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Não são boas as notícias vindas do lado do loteamento Nossa Senhora das Graças. A última: pelo menos dez médicos cancelaram contrato com o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem). Seis deles são cirurgiões.
A alegação dos profissionais é de que faltam condições de trabalho. Pelas contas de profissionais da unidade médico-hospitalar, 15 pacientes morrem a cada semana no hospital por falta de equipamentos e estrutura, hoje totalmente sucateada.
Um dos maiores batalhadores por uma solução para o caos no Hospital de Base, o médico Cristiano Conrado também faz parte da lista apresentada ao Pimenta.

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Caso o Hospital de Base de Itabuna seja estadualizado, está praticamente certo que a gestão será feita por uma empresa terceirizada.
Nos bastidores, a SM Assessoria Empresarial e Gestão Hospitalar é pule de dez. Há dias recuados, como diria o colunista Eduardo Anunciação, um representante da empresa esteve reunido com o prefeito Capitão Azevedo. A conversa foi produtiva…
De lá para cá, só o secretário Antônio Vieira (Saúde) tem se posicionado pela manutenção do hospital em mãos do município.

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A partir desta quinta-feira, 28, as pessoas que se dirigirem a alguma farmácia para comprar antibiótico deverão deixar a receita médica com o estabelecimento. Esta medida se encontra determinada em resolução da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), publicada ontem (27) no Diário Oficial da União.
O objetivo, de acordo com o órgão ligado ao Ministério da Saúde, é evitar a propagação da superbactéria KPC, que é resistente a antibióticos. A resolução também determina que as receitas para a compra de antibióticos terão validade de dez dias, a partir da data de emissão.
O descumprimento da medida implica em infração sanitária e sujeita o responsável a sanções nas esferas civil, administrativa e penal.

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A tensão, ontem, na Câmara de Vereadores foi aliviada com alguns “animadores” de plantão. Governos estadual e municipal e vereadores discutiam a proposta de estadualização do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), que vive na UTI faz tempo.
A certa altura, o secretário da Saúde de Itabuna, Antônio questionou porque o estado não colocava mais dinheiro na unidade.
Foi o suficiente para ouvir, sussurrado pela plateia:
[O Estado] Não vai dar dinheiro pra ladrão.
Vieira ficou vermelho. Exigiu respeito e afirmou que não era ladrão e queria o bem da cidade. Terminou, e teve de ouvir mais:
– Larga o osso, Vieira – gritou uma voz não identificada.
O secretário municipal era dos poucos defensores da ideia de manter a gestão do Hblem nas mãos da prefeitura.
Por fim, houve uma discussão entre o médico Cristiano Conrado e o vereador Claudevane Leite. Conrado afirmou que Claudevane havia lhe garantido pelo menos dois minutos para que pudesse expor as razões de ser contra a estadualização do hospital.
A sessão caminhava para acabar e nada de lhe ser concedida a palavra. Resolveu cobrar de Claudevane e ouviu um “então eu não cumpri minha palavra”. O médico disse ter cobrado novamente: – “vá procurar o que fazer”, teria respondido Vane, num estilo que não é o seu.

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A caótica situação do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna, não se reflete apenas na falta de insumos básicos para o atendimento aos pacientes, mas também na ausência de outros requisitos mínimos para que aquela instituição funcione com decência.
Exemplo: o hospital está sem água potável para os funcionários (pacientes e acompanhantes, então…) e quem tiver sede por lá é obrigado a comprar água mineral. O desrespeito é denunciado pelos servidores e certamente será mencionado na audiência pública programada para esta terça-feira, 26, a partir das 18 horas, no plenário da Câmara de Vereadores.
A reunião vai debater a proposta de estadualização do Hblem. Foram convidados representantes da Prefeitura de Itabuna, Governo do Estado e de mais de 120 municípios que mandam pacientes para o Base.

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A Torre Administrativa da Uesc também já "se vestiu" de azul no Mutirão do Diabético

O Mutirão do Diabético, que é realizado desde 2004 em Itabuna, agora está inserido oficialmente na programação do Dia Mundial do Diabetes, promovido pela International Diabetes Federation (IDF). A pretensão dos organizadores da campanha no município é transformar Itabuna em modelo na prevenção e no tratamento da doença.
A mobilização local será no dia 13 de novembro, a partir das 8 horas, com atividades na praça Rio Cachoeira, onde se espera atender 1.500 diabéticos. Médicos com especialidade em oftalmologia, endocrinologia, angiologia e nefrologia, além de enfermeiras, auxiliares de enfermagem e estudantes da área de saúde atuarão como voluntários.
O principal símbolo da campanha é a iluminação especial de prédios públicos e particulares, na cor azul. A iniciativa de promover o mutirão é do Hospital de Olhos Beira-Rio, em parceria com a Associação dos Diabéticos de Itabuna (Asdita) e apoio da Prefeitura de Itabuna, Governo da Bahia e TV Cabrália/Record News.

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O prefeito de Ilhéus anunciou na manhã desta sexta-feira, 22, que a Secretaria Municipal da Saúde se encontra sob investigação. Newton Lima reconheceu, durante entrevista ao Tabuleiro (Rádio Conquista FM), que desde o início de seu governo enxerga a Saúde como um setor “problemático” e acrescentou que está apurando desvios, evidenciados a partir de documentos dos quais tomou conhecimento recentemente.
Lima não falou abertamente, mas um “passarinho” contou ao Pimenta que a investigação teria a ver com um email enviado por um funcionário da Secretaria, orientando terceiro sobre como direcionar um processo licitatório.
Na entrevista, o prefeito elogiou bastante o trabalho do atual secretário, o médico Antônio Carlos Rabat. Este, por sua vez, já deixou clara a sua disposição de abandonar a pasta, o que deverá ocorrer após o segundo turno das eleições.
Rabat declarou que não está preparado para negligenciar sua profissão de médico, mas se sabe que o volume de problemas e desvios existentes na Secretaria da Saúde seriam o verdadeiro motivo de seu desejo de sair.

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Permanece forte o clima de especulações em torno da Secretaria da Saúde de Ilhéus, já que o titular da pasta, o médico Antônio Carlos Rabat, estaria disposto a pedir o boné. Entre os nomes cogitados para substitui-lo, acaba de se somar o do vereador Paulo Roberto Carqueija, que possui alguma experiência… Como comerciante do ramo de materiais de construção.
Ajudando a aquecer a temperatura dos boatos, Carqueija desapareceu da Câmara Municipal, após entregar um pedido de licença médica. Seu lugar no legislativo já foi rapidamente ocupado pelo suplente Almério Marques Magalhães, também do PT.
No efervescente Cafezinho do Teatro, a piada do dia era a de que a saúde pública em Ilhéus não será tratada com remédios alopáticos. Agora o tratamento será à base de chá de “carqueija”.

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O governo de Ilhéus diz ter recebido somente nesta terça-feira, 19, o repasse federal para o pagamento dos salários dos servidores das Unidades Básicas de Saúde e do Programa de Saúde da Família. Com isso, a promessa é de que a pendência com os funcionários seja regularizada nesta quarta.
A expectativa do governo é de que, com o pagamento, os serviços na rede de atenção básica sejam imediatamente normalizados. Pelo menos seis unidades deixaram de funcionar nesta terça-feira.

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O biomédico – e não bioquímico, como este blog postou mais cedo – Alexandre Simões diz ter tomado como surpresa a disposição do secretário da Saúde de Ilhéus, Antônio Carlos Rabat, de deixar o cargo. Ao mesmo tempo, Simões nega a existência de qualquer negociação para que ele venha a substituir Rabat.
“Entendo que boatos como este não contribuem para a pacificação necessária a um governo depositário da esperança maciça da população da nossa querida Ilhéus”, criticou Simões.
O biomédico ainda afirmou considerar a possível saída de Rabat como “um fato triste para a saúde pública ilheense” e que, “caso se confirme sua posição”, torce para que “o prefeito Newton Lima e o Partido dos Trabalhadores consigam demovê-lo desse ímpeto”.
O nome de Alexandre Simões como um dos candidatos a substituir Antônio Carlos Rabat vem sendo insistente repetido pela imprensa ilheense e a possibilidade chegou a ser confirmada a este blog por um alto membro do governo municipal. Outra possível indicação seria a do médico José Alcides, caso prevaleça o desejo do PSB.

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O secretário da Saúde de Ilhéus, Antônio Carlos Rabat, já arrumou as gavetas. Ao grande público, o médico reclama de dificuldades para conciliar sua profissão às atribuições de gestor do setor mais complicado da administração pública ilheense… E talvez de qualquer administração pública.
Houve atraso no pagamento dos servidores da saúde e as unidades básicas estão fechadas. A população que procura atendimento se encontra “ao deus dará” e Rabat se acha sem condições de resolver o problema.
Nesta segunda-feira, 18, no programa Alerta Geral (Gil Gomes/Rádio Santa Cruz), Rabat se queixou de problemas com o cronograma dos repasses federais. Mas este não seria o verdadeiro motivador da saída e fala-se que um grupo de boca grande e costas largas se alojou na Secretaria da Saúde de Ilhéus, tornando a vida do secretário um inferno.
Nomes que pleiteiam a condução da barca já se apresentaram: um deles é o médico José Alcides, indicação do PSB; o outro é o bioquímico Alexandre Simões, filho do diretor do Cerimonial do governador Jaques Wagner, Nelson Simões. Este naturalmente indicado pelo PT.

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Esqueça o passado. Esqueça o Capitão Azevedo (DEM) que esbravejava contra a estadualização do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem).
O prefeito de Itabuna recebeu visita discretíssima de emissário do governo baiano e já admite, sim, transferir a gestão do Hospital de Base para o estado.
Maior unidade médico-hospitalar pública do sul da Bahia, o Hblem vive a sua mais séria crise e acumula dívida superior a R$ 30 milhões. Fornecedores têm se negado a supri-lo, tamanho o calote sofrido.
O sucateamento de sua estrutura – aliado ao cofre cada vez mais vazio – é apontado como causador de dezenas de mortes a cada mês. A estadualização é vista pelo governo baiano como única saída para dotá-lo de equipamentos e reverter o quadro num espaço de 60 a 90 dias.
O hospital só produz algo como R$ 600 mil em procedimentos pelo SUS, mas o estado tem feito repasse 150% superior ao faturado (R$ 1,5 milhão).

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Mais um exemplo do descalabro administrativo em Buerarema, no sul da Bahia. O Hospital Nossa Senhora Santana fechou as portas nesta sexta-feira, 15, e a direção orientou que os quase dez pacientes internados procurassem hospitais de Itabuna para continuar tratamento. O hospital é privado, mas era mantido com repasses do SUS e da prefeitura de Buerarema.
O curioso é que as portas da unidade foram fechadas dias depois do prefeito Mardes Monteiro retornar ao cargo. Ele é um dos três sócios do Hospital Nossa Senhora Santana, o único do município.

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Geraldo quer definição sobre Hblem.

O deputado federal reeleito Geraldo Simões (PT) disse que não poupará esforços para reverter a situação (“calamitosa”) do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem).
Geraldo conversou com o secretário estadual da Saúde, Jorge Solla, e acredita na estadualização como a melhor saída para reverter, “urgentemente”, o quadro do Hblem. Faltam medicamentos e cirurgias eletivas não estão sendo realizadas há dois meses, conforme levantamentos.
Tendo em vista às resistências do governo municipal em aceitar a proposta, o deputado defende a realização de uma espécie de conferência – aberta a toda a sociedade – para que se defina o futuro do hospital (se estadualização ou até mesmo uma gestão compartilhada, por exemplo).
– O Conselho Municipal  [de Saúde] já opinou favoravelmente à estadualização. Se a prefeitura resiste à ideia, mas não garante a melhora do serviço público, a sociedade poderá definir o que é melhor para ela.
Conforme dados repassados pela Sesab, o Estado repassa 150% a mais do que deveria para o Hospital de Base, mensalmente. O hospital só fatura R$ 600 mil, mensalmente, mas o estado repassa R$ 1,5 milhão.
Mudar o gerenciamento garantiria maior aporte de recursos do governo baiano no hospital, sustenta Geraldo. Sob a sua gestão, o Estado poderia contratar em regime de urgência equipamentos para substituir os existentes, sucateados, ou comprar aqueles necessários. “Nem tomógrafo há no principal hospital público do sul da Bahia”.
A situação do Hblem tem levado pacientes a procurar outros municípios e Itabuna a perder a condição de polo de saúde do interior baiano. A situação, reforça Geraldo, é insustentável e o município precisa definir o que quer: se continuar no caos ou aderir a um sistema que tem dado certo em outras cidades, a exemplo de Ilhéus. “Vamos reunir todas as informações necessárias para que possamos encontrar uma saída urgente”.

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Um dos cargos mais cobiçados em Ilhéus neste período pós-eleitoral é a 6ª Diretoria Regional de Saúde (Dires), atualmente conduzida pela enfermeira Sonilda Melo. Por se tratar de um posto comissionado, é previsível a alternância em função do novo momento político.
Mas no caso da gestora da 6ª Dires, há um componente a mais: apesar de se encontrar  num cargo cuja indicação compete a um governo petista, Sonilda Melo fez campanha aberta e declarada para a família Souto: no caso, Paulo (candidato ao governo, derrotado) e o filho, Fábio (reeleito para a Câmara Federal).
Na cúpula da Secretaria da Saúde da Bahia, a gestora já é vista como um “estranho no ninho”.