Manifestação contra o presidente da República será em Brasília, no dia 12 de setembro, um domingo
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O modo como o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) lida com a pandemia de Covid-19 no país e as numerosas suspeitas de corrupção que pairam sobre seu governo levaram movimentos de direita a convocar ato pelo impeachment do chefe do Executivo Federal. A manifestação será em Brasília, no dia 12 de setembro, um domingo.

A iniciativa reúne o Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua (VPR) e Livres, além de membros do PSL e Partido Novo. O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) fez o anúncio do ato na Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (8).

“A gente considera que são inaceitáveis as inúmeras traições e sabotagens que o presidente da República tem nos feito desde a sua eleição”, disse o deputado. Segundo ele, Bolsonaro não seguiu a agenda de combate à corrupção nem a política econômica liberal, duas bandeiras bandeiras que levantou nas eleições de 2018.

O protesto gestado por grupos à direita no espectro político se soma à jornada de manifestações iniciadas em maio por partidos e grupos de esquerda.

Na fila da vacina, homens aproveitam microfone aberto de link ao vivo para pedir retirada do presidente do cargo || Reprodução de imagem da TV Santa Cruz
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Dois homens se manifestaram contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), nesta quarta-feira (7), durante transmissão ao vivo do Bahia Meio Dia, da TV Santa Cruz, emissora afiliada da Rede Globo. No momento da manifestação, a reportagem do telejornal cobria os preparativos para a vacinação contra a Covid-19 no Teatro Candinha Doria, em Itabuna. A dupla aproveitou o microfone aberto e defendeu o impeachment do presidente: “Fora, Bolsonaro!”. Confira no vídeo.

Manifestantes vão se concentrar na Praça Cairú, a partir das 9 horas
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Ilhéus vai entrar no circuito nacional de protestos contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), neste sábado (29), em ato promovido pelos partidos PSOL, PSB, PCdoB e PT. Os manifestantes vão se concentrar na Praça Cairu, a partir das 9h.

Ao menos 85 cidades já têm manifestações marcadas para o mesmo dia, segundo levantamento da BBC.

A pauta dos atos inclui diversas demandas, a exemplo do impeachment de Bolsonaro, a volta do auxílio emergencial de R$ 600, a ampliação das vacinas disponíveis, o fim da violência contra a população negra, a suspensão de cortes de verbas na educação e a reversão das privatizações e da reforma administrativa.

Os organizadores alertam aos participantes sobre a importância dos cuidados contra a disseminação do novo coronavírus, como o uso de máscara, a ocupação de espaços ao ar livre e o distanciamento mínimo entre os presentes.

Bolsonaro discursa no Palácio do Planalto || Foto Marcos Corrêa/PR
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m discurso hoje (5) em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre as manifestações ocorridas no 1º de maio – Dia do Trabalho – e sobre o que chamou de “decretos subalternos” – leis estaduais e municipais que restringem a livre circulação de pessoas durante a pandemia de covid-19.

“Nas ruas, já se começa a pedir, por parte do governo, que se baixe um decreto. Se eu baixar um decreto, ele vai ser cumprido. Não será contestado por nenhum tribunal”, afirmou Bolsonaro.

O texto seria um instrumento para garantir que o Artigo 5º da Constituição seja respeitado por estados e municípios, e que seja assegurada a liberdade de ir e vir, trabalhar e realizar atividades econômicas no contexto da pandemia, explicou o presidente.

“Queremos a liberdade de fluxo. Queremos a liberdade para poder trabalhar. Queremos o nosso direito de ir e vir. Ninguém pode contestar isso”, acrescentou.

“O que o povo quer de nós é que sigamos o norte dado para esse povo, e todo o Artigo 5º. Eles querem trabalhar. Isso é crime? Querem o direito de ir e vir, ir à praia, ver um amigo. Querem o direito de ver um pastor, ir à igreja, ver seu padre. Que poder é esse dado a governadores e prefeitos?”, questionou.

Bolsonaro afirmou ainda que a comunicação, mesmo que negativa, tem sido amplamente defendida em sua gestão, e que a ampliação do acesso digital configura uma forma de defender o direito à informação, constitucionalmente previsto.

Segundo o presidente, a iminência de um novo decreto para regulamentar o Marco Civil da Internet – aprovado em 2014 – também configura instrumento de liberdade de comunicação, já que define direitos, responsabilidades e punições para o uso das redes sociais e de meios de comunicação digitais.

Sobre a comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investiga ações de agentes públicos durante a pandemia, Bolsonaro disse que o resultado será “excepcional, no final da linha”. O presidente afirmou que a CPI demonstrará o uso incorreto de verbas bilionárias distribuídas pelo governo federal a estados e municípios.

O presidente afirmou que foi questionado por membros da CPI da Pandemia sobre aparições públicas durante os finais de semana. “Não interessa onde eu estava. Respeito a CPI. Estive no meio do povo e tenho que dar exemplo. É fácil ficar dentro do Palácio do Planalto, tem de tudo lá.”

No discurso, Bolsonaro voltou a citar o tratamento precoce como medida para o combate à pandemia. Segundo o presidente, a hidroxicloroquina contribuiu para a diminuição do pico de casos no estado do Amazonas, em especial na capital, Manaus. Segundo estudos, o medicamento não tem eficácia comprovada contra a covid-19.

Bolsonaro afirmou também que a revisão de termos contratuais com empresas que fornecem vacinas ao Brasil só foi possível com a ação do Congresso.

Um dos exemplos citados foi o da farmacêutica norte-americana Pfizer, que em um primeiro momento apresentou contrato se eximindo de responsabilidade por eventuais efeitos colaterais da vacina. “O que mais queremos é nos livrar desse vírus e voltar à normalidade”, concluiu o presidente.

Bolsonaro comentou a origem do novo coronavírus. “Os militares sabem o que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que estamos enfrentando uma nova guerra?”, questionou. “É um vírus novo. Ninguém sabe se nasceu em laboratório ou se nasceu por um ser humano ingerir um animal inadequado. Qual país que mais cresceu seu PIB [Produto Interno Bruto]? Não vou dizer.”

No discurso, o presidente aproveitou a presença de membros do Legislativo e defendeu o voto impresso auditável no país. Ele afirmou que, se promulgado, o canhoto impresso auditável estará presente nas eleições de 2022.

“Nós queremos e o povo quer o voto auditável. Qual o problema disso? Aqueles que acreditam que não há fraude, por que ser contra?”, disse o presidente, que complementou afirmando que não haverá contestação de constitucionalidade se a medida vier a partir do Congresso Nacional.

Bolsonaro citou, ainda, o motorista brasileiro Robson do Nascimento de Oliveira, que foi preso em fevereiro de 2019 com duas caixas do composto cloridrato de metadona. A substância portada por Oliveira é legalizada e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no Brasil, mas é ilegal na Rússia.

Segundo informou Bolsonaro, a pena prevista para o caso de Robson poderia chegar a 20 anos. No entanto, o presidente declarou que graças à articulação iniciada pelo então ministro Ernesto Araújo, o brasileiro recebeu indulto do presidente russo, Vladimir Putin. Em publicação nas redes sociais, Bolsonaro informou que o motorista já embarcou com destino ao Brasil e que o avião deve pousar às 19h30 no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. Agência Brasil.

Sujeito oculto inquieta senador baiano, que fez pergunta a Mandetta sobre recomendação feita a Bolsonaro
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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado sobre a Covid-19 inquire, nesta terça-feira (4), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), que fala na condição de testemunha.

Membro do órgão colegiado, o senador Otto Alencar (PSD-BA) perguntou a Mandetta se ele sabia quem recomendou ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a inclusão da Covid-19, por decreto, na lista de patologias tratadas com a hidroxicloroquina. Segundo a proposta, a informação passaria a constar na bula do medicamento.

Médico, Otto contextualizou sua pergunta discorrendo sobre os efeitos colaterais que podem ser causados pelo uso indiscriminado da hidroxicloroquina, a exemplo de alterações cardíacas. Citou o caso de um colega de profissão que sofreu parada cardíaca depois de usar o medicamento.

Na resposta, Luiz Mandetta disse que, no início de abril de 2020, cerca de 12 dias antes da sua saída do ministério, essa proposta foi formulada como sugestão de minuta de decreto, com distribuição de cópias para os presentes em reunião ministerial. Apesar da formatação típica, o texto não estava em papel timbrado, disse o ex-ministro, que afirma desconhecer a autoria do feito.

No entanto, como o conselho lhe pareceu totalmente descabido, o ex-ministro supõe que o autor da proposta “tenha sido alguém externo”, que não conhece os procedimentos institucionais. “Alguém teve essa ideia, não saberei dizer quem”.

Apesar do lobby de Bolsonaro a favor do uso da cloroquina em pacientes infectados pelo coronavírus, a investida sobre a bula não resultou em papel timbrado.

Projeto de lei vetado facilitaria acesso à internet para estudantes de famílias com baixa renda
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou, integralmente, o Projeto de Lei nº 3.477/20, que prevê o acesso à internet, com fins educacionais, a alunos e professores da rede pública de educação. O texto, aprovado em fevereiro pelo Congresso, define que o governo federal destine recursos para estados e municípios aplicarem em ações que garantam internet gratuita, em razão da adoção do ensino remoto durante a pandemia de Covid-19.

Em mensagem aos parlamentares, publicada hoje (19) no Diário Oficial da União, Bolsonaro diz que a medida é inconstitucional e contraria o interesse público ao aumentar a “alta rigidez do Orçamento, o que dificulta o cumprimento da meta fiscal e da Regra de Ouro”. Além disso, contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal, pois o texto não apresenta a estimativa do respectivo impacto orçamentário e financeiro.

“Por fim, o governo federal está empregando esforços para aprimorar e ampliar programas específicos para atender à demanda da sociedade, por meio da contratação de serviços de acesso à internet em banda larga nas escolas públicas de educação básica, a exemplo do Programa de Inovação Educação Conectada (PIEC), instituído pelo Decreto nº 9.204, de 2017, e do Programa Banda Larga nas Escolas (PBLE), bem como do Programa Brasil de Aprendizagem, em fase de elaboração no Ministério da Educação”, diz a mensagem.

Além da internet, a proposta prevê a aquisição de tablets para todos os estudantes do ensino médio da rede pública vinculados ao Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), tomando como referência o preço de R$ 520 por equipamento.

De acordo com o texto, a estimativa do impacto orçamentário e financeiro da proposta é de R$ 26,6 bilhões. Os custos seriam cobertos com recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), doações e outros recursos previstos na lei orçamentária.

O veto ao projeto ainda será analisado pelos parlamentares, que poderão mantê-lo ou derrubá-lo. Agência Brasil.

Governador criticou decisão do presidente de recorrer ao STF contra medidas restritivas em estados
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O governador Rui Costa (PT) reagiu com indignação, na manhã desta sexta (18), à decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de entrar com ação de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender os decretos de medidas restritivas em vigor na Bahia, no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal.

“Essa ação no STF é mais uma vez a tentativa dele de mostrar que é aliado do vírus, aliado da morte. Está tentando acelerar o número de mortes e a disseminação do vírus no Brasil. Ele vive da crise, do colapso, e como ele é incapaz, incompetente para gerir o país, quer aprofundar ainda mais a crise para tentar polarizar com uma parcela da sociedade”, disse Rui, depois de afirmar que acionou a Procuradoria Geral do Estado (PGE) para tomar as providências judiciais necessárias.

Rui Costa reclamou também das dificuldades criadas pelo presidente em meio ao pior momento da pandemia no país. “Além de não ajudar, o presidente faz questão de tentar atrapalhar. Infelizmente, o presidente não se cansa de dar demonstrações de desprezo pela vida e desprezo pela dor do próximo”, finalizou.

Presidente fez previsão durante a live dessa quinta-feira
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (25), durante sua live semanal nas redes sociais, que o valor do novo auxílio emergencial a ser proposto pelo governo será de R$ 250. O benefício, segundo ele, deve começar a ser pago ainda em março, por um período total de quatro meses.

” A princípio, o que deve ser feito? A partir de março, por quatro meses, R$ 250 de auxílio emergencial. Então é isso que está sendo disponibilizado, está sendo conversado ainda, em especial, com os presidentes da Câmara [Arthur Lira (PP-AL)] e do Senado [Rodrigo Pacheco (DEM-MG)]. Porque a gente tem que ter certeza de que o que nós acertarmos, vai ser em conjunto”.

A expectativa, segundo o presidente, é que os quatros meses complementares de auxílio possam fazer a “economia pegar de vez”. “Nossa capacidade de endividamento está, acredito, no limite. Mais quatro meses pra ver se a economia pega de vez, pega pra valer”, afirmou.

O novo auxílio emergencial deve substituir o auxílio pago ao longo do ano passado, como forma de conter os efeitos da pandemia de covid-19 sobre a população mais pobre e os trabalhadores informais.

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Manifestantes também cobram "vacinação já" para conter pandemia
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Nesse domingo (31), as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo vão realizar protesto contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), a partir das 9h, no bairro Teotônio Vilela, em Ilhéus. Outras cidades brasileiras também serão palco de atos contra o presidente.

Além do “Fora Bolsonaro”, os movimentos de esquerda defendem a retomada do auxílio emergencial, a vacinação gratuita em massa contra a Covid-19 e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), além de políticas de estímulo e proteção do mercado de trabalho.

Por causa da pandemia, os participantes deverão respeitar os protocolos sanitários, a exemplo do uso obrigatório de máscara, informam os organizadores. Para evitar aglomerações, também recomendam que os manifestantes usem carros, motos e bicicletas no protesto.

SIMBOLOGIA

O texto da convocação pede que os manifestantes não esqueçam de levar bandeira verde e amarela. Ao PIMENTA, o ex-vice-prefeito de Ilhéus José Henrique Abobreira explicou que a escolha das cores faz parte do movimento de disputa simbólica da Bandeira Nacional, muito usada nas manifestações da extrema-direita.