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Essa não era apenas mais uma briguinha de marido e mulher. Nilton Fabiano Nunes Gonçalves, 29, e Simone Kuere Maria Flores, 22, “caíram” durante uma briga na rua Macaúbas, no Rio Vermelho, em Salvador.
Talvez não achassem que estavam passando da conta e despertando a atenção dos puliça. Uma guarnição da 12ª Companhia Independente da PM foi acionada e talvez tenha se surpreendido com o que encontrou.
Na casa dos brigões, a polícia encontrou 50 quilos de maconha, R$ 1,9 mil em espécie, dois jogos de placas de carro e três veículos (Ford Fiesta e EcoSport e um GM Corsa). Ainda havia uma pistola PT.380.
Os policiais ainda chegaram a um sócio do casal. Valdiro Alves do Nascimento, 47, que também foi chamado para uns dedinhos de prosa com os “hômi”. O trio está na delegacia dos Barris. A prisão ocorreu há pouco.

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A polícia divulgou a identidade da quadrilha que aterrorizou Ibicuí ontem à tarde. Cinco bandidos tentaram assaltar a agência dos Correios e ainda fizeram duas famílias reféns no bairro Mandacaru, próximo à delegacia da cidade.
A quadrilha era liderada por Agnaldo Santana, o Nego Regi. Natural de Ibicuí, o bandido reside há alguns anos em Salvador. A polícia acredita que os outros quatro membros do bando são da capital baiana e foram à cidade para cometer o crime.
Os demais participantes são Leandro da Silva Jordão de Oliveira, o Paulista, e Roque dos Santos Melo, além do assaltante “Gordo”, que conseguiu fugir mesmo baleado na perna. O quinto bandido, morto no tiroteio com a polícia, foi identificado como Gerson Rodrigues Saturnino.

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O casal Colombiano e Catarina foram executados em Salvador.

Rodoviários e sindicalista baianos promovem manifestação pública, na próxima sexta-feira, 9, para cobrar agilidade na apuração do duplo homicídio que vitimou o sindicalista Paulo Colombiano e a sua esposa Catarina Galindo. O casal foi executado no último dia 29, em Salvador, a poucos metros do condomínio onde residia, em Brotas.

Os manifestantes vão pedir a punição dos mandantes e executores de Paulo e Catarina. Colombiano era tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários de Salvador e suspeita-se que as mortes estariam relacionadas a disputas dentro da entidade. Paulo e Catarina foram assassinados a tiros de pistola por dois homens. A manifestação ocorrerá no Campo Grande, às 15h da próxima sexta.

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Daniel Thame

Se uma imagem vale mais do que mil palavras, como diz o chavão, ainda que uma palavra possa também valer mais do que mil imagens, só há uma palavra que talvez traduza a foto de Oziel Aragão: dor.

A dor de uma mãe impotente diante da morte brutal do filho único, um jovem de apenas 18 anos, executado com 20 tiros, na porta de casa.
Quase um tiro para cada ano da breve vida do rapaz.
Como têm sido breves as vidas dos nossos adolescentes e dos nossos jovens, abatidos em pleno voo pela brutalidade, empurrados pela falta de oportunidades para a estrada invariavelmente de mão única das drogas e da marginalidade.
Sim, o jovem assassinado tinha envolvimento com o tráfico de drogas e sua morte, pela forma como ocorreu, tem todas as características de vingança.
Mas o que chama a atenção e nos remete a uma reflexão não é necessariamente o corpo ensangüentado e sem vida, estendido no chão.
É o desespero, indescritível, da mãe diante do filho que se foi precocemente.
Ela, na sua dor que dói em todos nós, reflete um pouco da dor de tantos pais e  tantas mães que vêem, impotentes, seus filhos queridos se desviarem para o caminho errado, não raramente por falta de oportunidades de seguirem o caminho certo.

A dor da mãe, que a foto faz doer ainda mais, é daquelas coisas que desmontam qualquer teoria simplista.

Reflete a dor de todos os que não caem na armadilha simplista de que se trata de um marginal a menos, porque poderia haver sim um marginal a menos se esse e tantos jovens não tivessem, primeiro no consumo de drogas e depois no tráfico e seus subprodutos, a saída para a exclusão em que quase sempre vivem.
A dor da mãe, que a foto faz doer ainda mais, é daquelas coisas que desmontam qualquer teoria simplista, porque não se trata de um simples caso de polícia (ou da falta de polícia) e sim de algo mais amplo.
Que passa, necessariamente, pelo comprometimento das autoridades e de toda a sociedade, para que habitemos uma cidade, um estado, um país e um planeta onde a desigualdade não empurre tantos jovens para a carnificina.
Nem produza cenas como a  dessa mãe diante do filho morto, em que um jovem tenta amparar a mulher e um cachorro, se inteligência tivesse, certamente estaria a conjeturar quem são os verdadeiros animais.
Daniel Thame é jornalista e autor do livro Vassoura.
Leia também www.danielthame.blogspot.com

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Protesto fechou rodovia em Camacan (Foto Costa Filho).

Cerca de 400 pessoas fecham os principais acessos ao município de Camacan, no sul da Bahia. A manifestação é contrária a posicionamento do Ministério Público estadual, que havia considerado arbitrária a ação das polícias Civil e Militar na caça aos bandidos que mataram o taxista Egmar Pereira Silva, “Grande”. A maioria dos manifestantes está concentrada nas proximidades da estação rodoviária do município, em frente ao MPe.

O corpo do taxista Egmar Pereira Silva foi encontrado às margens da estrada que liga o centro da cidade ao distrito de Jacareci (BA-002). “Grande” foi assassinado com 15 golpes de faca e facão (relembre aqui).

A polícia chegou aos assassinos por meio de imagens de uma câmera de segurança na praça onde trabalhava o taxista. Na operação policial, morreram os irmãos Elizenilton Pimentel e Marcelo Rodrigues Pimentel, que teriam partido para o confronto. Outros três bandidos foram presos.

O presidente da Associação de Praças da Polícia Militar-Itabuna (APPM), sargento Antônio Cavalcante, disse que a entidade acompanha os protestos em apoio aos policiais que estão sendo acusados de execução. O Pimenta não conseguiu falar com a promotora pública Cleide Ramos, que atua no caso. As informações são do repórter Costa Filho, da rádio Jornal.

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Leandro Antônio dos Santos Araújo espalhava o terror nos bairros Santo Antônio e São Lourenço, em Itabuna. Era tido como um dos chefes do tráfico na região do Santo Antônio e constantemente promovia tiroteios tendo como alvo gangues adversárias.

“Léo Churrasco” foi executado com 20 tiros na porta de casa, por volta das 17 horas deste domingo. Os autores dos disparos de pistola 380 não foram identificados. Coincidentemente, há um ano morria outro “Léo Churrasco” – esse, da região do Corbiniano Freire. Com informações do Xilindró Web.

IMAGEM QUE ASSUSTA: Mãe de "Léo Churrasco" chora a morte do filho. Cada vez mais, jovens perdem a vida no tráfico (Foto Oziel Aragão/Xilindró Web).
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As imagens captadas por uma câmera de segurança em frente à praça onde trabalhava Egmar Pereira, 52 anos, ajudaram a polícia a prender três dos envolvidos no assassinato do taxista em Camacan. Outros dois morreram em confronto.

O crime ocorreu na noite do domingo, 20, quando os cinco assaltantes pediram uma corrida para o distrito de Jacareci, às margens da rodovia BA-002 (relembre aqui). Os marginais que morreram no confronto com a polícia ontem à tarde foram identificados como Elizenilton Pimentel e Marcelo Rodrigues Pimentel.

Os demais Josemar Pimentel, irmão dos mortos no confronto, Leonardo Jesus Almeida e uma menor de 17 anos, grávida.  Leonardo é apontado com autor dos 15 golpes de faca desferidos no corpo do taxista Egmar Pereira, conhecido como Grande.

O clima na cidade ainda é tenso. Taxistas e populares ameaçavam invadir a delegacia de Camacan, ontem, para atear fogo nos corpos dos bandidos e, também, linchar os demais suspeitos de participação no crime.

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Luandson, a criança assassinada, e Alisson atendido pelo Samu após espera de 1 hora (Foto Xilindró Web).

A polícia ainda não identificou os três homens que executaram Luandson Passos Reis, 10 anos, no início da tarde desta quarta-feira, 9, no bairro Pedro Jerônimo, em Itabuna. O trio de bandidos visava Alisson Santos de Oliveira, 22, que levou tiros nas costas e no abdome.

O crime aconteceu na rua São Paulo, onde morava a criança que acabava de sair de casa para, segundo a família, “comprar sal”. Os homens chegaram fortemente armados e dispararam em Alisson e em Luandson.

Testemunhas dizem que os marginais efetuaram os disparos mesmo com Luandson inerte, no chão, após o primeiro tiro. Logo em seguida, os bandidos fugiram em um Volkswagen Polo.

O trio levou o veículo para a estrada Itabuna-Ibicaraí (BR-415). Nas proximidades de Ferradas, os bandidos tocaram fogo no carro e fugiram em duas motos, de acordo com testemunhas. Com informações do blog Xilindró Web.

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Yulo Oiticica

.O Brasil vai investir R$ 410 milhões até o final deste ano no combate ao crack. Os recursos estão previstos no Plano Integrado para Enfrentamento do Crack, lançado recentemente pelo presidente Lula. O dinheiro será investido em treinamento de profissionais de saúde e assistência social para acompanharem usuários e famílias. É o advento de um luta longa, contra uma droga nova, devastadora, que por ser barata alcança muitos usuários e que o governo precisará do apoio de estados, municípios e da sociedade para enfrentar o problema.

É um ledo engano pensar, contudo, que a idéia surgiu de dentro do gabinete do presidente. Apesar da hipersensibilidade do companheiro Lula, coube a igreja católica, ao longo dos anos, o papel de conduzir a opinião pública até o cerne desta problemática: a família. Ao convocar, todos os anos, a sociedade a refletir através das Campanhas da Fraternidade, a igreja católica assumiu o seu papel pastoril, soerguendo a instituição familiar a sua condição suprema, de núcleo da sociedade.

Quem também defende esta tese é o governador Jaques Wagner. Enfadonho e repetitivo para alguns, o chefe do executivo baiano convoca, rotineiramente, independente do muxoxo deste ou daquele, como se fosse um rabino, pastor ou padre, principalmente no interior do estado, os pais e as mães desta Bahia afora a acompanharem o dia a dia dos seus filhos.

Assim como a igreja católica, Lula e Wagner assumem o papel dos verdadeiros líderes, dando o exemplo de cima, compartilhando responsabilidades, sem fáceis promessas, nem tão pouco palavras ao vento. Fazem isso porque sabem que é uma discussão que extrapola as capilaridades dos governos, adentrando necessariamente no bojo das famílias brasileiras. É uma luta de todos.

Por outro lado, o governo não deixa de cumprir o seu papel. Planejamos uma ação dividida em áreas como saúde, segurança e assistência social aos ex-consumidores de crack, além de uma campanha nacional de prevenção e conscientização sobre o risco da droga. Já estão sendo instalados 11 postos de fronteira que ajudarão no combate ao tráfico de crack no país.

Arregaçar as mangas significa reavivar as conversas familiares, dispondo de mais tempo para os entes.

Na área da saúde, até o final deste ano, será dobrado o número de leitos para receber dependentes químicos. Hoje são 2,5 mil leitos que devem ser ampliados para 5 mil. Iremos ampliar os Consultórios de Rua, postos que levam equipes de saúde – assistentes sociais, auxiliares de enfermagem e profissionais de saúde mental – até os locais onde os usuários de drogas se reúnem. Vamos desarticular as cracolândias.

Para o êxito dessas tarefas é preciso unificar a sociedade. Mas, especialmente, rediscutir de maneira sistemática o papel da família e da religião para combater o crack. Neste sentido, arregaçar as mangas significa reavivar as conversas familiares, dispondo de mais tempo para os entes. Tornar os templos religiosos em locais propícios para conversar, sem discriminações, sem amarras, abertos para o diálogo com as pessoas e os seus problemas.

Infelizmente, vão surgir neste período eleitoral candidatos com soluções mágicas, munidos por varas de condão encontradas numa esquina qualquer chamada “oportunismo”. Mas, como diria Santo Agostinho, “o orgulho é a fonte de todas as fraquezas, por que é a fonte de todos os vícios”. E sabemos que não será com o orgulho que iremos vencer a luta contra o crack no Brasil.

Yulo Oiticica é deputado estadual (PT) e presidente das frentes parlamentares da Juventude e da Assistência Social na Assembléia Legislativa da Bahia.

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Situação vexatória para a polícia civil de Itajuípe. Não bastasse a fuga de seis presos da cadeia pública, nessa madrugada, os meliantes ainda tiraram onda. Deixaram, no local, um cartaz em que traduziam a realidade da coisa: “Faça outra que essa é de papelão, Feliz São João”.

Em tempo: os presos que fugiram foram Aroaldo Ancelmo de Carvalho, o “Neném”, Antonio Regis J. Oliveira, também conhecido pelo sugestivo apelido de “Binho Traficante”, Alex Moreira dos Santos, Ednaldo Araujo dos Santos, o “Leo Carroceiro”, Fabricio Souza Santos, o “Bio”, e Rosevaldo José Santos, que também atente por “Geleia”.

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Geddel em Ilhéus: "Cacete" nos adversários e esperança para o eleitor (Foto José Nazal).

A campanha peemedebista parece ter encontrado o ‘caminho’ para tentar fazer do deputado federal e ex-ministro Geddel Vieira Lima o vitorioso das urnas em outubro na disputa pelo Palácio de Ondina. Em Ilhéus, ontem à tarde, ele deu pistas de qual será sua estratégia na guerra eleitoral contra o ex-aliado Jaques Wagner (PT) e o ex-governador Paulo Souto (DEM).

Para um público de aproximadamente 300 pessoas, num encontro com lideranças regionais do seu arco de alianças, Geddel iniciou discurso afirmando estar angustiado, triste com a Bahia de hoje.

No script, primeiro vêm os índices da criminalidade no estado, depois a saúde. Bate na educação, no programa de alfabetização Topa (“é uma variante do Todos pela Educação, do governo federal”). E, na tribuna do plenário da Câmara, prega a la Edir Macedo. Gesticula bastante, bate a mão no pedestal à semelhança de um pastor ou juiz após anunciar sentença. Tá tudo errado, imagina.

Geddel: eleição de petista foi milagre.

Os gestos e as palavras são bem escolhidos para animar a militância, afinal, ele possui 9% nas pesquisas, apesar de estar em campanha desde junho do ano passado, quando rompeu oficialmente a aliança com o atual governador Jaques Wagner.

E sobre as pesquisas, diz que estas de nada valem neste momento. Se põe a lembrar do ex-aliado Jaques Wagner. Em maio, junho de 2006, prega, o petista pontuava com 5%, 10% das pesquisas. “Ninguém acreditou que fossemos capaz de produzir esse milagre [da eleição de Wagner, ainda no primeiro turno]“, acentua, para dizer aos militantes que o povo o tinha como guia de cego naquele início de campanha com índices desanimadores.

Ou seja, se vê hoje como Wagner em 2006. É o discurso “motivacional”. Para dar tons mais dramáticos, pontua que luta contra um governo de gasto diário de R$ 500 mil em propaganda no ano passado.

Paulo Souto começou com 70%, e tomou cacete no primeiro turno.

Souto "tomou cacete no 1º turno".

Do outro lado, o adversário Paulo Souto estava com belos índices de aprovação de governo. “É um que tem uma autoridade muito grande pra falar de pesquisa. Porque começou com 70% e tomou cacete no primeiro turno”.

Os termos e a inflexão na voz têm objetivo: mais do que dizer, convencer o seu “rebanho” de que tem chances. “Acreditem no sonho, se alimentem da esperança, arregacem as mangas e vão pras ruas”.

Após falar de sua angústia com a violência que viceja por estas terras de Todos os Santos e das famigeradas pesquisas, lembra que já espalharam todo tipo de boato para minar a sua campanha.

E aponta como autores das maldades os ex-amigos do PT. – Disseram que Lula me tirararia do Ministério [da Integração Nacional], depois diziam que João Henrique estava brigado comigo, que Edmundo Pereira iria para o PCdoB, que eu não faria sucessor no ministério, que Lula, nas viagens à Bahia, iria mandar eu retirar a candidatura.

Depois de enumerar todos os boatos acima, constata, para alegria das três centenas de militantes: “e como um castelinho de cartas, todas as mentiras foram sendo derrubadas”. Àquele momento, a militância entra numa espécie de êxtase.

O que dizem de mim? Que fui um preguiçoso, omisso ou corrupto? Não.

Hora de falar de suas qualidades, não sem antes pontuar o que imagina como defeitos alheios, “reforço” de que não será um enganador: – o que dizem de mim? Que fui um preguiçoso, omisso ou corrupto? Não. O que eles dizem de mim é que investi demais no estado. É que privilegiei a Bahia, fazendo com que 300 municípios tenham a marca do meu trabalho. Isso é o que respalda o meu discurso.

Aqui, uma pausa para relembrar aos militantes o que “a mídia preconceituosa do sul” fez contra ele: foi “condenado” porque repassou 60% dos recursos de combate às enchentes, para a Bahia. De origem carlista, Geddel segue, aqui, a estratégia do seu criador, Antônio Carlos Magalhães, que tratava de carrear para os seus aliados na Bahia quase todos os recursos federais para o estado. Talvez 5% ficassem para os adversários.

O peemedebista se diz preparado para assumir o governo. Afirma que Souto teve oito anos para poder fazer algo pelo Estado e Wagner, qualificado como omisso e incompetente, quatro anos. Agora, diante dessa Bahia tida como sem rumo, é a sua vez. “O que tenho a lhes oferecer é a esperança”.

Sobre Wagner, disse que saiu do seu governo quando percebeu que essa era uma gestão que não mais lhe alimentava sonhos. Se não alimentou, apressou, como se vê: o de ser eleito novo mandatário da Bahia, ainda em 2010. As projeções miravam 2014, por conta da ruptura inevitável.

Em Salvador, um carro é roubado a cada hora.

À esquerda da tribuna da Câmara, o ex-deputado e candidato a uma vaga na Assembleia Legislativa, o médico Renato Costa, se achega ao blogueiro e constata: “Discurso matador”. As palavras, escolhidas com precisão quase cirúrgica, de fato, empolgaram a multidão. Mas a bola da vez é mesmo seu ex-aliado.

Wagner para adversários: "mágicos" (Foto José Nazal).

Wagner, poucas horas antes, estava no Hospital Regional Luiz Viana Filho, para entregar obras e anunciar outras importantes, além de alertar eleitores contra “os mágicos que vão aparecer na televisão com uma cartolinha” com solução também mágica para todos os males. Uma panaceia. Dizia isso quando falava de segurança pública.

E ainda versando sobre segurança, Geddel fala que não se pode atribuir ao crack – como tem feito o governo – os milhares de homicídios ocorridos no estado, e outros tipos de crimes. “Em Salvador, um carro é roubado a cada hora. Em Feira de Santana, neste mês, duas mortes a cada dia”.

Depois dos dados, promessa. Em seu governo, o secretário de Segurança Pública não será de fora das polícias Civil ou Militar. Os dois nomes de Wagner na segurança pública tiveram ou têm como origem a Polícia Federal. Para Geddel, este é um fato que desestimula os policiais. E lembra que os federais têm contracheques gordinhos se comparados aos de militares e civis. “Ganham três ou quatro vezes mais. É desestimulante”.

Ali, Geddel está acompanhado de alguns deputados e também do senador César Borges. Este, foi o penúltimo a falar. Borges disse que não era homem de ser seduzido, na idade que tem, por falsas promessas. Tratava-se de ataque direto ao governo. Por isso, aliou-se a Geddel em vez do “omisso” Wagner.

Voltemos ao ex-ministro: o peemedebista critica a lentidão do governo no licenciamento e obras do Porto Sul, que se arrastam “há quase quatro anos”. Nem o projeto do porto público foi entregue ainda, acrescentou. Falou de empregos, da falta de ações no sul da Bahia. Num tom que se pretendia messiânico, encerrou pedindo uma ‘chancezinha’. Depois de abraços dos correligionários e novos aliados, Geddel falou de… pesquisas ao Pimenta.

Crença em pesquisa? (Foto Pimenta)

Deputado, o senhor relembrou a história de Wagner em 2006. Hoje, o senhor tem índices parecidos com os dele naquele período.

(interrompe) Não, não.

O Vox Populi diz que o sr. tem 9%?

Eu tenho pesquisas que mostram que nosso índice é muito maior que isso.

O sr. não acredita no Vox Populi?

(irônico) Eu acredito em todas as pesquisas. Só estou dizendo que tenho pesquisas internas que já nos mostram num patamar bem acima desse. Mesmo que considere esse, não pode ser diferente. [O desempenho] vai melhorando à medida que completamos a chapa, as pessoas conheçam nossas propostas e posições e a nossa estrutura fortíssima de aliança participe do processo, fazendo o debate.

Mas a pergunta é: o sr. considerou a eleição do seu ex-aliado um milagre. A sua, acontecendo em 2010, também o seria?

Claro que não. A posição lá [em 2006], era absolutamente diferente. O ex-governador [Paulo Souto] tinha, à época, 70% de aprovação. O atual governador, com toda a estrutura, toda máquina, toda propaganda, não passa de 38% [44%, segundo o Vox Populi].

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Do A Região

Um dos suspeitos de envolvimento na morte de Larissa Alves de Andrade, de 6 anos, morreu em uma troca de tiros com a polícia de Ilhéus. William Oliveira de Souza, o “Gugu”, de 15 anos, estava escondido em uma fazenda da região.

Guga estava próximo ao bairro Salobrinho quando a polícia chegou. Ele e um comparsa ainda não identificado resistiram à prisão, atirando na viatura da polícia, que reagiu e acertou o menor. O comparsa de Gugu conseguiu fugir do cerco policial.

O menor era acusado de ter disparado o tiro que acertou a estudante Larissa Alves, no bairro Teotônio Vilela, em Ilhéus. A criança estava brincando na rua da Liberdade quando foi iniciada uma troca de tiros entre bandidos.

A menina tentou pegar as sandálias e fugir, mas não teve tempo e acabou atingida por três tiros. A vizinha Ana Lúcia Freitas Ramalhete, de 12 anos, foi atingida na perna, mas sobreviveu. A polícia segue tentando prender os acusados.

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A polícia prendeu dois dos quatro suspeitos de matar o delegado Clayton Leão Chaves. Os criminosos foram presos ainda em Camaçari, ao final da tarde desta quarta, no Parque Verde e Gleba. A dupla foi levada para Salvador.

Autoridades policiais não confirmaram se um dos quatro bandidos que participaram do crime tombou em confronto com a polícia, também ontem à tarde. A promessa é de que os dois suspeitos presos sejam apresentados à imprensa na manhã desta quinta, 27. Os nomes dos suspeitos são Rinaldo Valença de Lima e Edson Cordeiro.

No áudio abaixo, confira o momento em que o delegado concedia a entrevista à Líder FM e foi executado pelos bandidos. São momentos de desespero. Clayton Leão ainda pede clemência (“peraí, peraí”), ignorada pelos criminosos. Ele estava com a esposa ao lado, numa estrada de acesso a Camaçari. Aos 33 anos, o delegado deixa esposa e dois filhos.

O áudio foi reproduzido pelo Nas ondas do rádio, de Marcelo Soares.

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Informações divulgadas pelo programa Se Liga Bocão, apresentado por Zé Eduardo na TV Itapoan, apontam que um policial militar teria sido o autor dos três tiros que mataram o delegado Clayton Leão, 33, nesta manhã, em Camaçari, na região metropolitana de Salvador.

O autor dos disparos, segundo o programa televisivo, seria sargento da PM e está sob investigação por seu envolvimento com o tráfico de drogas. Emissoras de televisão e rádio reproduzem, a todo momento, áudio com os momentos de horror vividos na estrada da Cascalheira, em Camaçari, nesta manhã.

Clayton Leão foi assassinado enquanto concedia entrevista à Líder FM, de Camaçari. Quatro homens fecharam o carro do delegado, que encontrava-se estacionado, e efetuaram os disparos. Os marginais estavam num carro branco, de placas vermelhas.

O delegado começava a falar das investigações do “Caso Glauber”, quando percebeu a aproximação e ficou sob a mira de uma arma. Antes dos disparos fatais, ele ainda pediu clemência: “peraí, peraí”. Tudo no ar. Clayton estava acompanhado da esposa, de nome não divulgado. Ela não foi atingida pelos disparos. O policial levava a esposa para o trabalho.

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Clayton dava entrevista a uma emissora (Foto A Tarde).

O delegado Clayton Leão, titular da 18ª CP de Camaçari, foi assassinado na manhã desta quarta-feira (26), enquanto concedia entrevista a uma emissora de rádio. O delegado havia estacionado o veículo para falar à rádio Líder, sobre segurança pública.

Segundo o radialista Raimundo Rui, a entrevista já durava mais de dez minutos. “Ouvimos um estampido e ele (Clayton) falar ‘peraí, peraí’ e a esposa dele pedir socorro. Achamos que foi um acidente (de carro), mas depois ouvimos a esposa dizer que ele foi atingido”, afirmou o radialista ao jornal A Tarde.

Três homens interceptaram o veículo em que estava o delegado e efetuaram os disparos. Clayton era tido como dos melhores nomes da polícia baiana e se destacou pela ofensiva contra o tráfico de drogas em Camaçari, onde chegou no final do ano passado.

Policiais do Comando de Operações Especiais (COE), Caatinga e Rondas Especiais (Rondesp) estão no local do crime, além de delegados e do delegado-chefe da Polícia Civil, Joselito Bispo. Um helicóptero da Polícia Militar (PM) ajuda nas buscas aos criminosos. Familiares de Clayton acompanham a ação, informa A Tarde.