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Jovem morreu há uma semana em acidente após perseguição (Foto Álbum Familiar).
Jovem morreu há uma semana em acidente após perseguição (Foto Álbum Familiar).

Familiares e amigos de Nadson Pereira de Almeida, de 14 anos, participam de missa de Sétimo Dia da morte do adolescente neste domingo (23). A missa será às 8h da manhã, na Igreja Menino Jesus, no Bairro Lomanto.
Nadson morreu no último domingo (16) após perseguição policial no Lomanto. De acordo com testemunhas, viatura da Polícia Militar tocou no fundo da moto, lançando o corpo do jovem à frente. Quando o corpo caiu no chão, o carro passou por cima do corpo. Nadson morreu ainda no local.
A morte do menor provocou revolta de moradores do bairro. Ônibus e carros de passeio foram incendiados no bairro e na BR-101 (relembre aqui).

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Vídeo registra perseguição policial a Nadson Almeida
Quatro das sete testemunhas ouvidas pela Polícia Civil confirmaram que a viatura da polícia militar atropelou Nadson Pereira de Almeida, de 14 anos, durante perseguição ocorrida por volta das 10h do último domingo (16), no Lomanto, em Itabuna. Nadson morreu ainda no local, antes que recebesse atendimento do Samu 192.
As testemunhas foram ouvidas ontem (19) pelo delegado regional Evy Paternostro. Elas afirmaram terem visto a perseguição pela Rua Jorge Amado.
Segundo a versão destas testemunhas, a viatura tocou no fundo da moto e passou por cima do corpo do adolescente, quando este foi lançado ao chão com o impacto da colisão.
Os depoimentos das testemunhas contradizem a versão dos cinco policiais que estavam na viatura do Ceto. Ao comandante do policiamento regional, coronel Antônio Reis, os militares disseram que não houve colisão nem atropelamento.
Ao coronel Reis, o quinteto disse que o jovem havia perdido o controle da moto por causa de um quebra-molas e teve o corpo lançado contra um carro GM Astra que estava na rua.
Advogado da família de Nadson, Davi Pedreira disse que a prova pericial “comprova que houve a compressão no corpo da criança, bem como que a viatura da PM teve amassamento na parte frontal direita provocada pela colisão com a moto”.
A família do adolescente está pedindo aos moradores do Lomanto que não promovam atos de vandalismo. “Igualmente não concordamos que se promova a crítica generalizada a todos os policiais militares”.
PROTESTOS E CARROS QUEIMADOS

Manifestantes atearam fogo em veículos no pátio da Settran (Foto Pimenta).
Manifestantes atearam fogo em veículos no pátio da Settran (Foto Pimenta).

O atropelamento do menor ocorreu durante abordagem de rotina dos militares na praça do bairro. Nadson teria recebido ordem para estacionar a moto, mas fugiu dos policiais, que iniciaram a perseguição.
A morte de Nadson desencadeou clima de revolta e protesto. Em menos de quatro horas, um ônibus da Rota Transportes que seguia de Itabuna para Buerarema foi queimado no viaduto Paulo Souto, no entroncamento das BRs 101 e 415, a menos de um quilômetro da tragédia.
Os manifestantes também atearam fogo em um carro de passeio na Avenida J.S. Pinheiro, que foi interditada com várias barricadas. Houve confronto com policiais da Cipe Cacaueira, Tropa de Choque e Exército.
Momentos depois, manifestantes invadiram o pátio da Secretaria de Transporte e Trânsito, também no Lomanto, e atearam fogo em 11 carros e carcaças e 15 motos velhas. Um guarda foi agredido.
Na segunda-feira, após o enterro do corpo de Nadson, houve novo ataque a um ônibus que trazia estudantes de Itapitanga para a Unime, em Itabuna. O assento do motorista foi incendiado.

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Jovem morreu após perseguição policial no Lomanto, em Itabuna (Foto Álbum Familiar).
Jovem morreu após perseguição policial (Foto Álbum Familiar).

O corpo do jovem Nadson Almeida será enterrado no Cemitério Campo Santo, em Itabuna, às 16h desta segunda (17). Familiares e amigos prestam homenagens ao menor em velório que ocorre na Igreja Menino Jesus, no Bairro Lomanto, de onde sairá às 15h.
Nadson morreu ontem pela manhã, na Rua Jorge Amado, no Lomanto, após perseguição policial. O menor fez 14 anos neste mês e estava pilotando uma moto Honda Fan 125 quando policiais militares deram ordem para ele parar. Assustado e sem capacete, o menor fugiu e acabou perdendo a direção da moto, caindo em seguida.
O PIMENTA conversou há pouco com dois dos tios de Nadson. Núbia Lemos, ainda abalada, confirmou que havia marcas no corpo do jovem que sugerem queda, seguida de atropelamento. A família já recorreu à Defensoria Pública para acionar o Estado.
Risomar Lima, tio do garoto, disse ao blog que Nadson havia saído de casa em uma moto sem autorização dos pais. “O pai dele [Nailton Lima de Almeida] não estava em casa. Saiu para socorrer um veículo e soube do que aconteceu quando retornou”, disse Risomar.
A família também havia pedido uma nova perícia, após constatar que a morte foi provocada por traumatismo craniano e fratura de costela, braço e tórax.

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Policiais da tropa de choque entram em confronto com manifestantes. Clarão foi provocado por coquetel molotov lançado contra policiais (Foto Gilvan Martins)
Policiais da tropa de choque entram em confronto com manifestantes. Clarão foi provocado por coquetel molotov lançado contra policiais (Foto Gilvan Martins)

Juraci, ao lado do ministro da Justiça, a quem relatou que era vítima de ameaças de morte. O encontro foi em outubro do ano passado, em Brasília.
Juraci, ao lado do ministro da Justiça, a quem relatou que era vítima de ameaças de morte porque não aceitava se cadastrar como índio. O encontro foi em outubro do ano passado, em Brasília.

Sobrevivente do ataque à casa do líder do Assentamento Ipiranga, Juraci Santana, a esposa da vítima, Elisângela Oliveira, já está sob proteção policial, segundo o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa. A polícia espera que Elisângela tenha condições de identificar os criminosos que atiraram contra a residência do casal e mataram o agricultor, crime ocorrido na madrugada de ontem (11), no Maroim, em Una.
A suspeita é de que os assassinos pertençam ao grupo tupinambá que invadiu cerca de 100 das 800 propriedades da região de 47,3 mil hectares. Além de atirar contra Juraci e incendiar casa e carro da vítima, os algozes também arrancaram as orelhas da vítima, segundo relatos de testemunhas ouvidas pelo PIMENTA.
DIRETOR DO INCRA PEDE JUSTIÇA
O Assentamento Ipiranga possui 44 famílias de pequenos produtores e foi criado em 1998. Ontem, o superintendente do Incra na Bahia, Gugé Fernandes, pediu às ouvidorias agrárias regional e nacional que cobrem à Polícia Civil baiana rapidez na apuração do caso.
– O Instituto aguarda o fim das investigações pelos órgãos do sistema de Justiça e a devida responsabilização dos culpados pelo crime – cita Gugé em nota.
REFORÇO NA INVESTIGAÇÃO
Posto em Buerarema foi alvo de vandalismo e saque no final da noite de ontem.
Posto em Buerarema foi alvo de vandalismo e saque no final da noite de ontem.

O ex-delegado regional de Itabuna e atual diretor do Departamento de Polícia do Interior (Depin) foi acionado pelo secretário para auxiliar a equipe do delegado regional de Ilhéus, André Aragão. Maurício também se reuniu com o chefe do Comando de Policiamento Regional Sul, Coronel Reis. Inquérito foi aberto para apurar o crime.
Ontem, além da investigação, o secretário determinou a retirada de manifestantes da BR-101, interditada desde as 10h da manhã. Houve confronto de tropas da PM com manifestantes, que reagiram atirando pedras contra as bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo e balas de borracha.
A multidão ficou revoltada porque não houve tentativa de negociação. “Já chegaram atirando”, diz um dos manifestantes. Quatro policiais militares foram atingidos por pedradas, mas passam bem. Um deles, identificado como Rondinelli, foi ferido no joelho. Confira notícias do confronto em notas abaixo.

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Agência do BB teve a fachada destruída em reação à estratégia da polícia.
Agência do BB teve a fachada destruída em reação à estratégia da polícia.

O confronto de manifestantes com a tropa de choque da Polícia Militar em Buerarema começou na BR-101 e terminou no centro da cidade e registrou cenas de destruição. As agências do Banco do Brasil e Bradesco foram depredadas em reação às bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha disparadas pela PM contra os manifestantes.
O confronto começou por volta das 17h20min, na BR-101, e terminou cinco horas depois. Manifestantes ficaram revoltados com a ação da tropa de choque.
O vereador Elinho Almeida (PDT), de Buerarema, conversou com manifestantes e policiais e disse que ouviu de produtores e populares críticas à falta de negociação. Para o vereador, as cenas de violência registradas nas últimas horas em Buerarema ocorreram por falta de diálogo. “A polícia [Rodoviária Federal] não procurou negociar, o que gerou a violência”.
O protesto começou por volta das 10h da manhã, quando, revoltados com o assassinato do agricultor Juraci Santana, manifestantes interditaram a BR-101. A pista começou a ser desobstruída há pouco.
Um engenheiro do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) vistoriou a ponte, mas liberou o tráfego na ponte parcialmente, devido ao risco de desabamento. A estrutura ficou comprometida, pois populares usaram picaretas para destruí-la. Confira imagens de Gilvan Martins de momentos do confronto em Buerarema.
Atualização à 0h16min – Um bando saqueou, há pouco, um posto de combustível na entrada da cidade. Logo em seguida, o grupo tentou atear fogo no estabelecimento.

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Tropa de Choque da PM age para dispersar manifestantes (Foto Gilvan Martins/Pimenta).
Tropa de Choque da PM age para dispersar manifestantes (Foto Gilvan Martins/Pimenta).

Uma tropa de choque com aproximadamente sessenta policiais militares tenta dispersar a multidão que interdita a BR-101 no quilômetro 526 desde as 10 horas da manhã desta terça-feira (11). A revolta começou nas primeiras horas da manhã com a execução do produtor rural Juraci Santana, em Una (acompanhe aqui).
O Batalhão de Choque usa bombas de efeito moral e balas de borracha contra os manifestantes. A multidão reage à ofensiva da polícia militar. Parte dos manifestantes atira pedra contra os policiais. O objetivo é, além de liberar a pista, evitar que uma ponte seja destruída. O asfalto foi removido e havia a ameaça de uso de dinamite pelos populares.
FORÇA NACIONAL FORA
Ao contrário de outros protestos, nem a Polícia Federal nem a Força Nacional de Segurança participam das ações para reprimir os manifestantes. A Força Nacional deixou as bases de segurança na última sexta-feira (7). Uma das bases fica na região onde o produtor rural foi assassinado nessa madrugada.
O clima de revolta da população levou comerciantes a baixarem as portas ainda pela manhã. Uma parte temia onda de saques, enquanto outra mostrava-se solidária aos produtores rurais. Buerarema, Una e Ilhéus são atingidos pela disputa de terras entre produtores rurais e índios e autodeclarados tupinambás. O alvo são 47,3 mil hectares que a Fundação Nacional do Índio (Funai) diz ser dos indígenas.

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Edson é acusado de matar idoso a golpes de facão (Foto Divulgação).
Edson é acusado de matar idoso a golpes de facão (Foto Divulgação).

Laurentino era querido em Apuarema (Foto Álbum Familiar).
Laurentino era querido em Apuarema (Foto Álbum Familiar).

Dois menores e um jovem de 19 anos assassinaram um idoso a golpes de facão, em Apuarema, no centro-sul do Estado, para roubar R$ 450,00, no final da manhã de ontem (8). Laurentino Lopes dos Santos, de 96 anos, foi surpreendido por Edson das Virgens Silva Júnior, de 19 anos, e pelos menores de 10 e 15 anos, em sua casa.
O trio reside em Amaralina, Jequié, e estava em Apuarema para vender mel, segundo a Polícia Militar. Laurentino, conhecido como Seu Louro, comprava um litro do produto, quando o trio percebeu que ele estava com mais dinheiro no bolso.
O trio seguiu o idoso até a casa dele. Lá, aplicaram vários golpes de facão, segundo a Polícia Militar. A vítima foi socorrida pelo Samu 192 e encaminhada para o Hospital Geral Prado Valadares, em Jequié, mas não resistiu aos ferimentos e morreu durante procedimento cirúrgico.
A população tentou linchar os adolescentes. Todos foram levados para o complexo policial em Jequié. O crime repercutiu em Itabuna, onde Laurentino possui vários familiares.

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Fiuza é segunda vítima de teste para tropa de elite (Foto Erick Tedy/Facebook).
Fiuza é segunda vítima de teste para tropa de elite (Foto Erick Tedy/Facebook).

O soldado Luciano Fiuza de Santana, 29 anos, faleceu nesta noite de quarta (18) no Hospital do Aeroporto. Luciano está entre os policiais que passaram mal, após corrida de dez quilômetros em teste de aptidão para integrar tropa de elite da Polícia Militar.

O soldado era lotado no 12º Batalhão da PM (Camaçari). A vítima já apresentava quadro clínico considerado gravíssimo ao ser internado. Luciano foi o segundo policial morto em decorrência dos testes. Ontem, faleceu o policial Manoel dos Reis Freitas Júnior (reveja aqui).

Outros dois policiais apresentaram complicações. Joserrise Mesquita de Barros Nascimento, 30 anos, da Cipe do Cerrado, encontra-se em estado grave, mas, segundo a junta médica da PM, apresenta quadro estável. Paulo David Capinam da Silva Pedro, 26, da 81ª Companhia (Itinga), recebeu alta nesta quarta.

O comando-geral da corporação informou que Inquérito Policial Militar (IPM) foi instaurado para investigar as causas da morte e como foram aplicados os Testes de Habilidades Específicas (THE).

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A sede definitiva da Base Comunitária de Segurança do bairro Monte Cristo, em Itabuna, será inaugurada, amanhã, pelo comandante-geral da Polícia militar, Alfredo Castro, e o secretário estadual de Segurança Pública, Maurício Barbosa. A base conta com 81 policiais e vai oferecer Centro Digital de Cidadania (CDC). Nele, a comunidade terá acesso a serviços de internet e cursos de informática.

A nova sede funcionará ao lado da estrutura provisória utilizada para instalação da base de segurança em setembro do ano passado. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, houve redução de 18% nos índices de criminalidade no Monte Cristo, após a instalação da base comunitária.

O coordenador das bases de segurança na Bahia, Zeliomar Volta, espera que a redução da criminalidade se acentue, após a instalação da sede definitiva da base no Monte Cristo.

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A estatística de carros roubados em Itabuna neste mês aumentou. Ontem, um Fiat Pálio Fire foi roubado nas proximidades do Hospital Manoel Novaes por um homem armado.

O assaltante tomou o carro e saiu em alta velocidade, perdeu o controle da direção e bateu o veículo contra o muro de uma residência na Rua Independência, no São Roque, por volta das 17h20min. O bandido fugiu antes da chegada da polícia.

Hoje, às 8h, uma mulher teve o Fiat Strada tomado em assalto enquanto estacionava o veículo na Avenida J.S. Pinheiro, no Lomanto. Com estes dois casos, já são 17 veículos roubados em Itabuna somente em novembro.

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Polícias militar e civil baianas são as que contam com maior percentual de confiança.
Polícias militar e civil baianas contam com maior percentual de confiança.

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas feita na Bahia, Amazonas, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal revela que os baianos são os que mais confiam nas polícias Militar (54%) e Civil (50%). Os percentuais foram divulgados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que apura o Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil).

A média nacional dos que confiam nas duas corporações é de 30%, chegando a 27% em Pernambuco, índice mais baixo do país. Foram ouvidas 6.600 pessoas entre julho de 2012 e junho de 2013, segundo a FGV.

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, disse que há esforço das polícias para interagir melhor com a população. As corregedorias, conforme Barbosa, têm atuado para punir os maus policiais.

Por meio de sua assessoria, Barbosa disse que, desde o início da atual gestão, 600 policiais das duas corporações foram demitidos. Para ele, ” a população percebe que há um esforço muito grande de se separar o joio do trigo”.

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"Laô" pôs guarnição da PM sob a mira de arma em Pindobaçu (Reprodução).
“Laô” pôs guarnição da PM sob a mira de arma em Pindobaçu (Reprodução).

Uma policial militar conseguiu desarmar um homem que colocou vários policiais sob a mira de uma espingarda, quinta (31), em frente a um mercado na Praça Pedro Luís, região central de Pindobaçu (BA). Conhecido como Laô, o homem conseguiu subir em uma viatura da Polícia Militar e iniciar as ameaças à guarnição que deixou o veículo para fazer um lanche.

O drama foi filmado por um morador de Pindobaçu. Mais de mil pessoas assistiam à ação em esquinas próximas, enquanto a polícia negociava com “Laô”. Nesse instante, a sargento seguiu por trás do homem, puxando-o pela camisa em seguida. A arma disparou acidentalmente ao cair no chão. Laô foi liberado após ser preso, pois a família alegou que ele sofre de distúrbios. Confira o vídeo abaixo:

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No sábado, móveis de tupinambás viram fogueira em reação de populares (Fotos Gilvan Martins).
No sábado, móveis de tupinambás foram destruídos (Fotos Gilvan Martins).

Da Redação

O aumento da tensão entre indígenas da etnia tupinambá e produtores rurais em Buerarema, no sul da Bahia, provocou a suspensão das aulas na rede de ensino do município. Desde a última quarta-feira (21) que mais de 3,6 mil estudantes das séries fundamentais não frequentam aula, segundo informou a Secretaria Municipal de Educação.

A decisão de suspender as aulas foi tomada pelo prefeito Guima Barreto (PDT) após o registro das cenas de violência e o acirramento de ânimo entre índios e fazendeiros.

Guima havia publicado decreto suspendendo as aulas até a ultima sexta-feira (26), mas decidiu prorrogá-lo devido às ocorrências do final de semana.

Há duas semanas a cidade vive em clima de guerra. Quatro carros oficiais foram destruídos, a loja da Cesta do Povo foi saqueada por duas vezes e casas foram incendiadas. Uma loja de material de construção que fornecia para os tupinambás também virou alvo.

O temor de derramamento de sangue aumentou ainda mais no sábado (24), quando populares reagiram ao que consideraram “afronta” de um dos líderes dos indígenas. “Gil”, irmão do Cacique Babau, teria visitado a sede do município em uma picape oficial e acompanhado de quatro pessoas. A “afronta” seria um fuzil exibido pelo grupo enquanto desfilava pela cidade.

13 DETIDOS NO FINAL DE SEMANA

13 pessoas foram detidas pela Polícia Militar e Força Nacional de Segurança no sábado (24) por depredação ou destruição de residências, lojas e agências bancárias. Gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bombas de efeito moral foram utilizados para dispersar manifestantes na principal praça da cidade.

Populares criticaram a falta de ação da Força Nacional e da Polícia Federal, que permitiram a visita dos indígenas ao centro de Buerarema no sábado, considerado estopim para os ataques.

Dos detidos pela polícia, três foram flagrados saqueando a Cesta do Povo, pertencente à Empresa Baiana de Alimentos (Ebal), e os demais por tentativa de destruição de lojas e agências bancárias, além de ataques a ônibus. As 13 detenções ocorreram entre 19h30min e 22h do último sábado, segundo informou o Comando de Policiamento Regional Sul, da Polícia Militar.

BANCADA SE MOBILIZA
A bancada de 39 deputados e três senadores baianos decidiu buscar audiência para solicitar a intervenção do governo federal na área de conflito. A decisão foi tomada em reunião, hoje, dos deputados Daniel Almeida (PCdoB) e Félix Júnior (PDT) com a Justiça Federal.

O deputado federal Geraldo Simões (PT) sugere a suspensão imediata da proposta de demarcação das terras. Hoje, o parlamentar fez contato com o governo bueraremense para obter mais informações a fim de subsidiar a audiência com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça).

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emilianojose

Marival Guedes, de Salvador

O jornalista e escritor, doutor em Comunicação, Emiliano José, participou em Salvador de um debate sobre a “Democratização dos Meios de Comunicação”, promovido pelo Levante Popular da Juventude.

Emiliano foi vereador, deputado estadual e é suplente de Deputado Federal (PT). Nesta entrevista ele fala também sobre a ação que o pastor Átila Brandão, acusado de torturar presos políticos, ingressou contra ele. E aborda os governos Lula e Dilma e o mensalão.

BLOG PIMENTA – O que significa a democratização dos meios de comunicação? Como seriam os meios de comunicação democratizados?

EMILIANO JOSÉ – Seria, do ponto de vista formal, absolutamente simples: bastaria que os artigos de 220 a 224 da Constituição Federal fossem regulamentados e respeitados. Só que, na correlação de forças do Brasil, não há nada simples com relação a esta questão. Creio que nós avançamos muito de 1985 pra cá, e avançamos de maneira acelerada nos últimos dez anos com os governos do presidente Lula e com a presidenta Dilma.

PIMENTA – Quais os principais avanços?

EMILIANO – Especialmente as políticas estruturantes de distribuição de renda possibilitando que 70 milhões de pessoas mudassem sua qualidade de vida, possibilitando a constituição de um mercado de massas no Brasil, velha bandeira de toda a esquerda brasileira, com os programas que foram colocados em prática, de modo especial o Bolsa Família, o programa de valorização do Salário Mínimo, o Prouni, a Política de Cotas, a valorização dos negros e das negras, o reconhecimento da presença da mulher na vida  brasileira, os direitos humanos. Tudo isso indica um novo Brasil, um país bastante diferente.

PIMENTA – Mas ainda falta muito.

EMILIANO – A gente reconhece que a concentração de renda ainda é gigantesca, a desigualdade ainda é grande e as condições de vida do nosso povo precisam melhorar muito. Acabar com a miséria extrema é apenas o primeiro passo.

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A GRANDE MÍDIA: Esta velha mídia é herdeira direta  da Casa Grande.

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PIMENTA – Voltando à democratização da mídia brasileira…

EMILIANO – Neste quesito, inegavelmente, não conseguimos andar. Não temos ilusão de mudar a grande mídia, a mídia hegemônica. Ela vai continuar sendo o que é, um grupo de poucas famílias que controlam o discurso de interpretação do Brasil. Esta velha mídia é herdeira direta  da “casa grande”, vem lá de trás. Ela tem uma visão preconceituosa, elitista. A senzala deve ficar no seu lugar sem se mexer. Este preconceito desrespeitoso, por exemplo, contra o presidente Lula vem de lá. É como se afirmassem que um sujeito operário nordestino não teria o direito de invadir o território da casa grande que é a Presidência da República.

PIMENTA – Não acha a reação natural, diante de séculos de controle?

EMILIANO – Mas não foi Lula, foi o povo que decidiu governar o Brasil. E esta mídia suporta menos ainda o fato de que Lula foi o maior presidente da história do Brasil.

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DEMOCRATIZAÇÃO – Este grupo não quer sair de cena e não queremos que ele saia de cena. Só que queremos democratizar a mídia.

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PIMENTA – Na leitura do senhor, a chamada grande mídia defende um grupo. Seria isso mesmo?

EMILIANO – A casa grande tem lado e não descansa. A mídia diz: “ nós é que devemos ser oposição a este projeto político de esquerda”. Judite Brito, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), declarou isso em 2010: “a oposição é muito fraquinha, então, nós temos que cumprir o papel que ela não cumpre”.  Então se assumem como partido político. [Antonio] Gramsci, notável intelectual italiano, dirigente comunista, tratava disso lá atrás. Ele diz que um grupo de jornais ou revistas pode se constituir num partido político. Este grupo não quer sair de cena e não queremos que ele saia de cena. Só que queremos democratizar a mídia.

PIMENTA – De que forma seria esta democratização?

EMILIANO – Vinicius Lima, um dos intelectuais que mais têm estudado esta questão, diz que é preciso horizontalizar a propriedade dos meios no Brasil. Por que apenas um grupo de famílias pode ser dono das ondas eletromagnéticas, das redes de TV, das emissoras de rádio? Por que políticos têm que ser donos dos meios de comunicação?  A Constituição proíbe os monopólios dos meios de comunicação, mas nós só vivemos de monopólios. Não se permite a propriedade cruzada, porém temos propriedade cruzada.

 

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REGULAÇÃO NOS EUA: Ora, os Estados Unidos por acaso censuram ao proibir a propriedade cruzada?

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PIMENTA – A proposta de regulação da mídia provoca muitas reações.

EMILIANO – Quando falamos na regulação, a velha mídia salta com sabre na mão dizendo que queremos a censura. Ora, os Estados Unidos por acaso censuram ao proibir a propriedade cruzada? Eles têm regulação muito rigorosa.

PIMENTA – O que deveria ser modificado aqui no Brasil nesta área?

EMILIANO – Nós precisávamos de uma legislação que proibisse que políticos detivessem o controle dos meios de comunicação, que não houvesse monopólio, propriedade cruzada, não se fizesse o escândalo cotidiano do desrespeito aos direitos humanos que a Constituição proíbe. Alguns programas extrapolam, e muito, a legalidade ao exibir pessoas presas, ao exibir o sangue, a morte, ao propor praticamente a pena de morte. Programas horrendos cotidianamente são exibidos na TV aberta. É preciso modificar isso.

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ESCÂNDALO SIEMENS-METRÔ: Fossem Serra e Alckmin do PT, eles diriam: os dois ladrões meteram a mão no dinheiro público.

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