Tempo de leitura: < 1minutoO Pimenta é um dos sites monitorados pelo PMDB baiano (foto Bahia Notícias)
A executiva estadual do PMDB recebeu a imprensa na manhã desta quarta-feira, 19, em sua sede no bairro soteropolitano do Costa Azul. Mas alguém se esqueceu de apagar a lousa onde se encontrava uma lista de sites considerados importantes pelo partido.
Junto à relação, o lembrete para que “todos os dias, após a clipagem, olhar todos os sites ao lado e filtrar as notícias importantes”. Mais abaixo, a recomendação é para “lembrar das matérias contra o Governo do Estado nos respectivos sites e jornais locais”.
Fazem parte da lista de observados pelo “radar” peemedebista sites como Bahia Notícias, Política Livre e Pimenta na Muqueca.
Para confirmar o rompimento bilateral entre João Henrique e o PMDB, a assessoria jurídica do prefeito protocolou, no final da tarde desta quarta (19), uma ação declaratória de existência de justa causa para a desfiliação partidária no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O argumento, de acordo com a assessora jurídica, Cristiane Menezes, é que o prefeito vem sofrendo uma “grave discriminação do PMDB, com atitudes de revanchismo e marginalização”.
O estopim para a decisão de desfiliar-se do PMDB foram os comentários do ex-ministro Geddel Vieira Lima no Twitter, sobre a suspensão de sua filiação e a possibilidade de expulsão do partido. O secretário de Comunicação da prefeitura, Diogo Tavares, informou que não há qualquer definição sobre para qual partido João Henrique iria, no caso de sua desfiliação do PMDB, informa o jornal A Tarde.
Tempo de leitura: < 1minutoMaria Luiza: "culpada, eu?!" (foto Max Haack – Bahia Notícias)
Destila veneno o documento do PMDB que oficializou o rompimento com o prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro. E um dos trechos é especialmente dedicada à primeira dama Maria Luiza, recém-eleita deputada estadual.
Segundo a executiva do partido, a proximidade das eleições do ano passado fez com que JH abandonasse todo e qualquer projeto do governo municipal para se dedicar exclusivamente à empreitada de reeleger a “patroa”.
O prefeito também é acusado de ter dado as costas ao correligionário Geddel Vieira Lima, ex-candidato ao governo baiano. Aí sim, ele cometeu um “pecado” muito grave.
Membros do diretório do PMDB de Itabuna, incluindo aí alguns neo-geddelistas, ficam tiriricas da vida quando alguém diz que o ex-prefeito Fernando Gomes é o manda-chuva do peemedebismo tupiniquim.
Não aceitam, portanto, o óbvio ululante: Fernando Gomes de Oliveira, hoje presidente de honra do PMDB, é quem vai apontar o caminho que a legenda deve tomar na sucessão do prefeito Azevedo (DEM).
Fernando Gomes é uma espécie de tudo no PMDB de Itabuna. É o comandante-mor. É quem vai dar a última palavra sobre qualquer decisão do partido em relação ao processo sucessório de 2012.
Entre o ex-alcaide e a turma do médico Renato Costa, o comando estadual, sem pestanejar, fica com o “manda-chuva”. E mais: os pouquíssimos incomodados que procurem outro abrigo partidário.
É bom lembrar que os irmãos Vieira Lima – Geddel e o deputado federal Lúcio – estão mais para o finado ACM do que para Waldir Pires e Jaques Wagner. É na base do “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.
Fernando Gomes é pré-candidato a prefeito independente da posição do diretório municipal. Esta modesta coluna deixa de existir se o PMDB barrar a pretensão do ex-chefe do Executivo.
Fernando Gomes é muito mais forte do que todo o diretório do PMDB de Itabuna. O resto é pura ingenuidade política.
Desalojados de postos na Saúde pelo novo ministro, Alexandre Padilha (PT), os peemedebistas avisam: agora é que não existe chance de o partido apoiar a recriação de um imposto para o setor.
Marco Wense
O ex-prefeito Fernando Gomes, até mesmo como manda-chuva do PMDB de Itabuna, partido que dispõe de quase oito minutos de tempo no horário eleitoral, vai fazer parte do seleto grupo dos protagonistas da sucessão de 2012.
O ex-mandatário de Itabuna, que já governou a cidade por quatro vezes, não descarta a possibilidade de disputar o Centro Administrativo Firmino Alves na primeira eleição do pós-centenário.
O incrível é que Fernando Gomes de Oliveira, que muitos acreditavam que estaria politicamente sucumbido, principalmente em decorrência do desastroso último governo, ainda é motivo de preocupação entre os que lhe fazem oposição.
A viabilidade eleitoral de sua candidatura depende de um desentendimento entre o PT de Geraldo Simões e o PCdoB dos “meninos” Davidson Magalhães, Luiz Sena e o vereador Wenceslau Júnior, todos prefeituráveis pela legenda comunista.
O pega-pega entre os vermelhinhos fica cada vez mais acirrado com as declarações de petistas, membros do diretório municipal, de que o PCdoB não terá candidatura própria, que o partido está blefando, que a finalidade é a candidatura de vice-prefeito.
Essa posição do PT de Itabuna, debochando e tratando uma possível candidatura própria do PCdoB com desdém, achando que o partido é um eterno aliado e coadjuvante, só faz piorar – e muito – o relacionamento entre os “companheiros”.
O “morto” Fernando Gomes, agora mais vivo do que nunca, espera contar com o apoio dos deputados Augusto Castro (estadual-PSDB), Coronel Santana (estadual -PTN) e Félix Mendonça Júnior (federal-PDT).
Sobre o Capitão José Nilton Azevedo, Fernando Gomes, depois de uma enxurrada de críticas, diz que o chefe do Executivo não será candidato à reeleição, seja por desistência voluntária ou impedimento legal.
Em relação a Geraldo Simões, o “morto” acha que seu maior adversário terá as mesmas dificuldades suas. Ou seja, uma campanha cheia de constrangimentos e com um alto índice de rejeição.
A candidatura de Fernando Gomes exclui automaticamente a da petista Juçara Feitosa. Aliás, o governador Jaques Wagner não abre mão do nome de Geraldo para a sucessão de 2012. Não quer correr o risco de mais uma derrota.
Fernando Gomes versus Geraldo Simões. O retorno do duelo e das velhas armas. “Cuma” buscando o quinto mandato. “Minha pedinha” atrás do terceiro. PS (1) – O deputado estadual Coronel Santana, também na lista dos prefeituráves, está preocupado com o governo Azevedo. Como é colega de farda do prefeito, Santana teme que o fracasso administrativo termine respingando na sua pré-candidatura. PS (2) – Vai ficar gravado no imaginário do povo que prefeito-militar não sabe governar, que é melhor ficar no quartel fazendo o que sabe fazer. Santana também não quer o sucesso de Azevedo a ponto de credenciá-lo para um segundo mandato (via reeleição). Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Marco Wense
Todo mundo sabe que a imagem dos vereadores de Itabuna perante a opinião pública é desastrosa. Essa é, sem nenhuma dúvida, a pior Casa Legislativa da história política do município.
Em votação relâmpago, na base do vapt-vupt, com as articulações sendo efetuadas na calada da noite, o senhores parlamentares – deputados federais e senadores – aumentaram os seus vencimentos para R$ 26.723,13.
Como o efeito é de cascata, as Assembleias estaduais podem conceder aumento aos seus deputados, já que a lei permite uma remuneração de até 75% do federal. As Câmaras Municipais também podem engordar o din-din dos edis.
Os vereadores de Itabuna têm a grande oportunidade de, pelos menos, amenizar um pouco o desgaste com o eleitor. Como não merecem aumento nenhum, nem mesmo de centavos, abririam mão do efeito dominó, deixando os salários congelados.
Aproveitando o clima natalino, é melhor acreditar em papai Noel ou, então, que o PT de Geraldo Simões, em detrimento de candidatura própria, vai apoiar o candidato do PCdoB na sucessão do prefeito Azevedo (DEM).
E por falar nos aloprados tupiniquins, não se espera outra atitude do Ministério Público Estadual e da Polícia Federal que não seja a de apurar toda a roubalheira que tomou conta da “Casa do Povo”. O SEGUNDO ROUND
O primeiro round entre o PT e o PMDB, no período pós-eleição, terminou sem derrotados. Como o governo Dilma precisa do PMDB e o peemedebismo não vive longe do poder, chegou-se a um entendimento na composição ministerial.
Vem agora o segundo round, que será travado no Congresso Nacional em torno da Proposta de Emenda Constitucional que não permite mais ao vice-presidente suceder o titular em caso de vacância.
Pela PEC, que já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o vice passaria a ser apenas o substituto temporário do presidente. Ou seja, não completaria o seu mandato.
Em caso de morte, doença gravíssima ou de impeachment do presidente, seria convocada novas eleições em 90 dias. Se a vacância acontecer nos dois últimos anos de governo, o processo sucessório seria de forma indireta, via Congresso Nacional.
A PEC, que ainda vai causar muito tititi e alvoroço entre os senhores parlamentares, enfraquece a figura do vice-presidente da República, que é do PMDB
O azar de Dilma é o pragmático PMDB com maior poder de pressão na busca de mais ministérios, cargos no primeiro e segundo escalões e de outras benesses.
Marco Wense
A presidente eleita Dilma Rousseff vai contar com uma maioria parlamentar na Câmara dos Deputados e no Senado, com dez partidos apoiando a governabilidade, incluindo aí o PT e suas diversas tendências.
Sem dúvida, um Congresso Nacional menos oposicionista e barulhento quando comparado com o do governo do presidente Lula, que foi até ameaçado de afastamento no escândalo do mensalão.
O azar de Dilma é o pragmático PMDB mais forte do que no governo anterior, com maior poder de pressão na busca de mais ministérios, cargos no primeiro e segundo escalões e de outras benesses.
O PMDB se fortalece com Michel Temer, presidente nacional da legenda, no exercício da vice-presidência da República, sendo o substituto imediato de Dilma nos casos previstos na Constituição.
O peemedebismo não se contenta com pouco. Vai querer mais, mais, muito mais. Toda vez que receber uma negativa, até mesmo um “nãozinho”, vai criar problemas para o governo nas duas Casas Legislativas.
Como não bastasse o PMDB, Dilma deve enfrentar a ala do PT insatisfeita com a composição ministerial. Sem falar nos aloprados petistas que contaminam o governo com suas estripulias e travessuras.
É bom lembrar que a expressão “aloprado” foi usada pelo presidente Lula para separar o joio do trigo. Petistas foram flagrados carregando dólares na cueca. A banda ruim da política tem que ser extirpada, sob pena de corromper a boa.
A figura do aloprado é universal. Existe em todas as agremiações partidárias. Não é exclusividade do PT. Se há alguma diferença em relação a outros países, fica por conta da impunidade, já que os aloprados brasileiros costumam debochar da justiça.
Dilma defende o petista Cândido Vaccarezza para a presidência da Câmara dos Deputados. Arlindo Chinaglia e Ricardo Berzoini, este último ex-presidente nacional da legenda, trabalham para eleger o desconhecido Marco Maia (PT-RS).
A primeira derrota política de Dilma, que deveria ser proveniente de uma articulação envolvendo os oposicionistas do PSDB e do DEM, vai terminar sendo construída pelos “companheiros”.
É o PT versus PT, para o desespero de Dilma e a alegria dos tucanos e democratas.
NOVA ELEIÇÃO, NOVA CHAPA
O desfecho do imbróglio envolvendo a Câmara Municipal de Itabuna, se haverá ou não nova eleição para a Mesa Diretora, continua sob nuvens cinzentas.
Tem até gente falando em nova chapa, encabeçada por Milton Cerqueira, com o apoio do prefeito Azevedo e dos vereadores Clóvis Loiola, Roberto de Souza, Raimundo Póvoas e Milton Gramacho. Outro edil, guardado como “segredo de justiça”, está sendo sondado para ser o primeiro-secretário. Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Gilson vinha tomando posições contrárias ao prefeito, principalmente no campo político, onde o terreno é movediço e traiçoeiro.
Marco Wense
Na sucessão municipal de 2008, o então candidato Capitão Azevedo, do Democratas (DEM), teve a sorte de contar com um tripé – Gilson Nascimento, Carlos Burgos e Josias Miguel – que terminou sendo imprescindível para sua vitória.
Cada um no seu cada qual, fazendo o que sabia fazer. Carlos Burgos, o advogado, cuidando dos entraves jurídicos inerentes ao processo eleitoral. Josias Miguel, o publicitário, dando conta do recado. E Gilson, o sargento, cuidando das negociações políticas.
É bom lembrar, até mesmo por uma questão de justiça, que Josias também participou, com bastante desenvoltura, da aproximação do candidato Azevedo com os partidos e suas respectivas lideranças.
Com a eleição do Capitão Azevedo para prefeito de Itabuna, Gilson Nascimento, Carlos Burgos e Josias Miguel viraram secretários, respectivamente de Administração, Finanças e Ações Governamentais.
Josias Miguel deixou o governo. Não saiu atirando. Mas totalmente decepcionado com o prefeito, principalmente com sua pouca autoridade diante dos que ocupam cargos de confiança.
Agora é a vez do “rebelde” Gilson Nascimento. Sua saída provoca um vácuo político no governo, um desmoronamento no diálogo com os partidos, lideranças partidárias e comunitárias.
O prefeito José Nilton Azevedo não ficou surpreso com o pedido de exoneração do colega de farda. Em conversas reservadas, o chefe do Executivo já teria dito que a situação de Gilson era insustentável.
Na cúpula do azevismo, a opinião que prevalece é a de que o sargento Gilson vinha tomando posições contrárias ao prefeito, principalmente no campo político, onde o terreno é movediço e traiçoeiro. Gilson seria o protagonista-mor de um “governo paralelo”.
O prefeito-capitão e o secretário-sargento continuam amigos. A sintonia política acabou. Cada um vai seguir o seu rumo. Integrantes do diretório do PT de Itabuna não descartam a possibilidade de Gilson apoiar Geraldo Simões (ou Juçara Feitosa) na sucessão de 2012. REMANESCENTE
O ex-marinheiro Raimundo Vieira, que tem suas hilariantes histórias contadas pelo empresário “Mané Cem”, é o mais fiel remanescente do fernandismo. É companheiro de todos os minutos do ex-prefeito Fernando Gomes.
Somente três pessoas participaram da primeira reunião com Lúcio Vieira Lima, presidente estadual do PMDB, para tratar da campanha de Renato Costa à Assembleia Legislativa do Estado: Fernando Gomes, Juvenal Maynart e Raimundo Vieira.
Entre o ex-alcaide, que é o presidente de honra do PMDB de Itabuna, e o aposentado Raimundo Vieira, ex-proprietário de empresa funerária, existe uma recíproca e inabalável confiança. Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Marco Wense
De olho no PV, seu mais provável próximo partido, o peemedebista João Henrique, prefeito de Salvador, anda dizendo que o PDT e o PMDB só criaram “dissabores” na sua vida pública.
Esse João Henrique é mesmo um ingrato. Pelo PDT, João foi eleito deputado estadual mais votado da Bahia. Nos bastidores da legenda brizolista, a orientação era para que os prefeitos e vereadores do partido apoiassem o filho do senador João Durval.
O PMDB foi o responsável direto pela sua reeleição ao Palácio Thomé de Souza. O ministério da Integração Nacional, com o então ministro Geddel Vieira Lima, abriu os cofres para ajudar o governo do agora ingrato João Henrique.
O problema do chefe do Executivo soteropolitano é que sua comprovada instabilidade emocional termina enveredando para o lado político.
Emoção, teatro, sentimentalismo e chororô só durante a campanha eleitoral, na busca de votos, principalmente entre os eleitores que ficam com peninha dos candidatos. Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Da Folha
Depois de dias de impasse, a presidente eleita, Dilma Rousseff, acertou ontem que o PMDB ficará com as pastas da Previdência e do Turismo, além das já definidas Minas e Energia e Agricultura. Uma quinta vaga está em negociação na cota do vice-presidente, Michel Temer. E o partido terá ainda a Defesa, com Nelson Jobim.
Também ontem, em reunião na Granja do Torto, o senador Aloizio Mercadante (SP) foi convidado e aceitou assumir o Ministério de Ciência e Tecnologia, que sai do controle do PSB e ao do PT.
Em nota divulgada pela assessoria, Dilma oficializou as escolhas de Antonio Palocci para a Casa Civil, Gilberto Carvalho na Secretaria-Geral da Presidência e José Eduardo Cardozo no Ministério da Justiça. Agora são seis os ministros já confirmados.
Pela solução encontrada para debelar a crise, o PMDB terá duas pastas na cota dos deputados e duas na dos senadores. Dilma chegou a cogitar anunciar ontem Edison Lobão (Minas e Energia) e Wagner Rossi (Agricultura), mas adiou atendendo a um pedido da cúpula.
O deputado Mendes Ribeiro Filho é considerado certo no Turismo. Para a Previdência foram indicados os senadores Eduardo Braga (AM) e Garibaldi Alves (RN). Caso Braga seja escolhido, o PR vai aumentar a pressão pela volta de Alfredo Nascimento para os Transportes, já que ambos disputam espaço político no Amazonas.
Já a escolha de Mendes Ribeiro tem por objetivo abrir uma vaga na Câmara para o ex-ministro Eliseu Padilha (RS), que é amigo de Temer. Além dos quatro ministérios, Dilma negocia com Temer a ida de Moreira Franco para a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Nelson Jobim, que fica na Defesa a pedido de Lula, é considerado pelo partido escolha pessoal de Dilma.
Marco Wense
O clima entre o PMDB e a candidata eleita Dilma Rousseff é o pior possível. Os peemedebistas, tendo a frente o deputado Michel Temer (SP), presidente nacional da legenda, estão aborrecidos com a perda de três ministérios: Comunicação, Integração Nacional e Saúde.
O blog de Josias de Souza, jornalista da Folha de São Paulo, revela, sem a identificação dos autores, 18 depoimentos que aconteceram em um jantar com Temer, Geddel, Henrique Alves e Wellington Moreira Franco.
Escolhi quatro deles, alguns até com palavras baixas, para mostrar ao caro leitor como anda o relacionamento entre o PMDB e a futura presidente da República.
1 – “A ambição do Lula é que o José de Alencar desça a rampa do Planalto com ele. O PMDB quer saber se a Dilma deseja que o Temer suba a rampa com ela”.
2 – “O PMDB, coitado, sem fazer barulho, é chamado de fisiológico nos jornais. Se é isso que a Dilma quer, então ela peça ao Sérgio Cabral e ao Jobim para garantir as votações na Câmara. Eles que se fodam para arranjar os votos”.
3 – “A conversa da Dilma com o Michel não foi boa. Parece que querem entubar o PMDB. O mal-estar está instalado. E começa a dividir um partido que tinha chegado à união. Se continuar assim, vai dar “merda”.
4 – “Estão desmoralizando o Temer. O Palocci foi informado das coisas. Cabe a eles decidir como querem jogar. Alguma coisa precisa acontecer. Como estão, não acabam bem. O PMDB não é barriga de aluguel”.
E por falar em ministérios, Jaques Wagner precisa abrir os olhos, sob pena de ficar a ver navios. Vale lembrar que o governador já perdeu a indicação da cobiçada pasta da Integração Nacional para o PSB do colega Eduardo Campos (PE). Marco Wense escreve no Pimenta e também é articulista do Diário Bahia.
Marco Wense
Qual o melhor nome do Partido dos Trabalhadores (PT) para disputar a prefeitura de Itabuna na sucessão de 2012, Geraldo Simões ou Juçara Feitosa?
Como existe um equilíbrio nas opiniões, com argumentos favoráveis a Geraldo e Juçara, a pertinente pergunta, mais cedo ou mais tarde, vai tomar conta do diretório municipal da legenda, presidido pela professora Miralva Moutinho.
A favor do macho, como diria o irreverente jornalista Eduardo Anunciação, um melhor jogo de cintura para buscar alianças com outras agremiações partidárias. A favor da fêmea, o argumento de que a eleição de Dilma Rousseff vai influenciar o voto feminino.
Certeza mesmo, sem nenhuma pontinha de dúvida, é que o PT terá candidatura própria e fará todo o esforço para ter um comunista – Wenceslau Júnior ou Luis Sena – como vice na chapa encabeçada por Geraldo ou Juçara.
O plano B do PT, depois de esgotadas todas as possibilidades de coligação com o PCdoB, é uma chapa com Juçara Feitosa e o Capitão Fábio. Uma chapa puro-sangue, tendo o vereador Vane como vice, não está descartada. O PT-PT é o plano C. PARLAMENTO A derrota de Josias Gomes, ex-presidente estadual do PT, para a Câmara Federal, iria provocar um natural relaxamento na atuação parlamentar do reeleito deputado Geraldo Simões.
Com a eleição de Josias Gomes, adversário de Geraldo nas hostes internas do petismo, o ex-prefeito de Itabuna vai ter que mostrar serviço como deputado, já que sua atuação será, inevitavelmente, comparada com a do “companheiro” de partido.
Josias e Geraldo, ambos prefeituráveis, respectivamente de Ilhéus e Itabuna, sabem que ser bom deputado fortalece a legítima e democrática pretensão de suceder Newton Lima (PSB) e o Capitão Azevedo (DEM).
Josias versus Geraldo. Um bom duelo. A sabedoria popular costuma dizer que é “briga de cachorro grande”. Como os protagonistas são políticos civilizados, não há motivos para preocupações. PDT
O Partido Democrático Trabalhista, presidido aqui na Bahia pelo bom gaúcho Alexandre Brust, pode abrigar duas ilustres figuras do cenário político de Itabuna: Leninha Alcântara e Acácia Pinho.
Leninha e Acácia estão insatisfeitas com seus partidos políticos, respectivamente o PPS e o PMDB. Para o ex-vereador Otávio Menezes, pedetista histórico, “o PDT só tem a crescer com filiações de pessoas de bem”. PSDB VERSUS PSDB
2006. O PSDB mineiro concorda com a candidatura de Geraldo Alckmin à presidência da República. Alckmin representa o tucanato da Avenida Paulista.
2010. O PSDB mineiro abre mão da pré-candidatura de Aécio Neves e aceita, mesmo contrariado, a candidatura de José Serra, então governador de São Paulo.
Novembro de 2010. José Serra quer ser presidente nacional do PSDB para impedir a pré-candidatura de Aécio Neves. O ex-governador de São Paulo pretende disputar pela terceira vez o Palácio do Planalto.
2014. Se o insistente José Serra sair novamente candidato, o povo mineiro, com toda razão, promete triturá-lo nas urnas, linchá-lo eleitoralmente.
Serra versus Aécio. Os tucanos, com as bicadas entre eles, ficam cada vez mais depenados. Marco Wense é articulista do Diário Bahia.
Enquanto dois prefeitos sul-baianos foram julgados infiéis e perderão o direito de permanecer no PSB, o prefeito de Ilhéus, Newton Lima, escapou da “Degola das Pombinhas” em reunião realizada no Hotel Bahia Sol, em Salvador. A reunião da estadual contou com a participação de representantes do PSB do sul da Bahia.
Os prefeitos sul-baianos punidos são Dernival Dias Ferreira, de Itapitanga, e Gilberto Abade, de Porto Seguro. Dernival é prefeito reeleito. Abade poderia disputar reeleição pela legenda, mas terá que procurar abrigo em outro partido caso queira ser reconduzido ao cargo. Eles apoiaram candidatos de outras legendas, e sem o aval do PSB.
Newton Lima escapou, apesar de apoiar a reeleição da deputada estadual Ângela Sousa (PSC), que se aliou ao ex-candidato a governador Geddel Vieira Lima (PMDB). Internamente se diz que Newton se safou porque ficou com Domingos Leonelli na tentativa de retorno à Câmara Federal. Leonelli é intimamente ligado à xerifona do PSB, Lídice da Mata.
Marco Wense
Não sei o motivo de tanto espanto em relação a obsessiva fúria do PMDB na busca de cargos no governo da presidente eleita Dilma Rousseff. O PMDB é assim mesmo: monstruosamente pragmático.
O PMDB, com seu “blocão”, “megabloco” ou “superbloco”, formado pelo PTB, PR, PP e o PSC, com 202 deputados federais, pressionando por mais ministérios e centenas de cargos no segundo e terceiro escalões, é o óbvio ululante.
O sócio majoritário do governo Dilma Rousseff é o PT. A presidente eleita não pode, em nome da governabilidade, ficar refém do peemedebismo e, o que é pior, perder a autoridade inerente e imprescindível ao exercício da nobre função.
Os outros partidos, tendo na linha de frente o PSB, PDT e o PC do B, que também contribuíram para a vitória de Dilma, têm que se unir, sob pena de serem engolidos pelo PMDB. É bom lembrar que o PSB elegeu seis governadores. VISITA INDIGESTA
Como não bastasse o tal do “blocão”, protagonizado pelo PMDB de Michel Temer (SP), vem agora José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, e solicita uma inesperada audiência com a presidente eleita Dilma Rousseff.
Depois de ser bombardeado no programa eleitoral do PSDB, como a principal figura da “turma da Dilma”, Dirceu deveria esperar a poeira assentar, evitando assim esse inevitável constrangimento para a futura presidente da República.
O problema de José Dirceu, ex-todo poderoso ministro do governo Lula, é sua doentia obsessão de querer aparecer na mídia de qualquer jeito e a qualquer custo. José Dirceu, neste aspecto, é incontrolável. DUAS VERSÕES O ex-candidato ao Palácio de Ondina, Geddel Vieira, fragorosamente derrotado pelo governador Jaques Wagner (reeleição-PT), aparece constantemente ao lado de Michel Temer nos encontros com a equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff.
Para os correligionários de Geddel, a presença dele ao lado de Temer, presidente nacional do PMDB, é a prova inconteste do seu prestígio junto ao comando maior da legenda. Os adversários, no entanto, propagam a versão de que Geddel estaria insistindo na sua permanência como ministro da Integração Nacional no governo Dilma.
A terceira interpretação (ou variante) fica por conta do caro leitor, caso ele não concorde com as versões dos correligionários e adversários do ex-ministro Geddel Vieira Lima. Marco Wense é articulista do Diário Bahia.