Novela exibida pela TVI lidera audiência em Portugal || Divulgação
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Da Europa aos Estados Unidos e África. Cacau, produzida pela TVI Portugal e ambientada em Itacaré, no sul da Bahia, conquista o mundo. De acordo com a distribuidora da produção portuguesa, a novela já está disponível em 90 países, com as mais recentes vendas para Israel e para os Bálcãs, consolidando-se como uma das novelas portuguesas de maior sucesso no mercado internacional.

A novela Cacau e a Fazenda acabam de ser adquiridas por um canal israelita, marcando o início de uma nova fase para a exportação internacional da  produção da TVI. É a primeira vez que as novelas da TVI são vendidas para este território. A novela também já foi comercializada para os Estados Unidos e dezenas de países da Europa e da África.

Além dos Estados Unidos,  a novela será exibida em países como França, Espanha,  Rússia, Andorra, Lituânia, Croácia, Bielorussia, Cazaquistão, Armênia, Moldávia, Ossétia do Sul, Quirguistão, Tajquistão  Azerbaijão, Geórgia, Turcomenistão, Ucrânia e Usbequistão, Argélia, Angola, Benim, Botswana, , Camarões, Cabo Verde, República Centro-Africana,  República Democrática do Congo, República do Congo, Guiné Equatorial,   Etiópia, Gabão, Gâmbia, Guiné, Guiné  Bissau, Costa do Marfim, Quênia, Lesoto, Libéria, Madagascar, Malawi, Mali, Mauritânia,Moçambique, Mayote, Namíbia, Nigéria, Rwanda e Senegal.

Cacau também conquistou os Bálcãs. A novela será transmitida em diversos países da região, incluindo Sérvia, Bulgária, Bósnia, Croácia, Eslovénia e Montenegro, onde a TVI espera que a trama se torne um sucesso, dada a popularidade crescente das produções televisivas da TVI nesse território.

A novela produzida pela Plural Entertainment Portugal é da autoria de Maria João Costa com Direção de Projeto de Edgar Miranda. A projeção internacional de Cacau e o volume de vendas já concretizadas reforçam uma vez mais a qualidade dos produtos de ficção da TVI, que têm vindo a afirmar-se de forma crescente e consistente no panorama internacional.

Farol na praia da Concha, em Itacaré, no sul da Bahia || Foto Tarek Roveran

A NOVELA

A novela, ambientada em Itacaré, no sul da Bahia, tem como tema central a história de Cacau, que trabalha numa fábrica de chocolate numa fazenda do município, e sonha ser chocolatier na Europa, algo que está acima das possibilidades da família. Uma história que envolve mistérios familiares, paixões, vinganças e muita emoção em meio a cenários deslumbrantes que incluem fazendas de cacau, praias paradisíacas e natureza exuberante.

Marcos Japu: impacto positivos no turismo de Itacaré

TURISMO

“A novela Cacau está sendo fundamental para a divulgação de Itacaré na Europa e agora vai projetar a cidade em todos os continentes, incluindo nações com grande densidade populacional como Estados Unidos, França, Espanha e Rússia”, afirma o secretário de Turismo Marcos Japu. “A administração municipal ofereceu todo o suporte para as gravações da novela na cidade e hoje estamos sendo recompensados com a trama chegando a quase cem países”, completa.

No ano passado, a atriz Matilde Reymão, que interpreta a protagonista Cacau, esteve em Itacaré e fez questão de revelar seu encanto com a cidade em suas redes sociais. Outros atores e diretores da novela também estiveram na cidade, dessa vez para se deliciarem com os encantos do paraíso sulbaiano que está conquistando o mundo. Com informações de Cacau, Chocolate e Turismo.

Camacãense, José Cássio Varjão é cientista político com MBA em Cooperação Internacional e Políticas Públicas
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Entre esse pensamento e hoje, já se passaram 30 longos anos e a penumbra cinzenta, que abraça Camacã, nunca se dissipou, continua dizimando nossas expectativas e nossos sonhos.

José Cássio Varjão 

Continuando com o que foi proposto no artigo anterior, tendo como evento principal o decréscimo populacional que o município de Camacã vem enfrentando, de forma mais acentuada, na última década e meia, o que provocou, a perda de duas vagas na Câmara Municipal, trataremos aqui sobre quais ações foram propostas pelas administrações desse período, relativamente a proposições concretas, no sentido de criar planos e metas para acelerar o desenvolvimento econômico local, objetivando mitigar a migração voluntária de parte da nossa população. Baseando-se no ano de 1990, que foi o início da queda da lavoura cacaueira, em 35 anos não seria tempo suficiente para dar um novo rumo na economia de Camacã?

Por dois motivos, decidi fazer a divisão desse material em dois períodos, tendo como base os 64 anos de emancipação política de Camacã. Num primeiro momento, para separar as administrações amadoras, capitaneadas pelos coronéis do cacau e alicerçadas na alta arrecadação de ICM. Em seguida, o período pós-coronelismo, com administrações que não romperam com velhas práticas de governos anteriores, porém foram afetadas pela diminuição gradativa das arrecadações, o que aumenta exponencialmente as dificuldades de governabilidade.

Quero deixar evidente que não falo de pessoas, analiso planos e propostas de governo que, a princípio, deveriam nortear as administrações que passaram pela Prefeitura de Camacã nesse período. Todavia, convém salientar que a determinação da apresentação de um plano de governo no ato de registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) passou a valer nas eleições de 2012. Essa exigência foi introduzida pela Lei nº 12.034, de 29 de setembro de 2009, alterando a Lei 9.504/97. Mas, como admitir que alguém se proponha a administrar uma cidade sem o mínimo conhecimento e sem ter previamente uma planificação do que pretende fazer e, principalmente, de como fazer?

Quem planta vento, colhe tempestade. Com grandes consequências e nenhuma responsabilização, o rastro de atraso estrutural herdado por Camacã inaugurou o período de penúria, que se acentua cada vez mais. A cidade começa a colher o que “nunca foi plantado” nos primeiros 32 anos, e, juntando os fatores migratórios e econômicos, vários órgãos começaram a deixar a cidade. O que era latente ficou explícito. Como dito anteriormente, a população que já tinha começado uma migração gradual, entre 1980 e 2010, aumentou exponencialmente. Entre 2010 e 2024, apenas 14 anos, 8,7 mil pessoas deixaram Camacã – 27,61% da população. Essas são informações do IBGE. Vale o que está documentado.

A partir da primeira eleição pós-coronelismo, em 1996, os governos, nessa e nas eleições posteriores, trabalharam de acordo com as circunstâncias. Na primeira parte da história política de Camacã, os coronéis, com todas as condições financeiras disponíveis, construíram como destaque dos seus governos uma Fonte de Água Luminosa, que nem existe mais. No período subsequente, até os dias atuais, também nenhuma obra de impacto foi realizada. Os gestores dessa segunda etapa, pós-emancipação, cada um com suas virtudes e seus defeitos, trabalharam dentro das suas possibilidades, fizeram as obras que estavam ao seu alcance, mas nada que mudasse o contexto econômico-social local, causa da forte migração.

Imagem aérea de Camacã, no sul da Bahia || Foto PMC/Divulgação

Como imaginar que a cidade, que já colheu 1,3 milhão de arrobas de cacau, a maior produção de cacau do Brasil, nunca construiu as sedes para os poderes executivo e legislativo municipal? Como imaginar que Camacã, movida, exclusivamente, pela agricultura do cacau, não tenha pleiteado na Ceplac a construção de uma Escola Média de Agricultura Regional da Ceplac (Emarc), que tinha como finalidade formar mão de obra qualificada para a região cacaueira? Não pensaram no futuro dos seus jovens, obrigando-os a sair do município para cursar Técnicas Agrícolas ou Agrimensura em outras localidades. A Ceplac construiu as escolas em Uruçuca, Itapetinga, Valença e Teixeira de Freitas.

A Constituição Federal de 1988, no artigo 29, conferiu aos municípios brasileiros um status de ente federativo autônomo, consolidando sua posição no Estado Democrático de Direito. Essa autonomia se manifesta em três dimensões, a política, a administrativa e a financeira, e garante aos municípios a capacidade de se autogovernarem, elaborando suas próprias leis por meio da Lei Orgânica Municipal, desde que em conformidade com os princípios das Constituições Federal e Estadual. Com isso, os municípios passam a ter competências legislativas para tratar de assuntos de interesse local, promovendo a descentralização do poder e permitindo uma gestão mais eficiente e próxima da realidade de suas populações. A autonomia municipal, portanto, é essencial para o fortalecimento da democracia e para o desenvolvimento local sustentável. O entrave, está na falta de qualificação de parte dos servidores públicos, principalmente nos 2.476 municípios menores de 10 mil habitantes, ou 44,8% das cidades brasileiras, em conjunto a inaptidão para os cargos dos agentes políticos, os gestores municipais.

Na base econômica das pessoas, é primordial uma renda para ter acesso a bens de consumo pessoal, como alimentação, aluguel, vestuário, lazer e outros, com percentual equivalente a 60% dos seus ganhos. Os serviços públicos, como saúde, educação e segurança, que são classificados como bens de consumo coletivos, são compartilhados entre o governo federal, o estadual e o municipal. Como exposto, se a população não tem acesso aos proventos para suprir as suas necessidades pessoais, e essa é uma responsabilidade do município, gerando trabalho e renda, Camacã demonstra que quase nunca correspondeu às necessidades do total da população, ocasionando exclusão social e econômica, motivo do deslocamento populacional interno, ou seja, dentro do mesmo país. A essência desse quesito, está na falta de competência, amparadas por promessas vazias das administrações passadas e atuais, em promover o desenvolvimento econômico do município para além da agricultura. Eis a motivação da migração promovida por quase metade da população nesses últimos anos. Aquela cidade que atraia pessoas até de fora do estado da Bahia, há anos não abraça seus moradores. O desenvolvimento local não se espera, se assume e se constrói.

Reconhecendo o disposto na Constituição Federal, que dá autonomia aos municípios, vamos entender porque determinadas ações devem ocorrer de baixo para cima, da base da pirâmide para o topo, melhor dizendo, partindo dos municípios. Se o Brasil é uma República Federativa, composta por um governo federal, por 27 governos estaduais e por 5.570 governos municipais, de onde deve nascer a resolução dos problemas locais, cada um com suas peculiaridades, o status de sua economia e localização geográfica? O papel dos governos federal e estadual nesse processo, é agir como elemento colaborador dessas realizações propostas pelos municípios. Esperar que saia de Brasília, por parte da estrutura federal ou de parlamentares, a solução dos problemas caseiros de cada um dos 5.570 municípios é engano proposital e inaceitável.

O primeiro passo é sempre fazer a lição de casa. Como legado e como todo processo arcaico, a população de Camacã traz da época do coronelismo a péssima prática de fazer suas compras, inclusive as despesas mensais com alimentação, em Itabuna. Aquela era a época áurea do cacau, do Hipermercado Messias e do Restaurante Baby Beef, portanto, um ambiente para ver e ser visto, (pena não existir celular na época). Eis que, quando se usa o dinheiro auferido em sua cidade, fruto do seu trabalho ou do seu comércio, para gastos em outro local, você fragiliza a demanda do comércio da cidade em que reside, contribuindo para o enfraquecimento econômico local e, consequentemente, para a menor necessidade de empregabilidade nos estabelecimentos locais. Esse costume tem se perpetuado por décadas. Para efeito de comparação, se somente 200 pessoas da sede e dos distritos, gastarem mensalmente em outras localidades R$ 1.000,00, em média com suas despesas pessoais primárias, perfazem R$ 200.000,00 por mês. O total anual será de R$ 2.400.000,00, que deixou de circular no comércio da cidade. Quantos empregos seriam criados com a mudança desse hábito?

Não há economia forte se a base da sociedade for excluída. É ela que dá sustentação ao comércio, é ela que está todos os dias no supermercado, vendendo o almoço para comprar a janta, na padaria, no açougue, fazendo compras, enquanto os mais abastados fazem aplicações financeiras e não geram um único emprego. É a base que dinamiza e movimenta o capital local e, quando essa base não tem renda, quebra-se o ciclo econômico e os reflexos são sentidos por toda a sociedade. Portanto, assim como o sangue precisa se circular para manter o corpo vivo e nutrido, a economia precisa de movimento, com produção, consumo, investimento, crédito e inovação, para manter a sociedade saudável. A primeira ação no sentido de criar emprego em uma localidade é fazer circular nesse entorno toda a riqueza local. Assim sendo, de forma didática, o poder público deveria fazer campanhas de conscientização com a CDL, com a população e com os comerciantes, para que, de um lado, melhores produtos sejam disponibilizados nas prateleiras das lojas e supermercados, com preços adequados e, do outro, a população, instruída para realizar suas comprar no comércio local. Essa é primeira lição, a de casa.

Para efeito de comparação, de acordo com dados de 2024, do IBGE, a cidade de Camacã tinha 22.756 habitantes, dos quais somente 3.692 pessoas estavam ocupadas, um percentual de 16,35% da população, com PIB Per Capta de R$ 11.067,74. Tendo como base o mesmo critério populacional usado no texto anterior, comparamos os mesmos itens das principais cidades baianas margeadas pela BR-101, com Camacã.

Da mesmo forma que o comparativo anterior, Gandu e Itamaraju ficam com os menores índices, pelos mesmos motivos citados anteriormente. Por outro lado, usando como parâmetro o percentual de pessoas ocupadas nas sete cidades citadas, resulta em 22,58% de média. Assim, Camacã precisaria ter, para se equiparar à média obtida, 5.138 pessoas ocupadas, ou seja, mais 1.446 postos de trabalho preenchidos.

No quesito arrecadação, Camacã, que já foi equiparada a Juazeiro, no norte da Bahia, teve receitas brutas arrecadadas no montante de R$ 130.449.684,43 em 2024. Juazeiro, por sua vez, aproveitando o boom da implementação da agricultura irrigada no Vale do São Francisco, a partir da década de 1990, teve como receitas brutas R$ 1.298.063.475.42 também em 2024. Em termos percentuais Juazeiro é o município com a 5ª maior arrecadação no estado da Bahia, Camacã está chegando ao 170º lugar, clarificando que creditar nossas desgraças somente ao declínio do cacau é mascarar a falta de planejamento do poder público local. Com critério idêntico aos anteriores, a arrecadação dos sete municípios margeados pela BR 101 são os seguintes:

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VAGAS DE EMPREGO HOJE - Unidade do SineBahia em Itabuna funciona no segundo piso do Shopping Jequitibá
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Municípios das regiões sul, extremo-sul e sudoeste têm oferta de mais de 220 oportunidades de estágio remunerado e de emprego nesta quinta-feira (28) pelo SineBahia, o órgão estadual de qualificação e intermediação de vagas no mercado de trabalho. São 120 vagas em Jequié, 42 em Ilhéus, 42 em Eunápolis e 19 em Itabuna em setores como indústria, comércio, construção civil e serviços.

Os interessados devem procurar o SineBahia ainda hoje. Para o cadastramento, devem apresentar carteiras de Trabalho e de Identidade, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. O atendimento vai até as 16h em Itabuna, Ilhéus e Eunápolis e encerra-se às 17h em Jequié.

ONDE FICA O SINEBAHIA

A unidade do SineBahia de Eunápolis está situada na Rua 5 de Novembro, no Centro. A de Jequié fica na Avenida Octávio Mangabeira, próximo à Policlínica Regional de Saúde, no Mandacaru.

Já em Itabuna, o SineBahia atende no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. A unidade de Ilhéus fica na Rua Eustáquio Bastos, no Centro. Confira, abaixo, todas as vagas anunciadas por cidade.

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Família procura Carlos Antônio Mamede
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O sonho de uma moradora de Itabuna é reencontrar um filho com quem não tem contato há 9 anos. Carlos Antônio Mamede nasceu em 26 de agosto de 1977. Portanto, ele completou 48 anos nesta terça-feira (26). A última vez que dona Maria Luzia Vieira Santana, mais conhecida como Nade, falou com Antônio Carlos foi em 2016. Ele estava morando no interior da Paraíba.

De acordo com dona Maria Luzia Vieira, ela e o filho conversaram, durante bom tempo, por meio de telefone, mas que a partir de 2016 fez várias ligações para o número pelo qual se falavam, mas as ligações só caiam na caixa de mensagem. Apesar de quase 10 anos sem falar com Carlos Antônio Mamede,  Maria Luzia tem esperança de restabelecer contato.

Carlos Antônio nasceu em Itabuna, mas sempre morou com o pai Hermínio Mamede. Como não matinha contato com a família do ex-companheiro, dona Maria Luzia Vieira tem encontrando ainda mais dificuldade de saber notícias do filho. Quem souber do paradeiro de Carlos Antônio Mamede pode ligar para o telefone (73) 991557315.

Repórter entra em trabalho de parto ao vivo em Itabuna
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Uma cena surpreendeu e emocionou os telespectadores do programa Bahia no Ar, da Record, na manhã desta segunda-feira (25/8). Durante uma entrada ao vivo, a repórter Maryanne Barros, da afiliada da emissora em Itabuna, anunciou que estava em trabalho de parto. A jornalista Jessica Smetak, apresentadora da atração, reagiu.

“Deixa eu me despedir um pouquinho do pessoal porque a gente vai se encontrar somente no ano que vem, que neste exato momento eu estou em trabalho de parto”, disse Maryanne ao vivo no programa. “Eu entrego para você e vou correndo para o hospital para poder ganhar minha pequena que está querendo chegar”, encerrou.

Surpresa, Jessica Smetak reagiu. “Maryanne, eu tô emocionada. Saúde pra você e pra sua família. Filho é uma bênção. É o segundo filho de Maryanne, a gente vai sentindo as contrações e chega a hora que tem que correr mesmo! Vá e mande notícias pra gente”, comentou a apresentadora.

MÃE PELA SEGUNDA VEZ

A jornalista Maryanne Barros já é mãe do pequeno Henry, de 2 anos, e tem usado as redes sociais para falar da experiência de ser mãe pela segunda vez. Na semana passada, ela publicou um desabafo falando da diferença da gestação de Karitas.

“Meu segundo gestar e quanta diferença de um para o outro, em tudo! Na primeira tive que ser fortaleza, na segunda sou brisa leve; na primeira a responsabilidade de um menino, na segunda o desafio de uma menina”, escreveu. “Uma coisa é certa: essa segunda gestação é bem mais leve, mais leve por não ser mais o desconhecido, mais leve por saber lidar com os sintomas, bem mais tranquila em ter dois homens cuidando tão bem de mim e da pequena.”

Também na semana passada, ela mostrou como estava a mala da filha para o momento do nascimento. “Mamãe de segunda viagem e agora a mala maternidade é bem mais prática e com itens que eu SEI que eu realmente vou precisar e usar! Lembrando que essa é só a mala de Karitas ainda tem a minha pra montar”, brincou. Do Metrópoles.

VAGAS DE EMPREGO HOJE - Vista aérea do Jequitibá, onde funciona a unidade SineBahia em Itabuna || Foto Divulgação
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Social media, auxiliar de marketing e vistoriador veicular, fiscal de prevenção e perdas, caldeireiro de manutenção, auxiliar de engenheiro civil e estágio remunerado para auxiliar contábil e engenharia civil estão entre as oportunidades de hoje.  

Nesta segunda-feira (25), o SineBahia tem total de 319 vagas de emprego e de estágio remunerado nos municípios de Ilhéus, Itabuna, Itapetinga e Jequié em áreas como indústria, comércio, construção civil e serviços.

Com 198 oportunidades, Jequié lidera em número de vagas nesta segunda-feira, seguido por Ilhéus, com 63, Itabuna, com 49, e Itapetinga, com 9. Os candidatos devem procurar o SineBahia ainda hoje – e, preferencialmente, pela manhã.

O candidato deve se apresentar no SineBahia com carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade em mãos. Em Itapetinga, a unidade fica aberta até as 14h. O horário vai até as 16h em Itabuna e Ilhéus e o expediente encerra-se às 17h em Jequié.

ENDEREÇO DO SINEBAHIA

O SineBahia em Itabuna funciona no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. A unidade de Ilhéus fica na Rua Eustáquio Bastos, no Centro.

O SineBahia em Jequié atende na Avenida Octávio Mangabeira, no Mandacaru. Em Itapetinga, fica na Presidente Kennedy, região central. Confira, abaixo, quais são as vagas por cidade.

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Empresário morreu em acidente em Gandu || Foto Redes Sociais
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Uma acidente automobilístico, na manhã deste sábado (23), no KM 371, em Gandu, no sul da Bahia, resultou na morte de uma pessoa. A vítima foi identificada como Mastroane Mascarenhas, empresário de 52 anos. Ele dirigia um HB20 Hyndai, que foi atingido por um caminhão cegonha.

De acordo com testemunhas, o motorista do caminhão cegonha, que não teve o nome divulgado, teria perdido o controle do veículo e atingido o carro de passeio. No momento do acidente chovia, o que dificultava a visibilidade dos motoristas e deixava a pista escorregadia. Imagens que circulam nas redes mostram o caminhão cegonha, carregado de veículos, no acostamento, no lado contrário da pista.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) foi acionada, mas nada pôde fazer. O empresário já estava morto. Além da morte de Mastroane Mascarenhas, uma pessoa teria ficado ferida. Mas essa informação não foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A colisão ocorreu em um trecho conhecido como “Curva do Sebo”.

Mastroane Mascarenhas era morador de Gandu. A prefeitura daquele município divulgou nota lamentando a morte de Mascarenhas e solidarizando com família e amigos da vítima. O corpo está sendo velado na Igreja Mundial de Jesus Cristo, na rua Belmiro Figueiredo, em frente a Metalúrgica de (Peu) Esquadriferro. O sepultamento está previsto para as 10h deste domingo, no Cemitério velho, em Gandu.

Marcos Japu, secretário de Turismo de Itacaré, com Marcelo Bacelar, da Setur-BA || Foto Divulgação
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O destino turístico Itacaré esteve presente no encontro Vai Turismo – Integração do Turismo Nacional, iniciativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), por meio do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), na última quarta-feira (20), no Espaço Mário Cravo, na Casa do Comércio, em Salvador.

Dirigido a convidados do trade turístico, imprensa e representantes do poder público, o evento itinerante apresentou as iniciativas do Sistema Comércio – CNC, Federações, Sesc e Senac – que contribuem para o desenvolvimento do turismo no Brasil.

Representando Itacaré, participaram o secretário municipal de Turismo, Marcos Japu, e o empresário Ernani Pettinati. “Foi uma oportunidade ímpar para nós, enquanto representantes do destino turístico Itacaré, momento de reencontrar parceiros e amigos, como o querido Zé Alves (ex-secretário de Turismo), além de um aprendizado maravilhoso”, destacou Marcos Japu, titular da Pasta do Turismo de Itacaré.

O encontro discutiu os avanços e a integração do turismo como vetor de desenvolvimento econômico e social, apresentando iniciativas do Sistema Comércio pelo fortalecimento do turismo nacional e estadual. Também promoveu alinhamento e articulação entre as instâncias de Governança do Estado da Bahia e diversos atores estratégicos da cadeia produtiva do setor.

A programação contou, ainda, com apresentações culturais, mostra gastronômica assinada pelo chef Uelcimar Cerqueira, do Senac, além de exposição sobre o programa nacional Vai Turismo, da CNC, que tem como propósito consolidar políticas públicas para o desenvolvimento sustentável e promoção dos destinos brasileiros.

Foram apresentadas também as iniciativas do Sesc e Senac, as ações da Câmara Empresarial do Turismo da Fecomércio-BA (CET), além de espaços de diálogo com as secretarias estaduais e municipais de Turismo.

Loja do Atakarejo na BR-415 deverá ser inaugurado em setembro || Foto Zé Drone
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O Atacadão Atakarejo, hoje sob comando do fundo de investimentos Pátria, já tem data prevista para a inauguração da segunda loja em Itabuna, no sul da Bahia. Nas duas últimas semanas, as obras de construção da unidade no Parque Verde, numa das margens da Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), entraram em ritmo acelerado e já estão praticamente concluídas.

A previsão é de unidade inaugurada em 15 ou 18 de setembro, o que vai depender do ritmo de instalação de mobiliário e equipamentos e abastecimento de das gôndolas, contratações e treinamento dos profissionais.

GERAÇÃO DE EMPREGOS

A estimativa é de aproximadamente 400 empregos gerados na nova loja. Os interessados em trabalhar na unidade devem enviar currículo profissional pelo site da empresa (veja aqui).

As contratações começaram há duas semanas. No site, há ainda vagas para a loja da Avenida Princesa Isabel, no Jardim Vitória. Até a semana passada, o Atakarejo também utilizava o sistema de intermediação de vagas da Prefeitura de Itabuna, o Proate.

EXPANSÃO

A unidade no Parque Verde, em Itabuna, começou a ser construída em setembro de 2023, quando as obras foram interrompidas e somente retomadas no segundo semestre do ano passado, com o avanço do projeto de expansão da marca para o interior do estado e chegada a Sergipe.

O Atakarejo pretende inaugurar, pelo menos, 14 novas lojas somente em 2025, na Bahia e em Sergipe.

Camacãense, José Cássio Varjão é cientista político com MBA em Cooperação Internacional e Políticas Públicas
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Aquele final de tarde serviu como um marco, um divisor de águas, inserindo uma mudança significativa entre o antes e o depois da cidade de Camacã. Naquele dia, vi herdeiros de grandes fazendas da região cabisbaixos, um deles chorando, se maldizendo, por ser o responsável por enfrentar o declínio da lavoura cacaueira.

 

José Cássio Varjão

“Quais as cidades do interior da Bahia que mais perderam população nos últimos 45 anos”? Se você, caro leitor, pesquisar no Google ou em outro site de busca exatamente como esta frase foi escrita acima, encontrará a resposta. Nesse período, Camacã perdeu 44,39% da sua população. Dos 41 municípios da região cacaueira do sul da Bahia, foi a cidade que mais perdeu habitantes desde 1980. Uma migração silenciosa, repleta de decepções e simbolismos. A cidade mais rica, entre as produtoras de cacau, nunca olhou para o futuro como deveria, viveu enebriada pela lavoura que a construiu e a destruiu.

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Entre o aluguel e o quilo de carne mais caros da Bahia, o que aconteceu com a cidade outrora próspera? Como ela chega à melhor idade? Quais lembranças estruturais dessa época “dourada” encontramos ao caminhar por suas ruas e praças? Quais riquezas desse período áureo do cacau ficaram enraizadas para as futuras gerações de camacaenses?

Administrada pelos coronéis do cacau por décadas, numa prática política baseada no poder local dos grandes proprietários de terra, Camacã foi uma cidade de imigrantes, aqueles que chegavam de todas as partes, principalmente os comerciantes, e sempre prosperaram. Será a própria lavoura cacaueira, o ouro negro em amêndoas, a culpada por criar gerações de pessoas improdutivas e despreocupadas financeiramente? Como consequência dessa omissão, diferentemente dos outros municípios da região cacaueira do sul da Bahia, Camacã perdeu quase 50% da sua população. A cidade, que já foi o 13º ICM (antes da CF/88 era só ICM) do estado da Bahia, hoje está chegando ao 170º lugar. Onde está o cerne do problema? Por que somente Camacã ruiu?

Ainda antes de completar 10 anos de emancipação, um duro golpe foi desferido nas pretensões do município se tornar um grande centro comercial e de serviços, o que faria o município não depender somente da monocultura cacaueira. A mal contada história da BR-101 passando pelo centro da cidade, com mais verdades do que mitos, nos condenou, junto com administrações capitaneadas por latifundiários, que só enxergavam o limite das suas terras, a ser a cidade que mais perdeu habitantes no estado da Bahia nas últimas décadas. Era a época dos coronéis, os mesmos retratados por Vitor Nunes Leal, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, em seu livro, Coronelismo, Enxada e Voto, demonstrando como o dono das terras, o trabalhador e o voto estavam ligados umbilicalmente.

O enredo conclusivo, criado em torno do trajeto da BR-101 em Camacã, foi discutido numa reunião entre cacauicultores e os formadores de opinião dentro da comunidade, realizada em determinada fazenda do município, em que a versão de que os custos pelo trajeto original ficariam mais caros foi difundido. Waldeck Ribeiro, ex-presidente da Câmara de Vereadores, me mostrou uma fotografia, em 1993, com mais de uma dezena de cacauicultores de Camacã e de Mascote, perfilados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, junto a Mário Andreazza, Ministro do Interior do Governo Federal, que contava outra história. Após ver “os representantes do povo”, todos vestidos com calças boca de sino e terno com tecido quadriculado, no estilo Agostinho Carrara, cheguei em casa e perguntei ao meu pai, José Loiola Varjão, sobre o tal assunto. Ele me confirmou a reunião na fazenda, para logo em seguida me interromper e sentenciar: “vamos dar um tiro nessa conversa”, papo encerrado. Esse assunto proibido não saiu do meu imaginário nos últimos 32 anos.

Essa passagem é fato consumado. Se tiraram ou não a BR-101 do centro da cidade é um acontecimento que hoje não nos conduzirá a lugar algum. Faz parte do passado, assim como as águas do rio Panelão, que, supostamente, já transportaram até cédulas eleitorais, não voltarão jamais. Nesse período, conversei com várias pessoas de Camacã e região, sempre angariando informações. Também conversei com um ex-funcionário da Bahia Construtora (empresa responsável pela pavimentação entre o Rio Branco e o Rio Pardo da BR 101), que, à época, junto com outros trabalhadores, se perguntavam por que o trajeto foi mudado, se até em Camacã as máquinas já tinham feito cortes nos barrancos onde hoje se situa a Rua Antônio Pereira dos Santos, para passar a estrada?

Imagem aérea de Camacã, no sul da Bahia || Foto PMC/Divulgação

Aqui faço outro questionamento, mudando o contexto: por que os políticos locais, tão bem recebidos em Brasília, não foram pleitear a principal rodovia do Brasil passando pelo centro da cidade, trazendo o progresso sobre rodas para a região?

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Em meados da década de 1970, alguns membros do legislativo municipal, como Arquimedes Carvalho Filho, Waldeck Ribeiro e outros, foram a Brasília pleitear, junto ao Banco do Brasil, a construção de uma agência em Camacã. Após algumas semanas, diretores do banco estavam na cidade, escolheram e compraram o terreno onde funcionava o Clube Vasco da Gama, de propriedade de Álvaro Guerreiro, para construir a agência 0837, do Banco do Brasil. Todo o processo entre a visita dos políticos a Brasília e o início da construção foi célere. Aqui faço outro questionamento, mudando o contexto: por que os políticos locais, tão bem recebidos em Brasília, não foram pleitear a principal rodovia do Brasil passando pelo centro da cidade, trazendo o progresso sobre rodas para a região?

Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Quem iria confrontá-los? Quem iria argumentar que implodir pedreiras por mais de uma dezena de quilômetros até a ponte do Rio Pardo, que ainda seria construída pela Construtora Norberto Odebrecht, seria mais barato do que aproveitar a estrada existente? Quem iria alertá-los de que as pontes do rio Panelinha, já no ramal da fazenda Sapucaia (antiga estrada que fazia o trajeto para Itabuna), do Rio Panelão, em Camacã, do rio Água Preta, nos Quinze, e do Nanci, onde já existia um posto do DNER, foram construídas em concreto bruto para receber a nova estrada? Por que não utilizar essa mesma estrada, que antes nos levava a Porto Seguro, Rio de Janeiro ou São Paulo? O Sr. Zezito Freitas, cacauicultor com propriedade rural nos arredores da estação da Polícia Rodoviária Federal, em Camacã, foi a única voz dissonante nessa história, não queria a estrada nas suas terras.

Para ter certeza em afirmar que o progresso foi afastado de Camacã, li inúmeros artigos e publicações científicas comprovando que ser margeada por uma rodovia federal traz enormes benefícios econômicos às localidades. Em monografia submetida ao Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Catarina, em agosto de 2002, Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, discorre sobre Construção da BR-101 e Seus Reflexos na Economia de Joinville. Outros autores, inclusive da região, pesquisaram sobre o advento da BR-101 no sul e extremo-sul da Bahia, que abriu a região para o Sudeste do Brasil.

Continuando com minhas pesquisas, seguem abaixo, detalhadamente, as informações extraídas do IBGE Cidades com relação à população das maiores cidades da Bahia, margeadas pela BR-101, nas últimas seis décadas:

As cidades de Gandu e Itamaraju ficaram encaixotadas por estarem entre dois grandes polos comerciais e de serviços, como Santo Antônio de Jesus e Itabuna, Eunápolis e Teixeira de Freitas, respectivamente. Nas outras cidades, percebe-se o quão importante foi a construção da BR-101, com a população crescendo, em alguns casos, até mais de duas vezes em relação à década de 1970. Eunápolis se beneficiou também por ser o entroncamento para Porto Seguro. Teixeira de Freitas, por sua vez, obteve o maior crescimento dentre todas as cidades citadas, pela proximidade com o estado do Espírito Santo e algumas cidades de Minas Gerais. Próximo a Camacã, o melhor exemplo é São João do Paraíso, município de Mascote, que antes da rodovia era somente um vilarejo com um punhado de casas.

Para continuar discorrendo sobre os 64 anos de Camacã, farei uma divisão entre os primeiros 32 anos de emancipação e os 32 anos seguintes. Entre 1961 e 1993, apesar de já ter entrado no processo de declínio em 1990, com o surgimento da vassoura de bruxa, a alta arrecadação de ICMS (aqui já era ICMS) quando dinheiro não era o problema, serviu para execução de algumas obras estruturantes na cidade, principalmente entre 1977 e 1982. Naquela época a maioria das obras eram realizadas com verba do município. Importante salientar que a cidade tinha, em 1980, de acordo com o IBGE, uma população de quase 41 mil habitantes.

Em 1990, na fatídica reunião no Clube de Campo de Camacã, em que eu estava presente, o engenheiro agrônomo da Ceplac Mário Tavares informou à população ter encontrado a Crinipellis perniciosa, o fungo que dizimou a lavoura cacaueira e acelerou o declínio de uma cidade sem planejamento e que não sobreviveria sem o cacau. Aquele final de tarde serviu como um marco, um divisor de águas, inserindo uma mudança significativa entre o antes e o depois da cidade de Camacã. Naquele dia, vi herdeiros de grandes fazendas da região cabisbaixos, um deles chorando, se maldizendo, por ser o responsável por enfrentar o declínio da lavoura cacaueira.

Vista panorâmica de Camacã || Foto PMC/Divulgação

Nesses primeiros 32 anos de Camacã, foram 20 anos de governo entre dois coronéis, de 1977 a 1996, intercalando-se os mandatos. Dois latifundiários que traziam pessoas de fora para administrar a cidade.

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Nesses primeiros 32 anos de Camacã, foram 20 anos de governo entre dois coronéis, de 1977 a 1996, intercalando-se os mandatos. Dois latifundiários que traziam pessoas de fora para administrar a cidade. Aqui, entra João Ubaldo Ribeiro, no livro Política: Quem manda, por que manda, como manda, com a 1ª edição publicada em 1981, quando escreveu sobre “um fenômeno contemporâneo, que vem pondo em risco até mesmo a representatividade popular nas democracias. Trata-se da diferença, cada vez mais ampla, entre quem detém a autoridade para as decisões e quem tem o conhecimento indispensável para tomá-las, sendo obrigado, cada vez mais, a confiar em assessores, consultores e técnicos, os tais burocratas. Isso resulta no controle das decisões públicas cada vez mais longe dos eleitos, perdendo-se a representatividade entre o povo e quem é escolhido por ele”. Eu particularmente chamo isso de “terceirização da vontade popular”. Um é eleito para outros governarem.

Numa ação contraproducente, tendo como base a construção do Terminal Rodoviário de Camacã, ficou latente a falta de parâmetros daqueles que detinham o poder, ou tomada de decisão por parte dos burocratas, citados no parágrafo anterior, que resultou no esfacelamento das empresas que funcionavam em torno da praça Dr. João Vargens. Com a saída das empresas de ônibus e pela proibição de estacionamento e circulação de kombis e picapes, os comércios entre aquela região e o Instituto de Cacau da Bahia foram cerrando suas atividades, um a um. Nos comentários da época, os executores de tal mudança tinham como objetivo fazer a cidade crescer no percurso entre os Correios e a Rodoviária. A realidade é que isso não passou de especulação imobiliária dos donos das terras naquele perímetro e, por ironia da história, a cidade chegou até onde almejavam, mas pelo lado contrário, descendo morro abaixo. “Cobriram um santo e descobriram outro”.

Os tais coronéis, que, na sua maioria não enxergavam um palmo na frente do nariz, nunca, absolutamente nunca pensaram no futuro de Camacã. Nenhum deles investiu em boas moradias na cidade. Quase todos pernoitavam em suas casas na fazenda. Algumas eram belas mansões, que foram se depreciando junto com o cacau que deixaria de existir.

Quase todos os que viviam exclusivamente da lavoura, sem preocupações ou organização financeira pessoal, terminaram completamente endividados, falidos. Incongruente nessa história foram os comerciantes da cidade, proprietários de lojas, farmácias e armazéns, que também eram pequenos agricultores, os quais viviam do seu empreendimento e não ficaram endividados como os grandes latifundiários. Contrários à emancipação, os coronéis de Canavieiras teriam feito “algum trabalho”, que objetivava o declínio de Camacã? Ou foi o carma dos pequenos agricultores obrigados a vender suas terras para os coronéis a preço de banana? Conjecturas à parte, Camacã subiu como um foguete e ruiu como um castelo construído na areia.

Inaptos na arte de governar, porém habilidosos na perseguição política, os controladores do poder local só o perderam em uma oportunidade, quando o padre Auxêncio da Costa Alves foi eleito em 1972, surpreendendo a todos. O padre governou durante 4 anos, com uma faca nas suas costas. Fora esse interregno, mandaram na cidade desde sua emancipação, intentando contra quem os desafiasse. Um deles, que nunca disputou cargo público, andava na cidade com os nomes de pessoas numa lista para serem expurgadas dos seus trabalhos, alijadas daquela sociedade, como a turma do PT, objetivando dar o lugar aos seus apadrinhados. São vários os que saíram de Camacã e, decepcionados, nunca mais olharam para trás.

Em época de fartura ninguém aprende. É perfeitamente compreensível que algumas pessoas de Camacã, por laços de convivência mais íntimos, contestem o argumento de que os coronéis não deixaram marcas registradas a serviço da coletividade. A realidade é infinitamente superior às narrativas criadas, os mitos produzidos em torno de pessoas que governaram com imposições, perseguições, beneficiando uns poucos. Caso interessante a ser citado foi a época da geração de energia através da barragem de Camacã, quando havia energia elétrica em suas propriedades rurais, mas parte significativa da população da cidade estava às escuras, sem a energia. Aliás, o poderio econômico da lavoura cacaueira transitava somente no centro financeiro da cidade, com suas 7 agências bancárias. Nas áreas periféricas, a miséria era extrema, sem luz, água, saneamento básico e sem farinha no prato.

Como um paciente sobrevivendo com práticas paliativas, Camacã foi sendo esbulhada ao longo das últimas décadas, tendo as suas riquezas investidas em outros lugares. Até os filhos dos cacauicultores saíam para estudar e nunca voltavam, salvo raríssimas exceções. O chamado investimento sem retorno.

Precisamos conhecer nosso passado para termos condições de fazer reparos históricos. Desmistificar esse coronelismo é uma abordagem fundamental para que Camacã se liberte da cultura política baseada na dependência e no medo e isso passa pela educação política, pela valorização do coletivo populacional enquanto capital social de uma comunidade. É romper com o imaginário de que só quem tinha terra e sobrenome poderia governar. É reconstruir o ambiente político a partir do povo, sendo o processo de desmistificação do passado o caminho para construção de um futuro baseado no desenvolvimento econômico, na ética administrativa, na inovação e no compromisso com o bem público. No próximo artigo, vamos discorrer sobre os 32 anos seguintes.

José Cássio Varjão é camacaense, graduado em Ciência Política e possui MBA em Cooperação Internacional e Políticas Públicas e pós-graduação em Administração Pública Municipal e Desenvolvimento Local; Administração Pública e Gestão de Cidades Inteligentes; e Gestão de Negócios Inovadores.

Carga de cacau é roubada no sul da Bahia
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Bandidos fortemente armados interceptaram um caminhão carregado de cacau, sequestraram o motorista e levaram cerca de 250 sacas do produto, totalizando 1.000 arrobas, na terça-feira (12). O caminhoneiro foi obrigado a entregar a direção do veículo para um dos criminosos quando trafegava pela BR-101, na altura de Aurelino Leal. Outros três bandidos escoltaram a carga até Buerarema, onde o motorista foi liberado.

O motorista relatou na delegacia que um bandido invadiu o caminhão enquanto os outros comparsas seguiram numa caminhonete preta. Existe a suspeita de que os criminosos tenham colocado as 250 sacas de cacau (cada saca tem 4 arrobas) em outro veículo para facilitar a fuga.

O tamanho do prejuízo ainda não foi divulgado, mas estima-se  que seja superior a R$ 640 mil. Até o início da noite de hoje ninguém havia sido preso. A polícia recuperou o caminhão na noite de quarta-feira (13), em Firmino Alves. Atualização às 11h de 14/08 para correção de informação.

VAGAS DE EMPREGO HOJE -Unidade do SineBahia em Itabuna atende no segundo piso do Shopping Jequitibá || Foto A Região
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Gerente de supermercado, supervisor comercial, supervisor técnico, técnico em Segurança do Trabalho, monitor de ressocialização, servente de obras, padeiro, confeiteiro, auxiliar de engenheiro, monitor de sistema de alarme e câmera e eletrotécnico estão dentre as vagas anunciadas.

Comércio, construção civil, indústria e serviços são setores da economia com total de 317 vagas de emprego e de estágio remunerado nos municípios de Itabuna, Ilhéus, Eunápolis e Jequié nesta quarta-feira (13). São oportunidades com intermediação do SineBahia, órgão estadual de qualificação e seleção de vagas para o mercado de trabalho.

Jequié lidera a oferta de empregos, com 197 vagas, seguido por Eunápolis, com 64, Ilhéus, com 37, e Itabuna, com 19. O atendimento nas obras vai até as 16h em três das unidades. O SineBahia de Jequié estende atendimento até as 17h.

Para o cadastramento, o candidato deve procurar o SineBahia ainda nesta quarta – e, preferencialmente,  pela manhã. A documentação exigida inclui carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade.

ENDEREÇO DO SINEBAHIA

O SineBahia de Itabuna atende no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. A unidade de Ilhéus fica na Rua Eustáquio Bastos, ao lado do Mercado do Artesanato, no Centro.

O SineBahia Jequié está situado na Avenida Octávio Mangabeira, no Mandacaru. A unidade Eunápolis atende na Rua 5 de Novembro, Centro. A consulta de vaga por cidade pode ser feita abaixo.

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Lançamento do livro "O Berimbau - Valhacouto de boêmios" no Mac Vita
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De uma vez só conseguimos reunir a mais fina flor da boemia canavieirense e das redondezas, com a presença maciça dos membros das gloriosas instituições Confraria d’O Berimbau e do Clube dos Rolas Cansadas, como em tempos pretéritos.

 

Walmir Rosário

Em plena manhã desta sexta-feira, 8 de agosto, me senti abatido, diria até exausto, em meio a um estudo comparado de rituais com vistas à elaboração de uma peça. A cabeça, os miolos, ou sei lá como explicar, ferviam com o vai-e-vem da leitura, justamente num dia considerado o início do fim de semana nos bares e botequins da vida.

Resolvi dar um tempo e me entreter assistindo ao filme Meu Vizinho Adolfo, iniciado na noite passada. De repente, ouço alguém bater à porta se passando por um entregador de uma dessas empresas internacionais de vendas pela internet. Desconfiado, pois não esperava a chegada de encomenda, mesmo assim abro o portão e encontro o amigo e irmão Arenilson.

Após risadas e o costumeiro abraço, me entrega um presente trazido em seu passeio pelas bandas de Bom Jesus da Lapa e Correntina: um litro da preciosa aguardente, ou melhor, cachaça, com o nome de Brejeira. Eu esperava um tijolão de rapadura, conforme promessa feita, mas resolvi não reclamar, haja vista a superioridade do regalo.

Enquanto examino o “precioso líquido”, adjetivo proibido nas boas redações, recebo, via whatsapp, o estímulo do amigo Toncar, direto de Campo Formoso, dando conta que o relógio badalava 11 horas, horário de abrir os trabalhos com o toque de um pequeno sino. Transmiti uma foto da Brejeira pra ele, que fez questão de me garantir que era uma das cachaças de sua predileção.

Confesso que minha estranha sexta-feira com o trabalho de pesquisa e nenhuma perspectiva de encontrar os amigos ao meio-dia em pino nos botecos bateu imediatamente em retirada. Guardei os rituais e escritos e me dirigi à cozinha para providenciar alguns tira-gostos à altura do presente recebido, alterando a rotina com um adeus em alto e bom som ao trabalho.

Muito reservadamente posso contar para você que me concedi férias há pouco mais de dois meses, após o trabalho estafante de editar o livro O Berimbau – Valhacouto de Boêmios, já impresso. Após alguns adiamentos, finalmente, no dia 26 de julho passado, realizamos o lançamento em grande estilo, no Mac Vita, um dos nossos mais acolhedores abrigos em Canavieiras.

De uma vez só conseguimos reunir a mais fina flor da boemia canavieirense e das redondezas, com a presença maciça dos membros das gloriosas instituições Confraria d’O Berimbau e do Clube dos Rolas Cansadas, como em tempos pretéritos. Uma festa pra ninguém botar defeito, regada a uma boa cachaça com Cambuí em infusão e cerveja bem gelada, e ao som luxuoso do saxofone de Cadu Perrucho.

Como era do procedimento regulamentar em alguns sábados na Confraria d’O Berimbau, os confrades prepararam com esmero o famoso “Tiquinho”, nome pomposo para os pratos elaborados e colocados à disposição dos estômagos famintos. Como sempre, para subverter a ordem, Trajano Júnior chegou com duas enormes panelas de com pernil suíno e fatada.

Não quero aqui falar mal ou reclamar do evento, mas fui bastante prejudicado por ter que me ater a receber os confrades e familiares, bem como autografar cerca de uma centena de livros, além de posar para as fotos. Enquanto isso, os convidados se esbaldavam nas bebidas e comidas e nas rodinhas de bate-papo, lembrando com saudade os velhos tempos.

E eu, que sonhava com um longo período de férias, provando da inatividade e dos benefícios do ócio, fui obrigado a interromper a vagabundagem planejada com bastante esmero. Bem que minha mulher me avisou que essa ideia de aposentado tirar férias se tratava de redundância, no bom português, uma utopia desnecessária de ser sonhada. Realmente, por duas vezes fui obrigado a interrompê-la, mas faz parte da vida.

Com a chegada dos confrades do retiro espiritual em Bom Jesus da Lapa, também interrompido pelos passeios nas cachoeiras e alambiques em Correntina, só aguardar o irmãozinho Batista. É que ele se recupera dos dissabores da gota de estimação e breve promoveremos uma inspeção nos botecos de Canavieiras. Desta vez, sem interrupção.

Walmir Rosário é radialista, jornalista, advogado e autor de livros como O Berimbau – Valhacouto de boêmios, disponível na Amazon.

Carreta tombou na BR-101, em Buerarema || Montagem PIMENTA
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Uma carreta cegonha tombou nesta quarta-feira (6), por volta das 12h20min, na BR-101, quilômetro 521, em Buerarema, no sul da Bahia. O veículo estava carregado. Imagens obtidas pelo PIMENTA mostram que, pelo menos, quatro carros foram arremessados da carroceria da carreta.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que o acidente provocou a interdição total da rodovia. O registro da ocorrência está em andamento. A pista permanecia interditada até as 13h50min.

Acidente ocorreu no início da tarde desta quarta-feira (6)

Ainda não há informações sobre feridos e se outro veículo se envolveu no acidente. Nas imagens feitas logo após o tombamento, é possível ver um homem caminhando em cima da carreta.

BR-101 É LIBERADA APÓS CARRETA “CEGONHA” TOMBAR PRÓXIMO A ITABUNA

 

EMPREGOS HOJE - Confira as oportunidades para hoje nas unidades SineBahia
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O SineBahia oferece 261 vagas de emprego e de estágio remunerado nos municípios de Itabuna, Ilhéus e Jequié nesta sexta-feira (1º). As oportunidades estão nos setores do comércio, da construção civil, da indústria e dos serviços.

Do total, 182 vagas são ofertadas em Jequié, majoritariamente pelo setor industrial. Em Ilhéus, outras 48 vagas e em Itabuna mais 31.

Os candidatos devem procurar o SineBahia com carteiras de Identidade e de Trabalho em mãos, além de CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. O atendimento vai até as 16h em Itabuna e Ilhéus e encerra-se às 17h em Jequié.

ENDEREÇO DO SINEBAHIA

A unidade SineBahia em Jequié atende na Avenida Octávio Mangabeira, próximo à Policlínica Regional de Saúde, no Mandaru. Em Ilhéus, a unidade está situada na Rua Eustáquio Bastos, em frente à Praça Cairu, no Centro. O SineBahia em Itabuna está sediado no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), Góes Calmon. Abaixo, confira as vagas por cidade.

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