O tucano José Serra aproveitou a convenção que sacramentou o seu nome na disputa à presidente da República, para dar uma lustrada em sua biografia e atacar o PT, o presidente Lula e a ex-ministra e presidenciável petista Dilma Rousseff. No clube Espanhol, em Salvador, disse que “não deve haver governante sem voto”.
O calvinho do PSDB disse acreditar na democracia e lembrou ter amealhado cerca de 80 milhões de votos em suas disputas eleitorais a prefeito de São Paulo, deputado e presidente do Brasil. Era um ataque direto à sua principal adversária em 2010. Dilma nunca disputou mandato eletivo, e fez nome como ministra do Governo Lula e secretária estadual no Rio Grande do Sul.
Pelo menos cinco mil pessoas compareceram ao Espanhol, em Salvador. José Serra disse ter escolhido a Bahia para a convenção nacional do PSDB porque o estado representa a diversidade brasileira (na verdade, trata-se de um dos estados onde ele apresenta seus mais baixos índices de intenções de voto). O ex-governador de São Paulo sai da convenção sem escolher o seu vice.
Situação idêntica, mas no plano estadual, é a enfrentada pelo ex-governador baiano Paulo Souto. Ele disputa a eleição ao Palácio de Ondina e saiu do Espanhol sem fechar a chapa majoritária. Definido está, apenas, o seu nome para o Governo. Ainda não tem vice.
Na disputa ao Senado, apenas o nome de José Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana e filiado ao DEM presidido por Souto, está sacramentado. A outra vaga pode ser do PSDB, mas espera-se por uma definição do “indeciso” ACM Júnior (DEM). Abaixo, clique em “leia mais” para acessar a íntegra do discurso de Serra.





















