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Dono de minguados 3.696 votos em Ilhéus, o deputado federal Raymundo Veloso (PMDB) tenta encontrar na resposta das urnas alguma mensagem misteriosa sobre o seu futuro. Para o político, a derrota nestas eleições pode significar que haveria algo mais interessante reservado para  ele. No caso, o governo ilheense.
É uma interpretação um tanto complicada, mas faz parte da natureza humana procurar a tal da luz no fim do túnel. Veloso acha que a lamparina dele está acesa no Palácio Paranaguá, mas a fila dos que desejam o mesmo que ele não está pequena.

Veloso pai e Veloso filho "morreram" abraçados na eleição
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Fazendo uma relação entre a seção de política e a de obituário, o intrépido Risomar Lima – o mesmo que mais cedo revelou no Pimenta a “identidade secreta” do Zé Serra – saiu com a seguinte observação:
– Enéas foi o candidato a deputado federal mais votado em 2002 e morreu. Clodovil foi o candidato mais votado em 2006 e… puf! Tiririca foi o candidato mais votado em 2010 e…
É bom se cuidar.

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Em 2002, quando estava ficando claro que Lula venceria a eleição para a presidência da república, após três tentativas frustradas, tentou se criar um clima de pânico, especialmente entre o eleitorado menos esclarecido.
Aquele tipo de eleitor que nas eleições de 1989 sucumbiu às baixarias que incluíram uma denuncia de sugestão de aborto feita por Lula a uma ex-namorada e uma edição criminosa de um debate na Rede Globo, perpetrada pelo Jornal Nacional.
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Augusto Castro espera futuras definições do partido para saber o rumo do voo

Na Bahia, as aves da espécie “Ramphastos toco”, nome científico do tucano, sempre apresentaram hábitos diferentes. Se no resto do país elas voam para a direita, por aqui o caminho sempre foi, à exceção deste ano, pela esquerda.
Por essa razão, observadores do cenário político acreditam que os dois deputados estaduais eleitos pelo PSDB, Augusto Castro e Adolfo Viana, migrarão para o ninho governista a partir de janeiro. O Pimenta conversou hoje (06) com Castro, que afirmou independência e, desconversando, declarou que toda a sua energia no momento está reservada à campanha do tucano de bico longo, José Serra. Mas o futuro, este a Deus pertence…
Especula-se que a histórica boa relação entre tucanos e petistas baianos garantirá a reaproximação. Entre os “Ramphastos”, o mais resistente ao bom convívio com os vermelhos é o deputado federal João Almeida, mas ele está enfraquecido com a derrota nas urnas. Foi abatido em pleno voo.

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O vereador itabunense Wenceslau Júnior (PCdoB) teve 31.832 votos e “bateu na trave” na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia. Político habilidoso e articulador, o comunista será peça importante na campanha a favor de Dilma Rousseff na Bahia.
O governador Jaques Wagner quer dar à petista uma votação ainda mais expressiva que os 63% obtidos no primeiro turno. Para isso, a ordem é reunir os melhores quadros da esquerda baiana numa verdadeira força-tarefa pró-Dilma. Wenceslau é um desses quadros.
Para alinhavar a missão, o vereador itabunense participará, na manhã desta sexta-feira, 8, de um encontro que terá a participação do governador Jaques Wagner. O comunista diz que já está em campanha.

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Acusações infundadas, informações distorcidas e preconceito extremo foram estratégias exaustivamente utilizadas para desidratar a candidatura de Dilma Rousseff no primeiro turno. Para espalhar boatos como os de que a petista seria a favor do aborto (ela defendeu a descriminalização e não a prática), lésbica e que teria declarado que nem Jesus Cristo lhe tiraria a vitória, o principal meio de propagação foi a internet.
Mas em Itabuna, esse nível de campanha invadiu o sagrado espaço da sala de aula. Segundo alunos e professores do Colégio Divina Providência, o professor de história Cláudio Zumaêta repetia os mesmos argumentos do parágrafo anterior para desacreditar a candidata petista perante seus alunos de 5ª a 8ª série, embora os mesmos sequer tenham idade para votar.
Alguns dos alunos queixaram-se à direção da escola e o professor foi advertido por conta da militância barra pesada em sala de aula. Após a bronca, Zumaêta abandonou as aulas de boato e voltou a lecionar somente História.

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(foto Manu Dias)

No encontro que teve ontem em Brasília com a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, o governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner, declarou que vê a petista com grande identificação com a pauta da sustentabilidade e do desenvolvimento com respeito ao meio ambiente.
Dirigindo-se à candidata, Wagner afirmou: “acho que você é tão verde quanto era nos tempos de ministra”. Para o governador, não haverá transferência automática dos votos de Marina Silva. “Esse é um voto mais consolidado, voto de opinião”, avaliou.
Wagner acredita que Dilma tem mais identidade com as causas defendidas por Marina. Ele opinou que no segundo turno a campanha enfatize o embate entre os projetos políticos, em vez de um confronto de personalidades.
O governador também estabeleceu uma meta: se no primeiro turno Dilma teve 63% dos votos na Bahia, ele pretende lutar para que o número no segundo turno chegue a 75%.

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A coisa tá feia em Itapé, onde o prefeito Jackson Rezende, do PP, testou seu cacife eleitoral e acabou vendo os candidatos por ele apoiados para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa terem votações aquém do esperado no município.
Para aumentar o desespero do prefeito, os candidatos que tiveram o apoio de Humberto Matos e Pedro Jackson Brandão, seus adversários, foram melhor aquinhoados pelas urnas.
Segundo informações, a decepção de Rezende vai se materializar na demissão de funcionários de confiança, aos quais o prefeito acha que faltou empenho na campanha.
Alterado às 12h55min.

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Nota impagável do Bahia Notícias:
Para quem pensou que o fenômeno Tiririca iria se alastrar pelo país, pelo menos na Bahia não foi o que aconteceu. Celebridades, dos mais diversos segmentos, deram com os burros n’água nas eleições deste ano. A lista é grande, mas só para citar alguns notáveis, Popó (PRB) foi nocauteado no primeiro round, Léo Kret (PR) e Porreta da Mata Escura (PSL) urraram de dor, o sistema foi bruto com Uziel Bueno (PTN), a camisa de Jean Nanico (PTB) ficou desbotada e a “kirica” de Gerônimo (PV) ficou sem “bussanha”.
Ainda faltou bala na agulha para a “delegata” Patrícia Nuno (PMDB) e o glamour para a socialite Fabíola Mansur (PSB), oftalmologista nas horas vagas. Por falar em high society, o barão Flavinho (PR) ficou mais indigente que o vetado Neto Pobre (PRTB). No dial, o rádio de Dona Raquel (PSDB), proprietária da Piatã FM, que autointitulou-se “a rainha do pagode”, ficou afônico, e a Sheila Varela (PRB) só conseguiu um cartão vermelho. O Pastor Manassés (PSB), por sua vez, precisará de reabilitação.
Já o Coronel Santana (PTdoB), aquele que foi flagrado a receber suposto dinheiro de propina de compra de viaturas pela Operação Nêmesis, não conseguiu transferir a fama obtida nas páginas policiais para as urnas.

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A executiva nacional do PV aprovou um documento que propõe liberdade para os diretórios regionais no segundo turno da sucessão presidencial. Assim, em cada estado a legenda poderá apoiar Serra (PSDB) ou Dilma (PT), de acordo com as peculiaridades locais.
Na Bahia, por exemplo, os verdes sempre foram mais próximos do PT, enquanto em São Paulo eles têm sido aliados históricos do tucanos.
A tendência é de que o apoio de Marina Silva, terceira colocada nas eleições, seja pessoal, não implicando no posicionamento do partido.

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Uma leitora atenta deste blog identificou no ato a inspiração para a frase que o secretário da Administração de Itabuna, Gilson Nascimento, colou hoje na porta de sua sala (confira). A mensagem de que “Não importa o temporal, o bem sempre vencerá o mal” foi retirada – pasmem! – de um episódio do desenho He-Man, sucesso nos anos 80 (além de atenta, nossa leitora tem memória prodigiosa).
No vídeo abaixo, está a fonte em que o secretário bebeu:

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Maurício Maron | mauricio_maron@hotmail.com
É só terminar a apuração de uma eleição que começamos a projetar o futuro político dos que foram e dos que não foram bem sucedidos nas urnas. Daí chegar-se à conclusão de que, no sul da Bahia, Itabuna acabou tendo melhores resultados nas urnas do que Ilhéus, mesmo considerando o fato de que, na atuação do mandato, dificilmente os políticos eleitos por Itabuna deixarão de enxergar a cidade vizinha – ou vice e versa – ampliando, assim, suas possibilidades eleitorais para um futuro próximo.
Com base em Itabuna, o deputado federal Geraldo Simões conseguiu a reeleição. Mas precisa ficar de olhos bem abertos. Dos quase 76 mil votos conquistados por toda a Bahia, a sua base política lhe rendeu pouco mais de 23 mil votos, número inexpressivo que talvez justifique, dois anos atrás, a derrota da esposa Juçara Feitosa, candidata que foi à Prefeitura de Itabuna. Outro que se tiver interesse em Itabuna deve ficar atento é o deputado federal Félix Mendonça Júnior. Dos quase 149 mil votos obtidos nesta eleição, a cidade só lhe deu 2.500. Muito pouco para quem foi muito e prometeu mais ainda a Itabuna.
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Geraldo Simões comemora com militantes (foto Fábio Roberto)

Em clima de comemoração, o petista Geraldo Simões falou ao Pimenta sobre a sua vitória na eleição para a Câmara dos Deputados. Uma vitória difícil, conforme reconhece o próprio político nessa entrevista concedida ao repórter Fábio Roberto.
Simões tinha a expectativa de um “patrimônio” superior a 100 mil votos, mas estancou em 75.977. Em Itabuna, sua principal base eleitoral, os votos foram pouco mais de 23 mil, também muito aquém do esperado.
O petista atribuiu a dificuldade aos ataques dos adversários. “Aqui em Itabuna, eu apanho todo dia”, disse ele, emendando com críticas ao atual governo. “(Vitória da) Conquista e Ilhéus estão dando um banho em Itabuna, por causa da incompetência do atual gestor”, afirmou.
Clique abaixo para ouvir trecho da entrevista:

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Um grande cartaz preto, com letras brancas e garrafais, estava afixado na manhã desta segunda-feira, 04, na entrada da Secretaria da Administração, em Itabuna. Nele, a frase: “Não importa o temporal, o bem sempre vencerá o mal”. Quem assinou e mandou expor ao público foi o próprio secretário, Gilson Nascimento.
O recado, em plena ressaca eleitoral, tem motivo e alvos certos. Guarda relação direta com a divisão que se formou dentro do governo e que produziu  um desgaste que quase levou o secretário a pedir exoneração no mês passado.
Nascimento engajou-se na campanha de Luiz Argôlo (PP) para deputado federal, enquanto o secretário da Fazenda, Carlos Burgos, trabalhou em prol de Roberto Britto, também do PP.
E Burgos não estava sozinho na campanha de Britto. Seus filhos, encastelados na Procuradoria-Geral do Município e na Emasa, também entraram de cabeça no apoio ao político de Jequié. Outros que embarcaram nesse time foram o Soldado Pinheiro e o chefe do setor de veículos da Prefeitura, Rolemberg Santos.
Os dois candidatos foram eleitos, mas, apuradas as urnas itabunenses, deu Argôlo com 4.289 votos e Britto com apenas 1.823. Uma “lavada” do secretário da Administração, que não dispensou a cutucada na turma que opera para derrubá-lo. Na linha do “vocês vão ter que me engolir!”

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Estimativa divulgada pelo site Política Livre dá conta de que a coligação formada pelos partidos PT, PRB,PDT, PP, PHS, PSB e PCdoB deverá eleger 22 deputados federais. 99% dos votos já foram apurados na Bahia.
Os cálculos indicam que a proporcional comandada pelo PMDB fará oito parlamentares federais e o DEM elegerá  seis. PSDB e PTN levarão para a Câmara, respectivamente, dois e um deputados.