
Quem estaria por trás da insistente divulgação de que o deputado federal Geraldo Simões é um ficha-suja? Segundo a coluna Raio Laser, da Tribuna da Bahia, o petista está sendo vítima de “fogo amigo”.
Então, como se trata de fogo amigo, o DEM, PSDB e PMDB ficam de fora. A desconfiança recai sobre os partidos que compõem a base aliada do governador Jaques Wagner: PT, PP, PSB, PDT, PRB, PSL, PHS e o PC do B.
Os petistas de Itabuna apostam que os comunistas são os mais interessados em um possível enfraquecimento de Geraldo Simões em decorrência da divulgação de que o ex-prefeito é um ficha-suja.
O PC do B, segundo os geraldistas, está de olho na sucessão municipal de 2012, com os três prefeituráveis – Luís Sena, Wenceslau Júnior e Davidson Magalhães – disputando a indicação da legenda comunista.
O relacionamento político entre o PT e o PC do B sempre foi marcado por uma desconfiança recíproca. Petistas e comunistas só se juntam quando os interesses e as conveniências satisfazem os dois lados.
Uma eventual cisão entre o PT e PC do B, com candidatura própria no processo sucessório de 2012, alimenta o sonho de Fernando Gomes de comandar o Centro Administrativo pela quinta vez.
PS (1) – Esse pega-pega entre comunistas e petistas de Itabuna vem desde os tempos da então Fespi, hoje Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), quando a política estudantil fervilhava.
PS (2) – Eu era filiado (continuo sendo) ao PDT do saudoso Leonel de Moura Brizola. Quando sentiram que minha candidatura ao Diretório Central dos Estudantes (DCE) poderia sair vitoriosa com o racha entre o PT e o PC do B, logo se uniram e ganharam a eleição.
PS (3) – No ano seguinte, nova eleição. Agora para o Diretório Acadêmico do curso de Direito, o cobiçado DA de Direito. Tornei a sair candidato. Desta vez, graças ao desentendimento entre petistas e comunistas, fui eleito.
PMDB
O presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, quando questionado sobre uma possível indicação de Geddel para um ministério no governo de Dilma Rousseff, diz que “o partido não está empenhado em conseguir cargos, e sim ajudar Dilma”.
Só faltava essa, hein! O Lúcio dando sua contribuição ao governo Dilma sem nenhuma contrapartida, sem o toma-lá-dá-cá, como se o PMDB pensasse exclusivamente no país, deixando de lado o histórico e enraizado pragmatismo.
É o PMDB puro. O PMDB santo. O novo PMDB. O PMDB de Lúcio Vieira Lima. O PMDB de outro planeta.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.









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