Verba é destinada ao Hospital Calixto Midlej Filho || Foto PIMENTA
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A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) firmou contrato no valor de R$ 1,2 milhão com a Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, mantenedora do Hospital Calixto Midlej Filho. O recurso será repassado por meio de emenda parlamentar destinada à unidade hospitalar.

De acordo com o extrato do Contrato nº 051/2026, publicado pela Sesab, os recursos serão utilizados conforme o plano de trabalho apresentado pela instituição, seguindo as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde para a transferência de emendas parlamentares. O contrato prevê o repasse em parcela única. A execução ocorrerá sob regime de empreitada por valor global.

Referência em atendimento de média e alta complexidade no sul da Bahia, o Hospital Calixto Midlej Filho atende pacientes de Itabuna e de dezenas de municípios da região. O aporte financeiro reforça a capacidade de investimento da unidade, que integra a rede conveniada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Atendimento é ofertado às sextas no Materno-Infantil || Foto Divulgação
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O Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, retomou o atendimento especializado em endocrinologia no ambulatório. A unidade voltou a ofertar o serviço às sextas-feiras à tarde, após período sem atendimento por falta de especialistas credenciados.

Neste primeiro momento, o médico Marivã Viana Santos prioriza gestantes de alto risco com diabetes e a população trans. As consultas ocorrem em semanas alternadas, com foco no controle glicêmico durante a gestação e no acompanhamento hormonal do público trans.

A retomada atende demanda reprimida. Pacientes que já faziam tratamento voltaram a ser atendidas, com expectativa de regularidade no serviço e oferta de exames. A comunidade trans também conta com acompanhamento psicológico na unidade.

O hospital organiza a agenda das gestantes e entra em contato com as pacientes. A direção destaca que o serviço reforça o papel da unidade na Rede Alyne, voltada à redução da mortalidade materna e infantil, com atendimento especializado e integrado.

SCMI tem dois projetos aprovados pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica || Foto Divulgação
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A Santa Casa de Misericórdia de Itabuna recebeu autorização do Ministério da Saúde para captar R$ 12,8 milhões destinados à modernização do serviço de Oncologia. Os recursos, aprovados por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), vão fortalecer o atendimento a pacientes com câncer assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) nos públicos infantil, infantojuvenil e adulto.

Do total autorizado, a maior parte será direcionada à aquisição de um aparelho de ressonância magnética para o Hospital Calixto Midlej Filho (HCMF). O projeto prevê captação de até R$ 10.921.961,00, por meio de dedução fiscal, para a compra do equipamento.

A nova tecnologia deve impactar diretamente a agilidade dos exames e a redução do tempo de espera dos pacientes. Segundo a direção da instituição, a incorporação do equipamento permitirá maior precisão diagnóstica, além de contribuir para o diagnóstico precoce, o acompanhamento terapêutico e o aumento das chances de cura.

O equipamento aprovado é uma ressonância magnética de 3,0 Tesla (3,0 T), tecnologia de alta resolução que possibilita a identificação de lesões pequenas e sutis. Esse nível de detalhamento é fundamental para o mensurar a extensão do câncer e para a definição de intervenções mais rápidas e eficazes.

BRAQUITERAPIA

Outro projeto aprovado pelo Ministério da Saúde contempla a modernização do Serviço de Braquiterapia do Hospital Manoel Novaes. Para essa etapa, a Santa Casa está autorizada a captar até R$ 1.911.712,92, valor que será destinado à substituição de equipamentos com mais de duas décadas de uso, hoje defasados em relação às tecnologias disponíveis.

A braquiterapia é uma modalidade de radioterapia em que os aplicadores são posicionados em contato ou muito próximos ao tumor, permitindo a aplicação de altas doses de radiação em curto período. Dependendo do caso, o tratamento exige menos sessões do que a radioterapia externa. No Brasil, a técnica é utilizada principalmente no tratamento de tumores de próstata, mama, cabeça e pescoço, além de neoplasias ginecológicas.

Com a atualização dos equipamentos, a capacidade anual do serviço deve saltar de 512 para até 2.000 procedimentos.

COMO AJUDAR

O Pronon permite que instituições de saúde que atuam no combate ao câncer captem recursos a partir da destinação de parte do imposto de renda de pessoas físicas e empresas. Os valores arrecadados são aplicados em ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e reabilitação oncológica.

Interessados em apoiar os projetos podem obter informações junto ao setor de Gestão de Projetos da Santa Casa de Itabuna, pelo telefone ou WhatsApp (73) 98802-6675, ou pelo e-mail projetos@scmi.org.br

Sesau vê com preocupação falta a procedimentos agendados via SUS || Foto PMI
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A Secretaria de Saúde de Ilhéus manifestou preocupação com as faltas injustificadas de pacientes a consultas médicas e exames agendados por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a Pasta, as ausências sem aviso prévio causam prejuízo ao funcionamento da rede e a outros pacientes que aguardam atendimento.

De acordo com a supervisora da Regulação do Município, Daniele Machado, quando um paciente confirma a presença em um exame ou consulta e não comparece, sem aviso prévio, a vaga é perdida. “Isso significa que outra pessoa, que estava aguardando na fila, deixa de ser atendida. Em casos como ressonância magnética, que tem uma demanda muito grande, se dez pacientes faltam, são dez oportunidades desperdiçadas para quem realmente precisa do procedimento”, explicou.

Ainda conforme a gestora, se a ausência for informada num intervalo de 48h a 24h antes da data agendada, é possível remanejar a vaga. “Nos casos de cancelamento, conseguimos reaproveitar a vaga. Mas, quando há falta sem aviso, não há como reagendar em tempo hábil, e a oportunidade é perdida”.

É possível informar a impossibilidade de comparecimento ao exame ou à consulta ao setor de marcação da unidade de saúde onde o paciente agendou o procedimento, informa a supervisora. Também é recomendável que os pacientes mantenham atualizados os dados cadastrais, o que permite o contato da regulação para o agendamento de serviços.

Itabuna é um dos municípios habilitados para receber recursos do SUS || Foto Zé Drone
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O Ministério da Saúde publicou portarias que definem valores de recursos para o financiamento de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) executados pelos estados, municípios e Distrito Federal. Levantamento do PIMENTA mostra, abaixo, repasses autorizados para municípios do sul da Bahia.

Publicada no último dia 23, a Portaria MS 7.052/2025 autoriza o envio de recursos para o financiamento do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. Na região sul do estado, a maior fatia, de R$ 1.549.676,40, vai para Itabuna. Depois, vêm Ilhéus, com R$ 1.527.450,00, e Canavieiras, com R$ 287.611,20.

A lista tem ainda R$ 243.795,60 para Itacaré e R$ 198.696 para Camacan. Acesse a relação completa neste link.

ATENÇÃO ESPECIALIZADA À SAÚDE

Já a Portaria MS 7.284/2025, desta terça-feira (24) de São João, autorizou o Distrito Federal, estados e municípios a receber recursos referentes ao incremento temporário ao custeio dos serviços de Atenção Especializada à Saúde. Na leva atual, Ilhéus é o único município do sul da Bahia habilitado para a obtenção da verba, que será de R$ 500 mil, em transferência única.

HRCC tem nova administração || Foto Sesab
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A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) passou a administração do Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, para a Fundação Fabamed. A organização social substitui, a partir desta quinta-feira (2), o Instituto de Gestão Aliança/Instituto Brasileiro de Desenvolvimento da Administração Hospitalar (IBDAH).

A Fabamed venceu processo licitatório da Sesab para gerir o Hospital por cinco anos. Com 23 anos de experiência em serviços de saúde, a Fundação administra mais de 1.100 leitos distribuídos em 12 hospitais e cinco Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) na Bahia.

O quadro profissional da Fabamed é formado por 3.800 colaboradores. Seu histórico de atuação inclui unidades como o Hospital Estadual 2 de Julho, em Salvador, e o Hospital Regional da Chapada, em Seabra.

ESTRUTURA DO HRCC

O Hospital Regional Costa do Cacau dispõe de 225 leitos, sendo 30 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e é referência para 2,5 milhões de pessoas de 89 municípios da macrorregião sul da Bahia. Totalmente dedicada ao Sistema Único de Saúde (SUS), a unidade presta serviços em áreas como cardiologia, neurologia e ortopedia.

Diretor Egídio Feitosa apresenta balanço trimestral do HRCC || Foto PIMENTA
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Do PIMENTA

A direção do Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, promoveu a segunda reunião do Conselho Comunitário, formado por representantes dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), administração da unidade, povos originários, Maçonaria, Câmara dos Dirigentes Lojistas de Ilhéus (CDL) e Igreja Católica. No encontro, a equipe técnica apresentou dados do fluxo de atendimentos no primeiro trimestre deste ano.

Nesse período, o setor de emergência do Hospital funcionou sobrecarregado, com ocupação acima de 100%. Segundo o balanço, o Costa já chegou a ter mais de 120 pacientes num local feito para acolher 45.

Ouvido pelo PIMENTA, o médico intensivista Egídio Feitosa Filho, diretor técnico do Hospital, afirmou que o setor funciona com alto desempenho, sob os cuidados de diversos profissionais. “É uma emergência com qualidade, do SUS, que tem todas as especialidades médicas e cirúrgicas. Temos neurocirurgião, cirurgião vascular, urologista, cirurgião geral etc.”.

Apesar da capacitação da equipe, segundo o diretor, a emergência é o maior desafio no cotidiano do Hospital. Porém, os casos são resolvidos de forma satisfatória, afirma. “No final, temos uma avaliação muito positiva, mas ainda é um lugar que precisamos criar uma dinâmica para melhor atender a essas pessoas, por conta de um volume grande de pacientes”.

De acordo com a direção do HRCC, a Secretaria da Saúde da Bahia contratou 36 leitos de retaguarda no Hospital São José, em Ilhéus, para receber casos menos graves. No entanto, tem havido dificuldades para transferir pacientes para a instituição privada, problema já notificado à Sesab.

REGULAÇÃO PRÉVIA

A equipe do Hospital Regional Costa do Cacau dialoga com as secretarias municipais de Saúde dos 91 municípios pactuados com a unidade, visando racionalizar o procedimento para o envio de pacientes. O principal objetivo é assegurar a regulação prévia. Segundo a direção, o Costa já recebeu 40 ambulâncias sem qualquer tipo de informação prévia em um só dia. Após diálogo com as prefeituras, mediado pelo Ministério Público da Bahia, o problema tem sido atenuado.

– Temos em torno de 53% dos atendimentos demandados por municípios sem regulação prévia. Apesar da porta aberta, precisamos de comunicação prévia, inclusive para o Hospital estar preparado para receber o paciente. Na grande maioria, os municípios pequenos não têm estrutura adequada de atendimento e vêm, sim, pacientes classificados como azul e verde, o que deveria ter sido resolvido lá [na cidade de origem do caso] – explicou o diretor Egídio Feitosa Filho.

REUNIÕES A CADA 90 DIAS

O médico ressaltou que as reuniões do Conselho Comunitário serão organizadas a cada 90 dias, para que o Hospital e a comunidade tenham interlocução direta. “Aqui a gente mostra o que acontece no Hospital. Trazemos os números, os atendimentos e qual foi a mudança que o Hospital trouxe para a nossa região. Mas o Conselho também está aqui para receber as demandas, para que a gente possa abraçar e tentar ajudar”.

Rosângela Melo: HRCC deve ser defendido por todos os segmentos || Foto PIMENTA

A médica pneumologista Rosângela Carvalho de Melo é professora da Universidade Estadual de Santa Cruz e coordenadora da Residência em Clínica Geral do Costa. No Conselho Comunitário do Hospital, representa o Conselho Regional de Medicina da Bahia (Cremeb). Para ela, a instância de controle social é um espaço democrático, em que os profissionais e usuários do SUS podem se manifestar e contribuir para o aperfeiçoamento do Hospital,

“O Hospital Regional Costa do Cacau foi uma grande conquista para essa região. Muitas coisas que eram barreiras, que não existiam na região, puderam ocorrer. Sempre existem melhorias a serem buscadas, mas eu acho que esse Hospital é uma instituição para ser defendida, com todas as forças, por todos os segmentos, usuários, médicos, enfermeiras, assistentes sociais, fisioterapeutas. Aqui encontramos um lugar para exercer a prática profissional com dignidade e qualidade”, concluiu.

Funcionários da Santa Casa aprovam greve || Foto PIMENTA
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Assembleia do Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos de Saúde de Itabuna e Região aprovou greve, por tempo indeterminado, nos três hospitais mantidos pela Santa Casa de Misericórdia de Itabuna (Manoel Novaes, São Lucas e Calixto Midlej Filho). Eles vão paralisar as atividades, a partir de segunda-feira (18), para cobrar o pagamento do salário de fevereiro, que venceu na quinta-feira da semana passada (7), mas ainda não foi pago a profissionais de Enfermagem e de outras categorias, informa o presidente do Sintesi, Raimundo Santana.

“A Santa Casa diz que não pagou porque o recurso que recebeu da Prefeitura  de Itabuna foi insuficiente. Agora, é com eles lá. Segunda-feira, na primeira hora, nós estamos na porta do hospital para paralisar”, complementa Raimundo, acrescentando que apenas 30% dos funcionários irão trabalhar.

SANTA CASA SE MANIFESTA

O trabalhadores aprovaram a greve na noite de ontem e comunicaram à Santa Casa na manhã desta sexta-feira (15). Ao PIMENTA, a direção da mantenedora afirmou que espera repasse de verba da Prefeitura de Itabuna para quitar os salários de fevereiro. A entidade busca interlocução com a secretária de Saúde do município, Lívia Mendes Aguiar, para tentar resolver o que chama de impasse.

O QUE DIZ A PREFEITURA

A Prefeitura de Itabuna informou, em nota enviada ao PIMENTA, que, neste mês, repassou R$ 2,1 milhões para a Santa Casa.

O Governo menciona o fato de a instituição não ter apenas o Sistema Único de Saúde (SUS) como tomador de serviço. “Em primeira análise, não há nexo causal para imputar ao município a responsabilidade pelo atraso salarial do funcionalismo daquela instituição, uma vez que há outras fontes de financiamento para o custeio de suas atividades, incluindo um plano de saúde próprio”, diz a nota.

A Prefeitura também argumenta que administra uma dívida histórica, herdada de gestões anteriores, com a instituição filantrópica. “A Secretaria Municipal de Saúde sempre repassa valores suficientes para que a instituição honre com os seus trabalhadores e sempre tem sensibilidade para dialogar, amenizando as urgências do complexo hospitalar da Santa Casa”.

Francisco Valdece anuncia fechamento de serviços da Santa Casa || Foto SCMI
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O provedor da Santa Casa de Misericórdia de Itabuna, Francisco Valdece, afirma que, em 2023, a Prefeitura de Itabuna acumula dívida acima de R$ 10 milhões com a instituição. Mantenedora dos hospitais Calixto Midlej Filho, Manoel Novaes e São Lucas, a SCMI atende à população por meio de convênios com o SUS. Segundo Valdece, apesar de receber recursos da União destinados ao financiamento da Média e Alta Complexidade (MAC), a Secretaria de Saúde de Itabuna repassa o dinheiro a conta-gotas para os prestadores de serviço.

“Neste ano, desde janeiro, a Prefeitura vem atrasando, atrasando, pagando aos pedaços. A Prefeitura nos deve, aproximadamente, R$ 12 milhões. A gente está numa situação desesperadora”, afirmou Valdece ao PIMENTA, por telefone. “Não temos dinheiro para pagar os salários dos empregados, comprar medicamentos e pagar às equipes médicas”, acrescentou.

De acordo com o provedor, o Calixto suspendeu os serviços de Ortopedia, porque os médicos do setor deixaram o Hospital por falta de pagamento. Ele disse que, logo, será obrigado a suspender as cirurgias cardíacas, pois não tem dinheiro para comprar os insumos dos procedimentos. “Nessa caminhada, não chega o Natal e nós vamos fechar a porta do Novaes, e as mulheres não vão ter onde ter filho, porque não tem medicamento, não tem médico e os empregados estão sem receber salário”.

O Ministério da Saúde envia, mensalmente, os recursos da MAC para o Fundo Municipal de Saúde de Itabuna. A parcela de dezembro, já na conta do município, foi de R$ 10.336.749. De acordo com a Santa Casa, cerca de R$ 6 milhões desse total deveriam ser repassados à instituição.

O QUE DIZ A PREFEITURA

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Itabuna respondeu que trabalha para diminuir a dívida com a Santa Casa e fez um repasse de R$ 1,3 milhão para a entidade filantrópica. Outra transferência, de R$700 mil, foi programada para hoje (13), segundo a gestão, que alega dificuldades financeiras.

GREVE EM PAUTA

Raimundo Santana: assembleia pode iniciar greve

Ao PIMENTA, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Estabelecimentos de Saúde de Itabuna e Região (Sintesi), Raimundo Santana, afirmou que, com o pagamento parcial do município, a Santa Casa quitou parte dos salários dos colaboradores. No entanto, como a maioria continua sem receber, o Sintesi manteve a assembleia convocada para esta quarta-feira (13), às 19h20min, na sede do Sindicato, na Rua Duque de Caxias, 488, Centro.

A pauta é a paralisação dos funcionários da Santa Casa de Itabuna até o pagamento de todos os trabalhadores com vencimento pendente. Caso a greve seja deflagrada, afetará os três hospitais da SCMI.

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A direção do Hospital Regional Costa do Cacau (HRCC), em Ilhéus, emitiu nota para esclarecer que todos os procedimentos realizados na unidade hospitalar são gratuitos. Por isso, qualquer tipo de cobrança feita em nome da instituição deve ser denunciada como tentativa de golpe.

“Caso alguém ligue ou solicite valores para realização de algum exame ou cirurgia no HRCC, denuncie imediatamente”, informa trecho do alerta feito nesta segunda (30). O texto ainda reforça que o hospital pertence ao Estado da Bahia e atende à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS), exclusivamente.

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O secretário de Saúde André Cezário informou que a Prefeitura de Ilhéus e o Governo da Bahia discutem o destino do convênio do Sistema Único de Saúde (SUS) com o Hospital Santa Dulce, antigo Vida Memorial. Hoje (30), a instituição privada anunciou a paralisação dos serviços de pediatria vinculados ao contrato público, devido à falta dos pagamentos referentes aos meses de janeiro e fevereiro deste ano.

“Reunimos hoje com o Estado para definir como ficará [a relação contratual]. Amanhã terá uma nova reunião”, resumiu André Cezário, em mensagem de texto enviada nesta noite ao PIMENTA.

A direção do hospital se manifestou por meio de nota publicada no site Ilhéus.net. O texto informa que, em setembro de 2021, portaria do governo do estado estabeleceu que todos os atendimentos de pediatria seriam concentrados no Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, inaugurado em dezembro. No entanto, segundo a gestão da entidade, a vigência do contrato com o SUS vai até 5 de janeiro de 2023, e o hospital foi orientado a manter o serviço de “porta de entrada”. O texto não esclarece se a orientação partiu do governo estadual ou da prefeitura.

Até o momento, o Hospital Materno-infantil não implementou todos os serviços pediátricos de média e alta complexidade, que ainda são ofertados à população por meio de convênios de instituições privadas com o SUS.

Fornecimento de remédios pelo governo federal é irregular desde 2019, conforme a Sesab
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Mais de 12 mil pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia são prejudicados pela falta de medicamentos de alto custo que deveriam ser fornecidos pelo governo federal, segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

A irregularidade na entrega desses medicamentos vem ocorrendo desde 2019, conforme explica Luiz Henrique d’Utra, superintendente de Assistência Farmacêutica, Ciência e Tecnologia (Saftec), da Sesab.

No momento, conforme a pasta estadual, existem 16 itens com falta total e mais 11 em risco de desabastecimento, o que representa um valor estimado em R$ 15 milhões. São medicamentos para doenças como Alzheimer, glaucoma, HIV/Aids, doença de Parkinson e anemia falciforme, entre outros, cuja compra é centralizada pelo governo federal, que consegue fazer a aquisição por preços mais acessíveis.

O superintendente da Saftec afirma que existem medicamentos cuja compra cabe aos municípios, outros ao estado e outros ainda ao governo federal. No caso dos remédios de alto custo, que deveriam ser fornecidos pela União e que estão em falta ou risco de falta, o estado não teria recursos para a aquisição e alguns não são encontrados para compra na Bahia.

Planilha aponta que alguns hospitais militares têm 85% dos leitos ociosos
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A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados encaminhou, nesta quarta-feira (7), ofício à Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, com objetivo de garantir que os leitos ociosos dos hospitais militares sejam utilizados por pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia de Covid-19.

De acordo com o partido, após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU), as Forças Armadas abriram dados sobre a ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 nos hospitais militares. As planilhas, divulgadas pela primeira vez desde o início da pandemia, apontam que alguns hospitais militares têm 85% das vagas ociosas.

“Nesse cenário de exclusividade para militares, o restante das unidades de saúde do país sofre com o colapso do sistema. Ontem, 6 de abril, o Brasil atingiu a triste marca de mais de 4 mil mortos pela Covid-19”, diz trecho da nota divulgada pelo Partido Socialismo e Liberdade.

No pedido de providências feito à Procuradoria, o partido destacou o dever constitucional do Estado de garantir o direito à saúde “mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

Além da disponibilização de leitos ociosos para o SUS, a bancada de parlamentares do partido solicita investigação e eventual responsabilização sobre o caso.