Funcionários do HRCC obtém vitória na Justiça || Foto Sesab
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O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região ordenou que a Fundação da Associação Bahiana de Medicina (Fabamed), que administra o Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), repasse o complemento do Piso Salarial da Enfermagem aos trabalhadores da unidade até cinco dias úteis após receber os recursos federais.

Por ser destinada a trabalhadores que atuam em um hospital do estado, a verba federal é repartida pela Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab), que a repassa à gestora terceirizada. Proferida na última sexta-feira (31), a decisão abrange os técnicos e auxiliares de enfermagem representados pelo Sindtae.

Ao PIMENTA, o Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem afirmou ter buscado a Justiça porque o atraso do pagamento complementar tornou-se recorrente. Conforme a representação sindical, o repasse referente a junho, por exemplo, está na conta da Fabamed desde 13 de julho, há 23 dias. Se a decisão judicial já estivesse em vigor, o complemento deveria ter sido liberado aos trabalhadores até o último dia 18.

Na decisão provisória, à qual o PIMENTA teve acesso, o desembargador do Trabalho Edilton Meireles de Oliveira Santos também fixou multa de um trinta avos da parcela do complemento por cada dia de atraso, em favor de cada funcionário prejudicado.

O PIMENTA entrou em contato com a Fabamed. Por meio da assessoria, a Fundação informou que ainda não foi notificada da determinação judicial e ressaltou que mantém a postura histórica de cumprimento de ordens do Judiciário.

Coren-Ba exige cumprimento do piso salarial da enfermagem || Foto Divulgação
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O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) ingressou, nesta segunda-feira (10), com uma Ação Civil Pública contra o Estado da Bahia, com pedido de tutela de urgência, para assegurar o cumprimento do piso salarial dos profissionais de enfermagem no processo seletivo da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

Conforme o colegiado classista, o motivo da ação é a discrepância entre a remuneração prevista no Edital nº 001/2025 e o piso salarial estabelecido pela Lei Federal nº 14.434/2022. Segundo a legislação vigente, o valor mínimo para técnicos de enfermagem com jornada de 30h semanais deve ser de R$2.267,04. No entanto, o edital estabelece vencimento base  de R$1.143,57, mais gratificação de incentivo ao desempenho no valor de R$ 783,78, totalizando o valor mensal de R$1.927,35. “Uma afronta aos direitos da categoria”, disparou o Coren-BA em nota.

“A enfermagem é essencial para a saúde pública e merece ser valorizada. O descumprimento do piso salarial representa um desrespeito à nossa categoria e compromete a qualidade da assistência prestada à população. O Coren-BA não medirá esforços para garantir que a lei seja cumprida e que os profissionais recebam o que lhes é devido”, afirmou o presidente do Conselho, Davi Apóstolo.

O Governo da Bahia publicou o edital do processo seletivo na semana passada. O certame oferece mais de 3.700 vagas. Confira detalhes aqui.

Enfermeira protesta em frente à unidade da Sesab em Salvador || Reprodução
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O Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA) emitiu comunicado sobre a forma como a Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) implementou o piso nacional da enfermagem no contracheque dos servidores estaduais. Segundo a instituição, de modo inadequado, o Estado incluiu gratificações no cálculo dos salários, mas esses valores não poderiam ter sido considerados.

Ainda de acordo com o Coren-BA, a medida do Governo contraria as diretrizes da Advocacia-Geral da União para o repasse dos recursos enviados pelo Ministério da Saúde aos estados, municípios e Distrito Federal. “A AGU determinou que o piso salarial é composto pela soma do vencimento básico (VB) com as vantagens pecuniárias de natureza Fixa, Geral e Permanente (FGP)”, afirma a nota divulgada pelo órgão nesta segunda-feira (25).

Juntos, o Estado e os municípios da Bahia receberam aproximadamente R$ 253 milhões. Dirigindo-se à Sesab, o Coren-BA pediu a revisão do pagamento dos servidores efetivos e contratados da Pasta, com base na Lei nº 14.434/2022, que estabeleceu o Piso da Enfermagem.

“Frente a essas circunstâncias, o Conselho reafirma seu compromisso inabalável de permanecer ao lado dos profissionais da categoria, na incansável busca pela efetiva implementação do Piso da Enfermagem, conforme estabelecido pela Lei 14.434. Nesse contexto, solicitamos com ênfase que a Sesab corrija esse equívoco que prejudica os profissionais de Enfermagem”, encerra a nota.

MANIFESTAÇÕES

A medida gerou protestos em diferentes cidades, a exemplo de Ilhéus e Salvador. Na capital, servidores vestidos de preto se reuniram em frente a uma repartição da Sesab e se manifestaram com um carro de som. “Por que quando a gente consegue um piso, que é lei, as coisas mudam? Por que a gente não vai receber esse salário? Por que não? Agora vai virar GID, vai virar… Vai criar o que mais para não pagar um salário digno pra gente?”, questionou uma manifestante, hoje (25), durante ato na capital baiana. Veja.

A Sesab ainda não se manifestou sobre o posicionamento do Coren-BA e os protestos desta segunda-feira (25).

Menezes: enfermeiros querem ver o piso pago a partir de maio || Foto Vinicius Loures/CD
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Na expectativa da assinatura, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do projeto de lei que assegura recursos para o piso salarial da enfermagem, representantes da categoria lotaram audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados sobre o assunto, nesta terça-feira (18).

Há a expectativa de que o presidente assine o PLN hoje. Na Câmara, os enfermeiros reivindicaram celeridade nas próximas etapas do processo. Primeiro, a aprovação do PLN e, em seguida, a edição da portaria do Ministério da Saúde sobre como o dinheiro vai chegar na conta dos profissionais de saúde, além da derrubada da liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) impedindo a adoção do piso.

Aprovado em agosto de 2022, o piso da categoria é de R$ 4.750 por mês. A Lei nº 14.434/2022 também estabeleceu remuneração mínima de técnicos de Enfermagem, que passarão a receber R$ 3.325,00 (70% do piso da Enfermagem), e de auxiliares e parteiras, que terão piso de R$ 2.375,00 (50%).

CAMINHO LEGISLATIVO

O representante do Conselho Federal de Enfermagem, Daniel Menezes, explicou o caminho que ainda precisa ser percorrido a partir da assinatura da proposta pelo presidente da República.

“A gente precisa que ela seja aprovada na sessão do Congresso, então ela tem que passar na sessão da CMO (Comissão Mista de Orçamento). Existe um compromisso, como sempre teve até hoje, com as duas Casas, de dar celeridade para o tema do piso. A partir daí, votando, o presidente sanciona e a gente vai, junto ao STF, junto com toda essa articulação governamental, para que de fato a liminar caia e a legislação que nós aprovamos, a Lei 14.434, seja aplicada na prática, com os valores no contracheque da enfermagem brasileira”, afirmou Menezes. Com Agência Câmara.

Ato teve apoio de sindicatos e partidos políticos || Foto Reprodução/Redes Sociais
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Enfermeiros, auxiliares e técnicos de Enfermagem colocaram Ilhéus no mapa do Dia Nacional de Mobilização em Defesa do Piso Salarial da Enfermagem, nesta terça-feira (14). Na cidade do sul da Bahia, o local escolhido para o ato foi o Centro Histórico, em frente à Catedral São Sebastião.

Com faixas e uma caixa de som, os manifestantes enfatizaram a importância da mobilização nas ruas para que a Lei nº 14.434/2022, que instituiu o piso salarial da Enfermagem, seja efetivada. Aprovado em agosto de 2022, o piso da categoria é de R$ 4.750 por mês, equivalente a uma jornada semanal de 40h.

A Lei nº 14.434/2022 também estabeleceu a remuneração mínima de técnicos de Enfermagem, que passarão a receber R$ 3.325,00 (70% do piso da Enfermagem), e de auxiliares e parteiras, que terão piso de R$ 2.375,00 (50%).

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde (CNTS) não descarta a convocação de greve, no próximo mês, caso a remuneração mínima das categorias ligadas à Enfermagem não saia do papel.

A manifestação teve apoio do Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia (Seeb) e do Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Ilhéus (Sinsepi). Também participaram militantes de partidos políticos, a exemplo de PSOL e PT.

Profissionais de Enfermagem cobram efetivação do piso salarial aprovado em 2022
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O Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Ilhéus (Sinsepi) promoverá ato no Dia Nacional de Mobilização em Defesa do Piso Salarial da Enfermagem, nesta terça-feira (14), às 14h, em frente à Catedral São Sebastião, no Centro Histórico.

De acordo com o Sinsepi, a efetivação do piso salarial é dívida histórica do Brasil com os trabalhadores da Enfermagem. Aprovado em agosto de 2022, o piso da categoria é de R$ 4.750 por mês, equivalente a uma jornada semanal de 40h.

A Lei nº 14.434/2022 também estabeleceu a remuneração mínima de técnicos de Enfermagem, que passarão a receber R$ 3.325,00 (70% do piso da Enfermagem), e de auxiliares e parteiras, que terão piso de R$ 2.375,00 (50%).

Responsável pela mobilização nacional, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde (CNTS) não descarta a convocação de uma greve geral, no próximo mês, caso o piso salarial da Enfermagem não saia do papel.

PEC também já foi aprovada na Câmara e segue para promulgação
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O Senado aprovou, nesta terça-feira (20), a Proposta de Emenda à Constituição nº 42/2022, que destina recursos do superávit financeiro de fundos públicos e do Fundo Social para que estados, Distrito Federal, municípios e entidades filantrópicas possam arcar com o pagamento do piso salarial da Enfermagem a partir de janeiro de 2023. Já aprovada pela Câmara dos Deputados, a PEC segue para promulgação.

Aprovado em agosto deste ano, o piso da Enfermagem é de R$ 4.750 por mês, equivalente a uma jornada semanal de 40h. A Lei nº 14.434/2022 também estabelece a remuneração mínima de técnicos de Enfermagem, que passarão a receber R$ 3.325,00 (70% do piso da Enfermagem), e de auxiliares e parteiras, que terão piso de R$ 2.375,00 (50%).

No caso das entidades filantrópicas, a PEC º nº 42/2022 exige que as unidades de saúde administradas por elas devem ofertar ao menos 60% dos seus serviços a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

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Os profissionais de Enfermagem marcaram para sexta-feira (9), na Praça Adami, no centro de Itabuna, uma manifestação em defesa do cumprimento da Lei 14.434/22, que estabelece o piso nacional da categoria. O piso foi aprovado recentemente pelo Congresso Nacional e deveria começar a ser pago agora em setembro, mas, por meio de liminar, foi suspenso pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ministro concedeu a liminar, no último dia 4, após a Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde) questionar a constitucionalidade da lei do piso nacional.

Segundo a CNSaúde, as empresas privadas não dispõem de recursos para pagar o novo salário e o governo federal não faz a correção da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) há cinco anos. A decisão suspende o cumprimento da lei pelo prazo de 60 dias e deve ser levada ao plenário do STF nos próximos dias.

Além do protesto contra a decisão da justiça, os profissionais de Enfermagem querem a derrubada do veto presidencial ao parágrafo da lei que garantiria a correção anual da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

A lei do piso nacional estabelece salário de R$ 4.750,00 mensais para enfermeiros, R$ 3.325,00 aos técnicos de enfermagem e R$ 2.375,00 aos auxiliares de enfermagem e parteiras. A lei é de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES).

MANIFESTAÇÃO EM ITABUNA

A manifestação em defesa do piso salarial será promovida pelo Sindicato dos Enfermeiros (Seeb), Sindicato dos Técnicos e Auxiliares de Enfermagem (Sindtae), Conselho Regional de Enfermagem (Corem), Sindicato dos Trabalhadores de Saúde (Sintesi) e Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv). O ato está previsto para começar às 10h, na Praça Adami.

"Enfermagem na rua. Barroso, a culpa é sua", diz cartaz em manifestação
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Nesta segunda-feira (5), enfermeiros de Ilhéus se reuniram nas imediações do Opaba Praia Hotel para uma manifestação contra a suspensão da Lei 14.434/2022, determinada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). A lei estabeleceu remuneração mínima de R$ 4.750,00 para enfermeiros e valores proporcionais de 70% para os técnicos e 50% para auxiliares e parteiras.

“Enfermagem na rua. Barroso, a culpa é sua”, gritaram os profissionais

, que empunhavam cartazes e, por alguns instantes, bloquearam o trânsito na BA-001. O protesto recebeu o apoio de motoristas que passaram pelo local. Confira no vídeo a seguir.

COBRANÇA AO GOVERNO MARÃO

Após o ato, a Associação dos Enfermeiros de Ilhéus (Asseni) divulgou carta aberta em que cobra o cumprimento do piso salarial e a implantação do plano de cargos e salários da categoria no âmbito da Prefeitura de Ilhéus. Segundo o texto, as duas demandas foram apresentadas ao Governo Marão, formalmente, no dia 6 de julho passado, via ofício protocolado no Gabinete do Prefeito.

– Reforçamos que a enfermagem de Ilhéus é composta por profissionais altamente qualificados, que trabalham com afinco e dedicação, fazendo a saúde acontecer nas unidades de saúde do município, muitas vezes expostas às más condições de trabalho e com salários extremamente defasados, mas colocando em primeiro lugar a dignidade dos moradores de Ilhéus – diz trecho da carta

No final da carta, a categoria relembra o papel dos profissionais de saúde nos momentos críticos da pandemia de Covid-19. Segundo o texto, os aplausos que louvaram a dedicação à vida “devem ser convertidos em reconhecimento e valorização profissional”.

SECRETÁRIO AFIRMA QUE PISO É OBJETO DE DISCUSSÃO NACIONAL

O PIMENTA perguntou ao secretário de Saúde de Ilhéus, André Cezário, se o município vai pagar cumprir a Lei do Piso Nacional da Enfermagem. Ele respondeu que o tema é objetivo de uma discussão nacional sobre a fonte de recursos para o cumprimento da legislação.

Segundo o secretário, o debate envolverá o governo federal e todos os órgãos ligados ao Sistema Único de Saúde, além dos hospitais que prestam serviços ao SUS. “A categoria merece todo o tipo de valorização”, acrescentou. Atualizado às 21h13min.

Segundo Conselhos da categoria, impactos orçamentários do piso já foram estudados
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Os conselhos regionais e federal de Enfermagem criticaram, em nota oficial, a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, de suspender a Lei do Piso Salarial da Enfermagem. Ao determinar a suspensão da lei, neste domingo (04), o ministro acolheu pedido da Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), que representa empregadores do setor.

Na decisão, Barroso deu prazo de 60 dias para que seja apresentado estudo de impacto orçamentário para a efetivação piso salarial nos serviços públicos e privados de saúde.

Segundo os conselhos, o argumento de que a suspensão da lei foi necessária para evitar o risco de demissões em massa e de paralisação de serviços não se sustenta, pois a aprovação da lei no Congresso Nacional foi antecedida pela avaliação dos impactos orçamentários da criação do piso.

“Todos os estudos de impactos orçamentários foram devidamente apresentados e debatidos com todos os entes da União, Estados e Municípios, de maneira plural e transparente”, diz trecho da nota, que também foi endossada pelo Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA).

A Lei Nacional 14.434/2022 estabelece remuneração mínima de R$ 4.750,00 para enfermeiros e valores proporcionais de 70% para os técnicos e 50% para auxiliares e parteiras, corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC), a partir de setembro de 2022.

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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (04), o Projeto de Lei 2564/2020, que institui o piso salarial dos profissionais de Enfermagem. O projeto define o piso de R$ 4.750,00 para enfermeiros e valores proporcionais de 70% para os técnicos e 50% auxiliares e parteiras, corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor (INPC). O projeto foi aprovado no Senado em novembro de 2021, após diversas audiências públicas e discussões, e como não foi alterado pelos deputados, segue direto para sanção presidencial.

“Esta é uma data histórica para uma categoria que luta há mais de 30 anos por um piso salarial, uma conquista importante que vai trazer valorização a estes profissionais que estão nestes últimos dois anos na linha de frente do combate à Covid-19 e que vêm enfrentando dificuldades financeiras decorrentes dos baixos salários, principalmente no nordeste”, destacou a presidente do Conselho de Enfermagem da Bahia, Giszele Paixão, que acompanhou a votação diretamente da Câmara dos Deputados.

Durante as mobilizações em Brasília que antecederam a votação, conselheiros do Coren-BA entregaram a deputados federais um abaixo-assinado com mais de 22 mil assinaturas, solicitando o voto pela aprovação do projeto. O PL 2564/2020 foi proposto pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES) e aprovado nos termos da emenda da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA).

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O vereador Luiz Junior (DC) solicitou, nesta quarta-feira (30), que o prefeito Augusto Castro (PSD) envie à Câmara de Vereadores de Itabuna projeto de lei que fixe em 30h a jornada semanal dos enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem da rede municipal de saúde. “Fiz esse pedido ao prefeito Augusto Castro e peço que ele olhe com bastante carinho, atenção e pressa”, disse o parlamentar, em pronunciamento na sessão legislativa.

A reivindicação de Luiz faz referência ao Projeto de Lei 2.564/2020, que tramita na Câmara dos Deputados e propõe piso salarial de R$ 4.750,00 por mês para os enfermeiros de todo o Brasil e fixa a jornada semanal da categoria em 30h. O projeto de lei nacional também estabelece o piso dos enfermeiros como parâmetro para a remuneração de técnicos de enfermagem, auxiliares e parteiras, nas proporções de 70% e 50% daquele valor, respectivamente.

Segundo Luiz, Itabuna tem cerca de mil profissionais na área de enfermagem, sendo que auxiliares e técnicos recebem de R$ 1.300,00 a R$ 1.400,00 por mês. Ele considera esses valores baixos, ainda mais no contexto econômico de inflação acima de 10% ao ano, com aumento dos preços dos combustíveis e dos alimentos. “Como dar um atendimento humanizado a um paciente se você está com fome, sono, preocupado, sem conseguir ver sua família?”, questionou.

Formada majoritariamente por mulheres, categoria fez mobilização nacional neste 8 de Março
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Nesta pandemia, são muitas as histórias de profissionais de saúde que se desdobram no trabalho ou perdem a vida no combate da covid-19. Durante os picos de contágio, com hospitais lotados, emendaram dias de plantão. Com justiça, foram chamados de heróis em propagandas, discursos políticos, programas de rádio e TV, publicações na internet, etc.

Parte considerável dessa mão de obra heroica é formada por enfermeiros e enfermeiras. Apesar do reconhecimento unânime de seu heroísmo, a categoria ainda não tem apoio político suficiente para lhes garantir um piso salarial nacional, direito assegurado a outras categorias, como a dos professores.

Nesta terça-feira (8), enfermeiros de diferentes estados fizeram atos públicos em defesa do Projeto de Lei 2564/20, que estabelece o piso salarial de R$ 4.750 para a categoria, com jornada semanal de 30h.

O texto, que tramita na Câmara dos Deputados desde 2020, também propõe que o piso sirva de parâmetro para a remuneração de técnicos de enfermagem e auxiliares e parteiras, nas proporções de 70% e 50% daquele valor, respectivamente.

Segundo o Conselho Regional de Enfermagem da Bahia (Coren-BA), o Dia Internacional da Mulher foi escolhido para a mobilização nacional porque mais de 85% dos profissionais da categoria são mulheres.

Audiência no Senado teve proposta de salário para enfermeiros, técnicos e auxiliares || Foto Divulgação
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Durante audiência nesta quarta (25), no Senado, representantes da Enfermagem ouviram uma pré-proposta elaborada pelos senadores para o Projeto de Lei 2564/2020, que trata sobre o piso nacional da categoria. Os líderes dos partidos no Senado se comprometeram a votar o projeto nos próximos dias, caso os valores sejam aceitos pelas entidades.

A proposta apresentada estipula pisos salariais no valor de R$ 4.700 para enfermeiros, R$ 2.613 para técnicos e de R$ 2.300 para auxiliares e parteiras. “Conselhos e sindicatos vão formar subcomissões para analisar esses valores e dar uma resposta aos senadores. Entendo que não é o ideal, mas seria um avanço fantástico, principalmente, para erradicar salários miseráveis e condições indignas de trabalho”, avaliou a presidente do Cofen, Betânia Santos, que participou da reunião, juntamente com representantes de entidades que compõe o Fórum Nacional de Enfermagem.

O presidente interino do Conselho Regional de Enfermagem da Bahia, Holmes Filho, avaliou o resultado da reunião como positivo. “Fixar um piso salarial nacional mínimo, mesmo não sendo aquele piso que consideramos como ideal, é uma conquista da Enfermagem brasileira. Nós, da Bahia, vamos ficar mobilizados até que o Projeto de Lei seja aprovado pelos parlamentares e sancionado pelo Presidente da República”, destacou.

Além do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), do autor do projeto, senador Fabiano Contarato (Rede/ES), e da relatora da proposta, senadora Zenaide Maia (Pros/RN), estiveram presentes à reunião membros de todos os blocos partidários, em um claro sinal da relevância da matéria no contexto atual.

A audiência também contou com a presença de representantes da Federação Nacional da Enfermagem (FNE), Confederação Nacional dos Trabalhadores da Saúde (CNTS), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS) e da coordenação do Fórum Nacional de Enfermagem.