Tempo de leitura: < 1minutoMoradillo: estelionatário com 1.001 utilidades (foto: Polícia Civil)
Cláudio Luiz Lima de Moradillo, 38 anos, é o verdadeiro “171”. Mas não um estelionatário qualquer. O sujeito, que a Polícia Civil apresentou nesta quinta-feira, 1º, em Salvador, fazia-se passar por empresário de cantores da “Axé Music”, policial civil, assessor de políticos baianos e até técnico da Receita Federal.
A toda essa versatilidade, Moradillo agora acrescentará mais um qualificativo: o de presidiário. Detido no bairro Jardim Cruzeiro, em Salvador, o vigarista será indiciado por usurpação da função pública, falsidade ideológica e porte ilegal de arma. No momento da prisão, ele estava com um revólver calibre 38 sem numeração, além de um distintivo e um brasão com o símbolo da Polícia Civil.
Em depoimento, Moradillo disse que revendia produtos eletroeletrônicos, provavelmente objeto de apreensões da Receita Federal, aos quais ele tinha acesso ilicitamente. Alguns clientes caíam na besteira de pagar antecipadamente pela encomenda. Mas aí, é claro, não recebiam.
Tempo de leitura: < 1minutoMédicos durante protesto na Feira de Saúde em Salvador (Foto Marival Guedes/Pimenta).
Médicos do SUS-Sistema Único de Saúde promoveram na tarde de hoje (31) manifestação na Avenida Centenário, em Salvador, contra o programa Mais Médico, do Governo Federal. Para atrair a população, os médicos promoveram uma feira de saúde com atendimento gratuito.
Nesta semana as entidades representativas da categoria colocaram anúncio publicitário nos veículos de comunicação convocando profissionais da área de saúde e estudantes a retornar às ruas para participar do protesto. A manifestação reuniu cerca de 100 médicos.
O programa Mais Médicos visa trazer profissionais de outros países ou brasileiros que estão no exterior para trabalhar nos municípios onde não existem médicos. Antes, segundo o Governo Federal, haverá concurso para a contratação de médicos brasileiros.
Durante o protesto, eles criticaram o projeto afirmando que o governo tenta colocar a população contra a categoria e que “os problemas de atendimento não serão resolvidos apenas com médicos. É preciso também investimentos e uma gestão eficiente, moderna e transparente”.
O Movimento Passe Livre Salvador, que ocupa a Câmara de Vereadores desde o dia 22 deste mês, criou uma Tribuna Popular na porta no legislativo, onde serão realizadas diversas atividades. A Câmara está ocupada por 14 integrantes, sendo 11 fixos e três flutuantes, para a troca de informações.
Nesta entrevista, um dos ocupantes, André Saback, formado em Marketing pela Estácio/ Fibe, fala sobre o esvaziamento do MPL, a nova postura do movimento, que agora convoca partidos, a desoneração de PIS/Cofins e o acordo que impede ACM Neto de aumentar a tarifa até 2014. Saback também comenta como seria a implantação do passe livre universal.
BLOG PIMENTA- O presidente da Câmara marcou audiência, mas cancelou. Por quê?
ANDRÉ SABACK – Ele havia marcado na sexta-feira (26) uma audiência para ontem (29), pra buscar caminhos para a solução, inclusive poderia ter a presença do secretário Aleluia. Ele desmarcou a reunião por conta da nossa agenda de atividades e para entender melhor nossas ações e conversar depois.
PIMENTA – Quais as atividades?
SABACK – Nós começamos ontem (segunda-feira) e até a sexta teremos uma tribuna popular aberta a todas as pessoas para que, durante o dia, se manifestem sobre a questão. À noite, palestras com professores e filmes de movimentos sociais e outras revoltas populares.
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Todo movimento popular tem um pico. Nós chegamos a botar 30 mil pessoas. Há um refluxo e o retorno à base inicial.
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PIMENTA – Nas últimas manifestações, houve uma grande redução do número de participantes. O que provocou este esvaziamento?
SABACK – Todo movimento popular tem um pico. Nós chegamos a botar 30 mil pessoas. Há um refluxo e o retorno à base inicial. No momento, temos nas ruas para participar dos atos nossos membros mais orgânicos e os movimentos sociais mais próximos. Há um poder menor de convocação por que a sociedade já teve esta participação e percebe – talvez por conta da mídia – que o movimento chegou num ápice e declínio. Acaba numa certa acomodação.
PIMENTA – Além da tribuna popular, o que será feito para revitalizar o movimento?
SABACK – A gente está com articulações com os movimentos sociais que não fizeram parte [no primeiro momento], a exemplo dos partidos políticos, sindicatos e movimentos estudantis, porque havia um consenso de que seria “aparelhar”. Mas estamos convocando estes movimentos pra agente poder ter vitalidade pra ir pra rua. Então, pra este ato de quinta-feira, 1º de agosto, nós vamos convocar a população em geral e estes movimentos.
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O MPL nunca foi antipartidário. O apartidarismo se mantém, a gente tem um mecanismo nas nossas assembleias que detecta quais as correntes que estão atuando.
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PIMENTA – Então, acabou o antipartidarismo no MPL Salvador?
SABACK – Na verdade, o MPL nunca foi antipartidário. O apartidarismo se mantém, a gente tem um mecanismo nas nossas assembleias que detecta quais as correntes que estão atuando e consegue com horizontalidade, seguindo nossa Carta de Princípios, bloquear alguma tentativa de aparelhar o movimento.
PIMENTA – Qual o comportamento da mídia durante todo este processo?
SABACK – Teve um comportamento de gangorra. Em alguns momentos, teve um viés interessante que favorecia o interesse pelo movimento. Em outros tentava esfriar, não sei exatamente por qual motivo. Teve altos e baixos no mês de junho e após a ocupação a gente teve a presença da mídia dando certo apoio. Depois começou a se desinteressar, fazer as entrevistas e não publicá-las ou publicá-las com viés negativo. Talvez isto também seja um agente desmobilizador.
PIMENTA – Quais os dois pontos principais do MPL neste momento?
SABACK – Tiramos da carta de 21 pontos, sete pontos voltados para o município, mas que não precisa basicamente do legislativo. O prefeito [ACM Neto] tendo boa vontade política, pode realizar. E a gente radicalizou num ponto inegociável que é a redução da tarifa. Além disso, ônibus 24 horas, que favorece a população, a ter acesso no dia a dia e à cultura e lazer nos finais de semana quando há atividade à noite e as pessoas são impedidas por falta de transporte.
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A desoneração foi transformada em nova parcela de lucro para os empresários, o que acaba virando uma espécie de reajuste. Então, nada que gere lucro para os empresários até 2014 pode imperar.
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PIMENTA – Qual a proposta de redução?
SABACK – A gente pediu de R$ 2,80 para R$ 2,50 com base na desoneração do PIS/Cofins, que dá mais ou menos 20 centavos.
PIMENTA – O prefeito ACM Neto alega que há dois anos não tem aumento…
SABACK – O último governo tentou aumentar, mas o Ministério Público agiu e houve um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) definindo que não haverá aumento até 2014. Então, ele não pode aumentar porque está bloqueado.
PIMENTA – E a desoneração não beneficiou as pessoas…
SABACK – A desoneração foi transformada em nova parcela de lucro para os empresários, o que acaba virando uma espécie de reajuste. Então, nada que gere lucro para os empresários até 2014 pode imperar. Vale dizer que o lucro dos empresários do transporte de Salvador é demasiado. Temos uma das maiores tarifas do Nordeste.
PIMENTA – Quando você fala em Passe Livre, é apenas para o estudante ou toda a população?
SABACK – Nossa proposta é gradual. Primeiro a redução, depois o passe livre para estudante, idoso, deficiente. Uma série de leis que tramitam na Câmara de Salvador nos leva a um segundo passo. Quando o empresário começar a se familiarizar com estas propostas, a gente começa a caminhar em direção ao Passe Livre Universal. Então, que seja o Passe Livre Estudantil o primeiro passo.
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Nós temos municípios que adotaram esta medida, sendo o mais recente exemplo o de Paulínia (SP) onde a tarifa era R$ 1,00 e neste mês foi decretado o Passe Livre Universal, o fim das catracas.
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PIMENTA – E como será viabilizado? De onde sairiam os recursos?
SABACK – Uma das possibilidades é o IPTU progressivo, taxando uma alíquota maior dos imóveis com maior porte e destinando esta diferença para um fundo de transporte. Nós temos municípios que adotaram esta medida, sendo o mais recente exemplo o de Paulínia (SP) onde a tarifa era R$ 1,00 e neste mês foi decretado o Passe Livre Universal, o fim das catracas.
PIMENTA – Qual a outra forma?
SABACK – Temos uma série de estudos que podem criar um novo imposto sobre combustíveis, penalizando o usuário do veículo individual que gera o congestionamento atual, já que há uma lógica errada no sistema de transporte. A gente pensa na inversão, colocando sistema de transporte de massa para toda a população e quem tem carro deve usar para o lazer ou em momentos específicos.
PIMENTA – Haverá uma sessão especial no próximo dia oito na Assembleia Legislativa. Qual o resultado concreto que esta reunião pode gerar?
SABACK – Um dos pontos principais, no que se refere ao Estado, é Passe Livre para a Região Metropolitana ou a redução da tarifa coligada à integração com os modais da região e os de Salvador. Porque os ônibus da RM têm tarifa diferente, não aceitam smart card e não estão integrados. O metrô que virá também deverá ser integrado à tarifa daqui. O governo tem que conversar sobre isto, inclusive com outros municípios.
Tempo de leitura: 2minutosDilma cumprimenta petistas em festa do partido na Bahia (Foto Ricardo Stuckert Filho).
Marival Guedes, de Salvador
A presidente Dilma Rousseff disse nesta noite (24), em Salvador, que, pelo 10º ano seguido, a inflação fechará dentro da meta. Ela citou a inflação de junho que, “ao contrário do que vinham pregando, ficou em 0,07%”. A presidente participou da festa em comemoração aos 10 anos do PT à frente do governo federal, realizada no Othon.
O evento reuniu grandes nomes do partido, como o ex-presidente Lula e o governador da Bahia, Jaques Wagner. Dilma voltou a falar de movimentos sociais e citou o pacto defendido pelo governo nas áreas de educação, saúde, mobilidade urbana e reforma política.
“Quando o Lula era presidente, mandou duas vezes a proposta de reforma política [para o Congresso] e nada foi feito”, disse a presidente, que defendeu a consulta popular por meio de plebiscito. “O povo vai decidir e o PT tem o dever de liderar esse processo”.
Na sua mensagem ao PT, a presidente da República citou os dez anos à frente da gestão central e disse que a militância do partido deve “enfrentar as mentiras usando dados verdadeiros”. “É um pacto pela verdade histórica e pela verdade política”.
Dilma ainda falou dos 20 milhões de empregos com carteira assinada criados nos últimos dez anos e a relevância econômica do Brasil, que passou à condição de 6ª maior economia mundial.
Ela afirmou que a condição de vida do povo mudou para melhor , mas compreende que, “mesmo com essas conquistas, a população quer mais”. Compreendo e vamos fazer mais. “A população não quer o retrocesso, não quer a volta dos tempos da ditadura, quando ninguém podia reclamar”, disse numa clara referência às manifestações populares.
Manifestantes ocupam a frente do Hotel Othon, em Salvador, na “recepção” à presidente da República, Dilma Rousseff, e ao ex-presidente Lula. Pescadores, médicos, membros do MPL e de movimento dos sem-teto cobram os governos federal e estadual.
A presidente e Lula vão participar de evento em comemoração aos 10 anos que o PT está no comando do governo federal. O evento discutirá ganhos obtidos neste período e os movimentos sociais. O evento tem participação do presidente nacional do partido, Rui Falcão, e do governador Jaques Wagner.
A cantora Juliana Ribeiro faz show hoje (sexta) em homenagem a Clementina de Jesus nos 26 anos da morte da sambista. O espetáculo começa às 21h, no Teatro Solar Boa Vista, no Engenho Velho de Brotas, e reúne vários artistas a exemplo de Claudia Costa, Mariella Santiago, Lia Chaves, Fael I, Belpa, Carlos Barros, Ênio Bernardes, Jonga Lima e os grupos Chita Fina e Tapuia.
A carioca Clementina (1901-1987) chamada carinhosamente de Quelé, era empregadda doméstica e começou a carreira artística aos 63 anos descoberta pelo poeta Hermínio Belo de Carvalho. Teve sua voz registrada em discos de João Bosco, Milton Nascimento e Alceu Valença,além de ter gravado ao lado de Pixinguinha e outras grandes figuras da MPB.
Os integrantes do Movimento Passe Livre definiram hoje (14) um calendário de mobilizações e atos em Salvador para os próximos 30 dias. A reunião deste domingo ocorreu no Passeio Público.
Ainda sem definição de data, o MPL fará ocupação da Governadoria, Câmara de Vereadores e Prefeitura nos próximos dias.
Outra decisão tomada hoje foi a abertura de diálogo com estudantes das escolas do Ensino Médio na capital e buscar o apoio da população com a realização de atos nos bairros.
Já no dia 13 de agosto, para comemorar os 10 anos do Movimento do Buzu, haverá exibição de filme sobre o movimento.
O MPL cobra a redução de tarifa de ônibus, passe livre para estudantes, extinção de taxa para renovar o SalvadorCard, ônibus circulando 24h e ampliação para 217 quilômetros de ciclovias na cidade, além da criação do bilhete único que permita 4 viagens no prazo de até 3 horas. A pauta é extensa (relembre aqui). Marival Guedes, de Salvador.
O ex-governador falou mais alguns minutos e encerrou com palavras de estímulo: “Continuem esta luta por uma sociedade livre e justa”. Novamente aplaudido de pé.
Na audiência pública realizada pela Câmara, atendendo solicitação do Movimento Passe Livre (MPL) Salvador, mais de 300 entusiasmados jovens lotavam o Centro de Cultura. Foram 50 oradores, cada um com direito a três minutos, tempo controlado rigidamente pelo presidente do legislativo, Paulo Câmara.
Havia integrantes de vários partidos, outros que se autodenominam independentes e os antipartidários. Vários deste último grupo, bastante raivosos, os mais barulhentos. Muitas vezes as vaias impediam o pronunciamento, sendo necessária a intervenção do coordenador.
Mas quando um orador iniciou seu discurso, o silêncio foi total. Lembrando o que escreveu o compositor maior, naquele momento ouviríamos o barulho de “uma lágrima a cair no chão”. O vereador Waldir Pires (PT) começou elogiando os jovens e lembrou que começou aos 16 anos na luta contra o nazismo, de posição racista.
Waldir Pires hoje é vereador na capital baiana (Foto Paulo Macedo/BocãoN).
Falou da interrupção da democracia, com o golpe militar, quando muitos foram vítimas do exílio, torturas e assassinatos. Disse que continua na política (ele está com 86 anos), porque é a única forma de civilização humana de se transformar toda a sociedade.
Comemorando este novo momento, disse: “De repente vocês explodem e me deixam muito feliz”. Quando o coordenador da mesa avisou que o tempo estava se esgotando, a plateia de jovens do MPL se levantou e pediu para deixá-lo continuar. O ex-governador falou mais alguns minutos e encerrou com palavras de estímulo: “Continuem esta luta por uma sociedade livre e justa”. Novamente aplaudido de pé.
A RENÚNCIA
Conheço pessoas que não perdoam Waldir Pires por ter renunciado ao governo do estado em 1989, dois anos após a posse, para ser candidato a vice-presidente da República na chapa de Ulisses Guimarães, passando o cargo para o vice, Nilo Coelho. Certa vez, numa visita que ele fez à TV Cabrália perguntei, ao lado do então superintendente Ramiro Aquino, sobre a renúncia e expus os comentários dos bastidores.
“Professor são três as hipóteses que circulam sobre a renúncia: 1º) Que já havia este acordo com Nilo Coelho. 2º) que o senhor recebeu dinheiro. 3º) Que teve medo de morrer”.
(À época circulou uma informação sobre um atentado à vida dele. Foi encontrado um mapa geográfico no tanque de combustível do avião do estado, momentos antes do seu embarque.)
Waldir respondeu com a serenidade que o caracteriza: “Meu filho, não havia acordo, quem quer dinheiro fica no poder e quem tem medo não enfrenta uma ditadura. Renunciei por que acreditava que o doutor Ulisses ganharia a eleição, pois tínhamos 22 governadores do PMDB.”
CIRCUNSTÂNCIAS
Waldir não tomou decisão de última hora. A escolha para ser o candidato do partido era através do voto em dois turnos. Na convenção Nacional do PMDB, além do então governador da Bahia, havia na disputa Ulisses Guimarães Iris Resende e Álvaro Dias. Ulisses e Waldir foram os dois mais votados, com Ulisses na frente. Para evitar o segundo turno, que poderia gerar uma divisão, o partido entrou em consenso e Waldir Pires ficou na vice, prevalecendo a lógica do mais votado. Talvez hoje Waldir argumente, “ eu sou eu e minhas circunstâncias”.
Tempo de leitura: 2minutosManifestantes lotaram auditório e “homenagearam” Neto (Foto Marival Guedes/Pimenta).
Marival Guedes
Salvador – O prefeito ACM Neto não compareceu à audiência pública realizada hoje (11) pela Câmara de Vereadores de Salvador, proposta pelo Movimento Passe Livre (MPL). O poder executivo foi representado pelo subchefe de gabinete, Luís Antônio Galvão, que não se comprometeu com nenhuma das reivindicações do MPL. O grupo cobra passe livre e redução de tarifa de R$ 2,80, dentre outros pontos.
Os manifestantes vaiaram e acusaram o prefeito de ser “omisso e covarde”. Também criticaram a ausência do governador Jaques Wagner que foi representado por Adélia Andrade, da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur). O Sindicato de Transporte de Passageiros de Salvador (SETPS) também não compareceu.
O longo encontro no Centro de Cultura da Câmara começou às 14h15min e terminou às 18h20min. Se pronunciaram aproximadamente 50 pessoas, entre vereadores, representantes do MPL e de outras entidades.
A pequena capacidade do local para um evento deste porte (apenas 300 lugares) acabou causando tumulto, pois muitos integrantes do movimento foram impedidos de entrar e tiveram que assistir num telão instalado em um espaço ao lado do auditório.
No final o presidente do Legislativo, Paulo Câmara, disse que na próxima semana dá o primeiro passo com relação às reivindicações, promovendo reunião com os integrantes da Comissão de Transporte. As informações sobre o encontro serão encaminhadas para o governador Jaques Wagner e o prefeito ACM Neto.
Já o Movimento Passe Livre, que entregou a carta com as reivindicações na prefeitura no dia 27 do mês passado, se reúne no próximo domingo (14), às 14h, no Passeio Público do Teatro Vila Velha. No final os manifestantes gritavam: “boi, boi, boi, boi da cara preta, se não baixar tarifa a gente pula a roleta”.
Um grupo 150 pessoas está na Rede Bahia, no bairro da Federação, em Salvador, protestando contra a emissora afiliada da Rede Globo. Com faixas e cartazes inscritos “O povo não é bobo, fora Rede Globo”, “Rede Bahia, Mentira Todo dia”, os manifestantes gritam palavras de ordem acompanhados por uma charanga.
O protesto foi organizado pelo grupo Consulta Popular com a participação de diversos movimentos, como MST, Marcha Internacional das Mulheres, CUT e Levante Popular da Juventude.
Um documento assinado por 56 entidades afirma que a Rede Bahia “tem sua história marcada por escândalos e corrupções”. Diz também que o “império” foi criado por Antônio Carlos Magalhães com o objetivo de dominar a política no estado e perseguir a oposição.
As entidades afirmam que vão coletar assinaturas para a proposta de iniciativa popular de uma nova Lei Geral de Comunicação. “O projeto trata da regulamentação da radiodifusão e pretende garantir mais pluralidade nos conteúdos, transparência nos processos de concessão e evitar os monopólios”. Marival Guedes, de Salvador.
Os ônibus urbanos e interurbanos não circularão em Salvador, no Dia Nacional de Luta, próxima quinta-feira (11), das 4h às 8h30min. As rodovias federais e estaduais também serão bloqueadas pelos manifestantes.
A partir das 11h, haverá concentração no Campo Grande e, às 15h, caminhada até a Praça da Sé. Ainda pela manhã, haverá um protesto pela “Democratização da Comunicação”. Este ato será em frente à TV Bahia, afiliada da Rede Globo.
A manifestação é convocada pelas centrais sindicais CUT, Força e CTB. Na pauta de reivindicações, dentre outros itens, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação, 10% do Orçamento da União para a saúde.
A pauta ainda inclui redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, fim do Fator Previdenciário, reforma agrária, suspensão dos leilões do petróleo e transporte público de qualidade.
PROTESTOS EM ITABUNA
Além de Salvador, haverá protestos em quase todo o país. Em Itabuna, o ato principal será no centro da cidade. Às 14h, movimentos sociais começam a concentração no Jardim do Ó. A passeata está prevista para as 15h, tendo como percurso a Avenida do Cinquentenário e encerramento na Praça Adami. Marival Guedes, de Salvador.
Representantes dos movimentos sociais tiveram encontro rápido com a presidente Dilma Rousseff na Base Aérea, em Salvador, quando recebeu pauta de reivindicações relacionadas à educação, saúde e mobilidade urbana. “O povo precisa ser ouvido”, respondeu ela, conforme reproduziram ativistas sociais em entrevista ao PIMENTA.
Cada um dos representantes entregou pauta. A União dos Estudantes da Bahia (UEB) cobrou 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação e a Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB) reforçou a necessidade de redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
Já o representante do MST destacou a necessidade de o governo avançar nas desapropriações de terras para a reforma agrária e disse apoiar uma ampla reforma política por meio de Assembleia Constituinte, ideia antes defendida pela presidente.
Mário Soares, dirigente nacional da Consulta Popular, entregou solicitação a Dilma para que os quilombolas do Rio dos Macacos permaneçam onde já residem há muitos anos. A área é objeto de conflito com a Marinha.
Além disso, Mário afirmou a necessidade de se avançar numa proposta de Assembleia Constituinte exclusiva. “O povo irá apoiar a presidente nas ruas”, disse ele. No que a presidente teria concordado. “O povo precisa ser ouvido, o povo precisa ser consultado”, respondeu.
Após o encontro, ela seguiu para o Centro de Convenções, em Salvador, para solenidade na qual entrega ônibus para transporte escolar, equipamentos e lança o Plano Safra do Semiárido. Marival Guedes, de Salvador.
A presidente Dilma Rousseff receberá representantes dos movimentos sociais às 9h, na base aérea em Salvador. A reunião foi decidida na última hora, mas dela não participa o Movimento Passe Livre, por decisão dos seus integrantes.
De acordo com informações obtidas pelo PIMENTA, as reivindicações do MPL serão encampadas por outras entidades do movimento social e entregues à presidenta.
Após este encontro, Dilma Rousseff participa de solenidade no Centro de Convenções, em Salvador, às 11h, quando lançará o Plano Safra do Semiárido e entregará ônibus para transporte de estudantes e máquinas para os municípios baianos.
Também no CC, a presidente deverá anunciar a política de garantia do preço mínimo para as culturas do cacau e do sisal, conforme antecipou ontem, em Ilhéus, o governador Jaques Wagner.
Após adiar a visita que faria a Salvador há duas semanas, a presidente Dilma Rousseff desembarca na capital baiana nesta quinta (4).
Às 11h, a presidente lançará o Plano Safra do Semiárido e fará entrega de equipamentos na área de Educação, seguindo agenda da visita prevista para o último dia 21. O evento será realizado no Centro de Convenções.
Dilma faria a entrega dos equipamentos e o lançamento do programa em junho, mas a visita foi cancelada, oficialmente, por causa das manifestações populares ocorridas em todo o país.
Tempo de leitura: 2minutosProtesto com críticas à atuação da polícia nas manifestações de junho (Foto Marival Guedes/Pimenta).
Marival Guedes
O cortejo do 2 de Julho em Salvador, como já era esperado, repetiu muitas reivindicações dos atos realizados nos últimos dias na capital baiana. O prefeito ACM Neto, o governador Jaques Wagner e políticos como Geddel Vieira Lima foram vaiados pelos participantes do cortejo.
O ato desta terça teve intensa participação de movimentos sociais. A luta pela redução da tarifa de ônibus foi uma das principais bandeiras. Os jovens ganharam mais estímulo com as vitórias em São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.
Eles gritavam “Salvador vai se unir, a tarifa vai cair”, também entoado pelos demais participantes em alas próximas. Uma banda musical próxima tentava abafar a manifestação e logo foi chamada de “governista”. A polícia militar precisou intervir.
Também foi destaque um protesto contra o Fator Previdenciário, método criado em 1999, que mudou os cálculos para o pagamento da aposentadoria.
Na área de saúde, profissionais protestam contra o projeto de lei do Ato Médico, que segundo eles, caso este texto se torne lei, apenas os médicos apenas os médicos poderão diagnosticar doenças e prescrever tratamentos. O grupo diz que não é contra a regulamentação da medicina, mas que o ato não pode prejudicar outras áreas da saúde. Por isso, pedem o veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto.
Teve ainda reivindicação para que o nome do aeroporto volte a ser Dois de Julho, agilidade para a conclusão da eterna obra do metrô, 10 por cento do PIB para a educação e reforma política com financiamento público de campanha. Já o Observatório da Cidadania exige “polícia cidadã e policiais cidadãos”. Confira, no vídeo abaixo, o Hino ao 2 de Julho.