Corrida será neste domingo (26), na Soares Lopes, no Centro de Ilhéus || Reprodução
Tempo de leitura: 2 minutos

Ilhéus lidera um movimento de prevenção e conscientização sobre os riscos do Acidente Vascular Cerebral (AVC) no sul da Bahia. No próximo final de semana, haverá um mutirão de saúde e corrida no próximo final de semana (dias 25 e 26). As atividades são promovidas pelo Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), Fundação Fabamed e Secretaria Estadual da Saude da Bahia (Sesab).

O mutirão será no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, na Avenida Soares Lopes. No sábado (25), das 7h às 17h, e no domingo (26), das 7h às 11h, quando a população terá acesso gratuito aos serviços de:

– Aferição de pressão arterial
– Aferição de glicemia
– Orientação nutricional
– Dados antropométricos (medidas corporais)
– Eletrocardiograma
– Vacinação (inclusive para animais)
– Orientações de saúde para toda a família

De acordo com a direção do Hospital Costa do Cacau, a iniciativa busca facilitar o acesso a alguns exames básicos e a informações sobre a prevenção e os fatores de risco do AVC.

CONSCIENTIZAÇÃO DOS RISCOS DO AVC

Ainda no domingo (26), em frente ao Centro de Convenções, será dada a largada da 1ª Corrida de Conscientização ao AVC, a partir das 6h30min. A corrida é um convite à prática esportiva, reforçando a importância da atividade física como aliada na prevenção de doenças cardiovasculares, incluindo o AVC.

VIVER MELHOR

Diretor-geral do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), Julio Musse enfatizou o papel da prática esportiva na manutenção da saúde. “A corrida transformou a minha vida para melhor. Nunca é tarde para movimentar o corpo. Convido a todos para o evento com serviços de saúde gratuitos. Nós os esperamos lá”, destacou Musse, incentivando a participação de todos.

O Movimento pelo AVC é momento para a comunidade de Ilhéus cuidar da saúde, obter informações valiosas e participar de uma causa tão importante. Promovido pelo Hospital Costa do Cacau e pela Fabamed e Sesab, o evento conta com a parceria do Governo do Estado da Bahia, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), da Bora Eventos e da Prefeitura de Ilhéus.

Membros da irmandade durante convite a Andrea Castro (de lilás) em ato na Santa Casa de Itabuna || Foto Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

Primeira-dama do município de Itabuna, a advogada e pré-candidata a deputada estadual Andrea Castro se tornou madrinha do Serviço de Oncologia Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia. O convite foi feito a ela pelo provedor da Santa Casa, Francisco Valdece, durante café da manhã nesta quarta-feira (15) do qual também participaram membros da provedoria, irmãs religiosas da Congregação de Santa Catarina de Senna e a coordenadora médica da Oncologia da Santa Casa, a médica hematologista Regiana Quinto, além do prefeito Augusto Castro (PSD).

– Ser madrinha da Oncologia Pediátrica da Santa Casa é uma honra [e convite] que recebo com o coração cheio de gratidão. Acompanho de perto o trabalho realizado aqui e sei o quanto essa equipe se dedica para oferecer não apenas tratamento, mas também amor e esperança a cada criança e família. Esse convite representa um chamado à responsabilidade e à solidariedade. Quero contribuir para fortalecer ainda mais esse serviço essencial para nossa cidade e para toda a região – afirmou Andrea.

Coordenadora médica da Oncologia da Santa Casa de Itabuna, Regiana Quinto falou do simbolismo da homenagem e o incentivo que a presença da primeira-dama traz à equipe.“A madrinha chega como uma inspiração. A oncologia pediátrica da Santa Casa é feita de técnica e afeto, e esse apoio reforça nossa missão de cuidar com excelência e humanização. Tenho certeza que Andrea desempenhará um papel fundamental para o fortalecimento do nosso serviço”, disse.

Para o provedor da Santa Casa ter “Andrea Castro como madrinha da oncologia pediátrica é motivo de alegria e esperança”. E completou: “Esse gesto simboliza cuidado, compromisso e fé, valores que definem a história da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna”.

Justiça condena empresa de segurança em Itabuna || Foto Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

A 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da Bahia (TRT-BA) aceitou denúncia de um vigilante em Itabuna contra a Prosegur Brasil S/A Transportadora de Valores e Segurança. O colegiado fixou indenização de R$ 5 mil pela violação do período de descanso — cursos obrigatórios nas folgas, sob risco de punição — e manteve as condenações de 1º grau por más condições de higienização, com mais R$ 5 mil pelo manuseio de lixo sem luvas e R$ 10 mil pela presença de pragas no refeitório (ratos e baratas)

Testemunhas confirmaram que os cursos corporativos eram obrigatórios, feitos fora do horário de trabalho, nas folgas, e que havia penalidades para quem não concluísse. Um colega chegou a ser afastado, e um inspetor aplicou punição em caso semelhante. Diante da impossibilidade prática de estudar durante a vigilância.

O relator do processo, desembargador Marcelo Rodrigues Prata, afirmou que “a interrupção do período de repouso para atender a uma demanda da empresa afronta o direito do trabalhador a um ambiente saudável e ao descanso efetivo”, fixando a reparação moral em R$ 5 mil. O “direito à desconexão” assegura que o empregado não seja obrigado a realizar tarefas fora do expediente, resguardando seu tempo de descanso e vida pessoal.

O vigilante, segundo testemunhas, revistava e manipulava lixo sem luvas, e o refeitório registrava presença de ratos e baratas, especialmente após uma enchente. As testemunhas descreveram que o lixo continha restos de comida e até papel higiênico com catarro, o que evidenciou o risco biológico e a ofensa à dignidade.

Ao manter a condenação de 1º grau, o relator destacou: “provada, portanto, as más condições de higienização do ambiente laboral.” Permanecem os valores de R$ 5 mil pelo manuseio de lixo sem EPI e R$ 10 mil pela presença de pragas.

Hospital de Base precisaria de R$ 9 milhões mensais para manutenção || Foto PMI-Conder/Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Hospital de Base de Itabuna precisaria de recursos da ordem de R$ 9 milhões mensais para a sua manutenção depois de ter sido ampliado em 2025, quando ganhou um novo anexo. Na última semana, o prefeito Augusto Castro apresentou a demanda por mais recursos ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante entrevista do ex-governador baiano a Fábio Ferreira, no Interativa News, da Internativa FM. Hoje, os repasses pelos atendimentos giram em torno de R$ 5 milhões.

Nos últimos dias, a direção do Hospital demitiu 150 funcionários (relembre aqui). Hoje (7), por meio de nota, o governo informou que os desligamentos cumpririam decisão judicial, mas há um processo de admissão – “de forma gradual” – de novos funcionários aprovados em concurso vigente para não afetar o atendimento médico-hospitalar.

O governo ainda informou que fechamentos temporários de Enfermaria e Centro de Tratamento Intensivo (CTI) 3 vão ocorrer por causa de “ajustes temporários em razão de reformas em andamento”. A informação inicial obtida pelo PIMENTA é que a redução temporária da estrutura de atendimento se daria, também, por falta de material hospitalar.

MAIS RECURSOS FEDERAIS E ESTADUAIS

A nota emitida pelo município na manhã de hoje reforça que há “necessidade de mais recursos estaduais e federais no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como de maior cooperação dos municípios que encaminham pacientes para a unidade. O Hospital de Base funciona em regime de “portas abertas””.

Principal referência na saúde pública na rede hospitalar no sul da Bahia, o Hospital de Base é referência para  atendimento a pacientes das regiões sul, extremo-sul e oeste do estado.

Câncer de mama é o tipo que mais mata mulheres || Foto Câncer de mama José Cruz/ Agência Brasil
Tempo de leitura: 2 minutos

O Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou, nesta sexta-feira (3), no mês da campanha Outubro Rosa, que conscientiza sobre o câncer de mama, a publicação Controle de câncer de mama no Brasil: dados e números 2025, com informações sobre incidência, mortalidade, fatores de risco, prevenção, acesso a exames e tratamento para ajudar profissionais de saúde e gestores pelo país.

Segundo o Inca, o câncer de mama é o que mais mata mulheres no Brasil. São estimados 73.610 novos casos este ano. Em 2023, foram contabilizadas mais de 20 mil mortes pela doença no país. Entre 2020 e 2023, houve redução da mortalidade entre mulheres na faixa entre 40 e 49 anos.

De acordo com o relatório, o Sudeste é a região com maior incidência da doença, e Santa Catarina, no Sul, registra a maior taxa entre as unidades da federação. Em relação à mortalidade, as regiões Sul, Sudeste e Nordeste lideram, e as maiores taxas estão em Roraima, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, respectivamente.

REDUÇÃO DO NÚMERO DE MORTES

A chefe da Divisão de Detecção Precoce e Organização de Rede do Inca, Renata Maciel, disse que nos últimos 3 anos tem melhorado o tempo entre o diagnóstico e o primeiro tratamento, com destaque na Região Sul, que tem o maior percentual de casos tratados em 60 dias.

“A mortalidade em mulheres de 80 anos ou mais tem aumentado e tem reduzido essa mortalidade em idades mais jovens. O maior percentual de mortes está na população entre 50 e 69 anos”, disse.

Para Renata, ainda se tem que melhorar a cobertura do rastreamento, que é baixa no Brasil. “Precisamos aumentar essa cobertura para 70%, e hoje a gente tem uma variação em alguns estados do Norte em torno de 5,3% e no Espírito Santo, de 33%. É muito baixo. Nosso foco é centrar esforços nesse rastreamento organizado para que as mulheres façam a mamografia a cada dois anos”.

O diretor do Departamento de Atenção ao Câncer do Ministério da Saúde, José Barreto, lembra que o rastreamento e o diagnóstico precoce fazem parte da proposta do programa Agora Tem Especialista, lançado pelo governo federal. “Estamos com o propósito de redução da fila de espera no tratamento. O tempo é vida no câncer. Incorporamos novos medicamentos”, afirmou. Da Agência Brasil.

Ação de Rita resultou em doações de hidratantes para pacientes em tratamento contra o câncer || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

Chefe de cozinha no restaurante da família, em Ilhéus, Rita de Cássia Borges, 56 anos, está entre os pacientes que decidiram enfrentar o tratamento contra o câncer com fé, leveza e otimismo. Ela descobriu a doença há pouco mais de um ano, durante uma consulta médica. “Confesso que levei um grande susto. Faltou-me chão quando recebi o diagnóstico, mas resolvi que lutaria com todas as forças”, conta Rita.

Rita de Cássia decidiu que manteria a rotina de trabalho e vida social. Carismática, resenhista, comunicativa e dona de enorme sensibilidade, ela fez novos amigos logo nos primeiros dias de tratamento na Unidade de Radioterapia da Santa Casa de Itabuna, no anexo do Hospital Manoel Novaes, na vizinha Itabuna. Informou para a família e amigos sobre a descoberta do câncer de mama e, como esperava, tem recebido todo o apoio.

No início do tratamento de radioterapia, dona Rita de Cássia Borges recebeu a doação de dois hidratantes. “Fui agraciada por uma grande amiga. Fiquei com um hidratante e trouxe o outro para que as meninas fizessem a doação para alguém que não tivesse condições de adquiri-lo”, conta. Junto com um sabonete específico, os hidratantes são recomendados para prevenção contra radiodermite ou dermatite por radiação, reação que o paciente pode apresentar durante o tratamento.

A reação da funcionária da unidade que recebeu a doação sensibilizou a chefe de cozinha. “A enfermeira Gisele recebeu o hidratante com muita gratidão. Naquele momento, o senhor me tocou. Como se tivesse ouvido: Rita, você tem muitas amizades, é muita querida, amada, porque não fala com a sua família e amigos para fazer uma doação aos pacientes mais necessitados. Falei sobre a campanha e todos apoiaram a ideia”, destaca a chefe de cozinha.

Em oito dias de campanha, Rita de Cássia arrecadou dinheiro suficiente para a aquisição de 86 hidratantes de 400 ml cada. “As pessoas fizeram questão de doar e até agradeceram pela oportunidade de contribuir com o tratamento de quem nem conhecia. Foi um momento muito especial, de muita gratidão. Agradeço a Deus por todos terem abraçado a causa. Estou muito feliz por ter somado”, diz.

ETAPAS DO TRATAMENTO

A moradora de Ilhéus começou o tratamento com quimioterapia, passou por cirurgia e, no início deste mês, foi encaminhada à unidade de Radioterapia, no Hospital Manoel Novaes, pelo médico Eduardo Kowalski. “Fui muito bem acolhida na unidade. Sou muito grata a Deus por me conceder a oportunidade de fazer o tratamento. Agradeço também aos funcionários pelo acolhimento, carinho, cuidado e dedicação de todos”.

A paciente aponta a importância da equipe multidisciplinar para o processo que vem enfrentando. A enfermeira Gisele Guimarães é uma das responsáveis pelas orientações e acompanhamento do tratamento de radioterapia do paciente. “Ela foi quem me passou todas as instruções. Indicou o uso de hidratante para que não viesse a sofrer queimaduras”.

Gisele Guimarães confessa ter ficado muito feliz com a iniciativa da paciente Rita de Cássia. “Ao receber a doação, me veio logo à mente um paciente que iniciou o tratamento, mas não tem condições de adquirir um produto para seguir as orientações. No dia seguinte ao recebimento, eu fiz a doação para esse senhor, morador de Jequié. Dias depois, ela chegou com muitos hidratantes. Esse ato de solidariedade beneficiará dezenas de pacientes carentes”, comemora.

A Unidade de Radioterapia da Santa Casa de Itabuna atende pacientes do sul, baixo-sul, extremo-sul e sudoeste da Bahia. Referência no interior da Bahia, o serviço é gratuito, 100% SUS e, nos próximos meses, ganhará um novo acelerador linear, o que garantirá tratamento ainda mais preciso.

Corrida será em 26 de outubro, no Centro de Ilhéus
Tempo de leitura: < 1 minuto

Ilhéus começa a preparar a primeira edição da Corrida de Conscientização ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), marcada para 26 de outubro, com largada no Centro de Convençõs Luís Eduardo Magalhães, na Avenida Soares Lopes. Haverá caminhada para 3 km, além de corridas de 5 km e 10 km.

Organizado pela Fundação Fabamed, o Governo da Bahia, por meio da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), e o Hospital Regional Costa do Cacau, o evento busca despertar a atenção dos sul-baianos para a prevenção e o reconhecimento precoce de sintomas do AVC, uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil e no mundo.

O tema do evento – Mova-se para prevenir – ressalta a importância da atividade física como um dos pilares na prevenção da doença.

INSCRIÇÕES

As inscrições para a Primeira Corrida de Conscientização ao AVC já podem ser feitas pela internet. O site de inscrição é o https://www.races.com.br/1-corrida-contra-o-avc. “A participação no evento é uma oportunidade de contribuição para uma causa nobre de promoção à saúde e de engajamento na conscientização sobre o AVC”, afirma Julio Musse, diretor-geral do HRCC.

Tempo de leitura: 3 minutos

Dados da maior pesquisa sobre parto e nascimento no Brasil mostram avanços expressivos na prática hospitalar. A realização de episiotomia, o corte do canal vaginal com bisturi, para supostamente aumentar a via de passagem do bebê, caiu de 47% para 7% nos partos vaginais ocorridos no Sistema Único de Saúde (SUS), em cerca de dez anos. Queda semelhante (de 36% para 9%) foi observada na realização da manobra de Kristeller, quando o profissional de saúde sobe sobre a gestante ou empurra a sua barriga com força, para acelerar o nascimento.

No sistema privado, a redução foi ainda mais expressiva: apenas 2% das mulheres que tiveram parto vaginal relataram ter passado pela manobra, que é considerada uma forma de violência obstétrica e traz risco para a parturiente e o bebê. Os dados fazem parte da Pesquisa Nascer no Brasil 2, realizada pela Fiocruz, que coletou dados de mais de 22 mil mulheres entre 2021 e 2023.

Nessa quinta-feira (4), os pesquisadores divulgaram as informações referentes ao estado do Rio de Janeiro e adiantaram algumas informações nacionais, para comparação. Eles mostram que aumentou a quantidade de mulheres que puderam se alimentar e se movimentar durante o parto e que quase todas que pariram no Rio de Janeiro, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS), quanto em unidades particulares, optaram por posições verticalizadas, que favorecem a saída do bebê.

“É uma adesão enorme às boas práticas e uma eliminação de intervenções desnecessárias. No Rio, não tem mais aquela forma de parir, em litotomia, em que a mulher fica com as pernas pra cima, , sem poder fazer força. Acabou. Isso é lindo! É uma mudança de cultura que estamos vendo. Não está perfeito, mas é uma mudança enorme na atenção ao parto, fruto de políticas públicas”, afirmou a coordenadora-geral da pesquisa, Maria do Carmo Leal.

Por outro lado, a proporção daquelas que tiveram acesso à analgesia, para reduzir as dores das contrações, caiu de 7% para 2% no SUS em todo o Brasil, e apenas 1% no Rio de Janeiro. Nos serviços privados, a queda nacional foi de 42% para 33%, chegando a 30% no estado. “Entre as mulheres que entraram em trabalho de parto no Rio de Janeiro, caminhou melhor para o parto vaginal quem fez uso de analgesia, mostrando que talvez tenhamos aqui um aliado. Foi quase seis vezes maior a chance de terminar em um parto vaginal”, acrescentou Maria do Carmo.

A pesquisa também mostra que os índices de parto normal e cesarianas permanecem um grande desafio no país. A quantidade de mulheres que passaram pela cirurgia no SUS aumentou de 43% para 48%, comparando com a primeira edição do levantamento, divulgado em 2014.

A coordenadora-geral da pesquisa ressalva que, ao menos, a maior parte desse aumento se refere a cesarianas intraparto, ou seja, realizadas após a mulher entrar em trabalho de parto, que totalizaram 13% no Brasil. Os partos vaginais no SUS somaram 52% no Brasil e 50% no estado.

Já a proporção de cesáreas no sistema privado foi de 81% no país e 86% no Rio de Janeiro, e apenas 9% e 7%, respectivamente, foram feitas após o início do trabalho de parto. Ainda assim, houve ligeiro aumento na quantidade de partos vaginais no Brasil, de 12% para 19%. A recomendação da Organização Mundial da Saúde é que as cirurgias sejam feitas apenas em casos de necessidade e o índice do país não passe de 15%.

O cenário sobre o pré-natal mostrado pela pesquisa, no entanto, não é tão positivo. Apesar de 98,5% das mulheres do Rio de Janeiro terem recebido o acompanhamento, apenas um terço apresentava registro completo de aferição de pressão arterial e exames de glicemia. Esses exames são essenciais para detectar e controlar as duas complicações mais comuns e perigosas da gestação: a hipertensão e o diabetes. Menos de 34% tiveram prescrição registrada de ácido fólico, substância essencial para o desenvolvimento neurológico do feto, e apenas 31,6% foram vacinadas contra o tétano e a hepatite B, dois dos principais imunizantes que devem ser tomados na gestação.

Maria do Carmo Leal destaca outras lacunas importantes no cuidado das gestantes de alto risco, ou seja, que já tinham alguma condição diagnosticada no momento do parto.

“Setenta e cinco por cento delas nunca fizeram uma consulta com especialista, só na atenção básica. Tem alguma coisa errada aqui. Trinta e seis por cento dessas mulheres disseram que a pressão arterial delas não foi medida em todas as consultas e também não tinham exame de glicemia, como o recomendado. São mulheres que peregrinaram mais (até serem admitidas para o parto), porque não tinha vaga, mas principalmente porque eram de alto risco e deveriam procurar uma unidade adequada. Peregrinar na hora do parto é tudo que elas não tinham que fazer”.

Beatriz Dutra em palestra para funcionários do HRCC, em Ilhéus || Foto Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, promoveu palestra com o tema Relações Saudáveis e Gestão do Estresse no Ambiente Hospitalar, ministrada pela psicóloga Beatriz Dutra. A atividade, organizada pela equipe de Medicina do Trabalho (Sesmt-HRCC), reuniu colaboradores da unidade para dialogar sobre a saúde mental dos profissionais que atuam na área da Saúde, principalmente no ambiente hospitalar, no dia 28.

“Discutimos sobre relações interpessoais, estresse no trabalho, saúde mental e comunicação assertiva. Foi um momento muito especial, repleto de troca, interação e reflexão, com participação e colaboração ativa da equipe do HRCC. Sem dúvidas, saí com a sensação de missão cumprida”, afirmou Beatriz Dutra.

Para a psicóloga, quando falamos de saúde, não podemos esquecer de olhar também para quem cuida. “Relações saudáveis, autocuidado e saúde mental são pilares fundamentais para um ambiente de trabalho mais leve e humano”, afirmou.

BEM-ESTAR

A enfermeira do Trabalho Flávia Bastos, da Medicina do Trabalho do HRCC, enfatizou a interconexão entre o bem-estar dos profissionais e a excelência dos serviços de saúde. “A saúde mental dos profissionais é tão importante quanto a saúde física dos pacientes. Cuidar de quem cuida é fundamental para garantir qualidade, segurança e a humanização no atendimento hospitalar”, destacou.

Para Julio Musse, diretor-geral do HRCC, estudos e pesquisas na área da saúde mental ocupacional demonstram que o bem-estar psicológico dos trabalhadores é um pilar fundamental para a eficácia e a humanização dos serviços de saúde. “Um profissional mentalmente saudável é mais resiliente, empático, focado e capaz de oferecer cuidados mais qualificados e seguros aos pacientes, isso reflete na melhoria da qualidade do atendimento”, concluiu.

Sabrine com a pequena Marina || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

Depois de travar uma batalha pela vida da filha e fazer  promessa com pedido para que a bebê se recuperasse, uma mãe deixou o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio (HMIJS), em Ilhéus, no sul da Bahia, fazendo o percurso, pelos corredores da unidade, de joelhos com a crianças nos braços. A jovem Sabrine Oliveira, de 32 anos, havia iniciado dias de orações, em julho, com pedidos para retornar para casa com o bebê saudável.

A história da família de Sabrine com o Materno-Infantil em Ilhéus começou em 18 de julho, quando a jovem chegou para dar à luz. Com um quadro delicado de diabetes gestacional, Sabrine viu, após o parto, a sua filha Marina ser, imediatamente, transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para tratar de uma anoxia — deficiência de oxigênio no cérebro, comum em diagnósticos como o dela.

Naturais de Piraí do Norte, município a cerca de 180 quilômetros de Ilhéus, Sabrine e o marido, Mateus, encontraram na equipe do hospital o apoio de que precisavam para seguir firmes e confiantes na cura e na alta hospitalar da filha. “Tive um atendimento maravilhoso, apoio de psicólogos, fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, equipe da assistência social. A todo momento iam lá no quarto saber como eu estava”, elogia.

A PROMESSA

A convivência com a sua realidade e a de outras mães inspirou-a a fazer uma promessa: caso saísse com a filha totalmente recuperada, faria todo o percurso da alta nos corredores do hospital de joelhos. Na última quarta-feira (20), emocionada, Sabrine pôde, finalmente, cumprir o prometido.

“Saímos bem, com ela viva, sem sequelas. Felizes e emocionados”, disse. Para Sabrine e Mateus, a terceira filha do casal é um milagre da vida.

Única maternidade 100% SUS do sul da Bahia, o Materno-Infantil é um equipamento do Estado gerido pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). Possui 105 leitos para obstetrícia, partos normal e de alto risco, além de pediatria clínica e UTIs pediátrica e neonatal. A unidade já ultrapassou a marca de 11 mil partos e é a única do estado habilitada pelo Ministério da Saúde para atendimento especializado aos Povos Indígenas.

Jaques Wagner é submetido a nova cirurgia || Foto PIMENTA/Arquivo
Tempo de leitura: < 1 minuto

Líder do Governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA) foi submetido a uma cirurgia na manhã desta quinta-feira (14). Ele postou a informação em suas redes sociais, quando também esclareceu que o procedimento “não é nada grave”.

Trata-se da segunda cirurgia ortopédica a que o senador é submetido. “Agora tem início o processo de recuperação. Agradeço as mensagens de apoio e espero retomar as atividades presenciais o mais rápido possível”, escreveu no X (antigo Twitter), afirmando que participará das discussões na Câmara Alta de forma remota. Redação com A Tarde.

Preta Gil faleceu no último domingo (20), nos Estados Unidos || Reprodução Instagram
Tempo de leitura: 3 minutos

 

 

E Drão foi a música escolhida para a despedida musical de pai e filha no palco, emocionando a todos nós. É duro ver o velho mestre nessa dura caminhada, sabendo que vai levar essa dor pela vida afora. Mas a vida segue.

 

Afonso Dantas

Confesso que não acompanhava muito a carreira de Preta Gil, mas era impossível não ver as coisas que ela fazia, pela exposição de mídia que tinha. E, coisa difícil para quem é filha de uma super estrela, como Gilberto Gil, conseguiu brilhar muito também. E ocupou seu espaço.

E nesse espaço teve bloco no carnaval do Rio, fez música, shows, atuou como atriz e empoderou muitas mulheres pelo país, quebrando tabus, como a exposição do corpo fora dos padrões estabelecidos e também pelos discursos em defesa das minorias e da liberdade sexual. Com isso, ganhou seguidores, mas incomodou muita gente, pois quem brilha, incomoda, pois não é todo mundo que se acostuma com a luz.

Mas, ao contrário da carreira de Preta, sempre acompanhei com muito interesse a carreira de um dos maiores gênios da música de todos os tempos, Gilberto Gil. Conheço quase todas as suas músicas e admiro suas incursões por tantos gêneros musicais, como a MPB, o reggae, o funk (o verdadeiro), o rock e o reggae, sempre com muita qualidade e com sucessos que fazem parte de nossa vida.

Quem é da Bahia, de uma certa faixa etária e principalmente quem viveu em Salvador, considera Gil – e Caetano também – como uma espécie de parente que sempre esteve ali por perto e que nos representa. E mexer com qualquer um deles é como mexer com a gente. E quem acompanha Gil, acaba acompanhando sua grande e talentosa família. Seus filhos e netos que herdaram o talento do pai e avô. E mexer com eles, incomoda nosso Gil. E por isso também não gostamos que mexam com eles. Não venha não.

Mas por que falar de Gil, se quem se foi, foi Preta, sua filha? Natural. Por também ser pai de uma filha, que amo mais que tudo, estou sentindo a dor da perda do pai. A dor inimaginável e temida por todos os pais. A dor que já foi sentida por Gil em outra etapa da vida com a perda de Pedro, aos vinte anos, de forma trágica, porém rápida, em contraste com essa perda cheia de sofrimento, com a despedida devagar e extremamente dolorosa de sua filha Preta, aos cinquenta anos.

Gil é extremamente espiritualizado e acompanhamos aflitos como ele tentou preparar sua filha e sua família para a triste, mas inevitável despedida, dizendo para ela ir com calma, tranquilidade e sobretudo com fé, tentando conter uma dor que com certeza, explodia em seu coração de poeta, sempre mais sensível que os dos outros.

E a música Drão é bastante representativa sobre essa vida, essa relação de então amor dos pais de Preta, e essas dores, principalmente quando Gil fala que “os meninos são todos sãos” para Sandra, cujo apelido Drão batiza essa que é uma das músicas mais bonitas que já ouvi, mas que em outro momento da vida, alguns desses meninos já não se encontram mais entre eles, o que é uma dor terrível para os pais, pois contraria o caminho natural da vida.

E Drão foi a música escolhida para a despedida musical de pai e filha no palco, emocionando a todos nós. É duro ver o velho mestre nessa dura caminhada, sabendo que vai levar essa dor pela vida afora. Mas a vida segue. E o show tem que continuar. Força para Gil. E luz para Preta.

Afonso Dantas é publicitário, sócio e diretor de criação da Camará Comunicação Total, CEO da Lá ele! Camisas e Coisas, especialista em Gestão Cultural, membro da AGRAL, torcedor do Bahia e pai de Maria.

Publicado originalmente no Ipolítica.

Hospital Costa do Cacau executa mais de 80 mil procedimentos no primeiro semestre || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

O Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC) encerrou o primeiro semestre de 2025 com total superior a 80 mil procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos. Os números foram divulgados pela Fundação Fabamed, responsável pela gestão da unidade da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

O Centro Cirúrgico do HRCC atingiu volume significativo de procedimentos, com um total de 3.072 cirurgias realizadas. Em janeiro, foram realizadas 447 cirurgias, seguido por um aumento em fevereiro, com 504. Março registrou 467, enquanto abril se destacou como o mês de maior produção, com 584 procedimentos cirúrgicos. Maio e junho mantiveram um ritmo elevado, com 542 e 528, respectivamente.

Na assistência ambulatorial, o HRCC executou vasta gama de procedimentos diagnósticos e clínicos, demonstrando a abrangência dos serviços oferecidos. Referente a procedimentos com finalidade diagnóstica no ambulatório foi registrado total de 58.732 atendimentos.

A evolução mensal foi notável, iniciando com 7.471 em janeiro e crescendo consistentemente para 13.199 em junho, “indicando uma crescente demanda e a confiança da população nos serviços de diagnóstico do hospital”. O que englobou atendimentos médicos e não médicos no ambulatório e na emergência totalizou 38.645 atendimentos no mesmo período.

Ainda foi mantida uma alta performance ao longo do semestre, com picos em março (7.693) e abril (8.426), refletindo a importância do HRCC no acompanhamento e tratamento de diversas condições clínicas.

Foram feitos 427 cirurgias ambulatoriais, conforme relatório. Embora o mês de janeiro não tenha registrado procedimentos, houve um crescimento significativo a partir de fevereiro (87), com o maior volume em maio (108), consolidando a capacidade do hospital em realizar intervenções cirúrgicas de menor complexidade em regime ambulatorial, otimizando o tempo de recuperação dos pacientes e a rotatividade dos leitos.

O Costa do Cacau ainda registrou, no período, 7 captações de múltiplos órgãos e 33 córneas. Cada doação captada pela equipe representa esperança de vida para aqueles que esperam na fila de transplante.

ALTA PRODUTIVIDADE

Para Julio Musse, diretor-geral do HRCC, os dados apresentados do primeiro semestre de 2025 reforçam o papel fundamental da unidade como pilar da saúde pública na Bahia. “Nossa alta produtividade em cirurgias e a vasta oferta de procedimentos ambulatoriais demonstram a dedicação e a competência das equipes do HRCC e da Fundação Fabamed na gestão hospitalar. O compromisso com a excelência no atendimento e a capacidade de resposta às demandas da população consolidam, cada vez mais, a nossa instituição como referência em saúde pública”, destacou.

Hospital em Itabuna faz captação de múltiplos órgãos || Foto Divulgação
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Santa Casa de Itabuna voltou a fazer uma captação de múltiplos órgãos. Foi na manhã deste domingo (8), no Hospital Calixto Midlej Filho (HCMF), após a família de um jovem autorizar a doação. O rapaz, de 18 anos, teve morte encefálica confirmada. Um helicóptero fez o transporte dos órgãos para Salvador.

A cirurgia de doação feita em conjunto com a equipe de captação de órgãos da Central Estadual de Transplantes da Bahia. Após a retirada, policiais do 15º Batalhão fizeram a escolta da ambulância até o Aeroporto Jorge Amado, em Ilhéus, o que garantiu o transporte seguro e rápido para que os órgãos chegassem aos pacientes transplantados, em Salvador.

A doação de órgãos só ocorre com a autorização da família. Por isso, a orientação é que todos conversem em casa e deixem claro seu desejo de ser doador, uma atitude que pode salvar até oito vidas. “É um ato de amor que transforma dor em esperança. Nosso reconhecimento e profunda gratidão à família do jovem doador, que, mesmo em um momento de luto, fez questão de dizer sim à vida”, afirma a enfermeira da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), Patrícia Betyar.

Em um ato simbólico de respeito, empatia e gratidão, médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais da Santa Casa de Itabuna formaram um corredor humano para a passagem dos órgãos e da família do doador. A homenagem foi conduzida pela equipe multiprofissional e a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), com apoio da direção do Hospital Calixto Midlej Filho.