Tempo de leitura: < 1minutoAção conjunta da PF e PM resulta em apreensão de armas em Maraú
Uma operação em conjunto do Batalhão de Choque da Polícia Militar e Polícia Federal, na tarde desta sexta-feira (15), em Maraú, resultou na apreensão de um fuzil, uma carabina, uma espingarda calibre 12 e um revólver. A ação policial ocorreu após denúncia anônima de que um homem estava ostentando armas de grosso calibre em um veleiro no município. As armas e o homem foram encaminhados para a Delegacia da PF em Ilhéus.
O armamento foi localizado com ajuda da cadela farejadora Andy, raça pastor malinois, do Batalhão de Choque (BPChq). “Estamos aqui prontos para agir em qualquer circunstância. As forças de segurança na Bahia são unidas e a população é quem mais ganha com essa integração”, destacou o comandante do BPChq, tenente-coronel Paulo Guerra.
As equipes continuam na região de Maraú fazendo varreduras em outros locais e apoiando as investigações da PF, que busca agora identificar o nome e a nacionalidade do acusado, que foi interrogado no início da noite desta sexta-feira.
Tempo de leitura: < 1minutoPolicias militares do Ceto apreenderam mais de 130 quilos de maconha e pasta-base de cocaína
Policiais do Companhia de Emprego Tático Operacional (Ceto) apreenderam mais de 131 quilos de maconha e pasta-base de cocaína, há pouco, no Bairro Alto Maron, em Itabuna. A prisão ocorreu na parte alta do bairro, Rua Alto Mirante, 93.
De acordo com a polícia, os traficantes fugiram assim que perceberam a chegada da guarnição. Foram apreendidos 127 quilos e 800 gramas de maconha, 4 quilos e 100 gramas de pasta-base de cocaína, balança de precisão e 11 mil pinos para embalar droga.
Tempo de leitura: < 1minutoPolícia apreende carro e armamento em Itabuna | Fotomontagem Pimenta
Policiais de pelotões especiais da PM apreenderam uma submetralhadora Uzi e uma pistola automática com silenciador, por volta das 22h40min, deste domingo (30), no São Roque, em Itabuna. O armamento pesado estava dentro de um VW Jetta.
O veículo era usado por três criminosos, que conseguiram escapar do cerco policial. A perseguição ao trio começou no Pontalzinho. Já na região do São Roque e Antique, os bandidos abandonaram o veículo e as armas ao perceberem o cerco policial.
De acordo com o comandante do 15º Batalhão da PM, coronel Daniel Riccio, os bandidos abandonaram o Jetta e as armas durante princípio de confronto com os policiais. O motorista do carro perdeu a direção na Rua do Jenipapo, no Antique, quando o trio iniciou o confronto, atirando contra as guarnições e fugindo por um matagal. Ainda segundo a polícia, o Jetta usado pelos bandidos foi roubado no último dia 18, na Rua Duque de Caxias, em Itabuna. Atualizado.
Policial militar foi executado no Nelson Costa.O assassinato covarde do policial militar Tyrone Thomaz Aquino abalou Ilhéus. Na madrugada deste domingo (23), por volta das 2 horas, dois bandidos chegaram a pé na lanchonete Erikão Hambúrguer, onde o soldado estava à paisana e desarmado, e o surpreenderam com tiros pelas costas. O estabelecimento fica na rua Bela Vista, no Nelson Costa, bairro da zona sul da cidade. A Polícia Militar confirmou as informações ao Blog do Gusmão.
Segundo o major Robson, comandante da 68ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), Tyrone não costumava portar arma fora do horário de serviço. Ultimamente passou a cumprir serviços internos, na rotina administrativa da 68ª CIPM. O major Pinheiro, comandante da 69ª CIPM, confirmou a este blog que o soldado estava mesmo desarmado quando foi surpreendido.
Os assassinos dispararam quinze vezes. Quatro disparos atingiram as costas de Tyrone. Forte e resistente, ele ainda estava vivo quando foi levado para o Hospital Geral Luiz Viana Filho. Na lanchonete, outra pessoa foi atingida por dois tiros, mas sobreviveu.
De acordo com o major Robson, além dos quatro tiros nas costas, Tyrone foi baleado pelo menos outras cinco vezes pela frente. Conforme o major Pinheiro, ainda é necessário aguardar o laudo do Departamento de Polícia Técnica para confirmar o número exato de disparos que o atingiram. No entanto, já é possível afirmar que a causa específica da morte foi insuficiência respiratória.
De acordo com os comandantes, diferente do que tem sido noticiado, não é possível afirmar que o outro homicídio registrado na última madrugada tem relação com a morte do soldado. Tampouco se sustenta a informação de que o policial foi vítima de bala perdida.
O crime tem características de uma execução. Além do número de disparos, os assassinos não roubaram nada.
Como o homicídio ocorreu na zona sul, área da 69ª CIPM, o major Pinheiro comanda as diligências iniciadas logo após a morte do soldado. Informações do Blog do Gusmão.
Tempo de leitura: 2minutosReinan e Wagner travaram duelo verbal, que resultou em microfone “voador”.
Há pouco, a polícia militar foi acionada para conter uma grande confusão iniciada pelo presidente da Câmara, Reinan do Santana (PSD), e o também vereador Wagner Mototáxi (PSL). A presidência da Casa havia determinado, sem aviso prévio, que somente os inscritos poderiam falar na sessão, quebrando uma “regra” adotada há quatro anos.
Wagner questionou a medida e disse que gostaria de falar, sendo apoiado por outros colegas. Após a vereadora Riviane usar a tribuna, o presidente encerrou a sessão.
Guarnição da PM foi chamada para conter ânimos na Câmara.
O colega disse que ele não poderia encerrar os trabalhos daquela forma. Na sequência, sobraram palavras impublicáveis, proferidas pelo vereador do PSL.
Por último, Wagner atirou o microfone em direção ao presidente da Casa, de acordo com testemunhas. Reinan não foi atingido. O objeto lançado pelo vereador atingiu e quebrou parte da vidraça do plenário.
Microfone atingiu e destruiu vidraça do plenário da Casa.
Tempo de leitura: < 1minutoMillas, Mateus e Andinho, três dos quatro presos em operação nesta quinta (Foto PC-BA).
Uma operação conjunta das polícias Civil e Militar, deflagrada na manhã desta quinta-feira (16), em Valença, cumpriu mandados de prisão temporária contra os traficantes Anderson Marcos Teixeira Lopes, o Andinho, Matheus dos Santos, o Dêco, Millas dos Santos Rocha e Maicon Douglas Ribeiro, o Saumo, este último em Belo Horizonte.
Os quatro são suspeitos de envolvimento na morte do policial militar Rogério Souza da Silva, na noite de 25 de dezembro do ano passado, no bairro do Tento, naquela cidade. Todos atuavam no tráfico de drogas na localidade do Mangue. Um quinto envolvido no crime, Sávio Santos Ramos, reagiu a tiros à abordagem e acabou ferido, sendo socorrido à Santa Casa de Misericórdia de Valença, onde morreu.
Batizada de Força Invicta, a operação também cumpriu mandados de busca e apreensão. Mais de 100 papelotes de maconha, já embalados e prontos para comercialização, foram apreendidos num dos locais visitados. De acordo com o delegado Thiago Campos da Silva, da 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Valença), a operação contou com o apoio das polícias Civil e Militar de Minas Gerais.
Além da Coorpin/Valença, participaram da operação o Departamento de Polícia do Interior (Depin), os núcleos de Homicídios e de Narcóticos de Valença, além da 33ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT).
Tempo de leitura: < 1minutoJosé Ribeiro ficou pouco tempo em liberdade
A Polícia Militar prendeu na manhã de hoje (19), no bairro Jorge Amado, em Itabuna, o foragido José Ribeiro de Lima, que cumpre pena por homicídio e fugiu ontem do presídio de Eunápolis, no extremo-sul do Estado.
José Ribeiro escapou da penitenciária durante a madrugada, juntamente com outros cinco detentos. Eles usaram uma corda feita de lençóis, popularmente conhecida como “teresa”. Apenas Ribeiro foi recapturado.
A polícia civil de Eunápolis investiga as circunstâncias em que a fuga ocorreu. Uma das hipóteses consideradas pelos investigadores é de que pode ter havido facilitação.
Após publicação de nota no PIMENTA, relatando o sentimento de insegurança no recém-inaugurado condomínio São José, em Itabuna (confira), as autoridades começam a se mexer.
Uma reunião do Conselho Estadual das Cidades (Concidades-BA) foi convocada para o próximo sábado (15), às 16 horas, no condomínio. Na pauta, além do medo da violência, vão entrar outras questões, como coleta de lixo, transporte público e a necessidade de melhorias nos apartamentos.
Segundo Edson Gomes, membro do Concidades-BA, algumas unidades foram entregues com problemas no acabamento, por isso um representante da construtora responsável foi convidado para a reunião.
Com relação ao transporte, a bronca é porque o ponto de ônibus fica muito longe da entrada do condomínio. Não é à toa que quatro assaltos a moradores já ocorreram exatamente no trajeto entre o ponto e a entrada. A intenção é reivindicar que o coletivo pare mais perto ou até entre no conjunto habitacional.
O membro do Concidades vai propor que os moradores formem uma comissão para solicitar patrulhamento regular à PM.
Tempo de leitura: < 1minutoRiccio: redução de crimes (Foto Márcio Vinhas).
O comando do 15º Batalhão da Polícia Militar divulgou um balanço das duas primeiras semanas da Operação Reação em Itabuna. O município havia registrado 29 homicídios até o último dia 14, quando a PM iniciou o trabalho que resultou em 12 prisões e detenções, apreensões de carros, motos e bicicletas e dois quilos de drogas.
Até ontem à noite, a cidade não havia registrado disparos de arma de fogo ou violência letal contra pessoas, segundo o comandante do 15º BPM, Daniel Riccio. Nesta quarta (24) à noite, E.B., de 17 anos, e Paulo Victor Santos, de 22, foram baleados e encaminhados ao Hospital de Base de Itabuna.
Para aumentar a sensação de segurança, a polícia implantou esquema que envolve, também, as companhias especializadas, a exemplo da Cipe Cacaueira e ampliou o número de rondas e abordagens no município. Foram dez armas de fogo apreendidas, dentre elas submetralhadora calibre.40 e uma espingarda calibre 12. Dez veículos foram recuperados nesse período, conforme o comando e 40 pessoas conduzidas à delegacia.
A operação tem a supervisão do Comando de Policiamento Regional Sul, com o reforço dos Oficiais e Praças do 15º BPM e conta com o apoio de unidades especializadas – Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe Cacaueira), Rondas Especiais (Rondesp Sul), Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) e Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa).
Tempo de leitura: 2minutosRiccio, do 15º BPM, diz que policiamento foi reforçado (Foto Márcio Vinhas).
O comando do 15º Batalhão da PM divulgou nota hoje (17) à tarde assegurando que houve reforço no policiamento de Itabuna. Desde o final da manhã desta quinta, uma gravação, compartilhada em redes sociais, trazia voz feminina que se identificava como “esposa” de um bandido executado ontem (16), no Espírito Santo. O corpo de Danilo Cigano foi enterrado hoje, em Itabuna, sob forte aparato policial.
“O policiamento nesta cidade está reforçado com a presença ostensiva de policiais militares deste batalhão e de unidades especializadas da região sul da Bahia com o objetivo de dar à população grapiúna a segurança necessária”, informa o tenente-coronel Daniel Riccio, comandante do 15º Batalhão da PM em nota.
O comandante disse que, diariamente, a polícia está realizando “operações, abordagens e blitzen em toda a cidade”, com a supervisão do Comando de Policiamento Regional Sul (CPRs), “a fim de combater sensação de insegurança que tentam implantar através das redes sociais”.
O comando da polícia também informou meios para a população entrar em contato, a exemplo do telefone 190 e o WhatsApp 73-99155.9830. Denúncias também podem ser feitas pelo 73-3215-7470 (das 7h às 21h) e pelo email disquedenuncia15bpm@gmail.com. Clique no “leia mais” e confira a íntegra da nota.
A Justiça Militar revogou a prisão de quatro policiais militares presos por suspeita de participação na chacina de Osasco e Barueri, na região metropolitana de São Paulo, ocorrida em 13 de agosto do ano passado e que deixou 19 mortos, segundo números oficiais.
De acordo com a Corregedoria da Polícia Militar, “as prisões expedidas anteriormente pela Justiça Militar foram revogadas, porque o processo será encaminhado para a Justiça de Osasco”. No entanto, os quatro policiais ficarão sob a responsabilidade da corregedoria, cumprindo expediente administrativo.
No total, sete policiais foram presos no ano passado por suspeita de envolvimento nos crimes. Os outros três policiais continuam presos, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), porque seus mandados de prisão foram expedidos pela justiça comum. A secretaria afirmou ainda que há um processo administrativo em andamento contra os policiais na Polícia Militar.
Na noite dos ataques, ocorridos nas cidades de Osasco e Barueri, 18 pessoas foram mortas. Uma menina de 15 anos, que foi atingida em um deles, morreu em 27 de agosto, após ficar internada em estado grave no Hospital Regional de Osasco, com um ferimento abdominal. Entre as hipóteses para os crimes, a polícia investigou a vingança pela morte do policial militar Ademilson Pereira de Oliveira, em 7 de agosto, em Osasco e o revide à morte de um guarda-civil, no dia 12 de agosto, em Barueri. Da Agência Brasil
Moradores da Rua de Mutuns, no Santa Inês, em Itabuna, acusam a Polícia Militar de ter usado bomba de gás lacrimogêneo e agir com violência contra manifestantes que interditaram a via e retiveram 2 ônibus, ontem (22). A ação da polícia ocorreu por volta das 18h30min. De acordo com relatos, idosos e crianças foram atingidos na ação para liberar os dois ônibus.
Ontem à noite, a associação de moradores do Santa Inês emitiu nota de repúdio à ação da PM no bairro. Os ônibus ficaram retido como forma de pressão para que a prefeitura pavimente a rua. O protesto começou nas primeiras horas de ontem (22) e transcorria de forma pacífica.
A solicitação de força policial para liberar os veículos teria sido feita pelo comando da Secretaria de Transporte e Trânsito de Itabuna (Settran). “Foi o que policiais informaram aos moradores antes da ação violenta no Santa Inês”, disse ao PIMENTA um dos moradores, que não se identifica por temer retaliações. “Feriram pessoas, agiram violentamente para liberar dois ônibus”.
Devido ao clima de guerra instaurado pela PM, diz nota da associação, moradores ficaram revoltados e houve apedrejamento de ônibus. “Tudo estava calmo e já havia sido acertada uma reunião com o secretário de Desenvolvimento Urbano, Marcos Monteiro. Não havia necessidade dessa guerra”, diz morador.
A Polícia Militar vai empregar 1.625 policiais militares nas comemorações da Independência da Bahia. A Operação Dois de Julho, que teve início com a transferência do Governo do Estado para Cachoeira, no dia 25 de junho, segue até o próximo domingo (5), com a volta do caboclo do Campo Grande para a Lapinha. Na manhã desta terça-feira (30), o Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) iniciou a operação de escolta e acompanhamento do fogo simbólico, que consiste no controle de trânsito nas rodovias estaduais.
O policiamento também foi intensificado nas vias de acesso das cidades contempladas pela passagem da pira, como Cachoeira, Saubara, Santo Amaro, São Francisco do Conde, Candeias, Simões Filho e Salvador. A chegada do fogo simbólico ao bairro de Pirajá, na capital baiana, está prevista para as 15h30 desta quarta (1º).
Já no feriado de quinta (2), o policiamento será montado durante a madrugada, com a realização de varreduras das vias e o policiamento da Lapinha, de onde sai o cortejo. O efetivo estará distribuído por todo o trajeto e adjacências, inclusive nos pontos e terminais de ônibus, em barreiras de trânsito, patrulhas e duplas. Leia Mais
Tempo de leitura: < 1minutoRui anuncia convocação de 2 mil PMs (Foto Pimenta).
O governador Rui Costa anunciou a convocação de 2 mil novos policiais. A declaração foi feita em seu perfil oficial no Twitter (@costa_rui), na noite desta quinta-feira, 12. Rui disse ainda que o edital de convocação dos novos PMs será lançado ainda esta semana, no Diário Oficial do Estado.
Os chamados foram aprovados no concurso da Polícia Militar de 2012. No edital será estabelecido, entre outras coisas, o prazo para realização de exames médicos, que terá início na próxima semana.
Os aprovados no concurso fizeram durante os anos de 2013 e 2014 diversos protestos no Centro Administrativo da Bahia, devido à demora na convocação. O período de validade do concurso teve de ser aumentado em 1 ano, até junho de 2015, para não perder a validade. Informações d´A Tarde.
Nomeado para o cargo no último sábado (28), o novo corregedor-chefe da Polícia Millitar, coronel Souza Neto, diz não levar em consideração pressões nas apurações feitas pelo órgão da PM. Assegura que a instituição age dentro da lei.
Souza Neto se considera um legalista e assim está sendo conduzido o inquérito do Confronto no Cabula, quando 12 suspeitos de assalto a banco morreram em confronto com policiais da Rondesp em Salvador.
O coronel e novo corregedor-chefe da PM concedeu entrevista ao jornalista Marival Guedes. Souza Neto, que já comandou a Guarda Municipal de Itabuna, fala também sobre o funcionamento da Corregedoria, desmilitarização e o que fazer para reduzir a criminalidade.
O novo corregedor-chefe diz ter certeza que contará com os apoios do comandante-geral e do governador Rui Costa. Ele também pretende aproximar a Corregedoria do cidadão. Confira a entrevista.
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BLOG PIMENTA – Como funciona a Corregedoria?
SOUZA NETO – A Corregedoria é o pilar da disciplina da PM. Tem por competência instaurar todos os procedimentos investigatórios, desde a apuração sumária, sindicância, os inquéritos policia militares, processo disciplinar e o processo administrativo militar, que é o mais formal dos nossos procedimentos.
PIMENTA – A corregedoria toma decisões ou encaminha os relatórios?
SOUZA NETO – Ela tem competência para conhecer, processar e punir todos os policiais que servem na própria Corregedoria, mas os demais feitos investigatórios, principalmente os mais importantes, são encaminhados para o comandante-geral. Todo o preparo é feito pela corregedoria, desde a instauração até a minuta de solução que é levada à apreciação do comandante geral.
PIMENTA – O senhor assume num momento de muita polêmica: as mortes no Cabula. Como está sendo conduzido este processo?
SOUZA NETO – Apesar de uma situação inusitada em razão do número de resistentes que tombaram no confronto com a PM, este assunto é corriqueiro aqui na PM, infelizmente na nossa sociedade. Nós temos aqui o Núcleo de Polícia Judiciária Militar que cuida só deste tipo de ocorrência. Quando há confronto, quando há resistência às ordens legais do servidor público policial militar no exercício da sua profissão e daí decorre qualquer situação de letalidade ou não, depois do auto de resistência que deve ser formalizado pelo policial resistido, comandante da guarnição elabora um documento e nós instauramos o Inquérito Policial Militar (IPM) baseado neste documento. E ainda vamos buscar se houve legalidade e legitimidade na ação policial.
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CONFRONTO NO CABULA
Na dúvida, apura-se, porque a sociedade precisa saber da verdade. E, pra nós da PM, só interessa a verdade.
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PIMENTA – Até agora, qual a avaliação do senhor ?
SOUZA NETO – Supõe-se que o policial militar agiu em nome da lei, buscando a satisfação do interesse público que é a paz social, a ordem. Quando não se configura, o policial está sujeito a ser responsabilizado por crime de homicídio, cuja competência, de acordo a Lei 92/99 de 19996, a Lei Hélio Bicudo, passou-se a ser atribuição da Justiça Comum, através dos Tribunais do Júri. Nosso papel é investigar e submeter à apreciação do Ministério Público Militar (MPM), que pode tanto acompanhar o inquérito durante a instrução como ao final, é o seu destinatário legal. Então, este inquérito ao final não morre nas prateleiras dos nossos arquivos da Corregedoria. O IPM, uma vez instaurado, tem que chegar às mãos do MPM e, por sua vez, às mãos da Auditoria Militar, um juiz auditor da Vara da Justiça Militar Estadual. O juiz entendendo que houve homicídio, ele delega da sua competência e remete para o juiz da justiça comum do Tribunal do Júri.
PIMENTA – Nestes casos podem ocorrer pressões da população, de políticos e da PM. Há uma tendência de a Corregedoria atender os colegas por ser uma categoria corporativista?
SOUZA NETO – Veja bem, a Corregedoria age dentro dos mandamentos da lei. Temos um Código de Processo Penal Militar que rege todo este ordenamento da competência da Corregedoria. Nós instauramos o IPM e a nós só interessa a verdade. Quando a gente instaura inquérito que é dever de ofício nosso, nós estamos dizendo à sociedade, lembrando aquele brocardo latino, In dubio pro societate. Na dúvida apura-se, porque a sociedade precisa saber da verdade. E, pra nós da PM, só interessa a verdade. Não comungamos com conduta díspares da nossa realidade. Não estamos sujeitos a pressão alguma, até porque temos um Código Penal para seguir. Então, fique tranquila a sociedade, que esta é a postura da Corregedoria.
PIMENTA – O senhor é linha dura?
SOUZA NETO – De maneira nenhuma. Somos gestores, trabalhamos com recursos humanos e buscamos o aprimoramento. Mas, na condição de corregedor, perfil que sempre me identificaram, procuro ser legalista. Em minha opinião, a atividade policial militar é a formalidade legal e o interesse público que tem sempre que prevalecer.
Clique no “leia mais”, abaixo, e confira opinião do corregedor sobre desmilitarização da PM e prioridades para o órgão.