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Irineu Andrade deixa comando da Civil em Ilhéus (Divulgação).
Irineu Andrade deixa comando da Civil em Ilhéus (Divulgação).

A série de mudanças na estrutura da Polícia Civil baiana acabou por atingir, também, a 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Ilhéus. O delegado regional Irineu Andrade foi exonerado do cargo.
André Aragão Lima, que atuava como regional de Jequié, será o seu substituto. Irineu vai assumir a delegacia do município de Macarani, no sudoeste baiano.
A mudança está publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Estado. Caíram, ainda, os comandos regionais da Civil em Irecê, Guanambi e Itaberaba. O governador Jaques Wagner também promoveu mudanças em delegaciais especializadas de Homicídio na capital baiana e no interior.
“DANÇA DAS CADEIRAS” NA PM
O governador também efetuou mudanças nos comandos de batalhões e companhias independentes da Polícia Militar, a exemplo de Ipiaú e Canavieiras.
O major Washington Luís Paraíso da Fonseca assume a 71ª Companhia Independente da PM em Canavieiras e Raimundo Nonato Júnior comandará a 55ª CIPM, de Ipiaú. O tenente coronel Valter Serpa de Oliveira Filho assumirá o 10º Batalhão da PM (Porto Seguro).

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O Comando Geral da Polícia Militar reagiu às críticas do vereador Marco Prisco (PSDB), de Salvador, que preside a Associação de Policiais e Bombeiros do Estado (Aspra-BA). Segundo ele, integrantes da corporação estariam se queixando do baixo valor das gratificações pagas aos PMs que trabalham durante o Carnaval soteropolitano (veja aqui).
Por meio de nota, o comando afirma que houve reajuste nas gratificações pagas. Em 2012, um soldado recebia, segundo o informe, R$ 136,32 pelo plantão diurno de 12 horas, e passará a receber R$ 144,24 este ano. Com relação ao plantão noturno, o valor foi alterado de R$ 164,64 para R$ 174,26.. Em ambos os casos, a elevação foi de 5,8%.
A nota esclarece que o valor total a ser recebido pelo PM dependerá do número de plantões em que ele seja escalado.

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Marca de tiro na porta do carro do militar (foto Fábio Roberto)

O policial militar Luiz Carlos Pereira escapou de uma tentativa de assalto na noite desta quinta-feira, 6, no bairro do Malhado, em Ilhéus. Pereira estava em seu próprio carro, um Gol, e foi perseguido por homens que se encontravam em um Fiat Uno de cor azul. O PM suspeita que a intenção dos bandidos fosse roubar o veículo.

Na perseguição, os assaltantes atiraram contra o carro do policial, mas acabaram fugindo sem conseguir êxito na ação criminosa.

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No centro de uma discussão cheia de mal-entendidos a respeito da vereadora soldada Valéria Morais, Ousarme Citoiaian (que assina a coluna UNIVERSO PARALELO aqui no Pimenta) não perdeu o bom humor. No tom irônico de sempre, disse que os reacionários  representam uma linha “filosófica” que não justifica o tempo gasto em polemizar. Chamando “para o que, de fato, é relevante”, ele se confessa envaidecido de seus leitores, com esta pergunta: “que coluna vocês conhecem que provoque remissões a Guimarães Rosa, Rubem Fonseca e outros grandes autores e grandes temas?”.

Sobre a vereadora-policial, o colunista lembra que ela foi citada porque estava muito visível na mídia, como vítima desse já antigo processo de “masculinização” pela linguagem.  E, ao contrário do que entenderam os “reacionários”, vê com simpatia este caso de ascensão social. “Quero que ela tenha vida longa, mandato público profícuo, sem decepções a seus eleitores, e, para dar exemplo, imponha ser tratada como mulher, vereadora e soldada”, disse O.C.

Para conferir a coluna e comentários desta semana, clique aqui.

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Adailton foi preso momentos depois da tentativa de homicídio.

Uma guarnição comandada da PM prendeu em flagrante Adailton da Conceição Santos, vulgo “Dadá” ou “D2”, acusado da tentativa de homicídio contra Adilson Santos, 27. A prisão ocorreu nesta sexta-feira, 3, por volta das 9h30min,  na via de acesso de Camacan a rodovia BR-101.

Segundo relato do major PM Rodrigues Castro, comandante da companhia, “Dadá” portava um revólver calibre 38, Taurus nº 831972, com quatro cápsulas deflagradas e duas picotadas. A arma pode ter sido a utilizada na tentativa de homicídio. A vítima foi atingida à altura do pescoço e socorrida ao Hospital Fundação de Camacan, a 526 km de Salvador.

Após a tentativa do crime, Adailton Santos tentou fugir pegando serviço mototáxi. O veículo era conduzido por João Nunes Xavier Filho. Os dois acabaram sendo interceptados pelo serviço de radiopatrulhamento da polícia. Adailton foi conduzido à delegacia de Camacan e autuado em flagrante. O mototaxista foi liberado, já que não tinha envolvimento com o crime.

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A carreta-cegonha JQL-5448, carregada com oito veículos que estavam sendo transportados de Salvador para São Paulo, pegou fogo depois de ter sido atingida pela viatura 9-0750, da 7ª CIPM de Eunápolis. A viatura seguia, em sentido contrário, para a capital baiana onde seria substituída. O acidente ocorreu na BR-101, próximo ao entroncamento de Arataca, no sul da Bahia.

Segundo o motorista da carreta, Ronaldo Rabelo Neri, 61, a viatura rodou na pista molhada e atingiu a carreta. O impacto foi tão violento que a carreta-cegonha caiu em um despenhadeiro e pegou fogo. Segundo Ronaldo, a sorte dele foi ter conseguido pular com o veículo em movimento, tendo apenas escoriações leves. Ele foi internado no Hospital Calixto Midlej Filho e passa bem.

Para o mesmo hospital também foram levados os soldados PMs identificados pelos prenomes Antonio e Marcos, da 7ª CIPM, que foram atendidos e liberados. Segundo comentários de pessoas no local do acidente, a pista apresenta incorreções e sujeira pelo derramamento de óleo por grandes veículos, o que tem provocado constantes acidentes, inclusive com vitimas fatais.

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Bandidos abriram passagem entre vigas do teto da área de banho de sol.

A polícia frustou tentativa de fuga em massa na cadeia pública de Camacan, no sul da Bahia, no final da tarde de ontem. Presos usaram um macaco hidráulico para abrir passagens entre vigas da cobertura da cadeia e uma tereza (corda feita de lençóis) para fugir.

Quatro detentos conseguiram escapar e dois foram recapturados em um prédio do INSS, segundo o comandante da operação, tenente Lima Júnior. Os recapturados são Bruno Araújo dos Santos e Wellington Santos de Jesus, presos no primeiro semestre deste ano.

De acordo com o major Rodrigues de Castro, da Companhia Independente da PM em Camacan, a polícia realizou revista em toda a detenção. Até o início desta manhã, os dois outros fugitivos não haviam sido localizados.

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Advogado Rogério Andrade durante a ocupação dos grevistas na Assembleia Legislativa

Depois de dar várias entrevistas se apresentando como advogado do Marco Prisco, líder da greve da PM, Rogério Andrade teve negada sua condição de representante do ex-policial. Ao jornal A Tarde, o também advogado Leandro Gesteira afirmou que Andrade seria apenas “um colaborador”, que atuou durante o movimento grevista para auxiliar nas negociações.
Prisco está preso desde quinta-feira passada na cadeia pública da Mata Escura e sua defesa tenta agora obter a revogação do decreto prisional.
Segundo Gesteira, “não interessa à defesa que o nome de Prisco repercuta na imprensa como vem acontecendo”. O advogado acrescentou que  o clamor público atrapalha a defesa e  declarou que “Andrade falava em nome de Prisco sem autorização dele”.
O ex-policial teria pedido, segundo Gesteira, para que ele representasse contra Andrade junto à OAB.

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Do Estadão

Wagner: jogo duro na corregedoria.

O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), pregou ontem o fortalecimento da Corregedoria da Polícia Militar em sua primeira aparição após o fim da greve da corporação, encerrada no sábado. Ele disse que precisa “encontrar um processo organizacional que seja mais eficiente” e citou São Paulo como exemplo na administração de pessoal.
“Preciso fortalecer minha Corregedoria para separar os bons policiais dos maus”, disse Wagner. “Talvez (a pouca atuação do órgão) tenha sido um dos motivos (para a greve). São Paulo tem uma Corregedoria duríssima. Eles têm um salário menor e não fizeram paralisação. Temos de melhorar a gestão.”
Wagner voltou a criticar o movimento grevista. “Houve episódios fora do padrão, como colocarem fogo em ônibus escolar e sequestrarem ônibus para interditar vias. Foi uma situação de guerra. Conversei muito com o governador do Ceará (Cid Gomes), durante a greve de lá, e ele disse que a sensação era de que, a qualquer momento, eles iam entrar na sala e dizer que iam governar. A questão central que se colocou foi a da democracia”, afirmou.
Para o governador, porém, “é natural” que as pessoas “só enxerguem as coisas pela sua demanda”, o que justifica a adesão de policiais à greve por aumento salarial. “Sei que o salário não é grande. Se coubesse no orçamento, eu teria feito, mas ninguém vive no paraíso no mundo assalariado e não dá para dizer que R$ 2.400 não é nada.”

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Vá lá que não seja equivocada a opinião do governador Jaques Wagner, de que uma polícia bem remunerada não é necessariamente a mais eficiente. Na entrevista coletiva que concedeu nesta segunda-feira, 13, o petista mencionou a existência de estados onde o policial ganha menos e a segurança é melhor que na Bahia.
De fato, pagar mais ao PM não implica em ter uma polícia melhor. O setor exige muito mais, como melhores equipamentos, treinamento, recursos que assegurem a continuidade das ações e programas.
Quando diz que pagar mais não resolve, Wagner afirma o óbvio e não atinge o cerne da questão. Mais: dá ênfase a um aspecto que, de certa forma, acentua as contradições entre o discurso do governador e os posicionamentos que o levaram ao cargo que hoje ocupa.
Ademais, aos baianos pouco importa que Wagner diga o que não resolve os problemas da segurança. O povo quer ouvir exatamente o contrário disso.

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Luiz Cláudio Sena
Pois bem, diário, as coisas não caminharam conforme planejei. Aliás, hoje, os 12 Apóstolos da Operação Salvador sem Carnaval estamos a caminho do nosso Apocalipse. Atribuo minhas dores, de um lado, às frágeis estratégias que traçamos e, de outro, à participação diabólica da Rede Globo (ai, se eu te pego, Patrícia Poeta!). E, por falar em poeta, senti falta, em tudo que li acerca dos acontecimentos que pautaram a mídia nos últimos 12 dias (maldito 12!!), de uma análise minimamente romântica acerca do gesto do general Gonçalves Dias (quer maior prova de sentimento poético, diário?), comandante da Sexta Região Militar, que, pasmemo-nos, foi afastado do comando da operação criada para reprimir-nos. Comeu do nosso bolo e, para os que estávamos nas adjacências, foi possível ouvir três sonoros arrotos, prova cabal de que gostara. Ora, em que pese estivéssemos em campos opostos, isso jamais poderia ser óbice a um gesto de humanidade, ainda que advindo de uma patente como aquela. O general é maior que todos. E, se ele quiser, será uma honra tê-lo em nosso quadro de apóstolos. Como diria seu xará maranhense, “a vida é luta renhida, viver é lutar! A vida é combate que os fracos abate, mas que aos fortes e bravos só deve exaltar!”.
Ainda sofro, diário, as consequências daqueles infames abarás. Mal posso me sentar. Já amaldiçoe até a quarta geração as mãos que puseram aquela pimenta malagueta em doses cavalares para meu consumo. O fato de eu ser um líder, o maior de todos, o Rei do Nilo, não me torna proprietário de um intestino de ferro, ora essa! A mídia vem dizendo, diário, que nossa investida nos últimos 12 dias (maldito 12!) resultou num prejuízo de, aproximadamente, 400 milhões ao comércio baiano. Eu fico impressionado com a matemática desse povo! Não houve prejuízo. Houve redução de demanda. Só. Pra mim, prejuízo é outra coisa. Comer abará com 3 colhes de sopa de pimenta, isso sim gera um tremendo prejuízo.
Tardiamente, nossos companheiros do Rio entravam em greve. E houve quem dissesse que, por seu turno, vão procurar fazer tudo diferente do que fizemos, já que aprenderam com nossos erros. Legal isso, né, diário? Deixam a gente à míngua e são capazes de capitalizar em cima de nossos erros. Carioca é esperto mesmo, hein? Vou à casinha, diário. Nos últimos 12 dias (maldito 12!) só fiz isso mesmo: m(*).
Luiz Cláudio Sena é filósofo
Texto publicado orignalmente no Blog do Fábio Sena.

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Som ligado mais caixa selada: combinação perturbou vizinhança.

Quatro pessoas foram detidas ao final da tarde de hoje, em Itabuna, após desacatar policiais militares da Patrulha do Sossego. Wildes Batista dos Santos, Hélio Lima Araújo, Jéssica Teodósio Campos e Márcio Brito Araújo foram encaminhados para o complexo policial por uma guarnição da 2ª Companhia da PM. Os quatro são acusados de desacato, obstrução e desobediência.
A guarnição da polícia militar foi acionada para atender a denúncia de poluição sonora na rua B, 75, bairro Novo Jaçanã. Ao chegar ao local, os policiais negociaram para que se abaixasse o volume do som de um Fiat Linea (NZA-3865), que usa caixa selada – de grande potência.
Conforme ocorrência, sobrou para o tenente à frente da guarnição. O dono do imóvel, Wildes Batista dos Santos, mandou o policial “se f%*#@r” quando este informou que o quarteto estava cometendo infração e deveria baixar o som. “Eu estou na minha casa e boto o som na altura que eu quiser”, respondeu.
Após desacatar policiais, Wildes correu para dentro de casa, onde foi preso. De acordo com a ocorrência no complexo policial, o dono do imóvel continuou o festival de desacato. “Vocês sabem com quem estão falando? Vocês vão se f%*#@r, vão perder a farda”. Wildes é gerente de posto de combustível em Itabuna.
O oficial identificou o dono do veículo, Hélio Lima Araújo, e repetiu o pedido, mas não obteve sucesso mesmo quando informou que o carro seria apreendido e levado para a delegacia. Outra pessoa, Márcio Brito, teria tirado a chave do quadro do Fiat Linea e dado sumiço no objeto para, no entendimento dos policiais, impedir a ação.
Jéssica Teodósio também foi detida por obstrução ao trabalho da polícia. Ela gravava a abordagem com um celular e tentou impedir que a polícia prendesse o dono do carro. O aparelho foi apreendido, assim como a chave do Fiat Linea. Os quatro vão responder a termo circunstanciado de ocorrência (TCO). De acordo com a central da PM, Itabuna registrou 50 ocorrências de poluição sonora.

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A nota produzida pelos representantes dos policiais militares baianos, após a assembleia que decidiu pelo fim da greve da corporação em todo o Estado, deixa evidente que a inquietação continua entre os PMs e, mais cedo ou mais tarde, a Bahia poderá ser novamente abalada por um movimento reivindicatório semelhante ao que trouxe caos, morte e prejuízos financeiros ao Estado durante 11 dias terríveis.
A nota termina assim:
“Afirmamos que o fim do nosso movimento não significa nem que aceitamos a proposta do governo, nem que encerramos a nossa luta. Esta continua, por melhores condições de trabalho e respeito”.
Indicação clara de que o governo precisa olhar a segurança com mais atenção.

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O experiente repórter Genildo Lavinsky passou o maior sufoco há poucos instantes, quando fazia uma transmissão ao vivo para o BATV, direto do QG da greve da polícia militar, em Salvador. Atrás do repórter, um manifestante exibia cartaz no qual se lia: “Rede Bahia, Mentira Todo Dia” . Mais abaixo, a mensagem era para o governador: “Wagner, cumpra a lei!”
Assista:

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O esvaziamento da greve da Polícia Militar levou os soldados e sargentos de Itabuna, que ainda mantinham a paralisação, a decidir voltar ao trabalho. A decisão se deu há pouco mais de meia hora, numa assembleia no 15º Batalhão.
Policiais da cidade confirmaram que boa parte do contingente da PM em Itabuna já demonstrava a intenção de acabar com a greve. A prisão do líder Marco Prisco, o fim da mobilização em outras cidades e a convocação do comando-geral da PM para que soldados normalizassem a atividade demoveram a categoria de continuar na resistência. A falta de respostas do comando de greve em Salvador também fez os policiais itabunenses se sentirem isolados.
Há pouco, todas as viaturas que se encontravam retidas no 15º BPM foram liberadas e saíram para as ruas. Pela manhã, os grevistas já tinham autorizado a saída de viaturas com oficiais. Apenas os soldados e sargentos continuavam parados até o final desta tarde.
A informação é de que a greve em Ilhéus também acaba hoje.