Tema que se tornou recorrente nesta campanha pela sucessão presidencial, o aborto mata uma mulher a cada dois dias no Brasil, de acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS). Matéria publicada na edição deste domingo do jornal O Globo, destaca ainda que uma gravidez é interrompida a cada 33 segundos no país.
A abordagem do assunto nos programas eleitorais é vista como equivocada pela pesquisadora Paula Viana, do grupo Curumim. Segundo ela, “o debate não deveria tratar de quem é contra e quem é a favor, mas de como é possível resolver um problema de saúde pública”.
A pesquisadora observa ainda que “mulheres de todas as classes sociais, idades, escolaridades e religiões abortam” e que “muitas acabam no serviço público de saúde, onde são negligenciadas, julgadas e condenadas”.
Segundo estimativas de médicos, para cada caso de aborto que chega ao hospital, outros quatro ocorrem às escondidas, de maneira clandestina. Não é à toa que, em 2009, 183,6 mil mulheres que fizeram aborto sofreram complicações.

























