Irineu Andrade deixa comando da Civil em Ilhéus (Divulgação).
A série de mudanças na estrutura da Polícia Civil baiana acabou por atingir, também, a 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Ilhéus. O delegado regional Irineu Andrade foi exonerado do cargo.
André Aragão Lima, que atuava como regional de Jequié, será o seu substituto. Irineu vai assumir a delegacia do município de Macarani, no sudoeste baiano.
A mudança está publicada na edição de hoje do Diário Oficial do Estado. Caíram, ainda, os comandos regionais da Civil em Irecê, Guanambi e Itaberaba. O governador Jaques Wagner também promoveu mudanças em delegaciais especializadas de Homicídio na capital baiana e no interior. “DANÇA DAS CADEIRAS” NA PM
O governador também efetuou mudanças nos comandos de batalhões e companhias independentes da Polícia Militar, a exemplo de Ipiaú e Canavieiras.
O major Washington Luís Paraíso da Fonseca assume a 71ª Companhia Independente da PM em Canavieiras e Raimundo Nonato Júnior comandará a 55ª CIPM, de Ipiaú. O tenente coronel Valter Serpa de Oliveira Filho assumirá o 10º Batalhão da PM (Porto Seguro).
A terceira regional da Associação dos Praças da Polícia Militar (APPM-Itabuna) promove confraternização com associados e familiares nesta quinta, 20, a partir das 20 horas, no Grapiúna Tênis Clube.
A festa open bar será animada por Carlinhos dos Teclados e terá também espaço de recreação com acompanhamento para crianças, informa o presidente da APPM-Itabuna, Sargento Cavalcanti.
O movimento pela desmilitarização da PM baiana começa a ganhar corpo com movimento que defende carreira única na corporação. Um dos defensores da ideia é o soldado José Januário Félix Neto. Ao PIMENTA, Neto disse que o objetivo é tornar a corporação mais próxima do que deseja a comunidade – uma Polícia Militar mais humana. A mudança também atingiria o Corpo de Bombeiros.
A petição pública disponível na internet trata a forma de ascensão na PM como “resquício da época imperialista e da ditadura”. Hoje, o policial ingressa como soldado e encerra a carreira como coronel. O movimento aponta “insatisfação da sociedade” com o atual modelo de promoções na PM. O documento considera “oneroso” o formato de promoções.
A carreira única é tratada pelos líderes do movimento como “forma mais justa de adentrar ao serviço militar de policiamento ostensivo-preventivo”. Os defensores acreditam que a descentralização na formação do policial dará fim “ao distanciamento e a perseguições administrativas e aos preconceitos internos tão corriqueiros nas Polícias Militares de todo o país”.
A petição pública cita “dicotomia” existente entre praças e novos oficiais, que ingressam na corporação por meio de concurso e são lançados na rua sem experiência de policiamento. A diferença salarial e de experiência de trabalho ostensivo, conforme documento, desestimula o trabalho dos praças.
A petição pública defende ascensão por meio de concursos internos. Outro ponto é que os concursos passem a exigir nível superior aos futuros policiais.
Tempo de leitura: 7minutosGovernador durante inauguração de base comunitária em Itabuna (Foto Pimenta).
O governador Jaques Wagner esteve no final de semana em Itabuna, onde inaugurou a primeira Base Comunitária de Segurança no interior da Bahia. A base de segurança é aposta para redução dos índices de criminalidade em áreas onde há domínio do crime.
Após a inauguração no Monte Cristo e entrevista ao Alerta Total, da TV Cabrália, o governador concedeu entrevista ao PIMENTA. O mandatário baiano falou de greves no funcionalismo, gestão pública, eleições e reflexos eleitorais do julgamento do Mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF). Wagner fez crítica à Revista Veja pela postura de “partido político” assumida pela publicação da Editora Abril.
O governador também abordou o processo eleitoral na Bahia e ainda vê a disputa embolada em Itabuna. Ele afirmou que, na reta final, poderá vir a Itabuna apoiar o candidato da base aliada que estiver melhor posicionado – Vane do Renascer (PRB) ou Juçara Feitosa (PT).
PIMENTA – Quais os resultados já obtidos com as Bases Comunitárias nas áreas onde foram instaladas?
JAQUES WAGNER – A depender do tempo de instaladas, os índices de criminalidade apresentam redução de 40% a 50%. Na área do Calabar [Salvador], tivemos período longo com zero homicídio e as bases têm se mostrado a melhor política, mas é óbvio que não vamos colocar bases em todos os bairros, todo interior, mas as colocamos em cidades com índices elevados, como é o caso de Itabuna. Semana que vem estou indo a Feira de Santana, tem uma projetada para Porto Seguro, é uma política de instalar em bairros onde existe o tráfico conflagrado.
O governo fez opção de instalar a Base Comunitária numa área de quadra poliesportiva. Não há uma incoerência governamental entre discurso e combate ao crime?
Na verdade, foi demandado à prefeitura o oferecimento de um terreno. Também acho que é ruim suprimir uma quadra de esporte para colocar uma base comunitária, que é bem-vinda. A unidade nossa é provisória, mas o terreno ao lado [da quadra] é que será usado.
Existem demandas no sul da Bahia, como a duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna . Quando esta obra vai sair?
A duplicação ficou a cargo do governo federal . O Derba [órgão estadual] já entregou o projeto ao Dnit e está sendo adequado pelo Ministério dos Transportes. O dinheiro está reservado dentro do PAC II. É o Dnit terminar o projeto, sair a licença ambiental e fazer a obra. Eu tenho convicção de que a gente consegue começar essa obra no primeiro semestre de 2013.
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Com a aproximação da eleição, se um candidato da base estiver disputando com o adversário, no caso de Itabuna é com o DEM, a gente pode vir para reforçar.
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Falando de eleições, como se posicionará em Itabuna, onde a base tem dois candidatos?
Para não ser desleal, a minha postura é sempre ficar equidistante onde temos dois candidatos e estes participaram da minha campanha [em 2010]. Com a aproximação da eleição, se um candidato da base estiver disputando com o adversário, no caso de Itabuna é com o DEM, a gente pode vir para reforçar. Por enquanto, há a informação de que a disputa está embolada e eu estou me mantendo distante não só aqui como em todos os lugares. Sou do PT, mas sou de uma coligação. Então, se existem dois candidatos da base, a gente mantém essa distância.
Qual o mapa eleitoral que o governo projeta para este ano?
A projeção que temos é de que, dos 417 municípios, faremos 320. Gente mais otimista fala em 330. Eu boto 320, o que já seria um número bastante representativo, ficando perto de 100 com a oposição, mas ressalvando alguns municípios, pois o PMDB é parte do governo da presidenta Dilma e oposição ao governo estadual, mas não há “interdição” de alianças. Tem prefeitura que vai ser ganha pelo PMDB, mas com o apoio de gente nossa e do PT. E tem lugares onde o PT deve ganhar com o apoio do PMDB. Mas eu diria que, na minha base, estaremos acima de 320 prefeituras.
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Nelson Pelegrino tem crescido bastante e o candidato do DEM, na minha opinião, vem perdendo fôlego.
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E Salvador?
Nelson Pelegrino tem crescido bastante e o candidato do DEM, na minha opinião, vem perdendo fôlego. Em Feira, a eleição é dura, mas a reação de [Zé] Neto é muito boa. Já em Vitória da Conquista, Guilherme Menezes está bem. Aqui em Itabuna, como já disse, está embolado e em Ilhéus nós temos dois candidatos da base, assim como em Barreiras. Então, acho que o resultado vai ser bastante positivo.
Nacionalmente, qual será o impacto do Mensalão para o projeto eleitoral do PT?
Eu estava dizendo que houve julgamento do povo. O episódio do Mensalão já foi público. Em 2005, 2006, teve gente cassada ou que renunciou para não perder o mandato… Na minha opinião, o impacto maior se deu naquela época. Nós já tivemos as eleições de 2006, 2008 e 2010. Algumas pessoas se desestimularam em relação ao PT, mas, pelo desempenho nas eleições, eu diria que não foi um golpe como a oposição gostaria que fosse. Até porque, se o PT tem erros, e seguramente tem, os outros não estão isentos.
Os reflexos hoje seriam menores?
A população não é mais ingênua. Sabe que fazer o discurso da moralidade é fácil, mas teve, por exemplo, o episódio do Mensalão do DEM, com gente filmada colocando o dinheiro no bolso e por aí vai. E o PSDB, também [Minas Gerais]. Então, eu não gosto de generalizar. Seguramente, não somos um partido dos santos, mas de homens e mulheres, como todos são, com erros e acertos. Agora, alguém tentar posar de partido dos santos, de partido detentor da moralidade absoluta acaba soando como mentira para a população. Então, algum impacto acho que tem, mas não estou sentindo, pelo menos por onde tenho andado.
E na Bahia?
É óbvio que não tenho andado por outros estados, mas não estou sentindo isso.
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Eu digo sempre que com o pecado do pecador o povo já se acostumou. O pecado do pregador assusta muito mais. Quando acontece alguma coisa com alguém do PT, vira escândalo.
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O senhor esteve em São Paulo em apoio a Fernando Haddad. Lá, o senhor não sentiu?
Algum reflexo tem, é óbvio. Eu digo sempre que com o pecado do pecador o povo já se acostumou. O pecado do pregador assusta muito mais. Como nós sempre pregamos a moralidade e o bom uso do dinheiro público, quando acontece alguma coisa com alguém do PT vira um escândalo. Por quê? Porque somos pregadores do bom uso do dinheiro público. O episódio foi em 2005, há o julgamento e a postura de condenação. Agora, não acredito que isso vá ser… Vamos ver em São Paulo, onde o Haddad está crescendo, o Russomano está consolidado na primeira posição. Espero que [no segundo turno] dê Russomano e o Haddad, mas vamos esperar mais um pouquinho.
E o que muda com o envolvimento do nome do ex-presidente Lula, segunda a Veja?
Olha, a Revista Veja, ultimamente, tem se transformado quase que num partido político, como já aconteceu em outros países democráticos como Inglaterra, Estados Unidos. Alguns órgãos de imprensa esquecem de que a imprensa tem direito a ter sua opinião – e nós defendemos a liberdade de imprensa, mas tem momentos que ela assume uma posição e se contamina até diante da sociedade. A tentativa, na minha opinião, é absurda. Eu fui ministro que cuidava de toda aquela questão à época do Mensalão. Eu era o articulador político do presidente Lula… No dia que estive em São Paulo, estava saindo a revista e eu disse “posso garantir que o presidente nunca se encontrou com Marcos Valério nem no Palácio do Planalto nem no Alvorada ou na Granja do Torto”.
Mas a pressão é grande.
Essa tentativa [de envolver o ex-presidente Lula] já foi rechaçada no começo pelo Supremo. É tentativa de contaminar uma pessoa que, para tristeza das oposições, continua morando no coração de 80% dos brasileiros, pelo trabalho que ele fez. Mas não acho que isso vá prosperar. Insisto que é falta de argumento da oposição e aí tenta bater só nessa tecla. O povo ouve a palavra, mas julga pela ação. Creio que a ação do PT ao longo desses anos, seguramente, não é perfeita, mas a gente tem feito processo de prosperidade bastante grande no Brasil e na Bahia.
O senhor sempre foi visto como homem do diálogo e oriundo da base sindical. Por que se enfrentou duas greves duras só neste ano, principalmente a dos professores, que foi a mais desgastante e longa?
A greve da Polícia Militar, na verdade, tinha uma agenda nacional, que era a PEC 300. Então, iniciou-se um processo de greves em outros estados e chegou na Bahia e tomou contornos inaceitáveis e violentos. Graças a Deus, superamos aquela fase. Fizemos uma oferta salarial à Polícia Militar que começa a ser cumprida agora em novembro.
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Os negociadores do meu lado e do lado dos professores não exercitaram bem o que é sagrado – a mesa de negociação e o diálogo – e a greve acabou adentrando por uma conotação de politização.
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E na greve dos professores?
No caso dos professores, considero que houve erro de parte a parte na mesa de negociação. Os negociadores do meu lado e do lado dos professores não exercitaram bem o que é sagrado – a mesa de negociação e o diálogo – e a greve acabou adentrando por uma conotação de politização. Só lembrar que, seguramente, não sou governador da Bahia duas vezes, deputado três vezes e ex-ministro do presidente Lula por que seja burro. É óbvio que se num ano eleitoral eu pudesse alargar os proventos do funcionalismo público para estar em cada canto com gente satisfeita… Eu tenho limite e tenho que governar dentro da responsabilidade fiscal. Eu só quero lembrar, sem voltar a esse debate, que nós fizemos e vamos completar em março 53% de ganho real sobre a reposição da inflação. Houve desgaste, mas ele vai sendo superado. O governo não é julgado só por esse episódio. É julgado pelo conjunto da obra de cinco anos e meio. Graças a Deus, a gente tem avaliação bastante positiva da população.
Só que as pesquisas ainda apontam desgaste.
Não, você está falando da pesquisa de Salvador. É que o povo tem a mania de pegar pesquisa de Salvador.
Nos maiores centros, como Itabuna, também ainda há reflexo.
Em Feira de Santana virou completamente. Pode não ser igual às outras cidades do interior, mas a avaliação é positiva. Inclusive, em Salvador a regressão da desaprovação já é bastante grande e a gente já tem aprovação superior a não-aprovação. Salvador foi o grande foco da greve dos professores. Mas em época de eleição as coisas são… (pausa)
Mais acirradas?
(…) Mais acirradas e ninguém [da oposição] vai falar das bondades. Mas sou pessoa tranquila. Vou dar o exemplo de Salvador [em relação a pesquisa]: tinha gente comemorando antes da hora e me parece que a festa não vai ser como eles estavam imaginando. Vamos aguardar porque, pelas pesquisas, eu não iria nem para o segundo turno em 2006 e acabei ganhando no primeiro. Achava impossível ganhar do primeiro turno em 2010… Não falo isso com arrogância, mas como recomendação porque pesquisa é fotografia do momento. Eu acabei de ouvir do diretor da própria rede aqui [Marcelo Almeida, da TV Cabrália] que as coisas mudam com muita rapidez em Itabuna. Em São Paulo, todo mundo achava que Celso Russomano (PRB) ia cair [nas pesquisas] com duas semanas de televisão. Consolidou em 35% e está todo mundo agora batendo perna, não entendendo o que está acontecendo. Então, vou continuar com minha humildade. Evidente que eu sei os problemas que o governo tem, mas também eu sei das entregas que a gente fez e não são poucas, e o povo julga pelo conjunto da obra.
Tempo de leitura: 2minutosSecretário de Segurança, Maurício Barbosa (Foto Pimenta).
A Base Comunitária de Segurança instalada provisoriamente na baixada do Bairro Monte Cristo, em Itabuna, é a oitava entregue pelo governo baiano. Inspiradas nos moldes das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro, as bases comunitárias são inauguradas em áreas sob domínio do tráfico ou de grande número de homicídios. O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, disse que Itabuna terá uma segunda unidade, em área ainda a ser definida.
Barbosa concedeu entrevista ao PIMENTA e disse que a quadra poliesportiva que a prefeitura cedeu como área para instalação da base será devolvida, recuperada, em quatro meses, quando a Base Comunitária permanente será inaugurada.
De acordo com ele, as próximas unidades a serem inauguradas serão as de Porto Seguro e Feira de Santana. A base de Itabuna será comandada pela tenente
PIMENTA – O governo tem dito que o combate à violência não é feito somente com polícia. Não é incoerência, então, construir a Base Comunitária justamente numa quadra poliesportiva?
MAURÍCIO BARBOSA – Não é incoerência, mas prioridade. A ocupação não é definitiva. Estamos aqui iniciando um projeto de segurança para beneficiar, aproximadamente, 30 mil pessoas e, temporariamente, ela vai ficar aqui, até a construção definitiva da base e a recuperação da quadra para os jovens.
A base definitiva sai em quanto tempo?
Acreditamos que, no máximo, em oito meses, mantendo-se a mesma equipe (efetivo) policial. Infelizmente, não tivemos outra opção para acelerar o processo de instalação provisória do terreno e posterior recuperação da área de lazer.Autoridades descerram placa de inauguração de base comunitária em Itabuna (Foto Manu Dias).
A instalação da unidade provisória tem a ver com índices de criminalidade ou, como se comenta, com o período eleitoral?
A questão é logo trazer os policiais que já estavam formados desde o início do ano. A nossa previsão era de que as obras físicas já estivessem prontas. Então, para não perdermos mais tempo, fizemos a opção de construir essa base provisória nos moldes de como têm sido feitas as UPPs cariocas.
Existem fortes críticas quando à localização da Base, considerada vulnerável pela própria geografia do local…
A questão da vulnerabilidade vai exatamente do trabalho que a polícia veio aqui para fazer. O trabalho policial oferece riscos. Minimizamos esses riscos (com a operação deflagrada em agosto). A população não pode ficar à mercê da bandidagem.
Tempo de leitura: < 1minutoPolícia fez barreira em todos os acessos a Itabuna nesta sexta (Foto Pimenta).
As polícias civil e militar conseguiram cumprir 42 mandados de busca e apreensão e dez de prisão em Itabuna na Operação Encore, deflagrada hoje pela manhã, 31. Os mandados foram expedidos pelo juiz da 2ª Vara Crime, Antônio Carlos Rodrigues Moraes.
Foram 11 flagrantes por tráfico de drogas, além de outros três por crime de receptação, roubo, porte ilegal de arma. Foram apreendidos, até o final da tarde, um quilo e meio de drogas, três motos e três carros.
De acordo com a polícia, foram presos na Encore Gilson Alves Peixoto, Albert Matheus Santos Costa, Ailton Lopes da Silva, Wagner Evangelista dos Santos, Josevaldo Moreira dos Santos e Sandro Oliveira de Jesus.
A lista de presos é completada por Leandro Alves Santos, Raimundo Moreira dos Santos, Valtemir Almeida Silva, Erick Cardoso Laytynher, Camile Cardoso Silva, José Luis Magno, Caique Cardoso Messias e Edmilson Soares Oliveira.
As apreensões e prisões ocorreram em pontos do tráfico e residências nos bairros Conceição, Mangabinha, São Caetano, Lomanto, Odilon, Pedro Jerônimo, Novo Horizonte, Santo Antônio, Daniel Gomes e Corbiniano Freire, além de ações na BR-101, auxiliadas pela Polícia Rodoviária Federal.
A Operação Encore não acabou. Conforme o delegado regional Moisés Damasceno, as polícias darão continuidade às ações neste final de semana. O município, devido à crescente violência, deve receber uma Base Comunitária de Segurança, provisoriamente.
Tempo de leitura: < 1minutoConfronto ocorreu na Volta da Cobra (Foto Oziel Aragão / Portal Sul da Bahia).
Dois homens suspeitos de roubar um motociclista em Itabuna acabaram mortos em suposto confronto com a Polícia Militar nesta quarta-feira, 1º.
De acordo com informações do Portal Sul da Bahia, os bandidos estavam sendo perseguidos pela polícia e trocaram tiros na região de Volta da Cobra, próximo ao Hospital de Base de Itabuna.
Os homens ainda não foram identificados. Um estava de bermuda azul e camiseta branca e o outro trajava camiseta preta e bermuda azul.
O governo precisa dispor de mais esforços. Independente do fim da greve, a lição de casa é aprender como lidar com uma greve que começou com um objetivo de classe e é transformada numa disputa pelo comando do sindicato.
No dia 16 de julho, a APLB Sindicato de Jacobina anunciou o final da greve no município. Da mesma maneira de dezenas de municípios, não aderiu, portanto, a continuidade do movimento grevista, a exemplo da capital baiana. Com isso, a paralisação perdeu força e diminui os espaços de pressão no estado. O enfoque, contudo, hoje, não é a continuidade ou não da greve. Não é o mérito ou não da greve. Não é, principalmente, a força ou não da greve. O enfoque é o limite da greve, o sentido da greve, não apenas para os professores, mas, especialmente, para a população.
A população reconhece o mérito da greve dos professores. Aliás, qualquer reivindicação da categoria é encarada de maneira positiva pela população. A educação é e será – permanentemente – um fator de reivindicação encarado de maneira legítima e indelével pelas pessoas. Portanto, não é o mérito da greve dos professores que é avaliado. Não seria justo.
Só que não é possível convencer a sociedade de uma luta – por intermédio do uso da greve – apenas sob o olhar dos professores. A greve é um instrumento de manifestação pública construído pela classe trabalhadora. Sendo assim, possui domínio de toda a classe trabalhadora.
Isso significa que o bom ou o mau uso da greve por professores, médicos, jornalistas ou operários, influencia positivamente ou negativamente em toda e qualquer manifestação que faça uso deste instrumento de disputa da sociedade. A greve dos professores da rede estadual de ensino, portanto, é de todos nós. Para o bem ou para o mal, a greve dos professores é de toda a classe trabalhadora.
Mas, se a greve dos professores é de todos nós, a continuidade ou não dela também é de responsabilidade de todos nós. É uma decisão de todos nós. Estudantes, motoristas, cozinheiros, comerciantes, todos nós. Nós devemos estabelecer o limite da greve. E, o limite da greve, não é – simplesmente – o limite do professor. Não é até quando o professor aguenta viver sem salário, sem dinheiro, sem alimento. O limite da greve é o limite da população.
Recentemente, a Bahia viveu a greve da PM. Esta greve não terminou simplesmente porque os policiais militares resolveram descruzar os braços. A greve cessou porque a população resolveu encerrar o apoio dela.
Todo sindicalista reconhece a frase: “Um passo em frente, dois passos atrás”. Isso representa a hora de avançar e recuar. Avançar com a aprovação de 10% do PIB para a educação, aprovado com 100%. Avançar com a criação de universidades federais na Bahia, tendo como protagonista da expansão universitária no país um governo petista, bem como, avançar com o aumento do piso salarial dos professores no Brasil.
Mas é preciso recuar também quando rotulam (e nós deixamos) o uso da greve como uma válvula de escape esquerdista, por mais justa que seja. O parâmetro da greve não está no caráter dela. Por princípio, toda greve é justa. Infelizmente, uma parcela significativa da sociedade encara toda e qualquer manifestação grevista como o império da baderna. Alguns veículos de comunicação, por sinal, classificaram a Bahia como “A república sindical, a república da greve”. Ou seja: demonizam o uso da greve e satanizam os sindicatos, confrontando os trabalhadores contra outros trabalhadores. Este é o jogo traiçoeiro da oposição.
Mas é preciso deixar claro também que o limite da greve não é o limite do orçamento do governo. O fato de ter sido eleito e composto majoritariamente por trabalhadores requer deste governo mais disposição para dialogar, mais vontade política para equacionar o orçamento segundo o anseio da classe trabalhadora. Isso significa que o governo precisa dispor de mais esforços. Independente do fim da greve, a lição de casa é aprender como lidar com uma greve que começou com um objetivo de classe e é transformada numa disputa pelo comando do sindicato.
Tempo de leitura: 2minutosRelatório é desfavorável aos soldados PMs do 15º Batalhão, em Itabuna.
Os seis policiais militares considerados líderes da greve no 15º Batalhão da PM em Itabuna estão apreensivos. Processo administrativo disciplinar (PAD) aponta que eles teriam impedido a “saída de viaturas da sede do 15º BPM para a área operacional” e articulado a paralisação em Itabuna.
O relatório do processo administrativo foi elaborado por três oficiais da Corregedoria-Geral da PM e concluído após quatro meses de diligências. O documento será levado ao comandante-geral da PM, Alfredo Castro, e ao governador Jaques Wagner.
Com base no relatório, o comandante e o governador decidirão pela anistia ou demissão dos soldados José Januário Félix Neto, Márcia Batista de Oliveira, José Roberto dos Santos, Renata Tereza Brandão, Valéria Rodrigues e Wadson Pereira de Andrade. A decisão sai em até 30 dias. Outros 83 PMs no Estado também correm risco de expulsão.
PROMESSA DE WAGNER É LEMBRADA
A cobrança agora é para que o governador Jaques Wagner cumpra o prometido e anistie os soldados apontados como líderes da greve em Itabuna. No pico da paralisação, ocorrida entre janeiro e fevereiro deste ano, Wagner disse que não haveria punição aos militares onde não houve greve com características de “crime de mando, quadrilha, ostentação de arma ou violência”, caso de Itabuna.
Policiais lembram que a paralisação em Itabuna foi pacífica e teve acompanhamento de sindicatos e entidades como a OAB. Outro ponto é que áreas como presídio, hospitais e módulos policiais não ficaram sem segurança durante o movimento.
Seis policiais militares grevistas presos em Itabuna estão sem água e comida, denunciou uma das vítimas em entrevista ao Diário Bahia. A alimentação é fornecida pelos familiares e amigos durante as visitas. Os policiais estão presos no 15º Batalhão da PM, no bairro Jaçanã, desde o dia 14 (relembre aqui).
– Estamos nos sentindo esquecidos. O Judiciário nos prendeu e nos abandonou, mas nós não cometemos crime nenhum contra a sociedade – disse um dos policiais ao jornal.
A greve dos policiais em Itabuna foi encerrada no final da tarde do último dia 11 e as prisões ocorreram no dia 14, à noite. A prisão dos militares foi decretada pelo juiz militar Paulo Roberto da Silva Oliveira, que não havia retornado ao trabalho até ontem, quinta (23), conforme advogados de defesa dos policiais.
Leia também: DEFESA NEGA RETALIAÇÃO E DIZ QUE POLICIAIS PRESOS TÊM “TRATAMENTO HUMANITÁRIO”
O PIMENTA atingiu a marca de 462.895 mil visitas e mais de 1,32 milhão de pageviews no período de 11 de janeiro a 11 de fevereiro, conforme o Google Analytics. Trata-se de um novo recorde de visitas em um mês e confirma liderança no sul da Bahia.
O Alexa, também utilizado pelas agências de propaganda, ratifica a liderança regional e o posicionamento entre os cinco mais lidos do estado (54.646 no ranking global e 1.279 na classificação nacional).
O número de novas visitas neste período, segundo o Google Analytics, atingiu 28,54% e o índice de rejeições (leitores que visitam determinado site apenas uma vez) foi baixíssimo: só 3,51%, quando o padrão regional é de 25%, na média. O dado significa aprovação do leitor ao conteúdo do blog e dá maior visibilidade aos anunciantes.
Os dados também dão uma ideia do quanto o leitor buscou notícias sobre a greve da Polícia Militar. Os acessos ao blog no período dos 11 dias de greve representaram crescimento de 13,4% em um mês, puxados pela cobertura especial com informações de todo o estado e notas exclusivas da paralisação no sul da Bahia.
O PIMENTA trará novidades em breve. O blog passará por reformulação no layout – elaborado pela Webtiva, ampliará a equipe e já define o projeto de cobertura das eleições 2012, com orientações ao cidadão e raio-x completo dos candidatos e suas propostas. Pimenta atinge mais de 460 mil acessos em um mês, conforme Google Analytics.
Som ligado mais caixa selada: combinação perturbou vizinhança.
Quatro pessoas foram detidas ao final da tarde de hoje, em Itabuna, após desacatar policiais militares da Patrulha do Sossego. Wildes Batista dos Santos, Hélio Lima Araújo, Jéssica Teodósio Campos e Márcio Brito Araújo foram encaminhados para o complexo policial por uma guarnição da 2ª Companhia da PM. Os quatro são acusados de desacato, obstrução e desobediência.
A guarnição da polícia militar foi acionada para atender a denúncia de poluição sonora na rua B, 75, bairro Novo Jaçanã. Ao chegar ao local, os policiais negociaram para que se abaixasse o volume do som de um Fiat Linea (NZA-3865), que usa caixa selada – de grande potência.
Conforme ocorrência, sobrou para o tenente à frente da guarnição. O dono do imóvel, Wildes Batista dos Santos, mandou o policial “se f%*#@r” quando este informou que o quarteto estava cometendo infração e deveria baixar o som. “Eu estou na minha casa e boto o som na altura que eu quiser”, respondeu.
Após desacatar policiais, Wildes correu para dentro de casa, onde foi preso. De acordo com a ocorrência no complexo policial, o dono do imóvel continuou o festival de desacato. “Vocês sabem com quem estão falando? Vocês vão se f%*#@r, vão perder a farda”. Wildes é gerente de posto de combustível em Itabuna.
O oficial identificou o dono do veículo, Hélio Lima Araújo, e repetiu o pedido, mas não obteve sucesso mesmo quando informou que o carro seria apreendido e levado para a delegacia. Outra pessoa, Márcio Brito, teria tirado a chave do quadro do Fiat Linea e dado sumiço no objeto para, no entendimento dos policiais, impedir a ação.
Jéssica Teodósio também foi detida por obstrução ao trabalho da polícia. Ela gravava a abordagem com um celular e tentou impedir que a polícia prendesse o dono do carro. O aparelho foi apreendido, assim como a chave do Fiat Linea. Os quatro vão responder a termo circunstanciado de ocorrência (TCO). De acordo com a central da PM, Itabuna registrou 50 ocorrências de poluição sonora.
O diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Artur Gallas, acredita que 34% dos assassinatos ocorridos na região metropolitana de Salvador estejam relacionados à ação de milícias e parte do grupo de extermínio tenha ligação com grevistas da PM.
Na última quinta (9), dois policiais militares foram presos com suposta ligação com ações de milícias em Salvador. Willen Carvalho e Donato Ribeiro estão presos. Já os outros dois PMs do mesmo grupo, Alexandre dos Santos e Samuel Oliveira Meneses, estão foragidos. O quarteto usava um VW Gol para cometer os crimes, de acordo com as investigações.
Gallas aponta, além da relação com a greve, o apoio financeiro de comerciantes de Salvador nas mortes com o fim de fazer “limpeza” de área. As mortes investigadas são de mendigos e usuários de drogas. A maior parte das ações de extermínio ocorreu na Boca do Rio, centro, Itapuã, Pau da Lima, Tancredo Neves e Cajazeiras. Com informações do Correio.
Viaturas liberadas pelos grevistas só com oficiais (Foto Oziel Aragão/Agora na Rede).
Os soldados da polícia militar em Itabuna decidiram continuar em greve, mas liberaram duas viaturas com oficiais. Os oito tenentes fazem a patrulha somente das ruas centrais. As viaturas foram liberadas no início da manhã, conforme flagrante do repórter Oziel Aragão, do Agora na Rede.
Os tenentes (patente que não aderiu à greve) aceitaram imposição dos soldados: se circularem em outras regiões fora do centro, os praças que fazem a segurança de hospitais e do Conjunto Penal de Itabuna deixarão os seus postos e se juntarão aos grevistas no batalhão.
Por enquanto, a greve dos soldados e sargentos da polícia militar continua com adesão de 100% no município.
Viaturas continuarão estacionadas no 15º BPM.
Os policiais militares dos batalhões de Ilhéus e Itabuna decidiram seguir a decisão tomada por três associações em Salvador e continuarão em greve.
Apesar de enfraquecido em várias regiões do estado logo após a prisão do ex-policial Marco Prisco, o movimento paredista tem adesão de 100% das tropas nos dois maiores municípios sulbaianos.
A greve em Itabuna completou oito dias nesta sexta e dez dias em Ilhéus. O máximo de patrulhamento que se vê nas duas cidades são prepostos da Força Nacional de Segurança (FNS). Em cada uma das cidades, apenas duas viaturas circulam pelas ruas. A decisão do comando de greve é seguir as determinações das associações de praças de Salvador.
O comandante-geral da PM, Alfredo Castro, concedeu entrevista a emissoras de rádio e televisão convocando os policiais a retornarem ao trabalho. O governador Jaques Wagner ordenou punição ao policial militar que continuar em greve, o que resulta em processo administrativo contra o faltoso.
Os policiais que continuaram em greve exigem que o estado pague, em março, 70% da Gratificação por Atividade Policial (GAP), nível IV. A administração estadual diz que o orçamento só permite pagar a GAP IV somente a partir de novembro.
Ainda hoje, a Associação dos Praças da Polícia Militar (APPM) divulgou nota em que esclarece sua posição no movimento grevista e, ao mesmo tempo, cutuca a Aspra, mas sem citá-la. “Precisamos é de união e não de picuinhas que só enfraquecem o movimento tão importante”, reforça a direção da APPM. Confira a nota encaminhada à tropa. Basta clicar no “leia mais”, abaixo. Leia Mais