Para governador, agência e governo federal impuseram entraves à aquisição da vacina russa pelo Consórcio Nordeste || Imagem do programa Papo Correria
Tempo de leitura: < 1 minuto

O governador Rui Costa (PT) atribuiu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ao Ministério da Saúde a responsabilidade pela suspensão do contrato de compra da vacina Sputnik V, anunciada ontem (5) pelo presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Wellington Dias (PT).

“Infelizmente, por conta de entraves tanto da Anvisa como Ministério da Saúde, o contrato que previa a entrega de 37 milhões de doses da vacina #SputnikV para estados nordestinos foi suspenso nesta quinta, em reunião com o Fundo Soberano Russo”, escreveu o governador da Bahia, nesta quinta-feira, numa mídia social.

Responsável por negociar a vacina contra a Covid-19, o Fundo Soberano Russo informou que os lotes antes reservados ao Brasil, agora, serão enviados ao México, à Argentina e à Bolívia.

Remessa de 92 mil doses chegou nesta quinta-feira (24) ao estado
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Bahia recebeu nesta quinta-feira (24) as primeiras doses de vacinas contra a Covid-19 fabricadas pelo laboratório Janssen. A remessa com 92.100 doses chegou ao aeroporto de Salvador às 9h35, em voo comercial.

A Comissão Intergestores Bipartite (CIB), instância deliberativa da saúde que reúne representantes dos 417 municípios e o Estado, decidiu concentrar a distribuição do lote na capital e nos demais municípios da região metropolitana de Salvador, além de Santo Amaro, Conde e Saubara. Prestes a expirar, o prazo de validade do lote, que foi estendido de 12 para 18 semanas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pesou em benefício da escolha colegiada.

O secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, esclarece o Estado vai ajustar a distribuição das promessas remessas de modo a garantir a divisão equitativa entre todos os municípios baianos, usando como referência o número de habitantes deles.

Diferente das outras vacinas em uso no país, destaca Vilas-Boas, os testes da Janssen demonstraram a eficácia da vacina com apenas uma dose, ao invés de duas, como no caso da Coronavac, Pfizer e Astrazenca/Oxford.

ATRASO DA SPUTNIK V

Fábio Vilas-Boas informou hoje (25), em entrevista ao Jornal da Manhã, da Rede Bahia, que o primeiro lote da vacina russa Sputnik V não vai chegar no início de julho, mas sim no final do próximo vez, o que frustrou a previsão inicial do Governo do Estado.

A primeira remessa terá 300 mil doses, conforme limite estabelecido na decisão em que a Anvisa autorizou a importação e o uso excepcional de lotes da Sputnik V por 11 estados brasileiros.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Quatro ou cinco cidades baianas devem receber a totalidade das doses da primeira remessa da vacina Sputnik V que chegará à Bahia. De acordo com o governador Rui Costa, as 300 mil doses serão aplicadas em todas as pessoas com mais de 18 anos dessas cidades. O objetivo, segundo o governador, é analisar os efeitos da imunização em massa nesses municípios.

A definição das cidades será feita em uma reunião ainda nesta segunda-feira (14), mas Rui adiantou que serão escolhidos municípios com até 50 mil habitantes.

Para governador, quantidade aprovada está muito abaixo da real necessidade imposta pela pandemia
Tempo de leitura: < 1 minuto

O governador Rui Costa (PT) criticou as restrições impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a importação da vacina russa Sputnik V, especialmente à quantidade de doses, restrita a 1% da população do estado.

Na prática, a decisão da Anvisa, proferida nesta sexta-feira (4), autoriza que a Bahia importe e aplique 300 mil doses do imunizante contra a Covid-19. Ainda não há data definida para a chegada do primeiro lote.

“É apenas o início, mas depois de muita luta conseguimos aprovação para importar e aplicar a Sputnik V. A quantidade autorizada pela Anvisa está muito abaixo da real necessidade. Agora, é batalhar para fazer chegar logo o que foi aprovado e vacinar nosso povo. Vacina salva vidas”, escreveu o governador da Bahia nas redes sociais.

Conforme o posicionamento da Anvisa, as doses não poderão ser aplicadas em gestantes, pessoas com doenças crônicas, menores de 18 anos e maiores de 60 anos.

PARA VILAS-BOAS, DECISÃO DA ANVISA É TARDIA 

O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, também teceu críticas à decisão da agência. “Pena que essa decisão venha tarde e ainda recheada de condicionantes que precisam ser observadas, o que atrasará ainda mais a vacinação maciça que precisamos no país”, escreveu o gestor, antes de elogiar o empenho de Rui Costa e dos outros governadores do Nordeste para garantir a chegada de mais vacinas ao país.

Reunião começou às 14h e está em andamento; confira abaixo || Imagem TV Brasil/Reprodução
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realiza, na tarde desta sexta-feira (4), a 9ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada em 2021. A pauta é a análise dos pedidos de importação das vacinas Sputnik V e Covaxin, ambas contra a Covid-19. A reunião começou às 14h e está em andamento. Assista.

A Bahia é um dos dez estados brasileiros que aguardam a decisão da Anvisa para importar a vacina Sputnik V, de origem Russa. O estado fez acordo que prevê a compra de 9,7 milhões de doses do imunizante. Já o pedido de importação da vacina Covaxin, desenvolvida na Índia, foi feito pelo Ministério da Saúde.

Estado suspende transporte no período do São João
Tempo de leitura: 2 minutos

Para evitar que as pessoas viajem no São João e aumentem as taxas de transmissão do novo coronavírus, a circulação de ônibus do transporte intermunicipal será suspensa três dias antes e três dias depois do tradicional festejos do meio do ano. O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa, na noite desta terça-feira (25), durante o programa Papo Correria.

“Eu me reuni hoje com o secretário de Infraestrutura [Marcus Cavalcanti] e ele irá publicar a portaria com os detalhes nos próximos dias. Alguns dias antes do São João, vamos proibir a colocação de horários extras e estipular a lotação máxima dos ônibus de 70%”.

“Nos dias mais próximos ao São João, três dias antes e depois, vamos suspender totalmente o transporte. Então, funcionará dessa forma para não prejudicar quem precisa fazer uma viagem por necessidade de saúde ou de trabalho, sem estimular que as pessoas se locomovam com a intenção de se aglomerarem em festas e reuniões vinculadas ao período das festas juninas”, afirmou o governador.

Rui também fez um apelo aos comerciantes em decorrência do aumento das taxas de contaminação na Bahia. “Nos ajudem a reduzir os casos de covid-19. Não deixem entrar nas suas lojas quem estiver sem máscara, higienize a mão das pessoas ao entrarem e mantenha a higienização e o álcool gel acessível a todos. Vamos fazer um mutirão pela vida, um mutirão pela saúde, um mutirão pela redução dos casos. Com a sua participação, a gente chega lá, com fé em Deus”, disse.

SPUTNIK V

O governador comentou ainda que a Bahia vai continuar insistindo pela liberação de importação e uso da vacina russa Sputnik V junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), produzindo material técnico e persistindo na ação judicial junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para liberação da vacina.

Rui Costa afirma que a Bahia comprou 10 milhões de vacinas e poderá imunizar cinco milhões de pessoas com as duas doses. “Em nosso contrato, a Rússia teria que entregar as doses até julho. Até a data de hoje, nós imunizamos cerca de três milhões de baianos”.

Costa diz que, com esses outros cinco milhões de vacinados, o estado chegará a um total de oito milhões de imunizados até julho, além das outras vacinas que chegarão até lá. “É por isso que nós estamos insistindo tanto na liberação da Sputnik V. Protocolamos os últimos documentos junto à Anvisa e ao STF para que tenhamos o mais rápido possível essas vacinas liberadas”, concluiu.

Governos baianos e maranhenses querem importar Sputnik V
Tempo de leitura: < 1 minuto

Os governos da Bahia e do Maranhão apresentaram à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) novos documentos dentro de um processo de pedido de importação de doses da vacina Sputnik V.

Os dois estados entraram com a solicitação baseados na legislação que permite a importação pelo Brasil, em caráter excepcional, de vacinas permitidas por outras autoridades sanitárias. A Sputnik V já foi autorizada em diversos países, entre eles, a Rússia.

A nova requisição foi apresentada depois que um pedido anterior, feito pelos governos do Maranhão, da Bahia, do Ceará, de Sergipe e de Pernambuco, foi negado pela Diretoria Colegiada da Anvisa em abril.

Segundo a diretoria da agência, não houve comprovação de segurança e eficácia, especialmente que não houve evidência de que o adenovírus usado na fabricação do imunizante não teria capacidade de replicação no corpo dos pacientes.

INSTITUTO GAMALEYA

Os representantes da Sputnik V, o Instituto Gamaleya e o Fundo de Investimento Direto da Rússia, questionaram a decisão. Eles afirmaram que há segurança e eficácia e que o imunizante não possui risco de replicação do adenovírus.

Governadores de diversos estados que participaram da negociação das doses reuniram-se com os responsáveis pela fabricação da vacina para ter mais informações e discutir como atender às demandas da Anvisa, viabilizando a importação. Da Agência Brasil.

Fachada do edifício sede da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Tempo de leitura: 4 minutos

Os cinco diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) rejeitaram, por unanimidade, a importação e o uso da vacina russa Sputnik V pelo Brasil. A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (26). O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia. Os diretores do órgão se reuniram, de forma extraordinária, para avaliar os pedidos de nove estados para a aquisição da vacina.

O diretor da Anvisa, Alex Machado Campos, que é o relator do pedido, considerou que o imunizante pode trazer riscos à saúde. Além disso, foram apontadas falhas e pendências na documentação apresentada pelo fabricante. Ele se baseou em pareceres técnicos de três gerências da Anvisa, que fizeram uma apresentação no início da reunião.

“Para os pleitos ora em deliberação, o relatório técnico da avaliação da autoridade sanitária ainda não foi apresentado, os aspectos lacunosos não foram supridos, conforme as apresentações técnicas. Portanto, diante de todo o exposto, verifica-se que os pleitos em análise não atendem, neste momento, às disposições da Lei 14.124 e da Resolução da Diretoria Colegiada 476, de 2021, razão pela qual eu voto pela não autorização dos pedidos de importação e distribuição da vacina Sputnik V solicitados pelos estados que já relacionamos”, afirmou o diretor-relator. O voto do relator foi seguido pelos outros relatores da agência.

A deliberação foi marcada dentro do prazo estipulado pela Lei n º 14.124/21, e de acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que determinou a análise da questão dentro do prazo de 30 dias. Caso não houvesse essa análise por parte da Anvisa, a vacina poderia ser importada.

Os estados que tiveram seus pedidos avaliados pela Anvisa foram: Bahia, Acre, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Ceará, Sergipe e Pernambuco. Além desses, também estão com pedidos pendentes de avaliação, ainda dentro do prazo, os estados de Rondônia, Sergipe, Tocantins, Amapá e Pará, e os municípios de Niterói (RJ) e Maricá (RJ). Ao todo, esses pedidos somam 66 milhões de doses, que poderiam vacinar cerca de 33 milhões de pessoas, por meio de duas doses.

Antes da votação dos diretores, gerentes de três departamentos da Anvisa apresentaram seus pareceres técnicos contra a compra da Sputnik V. Os relatórios foram incorporados ao voto do diretor-relator, Alex Machado Campos.

VÍRUS REPLICANTE

Em sua apresentação, o gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, argumentou que os lotes analisados mostram a presença de adenovírus com capacidade de reprodução no composto da vacina, o que traz riscos à saúde. A tecnologia utilizada na fabricação da Sputnik V é a do adenovírus vetor. Por meio dessa técnica, o código genético do Sars-Cov-2, que é o vírus da covid-19, é inserido no adenovírus e este, ao ser administrado em seres humanos por meio da vacina, estimula as células do organismo a produzir uma resposta imune.Leia Mais

Segundo o ministro Ricardo Lewandowski, aumento de prazo violaria lei e prejudicaria celeridade do processo de análise da vacina
Tempo de leitura: 2 minutos

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou hoje (26) um pedido da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para suspender o prazo de análise sobre pedidos de importação da vacina Sputnik V, desenvolvida na Rússia contra a covid-19.

No dia 13 de abril, Lewandowski determinou que a Anvisa analisasse em 30 dias um pedido do Maranhão para importar a vacina, que já é utilizada em países como a Argentina, mas cujo uso, emergencial ou definitivo, ainda não foi autorizado pela agência no Brasil. Ele também proferiu ordens similares relativas aos estados do Piauí, Amapá e Ceará. Em todos os casos, os prazos se encerram nesta semana.

Diante do prazo determinado pelo ministro, a Anvisa marcou uma reunião extraordinária de sua diretoria para esta segunda-feira (26), às 18h, quando deve avaliar os pedidos de autorização excepcional de importação e distribuição (AET) da Sputnik V feito pelos estados.

Em paralelo, contudo, a Anvisa havia peticionado a Lewandowski, na semana passada, que suspendesse o prazo de 30 dias para a análise dos pedidos de importação. Tal prazo está previsto na Lei 14.124/2021, que trata de medidas excepcionais para aquisição de vacinas e insumos para o combate à pandemia de covid-19.

A agência argumentou, entre outros pontos, que “o relatório da autoridade russa para concessão do registro da Sputnik V não é público e não há dados em outras fontes capazes de trazer as informações sobre qualidade, eficácia e segurança para o processo de importação em questão”.

Ao negar o pedido, nesta segunda (26), Lewandowski afirmou que não há brecha na legislação que permita a suspensão do prazo de 30 dias. “O elastecimento do prazo pretendido pela Anvisa não só contraria a letra da Lei nº 14.124/2021, como também o seu espírito, eis que sua edição foi motivada pela exigência de dar-se uma resposta célere aos pedidos de aprovação das vacinas já liberadas por agências sanitárias estrangeiras e em pleno uso em outros países”, escreveu o ministro.

Lewandowski afirmou que cabe à Anvisa não autorizar o pedido de importação ou uso emergencial da vacina, mas que tal decisão deve estar embasada tecnicamente, “não se admitindo a mera alegação de insuficiência da documentação ou a simples alusão a potenciais riscos”, escreveu o ministro.

Ele reafirmou que, caso a Anvisa não decida sobre os pedidos de autorização de importação e distribuição no prazo de 30 dias, os estados ficam automaticamente autorizados a importar e distribuir a Sputnik V. Agência Brasil.

A vacina russa Sputnik V || Foto Yalcin Sonat
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) marcou para hoje (26), às 18h, uma reunião extraordinária da diretoria colegiada para avaliar os pedidos de estados e municípios para importação da vacina Sputnik V, usada na imunização contra a covid-19. O imunizante é produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia.

A reunião de deliberação foi marcada dentro do prazo estipulado pela lei e de acordo com a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que determinou a análise da questão dentro do prazo de 30 dias.

Amanhã (27), a Anvisa deve analisar o pedido de uso emergencial da combinação dos medicamentos banlanivimabe e etesevimabe para o tratamento da covid-19. Os remédios são produzidos pela farmacêutica Eli Lilly do Brasil. O pedido foi protocolado no dia 30 de março.

Na quinta-feira (29), a diretoria colegiada também vai se reunir para a 8ª reunião ordinária, na qual serão discutidas pautas relacionadas às áreas de regulação da agência. Com Agência Brasil.

A vacina russa Sputnik V || Foto Yalcin Sonat
Tempo de leitura: 2 minutos

Cientistas russos concluíram que a vacina Sputnik V contra a covid-19 tem eficácia de 97,6% no “mundo real”, de acordo com uma avaliação envolvendo 3,8 milhões de pessoas. O anúncio foi feito pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, e o Fundo de Investimentos Diretos da Rússia (RDIF) nessa segunda-feira (19). O estudo no “mundo real” é mais amplo e apresenta evidência científica mais clara e confiável para mudança no padrão de tratamento.

A nova taxa de eficácia é mais alta que a de 91,6%, destacada em resultados de um estudo em grande escala com a Sputnik V, publicado na revista médica The Lancet no início do ano, e é favorável em comparação com dados sobre a eficiência de outras vacinas contra a covid-19.

Os novos dados correspondem a 3,8 milhões de russos que receberam tanto a primeira dose quanto uma dose de reforço, como parte do programa nacional de vacinação com a Sputnik V.

“Esses dados confirmam que a Sputnik V tem uma das melhores taxas de proteção contra o coronavírus entre todas as vacinas disponíveis”, disse Kirill Dmitriev, diretor do fundo soberano RDIF que está apoiando o desenvolvimento do imunizante.

A incidência de infecções foi calculada a partir do trigésimo quinto dia após a primeira aplicação, diz a nota, mostrando uma taxa de incidência de 0,027%.

A incidência de infecção entre adultos não vacinados, durante um período considerável após o lançamento do programa de vacinação em massa na Rússia, foi de 1,1%, diz a nota, sem especificar o intervalo de datas utilizado.

Os novos dados serão publicados em uma revista médica no mês que vem.

Os dados foram reunidos a partir de uma base de informações mantida pelo Ministério da Saúde do país e que registra pessoas vacinadas, assim como de uma base de dados de pessoas infectadas pela covid-19 no país, segundo o comunicado.

A vacina russa Sputnik V || Foto Yalcin Sonat
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) convocou os governadores dos estados interessados na importação da vacina russa Sputinik V para uma reunião nesta terça-feira, às 15h. O governador da Bahia, Rui Costa, disse que não sabe exatamente qual o assunto a ser tratado no encontro virtual, mas ressalta que espera que haja sensibilidade e rapidez para que a aplicação do imunizante seja liberada no Brasil.

A chegada do primeiro lote da vacina à Bahia está prevista para este mês de abril com dois milhões de doses. “Nós entramos com pedido para importação de 37 milhões de doses [da vacina]”, disse ele, ressaltando que roteiros para importação e produção local de vacina contra a covid-19 são diferentes. “A legislação definiu processo muito mais rápido para a importação e aplicação da vacina no país”, disse ele.

Pelo cronograma de importação da Sputnik V, estão previstos lotes de 2 milhões de doses em abril, 5 milhões em maio, 10 milhões em junho e outras 20 milhões de doses em julho. Conforme Rui, há contrato assinado com o Instituto Gamaleya (via Fundo Soberano Russo), para o fornecimento das doses.

Contrato entre Fundo, Bahia e Consórcio foi celebrado na tarde de hoje || Reprodução Mateus Pereira
Tempo de leitura: < 1 minuto

O contrato de fornecimento de 9,7 milhões de doses da Sputnik Vaccine (Sputnik V) para a Bahia foi assinado na tarde desta segunda-feira (15) entre governo baiano e Fundo Soberano da Federação da Rússia. A celebração do contrato ocorreu por meio de reunião virtual, entre o governador Rui Costa, o CEO do Fundo Soberano Russo, Kirill Allexandrovich Dmitriev, e o presidente do Consórcio Nordeste e governador do Piauí, Wellington Dias.

O primeiro lote com doses do imunizante chegará à Bahia no mês de abril. Inicialmente, foi divulgado que seriam 400 mil doses no próximo mês, mas o governo baiano não informou a quantidade exata a ser fornecida em abril.

Na reunião, o governador Rui Costa agradeceu o apoio para viabilizar a chegada das vacinas de forma célere. “Foram seis meses de muito trabalho e com ação na Suprema Corte brasileira para viabilizar essa compra tão importante da Sputnik V e finalmente tudo deu certo. Estamos passando por uma crise muito profunda do sistema de saúde neste pior momento da pandemia. As vacinas nos ajudarão a passar por este momento tão difícil. O povo baiano e nordestino agradece muito essa ajuda e esperamos que, a partir dessa parceria, possamos concretizar outras parcerias com a Rússia e o laboratório”.

– Esta parceria é muito importante para o nosso país, nesse contexto de acordos para a produção de vacinas contra o coronavírus. Nossa parceria começou no primeiro dia em que assinamos o protocolo de intenções e estamos à disposição executar a aquisição das vacinas da melhor forma possível. Lembramos que a Sputnik V já foi vendida para 51 países”, afirmou Kirill Allexandrovich Dmitriev, CEO do Fundo Soberano Russo.

Tempo de leitura: < 1 minuto

Responsável por avaliar a segurança dos fármacos utilizados no país, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu retirar a exigência de que uma vacina esteja na fase 3 de testes com humanos para receber autorização de uso emergencial contra a Covid-19. A Anvisa vai formalizar a decisão nesta quarta-feira (3), segundo o site JOTA e a CNN.

A vacina Sputnik V, desenvolvida na Rússia, ainda não chegou à fase 3 no Brasil. Esse era um dos empecilhos para que a Anvisa autorizasse o seu uso no país, o que ainda depende da apresentação de documentos ao órgão regulador.

Apesar das outras pendências, na prática, o recuo da Anvisa deixa os baianos mais próximos da vacinação em larga escala, pois o Governo da Bahia tem acordo prévio com a fabricante russa e sua representante no país, a União Química, para comprar até 58 milhões de doses do imunizante, que já é utilizado em outros países. Em outra frente, o Estado recorreu ao Supremo Tribunal Federal para ser autorizado a comprar a Sputnik.

A decisão da Anvisa também pode agilizar o uso emergencial de outras vacinas contra a Covid-19 no Brasil, a exemplo da Covaxin, de origem indiana.

Ministro Ricardo Lewandowski cobra explicações de laboratório
Tempo de leitura: < 1 minuto

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a União Química Farmacêutica se manifeste, em até cinco dias, sobre as informações prestadas ao STF pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em relação ao pedido de uso emergencial da vacina Sputnik V.

A empresa é patrocinadora, representante legal e parceira do Instituto de Pesquisas Gamaleya, da Rússia, para o desenvolvimento e a produção do imunizante no Brasil.

A determinação do ministro foi feita nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade , em que o governo da Bahia pede que o STF declare inconstitucionais dispositivos da Medida Provisória 1.026/2021 que criam restrições para a importação e a distribuição de vacinas contra a Covid-19 ainda não registradas pela Anvisa.

De acordo com o ministro Ricardo Lewandowski, a União Química Farmacêutica, localizada em Embu-Guaçu (SP), deverá detalhar as providências já empreendidas, as exigências técnicas pendentes de cumprimento e o tempo e a forma como pretende atendê-las.

CAPACIDADE DE PRODUÇÃO

Lewandowski também quer saber qual a capacidade de produção da Sputnik V no Brasil ou se a empresa vai importá-la da Rússia, caso obtenha a autorização emergencial da Anvisa, de maneira a possibilitar sua eventual utilização na campanha nacional de vacinação em curso. A farmacêutica deverá discriminar quantidades e prazos de entrega.

Leia Mais