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Avaliando o debate de ontem à noite, na TV Aratu, o governador Jaques Wagner afirmou que a discussão foi boa, apesar dele ter “passado 80% do tempo sendo atacado”. O governador disse ainda que sobraram “chavões”, com denúncias de corrupção sem provas.
Em sua defesa, Wagner mencionou ações que realizou no combate à corrupção, como parlamentar e no governo. “Fiz a CPI dos Anões do Orçamento e em meu governo criei o Portal da Transparência”, enfatizou o petista, citando também as operações Nêmesis, que apurou desvios na área de segurança pública, e a Expresso, responsável por investigar irregularidades entre empresas de ônibus e a Agerba.
Sobre a campanha, o petista afirmou que a militância não deve se acomodar com as pesquisas de intenção de voto e pediu que seus eleitores “trabalhem diariamente” para garantir a sequência do atual governo.

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Carlos Freitas: dando canelada em Newton Lima desde os tempos em que jogavam futebol

O secretário de Serviços Públicos de Ilhéus, Carlos Freitas, pode estar com os dias contados no governo e é possível que seu prazo de validade expire logo após as eleições.
É de conhecimento público que Freitas tem velha amizade com o prefeito Newton Lima, desde os tempos em que ambos jogavam futebol. Mas o prefeito já revelou que, apesar de terem atuado sempre no mesmo time, o atual secretário vira e mexe lhe atingia com uma canelada. Do gramado para a administração pública, as coisas não mudaram muito.
Nessas eleições, Newton Lima apoia a recondução de Jaques Wagner (PT) ao Governo do Estado e está com outros candidatos do grupo, tendo escolhido Domingos Leonelli (PSB) e Ângela Sousa (PSC), respectivamente para deputado federal e deputada estadual.
Freitas, por sua conta e risco, tomou caminho diverso, apoiando o peemedebista Geddel Vieira Lima e, entre outros, o candidato a deputado federal Benito Gama, ligado a Geddel.
Ocorre que o pecado do secretário não estaria somente em fazer “carreira solo” nessas eleições. Freitas também tem utilizado recursos de sua Secretaria em benefício de seus candidatos e até a instalação de lâmpadas do sistema de iluminação pública estaria sendo permutada por votos.
No Palácio Paranaguá, sede do governo ilheense, os passos (e trombadas) do titular da Secretaria de Serviços Públicos estão sendo observados de perto. E, segundo informações, o prefeito Newton Lima já perdeu a paciência com o “amigo”.

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Mais um prefeito de partido aliado a Geddel Vieira Lima adere à candidatura do petista Jaques Wagner à reeleição para o governo da Bahia. A bola da vez é o gestor de Casa Nova, Orlando Xavier, membro do PR do senador César Borges.
Ontem, durante evento político naquele município, Xavier proclamou o seu apoio a Wagner, afirmando que “o governador tem uma postura democrática e está unindo a Bahia com um projeto de desenvolvimento social independente de filiações partidárias”.
De quebra, o prefeito levou a reboque o vice Piro Viana, que elogiou as ações do governo baiano relacionadas ao projeto Luz para Todos.
Detalhe: Viana é “tucano”.

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Miralva muda de candidato assim como o camaleão muda de cor

Na política itabunense, costuma-se brincar com o ecletismo do vereador Ruy Machado (PRP). Dele, fala-se que costuma tomar café com o ex-prefeito Fernando Gomes (hoje no PMDB) e jantar com o deputado federal Geraldo Simões (PT), arqui-inimigo do primeiro.
Pois o vereador tem hoje uma concorrente forte, que até estão chamando de “Ruy Machado de saia”: é a presidente da Direc 07 e do diretório municipal do PT, Miralva Moitinho.
Nessas eleições, Miralva tem uma verdadeira constelaçao de candidatos a deputado estadual. Oficialmente, diz apoiar o petista Jota Carlos, mas toda a sua equipe na Direc trabalha em prol do Capitão Fábio (PRP). Não obstante, na noite desta sexta-feira, Miralva compareceu a evento político na cidade de Coaraci, ostentando no peito um adesivo do deputado estadual Ronaldo Carleto (PP).
Alguém ainda perguntou: “Miralva, com quem você está mesmo?”. E ela respondeu: “verdade, verdadeira, o meu candidato do coração é Rosemberg Pinto”.
Vá entender!

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Walmir Rosário | ciadanoticia@ciadanoticia.com.br
Usada e abusada nos períodos eleitorais, a BR-415 volta a ser a “bola da vez” desta eleição. Entra ano e sai ano, e sua duplicação é prometida pelos governos Federal e Estadual. Agora, não há diferença na forma e conteúdo, a não ser nas investidas dos políticos e técnicos do Governo do Estado para referendar a promessa.
Anunciam a vinda do presidente Lula a Ilhéus para lançar a pedra fundamental da Ferrovia Oeste-Leste, e a Itabuna para assinar o edital da duplicação da BR-415, pela margem direita do Rio Cachoeira. O anúncio chega às raias do ridículo, expondo o presidente à zombaria, pois sequer as licenças ambientais foram concedidas. A não ser que tenha havido uma “liberação geral e irrestrita da esculhambação”, em que não creio.
Copiando a mesma estratégia astuciada por Antônio Carlos Magalhães, a turma do Derba faz projeto, maquete e ilustrações em três dimensões e ainda manda equipes de topografia se deslocar, pra cima e pra baixo. Inovaram, é verdade, pois se ampliaram as ações com o uso de novas tecnologias, como a computação gráfica.
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Nascimento é cercado por seus simpatizantes na Usemi (foto Fábio Roberto)

De barba por fazer, aparentando cansaço, o secretário da Administração de Itabuna, Gilson Nascimento, foi homenageado na tarde de hoje, na Usemi, por cerca de 150 servidores da Prefeitura, a maioria ocupantes de cargos de confiança.
O “Fica Gilson”, como o evento foi denominado, marcou uma mudança na estratégia do titular da Administração, que trava uma briga interna com o secretário da Fazenda, Carlos Burgos.
Há dois dias, Nascimento havia preparado um pedido de exoneração, que não apresentou ao prefeito. Hoje, ele disse que não pretendia sair e ainda acrescentou que está bem no governo, embora essa última parte não seja tão verdadeira.
Fontes do Centro Administrativo garantem que, além da briga com Burgos, Nascimento perdeu grande parte da simpatia do prefeito Azevedo. As queixas deste com relação ao secretário e colega de farda (ambos são militares) tornaram-se frequentes.
Com o “Fica Gilson”, o secretário procurou mostrar que tem prestígio pelo menos entre parte dos servidores. Do restante do secretariado, apenas Alcântara Pelegrine, dos Esportes, compareceu à Usemi. O vereador Ruy Machado foi outro que também esteve por lá para um afago no bombardeado Super Gilson.

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Mesmo com toda a "criptonita", Super Gilson jura que está bem no governo

O secretário da Administração de Itabuna, Gilson Nascimento, foi ouvido há pouco pela reportagem do Pimenta e reconheceu que houve “um probleminha” com o prefeito em função da composição da lista de exonerados.
“Ocorreram erros (na lista), que serão corrigidos”, afirmou Nascimento, mas tentou negar que tivesse a intenção de sair do governo. “Estou muito bem no governo e sei que nossos acertos são maiores que os nossos erros”, declarou.
Fontes do próprio governo asseguram que Nascimento realmente redigiu o pedido de exoneração após a publicação da lista de demitidos, que foi elaborada pelo Soldado Pinheiro a secretária particular do prefeito José Nilton Azevedo, Joelma Santos Reis.
Nesta sexta-feira, funcionários simpáticos a Gilson Nascimento anunciavam pelos corredores da Prefeitura que promoveriam um encontro festivo em homenagem ao secretário na sede social da Usemi. O evento estava sendo denominado “Fica, Gilson”.

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O secretário da Administração da Prefeitura de Itabuna, Gilson Nascimento, está há dois dias com o pedido de exoneração redigido, mas ainda não entregou o documento ao prefeito José Nilton Azevedo.
Por um motivo simples: após o pacote de 44 exonerações, o chefe do executivo municipal não deu mais as caras na Prefeitura e sequer está atendendo ligações telefônicas.
Enquanto isso, circulam rumores de que várias exonerações terão que ser revistas. Há casos até de servidoras gestantes e pelo menos uma em licença-maternidade entre os demitidos. Em situações desse tipo, a exoneração não pode ocorrer.
Além de Gilson Nascimento, a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais também está à caça de Azevedo. A entidade exige que o prefeito volte atrás na decisão de cortar gratificações e adicionais dos funcionários.

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Prestadores de serviço reclamaram do atraso nos pagamentos e pediram o retorno do ex-chefe do RH (foto Fábio Roberto)

No mesmo compasso do prefeito José Nilton Azevedo (aliás, eles nunca estiveram tão sintonizados), o presidente da Câmara de Vereadores de Itabuna exonerou nesta quinta-feira, 16, cinco assessores de cada gabinete dos membros da mesa diretora da casa. A notícia gerou novo reboliço na sede do legislativo esta tarde.
Há pouco, Loiola convocou uma reunião para as 18 horas com os assessores que não foram atingidos pela degola.
Para completar a confusão, alguns prestadores de serviço protestaram hoje contra o atraso nos pagamentos. Um dos insatisfeitos afixou um pequeno cartaz na entrada da Câmara, apelando pelo retorno do ex-chefe do setor de Recursos Humanos, Kleber Ferreira.

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Ainda na noite de quarta-feira (15), assim que pessoas influentes do governo Azevedo tomaram conhecimento das exonerações, uma série de ‘pedidos’ foram feitos ao prefeito.
Alguns argumentos não sensibilizaram o alcaide, enquanto outros, bem mais robustos, foram aceitos. Isso quer dizer que o Diário Oficial Eletrônico do Município volta a trabalhar nesta quinta-feira (16), com mais intensidade, revertendo os atos tomados pelo prefeito ontem.
Em política, dizem os entendidos, não há quem resista a determinadas conversas.
Leia mais no Cia da Notícia.

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Nascimento foi um dos coordenadores da campanha de Azevedo, mas não escapou às disputas internas no governo

Às 44 exonerações de cargos de confiança determinadas nesta quarta-feira, 15, pelo prefeito de Itabuna, José Nilton Azevedo, pode se somar mais uma: a do secretário da Administração, Gilson Nascimento.
Fontes do Centro Administrativo Firmino Alves informam que as 44 dispensas foram definidas a dedo pela secretária particular do prefeito, Joelma Santos, e por outro colaborador da estrita confiança de Azevedo, o Soldado Pinheiro. Gilson chegou a ser ouvido, talvez por um resto de deferência, mas sua opinião não foi levada em conta para decidir quem sairia e quem ficaria no governo.
O episódio ampliou o mal-estar que já existia entre o secretário e o prefeito. E há informações de que ele já saiu da Prefeitura ontem com o pedido de exoneração redigido. O Pimenta tentou, sem êxito, contato com Nascimento na manhã de hoje, para confirmar se o pedido já havia sido entregue ao prefeito.
Nos corredores da Prefeitura, a informação é de que o nome do substituto (ou melhor, substituta) de Gilson Nascimento já está definido: ao que tudo indica, será a secretária do prefeito, Joelma Santos.

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Nelson Rodrigues inspirou desabafo de Edvaldo Brito

O jurista Edvaldo Brito, vice-prefeito de Salvador e candidato ao Senado pela coligação “A Bahia tem pressa”, recorreu a Nelson Rodrigues para explicar o apoio do senador João Durval Carneiro ao grupo do governador Jaques Wagner (PT).
“É a vida como ela é, mas a história permitirá o julgamento do caráter dos homens”, afirmou o jurista, após atestar que Durval “está apoiando seus históricos adversários”.
Brito não deixou de lembrar sua aliança com o filho do senador, João Henrique, em Salvador, nas eleições municipais de 2008. “Associei-me a João Henrique Carneiro quando ele estava com 67% de rejeição e apenas 7% de aprovação”, passou na cara o velho jurista.
A política, assim como o amor, também é feita de decepções…

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A se confirmarem os rumores sobre documentos “cabeludos” em posse do ex-chefe do setor de Recursos Humanos da Câmara de Vereadores de Itabuna, Kleber Ferreira, realmente o legislativo municipal irá desmontar e poucas peças restarão em pé.
O que não pode é Ferreira manter a bomba guardada, sem detoná-la de uma vez por todas. Se o ilustre portador do explosivo quer fazer a coisa certa, basta revelar o que sabe. O ex-chefe do RH da Câmara inclusive já deu entrevista em jornal, limitando-se a comentar que naquela casa “apenas” foram cometidos “excessos”. Não contou como, onde nem quanto  a atual Mesa Diretora e seus acólitos se excederam (ou, em português claro, até onde foram além do que deveriam).
Em suma, Ferreira não disse absolutamente nada, constrastando com a condição de quem supostamente sabe muito. Só precisa soltar a bomba, ou o verbo, sob pena de deixar claro que não está interessado em esclarecer a rapinagem ocorrida no legislativo municipal, mas tão somente em amedrontar os eventuais envolvidos para salvar a própria pele.
Nesse caso, o homem da nitroglicerina se beneficiaria do excesso de telhados de vidro existentes na Câmara. E, se até os membros da Comissão Especial de Inquérito ficarem com medo de estilhaços, o que o ex-chefe do RH vai fazer? Desativar a bomba para sempre ou falar que estava apenas de brincadeira e o que tinha era só um traque?
Vai ser difícil convencer.

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O secretário da Administração de Itabuna, Gilson Nascimento, negou que esteja saindo do governo, embora fontes do próprio centro administrativo sustentem que as relações entre ele e o prefeito Capitão Azevedo tenham se estremecido nos últimos dias. E o motivo são realmente divergências entre Nascimento e o secretário da Fazenda, Carlos Burgos.
Quem acompanha a briga de perto assegura que a negativa do titular da Administração é somente uma maneira de evitar que a roupa suja seja lavada fora das dependências da Prefeitura.

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Marco Wense
A eleição de Jaques Wagner para o Palácio de Ondina, derrotando o governador Paulo Souto, candidato à reeleição pelo então Partido da Frente Liberal, o “saudoso” PFL, provocou uma reviravolta no cenário político.
Muitos prefeitos, carlistas de carteirinha, viraram Wagner desde criancinha. Alguns, no maior cinismo do mundo, disseram até que votaram no petista, que terminou liquidando a fatura logo no primeiro turno.
Com a vitória de Wagner, o PT pós-eleição só não ficou abarrotado de chefes de Executivo porque é o PT. Se abrisse a porta para qualquer um, o petismo estaria inchado, desfigurado e deformado.
Com receio de passar por um inevitável constrangimento, recebendo um “não” avermelhado como resposta para um pedido de filiação, os alcaides, de olho na sobrevivência política, procuraram o PMDB de Geddel Vieira Lima.
No PMDB, os gestores públicos estariam bem próximos do candidato eleito, já que a legenda, além de ter um peemedebista como vice-governador, seria contemplada com importantes cargos no primeiro escalão.
O PFL, atrás de uma nova roupagem, se transformou no DEM. Hoje, os democratas dão graças a Deus que ainda controlam 44 prefeituras. O PMDB, por sua vez, diz que comanda 116 Centros Administrativos.
Ao romper com o governador Wagner, o ex-ministro Geddel começa a sentir na própria pele o pragmatismo inerente ao peemedebismo. A debandada de prefeitos do PMDB para a campanha do candidato do PT é cada vez mais intensa e escancarada.
O ex-conselheiro do TCM, Otto Alencar, candidato a vice-governador na chapa da reeleição, com o intuito de jogar mais lenha na fogueira da infidelidade partidária, acredita ter arregimentado 100 prefeitos para Wagner.
É evidente que a debandada para o lado de Wagner não é porque sua barba é branquinha como a de Papai Noel. Toda essa corrida em direção ao petista é fruto da possibilidade de uma vitória no primeiro round.
Uma coisa é certa: o pragmatismo do PMDB continua fazendo bons alunos. O feitiço vira contra o feiticeiro. A criatura contra o criador. Ninguém quer ficar de fora das benesses do poder.
PÉSSIMO EXEMPLO
George Gurgel apoia a decisão do Partido Popular Socialista de Ilhéus (PPS) de colocar a legenda a serviço de Augusto Castro, candidato do PSDB a deputado estadual.
Se Gurgel fosse um simples filiado do PPS, tudo passaria despercebido. Ninguém, muito menos a imprensa, especificamente os analistas políticos, estaria comentando sobre um tal de Gurgel e sua preferência política.
O Gurgel, no entanto, não é, digamos, um Gurgel qualquer. Um simples filiado do PPS. O Gurgel é o presidente estadual da legenda. É a maior autoridade do PPS na Bahia.
Mas o Gurgel, dando uma explícita demonstração de que outros interesses estão acima do PPS, resolveu ficar do lado do diretório municipal em detrimento do ex-vereador César Brandão, candidato do partido ao parlamento.
Um presidente que detona uma candidatura do próprio partido e empurra a legenda para apoiar um candidato de outra agremiação partidária é “persona non grata”. Não tem mais condições de presidir o PPS.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.