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marco wense1Marco Wense

 

Dos quatros prefeituráveis de partidos que dão sustentação política ao governo estadual, o ex-alcaide é o grande favorito. Percentualmente, diria que Geraldo tem 90% de chance, Davidson 5%, Roberto José 4% e Leahy 1%.

 

Já estou ficando repetitivo quando digo que o PT de Geraldo Simões e o PCdoB de Davidson Magalhães vão caminhar juntos na sucessão do prefeito Claudevane Leite.

A união entre petistas e comunistas é uma questão de pura sobrevivência política. O cenário aponta uma dependência que tende a ficar cada vez mais escancarada.

Se a junção é considerada como favas contadas, então podemos dizer que o candidato do governismo será Geraldo Simões, com o PCdoB indicando o companheiro da chapa majoritária.

E Roberto José, que é do PSD do senador Otto Alencar, que é aliado do governador Rui Costa, como fica? Vai aceitar passivamente a fritura em torno da sua pré-candidatura?

Ora, até as freiras do Convento das Carmelitas sabem que o governador Rui Costa não medirá esforços para que a base aliada tenha um só candidato a prefeito.

Dos quatros prefeituráveis de partidos que dão sustentação política ao governo estadual – Geraldo Simões, Davidson Magalhães, Roberto José e Carlos Leahy, respectivamente PT, PCdoB, PSD e PSB –, o ex-alcaide é o grande favorito. Percentualmente, diria que Geraldo tem 90% de chance, Davidson 5%, Roberto José 4% e Leahy 1%.

É bom lembrar que a senadora Lídice da Mata, dirigente-mor do PSB, além de ter um bom relacionamento com o governador Rui Costa, comunga com a opinião de que qualquer cisão na base só faz ajudar a oposição.

Robertistas, obviamente os mais lúcidos e politizados, já defendem uma aproximação de Roberto José com o médico Antônio Mangabeira, pré-candidato pelo PDT do saudoso Leonel Brizola.

Muita coisa ainda vai acontecer na movediça areia da sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

GEDDEL EM ITABUNA

JuvenalMaynart CeplacAmanhã, sábado (28), o ex-ministro Geddel Vieira Lima e o mano Lúcio Vieira Lima, cotadíssimo para substituir Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados, estarão em Itabuna para discutirem a sucessão do prefeito Claudevane Leite.

Serão recebidos pelo presidente do diretório do PMDB, Pedro Arnaldo, pelo médico Renato Borges da Costa, o pré-candidato Fernando Vita, o vereador Antônio Cavalcante e, principalmente, por Juvenal Maynart.

Digo principalmente, porque Geddel tem a oportunidade de parabenizar pessoalmente Maynart não só pelo bom trabalho realizado na Ceplac, quando superintendente do órgão, como na valorosa contribuição para a implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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marco wense1Marco Wense

 

Uma coisa é certa: só o governador Rui Costa pode evitar que o trem do governismo saia do trilho. É bom lembrar que o chefe do Executivo não é de duas conversas, conversa mole e, muito menos, de conversinha.

 

O suplente de deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB) sonha com uma ampla união em torno da sucessão do prefeito Claudevane Leite, que já declarou que não será candidato à reeleição.

Davidson quer uma junção em torno dele. Acha que Geraldo Simões, por ser do PT, vai ter dificuldades. Quando questionado sobre Roberto José, trata logo de descartá-lo: “Não será candidato”.

Como resposta a contundente afirmação do comunista, Roberto se reúne com o comando estadual do PSD e diz que é candidatíssimo, que não abre mão da sua legítima e democrática pretensão.

“Não há mais espaço para a velha política e os velhos modos de fazer política”, alfineta Roberto José. A verdade é que o relacionamento entre o prefeiturável do PSD e do PCdoB tende a ficar mais aceso, intenso e incontrolável.

Tem ainda o imbróglio entre o PT e o PCdoB em torno da Codeba. É que os comunistas andavam dizendo que os petistas apoiariam a candidatura de Davidson em troca de um cargo na Companhia das Docas do Estado da Bahia.

Tiririca da vida, Geraldo Simões, ainda a maior liderança do petismo grapiúna, desmentiu os camaradas com uma fina ironia: “Se o PCdoB não teve força para manter um gerente do Ciretran, vai ter força para indicar um diretor da Codeba?”

Difícil mesmo é colocar no mesmo palanque os evangélicos de Vane, os comunistas de Davidson, os lulistas de Geraldo Simões, o núcleo duro do vanismo, os robertistas do PSD e o pessoal do PRB da Igreja Universal.

Outro detalhe é que tanto Geraldo como Davidson dão como favas contadas o apoio do PSB, desconsiderando a pré-candidatura de Carlos Leahy. O ex-presidente da CDL diz, peremptoriamente, que vai até o fim.

As articulações em torno do processo sucessório vêm de cima para baixo, o que não é nenhuma novidade. Se diretório municipal e nada é a mesma coisa, imagine comissão provisória. É o manda quem pode, obedece quem tem juízo. O que prevalece são os interesses da cúpula.

Uma coisa é certa: só o governador Rui Costa pode evitar que o trem do governismo saia do trilho. É bom lembrar que o chefe do Executivo não é de duas conversas, conversa mole e, muito menos, de conversinha.

MANGABEIRA E AS PESQUISAS

mangabeiraO pré-candidato do PDT, médico Antônio Mangabeira, acredita que vai iniciar o ano de 2016 com uma boa pontuação nas pesquisas de intenção de votos.

Mangabeiristas mais otimistas falam até em um percentual acima de 10%. O prefeiturável, no entanto, acha que as coisas vão acontecer no seu devido tempo.

Mangabeira, que é o presidente do diretório municipal, comunga com a opinião de que a eleição é complicada: “Temos que trabalhar muito. Não é fácil enfrentar o populismo demagógico”.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Durval Libânio, à esquerda de Lídice, é lançado pré-candidato em Gandu.
Durval Libânio, à esquerda de Lídice, é lançado pré-candidato em Gandu.

O PSB decidiu lançar pré-candidatos a prefeito em Gandu e Ubaitaba, no sul da Bahia. O presidente do Instituto Cabruca, Durval Libânio Neto, será o nome do partido em Gandu, enquanto a vereadora Sueli Carneiro (Suka) disputará a prefeitura de Ubaitaba.

As pré-candidaturas foram lançadas em atos realizados neste domingo (27) nos dois municípios, com as presenças da senadora Lídice da Mata e do deputado federal Bebeto Galvão, ambos do PSB.

Durval Libânio filiou-se ao PSB neste domingo, também sendo anunciado como pré-candidato por Bebeto e Lídice, além da deputada estadual Fabíola Mansur.

Vereadora Suka, ao centro, disputará prefeitura de Ubaitaba (Fotos Divulgação).
Vereadora Suka, ao centro, disputará prefeitura de Ubaitaba (Fotos Divulgação).
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José Vivaldo entra em processo de fritura no PSB.
José Vivaldo entra em processo de fritura no PSB.

Há menos de 15 dias, a senadora Lídice da Mata anunciou o nome do ex-diretor da CAR como pré-candidato do PSB à Prefeitura de Ilhéus. Desde ontem (21), o mundo político ilheense dá como certa a substituição do nome de Vivaldo pelo de Jailson Nascimento, figura da velha política da Terra de Gabriela.

Os blogs do Gusmão e do Chico, bebendo em boas fontes, dão a candidatura de Vivaldo como rifada. O ex-diretor da CAR ganhou holofotes e reapareceu para dizer que está vivo.

Para ele, a “rifa” não passa de especulação. Diz ter sido surpreendido pelo que trata como especulações e que “não há definição nesse sentido”. Completa dizendo que continua “dialogando” e está firme “na caminhada em busca de reunirmos força para a disputa”.

Pois é. Vivaldo não teria obtido, até aqui, a capilaridade necessária para disputar o Palácio Paranaguá. Por isso, o deputado federal Bebeto Galvão teria optado por um nome da velha política e com alguma capilaridade, o do ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Ilhéus Jailson Nascimento.

Jailson, aliás, pode ficar impedido, por acumular rejeições de contas – no TCM – relativas ao período em que esteve à frente da Câmara de Vereadores de Ilhéus.

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marco wense1Marco Wense

 

O problema de Azevedo é a insegurança em relação ao DEM. Sabe que pelo Democratas não sairá candidato, que será pressionado para aceitar a vice na chapa encabeçada pelo tucano Augusto Castro.

 

Com invejável tempo no horário eleitoral, o PMDB, presidido por Pedro Arnaldo, se tornou a noiva mais cobiçada da sucessão municipal de 2016.

Essa cobiça é a prova inconteste de que o partido não tem pré-candidato a prefeito de Itabuna, que os nomes ventilados, como o do médico Sílvio Porto, Fernando Vita e Juvenal Maynart, são pretendentes a vice-prefeito.

Ora, se o PMDB tivesse realmente prefeiturável, como tem o PDT com Mangabeira e o PSB com Carlos Leahy, não haveria tanta investida sobre a legenda.

A última ofensiva, querendo ser candidato de cima para baixo, foi do capitão José Azevedo. Deu no que deu: voltou da capital sem ser atendido pelos irmãos Vieira Lima.

O problema de Azevedo é a insegurança em relação ao DEM. Sabe que pelo Democratas não sairá candidato, que será pressionado para aceitar a vice na chapa encabeçada pelo tucano Augusto Castro.

A dobradinha tucano-democrata está sendo construída pelo deputado federal Jutahy Júnior com o aval da cúpula estadual. A contrapartida é o apoio do PSDB à reeleição de ACM Neto para o Palácio Thomé de Souza.

O dilema do PMDB lembra o da mulher rica. O PMDB desconfia que o interessado esteja só de olho no horário eleitoral. A mulher rica no dinheiro.

MAYNART, O CONSELHEIRO-MOR

JuvenalMaynart CeplacQuando a pauta é a sucessão do prefeito Claudevane Leite, o ex-ministro de Lula, Geddel Vieira Lima, gosta de ouvir o superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart.

Geddel, que é o presidente estadual do PMDB, hoje aliado do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), quer o fiel escudeiro na frente das conversas sobre o processo sucessório.

Toda essa confiança em Juvenal é fruto da sua sinceridade quando trata do PMDB de Itabuna. Ou seja, que a legenda não dispõe de um nome com viabilidade eleitoral para disputar a eleição de 2016.

Maynart vem trabalhando para levar Roberto José para o PMDB. O secretário de Trânsito e Transporte encabeçaria a chapa majoritária em uma composição com o PSD e o PRB.

A iniciativa maynartiana, com o nítido objetivo de isolar o PCdoB, tem a simpatia dos irmãos Vieira Lima e, obviamente, do núcleo vanista, sob o comando de Oton Matos, controlador-geral do município.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Deputados baianos reunidos para tratar do Porto Sul (Foto Divulgação).
Deputados baianos reunidos para tratar do Porto Sul (Foto Divulgação).

Parlamentares baianos tiveram ontem (14) uma reunião com a presidente do Ibama, Marilene de Oliveira Ramos, para cobrar agilidade na publicação de ato que autoriza supressão vegetal na área do Porto Sul. A audiência teve a presença de parlamentares do sul da Bahia. O deputado federal Bebeto Galvão (PSB) diz ter soltado o verbo:

– O Sul da Bahia já não aguenta mais acumular tantas perdas. É preciso que o governo federal deixe de ser um ente abstrato na nossa região – afirmou no encontro em Brasília.

Como publicado no PIMENTA, a autorização de supressão vegetal será assinada no dia 24, em Salvador, pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Mas, para a assinatura, é necessário a publicação do ato no Diário Oficial da União. O ato em Salvador foi anunciado pelo deputado estadual Rosemberg Pinto (PT).

 

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Lídice já não acredita mais em fusão PSB-PPS (Foto Tácio Moreira/Metropress).
Lídice já não acredita mais em fusão PSB-PPS (Foto Tácio Moreira/Metropress).

Após o chabu no processo de fusão do PTB com o DEM, parece que também terá o mesmo destino a união PSB-PPS, segundo adiantou, hoje (3), a senadora baiana Lídice da Mata, líder do PSB baiano. De acordo com ela, existem, pelo menos, dois diretórios contra o processo de fusão.

Procurada pelo site Bahia Notícias, Lídice afirmou que a união de PPS e PSB não tem mais a mesma pressa e não pode ocorrer depois que a Câmara dos Deputados manteve as coligações proporcionais.

NETO NO PSB

Hoje, em Salvador, circulou a notícia de que o prefeito da capital baiana, ACM Neto, estaria de malas prontas para desembarcar no novo partido oriundo da união PPS-PSB.

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Ruy Machado, José Adervan, Azevedo, Geraldo e Alah (Foto Reprodução).
Ruy Machado, José Adervan, Azevedo, Geraldo e Alah (Foto Reprodução).

O ex-deputado Geraldo Simões sonha em retornar ao comando da Prefeitura de Itabuna. Após a reflexão que disse ter feito desde quando deixou o mandato, em janeiro, o petista iniciou as negociações em busca de apoio para 2016. Hoje, ele conversou longamente com o ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Itabuna Edson Dantas (PSB).

– Foi uma conversa muito boa com Dr. Edson – afirmou, enfatizando ter boas relações com o PSB baiano. Geraldo, no entanto, terá que esperar pela conclusão das negociações do PSB com o PPS. Os dois partidos ensaiam uma fusão que deverá ser oficializada em junho.

O petista, após conversas com o ministro da Defesa, Jaques Wagner, disse ter consolidado ainda mais a sua posição em disputar a prefeitura local. Do ministro e ex-governador baiano, Geraldo ouviu conselhos e, talvez mesmo por isso, tenha decidido negociar, como o próprio diz, “para além do centro”.

Numa entrevista ao PIMENTA há dez dias, ele afirmou que buscaria a união de setores da política e da sociedade itabunense. Não demorou há, no final de semana, reunir-se com o ex-prefeito Capitão Azevedo, de quem espera apoio para a peleja municipal de 2016. “Foi um encontro casual”, despista Geraldo, mas afirmando que haverá novo papo.

O encontro com o ex-prefeito teve, ainda, a participação do vereador Ruy Machado (PTB), do empresário José Adervan e do advogado Alah Góes. Ainda não se sabe qual será a reação do eleitorado a uma possível junção de Geraldo com Azevedo, que, por enquanto, está no DEM.

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Geraldo Simões 3Geraldo Simões, ex-deputado federal e ex-prefeito de Itabuna, concedeu sua primeira entrevista, após mais de dois meses de reflexões. O petista deixou o parlamento federal em janeiro e, hoje, começa a trabalhar a pré-candidatura a prefeito de Itabuna. Por ela, disse, pode até sair do PT, mas afirmou estar tranquilo. A tranquilidade talvez tenha vindo depois de longa conversa com o ministro da Defesa, o ex-governador Jaques Wagner.

Se vai sair do PT, é algo que será definido até o outubro. É o prazo máximo. Pode ir para o PMDB ou PSB. Nesta entrevista ao PIMENTA, Geraldo fala de alianças para 2016 (disse que irá além do centro), dos próprios erros que resultaram em não reeleição, futuro de Itabuna e diálogo com o PT e partidos. Também aborda acenos de alianças com partidos como Pros, Solidariedade e PTB. Revelou que pode até conversar com Fernando Gomes e Azevedo por 2016, “pensando em Itabuna”.

Confira.

BLOG PIMENTA – O senhor não conseguiu ser reeleito para deputado federal em 2014 e de lá para cá disse que entraria em um momento de reflexão. Fez essa reflexão?

GERALDO SIMÕES – Tenho refletido muito. Primeiro, pela situação da cidade, a situação da região. O que foi feito no mandato, o que poderia ter sido feito e que não foi, o que podemos fazer daqui pra frente e onde eu cometi erros que não me ajudaram na reeleição.

E dessa reflexão, a que conclusão o senhor chegou?

Foi uma eleição difícil, em que as realizações, os feitos de um parlamentar tiveram um peso pequeno. O peso maior foi o dos recursos volumosos nas campanhas. E eu nunca tive relação com pessoas que financiam campanhas. As minhas sempre foram modestas. Eu sempre me elegi deputado federal com R$ 300 mil, que é um valor de eleição de vereador. Esse é um erro que eu acho que vou continuar com ele, não ter relações com grandes financiadores de campanha. Acho que poderia ter mais aliados e também poderia, antes da campanha, ter trabalhado mais em Itabuna.

O senhor falou em ter mais aliados. O que faltou? Foi um erro seu, de movimentação do próprio mandato?

Eu perdi aliados exatamente porque a concorrência ganhou de mim na ajuda financeira. Foi uma eleição difícil, do ponto de vista de financiamento

Então, hoje, o senhor diria que para se eleger é dinheiro?

Espero que Brasília mude. O PT tomou uma decisão de não receber dinheiro de empresas. O PT. Os candidatos ainda podem receber dinheiro de empresas, e isso vai ser decidido no congresso do partido. Mas o PT decidir sozinho não é bom, porque fica uma luta desigual. Como é que o PT não vai receber dinheiro de empresários e outros partidos vão receber? Tinha que ter uma mudança na legislação eleitoral que se proíba financiamento de empresas nas campanhas. Poderia até pessoa física, mas pessoa jurídica jamais.

O senhor vê saída para o PT?

Vejo, sim. Nós já passamos por dificuldades – claro que nenhuma com essa dimensão. É a gente corrigir os erros, mudar comportamentos e práticas, principalmente nessa relação com os empresários, e colocar o país para gerar empregos e melhorar a vida das população.

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É o pior momento da história do PT e muito desgaste de nosso partido. E com muita dificuldade de governar da presidenta Dilma, por conta do aumento da inflação, do desemprego, de promessas de campanha que ela ainda não teve condições de cumprir.

 

Como o senhor está enxergando os governos de Rui e de Dilma?

Nós estamos passando pelo pior momento do Partido dos trabalhadores em toda sua existência, muito desgaste de nosso partido. E com muita dificuldade de governar da presidenta Dilma, por conta do aumento da inflação, do desemprego, de promessas de campanha que ela ainda não teve condições de cumprir, enfim, um momento difícil do governo. Aí, junta a crise do PT com o momento difícil do governo e dá uma situação ruim. E na Bahia, o que tenho notícias, é que Rui, em reuniões que realiza, diz que não tem dinheiro para investir esse ano. Para se ter ideia, o reajuste do funcionalismo, que seria a correção da inflação, está sendo dividido em duas parcelas. Isso é uma situação concreta da situação financeira do estado e do país. Então, tudo isso atrapalha o PT.

O senhor fez uma reflexão de resultado eleitoral. Mas, em relação aos seus mandatos, no que eles ajudaram mudar a vida da cidade e da região?

Em Brasília, eu votava nos grandes temas. Mas eu apenas votava. Os temas regionais eu tomava a frente, encampava, propunha. Hoje, vejo colegas meus querendo ir em frente da Petrobras, frente do Banco do Brasil, disso, daquilo. Não vejo ninguém falando em frente do cacau, da Ceplac, a frente para o terreno da Universidade Federal do Sul da Bahia. [O último].

Mas como avalia a sua atuação parlamentar?

Foi meu melhor mandato. Começo pela Universidade Federal do Sul da Bahia, que não vinha para Itabuna. Dilma, Haddad, Mercadante, queriam em Porto Seguro. Ela dormiu em Porto Seguro e amanheceu em Itabuna. Veja o Preço mínimo do cacau. A política de preço mínimo existe desde 1940 no Brasil, e o cacau nunca havia sido incluído, por que Brasília pensava que cacau era produto de gente rica. Eu convenci a presidenta Dilma a incluir o cacau e nunca mais teremos a arroba de cacau sendo vendida a R$ 50,00, como foi há oito anos. Veja a proposta de demarcação de terras indígenas ali em Ilhéus, Buerarema, Una. É uma barbaridade. São 47 mil hectares, demarcar significa expulsar 20 mil agricultores e trabalhadores rurais. A demarcação está prontinha lá em Brasília. Não saiu, pode ter certeza, pelo meu trabalho. E espero que não saia, porque seria uma demarcação injusta. Emendas de bancadas para a rodovia Ilhéus/Itabuna, para a barragem do rio Colônia e recursos, como ninguém nunca botou, para cidades da região. Nunca vi outros deputados, nesses últimos 50 anos, fazer tanto quanto eu fiz nesse último mandato. Mas é o que eu disse: os feitos nessa eleição pesaram menos que os financiamentos de campanha.

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Eu pretendo ser candidato a prefeito nas eleições de 2016 em Itabuna. Vou manter a minha candidatura

No cenário mais próximo, o senhor é pré-candidato a prefeito?

Eu pretendo, com um conjunto de amigos meus e em torno de 70% do Diretório do Partido dos Trabalhadores, ser candidato a prefeito nas eleições de 2016 em Itabuna.

O PT, pelo menos parte dele, não apoia o governo municipal, que é da base do governo estadual e também do federal. O senhor iria para o enfrentamento para garantir…

Vou manter a minha candidatura.

CONFIRA a íntegra da entrevista clicando no link
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José Vivaldo pode disputar prefeitura pelo PSB.
José Vivaldo pode disputar prefeitura pelo PSB.

Do Jornal Bahia Online

Depois de deixar o comando da CAR (Companhia de Desenvolvimento da Ação Regional), uma instituição com a missão de promover o desenvolvimento regional por meio da inclusão socioprodutiva, durante o governo de Jaques Wagner, o engenheiro agrônomo José Vivaldo Mendonça agora se prepara para iniciar um MBA em Gestão Pública. Coincidência ou não, nos próximos dias também estará assinando sua ficha de filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). As especulações dão conta de que as duas iniciativas miram em um só endereço: o Palácio Paranaguá, sede do governo de Ilhéus.

“Sou um quadro do PSB e o partido terá um candidato a prefeito de Ilhéus. Mas ainda não há decisão tomada de que este nome seja o meu”, revelou hoje pela manhã ao Jornal Bahia Online, ao conceder uma entrevista exclusiva. Para Vivaldo, o que há, de fato, na iniciativa do seu partido, é participar do processo eleitoral com vontade de fazer algo melhor pela população. “Vivemos um sentimento de urgência. É preciso inovar o ambiente da administração pública e a cidade precisa de um prefeito que tenha postura de estadista e não aquele que se prepare apenas para a disputa de uma eleição”, afirmou.

Confira a íntegra no JBO

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Quitéria foi reeleita com mais de 70% dos votos (Foto Reprodução).
Quitéria foi reeleita com mais de 70% dos votos (Foto Reprodução).

A prefeita de Cardeal da Silva, Maria Quitéria (PSB), foi reeleita presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB) nesta quarta. Ela obteve 257 votos, enquanto Ricardo Machado, prefeito de Santo Amaro, ficou com 69 votos. Foram registradas 66 abstenções e 3 votos em branco.

Tanto Quitéria quanto Machado pertencem à base do governo estadual. Quitéria está de saída do PSB e revelou ter convites de filiação do PT e do PP. A posse para o novo mandato está prevista para 22 de janeiro. Atualizado.

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A coluna Satélite, do Correio, confirma na edição de hoje o que este blog antecipou em outubro: o PSB fará parte do governo de Rui Costa. Uma reunião da cúpula do partido, incluindo Lídice da Mata e os deputados eleitos Bebeto Galvão e Fabíola Mansur, se reuniram com Rui na quinta passada, dia de Santa Bárbara.
“O quinteto socialista deixou o encontro certo de que a legenda ganhará assento no segundo e terceiro escalões do futuro governo, mas mantiveram em aberto negociações para emplacar uma das 24 secretarias de Rui”.
A dúvida é se o partido terá o mesmo espaço conquistado no período Wagner, quando ocupou a pasta do Turismo.

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Rui Costa diz que está preparado para qualquer cenário e diz que fará muito mais com Dilma (Foto Marcos Japu).
Rui diz que fará muito mais com Dilma (Foto Marcos Japu).

O governador eleito da Bahia, Rui Costa (PT), disse hoje em Itabuna que está preparado para um cenário adverso no plano nacional, caso o tucano Aécio Neves seja eleito no dia 26. Mas ressalvou que poderá fazer “muito mais pela Bahia e pelos baianos” se a presidente Dilma Rousseff for reeleita.
– Estou preparado para governar em qualquer cenário, mas eu preciso deixar claro que vou conseguir fazer muito mais pela Bahia e pelos baianos, muito mais, se eu tiver um parceiro como presidente da República – disse, respondendo a um questionamento do PIMENTA.
Para Rui, uma não reeleição de Dilma representaria prejuízo para o Nordeste, região que cresceu economicamente a taxas anuais superiores até a 7%. “Não é só fazer mais. O prejuízo vai ser grande para o Nordeste e para a Bahia, não [só] para Rui governador, mas para os baianos [se Aécio for eleito]”.
SALÁRIO MÍNIMO E A POLÍTICA DO ARMÍNIO
Rui criticou o ex-presidente do Banco Central no período do PSDB, Armínio Fraga, que considera alto o valor do salário mínimo no Brasil. Fraga é nome cotado para assumir o Ministério da Fazenda, caso Aécio seja eleito. “Pergunto ao comerciante, se o salário mínimo diminuir, você vai vender mais ou menos? Então, essa é a pergunta que devemos fazer. O Nordeste Brasileiro e na Bahia, o número de pessoas que ganham salário mínimo é enorme”.
O governador eleito também se disse preocupado com o fortalecimento dos programas sociais. Para ele, Aécio Neves fala em manter programas sociais, mas não diz se irá fortalecer essas iniciativas que têm grande importância econômica para o país e, principalmente, o Nordeste.
Ainda falando dos efeitos de uma gestão de Aécio, Rui também observou que vê comerciantes “pregando voto contra” a presidente. “Eu digo que os maiores prejudicados serão eles, porque quem vai sentir primeiro a pancada é quem está na atividade comercial. Desde a feira livre ao comércio em geral [vão sentir]”.
 
Rui e aliados caminharam pelo centro até o Pontalzinho pedindo votos para Dilma (Foto Marcos Japu).
Rui e aliados caminharam pelo centro até o Pontalzinho pedindo votos para Dilma (Foto Marcos Japu).

CAMINHADA
Após a coletiva no Príncipe Hotel, Rui Costa seguiu com políticos aliados e a senadora Lídice da Mata para a Avenida do Cinquentenário, onde participou de caminhada com cerca de 1,5 mil pessoas. O ato político foi encerrado no Pontalzinho.

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A senadora Lídice da Mata (PSB) diz que o seu partido terá posição de independência em relação ao governo de Rui Costa. Esse é o discurso pós-eleições estaduais na Bahia. Mas, se depender do PT, valem as conversas mantidas dias atrás. Ou seja, PSB voltará, novamente, a comandar a Pasta do Turismo – e a Bahiatursa. Domingos Leonelli retornaria ao cargo de secretário.
Só depende de Lídice.
Em tempo: Rui Costa e Lídice da Mata estarão juntos, em instantes, em caminhada no centro de Itabuna. Pedirão votos para a reeleição de Dilma Rousseff. A concentração começa às 15h, no Jardim do Ó. A caminhada está prevista para as 16h, descendo a Avenida do Cinquentenário. Antes, concedem entrevista coletiva no Príncipe Hotel, também na região central de Itabuna.

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Lídice é contrária ao apoio do PSB a Aécio (Foto Tácio Moreira/Metropress).
Lídice é contrária ao apoio do PSB a Aécio (Foto Tácio Moreira/Metropress).

Por meio do seu perfil no Facebook, Lídice da Mata, a senadora e ex-candidata a governadora da Bahia pelo PSB, disse que não seguirá a posição do partido no apoio ao presidenciável Aécio Neves (PSDB).
Apesar de não seguir o tucano, por enquanto Lídice não disse se adotará posição de neutralidade no processo ou anunciará apoio à reeleição da petista Dilma Rousseff.