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É crítica a situação da saúde pública na cidade de Jussari, no sul da Bahia, a 64 quilômetros de Itabuna. Segundo informações confirmadas pelo Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde de Itabuna e Região (Sintesi), o atraso nos salários já se aproxima do terceiro mês e a Secretaria Municipal de Saúde só faz pedir paciência.
No limite, profissionais que atuam na área da saúde em Jussari ameaçam cruzar os braços. Uma reunião vai acontecer na próxima quarta-feira, 8, em Itabuna (horário ainda a ser definido), na sede do Sintesi, com a participação de diretores do Sindicato dos Servidores Públicos de Jussari.
Segundo o coordenador do Sintesi, José Raimundo Santana, uma assembléia da categoria vai definir sobre uma paralisação de advertência e, caso a Prefeitura de Jussari não dê uma solução para o atraso salarial, o próximo passo poderá ser a greve.

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A poucos meses do início do verão – que é a estação do ano com maior frequência de casos de dengue – o Ministério da Saúde divulga um dado confirmando o que muita gente já suspeitava: a grande maioria dos óbitos de pacientes afetados pelo Aedes aegypti tem ligação direta com o atendimento ruim.
O Ministério analisou prontuários de 66 pessoas que morreram de dengue este ano e constatou falha em 69% dos diagnósticos. Um dos principais erros apontados no atendimento foi a não-realização da classificação de risco do paciente.
A intenção do Ministério é discutir o problema com autoridades locais para que as falhas sejam evitadas. Segundo o órgão federal, 19 dos 26 estados brasileiros têm risco alto ou muito alto de uma epidemia de dengue no próximo verão.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que as mortes provocadas pela dengue são evitáveis, mas no ano passado a doença matou nove pessoas em Itabuna e o governo local – assim como parte da comunidade – continua negligenciando nas medidas de prevenção.

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A prefeitura de Itabuna enviou release aos veículos de comunicação no qual reconhece as dificuldades de funcionamento do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem).
A assessoria do município ouviu o médico Cristiano Conrado. O profissional questiona a proposta de estadualização do hospital – apresentada pelo secretario estadual Jorge Solla. O boletim informativo da prefeitura diz que lá se sobrevive a duras penas tendo como receita o repasse de R$ 1,5 milhão, do SUS.
O município é apontado como um dos responsáveis pela crise no Hospital de Base. Antes, ‘travava’ a liberação mensal de R$ 300 mil para a unidade. Depois, reduziu o valor para R$ 200 mil, mas o repasse não vem sendo feito.
A situação do hospital é crítica. E o calote foi reconhecido pelo prefeito Capitão Azevedo (DEM). Pior, a dívida saltou de R$ 2,7 milhões em 2005 para R$ 30 milhões em 2010.

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O número, divulgado hoje pelo jornal Follha de São Paulo, parece sob medida para fazer propaganda subliminar da campanha do tucano José Serra, mas é digno de ser comemorado ainda que contenha intenções sub-reptícias (é momento de desconfiar).
Em 1989, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), 33% dos brasileiros com mais de 18 anos eram fumantes. Hoje, apenas 18% dos adultos no País têm o hábito de fumar.
As mulheres são minoria entre os fumantes, mas – de acordo com a pesquisa – começam mais cedo.

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Protesto reuniu dezenas de pessoas (Foto Agnaldo Santos).

Funcionários e médicos da Fundação Hospitalar de Camacan foram às ruas nesta sexta-feira, 27, protestar contra o que chamam de onda denuncismo de supostos erros médicos no município sul-baiano. A manifestação teve como principal alvo o Ministério Público estadual (MP), por “absorver” as queixas, informa o repórter Agnaldo Santos.
A manifestação foi puxada pelo hospital e teve a participação de agentes comunitários de saúde, taxistas, funcionários públicos, artistas e políticos locais, além de representantes dos pataxós hã-hã-hãe.
A direção do hospital de Camacan se queixa de prejuízos provocados pelos custos com honorários advocatícios para se defender da “onda denuncista”. Dirigentes da fundação participaram de audiência em Salvador, na segunda (23), para relatar as ações do MP no município e denunciar o que seria, no entender deles, inaceitável.
O foco do grupo, também integrado pelo secretário municipal de Saúde, Jaquinson de Deus Guimarães, é o trabalho da promotora pública Cleilde Ramos.
O presidente da Fundação Hospitalar de Camacan, Aníbal de Holanda Cavalcante, o vice, Benicio Boida de Andrade, e o diretor clinico, Cosme Barnabé, estiveram na audiência na capital baiana, e disseram que a insatisfação em relação ao MP não se restringe apenas aos médicos.
A comissão, segundo os dirigentes, externou seu descontentamento ao procurador-geral de Justiça, Wellington César Lima, que ficou de analisar o caso. A fundação hospitalar emprega 80 funcionários e 90% da sua clientela é do SUS, originária de municípios como Pau-Brasil, Santa Luzia, Itajú do Colônia, Mascote e Arataca. A reportagem tentou manter contato com a promotora, mas a informação era que ela estava viajando.
Insatisfação contra a promotorai é exibida em faixa (Foto Agnaldo Santos).

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Quem precisou de socorro entre 11 horas e 14 horas desta segunda não pôde contar com os serviços do Samu 192. As atendentes informaram que os carros estavam todos em manutenção, inclusive os veículos reserva.
Mesmo assim, a partir das 14 horas apenas uma ambulância avançada estava liberada para o atendimento. O veículo é para socorro aos casos gravíssimos. As demais ambulâncias continuavam em oficinas.
A alegação oficial é de que há dificuldade em encontrar peças para consertar os carros, mas nas oficinas a informação é de que não estão fazendo questão de trabalhar com a Prefeitura de Itabuna porque o pagamento só é feito com atraso.
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Durante audiência na Sessão de Crimes de Menor Potencial Ofensivo (Secrimpo), ontem, o Ederivaldo Benedito e o diretor do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), Antônio Costa, entraram em acordo e a queixas registradas contra o jornalista, por invasão do hospital e ameaça de morte, foram retiradas.
Bené e Costa foram ouvidos pela delegada Maria das Graças Valadares em depoimento que durou cerca de duas horas. De acordo com o jornalista, o assessor Antônio Geovanni Cerqueira teria sido o autor da queixa por ameaça de morte. “Não ameacei nem é do meu feitio ameaçar ninguém de morte”, observou Benedito.
Ainda na manhã de sexta-feira (20), a regional sul-baiana do Sinjorba havia emitido nota pública condenando tanto a proibição à reportagem da TVI, na segunda-feira (16), de produzir matéria sobre o sucateamento do Hblem como as queixas registradas na polícia civil por parte da direção do hospital, algo considerado uma tentativa de intimidação ao exercício do bom jornalismo.

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Azevedo (em pé) reconhece dificuldades de investimentos no Hblem (Foto Fábio Roberto/PM)

O prefeito de Itabuna, Capitão Azevedo (DEM), disse que será a população quem vai decidir se a gestão do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem) passará às mãos do governo estadual. Numa entrevista ao Pimenta, Azevedo concordou sobre a necessidade de mais investimentos no hospital e repasse do Hblem ao estado, mas ressalvou que a decisão de estadualizá-lo não será tomada “no calor da emoção”. “Teoricamente, é muito fácil fazer as coisas”.
O prefeito reconheceu as queixas de não-repasse de recursos por parte do município para o Hospital de Base. “[Em três meses] Nós repassamos 900 mil antes, fizemos outro contrato mensal de R$ 200 mil, mas com os bloqueios de INSS, não deu [para repassar]“.
Já o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla, aposta na estadualização como saída para o sucateamento enfrentado pelo maior hospital do sul da Bahia. “A gestão municipal não está conseguindo dar conta desse desafio enquanto o governo estadual tem vários exemplos de competência, compromisso, em hospitais estaduais como Prado Valadares (Jequié), Hospital Geral de ilhéus e Cleriston Andrade (Feira de Santana”.
Solla encampou a ideia do Azevedo de convocar a população para definir sobre a estadualização. “Acho que foi muito feliz a colocação do prefeito. Quem deve decidir é a população e a imprensa pode ajudar nisso para que o itabunense possa se posicionar”. Segundo Solla, o estado dobrou o volume de recursos repassados para o Hblem.
Uma comissão será formada nos próximos dias para definir os termos de passagem de patrimônio, situação dos servidores e a prestação de serviços. “Esperamos que, com estes pontos negociados, a estadualização se efetive”.
Inicialmente, esta comissão será formada pelo Ministério Público Estadual,OAB, Câmara de Vereadores, sindicatos, Conselho Municipal de Saúde e Conselho Regional de Medicina (Cremeb).

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Mesmo com a intervenção do promotor Clodoaldo Anunciação, a assessoria da Santa Casa não permitiu o acesso do ex-vereador

Quem acompanhou as atividades da Câmara de Vereadores de Itabuna entre os anos de 1997 a 2008 sabe que o então vereador Emanoel Acilino (PT) sempre teve como principal marca a fiscalização dura que exercia, em busca de uma correta aplicação dos recursos públicos.

A presença de Acilino no Tribunal de Contas dos Municípios era tão frequente, que seria capaz de muita gente pensar que ele trabalhava naquele órgão, onde consumia horas e sempre saía com seu caderninho cheio de informações cabeludas sobre desmandos cometidos por gestores salafrários.
Pois Acilino, hoje sem mandato, mas nem por isso menos cidadão, e sem ter perdido o hábito de fiscalizar, foi barrado nesta manhã na reunião entre a Sesab e a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, no auditório desta instituição.
Não se tratava de um político sem mandato a querer colocar o bedelho onde não foi chamado, mas de um cidadão, atuante, diligente, preocupado com a coisa pública e a transparência na sua gestão. Em que a sua presença poderia comprometer o êxito da reunião, valendo o mesmo questionamento com relação à imprensa, também estranhamente barrada no auditório da Santa Casa?
Num momento em que pairam indagações sobre a situação financeira da instituição filantrópica, o correto seria que os seus gestores agissem da forma mais transparente possível, sem reservas. Tanto segredo serve apenas para alimentar velhas suspeitas e preocupações, que sempre encontram ambiente propício onde há pouca luz. Urge acendê-la!

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O hospital Calixto Midlej Filho produz apenas 17,5% do que prevê seu contrato com o SUS

Após um começo tenso, com o impedimento do acesso de jornalistas e radialistas ao auditório da Santa Casa de Misericórdia, acabou sendo produtiva a reunião entre os gestores dessa instituição e o secretário da Saúde da Bahia, Jorge Solla. O encontro ocorreu na manhã desta quarta-feira, 18, e foi intermediado pelo promotor Clodoaldo Anunciação.
Solla reafirmou que a Santa Casa de Itabuna tem o melhor contrato com o SUS em todo o Estado, apesar de reconhecer a defasagem da tabela do Sistema Único de Saúde, congelada há três anos. Uma das propostas feitas pelo secretário ao provedor da Santa Casa, Renan Moreira, foi a de que ele se incorpore à mobilização em favor da emenda 29, que dispõe sobre o reajuste dos valores pagos pelos serviços públicos de saúde.
Ficaram acertadas as datas de 30 de agosto e 15 de setembro para a realização de ajustes no contato entre a Sesab e a Santa Casa. A instituição de saúde pleiteia um aditivo de R$ 1,48 milhão para auxiliar na manutenção dos hospitais Calixto Midlej, Manoel Novaes e São Lucas. Desse valor, metade se destinaria a cobrir acréscimo de demanda do Novaes.
Solla disse que, pelo menos com relação ao Novaes, as novas bases poderão ser definidas no dia 30. Quanto aos outros dois hospitais mantidos pela Santa Casa, as conversas irão até o dia 15 do próximo mês.
Produção – A Santa Casa apresentou planilhas demonstrando que a produção do Novaes é superior ao contratado com o Estado. Em contrapartida, o São Lucas produz apenas 51,5% em relação ao valor contratado e o Calixto Midlej tem desempenho ainda pior, produzindo somente 17,5% do que prevê seu contrato com o SUS.
O secretário voltou a frisar que a Sesab tem cumprido religiosamente todos os seus compromissos com a instituição itabunense, que recebe hoje cerca de R$ 3,2 milhões por mês. “Já poderiam ser R$ 4 milhões se as metas fossem cumpridas, mas aí entra uma limitação da própria estrutura”, declarou.
Abordado por jornalistas logo após a reunião, o provedor Renan Moreira disse que a Santa Casa poderia reduzir seu funcionamento por conta da alegada falta de recursos. “A Santa Casa nunca quis interromper serviços, mas ficou numa situação tal, que se não interrompêssemos alguns , iríamos sucumbir”, afirmou.

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A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna proibiu os veículos de comunicação de fazer entrevistas e acompanhar a reunião da provedoria e prestadores de serviço do SUS com o secretário estadual de Saúde, Jorge Solla. O encontro, tido como audiência pública, começou faz 50 minutos.
Jorge Solla foi contra a determinação da provedoria. “Se é audiência pública, o povo deve acompanhar”, disse. Solla observou que o processo deve “ser transparente” e, deste modo, não entendia porque a Santa Casa não iria abrir a reunião para que a imprensa acompanhasse. A provedoria somente autorizou entrevista para o final do encontro.
O titular da Sesab veio a Itabuna para discutir a situação tanto da Santa Casa como do Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem). A Santa Casa alega que a Sesab não remunera devidamente pelos serviços, mas o secretário rebate e afirma que a instituição itabunense tem a melhor financiamento do SUS.
Para barrar a imprensa na audiência pública, a provedoria alegou que desconhecia o encontro de hoje, mesmo tendo sido publicado em diversos veículos desde a segunda-feira, 16. O promotor público Clodoaldo Anunciação é o intermediador do encontro.

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O secretário Estadual de Saúde, Jorge Solla, estará em Itabuna nesta quarta (18) para encontros na Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, às 9h, e no Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães (Hblem), às 14h. Vem para discutir soluções e dirimir conflitos.
Acreditamos que a sociedade itabunense (ou boa parte dela) defende que o Hospital de Base, público, seja revitalizado pelo Estado, já que o município deu seguidas demonstrações de não reunir as condições necessárias para gerir aquela unidade médico-hospitalar.
Assim, o Hblem poderá ter a oportunidade de receber investimentos para sair do “estado de coma”, tal o nível de sucateamento da estrutura física e de equipamentos, além de casos de corrupção aventados por estes dias.
A vizinha Ilhéus é bom exemplo dessa guinada. Após a revitalização, iniciada em 2007, hoje atrai profissionais de Itabuna para lá, apesar daqui antes ser o centro de excelência. O êxodo é compreensível.
O governo poderá assumir, sim, o Hblem, pelo menos a sua administração, e extirpar dali vários tipos de câncer que impedem um atendimento digno e com a mínima qualidade que se deseja.
Acreditamos que, tendo juízo, o prefeito Capitão Azevedo não iria se opor a uma boa proposta de gestão, talvez até compartilhada, do Hospital de Base.

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Apesar de estar propagando que vive uma crise financeira e alegar necessidade de repactuação com o Estado, a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna tem hoje o melhor contrato com o SUS entre todas as instituições de saúde da Bahia. Quem afirma é o secretário estadual da pasta, Jorge Solla, que foi entrevistado hoje, por telefone, no programa Bom Dia Bahia (Rádio Nacional).
Segundo o secretário, o contrato com a Santa Casa só perde em volume financeiro recebido para o hospital de Irmã Dulce e o Aristides Maltez, em Salvador, sendo que o primeiro tem o triplo do número de leitos e ambos realizam mais procedimentos pelo SUS do que a instituição itabunense. “Portanto, se você comparar o volume financeiro que é repassado para a Santa Casa de Misericórdia com o que ela produz, é o melhor financiamento do SUS no Estado da Bahia”, declarou Jorge Solla.
O secretário disse ainda que o repasse melhorou muito desde quando o Estado assumiu a gestão do SUS em Itabuna. Segundo ele, são quase R$ 12 milhões a mais que o governo baiano repassa por ano para o custeio da Santa Casa, excluindo-se dessa conta os investimentos que foram realizados.
“Somente com a reabertura do São Lucas, em equipamentos, foram R$ 2 milhões”, frisou Jorge Solla. Ele também informou que a Santa Casa está recebendo um conjunto de equipamentos para montar uma nova UTI neonatal, graças a um acordo feito entre o Estado e o Ministério da Saúde.
FALTA COM A VERDADE – Na mesma entrevista, o secretário disse que é uma grande inverdade o suposto atraso no repasse de recursos para a Santa Casa. “É uma grande falta com a verdade, pois nunca nos últimos quatro anos a Santa Casa recebeu pagamento tão em dia”, afirmou. Disse ainda que “a Santa Casa recebe dois terços do valor mensal antes do processamento das informações do que ela produziu no mês anterior”. Clique no player abaixo e ouça esse trecho da entrevista: