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Augusto Castro lança pré-candidatura no dia 5
Augusto Castro lança pré-candidatura no dia 5

O deputado estadual Augusto Castro (PSDB) oficializa no próximo dia 5 de maio sua pré-candidatura a prefeito de Itabuna. A data do lançamento foi confirmada hoje (27).

O evento será realizado no Grapiúna Tênis Clube, às 19 horas. Foi anunciada a presença de lideranças tucanas, como os deputados federais João Gualberto, Imbassahy e Jutahy Júnior.

Além da candidatura ao executivo municipal, no mesmo ato político serão apresentados os pré-candidatos a vereador do PSDB.

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João Gualberto disse que tem deputado negociando com Dilma e Temer
João Gualberto disse que tem deputado negociando com Dilma e Temer

Não é segredo que o governo da presidente Dilma está recorrendo à distribuição de cargos na tentativa de recompor sua base de apoio na Câmara dos Deputados. O esforço e as negociações se intensificaram desde que o executivo passou a ter certeza do desembarque do PMDB, confirmado ontem (29).

O que ainda não se conhece são os pormenores das articulações. Hoje, em discurso na tribuna da Câmara, o deputado federal João Gualberto, presidente do PSDB da Bahia, fez ironia com a situação. Segundo o tucano, a tabela de troca está na base de quatro deputados para um ministério.

O deputado acusou o governo de “recorrer a negociatas para preservar seu projeto de poder”. Disse ainda que há deputados que estão negociando simultaneamente com Dilma e com o vice-presidente Michel Temer, a fim de se garantir diante de qualquer desfecho.

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Do Brasil 247

A investigação sobre a morte de um policial civil que fazia acusações e críticas ao senador Aécio Neves (PSDB) será acompanhada pela Polícia Federal a pedido do ministro da Justiça, Eugênio Aragão. Lucas Gomes Arcanjo foi encontrado morto no último sábado (26) dentro de sua casa, em Belo Horizonte, enforcado por uma gravata. A Polícia Civil afirma que trabalha com a hipótese de suicídio.

Nos vídeos que publicava nas redes sociais, Arcanjo dizia que Aécio tinha ligação com tráfico de drogas, corrupção e até a morte de opositores. Ele também criticava promotores do Ministério Público, Poder Judiciário, outros políticos e a própria Polícia Civil.

Nesta segunda (28), nota divulgada pelo Ministério da Justiça diz que, por causa do “óbito repentino do policial civil’”, Eugênio Aragão “solicitou que a Polícia Federal dê total apoio na apuração dos fatos relacionados à morte”. O caso é investigado pela 1ª delegacia do Barreiro, na capital mineira.

Procurada, a assessoria de Aécio Neves disse em nota que “considera que este é um assunto da competência dos policiais”. “É lamentável a exploração política da morte do policial e também o uso pelo PT e seus aliados do triste episódio, baseado no fato de ele ter feito, ao longo do tempo, falsas acusações e ataques infundados contra o senador”, diz a nota.

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Lúcio espera apoio do PSDB a Herzem em Conquista e diz que PMDB pode ir com Augusto em Itabuna
Lúcio espera apoio do PSDB a Herzem em Conquista e diz que PMDB pode ir com Augusto em Itabuna

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB) aposta na união das oposições para a sucessão nas principais cidades da Bahia.

Nesse pacote, o peemedebista inclui Salvador e Feira de Santana, onde seu partido apoiará as reeleições de ACM Neto e Zé Ronaldo, ambos do DEM. A aliança deverá incluir o PSDB e outras legendas de oposição.

Em Vitória da Conquista, a estratégia oposicionista gira em torno da candidatura do deputado estadual Herzem Gusmão. “[Ele] já foi testado em duas eleições para prefeito e está fazendo um excelente mandato como deputado estadual”, enfeita Lúcio.

Sobre Itabuna, apesar de o PMDB ter o engenheiro Fernando Vita como pré-candidato, o deputado federal admite como possibilidade o apoio a Augusto Castro, do PSDB.

O PIMENTA procurou o presidente local do PMDB, Pedro Arnaldo, que não destoou de Lúcio Vieira Lima. Indagado sobre a hipótese de apoio ao tucano, ele respondeu apenas o seguinte: “sigo minha executiva estadual”.

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Se Azevedo e FG não quiserem ir, Augusto diz que vai só
Se Azevedo e FG não quiserem ir, Augusto diz que vai só

Sempre que o assunto era a sucessão municipal em Itabuna, o deputado Augusto Castro (PSDB) fazia questão de enfatizar que uma possível candidatura sua estaria condicionada à união da oposição. No contexto local, leia-se uma articulação que juntasse o tucano aos ex-prefeitos Fernando Gomes e Capitão Azevedo, ambos do DEM.

O problema é que o pré-candidato do PSDB sempre encontrou resistências no diretório municipal do DEM, cuja presidente, Maria Alice Pereira, prefere lançar Fernando Gomes candidato pela sexta vez.

Outra resistência encontrada por Augusto parte de Azevedo, o qual atribui ao deputado a autoria de manobras que levaram à rejeição de suas contas na Câmara de Vereadores. Magoado, o capitão diz a quem queira ouvir que não apoia o tucano.

Essa dificuldade para construir a tal “união das oposições” levou o membro do PSDB a recalcular sua rota e admitir entrar na disputa ainda que sem o apoio dos ex-prefeitos. Augusto tem dito que sua candidatura hoje é irreversível.

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Ex-prefeito busca um novo caminho na política
Ex-prefeito busca um novo caminho na política

O futuro político do ex-prefeito José Nilton Azevedo, o “Capitão Azevedo”, tornou-se um dos assuntos preferidos das rodas políticas em Itabuna. Muitos já dão como certa sua ida para um partido da base do governador Rui Costa (PT), mas há divergências no grupo do milico.

Certo é que a continuidade de Azevedo no DEM se tornou difícil, haja vista que a sigla não fechou com sua pré-candidatura e o diretório municipal tem preferência explícita pelo ex-prefeito Fernando Gomes. Sem falar na possibilidade de apoio ao deputado Augusto Castro (PSDB).

Se não tem uma avenida aberta na oposição, Azevedo vislumbra algum possível caminho para seguir adiante entre os governistas. Por enquanto, ninguém sabe exatamente para onde ele irá, até porque o capitão é notório vacilante em termos de definições políticas.

Confira também: ITABUNA: NOME DA BASE SERÁ DEFINIDO ATÉ ABRIL, DIZ JOSIAS GOMES

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Tucano diz que diferenças entre PSDB e PCdoB são inconciliáveis (Foto Gabriel Seixas)
Tucano diz que diferenças entre PSDB e PCdoB são inconciliáveis (Foto Gabriel Seixas)

“Água e óleo não se misturam”… Está aí uma verdade cientificamente comprovada, mas que nem sempre vale na política nacional, onde a luta pelo poder costuma fazer com que muitos deixem de lado certas diferenças.

Há cerca de 15 anos, a frase que abre esta nota foi proferida num discurso em Itabuna, pelo ex-senador César Borges. À época, Geraldo Simões (PT) disputava a eleição com Fernando Gomes, então no PTB, partido este que se encontrava na órbita do extinto PFL (hoje DEM). Borges usou a máxima para frisar o inconciliável antagonismo entre os respectivos grupos, mas quem diria que ele mesmo viria, em futuro não tão distante, aliar-se ao antes execrado PT. Ou seja, nos jogos de interesse e mandraquismos da política, água e óleo…

Agora, o mesmo dito é afirmado com veemência pelo presidente estadual do PSDB, deputado federal João Gualberto, para rechaçar qualquer possibilidade de união entre tucanos e comunistas na próxima disputa municipal em Vitória da Conquista. Já o deputado federal Daniel Almeida (PCdoB), sem medo de ser pragmático, diz que aceitaria “de bom grado” o apoio tucano ao correligionário Fabrício Falcão.

Outra máxima muito apreciada na política é a de que “os inimigos de hoje serão os amigos de amanhã”. Em um ambiente governado pelos interesses, nem sempre republicanos, há muito mais exemplos para confirmar isso do que para atestar a veracidade do que dizem os Borges e os Gualbertos.

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Janot diverge de Moro (Foto Marcelo Camargo/AB).
Rodrigo Janot (Marcelo Camargo/AB).

Do Blog do Kennedy

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o juiz federal Sergio Moro pensam diferente a respeito de uma ação que o PSDB move no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo a cassação dos mandatos da presidente Dilma Rousseff e do vice Michel Temer.

No documento ao TSE, Moro diz que já deu uma sentença em primeira instância considerando que houve desvio de recursos da Petrobras para o PT por meio de doações eleitorais. Ou seja, houve uma tentativa de legalizar a propina.

É uma decisão que afeta o PT, mas o juiz federal recomenda que o TSE ouça delatores como Alberto Yousseff, Paulo Roberto Costa e Ricardo Pessoa para averiguar se o mesmo esquema contaminou a campanha presidencial. Moro insinua que a campanha de Dilma e Temer possa ter recebido recursos ilegais. O governo já negou que a campanha da presidente e do vice tenha sido irrigada com recursos sujos.

Na avaliação do procurador-geral da República, a ação do PSDB contra Dilma e Temer não deveria seguir adiante. Janot considera que só acusações gravíssimas justificariam uma cassação dos mandatos da presidente e do vice. Para Janot, não há provas nesse sentido. Ele recomendou ao tribunal que rejeite a ação tucana.

O TSE deverá dar a palavra final sobre a ação ainda neste semestre.

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Congresso tem semana de definição de líderes partidários (Foto Wilson Dias/ABr).
Congresso tem semana de definição de líderes partidários (Foto Wilson Dias/ABr).

A retomada dos trabalhos legislativos a partir da próxima terça-feira (2) deverá ser marcada pelas reuniões e conversas internas entre as bancadas dos 27 partidos políticos que têm representação no Congresso Nacional. A maior parte deles escolherá seus líderes após o carnaval, quando o ano legislativo começará de fato.

A definição das lideranças partidárias terá grande relevância para o quadro político do ano que se inicia. Cabe aos líderes, por exemplo, indicar os membros que irão compor a comissão especial que analisará o pedido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Não só por isso a definição de quem comandará cada bancada interessa ao governo. Os líderes também orientam como os deputados votarão os diversos projetos de interesse do Planalto que estarão na pauta da Câmara e do Senado.

PT E PMDB

Nas maiores bancadas as negociações já começaram. Os deputados do PMDB negociaram durante o recesso as regras e candidaturas para sua liderança. Ao fim, está decidido que os candidatos poderão se registrar até o dia 3 e a eleição ocorrerá dia 17. Até o momento estão postas as candidaturas do atual líder, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), e de Hugo Mota (PMDB-PB). O deputado Leonardo Quintão (MG), que havia se lançado para a disputa, desistiu de concorrer e declarou apoio a Picciani.

No Senado, a escolha para a liderança peemedebista está associada às negociações para a eleição da presidência da Casa, que ficará novamente com o PMDB por ter a maior bancada, e do comando da Executiva Nacional do partido. A tendência, no entanto, é que o novo líder seja escolhido por consenso, após as negociações.

O PT também começou as negociações para a definição de seu líder nas duas Casas. No Senado, entretanto, a disputa ainda não tem definição e a escolha de um nome para assumir a presidência da Comissão de Assuntos Econômicos da Casa está sendo tratada com mais urgência, porque o partido perdeu o posto desde que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) foi preso. O que se sabe até o momento é que o atual líder petista, Humberto Costa (PE), não quer ser reconduzido ao cargo porque vai se dedicar às eleições municipais em Pernambuco.

BAIANO DISPUTA LIDERANÇA

Na Câmara, três nomes estão na disputa para liderar a bancada: Afonso Florence (BA), Paulo Pimentel (RS) e Reginaldo Lopes (MG). A escolha pode ocorrer na próxima quarta-feira (3), quando a bancada se reunirá para tratar do assunto.

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marco wense1Marco Wense

 

Se houvesse uma troca de presentes entre o PT e o PSDB, o tucanato daria um colar de pena de tucano e receberia uma simbólica estrela. O colar seria pendurado no pescoço e a estrela fixada no peito.

 

 

 

A desenfreada roubalheira na Petrobras, segundo o Ministério Público Federal, começou em 1999. Passou pelos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

A SBM, só para citar um exemplo, em acordo com o MP, confessou a propina de 140 milhões de dólares no Brasil. O PSDB fica cada vez mais igual ao PT. A ex-candidata à presidência da República pelo PSOL, a gaúcha Luciana Genro, diria que é “o sujo falando do mal lavado”.

Se houvesse uma troca de presentes entre o PT e o PSDB, o tucanato daria um colar de pena de tucano e receberia uma simbólica estrela. O colar seria pendurado no pescoço e a estrela fixada no peito.

 (Foto Pimenta).
(Foto Pimenta).

AÉCIO, O MAIS CHATO

Pois é. O delator Carlos Alexandre Rocha, mais conhecido como Ceará, trabalhava como entregador de propina para o doleiro Alberto Youssef. Na sua delação, disse que Aécio Neves, ex-candidato à presidência da República e atual presidente nacional do PSDB, “era o mais chato para cobrar o dinheiro”.

Já estou imaginado o tucano do outro lado da linha, com aquele seu jeito, pressionando o Ceará: “Cadê, cadê, cadê o meu?

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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marco wense1Marco Wense

 

Quando são citados políticos do PT, PMDB, PP e de outras legendas, as afirmações dos delatores têm todo o crédito, são verdadeiras. Quando envolvem tucanos, e tucanos de plumas exóticas, aí é armação, intriga da oposição.

 

A sabedoria popular costuma dizer que “quem tem telhado de vidro não joga pedra no do vizinho”. É assim que o senador Aécio Neves vem se comportando diante dos escândalos diários que tomam conta do país.

Na edição de hoje (11) da Folha de São Paulo, o ex-candidato à presidência da República, pelo PSDB, escreve um artigo que só fala da crise econômica: PIB negativo, inflação de dois dígitos, contas públicas fora do controle, 59 milhões de consumidores inadimplentes, empresas brasileiras como as mais endividadas dos países emergentes e, por último, a perda de bom pagador por duas agências de risco.

Em relação à crise moral, roubalheira na Petrobras, os escândalos envolvendo as empreiteiras e a safadeza com o dinheiro público, o tucano é só silêncio. Não diz nada.

Pois é. Aécio já foi citado em duas delações premiadas e caminha para ter seu nome envolvido em mais três. O exótico tucano já perdeu a condição de candidato natural do PSDB à sucessão de Dilma Rousseff. Não à toa que Geraldo Alckmin, governador de São Paulo, recuou da sua intenção de ir para o PSB.

Operação Lava Jato? Aécio foge dela como o diabo da cruz. Não só por causa do seu rabo de palha, mas também pela preocupação que tem com os companheiros do PSDB, principalmente com o guru Fernando Henrique Cardoso.

Nestor Cerveró acaba de apontar propina de US$ 100 milhões na era FHC. A compra da empresa argentina Pérez Companc pela Petrobras, por UU$ 1,02 bilhão, em julho de 2002, gerou o “faz me rir atucanado”. E mais: o senador Delcídio Amaral, ex-tucano, hoje petista, disse em depoimento que assumiu o cargo na estatal “atendendo convite do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso”.

E o que foi que FHC disse para se defender? Ora, ora, a mesma coisa que os outros dizem: “… as afirmações são vagas, sem especificar pessoas envolvidas, servem apenas para confundir e não trazem elementos que permitam verificação”.

Quando são citados políticos do PT, PMDB, PP e de outras legendas, as afirmações dos delatores têm todo o crédito, são verdadeiras. Quando envolvem tucanos, e tucanos de plumas exóticas, aí é armação, intriga da oposição.

Que coisa, hein!? A conclusão não pode ser outra: São farinhas do mesmo saco e bananas do mesmo cacho.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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marco wense1Marco Wense

 

O candidato que sai na frente, costuma perder. Vai definhando, definhando, e termina sendo o terceiro mais votado. Esse discurso do “já ganhou”, além de desaconselhável, só acaba em uma grande frustração.

 

Davidson Samuel, do conceituado blog Pimenta, salvo engano no mês de agosto, me liga e diz: “Wense, Jairo Costa, do Correio da Bahia, que faz a Coluna Satélite, acaba de me ligar pedindo seu celular. Vai ligar pra você”.

Eu tinha discordado de um comentário sobre o processo sucessório de Itabuna. Depois de uma civilizada conversa, ficou tudo democraticamente acertado: Jairo continuou com sua opinião e eu com a minha.

É preciso acabar com essa mania, com essa babaquice de achar que tudo que se escreve nos jornais da capital é inquestionável, que seus jornalistas políticos não erram. Uma inominável bobagem.

Agora discordo de uma análise de Levi Vasconcelos, do jornal A Tarde, responsável pela coluna Tempo Presente, sobre o mesmo assunto: a sucessão do prefeito Claudevane Leite (PRB).

Levi, pelo qual tenho uma grande admiração, dá como favas contadas a vitória do tucano Augusto Castro se Davidson Magalhães (PCdoB) e Geraldo Simões (PT) continuarem desunidos.

“Augusto Castro pode encomendar o paletó”, diz Levi. É evidente que qualquer cisão no governismo ajuda a oposição e vice-versa.

A histórica briguinha entre petistas e comunistas só vai durar o tempo que o governador Rui Costa achar que ainda é cedo para dizer “chega”. O pega-pega entre PT e PCdoB não é duradouro.

Nem mesmo o próprio Augusto tem certeza de que será o nome da oposição na disputa pelo cobiçado Centro Administrativo Firmino Alves. O jogo daqui de baixo vai ser decidido lá por cima.

É bom lembrar ao caro Levi que o oposicionismo também tem seus imbróglios. É público e notório que os ex-alcaides Fernando Gomes e o Capitão Azevedo, ambos do DEM, não confiam em Augusto Castro (PSDB).

Outro detalhe, caro Levi, é que Augusto Castro, hoje na frente nas pesquisas de intenção de votos, não vai ficar só pilotando em céu de brigadeiro. Sua aeronave vai enfrentar grandes tempestades.

Aqui em Itabuna, caro Levi, o candidato que sai na frente costuma perder. Vai definhando, definhando, e termina sendo o terceiro mais votado. Esse discurso do “já ganhou”, além de desaconselhável, só acaba em uma grande frustração.

O que ficou estranho foi Levi Vasconcelos concluir seu comentário dizendo que “faltam 11 meses para as eleições e até lá muita água vai rolar”.

Ora, se tem muita água para rolar, então não tem nada decidido, mesmo que Davidson não se entenda com Geraldo. Aconselho ao prefeiturável Augusto Castro não encomendar o paletó.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.

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marivalguedes2Marival Guedes | marivalguedes@gmail.com

No último dia 26, aniversário do ex-presidente Lula e do segundo turno das eleições do ano passado, as “guerrilhas” nas redes sociais se intensificaram.

No Twitter, a hashtag criada para a comemoração do aniversário de 70 anos do ex-presidente alcançou o primeiro lugar nos Trending Topics Brasil e o sexto nos mundiais.

A oposição não deixou passar em branco, reagiu postando banners e vídeos. Nas guerrilhas entre governo e oposição os alvos principais foram Lula, Dilma, Aécio, Eduardo Cunha e o juiz Sérgio Moro.

Alguns internautas repetiram a baixaria do cantor Fabio Júnior num show em Nova York, quando o público xingou a presidenta Dilma e o artista informa que o dedo perdido de Lula está enfiado no nosso (deles).

Mas houve críticas criativas contra o governo. Por exemplo, um banner com a foto da presidenta escrito: “Volta Dilma. Queremos de volta a Dilma que elegemos em outubro.”

O site Sensacionalista ironiza a justiça postando matéria com o título Para escapar da cadeia, preso usa máscara de Eduardo Cunha. O texto afirma que ‘um guarda chegou a ver o falso Cunha cruzando o portão, mas não fez nada’. “Eu reconheci, mas sei que esse a gente não pode prender, então nem me mexi”.

AécioEm meio aos requentamentos, um banner, criado especialmente para o dia 26, exibe a histórica foto dos tucanos no final da apuração do segundo turno na casa da irmã de Aécio Neves.

O clima antes era de comemoração com brindes em taças de champanhe. Mas, no momento desta foto, Dilma já está à frente e nas imagens se  destacam, atônitos, Aécio Neves, o presidente nacional do DEM, Agripino Maia, e o apresentador Luciano Hulk.

O texto: Hoje faz um ano… Que eu não paro de rir com esta foto.

 

Marival Guedes escreve crônicas aos domingos no Pimenta.

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marco wense1Marco Wense

 

O Brasil vai sair dessa grave crise, mais política e ética do que econômica. Os bons políticos querem. Todos nós queremos. Só os idiotas e imbecis torcem pelo “quanto pior, melhor”.

 

O quarteto tucaniano, composto por Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin, não tem um ponto de equilíbrio em relação ao impeachment da presidente Dilma Rousseff.

FHC e Aécio defendem dois caminhos: o da renúncia de Dilma, que é um ato unilateral, e o do Tribunal Superior Eleitoral, que vai julgar se houve abuso de poder e financiamento irregular na campanha de 2014.

O posicionamento pela renúncia, que leva o vice a assumir a presidência da República, é de mentirinha. Querem um desfecho contra Dilma e Temer. Ou seja, via TSE, que, julgando procedente a ação do PSDB, poderia definir por novas eleições, no prazo de até 90 dias, ou pela posse de Aécio Neves, segundo colocado no processo sucessório. O comando do Palácio do Planalto ficaria, interinamente, com o incendiário Eduardo Cunha, presidente da Câmara dos Deputados. É bom lembrar que Cunha pode virar réu a qualquer momento. O evangélico parlamentar é investigado pela Lava Jato, acusado de ter recebido uma propina de cinco milhões de dólares no esquema do petrolão.

O senador José Serra concorda com a renúncia de Dilma, mas não quer nem ouvir falar do TSE. Torce por uma decisão do TCU condenando as chamadas “pedaladas fiscais”. Por mais estranho que pareça, Serra é um pró-Temer. Trabalha, sorrateiramente, contra o “companheiro” Aécio. Serra quer ser uma espécie de super-ministro em um eventual governo peemedebista. Com Aécio Neves no poder, o tucano-temista seria impiedosamente isolado, tratado com desdém, defenestrado. O roqueiro e doidão Lobão, cotado para ser o titular do ministério da Cultura, teria mais prestígio do que Serra.

Uma decisão desfavorável a Dilma no Tribunal de Contas da União abriria as portas do Congresso para um processo de impeachment por crime de responsabilidade. Temer assumiria o comando do País se o afastamento fosse concretizado.

Sobre as “pedaladas”, escrevi, em 31 de julho, que os governos de FHC (1995-2002) e o de Lula (2003-2010) maquiaram as contas públicas para garantir o pagamento do seguro desemprego. O TCU não tomou nenhuma providência. O que antes era aceitável é agora crime contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Bastou um piscar de olhos na direção do impeachment.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, com o corpo, a alma e o espírito voltados para a eleição de 2018, é contra o impeachment. É outro que vem rifando Aécio Neves. Para que o projeto seja aberto pela Câmara, é preciso o apoio de 342 deputados. Seguindo para o Senado, o aval tem que ser dado por 54 senadores.

Parabéns a Renan Calheiros, presidente do Senado, que, juntamente com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, trabalham na criação de uma agenda positiva, suprapartidária, de interesse nacional. O Brasil acima da politicagem.

Quando questionado sobre a grave crise, o senhor Aécio Neves, até hoje inconformado com o inquestionável resultado das urnas, diz, com aquele inerente deboche, que “cabe ao governo, e não à oposição, buscar soluções”.

Ora, o PSDB não aponta soluções porque não tem competência para apontá-las. A sinceridade parte do próprio tucanato, do vice-presidente nacional da legenda e ex-governador de São Paulo Alberto Goldman: “o PSDB não tem projeto de País”. Finaliza dizendo que “a legenda não é capaz de dizer o que faria se tivesse vencido as eleições do ano passado”.

Setores da chamada “grande imprensa” e importantes lideranças políticas de oposição começam a perceber que o impeachment é o pior dos cenários. João Roberto Marinho, um dos três sócios majoritários das Organizações Globo, diz que “o sucessor da presidente Dilma será quem vencer as eleições de 2018”. Editorial da Folha de São Paulo que “a ala aecista não pode subordinar os meios jurídicos a seus fins eleitorais, vergando as regras da democracia para encurtar o caminho até o poder”.

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marco wense1Marco Wense

 

O problema de Azevedo é a insegurança em relação ao DEM. Sabe que pelo Democratas não sairá candidato, que será pressionado para aceitar a vice na chapa encabeçada pelo tucano Augusto Castro.

 

Com invejável tempo no horário eleitoral, o PMDB, presidido por Pedro Arnaldo, se tornou a noiva mais cobiçada da sucessão municipal de 2016.

Essa cobiça é a prova inconteste de que o partido não tem pré-candidato a prefeito de Itabuna, que os nomes ventilados, como o do médico Sílvio Porto, Fernando Vita e Juvenal Maynart, são pretendentes a vice-prefeito.

Ora, se o PMDB tivesse realmente prefeiturável, como tem o PDT com Mangabeira e o PSB com Carlos Leahy, não haveria tanta investida sobre a legenda.

A última ofensiva, querendo ser candidato de cima para baixo, foi do capitão José Azevedo. Deu no que deu: voltou da capital sem ser atendido pelos irmãos Vieira Lima.

O problema de Azevedo é a insegurança em relação ao DEM. Sabe que pelo Democratas não sairá candidato, que será pressionado para aceitar a vice na chapa encabeçada pelo tucano Augusto Castro.

A dobradinha tucano-democrata está sendo construída pelo deputado federal Jutahy Júnior com o aval da cúpula estadual. A contrapartida é o apoio do PSDB à reeleição de ACM Neto para o Palácio Thomé de Souza.

O dilema do PMDB lembra o da mulher rica. O PMDB desconfia que o interessado esteja só de olho no horário eleitoral. A mulher rica no dinheiro.

MAYNART, O CONSELHEIRO-MOR

JuvenalMaynart CeplacQuando a pauta é a sucessão do prefeito Claudevane Leite, o ex-ministro de Lula, Geddel Vieira Lima, gosta de ouvir o superintendente da Ceplac, Juvenal Maynart.

Geddel, que é o presidente estadual do PMDB, hoje aliado do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), quer o fiel escudeiro na frente das conversas sobre o processo sucessório.

Toda essa confiança em Juvenal é fruto da sua sinceridade quando trata do PMDB de Itabuna. Ou seja, que a legenda não dispõe de um nome com viabilidade eleitoral para disputar a eleição de 2016.

Maynart vem trabalhando para levar Roberto José para o PMDB. O secretário de Trânsito e Transporte encabeçaria a chapa majoritária em uma composição com o PSD e o PRB.

A iniciativa maynartiana, com o nítido objetivo de isolar o PCdoB, tem a simpatia dos irmãos Vieira Lima e, obviamente, do núcleo vanista, sob o comando de Oton Matos, controlador-geral do município.

Marco Wense é articulista do Diário Bahia.