% das residências brasileiras), sendo que destas, cerca de 5 milhões são famílias de baixa renda.

INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS

As concentrações de poluentes na queima de lenha podem ser até 33 vezes superiores aos limites recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), aumentando de duas a três vezes o risco de infecções respiratórias graves em crianças pequenas e contribuindo para o desenvolvimento de doenças pulmonares crônicas em mulheres expostas diariamente.

MAIS TEMPO

Famílias que usam lenha precisam despender, em média, 18 horas por semana na coleta de lenha, ação associada à redução do tempo de estudo e frequência escolar de crianças. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE, 2023), o GLP tem grande capilaridade no Brasil, atingindo 91% dos domicílios nacionais.