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Da coluna Política, Gente, Poder (Diário Bahia)
Vane do Renascer, PRB. Não acredito que o PRB terá candidato próprio a prefeito desta capital-cidade do Planeta Cacau, Itabuna. Renato Costa, PMDB. Não acredito que o PMDB terá candidato próprio à Prefeitura de Itabuna. Acácia Pinho, PDT. Não acredito que o PDT terá candidato próprio à sucessão de Nilton Azevedo. PMDB, PRB, PDT querem negociar a vice. A descoberta é saber a vice de quem. Demo ou PT?

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Marco Wense

E as simpáticas Leninha Duarte e Acácia Pinho? Vão ter que mostrar serviço.

Por ordem alfabética, e não por posição nas pesquisas de intenção de voto, já que Juçara é a primeira colocada e Leninha se encontra na frente de Acácia, são as três mulheres pré-candidatas na sucessão de 2012.
A expectativa em torno de uma mulher comandando a prefeitura de Itabuna pela primeira vez, destronando os marmanjos, domina uma considerável parte do eleitorado.
A petista Juçara Feitosa, a pedetista Acácia Pinho e a quase peemedebista Leninha Duarte, obviamente do PT, PDT e PMDB, sabem que a condição de prefeiturável é instável.
A manutenção da pré-candidatura de Juçara depende de três importantes fatores: 1) sua posição nas pesquisas em relação ao Capitão Azevedo (DEM-reeleição). 2) coligação com os partidos da base aliada do governo Wagner. 3) o entusiasmo da militância.
As consultas populares apontam a ex-primeira dama na frente do Capitão Azevedo. Mas quando o candidato do PT é Geraldo Simões, a distância entre ele e o prefeito aumenta.
As agremiações partidárias aliadas ao governador Jaques Wagner, com exceção do PSB, ainda mantém o discurso de que Geraldo Simões quer impor o nome de Juçara.
O PCdoB, por exemplo, aceita conversar com o PT se o candidato for Geraldo Simões.  Francamente, como diria o saudoso Leonel Brizola, não entendo essa atitude dos comunistas com a ex-primeira dama.
E, por fim, a falta de entusiasmo da militância do PT com a pré-candidatura da ex-secretaria de Desenvolvimento Social. É incrível. Mas é verdade: de 10 petistas, todos os 10 acham que Juçara perde a eleição.
E as simpáticas Leninha Duarte e Acácia Pinho? Vão ter que mostrar serviço. Se não alcançar dez pontos percentuais, até junho de 2012, não serão candidatas.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Em lugar de Professor Boy, professora Acácia Pinho no comando da comissão provisória do PDT itabunense. Essa foi a decisão vinda de Salvador e tomada pelo deputado federal Félix Mendonça Jr. Ex-secretária de Administração de Itabuna e ex-candidata a vice-prefeita, Acácia é a aposta do PDT para 2012, conforme o Agoranarede.net.
Acácia assumiu a presidência do PDT ontem e compõe a comissão provisória com o professor Boy, Marcelo Cafuringa, Marcos Wense e a advogada Jurandyr de Oliveira Lima.
O partido terá que, antes, regularizar pendências para poder entrar na disputa eleitoral de 2012, segundo o Agora. O foco, além da prefeitura, é a Câmara de Vereadores, onde pretende fazer, pelo menos, dois nomes. Em 2012, serão 21 cadeiras em disputa no legislativo municipal.

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O PDT decidiu buscar em Salvador a solução para reorganizar o partido em Itabuna. O deputado federal Félix Jr. escolheu o professor Elenilson Doto, o Professor Boy, para presidir a comissão provisória da legenda brizolista no município sulbaiano. “Boy” é professor de química do colégio e curso Galileu, mas reside na capital baiana.
“O partido volta às suas raízes e terá um perfil mais ligado à educação, resgatando uma marca dos tempos de Leonel Brizola, deixando as “raposas” de lado”, assinala o empresário e articulista Marco Wense, que também participará da empreitada de reorganizar o PDT em Itabuna.
Wense está empolgado, a ponto de defender que o PDT tenha candidatura própria em 2012 para disputar a sucessão do prefeito Capitão Azevedo (DEM). O nome pode sair de um grupo de médicos com quem o deputado Félix Jr. vem conversando.
Há três meses, o deputado estadual Roberto Carlos esteve em Itabuna e convidou o médico oncologista Antônio Mangabeira para filiar-se ao partido e disputar a prefeitura. Mangabeira ficou de avaliar (relembre aqui).

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O reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Joaquim Bastos, tem convites de PMDB, PDT e PCdoB para disputar a prefeitura de Ilhéus em 2012.
Com exclusividade, o PIMENTA conversou com o reitor da Uesc há pouco. Joaquim afirma ter recebido convites de quatro partidos e antecipou que conversas se dão não apenas em solo ilheense, mas em Salvador e Brasília.
O reitor confirmou o interesse em ser candidato, mas antecipou que a decisão será tomada no dia 31 de agosto, quando então anunciaria a qual partido vai se filiar. “Terei mais um mês para definir, mas será neste dia”. O prazo de filiações para quem vai disputar eleição em 2012 termina em 30 de setembro, mas os partidos têm até 6 de outubro para entregar a relação de novos membros.
Professor da Uesc e próximo da aposentadoria, Joaquim avalia se disputar a prefeitura é algo que realmente queira aos 62 anos e tendo, caso eleito, mais quatro de vida pública. O PIMENTA publicará a íntegra da entrevista.
O reitor seria a novidade em um processo eleitoral em que velhas caras já se apresentaram, dentre elas o ex-prefeito Jabes Ribeiro.

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Marco Wense

Ninguém, aí incluindo o próprio Aleluia, ousava desafiar as ordens do chefe ACM.

O senador João Durval, eleito pelo PDT do saudoso Leonel Brizola, não pode ser crucificado pelo fato de ter retirado sua assinatura do requerimento de criação da CPI dos Transportes.
Se a presidente Dilma Rousseff estivesse tratando com desdém os sucessivos escândalos que tomam conta da República, o recuo de Durval seria imperdoável.
A maior autoridade do país está sendo implacável com os abutres do dinheiro público. Não é à toa que a aprovação ao governo tem 50% de ótimo e bom.
A impunidade, sem dúvida o maior câncer da administração pública, não pode ser alimentada pelo pretexto da governabilidade, pelo medo de perder a maioria parlamentar nas duas Casas do Congresso Nacional.
Ao fazer o jogo da oposição, o ex-governador da Bahia foi politicamente ingênuo. Qualquer oposicionismo, seja do PT, PSDB ou outra legenda, é adepto do quanto pior, melhor.
O estranho da história, até certo ponto hilariante, é José Carlos Aleluia, presidente estadual do Democratas (DEM), ficar indignado com o “servilismo” do senador Durval.
Aleluia esquece dos tempos do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, quando o carlismo dominava a política da Bahia na base do mandonismo e do chicote.
Aleluia sabe que o “servilismo” e a subserviência foram marcas registradas do carlismo. Ninguém, aí incluindo o próprio Aleluia, ousava desafiar as ordens do chefe ACM.
O destempero emocional de ACM com os subordinados, como bem disse o jornalista Samuel Celestino, “ia do desrespeito total e público ao tratamento às vezes carinhoso que não supria os ataques pessoais, invadindo o campo familiar do auxiliar ou até do aliado”.
No então governo FHC, os governistas do PFL, hoje democratas, se recusaram a assinar o pedido de instalação de uma CPI para apurar as denúncias de corrupção nas privatizações.
Depois, no mesmo governo tucano, estourou outro escândalo envolvendo a PEC da Reeleição, que terminou permitindo o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Nada de CPI.
Na época, os jornais, inclusive os grandes de São Paulo, falavam em R$ 200 mil para cada voto de deputado e senador a favor da Proposta de Emenda Constitucional, a famosa PEC da Reeleição.
O discurso da moralidade da coisa pública, quando protagonizado por políticos que no passado eram contra a qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito, não tem consistência e, muito menos, credibilidade.
PS – Ironicamente, o deputado Rubens Bueno, do PPS do Paraná, foi o que melhor definiu as sucessivas denúncias de corrupção no governo Dilma: “Parece saco de caranguejo. Você puxa um e vem outro grudado”.

O VICE DE AZEVEDO

O nome do candidato a vice na chapa encabeçada pelo prefeito Azevedo, que legitimamente busca sua reeleição, já faz parte das conversas entre os democratas (DEM).
O PMDB é o plano A não só do azevismo como do geraldismo. As duas correntes estão de olho no tempo da legenda no horário eleitoral destinado aos partidos políticos.
O PT tem outra preocupação: afastar qualquer possibilidade de coligação do PMDB com o PCdoB. A opinião de que os comunistas só terão candidatura própria com o apoio do PMDB é unânime entre os petistas.
O plano B do DEM é o PSDB do deputado estadual Augusto Castro. O jornalista José Adervan, presidente do diretório municipal, é o nome mais cotado do tucanato.
Falhando os planos A e B, vem o C com Marilene Duarte, a Leninha da Auto-Escola Regional, até agora a mais ilustre filiada do MSP (Movimento dos Sem Partidos).

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Marco Wense

O PCdoB não terá mais candidato próprio na sucessão do prefeito Azevedo.

Salvo algum acidente de percurso, o candidato do PT à sucessão municipal de 2012 é o deputado federal Geraldo Simões, ex-prefeito de Itabuna por dois mandatos.
Depois de uma avaliação eminentemente política, ficou a conclusão de que a pré-candidatura de Juçara Feitosa criaria problemas com os partidos da base aliada do governo Wagner.
Com Geraldo Simões, o governador Jaques Wagner vai entrar na campanha de maneira incisiva, principalmente em relação ao apoio das legendas aliadas.
A opção Geraldo Simões, além de por fim na discussão sobre a imposição do nome da ex-primeira dama, freia a intenção do PCdoB de lançar candidatura própria.
Com Geraldo candidato, os “meninos” do PCdoB vão conseguir tudo que desejam: Ciretran, vaga no Parlamento estadual para Wenceslau Júnior e a permanência de Davidson Magalhães na Bahiagás.
Com Geraldo candidato, o vereador Claudevane Leite, o Vane do Renascer, deixa o pesadelo de ser o candidato do PT na sucessão do prefeito Azevedo e vai atrás da sua reeleição.
A candidatura de Geraldo Simões muda todo o cenário eleitoral. Recente pesquisa de intenção de voto aponta Geraldo na frente, em uma posição confortável em relação ao segundo colocado.
Os favoritos na eleição municipal de 2012, sem dúvida o prefeito Azevedo (DEM-reeleição) e o deputado Geraldo Simões (PT), sabem da importância de uma boa coligação no processo sucessório.
O petista corre atrás dos partidos que compõem a base de sustentação política do governo Wagner, principalmente o PCdoB, PSB, PDT e o PP. O demista busca o importante apoio do PSDB, PPS, PR, PV e do PTN.
Pela frente, o PMDB com seu invejável tempo no horário eleitoral. O partido vai ficar com quem? O PMDB de Itabuna é uma democrática mistura de fernandistas, geraldistas, azevistas, ubaldistas e renatistas.
E por falar no PMDB, a legenda ainda conta com a irreverência, conhecimento, sabedoria e a polemicidade dos inquietos Juvenal Maynart e Ruy Correa.
Marco Wense é articulista da Contudo.

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A política na pequena Itapé, sul da Bahia, pega fogo a mais de um ano das eleições municipais. Carlos Sodré e Antonio Sodré acreditam que deram um xeque-mate no delegado e prefeiturável Humberto Matos, que tentava tomar o controle do PDT e permanecer no PV. Acabou ficando sem os dois.
Matos perdeu na própria casa, o PV, que será controlado por Antonio Sodré. Seria uma resposta do diretório estadual ao fato do delegado ter abandonado os verdes à própria sorte nas eleições de 2010, quando apoiou candidatos de outras legendas. Já o PDT, seria controlado pelos irmãos Sodré.
Por enquanto, os irmãos ganharam a parada, mas é a legenda brizolista o destino mais provável de Humberto Matos.

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Marco Wense
O governador Jaques Wagner não vai deixar o processo sucessório correr de acordo com a vontade e o interesse das lideranças políticas locais.
Em Itabuna, por exemplo, o mandatário-mor da Bahia pretende ter uma conversa definitiva com o deputado Geraldo Simões, que insiste na candidatura de Juçara Feitosa.

Wagner quer Geraldo Simões como o candidato do PT na sucessão do prefeito Azevedo. O otimismo de Geraldo com o nome da ex-primeira dama é impressionante.

Geraldo é um dos poucos petistas que acreditam na vitória de Juçara Feitosa.
PDT
O Partido Democrático Trabalhista, do inesquecível Leonel de Moura Brizola, continua na mesma: sem sede, sem telefone, sem reunião, sem comando, sem nada.
O deputado federal Félix Mendonça Júnior, eleito pela legenda com uma razoável votação em Itabuna, precisa tomar alguma atitude, sob pena do PDT virar um partidozinho sem nenhuma importância na sucessão municipal.
E por falar no PDT, vou colocar o meu nome como mais uma opção do partido para a disputa do Centro Administrativo Firmino Alves.
Marco Wense é articulista da Contudo.

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O tucano Augusto Castro negou que esteja partindo para abrigar-se no PSD de Otto Alencar e Gilberto Kassab. “Sou tucano e assim pretendo permanecer”, rebateu, reafirmando ainda a sua condição de vice-líder do bloco PSDB/PR na Assembleia Legislativa baiana. No último final de semana, eram fortes os rumores de deserção tucana (reveja aqui).

O parlamentar lembra do seu “excelente relacionamento” com o deputado federal Félix Jr., que estaria fazendo a ponte entre Augusto e o PSD. O tucano diz que Félix não fez nenhum convite para ingresso no novo partido. “Ele sabe do meu compromisso com o PSDB e do meu interesse em contribuir para que ele se torne um partido ainda mais forte em nosso estado”.

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Félix Jr. puxaria Augusto Castro (de amarelo) para o PSD.

Algumas legendas, principalmente de oposição, começam a contabilizar perdas com a fundação do Partido Social Democrático (PSD). No sábado, o PCdoB foi sacudido com a saída do deputado federal Edson Pimenta para a nova legenda e correu para segurar o deputado estadual Jean Fabrício Falcão, que tem base em Vitória da Conquista, no sudoeste baiano.

E as notícias que correm nos bastidores da política sul-baiana apontam para uma deserção no PSDB em nível estadual. Com o apoio do deputado e parceiro Félix Jr., o deputado estadual Augusto Castro estaria deixando o ninho tucano para abrigar-se no PSD, de Otto Alencar.

Os passos do deputado sul-baiano, aliás, apontam para uma saída, embora esteja bem acomodado no PSDB. A mudança teria mais a ver com as possibilidades abertas ao estar, de fato, na base governista – e ao lado do vice-governador Otto Alencar, xerifão do recém-criado PSD.

Félix Jr. negou ao PIMENTA que tenha dialogado com o tucano sobre essa possibilidade. “Com ele [Augusto Castro], não conservei nada”, diz o deputado federal. Pelo sim, pelo não, Félix complementa no Twitter, de forma enigmática: – Partidos querem ser donos dos deputados e eleitos. A Reforma Política deve resolver este assunto! Um eleito não pode ser escravo de partido!

É algo na linha do “para bom entendedor”…

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Marco Wense

Não lançando candidato próprio, o PMDB não se coliga com o PT de Geraldo. Renato Costa não cansa de dizer que o petista é um “inadimplente da palavra”.

O médico Renato Borges da Costa, presidente do PMDB de Itabuna, já defende o lançamento de candidatura própria na sucessão do prefeito Azevedo (DEM).

Renato Costa, ex-deputado estadual, eleito o melhor parlamentar da Casa Legislativa, não tinha feito nenhuma referência a uma candidatura do PMDB.

Renato Costa, que já foi adversário político e crítico feroz do ex-ministro Geddel Vieira, parecia conformado com a coadjuvante posição do PMDB na sucessão de 2012.

O PMDB estava mais do que satisfeito com a indicação do candidato a vice-prefeito, principalmente em uma chapa encabeçada por Davidson Magalhães (PCdoB).

Renato Costa, em tempo hábil, mudou de comportamento, segue outro caminho. Não sei se por ato próprio ou sob pressão do comando estadual da legenda.

E quem seria o candidato do PMDB para disputar o cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves? O nome mais forte é o do ex-prefeito Fernando Gomes.

Será que o PMDB tem alguma surpresa para o traiçoeiro e movediço jogo sucessório? O partido teria filiado alguém com viabilidade eleitoral para enfrentar a petista Juçara Feitosa e o demista Azevedo?

Uma coisa é certa: não lançando candidato próprio, o PMDB não se coliga com o PT de Geraldo Simões. Renato Costa não cansa de dizer que o petista é um “inadimplente da palavra”.

GERALDO E OS “ALIADOS”

O mínimo que se pode dizer de Geraldo Simões, na entrevista que concedeu ao conceituado blog Pimenta na Muqueca (reveja aqui), é que o deputado foi infeliz.

Membros do diretório do PT de Itabuna não gostaram do desdém e do deboche do ex-prefeito com o PCdoB. Acharam que Geraldo foi além da conta, dificultando mais ainda uma possível aliança com os comunistas na sucessão de 2012.

O que “minha pedinha” diria da candidatura de Marco Wense pelo PDT? Daria uma sonora risada. Igual a que muitos deram quando o então sindicalista saiu candidato pela primeira vez.

Enquanto o governador Jaques Wagner se esforça para unir os partidos aliados, Geraldo Simões faz o caminho inverso.

Marco Wense é articulista da Contudo.

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Marco Wense

O PMDB leva sozinho a fama de “danadinho”, como se fosse o único partido fisiológico e abarrotado de corruptos.

O PMDB, depois de mostrar que é fiel nas votações de interesse do governo Dilma Rousseff no Congresso Nacional, vai cobrar a fatura.

Para não cometer uma injustiça com a legenda do saudoso Ulysses Guimarães, é bom dizer que todos os partidos são pragmáticos e adeptos do toma-lá-dá-cá.

O rompimento político por discordância ideológica (ou programática) é coisa do passado. É caretice. Coisa de babaca e Zé Mané. De político de um só mandato.

O PMDB leva sozinho a fama de “danadinho”, como se fosse o único partido fisiológico e abarrotado de corruptos. O patinho feio do sistema eleitoral.

O grande teste do toma-lá-dá-cá, quando o peemedebismo espera a contrapartida do Palácio do Planalto, é a votação da PEC do Vice no Senado e na Câmara dos Deputados.

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a Proposta de Emenda Constitucional que impede o vice-presidente de suceder o presidente da República em caso de vacância do cargo.

A PEC enfraquece a figura do vice. E o vice de Dilma é Michel Temer, presidente nacional do PMDB. Pela proposta, o vice seria apenas o substituto temporário do titular.

Com a impossibilidade do presidente da República – por morte, doença gravíssima ou impeachment – novas eleições seriam convocadas em 90 dias.

O próprio relator da PEC, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), admite a perda de prestígio do vice-presidente: “A intenção é essa mesma, é para enfraquecer mesmo o vice e para ter sempre um presidente eleito”.

A PEC, que ainda precisa ser votada no plenário do Senado antes de ir para a Câmara, pode causar o mais grave confronto entre petistas e peemedebistas.

O PMDB não vai permitir que Michel Temer seja um vice-presidente da República sem nenhuma chance de suceder Dilma Rousseff.

UBALDO DANTAS

O ex-prefeito de Itabuna, Ubaldo Dantas, até hoje considerado como o melhor gestor que já passou pelo Centro Administrativo, vem sendo sondado para disputar a sucessão do Capitão Azevedo (DEM).

Ubaldo, que é filiado ao PMDB do médico Renato Costa, não quer nem ouvir falar na palavra prefeiturável. Descarta, veementemente, qualquer possibilidade de retornar ao cenário político.

PDT

O bom gaúcho Alexandre Brust, presidente estadual do PDT, precisa tomar algumas providências em relação ao partido em Itabuna.

A ala histórica da legenda brizolista, que votou em Dilma Rousseff e na reeleição do governador Jaques Wagner, está a ver navios. O outro PDT ficou com o tucano José Serra e o demista Paulo Souto.

O PDT não faz reunião e, o que é o pior, ninguém sabe quem é quem na legenda. O partido se encontra acéfalo, totalmente perdido e sem nenhum projeto para a sucessão municipal de 2012.

O PDT carlista e atucanado, que continua no governo do prefeito José Nilton Azevedo (DEM), é chamado de “PDT do Paraguai”.

Marco Wense é articulista da revista Contudo.

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A frase com o termo chulo acima foi pronunciada pelo educado e simpático deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), numa entrevista ao Terra Magazine.

Ao discorrer sobre as pressões do governo para aprovar o mínimo de R$ 545,00 e dizer que está de saco cheio de receber “recadinhos” pelos jornais, Paulinho socou os bons modos e agrediu ouvidos (e leitores) mais sensíveis. A canelada foi logo no início da entrevista, na primeira resposta:

Terra Magazine – Líderes do PT têm manifestado bastante insatisfação com o senhor e com as centrais sindicais.

– Nós não vamos mudar as nossas opiniões porque eles estão insatisfeitos. O PDT tem um programa histórico, sempre defendeu os direitos dos trabalhadores, e se o PT abandonou os trabalhadores, a culpa não é nossa. Manda o PT se f… Estou de saco cheio deles já.

A íntegra da entrevista pode ser conferida no Terra Magazine.

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O Correio Braziliense de hoje confirma o que o PIMENTA adiantou ontem: os deputados da base que votaram contra o valor defendido pelo governo para o salário mínimo, de R$ 545,00, vão sofrer as consequências.

Momentos antes da votação, diz a reportagem, “os líderes reuniram os parlamentares para avisar que quem não cumprisse o enredo escrito pelo Executivo ficaria de lado na distribuição de relatorias e na participação em comissões, além de ir para o fim da fila nas negociações por recursos de emendas parlamentares”.

Na Bahia, dois governistas que ficarão sem a sobremesa serão Luiz Argôlo (PP) e Oziel Oliveira (PDT). O deputado e ex-ministro Ricardo Berzoini (PT-SP) foi mais enfático e direto sobre as consequências contra os que não seguiram o governo na votação de ontem:

– Nesses casos, a diferença de tratamento aos dissidentes é uma coisa que não se fala, mas se faz.