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A primeira pesquisa Ibope/Rede Globo após o início da corrida eleitoral aponta Dilma Rousseff (PT) cinco pontos percentuais à frente de José Serra (PSDB). De acordo com o instituto, Dilma tem 39% das intenções de voto e Serra, 34%. Já a ex-ministra Marina Silva (PV) tem 7%. Os demais candidatos têm menos de 1% das intenções de voto, cada.
Em relação à última pesquisa Ibope/Rede Globo, realizado no final de junho, Dilma ganhou três pontos. Serra perdeu dois pontos e Marina, um.
A pesquisa divulgada nesta sexta foi feita de 26 a 29 de julho e ouviu 2.506 pessoas em 174 cidades. O levantamento tem margem de erro de dois pontos percentuais.Votos em branco ou nulo representam 7% e indecisos, 12%.
2º TURNO
O Ibope também fez simulações de segundo turno entre Serra e Dilma. A petista bateria o tucano por 46% a 40%. Brancos e nulos somam 6% e indecisos, 8%.

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Ronaldinho e os tucanos Serra e FHC: travestis?

O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Federal, Roberto Requião (PMDB), roubou (ops!) a cena no Twitter nesta sexta-feira, 30, ao comentar o jantar do jogador Ronaldinho “Fenômeno” oferecido a José Serra (PSDB) e FHC.
No microblog, Requião tuitou: “Este Ronaldo precisa parar de andar com TRAVESTIS. Toma jeito menino !!!”
E sabe quem eram os travestis? A julgar pelo link da mensagem postada no twitter (confira aqui), eram justamente dois dos homens da alta plumagem (uiiii!) do PSDB: o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e o presidenciável José Serra.
A menção a Ronaldinho em companhia de travestis é alusão ao fato de o atacante do Corinthians ter sido flagrado com travestis em um motel do Rio de Janeiro, em abril de 2008.

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É o que diz o Vox Populi. Segundo constatou o instituto, a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, tem 50% das intenções de voto na Bahia, enquanto José Serra (PSDB) soma 25% e Marina Silva (PV) pontua com 4%. O instituto aferiu, ainda, que 17% se dizem indecisos e 4% votariam em branco ou nulo.
Num eventual segundo turno, Dilma bateria Serra por 54% a 30%. O tucano é o mais rejeitado na Bahia: 27% dizem não votar no “carequinha”.  A rejeição de Marina Silva é de 19% e a da xerifona petista, 10%.
A margem de erro da pesquisa Vox Populi/Band/IG é de 3,5 pontos percentuais. O levantamento foi aplicado de 17 a 20 de julho, sendo 800 pessoas entrevistadas.

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Solon e ACM Neto: campanha em Itabuna.

O vereador Solon Pinheiro (PSDB) dá largada à sua campanha por uma das 63 vagas na Assembleia Legislativa. Será nesta segunda-feira, às 18h, quando se reúne com a militância da campanha.
O ato político ocorre no salão do Grapiúna Tênis Clube e terá a presença do deputado federal ACM Neto (DEM), com quem Solon faz dobradinha eleitoral em Itabuna.
A dobradinha dos “Menudos”, aliás, resultou em concessão de título de cidadania itabunense por parte de Solon a Neto. O título será entregue às 19h30min, no auditório da FTC (relembre a polêmica aqui).
E aqui uma explicação: Menudo é como o novato Solon Pinheiro é também tratado na Câmara de Vereadores, por ser o mais jovem edil da Casa.

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Marco Wense
A aliança “demo-tucana” sofre sua primeira fissura. No principal comitê eleitoral de Paulo Souto, em Salvador, não aparece, na fachada do prédio, a foto de José Serra, candidato do PSDB à presidência da República.
O deputado federal Jutahy Magalhães, sem dúvida o tucano baiano mais próximo de Serra, não está, e com toda razão, nada satisfeito com a maneira como os democratas vêm tratando a candidatura do ex-governador de São Paulo.
É bom lembrar que o PSDB só aceitou se coligar com o DEM devido à eleição presidencial, de olho em um palanque para José Serra. Se o PSDB não tivesse candidato à presidência da República, os tucanos ficariam com a reeleição de Wagner.

QUEM SERÁ?

A expectativa em torno do carro de som da campanha de Geraldo Simões, candidato a deputado federal pelo PT, é grande. Mas só em relação ao seu candidato à Assembleia Legislativa do Estado.
Para presidente, governador e as duas vagas para o Senado da República, não há nenhuma dúvida: respectivamente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, Walter Pinheiro e Lídice da Mata. Para deputado estadual, as apostas estão concentradas no Capitão Fábio, Jota Carlos e Rosemberg Pinto.

REELEIÇÃO

(Foto José Nazal).

Governaram durante 16 anos e não querem mais 4 anos para o governador Jaques Wagner. É esse o principal argumento dos que vão votar na reeleição do ex-ministro das Relações Institucionais do governo Lula.
Reeleito para o segundo mandato, Wagner vai governar por oito anos, ou seja, a metade do tempo que o carlismo governou a Bahia. E Geddel? Para esses eleitores, o candidato do PMDB pode esperar para 2014.
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A pesquisa eleitoral Datafolha, publicada ontem, revela que o presidente Lula tem influência decisiva sobre as intenções de voto de 46% dos eleitores baianos. É o grupo dos que dizem que votariam, com certeza, em um nome a governador indicado pelo presidente da República.
Na Bahia, aponta o instituto, o governador Jaques Wagner (PT) tem 44% das intenções de voto e Geddel Vieira Lima (PMDB), 12%. Ambos pertencem à ala governista. O oposicionista Paulo Souto (DEM) possui 23% das intenções de voto, conforme o Datafolha (confira aqui a última pesquisa sobre o cenário baiano).
Na Bahia, o instituto ouviu 1.060 eleitores. Ainda nesta semana, a Folha de São Paulo, dona do Datafolha, também publicará os resultados para o Senado Federal e a avaliação do governo do prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB).

DILMA E SERRA EMPATADOS

O Datafolha de ontem também aferiu as intenções de voto para presidente da República. Foram ouvidos  O tucano José Serra e a petista Dilma Rousseff estão empatados com 37% e 36%, respectivamente. Marina Silva (PV) pontua com 10%. Plínio de Arruda (PSOL) e Zé Maria (PSTU) têm 1%, cada.
No segundo turno, é repetido empate técnico entre Serra e Dilma. Nesse caso, a petista tem 46% e o tucano fica com 45%. Na espontânea, o tucano tem 16% e Dilma, 21%. Marina tem 4%. A pesquisa nacional ouviu 10.905 eleitores. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais.
A pesquisa mostra que 41% dos eleitores acreditam que Dilma Rousseff sairá vencedora da disputa eleitoral, ante 30% dos que creem na vitória do tucano José Serra e 2% levam fé em Marina, presidente. A pesquisa foi feita de 20 a 23 de julho.

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Dilma (PT) aparece com 41% e Serra, 33%

Tatiane Conceição | Band.com
Dilma Rousseff disparou na liderança da corrida presidencial, segundo a mais recente pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada nesta sexta. Tanto no primeiro quanto no segundo turno, Dilma abriu 8 pontos de vantagem em relação a Serra, como mostra o levantamento. A margem de erro é de 1,8 ponto. Esta é a primeira pesquisa divulgada após a oficialização das candidaturas à Presidência.
No primeiro turno, na pesquisa estimulada, Dilma aparece com 41% das intenções de voto, seguida por Serra, com 33%, e Marina Silva (PV) com 8%. Os demais candidatos somaram 1%. Os votos brancos e nulos chegaram a 4%, e 13% dos entrevistados se declararam indecisos ou não responderam.
Na pesquisa espontânea, em que não são apresentados os nomes dos candidatos, a petista tem 28%, Serra 21% e Marina 5%. Mesmo fora da disputa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é citado por 4% dos entrevistados.
Segundo o Vox Populi, Dilma venceria Serra em um possível segundo turno por 46% a 38%. O indicador de rejeição, que mede em quem o eleitor não pretende votar, traz o tucano com 24%, à frente da candidata do PV (20%) e da petista (17%).

Evolução

Dilma cresceu entre maio e junho, passando de 38% para 41% das intenções de voto. No entanto, em julho, seu índice permaneceu estável (41%). Já Serra passou de 35% em maio para 36% em junho, porém caiu dois pontos neste mês, atingindo 34%. Marina Silva, por sua vez, subiu para 9% em julho, após ter mantido o índice de 8% nos dois meses anteriores.
A pesquisa foi feita entre os dias 17 e 20 de julho, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 19.920/10. Foram feitas 3.000 entrevistas em 219 cidades de todas as regiões do país.

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Do site de Cláudio Humberto
Pesquisa Vox Populi realizada entre 10 e 13 deste mês revela que a candidata a presidente Dilma Rousseff passou a abriu vantagem de sete pontos percentuais sobre seu principal adversário, José Serra. O placar, na pesquisa estimulada, está em 43% x 36%. Marina Silva (PV) segue co 8%. A pesquisa foi realizada em 214 municípios, junto a três mil entrevistados. Na pesquisa espontânea, a vantagem de Dilma é ainda maior: 28 x 20%. Serra perde em todas as faixas etárias, exceto dos 24 aos 29 anos.
Nos estados, a vantagem da candidata petista fica ainda mais clara. Se em Alagoas Serra está na frente (39×35%), na Bahia perde de goelada (54×25%).
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Do Portal Terra

Serra não vai a debate online (Foto Google).

O candidato do PSDB à presidência da República, José Serra, desistiu de participar do Debate On-Line 2010, promovido pelos portais iG, MSN, Terra e Yahoo!, e marcado para a próxima segunda-feira (26).
Este é o comunicado da assessoria de comunicação do candidato José Serra sobre a desistência, enviado na noite desta quinta-feira (22) aos quatro portais:
– Prezados organizadores, por impossibilidade de agenda, o candidato José Serra (PSDB) não poderá participar do Debate On-Line, proposto para o dia 26 de julho, pelos portais iG, MSN, Terra e Yahoo!. Cordialmente, assessoria de comunicação.
Em função da desistência de Serra e da ausência da candidata petista, Dilma Rousseff, anunciada anteriormente, o debate não será mais realizado.
Os primeiros contatos sobre a realização do debate, com os coordenadores das campanhas e presidentes de partidos, foram feitos nas duas primeiras semanas do mês de junho, por telefone ou email. A data inicialmente prevista foi a de 31 de agosto.
No dia 30 de junho, em reunião na sede da TV1, contratada para produzir o evento, representantes das campanhas de José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) concordaram com as regras e o formato propostos. Também pediram a antecipação do debate para o dia 26 de julho, de forma a acomodar melhor as demandas das agendas de campanha.

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Cláudio Leal | Terra Magazine
Líder do governo na Câmara, o deputado federal Cândido Vaccarezza (PT) afirma que a ausência da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, no primeiro debate da internet brasileira, se deve a “problemas de agenda”.
A coordenação de campanha da candidata informou nesta terça-feira (20) que ela não comparecerá ao Debate On-Line 2010, promovido em conjunto por iG, MSN, Terra e Yahoo!, na próxima segunda-feira (26), às 15h.
“Nós recebemos diversos convites, mas o UOL tinha encaminhado antes. Ela acertou vários debates e, por razões de agenda, não irá a esse”, disse Vaccarezza.
O jornalista Heródoto Barbeiro será o moderador do debate. Foram convidados os candidatos que apresentaram mais de cinco por cento da intenção de votos em pesquisas eleitorais no mês de junho: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).
O Debate On-Line 2010 será aberto pelos próprios candidatos fazendo perguntas entre si sobre os temas que os internautas irão sugerir pelos portais, nos dias que antecedem o encontro.
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Conforme o colunista Ilimar Franco, do Globo, os aliados de José Serra (PSDB) andam irritados com os atrasos frequentes no cumprimento de agenda por parte do presidenciável.
Para ilustrar o drama, veja a situação de Itabuna. Enquanto cerca de 200 pessoas se concentravam nas calçadas da avenida do Cinquentenário, no sábado passado, Serra discutia o “sexo dos anjos” em um hotel de Ilhéus.
Mas o atraso de uma hora e meia em Itabuna teve até efeito positivo: a chuva arrefeceu e mais gente chegou para o evento que, segundo a Polícia Militar, reuniu 500 pessoas. Segundo O Globo, os cabos eleitorais do PSDB, DEM e PPS receberam R$ 10,00 para fazer número no evento (confira aqui).

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Marco Wense

Fernando: retorno (Arquivo).

O ex-prefeito Fernando Gomes é um, digamos, prefeiturável “condicional”. Ou seja, é pré-candidato na sucessão de 2012 se Geddel Vieira Lima for o próximo morador do Palácio de Ondina.
Fernando, que já governou Itabuna por quatro vezes, acha que a eleição para o governo da Bahia será decidida no segundo turno, entre o petista Jaques Wagner e o peemedebista Geddel.
E por falar em sucessão municipal, procura-se um candidato que não tenha nenhum vínculo com o fernandismo, geraldismo e o azevismo.

RENATO COSTA

Já disse aqui que o bom médico Renato Costa, ex-aliado de Geraldo Simões, não poderia descartar o apoio de Fernando Gomes na sua caminhada rumo ao Parlamento estadual.
A votação de Renato em Itabuna sempre girou em torno de 9 a 12 mil votos. O empresário Carlinhos (da Bavil), histórico fernandista, acha que Renato, com o apoio do ex-prefeito, pode ultrapassar os vinte mil votos.
Entre o inevitável constrangimento e os votos do fernandismo, Renato Costa não teve outra saída que não fosse a de não contrariar Geddel, responsável direto pela inusitada e surpreendente reaproximação política.

PT VERSUS PSDB

Os petistas começam a espalhar que José Serra, se for vitorioso na eleição para presidente da República, vai acabar com o programa Bolsa Família. Os tucanos, por sua vez, espalham que Dilma, se eleita, ficará refém da ala radical do PT.
Nem uma coisa, nem outra. Serra não vai acabar com o Bolsa Família. Vai até, pensando na reeleição e de olho no cativo eleitorado do presidente Lula, ampliá-lo. Já os radicais do PT, como se diz na gíria, vão “comer tampado” com Dilma Rousseff.
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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Em 2002, Lula teve vitória apertada em Itabuna

Jutahy: premissa falsa.

A principal figura do PSDB na Bahia, o deputado federal Jutahy Júnior, partiu de premissa falsa para dizer que acredita numa vitória histórica do presidenciável José Serra em outubro, diante da petista Dilma Rousseff.
Na entrevista que concedeu ao Trombone (veja aqui), Jutahy afirmou: “Tenho convicção da vitória de Serra na disputa presidencial, inclusive em Itabuna, como ocorreu em 2002, no segundo turno, contra Lula”.
Caso a história se repita, a vitória será de outro candidato. É que em 2002 o tucano foi derrotado em Itabuna pelo atual presidente da República tanto no primeiro quanto no segundo turno: Lula obteve 48.145 votos e Serra ficou com 44.055 votos no embate direto, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Quando considerado o primeiro turno, Lula obteve 34.827 votos e Serra, em quarto, registrou 10.226 votos. O segundo mais votado naquela peleja de 2002 no primeiro turno em Tabocas City foi Ciro Gomes. À época no PPS e apoiado por Fernando Gomes, o ex-governador cearense teve aqui 23.195 votos. O terceiro foi Garotinho, então no PSB, com 21.439.
Reconheça-se, no entanto, que há oito anos Itabuna era governado pelo deputado federal Geraldo Simões. O resultado do segundo turno, quando Serra quase bate Lula no município, deixou GS com a imagem arranhada. Serra teve o apoio do ex-prefeito Fernando Gomes.
O presidenciável tucano ficou a pouco mais de 4 mil votos do atual presidente da República, mesmo não tendo a mínima estrutura de campanha em “Tabocas”. Simbolicamente, foi uma vitória. Mas como a urna só admite a frieza dos números, o “Barbudinho” saiu vencedor em Itabuna e no plano nacional. Tornou-se o presidentente.
Leia sobre a visita de Serra ao sul da Bahia:

500 PESSOAS RECEPCIONAM SERRA EM ITABUNA

SERRA DIZ QUE É FAVORÁVEL À ZPE EM ILHÉUS

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Marco Wense

Wagner e Geraldo: relação mudou.

O relacionamento político do governador Jaques Wagner com o ex-prefeito de Itabuna, Geraldo Simões, vice-líder do PT na Câmara dos Deputados, não é mais o mesmo. Aquela proximidade de GS com o mandatário-mor da Bahia é coisa do passado.
O início do esfriamento começou com a candidatura de Juçara Feitosa na última sucessão municipal. O governador queria o próprio Geraldo como candidato. Deu no que deu: uma acachapante vitória – mais de 12 mil votos de frente – do Capitão Azevedo (DEM).
Depois, o ex-alcaide embirrou com o nome do senador César Borges para compor a chapa majoritária situacionista. Como não bastasse, liderou o movimento a favor de Waldir Pires como candidato ao Senado da República em detrimento de Walter Pinheiro.
Qual será o próximo aborrecimento do governador Jaques Wagner com Geraldo Simões? Tem gente apostando em Miralva Moitinho, que preside o diretório municipal do PT, como pré-candidata a prefeita de Itabuna na sucessão de 2012.
FIDELIDADE
Loiola, o infiel.

Como sempre acontece no período eleitoral, volta à tona a discussão sobre a reforma política. Depois da eleição, o assunto é esquecido, já que não interessa aos senhores políticos, aos senhores “homens públicos”.
Tem também o lado hilariante da reforma, o famoso jeitinho brasileiro. Acabam de inventar a tal da fidelidade “enviesada”. Ou seja, não há infidelidade se um parlamentar de um partido apoiar um candidato de outra agremiação partidária, desde que façam parte da mesma coligação.
Tem até a fidelidade “enviesada” no plano nacional. Clóvis Loyola, presidente da Câmara de Vereadores, vai votar em Augusto Castro (PSDB), candidato a deputado estadual, em detrimento do companheiro de partido, o também candidato César Brandão (PPS).
Como argumento, o edil, nobre representante do povo, diz que o PPS, junto com o DEM, faz parte da coligação do candidato à presidência da República, o tucano José Serra.
Pois é. Fidelidade partidária enviesada. Esses políticos, hein!
Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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EXCLUSIVO

Serra mudou de posição e agora é favorável a ZPE em Ilhéus (Foto Pimenta).

O presidenciável José Serra (PSDB) disse ao Pimenta que mudou a sua posição quanto às Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) mudou – principalmente no caso de Ilhéus. Apesar de deixar claro que o contexto econômico é outro, ele afirmou que os demais projetos de ZPEs têm de ser analisados caso a casa. Atualmente, são cerca de 20 projetos.
Quando ainda era deputado constituinte e logo depois senador paulista, Serra afirmou que as Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) era um estímulo à sonegação. Hoje, no sul da Bahia, mudou sua visão. O município ilheense já implantou a sua ZPE, na zona norte, e trabalha com a perspectiva de gerar 30 mil empregos até 2020. Os projetos estão focados na agroindústria e eletroeletrônicos. As ZPEs têm sua produção voltada para o mercado externo.
Se deslanchou ao falar de projetos para o sul da Bahia, mostrou-se econômico ao extremo ao falar de ZPEs.
Pimenta – O sr. ainda continua contra às ZPEs no Brasil?

Serra – O contexto brasileiro mudou. A situação mudou. Eu era contra ZPEs no final dos anos 80.Era outro contexto.
Pimenta – Hoje o sr. é favorável?
Serra – Aqui em Ilhéus, sim, não é todas [as cidades*]. Depende de cada uma. Cada caso é um caso. A ZPE é um grande fator de desenvolvimento.
—-
Antes, na entrevista ao Pimenta e ao repórter Roger Sarmento, da TV Santa Cruz, Serra atacou a lentidão do governo em projetos de infraestrutura para o sul da Bahia e, também, a municipalização da água em Itabuna.
O presidenciável tucano criticou os governos federal e estadual por apresentar “só agora” o Complexo Intermodal Porto Sul. “Por que só agora esse projeto, depois de sete anos de governo, no apagar das luzes?”, questiona. “Realmente, não dá tempo”.
Outra estocada foi no ex-prefeito Fernando Gomes, que municipalizou o serviço de abastecimento de água. “Itabuna tem um problema que me parece inacreditável no século XXI. Houve uma municipalização do saneamento que não deu certo. Essa é uma coisa que nós vamos equacionar. Não dá para [Itabuna] completar o centenário agora e faltar água”
Ele prometeu ainda levar o Bolsa-Família para pessoas pobres às quais “o programa ainda não chegou”. Casado com o Bolsa-Família, ele disse que vai investir na criação do Protec, o Prouni do ensino técnico-profissionalizante. “Temos de ajduar os jovens a ter acesso à educação profissionalizante”, disse.
Ainda no plano regional, disse ser inaceitável que o aeroporto de Ilhéus, “uma cidade turística”, não opere por instrumentos. “Podemos montar um aeroporto digno até para receber turistas”. Por conta da falta de instrumentos, observou, muitos são obrigados a viajar até seis horas para usar o aeroporto internacional de Salvador.
Enquanto Serra falava, o presidente do PSDB baiano, Antônio Imbassahy, comemorava: “Adervan, ele seguiu direitinho aquilo que a gente combinou”. Largou um sorriso ao identificar o repórter do Pimenta flagrando a “comemoração”.