Novo Plano Nacional reduz meta de percentual de professores efetivos nas redes públicas || Foto GovSP
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O novo Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036 estabelece que, no máximo, 30% dos professores das redes públicas poderão ser contratados sem vínculo efetivo. A regra, sancionada neste mês pelo presidente Lula (PT), obriga estados e municípios a manter pelo menos 70% do quadro formado por servidores concursados.

A exigência passa a integrar a Lei nº 15.388/2026 e terá monitoramento a cada dois anos. Na prática, redes que ultrapassarem o limite de temporários deverão ampliar concursos públicos ao longo da próxima década.

Os dados mais recentes mostram que o país ainda está distante da meta. Segundo o Censo Escolar de 2025, as redes estaduais têm apenas 48,6% de professores efetivos, o que indica que mais da metade dos docentes ainda trabalha sob contratos temporários ou precários.

Nos municípios, o cenário também preocupa. A média de professores efetivos é de 60,5%, e cerca de dois terços das cidades já estão abaixo do patamar mínimo exigido pelo plano antes mesmo do início da vigência.

REDUÇÃO CRITICADA

O novo PNE substitui o plano anterior, que previa uma meta mais rigorosa, de 90% de professores efetivos. A redução para 70% gerou críticas de entidades da educação, que consideram o novo limite uma flexibilização da exigência.

Apesar disso, o governo federal sustenta que o percentual atual é mais compatível com a realidade das redes de ensino e pode ser cumprido com a ampliação gradual de concursos públicos ao longo dos próximos dez anos.

A alta presença de professores temporários é apontada como um dos fatores que prejudicam a qualidade do ensino. A rotatividade dificulta a continuidade pedagógica e a criação de vínculos entre docentes e alunos.

Além do limite para contratos, o PNE prevê medidas de valorização da carreira docente, como formação continuada, tempo remunerado para planejamento e diretriz de equiparação salarial com outras carreiras de nível superior.

Em nota, Seduc informa que fará novo processo seletivo
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O ano letivo da rede municipal de ensino de Ilhéus começou nesta segunda-feira (13), mas, devido à falta de professores, parte das escolas municipais não pôde retomar suas atividades de forma completa, conforme nota de esclarecimento divulgada hoje (14) pela Secretaria Municipal de Educação (Seduc). “Algumas unidades escolares não retornaram às atividades em sua totalidade devido à ausência de professores”, diz trecho da nota.

No final do ano passado, a Seduc encerrou os contratos dos professores que tinham vínculo temporário com o município. Segundo a pasta, não era possível, legalmente, renovar as contratações e, em breve, nova seleção será feita, o que depende do fim do trâmite jurídico para publicação de edital.

“A Seduc ressalta que, caso haja prejuízo em dias letivos devido à ausência de profissionais nas unidades escolares, a carga horária será reposta, visando garantir o cumprimento dos 200 dias letivos”, assegurou a pasta.

Também há previsão de que o município faça concurso público para professores no segundo semestre deste ano, de acordo com a Seduc. O último concurso, realizado em 2016, contemplou apenas vagas para os anos iniciais do ensino fundamental.

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Esse é um caminho sem volta, um carro sem freio, a chama de um fósforo se espalhando em um canavial. Se a atual gestão não fizer os ajustes necessários, a próxima fará.

Aderson Marcelo Borges || adersonmarcelo@hotmail.com

A Secretaria Municipal de Educação (Seduc) e o prefeito de Ilhéus subestimam a inteligência dos professores contratados. Essa é a realidade de uma gestão que ainda se pauta em uma forma atrasada de gerir, pois Ilhéus nunca conseguiu se libertar do coronelismo político. Para comprovar o que digo, vamos aos fatos.

Quando o atual prefeito foi reeleito, em 2020, era práxis das diretorias dos colégios municipais arrebanhar os professores contratados em grupos de WhatsApp. Os mesmos eram cotejados e impelidos a vestir camisas amarelas para subir os morros da cidade e a visitar os distritos, para engrossar as comitivas do prefeito. Alguns eram convidados até a plotar seus automóveis com propaganda eleitoral. Em resumo, o prefeito fazia uso de um poder que lhe foi conferido democraticamente pela população da cidade para se utilizar dos funcionários no sentido de pressioná-los a aderir à sua campanha.

Uma nuance que caracteriza a política coronelista é o voto de cabresto, o que ocorreu nas eleições de 2020 em Ilhéus. No entanto, agora vivemos um tempo em que um novo movimento se faz presente na mentalidade dos professores contratados. Embora muitos não se manifestem, por temor de colocar em risco seus empregos, o que é justo, porque todos têm suas contas para pagar e suas famílias para sustentar, a imensa maioria desses professores abriu os olhos. Eles estão se valorizando e a insatisfação cresce com o tratamento que a Prefeitura de Ilhéus tem lhes dado.

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O Governo Marão assumiu o compromisso de realizar concurso público para o preenchimento de vagas na Secretaria Municipal de Educação (Seduc), segundo a cláusula 30 do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Prefeitura de Ilhéus com a Associação do Professores Profissionais de Ilhéus (APPI/APLB-Sindicato).

Trecho do ACT da Prefeitura com a APPI

O concurso deverá suprir a carência de servidores de apoio, técnicos escolares, professores, supervisores e orientadores. Hoje, essas vagas são preenchidas por profissionais contratados por meio de processos seletivos simplificados, de forma temporária. No entanto, o acordo não estabeleceu prazo para a realização do certame.

REIVINDICAÇÕES DOS PROFESSORES CONTRATADOS

No ACT, o Governo Marão também se comprometeu a atender duas reivindicações específicas dos professores contratados: o respeito à reserva de tempo para atividades extraclasses ou o pagamento de 20% a mais na remuneração desses trabalhadores; e a concessão do vale-alimentação de R$ 550,00. As duas demandas foram tema de reportagem do PIMENTA (relembre).

O parágrafo segundo da oitava cláusula do acordo estabelece que os professores contratados receberão o vale-alimentação “por tempo determinado”, sem explicitar o período correspondente. Clique aqui para ler o ACT, que foi publicado na última sexta-feira (19).

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Os professores contratados da Prefeitura de Ilhéus vão começar a receber vale-alimentação de R$ 550,00 a partir deste mês. O direito já era assegurado aos servidores efetivos, enquanto os temporários reivindicavam tratamento isonômico há anos.

A demanda foi atendida pelo prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), nas negociações da campanha salarial de 2022 com a Associação dos Professores Profissionais de Ilhéus (APPI).

A reivindicação também foi tema de reportagem do PIMENTA, em maio passado, quando o professor Aderson Marcelo Borges, contratado pelo município, denunciou o tratamento desigual dispensado a trabalhadores que exercem o mesmo ofício (relembre).

Segundo Marão, o Governo honra o compromisso que assumiu. “O tíquete-alimentação é de grande importância no complemento da renda dos trabalhadores, além de aquecer a economia da nossa cidade”, declarou.