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Tchau, dores de coluna; tchau, estresse!

Depois de longos dias afastado do governo, o prefeito Newton Lima voltou ao comando do Palácio Paranaguá nesta quarta-feira, 28. Ontem, aliás, a cadeira de prefeito ficou vaga. O prefeito em exercício (contra a barriguinha) Mário Alexandre, dizem, deixou os seus afazeres para beijar a mão de José Serra em Feira de Santana e Alagoinhas. E Fábio Magal (aqueeeele) nem apareceu no palácio para ocupar a bendita cadeira!

Newton Lima, como se sabe, passou temporada na romântica Veneza, ao lado do secretário Paulo Goulart. Passeou de gôndola, firmou contatos com os italianinhos e participou de uma feira de investidores. Agora, voltemos ao trabalho, né?

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O ex-ministro Ciro Gomes (PSB) participou do programa É Notícia, da Rede TV, e girou a sua metralhadora contra o ex-governador José Serra, pré-candidato do PSDB à presidência da República.

Apesar de considerá-lo um homem preparado, Ciro Gomes afirmou que eleger José Serra é um perigo para o Brasil.

– [José Serra] é um brasileiro bastante preparado, mas tem uma personalidade autoritária, tenebrosa. Com o poder na mão, me parece um perigo para o País.

Ainda no pinga-fogo proposto pelo apresentador Keneddy Alencar, Ciro disse que Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV), pré-candidatas à presidência da República, são duas grandes mulheres.

O programa É Notícia é exibido ao final das noites de domingo na Rede TV. Ciro disse que não desistirá da disputa a presidente.

Sairá da corrida não por desistência, mas na condição de “derrotado”. Derrotado pelo partido, o PSB, que é contra a sua candidatura e apoiará a ex-ministra petista Dilma Rousseff.

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Serra mantém diferença em relação à ex-ministra.

Saiu uma nova pesquisa sobre a sucessão presidencial. Encomendada pela Associação Comercial de São Paulo ao Ibope, aponta o ex-governador José Serra (PSDB) com 36% e a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) com 29%.

O levantamento foi feito de 13 a 18 de abril. Ciro Gomes (PSB) e Marina Silva (PV) aparecem com 8%, cada. Quando o cenário exclui o nome de Ciro Gomes, Serra vai a 40%, Dilma alcança 32% e Marina Silva pontua com 9%.

Na pesquisa divulgada em 17 de março, Serra aparecia com 35% e a principal adversária, Dilma Rousseff, tinha 30% das intenções de voto. Na pesquisa divulgada hoje, o presidente Lula surge com 76% de aprovação popular.

Um dado interessante da pesquisa que ouviu 2.002 eleitores em 140 municípios é que apenas 9% dos eleitores querem mudança total de governo. 35% querem continuidade e 30% optam por continuidade com algumas mudanças. 24% querem mudanças em alguns programas.

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Embora sustente não ter preferência pelo companheiro de chapa na disputa por uma vaga ao Senado, é claríssimo que a deputada federal Lídice da Mata (PSB) sonha em concentrar os votos da esquerda. Para isso, naturalmente, é necessário que a outra vaga na majoritária seja reservada a um político de direita.

Houve até quem cogitasse que o PSB poderia sair da aliança com o PT, caso o escolhido para a outra vaga de candidato ao Senado seja, por exemplo, Walter Pinheiro. Como a semana que passou foi propícia a todo tipo de especulação, cogitou-se que os socialistas se uniriam a Geddel.

Neste sábado (17), o presidente do diretório do PMDB na Bahia, Lúcio Vieira Lima, descartou a possibilidade de acolher Lídice da Mata, caso ela procure esse caminho.

“O tempo do PSB passou”, disse Lúcio, acrescentando que o PPS já deuà chapa de Geddel o perfil de centro-esquerda que ela precisava.

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Na mesma semana em que o Instituto Sensus divulgou pesquisa em que os principais concorrentes ao Palácio do Planalto estão empatados, o Datafolha mostra levantamento com José Serra (PSDB) com 38% das intenções de voto e a ex-ministra Dilma Rousseff (PT) com 28%, vantagem de dez pontos percentuais.

A pesquisa foi divulgada neste sábado pelo jornal Folha de São Paulo. Realizada na quinta e ontem (dias 15 e 16), ela traz um dado diferente dos demais levantamentos:  a “verde” Marina Silva (PV) com 10% e, pela primeira vez, superando o ex-ministro Ciro Gomes (PSB), com 9%.

O Datafolha ouviu 2.600 pessoas e tem margem de erro de dois pontos percentuais. 7% votariam em branco ou nulo e 8% disseram estar indecisos. Na última pesquisa Datafolha, Serra aparecia com 36%, Dilma, 27%, o que confirma estabilidade no quadro sucessório. O bicho já está pegando!

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Edson: entre a cruz e a espada.

Não convidem para a mesma mesa o médico e ex-presidente da Câmara de Itabuna, Edson Dantas, e a deputada federal e presidente do PSB, Lídice da Mata.

No último evento estadual do PSB, em Salvador, Edson levou à capital um vereador de Ubatã, que disse poucas e boas a Lídice, lembrando que a dirigente “pode até ser boa para (o PSB de) Salvador, mas é uma negação para o interior”.

A deputada e xerifona do partido na Bahia entendeu a “homenagem” como um recado indireto do ex-vereador em Itabuna e passou a lhe virar as costas.

Edson é pré-candidato a deputado federal e imagina ter algo como 70 mil votos e sair da disputa de 2010 “eleito da silva sauro”. Amigos mais realistas acreditam que, no dia D, na hora H, Lídice vai trabalhar contra o projeto, agindo em favor de Leonelli.

Há quem defenda que Edson caia fora não apenas da disputa, como também do PSB. O médico resiste às pressões. Até quando, ninguém sabe.

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Após afirmar que sairia sozinho na disputa por vagas à Assembleia Legislativa, o PCdoB deu um ‘cavalo de pau’ e conversa com o PSB. Os cururus querem renovar os mandatos de Javier Alfaya e Álvaro Gomes e ampliar a sua presença com a eleição de outros três nomes. Do outro lado, o PSB tem nomes novos na disputa mas o de maior densidade na disputa a deputado estadual é o militar Capitão Tadeu. Os dois partidos são da base aliada de Wagner.

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DEPUTADA “NÃO COADUNA” COM O CRIME

Ousarme Citoaian

Depois do PSB, quanto à truculência com professores em Porto Seguro, chegou a vez da deputada Ângela Sousa (foto) – tendo um assessor acusado de ameaçar de morte um jornalista. A parlamentar publicou nota de esclarecimento e, igual ao PSB, derrapou nas curvas da linguagem. Diz o arrazoado que ela “não coaduna com qualquer tipo de comportamento…” – inventando nova regência verbal: nos dicionários, coadunar (frequentemente pronominal) tem o sentido de somar (juntar, reunir, incorporar, harmonizar, conformar, combinar). Exemplo: “Minhas intenções não se coadunam com as da vizinha do 6º andar”. (frequentemente pronominal) tem o sentido de somar (juntar, reunir, incorporar, harmonizar, conformar, combinar). Exemplo: “Minhas intenções não se coadunam com as da vizinha do 6º andar”.

ESTILO: “VINDE A MIM OS SIMPLES”

Uma qualidade fundamental do estilo é a simplicidade. Quem alimenta o frenesi da escrita impenetrável, da comunicação empolada, corre o risco de ganhar atestado de pedante – além de não tocar o público a quem se dirige. O redator poderia ter empregado o velho, bom e claro concordar (“a deputada não concorda com…”). Ou, simplesmente, nada escrever, pois todos sabem que atos de violência (sejam contra jornalistas ou quem quer que seja) não se coadunam com o temperamento da deputada. Que, para minha satisfação, escreve o nome em língua portuguesa: Ângela (com acento) e Sousa (com “s”), coisa hoje rara entre brasileiros.

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JUIZ DÁ GOLPE NO ELITISMO

Uma sentença do juiz Alexandre Eduardo Scisinio transita na internet, sem que se saiba porque só agora veio a público – pois foi exarada em 2005. Trata-se de ação impetrada por outro juiz de Direito, a requerer, no tribunal, que o porteiro do seu condomínio, em Niterói/RJ, não mais o tratasse de “você” e sim, preferencialmente, por “doutor”. O julgador, dono de perspicácia e sensibilidade social, mostra ser conhecedor, além da Filosofia do Direito, dos fundamentos da língua portuguesa. Mesmo para leigos, é notável a citação de Norberto Bobbio sobre “buscar o fundamento de um direito que se tem ou de um direito que se gostaria de ter”: o requerente tem o desejo de ser tratado por “doutor”, mas, no entender do sentenciante, não é portador desse direito.

É POSSÍVEL FAZER JUSTIÇA

Ao negar a pretensão ao tratamento, o julgador afirma que “´doutor’ não é forma de tratamento, e sim título acadêmico utilizado apenas quando se apresenta tese a uma banca e esta a julga merecedora de doutoramento. Constitui mera tradição referir-se a outras pessoas de ‘doutor’, sem o ser, e fora do meio acadêmico”. O magistrado diz ainda que “o empregado que se refere ao autor por ‘você’, pode estar sendo cortês, posto que ‘você’ não é pronome depreciativo”. E abona sua tese com a linguista Eliana Pitombo Teixeira, para quem “os textos literários que apresentam altas freqüências do pronome ‘você’ [que vem do cerimonioso vossa mercê], devem ser classificados como formais”. Por fim, condena o postulante a pagar custas e honorários de 10% sobre o valor da causa. A justiça se fez.

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ATRAVÉS É PARENTE DE ATRAVESSAR

“A polícia chegou aos traficantes através de uma denúncia anônima” (O. C. grifou) – diz um noticiário de tevê, a propósito da prisão por atacado, durante uma festa embalada a drogas ilícitas. É a expressão através de posta fora do lugar, ocorrência muito comum no (mau) texto jornalístico. Em termos de frequência ela, parece-me, só perde para inclusive, que é indefectível nas (des) composições tatibitates que lemos diariamente. “A regra é clara”: emprega-se através de quando se quer dar a noção de atravessar, passar de um lado para outro – é este o sentido “clássico”. Nunca em substituição a por meio de, por, graças a, por intermédio de, devido a (e semelhantes).

MUITOS EXEMPLOS, POUCO ESPAÇO

Nos bons autores, são muitos os exemplos. Aqui, é pouco o espaço. Por isso, apenas duas abonações, bebidas em Memórias póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis: “Contemplei (…), ao longe, através de um nevoeiro…” e “A neutralidade (…) nos leva, através dos espaços…”. Simples: na primeira frase, a vista do narrador atravessa o nevoeiro; na segunda, o espaço. No meu campo de experiência (e sofrimento) colho mais um: “Através da vidraça, vejo a vizinha do 6º andar, que passa e não me olha”. Dos (bons) jornais: “O assessor foi nomeado por decreto” – nunca através de decreto. Eu, de novo: “Tentei falar com a vizinha do 6º andar, pelo telefone” – jamais através do telefone (ela, pra variar, não me atendeu!).

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DA ARTE DE BEM ESCREVER

Mais do que criticar, apresentar soluções é preciso. Já que falamos tanto de textos ruins, aqui está uma sugestão de livro de jornalista com texto de primeira qualidade: Tempestade de ritmos – jazz e música popular no século XX, de Ruy Castro (Companhia das Letras/2007). Uma excelente coleção de artigos, em comemoração aos 40 anos de atividade do autor. Está todo mundo lá, em 415 páginas, com fotos: da MPB ao jazz, de Ella Fitzgerald a Benny Goodman, de Roberto Silva (quem lembra?) a Chico Buarque e Moacir Santos, de Tony Bennett a Judy Garland. Não é uma coleção de biografias, mas o resultado de experiências pessoais. Para ler com a alma em festa.

A NOITE ETERNA DE RAY CHARLES

..O capítulo sobre Ray Charles (foto) é tocante. Em 1996, no artigo Para que enxergar quando se é Ray Charles?, Ruy Castro escreveu: “Aos seis anos, quando Ray subia ao alto do morro, ainda podia ver a vegetação se perdendo no infinito. Mas, rapidamente, o horizonte começou a ficar muito próximo. Logo estaria a poucos metros. Os pássaros e outros pequenos animais desapareceram da paisagem. As figuras se transformaram em borrões, depois em vultos difíceis de distinguir e, então, também se evaporaram. Às vésperas dos seus sete anos, o mundo visível de Ray já se dividia em simplesmente dia e noite. Até que o dia também ficou noite”.

DA CURIOSIDADE À DEPENDÊNCIA

“Charles contou em Brother Ray que foi dependente de heroína de 1948 a 1965, dos 18 aos 35 anos. Começou com maconha e logo passou para a seringa. Mas não culpa ninguém. ´Não foi por ser negro, cego ou pobre. Nenhum traficante me obrigou. Não houve nenhum motivo social ou psicológico. Comecei a usar a droga por curiosidade e porque os colegas usavam´, disse ele em sua autobiografia. Mas não foi a curiosidade que o levou a continuar usando – foi a dependência (…). Se nunca se tornou o farrapo humano que outros, como Billie Holiday (foto) e Charlie Parker, se tornaram, foi porque tinha dinheiro para sustentar a dependência”, diz Ruy Castro.

BALADA DE 3 MILHÕES DE CÓPIAS

Ray Charles gravou a balada I can´t stop loving you (Don Gibson) em 1962, tendo vendido coisa de 3 milhões de cópias. Elvis Presley (foto), suponho que em 1972, fez com I can´t stop aquilo que ele fazia com tudo que gravava: mexer no arranjo e transformar qualquer coisa em rock pesado, fosse O sole mio ou o catálogo telefônico da Tailândia.
Aqui, a versão original de Ray Charles.

SÓ PRIVILEGIADOS TÊM OUVIDOS

Rosa Passos é “filha” de João Gilberto (foto). Ouviu o bruxo de Juazeiro desde a adolescência, quando estudava piano, imitou-lhe os acordes, seguiu-lhe os passos (ops!). Nascida em Salvador, ela sobreviveu a axés, pagodes e outras invenções contagiantes, deixou de lado o piano, pegou o violão e saiu por aí. Hoje, é nome do maior respeito na Europa e, eventualmente, se apresenta no Brasil. Tenho dela o CD Amorosa, homenagem a João Gilberto: quatro das doze faixas desse disco foram gravadas por João no LP Amoroso, de 1977 (Wave, Bésame mucho, Retrato em branco e preto e ´S wonderful). Ao mestre, com carinho, a faixa 9 (Essa é pro João), em que a fã se desnuda:

“João Gilberto, amigo, eu só queria/Lhe agradecer pela lição/
Desses seus acordes dissonantes/Desse seu cantar com perfeição/
E até o apagar da velha chama/Eu quero sempre ouvir o mesmo som/
Só privilegiados têm ouvidos/Mas muitos poucos deles têm seu dom”.

DUETO COM HENRI SALVADOR

Desconhecida em sua terra, Rosa Passos (foto) tem muito respeito internacional. Gravou com Ron Carter, Paquito D´Rivera e outros desse nível, além do recentemente falecido chansonnier Henri Salvador. O velho HS faz com ela, em Amorosa, um dueto fantástico em Que reste-t-il de nos amours. A cantora lançou o primeiro álbum em 1978 (Recriação), com músicas de sua autoria e Fernando de Oliveira. Depois vieram Curare (91), Festa (93), Pano pra manga (96), além de três discos especiais, exclusivamente com canções de Caymmi, Ari Barroso e Tom Jobim. Um jornalista a chamou de “João Gilberto de saias” e ela não gostou. Claro: é fã de João, mas se chama Rosa Passos. Às vezes parece uma combinação felicíssima de João Gilberto e Elis Regina – mas está longe do pasticho, como certas cantoras do tipo papel carbono que andam por aí.

BOLERO QUASE DERRUBA COLLOR

Em Amorosa, Rosa canta Bésame mucho, um tema romântico reconhecido em 1999 como “a canção mais cantada e gravada do idioma espanhol”. A mexicana Consuelo Velasquez (foto) fez Bésame no longínquo 1940. Meio século depois (em 1990), a paixão da economista Zélia “Confiscadora de Poupança” Cardoso de Melo e do jurista Bernardo Cabral (ministros de Collor) foi embalada por esta música. Nada mau para um bolero mexicano – pois quase nos faz o favor de antecipar a derrubada do governo da República. Veja agora a interpretação majestosa de Rosa Passos (com um comovente a capela de 25 segundos). Minha parte eu dedico à vizinha do 6º andar.

(O.C.)

Pouco sei de futebol (prefiro basquete e o xadrez), mas a discussão, sob o prisma da língua portuguesa, me fascina. Entendo que o Brasil é, de maneira indiscutível, bicampeão mundial, pois venceu as Copas de 1958 e 1962. Ao voltar a ganhar em 1970 (com a melhor seleção etc. etc.), tornou-se campeão pela terceira vez – e isto é diferente de ser tricampeão. Acontece que a mídia, por ignorância ou interesse, às vezes assume aquele comportamento atribuído a Goebells (ministro das Comunicações de Hitler): bate na mentira até que ela se transforme em verdade. O rito é mais ou menos este: lança-se a invenção, as ruas a adotam e ela adentra os compêndios, já travestida de verdade. A língua é viva, certo. Mas não precisa ser burra.

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Os militantes do PSB na Bahia se reúnem neste sábado, 27, em Salvador, para discutir as pré-candidaturas do partido à Câmara dos Deputados. Com a provável indicação de Lídice da Mata para a chapa majoritária de Jaques Wagner, o principal nome socialista na disputa federal será o atual secretário do Turismo, Domingos Leonelli.

Outra reunião será marcada para debater as candidaturas à Assembleia Legislativa.

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O PSB baiano comunicou neste final de tarde o desligamento de Edésio Lima da comissão executiva da legenda, da qual era secretário-geral. Edésio é acusado de ser o mandante de quatro execuções em Porto Seguro, em 2009. A comunicação de desligamento do PSB ocorre após o Tribunal de Justiça da Bahia negar-lhe habeas corpus.

A justiça de Porto Seguro havia decretado a prisão preventiva dele e de outros cinco envolvidos nas mortes dos professores Álvaro Henrique e Elisney Pereira e de dois traficantes, um deles motorista de Edésio. O político era secretário de Governo e Comunicação de Porto Seguro até a terça-feira da semana passada, dia 2. Para confirir a íntegra da nota do partido, clique no “leia mais”.

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Waldir pode estar garantido na chapa. Wagner quer

EXCLUSIVO

Fonte ligadíssima às confabulações do poder estadual assegura que o governador Jaques Wagner (PT) tem preferência pelos nomes de César Borges (PR) e Waldir Pires (PT) como candidatos ao Senado. Na construção desejada pelo governador, Otto Alencar ocuparia o posto de vice na chapa majoritária.

Essa é a hora da pergunta inevitável: e o que será de Lídice da Mata?

Pois é, os petistas concluíram que a deputada do PSB não agrega muita coisa à chapa, uma vez que sua popularidade é concentradíssima na capital baiana. Por isso, a opção deverá ser mesmo alçar Otto para vice, ficando Borges na briga por uma das cadeiras no Senado.

Com relação ao senador do PR, a avaliação é de que sua confirmação na chapa irá provocar uma revoada de prefeitos do antigo carlismo no interior. Resta apenas costurar com o PSB a situação de Lídice, que certamente sairá arreliada desse processo.

Para todos os efeitos, o governador já disse que jamais ofereceu a vaga no Senado à deputada, em troca de sua desistência em favor de Walter Pinheiro nas eleições muncipais de 2008.

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O prefeito de Ilhéus, Newton Lima (PSB), vai precisar de um GPS político para não se perder em Salvador, nesta segunda-feira (08). O primeiro dia útil da semana foi o escolhido para sacramentar o apoio de Lima ao governador Jaques Wagner (PT).

Como se sabe, já “rolou um clima” fortíssimo entre o prefeito e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima (PMDB). E como o ilheense já mostrou ser um tanto volúvel, tem gente sugerindo um reforço na orientação para evitar qualquer mudança de rota na capital baiana.

O medo é que Newton Lima se perca no caminho e, em vez de dirigir-se à Governadoria, acabe indo para o bairro Costa Azul, onde fica a sede do diretório estadual do PMDB.

Todo cuidado é pouco!

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Newton, depois de vacilar, fica com Wagner.

O vacilante Newton Lima reuniu a turma do PSB de Ilhéus em seu gabinete e disse, a plenos pulmões, que será “um soldado no projeto de reeleição” do governador Jaques Wagner.

Para o prefeito ilheense, a reeleição de Wagner é a oportunidade do município consolidar grandes investimentos que estão sendo implantados, como o Complexo Intermodal Porto Sul, que demanda investimentos da ordem de R$ 4 bilhões.

O ato simbólico acontece dias antes de uma audiência que Newton manterá com o governador Jaques Wagner, na próxima segunda-feira, às 15h, no CAB. Ele vai pedir ao petista a construção de uma nova ponte ligando o centro de Ilhéus à zona sul.

É uma mudança mais incisiva de comportamento político. Newton oscilou durante todo o ano de 2009 entre três grupos (Geddel Vieira Lima, Paulo Souto e Wagner) até se definir pelo petista. Ilhéus espera que essa tenha sido a melhor decisão do “Cabeludo Despenteado”.

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Lídice: silêncio em relação às execuções em Porto.

Por duas vezes, ontem e hoje, o Pimenta na Muqueca cobrou um posicionamento da presidente estadual do PSB, Lídice da Mata, sobre o rumoroso caso dos assassinatos dos professores Elisney Pereira e Álvaro Henrique, de Porto Seguro. A deputada federal preferiu manter-se em silêncio. Lídice foi procurada através da assessoria de comunicação do partido.

O acusado de mandar matar os professores é o secretário-geral da executiva estadual do PSB, Edésio Lima. Ele ocupava, até ontem, o cargo de secretário de Governo e Comunicação de Porto Seguro.

De acordo com fontes da prefeitura de Porto, Edésio foi indicado a Abade justamente por Lídice. Ontem, ele acabou exonerado pelo prefeito Gilberto Abade, na terça, 2. Desde a segunda-feira, 1º, Edésio é considerado foragido da Justiça.

O juiz da Vara Crime de Porto Seguro, Roberto Freitas Júnior, havia decretado a preventiva de Edésio, de três policiais militares e de duas outras pessoas envolvidas no crime. Os policiais militares se entregaram na tarde da segunda-feira. Edésio está foragido, apesar da promessa de apresentar-se à polícia nas próximas horas.

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Abade: entre a cruz e a espada.

O clima esquentou de vez em Porto Seguro. Acossado por denúncias de irregularidades em seu governo, o prefeito Gilberto Abade (PSB) foi surpreendido com o pedido de prisão preventiva do seu braço-direito, o secretário de Governo e Comunicação, Edésio Lima, este já exonerado ontem.

Não bastasse esta carga, lá vem mais uma: o vereador Gilvan Florêncio, do PT, entrou com pedido de impeachment do prefeito. O requerimento será analisado pelo legislativo local. Gozado é que, há menos de uma semana, o partido negociava a sua entrada no governo do pessebista.

A cúpula petista, aliás, está da vida com o vereador, pois acredita que houve precipitação e suspeita que tenha alguém querendo aparecer no processo. Seria o próprio Gilvan, que deseja disputar uma vaga à Assembleia Legislativa em 2010.

Quem está rindo à toa com esses acontecimentos é o ex-prefeito Ubaldino Júnior (PMDB), destronado do governo em 2002, após ser acusado de desviar mais de R$ 50 milhões dos cofres públicos municipais.