E as simpáticas Leninha Duarte e Acácia Pinho? Vão ter que mostrar serviço.
Por ordem alfabética, e não por posição nas pesquisas de intenção de voto, já que Juçara é a primeira colocada e Leninha se encontra na frente de Acácia, são as três mulheres pré-candidatas na sucessão de 2012.
A expectativa em torno de uma mulher comandando a prefeitura de Itabuna pela primeira vez, destronando os marmanjos, domina uma considerável parte do eleitorado.
A petista Juçara Feitosa, a pedetista Acácia Pinho e a quase peemedebista Leninha Duarte, obviamente do PT, PDT e PMDB, sabem que a condição de prefeiturável é instável.
A manutenção da pré-candidatura de Juçara depende de três importantes fatores: 1) sua posição nas pesquisas em relação ao Capitão Azevedo (DEM-reeleição). 2) coligação com os partidos da base aliada do governo Wagner. 3) o entusiasmo da militância.
As consultas populares apontam a ex-primeira dama na frente do Capitão Azevedo. Mas quando o candidato do PT é Geraldo Simões, a distância entre ele e o prefeito aumenta.
As agremiações partidárias aliadas ao governador Jaques Wagner, com exceção do PSB, ainda mantém o discurso de que Geraldo Simões quer impor o nome de Juçara.
O PCdoB, por exemplo, aceita conversar com o PT se o candidato for Geraldo Simões. Francamente, como diria o saudoso Leonel Brizola, não entendo essa atitude dos comunistas com a ex-primeira dama.
E, por fim, a falta de entusiasmo da militância do PT com a pré-candidatura da ex-secretaria de Desenvolvimento Social. É incrível. Mas é verdade: de 10 petistas, todos os 10 acham que Juçara perde a eleição.
E as simpáticas Leninha Duarte e Acácia Pinho? Vão ter que mostrar serviço. Se não alcançar dez pontos percentuais, até junho de 2012, não serão candidatas. Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
O PMDB baiano expulsou três deputados estaduais nesta segunda-feira (5). A expulsão ocorreu sob a alegação de que os parlamentares não teriam seguido orientação partidária ao votar pela aprovação de mudanças no Planserv, na semana passada. A decisão atingiu os deputados Ivana Bastos, Temóteo Brito e Alan Sanches. Coincidência ou não, os três já estavam de malas prontas em direção ao novo guarda-chuva governista, o PSD.
Pelo menos Alan Sanches posicionou-se publicamente após a expulsão. Em nota nesta noite, ele classificou a expulsão como arbitrária e afirma não ter sido ouvido pela direção estadual ou a liderança do partido na Assembleia Legislativa. Num petardo destinado à dupla Geddel e Lúcio Vieira Lima, mandou:
– Será que o real motivo que gerou a nossa expulsão de forma tão arbitrária e ditatorial foi, de fato, a votação de um projeto que sequer foi discutido internamente pela nossa bancada ou a possibilidade da criação de uma nova agremiação partidária? Que respondam os coronéis de plantão.
Todos os problemas serão resolvidos com a retirada da pré-candidatura de Juçara Feitosa.
Uma eleição polarizada entre o PT e o DEM, com o prefeito Azevedo buscando seu segundo mandato, começa a tomar contornos cada vez mais nítidos.
O PT versus DEM, disputando a cobiçada prefeitura de Itabuna, só seria abalado com uma candidatura cercada por uma forte coligação e um verdadeiro sentimento de mudança.
O nome do ex-prefeito Ubaldo Dantas é o que mais se encaixa nesse movimento que busca uma alternativa fora do petismo e do demismo. A chamada “terceira via”.
Sem o PMDB do ex-ministro Geddel, com o tempo que dispõe no horário eleitoral, fica inviável qualquer tentativa de mudar o rumo da sucessão municipal.
A empolgação do PCdoB com o lançamento de candidato próprio vai diminuindo dia após dia. O jornalista Eduardo Anunciação diria que é coisa de “priscas eras”.
As principais cartas do emaranhado jogo sucessório, consideradas como curingas, estão nas mãos do deputado Geraldo Simões e do prefeito José Nilton Azevedo.
A carta curinga do azevismo é a estrutura da máquina municipal direcionada para quebrar o tabu da reeleição, já que nenhum chefe do Executivo conseguiu o segundo mandato consecutivo.
É bom lembrar que na sucessão de 2004, o então prefeito e candidato Geraldo Simões, mesmo entusiasmado com a vinda do SAMU e do asfalto da Petrobras, terminou derrotado por Fernando Gomes.
Geraldo Simões, além do discurso da parceria com os governos federal e estadual, ambos sob a batuta do PT, com Dilma Rousseff e Jaques Wagner, tem a primeira posição nas pesquisas eleitorais.
Esse favoritismo apontado pelas consultas de intenção de voto, seja com o próprio Geraldo ou Juçara Feitosa, é fator desestimulante para outras pretensas candidaturas.
Um bom exemplo é o do vereador Vane do Renascer: se não alcançar dez pontos no prazo estabelecido pelo comando estadual do PRB não será candidato a prefeito. Leia Mais
Da Folha:
A presidente Dilma Rousseff “fica na mão” de decisões tomadas por PT e PMDB no Congresso, afirmou o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), nesta quarta-feira (24). “Ela está absolutamente condicionada a decisões que PT e PMDB tomem”, disse.
Para o governador, Dilma resolverá o problema se estabelecer “contrapontos” e colocar o PMDB “no seu devido lugar”. Gomes sugere que a petista fortaleça o PSB, o PDT e o PC do B. Ele chama essas siglas de “terceira força”.
O político falou sobre o governo Dilma no programa “Poder e Política – Entrevista”, conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. O projeto é uma parceria do UOL e da Folha.
Na entrevista, Cid Gomes ainda defendeu o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que usou helicóptero da Polícia Militar do Maranhão em viagem particular. Ele também revelou pretensão de lançar o irmão mais velho, Ciro Gomes (PSB-CE), como candidato ao Senado em 2014.
Clique aquipara ler toda a entrevista.
Reitor em final de mandato na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), o professor Joaquim Bastos está com um pé na política partidária e os olhos voltados para 2012.
Ele promete definir, até o dia 31, a qual partido irá filiar-se caso concorde em disputar a prefeitura de Ilhéus. Convites parecem não faltar. PDT, PMDB e PCdoB cortejam o reitor.
O reitor não esconde o espanto com os valores gastos numa campanha para prefeito em cidades do porte de Ilhéus. “Fico pasmo”, disse ao PIMENTA.
Joaquim está com 62 anos e em processo de aposentadoria como professor e a idade, segundo ele, também pesará na decisão. Confira a entrevista concedida ao blog. PIMENTA – O senhor recebeu convites de pelo menos três partidos. Já se decidiu pela candidatura e por qual legenda sairá? JOAQUIM BASTOS – Eu tenho conversado sobre política há mais de seis anos e alguns partidos me convidaram para a eleição. Com o final do mandato de reitor e o processo de aposentadoria, agora eu posso pensar nisso. Qual a legenda escolhida? Tenho conversado com alguns partidos. O tipo de política que faço é política acadêmica, então, tenho discutido bastante. Até o final do mês eu defino a filiação. Ainda não tenho definição clara sobre qual partido. Tenho conversado para me familiarizar [com a política partidária]. O que o senhor analisa para definir pré-candidatura? Estou vendo as possibilidades concretas, para realmente me envolver com a vida política da cidade e entender também como funciona um partido. Com quem o senhor tem conversado? As conversas se dão em Salvador, Brasília e Ilhéus, para ver se realmente tomo essa decisão na minha vida. Aos 62 anos, tenho que pensar se realmente quero quatro anos na prefeitura.
A gente vê cidades como Itabuna e Ilhéus captando menos dinheiro fora do que a Uesc.
Existe ainda um temor do que pode vir pela frente, caso vença? Dizem que vai ter muita coisa para consertar, para fazer. Aí tenho que analisar. A gente vê cidades como Itabuna e Ilhéus captando menos dinheiro fora do que a Uesc. Precisamos ver por que isso acontece. Enfim, tem muita coisa que a gente desconhece [da estrutura partidária e da prefeitura]. Mas não dá para adiantar para onde o senhor vai, politicamente falando? Conversei com quatro partidos. Me chamaram pra conversar. Tô indo numa boa. Tenho mais três, quatro pessoas comigo, pessoas que têm noção mais aprofundada de política partidária e que vão me ajudar [na decisão]. As propostas de filiação partem mesmo de PDT, PCdoB e PMDB? Qual seria o quarto partido? (risos) Semana passada, conversamos com um grupo de 12 pessoas, e ficamos em 14. Conversa muito interessante, mas por vezes fico pasmo quando falam em valores de uma campanha a prefeito. Quanto? A gente tá acostumado a fazer campanha para reitor com 30 mil reais. O prefeito de Ilhéus mostrou o contracheque dia desses e daria R$ 600 mil, R$ 650 mil de salário em quatro anos. Eu não admitiria gastar metade disso em campanha. A única coisa que tenho para colocar na mesa é o meu currículo. Dinheiro, moeda, eu não tenho um centavo para colocar em política. Gastar aquilo que se ganha em 25 dias de pauleira… Depois das conversas iniciais, já há sinalização clara sobre para onde ir? Há partido que eu considero grande, mas temos outros de estrutura menor, porém, com capacidade de aglutinação. Tenho 37 anos de universidade, uma certa rodagem em relação a acomodar pessoas. Gosto de compartilhar trabalho, responsabilidade, mas também decisão. Ninguém consegue administrar Uesc sozinho. Prefeitura, então, nem sonhando. Mas teria que ter condição.
Não dá para nomear pensando em simpatia, mas eficiência produtiva.
E qual seria, além da capacidade de formar uma boa coligação? Por exemplo, que não seja indicado apenas um nome para determinado cargo, mas vários. Não dá para nomear pensando em simpatia, mas eficiência produtiva. O senhor conhece a realidade da prefeitura? A gente sabe, conhece o orçamento, que é público. Dá para identificar alguns componentes de despesa, receita. Quanto a prefeitura arrecada com a taxa de iluminação? Quanto custa o serviço? Saber se a prefeitura está em dia, se permite retirar as três certidões [para firmar convênios, captar recursos]? Até dia 31, eu vou tomar minha decisão.
O reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Joaquim Bastos, tem convites de PMDB, PDT e PCdoB para disputar a prefeitura de Ilhéus em 2012.
Com exclusividade, o PIMENTA conversou com o reitor da Uesc há pouco. Joaquim afirma ter recebido convites de quatro partidos e antecipou que conversas se dão não apenas em solo ilheense, mas em Salvador e Brasília.
O reitor confirmou o interesse em ser candidato, mas antecipou que a decisão será tomada no dia 31 de agosto, quando então anunciaria a qual partido vai se filiar. “Terei mais um mês para definir, mas será neste dia”. O prazo de filiações para quem vai disputar eleição em 2012 termina em 30 de setembro, mas os partidos têm até 6 de outubro para entregar a relação de novos membros.
Professor da Uesc e próximo da aposentadoria, Joaquim avalia se disputar a prefeitura é algo que realmente queira aos 62 anos e tendo, caso eleito, mais quatro de vida pública. O PIMENTA publicará a íntegra da entrevista.
O reitor seria a novidade em um processo eleitoral em que velhas caras já se apresentaram, dentre elas o ex-prefeito Jabes Ribeiro.
Representantes de oito partidos estão reunidos na sala de comissões da Câmara de Vereadores de Itabuna. Na pauta, as eleições de 2012.
O encontro tem a participação de nomes como Renato Costa (PMDB), Wenceslau Júnior e Luís Sena (PCdoB), Leninha (sem partido), Edson Dantas (PSB), Moacir Smith (PTB) e Ruy Porquinho (PRP).
Os partidos discutem cenários e propostas para a sucessão 2012.
Gatos escaldados das urnas e donos de fortunas daqui, eles sabem que Azevedo tem grandes chances de reeleição.
Como se o passado não existisse, hoje a pauta dos blogs, jornais, rádios e esquinas da vida é a aliança dos ex-prefeitos de Itabuna, Fernando Gomes e Geraldo Simões. Não me interessa quem procurou quem, quem está tentando fazer essa aliança, ou coisa parecida. Eu só gostaria de acreditar na existência de uma finalidade digna para esse fato, mas não consigo.
Geraldo não quer arriscar, e prefere empurrar Juçara. Sabendo o quanto é difícil, vai fazer todas as alianças que puder. Já Fernando, que concedeu entrevistas a diversos veículos tempos atrás afirmando que estava encerrando sua carreira, agora ensaia voltar, tramando uma aliança com o seu maior inimigo político. Sinceramente, é preciso respirar fundo para ler esse tipo de notícia, ou escutar esse tipo de conversa.
Gatos escaldados das urnas e donos de fortunas daqui, eles sabem que Azevedo tem grandes chances de reeleição. O homem que conquistou a periferia com seus pulinhos na época da campanha, de casa em casa, fechou os olhos para o Centro da cidade e está reconstruindo bairros mais humildes. Não é o modelo de gestão mais adequado, mas é o que reelege. Nós sabemos disso, e eles também.
O que mais me incomoda é que, com essa aliança contra o capitão, os demais possíveis nomes vão ficando ao vento, se perdendo no tempo. A turma do PCdoB já não está mais tão coesa, Vane do Renascer sumiu da mídia, Leninha Alcântara não sabe para que lado vai, Roberto Minas Aço não emplaca etc. Perdoem-me se esqueci alguém já cotado para as eleições de 2012, mas a realidade é essa: os nomes vão surgindo e sendo engolidos por essa politicagem descarada… Manuela Berbert é jornalista e articulista da Contudo.
O projeto de “terceira via” maquinado pelo ex-prefeito Fernando Gomes para o secretário de Educação de Itabuna, Gustavo Lisboa, deu chabu. Ao contrário da impressão passada a assessores próximos momentos depois do almoço com Zé de Cuma, o secretário não quer nem saber de disputar a prefeitura… de Itabuna. No máximo, almejaria a prefeitura de sua terra natal e de familiares, Itajuípe.
E se o chefe político de ontem mantiver a pressão, ele larga tudo e pica a mula para fazer doutorado na “Zoropa”.
Ainda ao ex-prefeito – a quem atende sempre com respeito, deixou claro que pensar em disputar 2012 seria agir com deslealdade a quem hoje está na cadeira principal do centro administrativo Firmino Alves. Fernando entendeu. A versão é confirmada com quem esteve à mesa, no Palace Bistrô.
Na verdade, na verdade, Gustavo sabe que disputar a prefeitura exigiria participar de complexa operação da qual não estaria interessado em participar. E, segundo, conhece bem a realidade financeira dos cofres municipais e o que pode estourar ainda entre 2011 e as eleições vindouras.
O PMDB baiano, comandado pelos irmãos Lúcio e Geddel Vieira Lima, entrou com ação contra o prefeito de Salvador, João “Eunice” Henrique, hoje no PP. Alegava infidelidade de João. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) deu ganho de causa ao prefeito.
O tribunal entendeu que JH teve motivos suficientes para sair do partido devido à sequência de ataques pessoais do ex-ministro Geddel Vieira Lima, que vai recorrer da decisão. A distância entre eles ficou ainda maior quando João decidiu não apoiar a candidatura do peemedebista ao governo baiano.
Ontem, Geddel dizia ao PIMENTA, via Twitter, que existiam várias “Eunices” (traidores) na vida recente do PMDB estadual (relembre aqui).
E advinhe quem integra a lista…
O ex-ministro da Integração Nacional e hoje vice-presidente Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima, comentava no Twitter sobre a morte de Norma, a personagem de Glória Pires em Insensato Coração, da Globo, e o desfecho das puladas de cerca de Eunice (Débora Evelyn).
– Eunice, minha filha, viu o que dá pular a cerca?
O PIMENTA resolveu provocar e quis saber quais seriam as Eunices do PMDB baiano, aquelas que trocaram o partido pelo PSD, de Otto Alencar. A resposta dá uma dimensão do tamanho da lista:
– Só tenho 140 caracteres [para responder].
Em tempo: Eunice, a personagem de Débora Evelyn, mantinha uma relação extra-conjugal com um capanga e motoboy. Acabou desmascarada e.. presa. Já no lado do PMDB, as candidatas a Eunices são muitas, começando por praticamente todos os deputados estaduais que bateram asas para o PSD. Eunice dá escapadinha com o alfa 2, "Ismael". Quem seria a Eunice peemedebista?
Ninguém, aí incluindo o próprio Aleluia, ousava desafiar as ordens do chefe ACM.
O senador João Durval, eleito pelo PDT do saudoso Leonel Brizola, não pode ser crucificado pelo fato de ter retirado sua assinatura do requerimento de criação da CPI dos Transportes.
Se a presidente Dilma Rousseff estivesse tratando com desdém os sucessivos escândalos que tomam conta da República, o recuo de Durval seria imperdoável.
A maior autoridade do país está sendo implacável com os abutres do dinheiro público. Não é à toa que a aprovação ao governo tem 50% de ótimo e bom.
A impunidade, sem dúvida o maior câncer da administração pública, não pode ser alimentada pelo pretexto da governabilidade, pelo medo de perder a maioria parlamentar nas duas Casas do Congresso Nacional.
Ao fazer o jogo da oposição, o ex-governador da Bahia foi politicamente ingênuo. Qualquer oposicionismo, seja do PT, PSDB ou outra legenda, é adepto do quanto pior, melhor.
O estranho da história, até certo ponto hilariante, é José Carlos Aleluia, presidente estadual do Democratas (DEM), ficar indignado com o “servilismo” do senador Durval.
Aleluia esquece dos tempos do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, quando o carlismo dominava a política da Bahia na base do mandonismo e do chicote.
Aleluia sabe que o “servilismo” e a subserviência foram marcas registradas do carlismo. Ninguém, aí incluindo o próprio Aleluia, ousava desafiar as ordens do chefe ACM.
O destempero emocional de ACM com os subordinados, como bem disse o jornalista Samuel Celestino, “ia do desrespeito total e público ao tratamento às vezes carinhoso que não supria os ataques pessoais, invadindo o campo familiar do auxiliar ou até do aliado”.
No então governo FHC, os governistas do PFL, hoje democratas, se recusaram a assinar o pedido de instalação de uma CPI para apurar as denúncias de corrupção nas privatizações.
Depois, no mesmo governo tucano, estourou outro escândalo envolvendo a PEC da Reeleição, que terminou permitindo o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. Nada de CPI.
Na época, os jornais, inclusive os grandes de São Paulo, falavam em R$ 200 mil para cada voto de deputado e senador a favor da Proposta de Emenda Constitucional, a famosa PEC da Reeleição.
O discurso da moralidade da coisa pública, quando protagonizado por políticos que no passado eram contra a qualquer Comissão Parlamentar de Inquérito, não tem consistência e, muito menos, credibilidade. PS – Ironicamente, o deputado Rubens Bueno, do PPS do Paraná, foi o que melhor definiu as sucessivas denúncias de corrupção no governo Dilma: “Parece saco de caranguejo. Você puxa um e vem outro grudado”.
O VICE DE AZEVEDO
O nome do candidato a vice na chapa encabeçada pelo prefeito Azevedo, que legitimamente busca sua reeleição, já faz parte das conversas entre os democratas (DEM).
O PMDB é o plano A não só do azevismo como do geraldismo. As duas correntes estão de olho no tempo da legenda no horário eleitoral destinado aos partidos políticos.
O PT tem outra preocupação: afastar qualquer possibilidade de coligação do PMDB com o PCdoB. A opinião de que os comunistas só terão candidatura própria com o apoio do PMDB é unânime entre os petistas.
O plano B do DEM é o PSDB do deputado estadual Augusto Castro. O jornalista José Adervan, presidente do diretório municipal, é o nome mais cotado do tucanato.
Falhando os planos A e B, vem o C com Marilene Duarte, a Leninha da Auto-Escola Regional, até agora a mais ilustre filiada do MSP (Movimento dos Sem Partidos).
Da Folha de S. Paulo:
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, transformou uma empresa pública, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), num cabide de empregos para acomodar parentes de líderes políticos de seu partido, o PMDB.
O loteamento começou quando Rossi dirigiu a estatal, de junho de 2007 a março de 2010. Ele deu ordem para mais do que quadruplicar o número de assessores especiais do gabinete do presidente -de 6 para 26 postos.
Muitos cargos somente foram preenchidos, porém, depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu Rossi para o comando da Agricultura -o ministério ao qual a Conab responde.
Neste ano, já no governo de Dilma Rousseff, foram definidas 21 nomeações.
Algumas contratações foram assinadas de próprio punho pelo ministro, homem de confiança do vice-presidente Michel Temer, presidente licenciado do PMDB.
Receberam cargos, entre outros, um filho de Renan Calheiros (AL), líder do PMDB no Senado; a ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder do partido na Câmara; um neto do deputado federal Mauro Benevides (CE); e um sobrinho de Orestes Quércia, ex-governador e ex-presidente do PMDB de São Paulo, que morreu no ano passado.
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O PMDB não vai apoiar em Azevedo e, muito menos, Geraldo.
O assunto mais enigmático da sucessão do prefeito Azevedo é, sem dúvida, o que envolve o PCdoB, PMDB e o PT, com Davidson Magalhães, Geddel Vieira Lima e Geraldo Simões.
Cito Davidson, deixando de lado Luís Sena e Wenceslau Júnior, também prefeituráveis pela legenda comunista, porque é o nome da preferência não só de Geddel como de Lúcio Vieira, presidente estadual do PMDB.
Não sei a opinião do médico Renato Costa sobre os três pré-candidatos do PCdoB. A impressão que fica é que Renato, que preside o diretório local, evita falar sobre a “disputa”.
A possibilidade do PMDB apoiar o vereador Wenceslau é muito pequena. Em relação a Sena, é quase nula. Os senistas, obviamente os mais lúcidos, sabem que não existe sequer resquício de esperança.
Davidson é considerado o mais preparado. O que pode deslanchar durante a campanha. Sobre Sena, pesa o fato de ter sido o vice da petista Juçara Feitosa na última sucessão municipal.
Difícil mesmo é o peemedebismo se coligar com o PT, com o ex-ministro Geddel de mãos dadas com Geraldo Simões, tendo as companhias dos ex-prefeitos Ubaldo Dantas e Fernando Gomes.
Na bela festa de aniversário de 30 anos do jornal Agora, Geddel disse ao jornalista Paulo Lima que o PMDB não vai apoiar “nem Azevedo e, muito menos, Geraldo Simões”.
Em termos percentuais, diria que uma coligação PCdoB-PMDB, com Davidson Magalhães encabeçando a chapa, tem 50% para acontecer. Uma candidatura própria com Ubaldo Dantas, 30%. Com o vereador Wenceslau ou Sena, 15%.
Como o processo é político, e os próprios políticos costumam dizer que na política tudo é possível, os 5% restantes ficam por conta de um palanque com Geddel, Geraldo Simões, Renato Costa, Ubaldo Dantas e Fernando Gomes.
Os apupos, em decorrência da estranha e inusitada aliança, serão inevitáveis. Desta vez, Geddel pode ficar tranquilo: as vaias serão democraticamente distribuídas. A VEZ DOS MÚSICOS Kocó é pré-candidato.
A candidatura a vereador do conhecidíssimo Kokó do Lordão, pelo Partido dos Trabalhadores, pode incentivar a entrada de outros músicos na política.
O mesmo aconteceu com os militares. Temos hoje, democraticamente eleitos, uma enxurrada deles na vida pública: Capitão Azevedo (prefeito de Itabuna) e o coronel Santana (deputado estadual) são dois exemplos do sul da Bahia.
Sem falar no ex-deputado Capitão Fábio Santana e no major Serpa, convidado a se filiar no PSB para ser o candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Geraldo Simões (PT).
A previsão de votos para Kokó é de mais de dois mil. Como o PT caminha para eleger dois vereadores, o ceplaqueano Emanoel Acilino pode sobrar. A outra vaga seria de Vane do Renascer (reeleição). Marco Wense é articulista da Contudo.
Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.
As reações de Wenceslau Júnior, presidente do PCdoB de Itabuna, reafirmando candidatura própria na sucessão de 2012, têm provocado uma incontrolável euforia nos democratas (DEM).
Qualquer comentário de que o PCdoB não terá candidato, novamente apoiando o PT, é logo bombardeado pelos três prefeituráveis da legenda: Davidson Magalhães, Sena e Wenceslau.
Um racha na oposição, principalmente entre comunistas e petistas, é “a azeitona que faltava na empada do prefeito Azevedo”, costuma dizer um azevista de carteirinha.
Tem até correligionários com a opinião de que a reeleição de Azevedo depende mais da cisão oposicionista do que da realização de obras na periferia.
Essa reação, externada de maneira incisiva, de que o PCdoB não é mais subserviente ao petismo, não quer mais o papel de coadjuvante, agrada também ao PSB e o PP.
Com o PCdoB longe do PT, a indicação do candidato a vice na chapa encabeçada por Geraldo Simões seria disputada por socialistas e pepistas. O empresário Roberto Barbosa, que preside o PP local, é um fortíssimo vice-prefeiturável.
O PT de Geraldo Simões não quer nem ouvir falar do médico Edson Dantas e do vereador Ricardo Bacelar como opções do PSB para uma composição na chapa majoritária.
Não é à toa que Ruy Machado, presidente da Câmara de Vereadores, trabalha para levar o colega Gerson Nascimento para o Partido Socialista Brasileiro.
Ruy Machado sabe que a coligação do PSB com o PT é favas contadas. A senadora Lídice da Mata, mandatária-mor do PSB, já decidiu que o partido deve apoiar o ex-prefeito Geraldo Simões.
De olho no segundo mandato, Ruy Machado, mesmo em outro partido, faria de tudo para emplacar o colega Gerson como vice de Geraldo. A contrapartida do edil seria o apoio a sua reeleição.
Para fazer frente ao ambicioso plano do presidente do Legislativo, alguns membros do diretório vão convidar o major Serpa para se filiar ao PSB, se tornando assim um vice-prefeiturável.
Pelo andar da carruagem, parece que o caminho da reconciliação entre petistas e comunistas é cada vez mais difícil. A tábua de salvação do PCdoB é o PMDB.
O PCdoB não pode lançar candidatura própria sem o imprescindível apoio do PMDB, sem o tempo que a legenda dispõe no horário eleitoral destinado aos partidos políticos.
Davidson Magalhães, por exemplo, não pode fazer uma campanha com alguns segundos na telinha. Uma campanha, digamos, enesiana, na base do “meu nome é Davidson”. Marco Wense é articulista político.