Loja do Atakarejo na BR-415 deverá ser inaugurado em setembro || Foto Zé Drone
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O Atacadão Atakarejo, hoje sob comando do fundo de investimentos Pátria, já tem data prevista para a inauguração da segunda loja em Itabuna, no sul da Bahia. Nas duas últimas semanas, as obras de construção da unidade no Parque Verde, numa das margens da Rodovia Ilhéus-Itabuna (BR-415), entraram em ritmo acelerado e já estão praticamente concluídas.
A previsão é de unidade inaugurada em 15 ou 18 de setembro, o que vai depender do ritmo de instalação de mobiliário e equipamentos e abastecimento de das gôndolas, contratações e treinamento dos profissionais.
GERAÇÃO DE EMPREGOS
A estimativa é de aproximadamente 400 empregos gerados na nova loja. Os interessados em trabalhar na unidade devem enviar currículo profissional pelo site da empresa (veja aqui).
As contratações começaram há duas semanas. No site, há ainda vagas para a loja da Avenida Princesa Isabel, no Jardim Vitória. Até a semana passada, o Atakarejo também utilizava o sistema de intermediação de vagas da Prefeitura de Itabuna, o Proate.
EXPANSÃO
A unidade no Parque Verde, em Itabuna, começou a ser construída em setembro de 2023, quando as obras foram interrompidas e somente retomadas no segundo semestre do ano passado, com o avanço do projeto de expansão da marca para o interior do estado e chegada a Sergipe.
O Atakarejo pretende inaugurar, pelo menos, 14 novas lojas somente em 2025, na Bahia e em Sergipe.
Camacãense, José Cássio Varjão é cientista político com MBA em Cooperação Internacional e Políticas Públicas
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Aquele final de tarde serviu como um marco, um divisor de águas, inserindo uma mudança significativa entre o antes e o depois da cidade de Camacã. Naquele dia, vi herdeiros de grandes fazendas da região cabisbaixos, um deles chorando, se maldizendo, por ser o responsável por enfrentar o declínio da lavoura cacaueira.
José Cássio Varjão
“Quais as cidades do interior da Bahia que mais perderam população nos últimos 45 anos”? Se você, caro leitor, pesquisar no Google ou em outro site de busca exatamente como esta frase foi escrita acima, encontrará a resposta. Nesse período, Camacã perdeu 44,39% da sua população. Dos 41 municípios da região cacaueira do sul da Bahia, foi a cidade que mais perdeu habitantes desde 1980. Uma migração silenciosa, repleta de decepções e simbolismos. A cidade mais rica, entre as produtoras de cacau, nunca olhou para o futuro como deveria, viveu enebriada pela lavoura que a construiu e a destruiu.
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Entre o aluguel e o quilo de carne mais caros da Bahia, o que aconteceu com a cidade outrora próspera? Como ela chega à melhor idade? Quais lembranças estruturais dessa época “dourada” encontramos ao caminhar por suas ruas e praças? Quais riquezas desse período áureo do cacau ficaram enraizadas para as futuras gerações de camacaenses?
Administrada pelos coronéis do cacau por décadas, numa prática política baseada no poder local dos grandes proprietários de terra, Camacã foi uma cidade de imigrantes, aqueles que chegavam de todas as partes, principalmente os comerciantes, e sempre prosperaram. Será a própria lavoura cacaueira, o ouro negro em amêndoas, a culpada por criar gerações de pessoas improdutivas e despreocupadas financeiramente? Como consequência dessa omissão, diferentemente dos outros municípios da região cacaueira do sul da Bahia, Camacã perdeu quase 50% da sua população. A cidade, que já foi o 13º ICM (antes da CF/88 era só ICM) do estado da Bahia, hoje está chegando ao 170º lugar. Onde está o cerne do problema? Por que somente Camacã ruiu?
Ainda antes de completar 10 anos de emancipação, um duro golpe foi desferido nas pretensões do município se tornar um grande centro comercial e de serviços, o que faria o município não depender somente da monocultura cacaueira. A mal contada história da BR-101 passando pelo centro da cidade, com mais verdades do que mitos, nos condenou, junto com administrações capitaneadas por latifundiários, que só enxergavam o limite das suas terras, a ser a cidade que mais perdeu habitantes no estado da Bahia nas últimas décadas. Era a época dos coronéis, os mesmos retratados por Vitor Nunes Leal, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, em seu livro, Coronelismo, Enxada e Voto, demonstrando como o dono das terras, o trabalhador e o voto estavam ligados umbilicalmente.
O enredo conclusivo, criado em torno do trajeto da BR-101 em Camacã, foi discutido numa reunião entre cacauicultores e os formadores de opinião dentro da comunidade, realizada em determinada fazenda do município, em que a versão de que os custos pelo trajeto original ficariam mais caros foi difundido. Waldeck Ribeiro, ex-presidente da Câmara de Vereadores, me mostrou uma fotografia, em 1993, com mais de uma dezena de cacauicultores de Camacã e de Mascote, perfilados na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, junto a Mário Andreazza, Ministro do Interior do Governo Federal, que contava outra história. Após ver “os representantes do povo”, todos vestidos com calças boca de sino e terno com tecido quadriculado, no estilo Agostinho Carrara, cheguei em casa e perguntei ao meu pai, José Loiola Varjão, sobre o tal assunto. Ele me confirmou a reunião na fazenda, para logo em seguida me interromper e sentenciar: “vamos dar um tiro nessa conversa”, papo encerrado. Esse assunto proibido não saiu do meu imaginário nos últimos 32 anos.
Essa passagem é fato consumado. Se tiraram ou não a BR-101 do centro da cidade é um acontecimento que hoje não nos conduzirá a lugar algum. Faz parte do passado, assim como as águas do rio Panelão, que, supostamente, já transportaram até cédulas eleitorais, não voltarão jamais. Nesse período, conversei com várias pessoas de Camacã e região, sempre angariando informações. Também conversei com um ex-funcionário da Bahia Construtora (empresa responsável pela pavimentação entre o Rio Branco e o Rio Pardo da BR 101), que, à época, junto com outros trabalhadores, se perguntavam por que o trajeto foi mudado, se até em Camacã as máquinas já tinham feito cortes nos barrancos onde hoje se situa a Rua Antônio Pereira dos Santos, para passar a estrada?
Imagem aérea de Camacã, no sul da Bahia || Foto PMC/Divulgação
Aqui faço outro questionamento, mudando o contexto: por que os políticos locais, tão bem recebidos em Brasília, não foram pleitear a principal rodovia do Brasil passando pelo centro da cidade, trazendo o progresso sobre rodas para a região?
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Em meados da década de 1970, alguns membros do legislativo municipal, como Arquimedes Carvalho Filho, Waldeck Ribeiro e outros, foram a Brasília pleitear, junto ao Banco do Brasil, a construção de uma agência em Camacã. Após algumas semanas, diretores do banco estavam na cidade, escolheram e compraram o terreno onde funcionava o Clube Vasco da Gama, de propriedade de Álvaro Guerreiro, para construir a agência 0837, do Banco do Brasil. Todo o processo entre a visita dos políticos a Brasília e o início da construção foi célere. Aqui faço outro questionamento, mudando o contexto: por que os políticos locais, tão bem recebidos em Brasília, não foram pleitear a principal rodovia do Brasil passando pelo centro da cidade, trazendo o progresso sobre rodas para a região?
Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Quem iria confrontá-los? Quem iria argumentar que implodir pedreiras por mais de uma dezena de quilômetros até a ponte do Rio Pardo, que ainda seria construída pela Construtora Norberto Odebrecht, seria mais barato do que aproveitar a estrada existente? Quem iria alertá-los de que as pontes do rio Panelinha, já no ramal da fazenda Sapucaia (antiga estrada que fazia o trajeto para Itabuna), do Rio Panelão, em Camacã, do rio Água Preta, nos Quinze, e do Nanci, onde já existia um posto do DNER, foram construídas em concreto bruto para receber a nova estrada? Por que não utilizar essa mesma estrada, que antes nos levava a Porto Seguro, Rio de Janeiro ou São Paulo? O Sr. Zezito Freitas, cacauicultor com propriedade rural nos arredores da estação da Polícia Rodoviária Federal, em Camacã, foi a única voz dissonante nessa história, não queria a estrada nas suas terras.
Para ter certeza em afirmar que o progresso foi afastado de Camacã, li inúmeros artigos e publicações científicas comprovando que ser margeada por uma rodovia federal traz enormes benefícios econômicos às localidades. Em monografia submetida ao Departamento de Ciências Econômicas da Universidade Federal de Santa Catarina, em agosto de 2002, Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, discorre sobre Construção da BR-101 e Seus Reflexos na Economia de Joinville. Outros autores, inclusive da região, pesquisaram sobre o advento da BR-101 no sul e extremo-sul da Bahia, que abriu a região para o Sudeste do Brasil.
Continuando com minhas pesquisas, seguem abaixo, detalhadamente, as informações extraídas do IBGE Cidades com relação à população das maiores cidades da Bahia, margeadas pela BR-101, nas últimas seis décadas:
As cidades de Gandu e Itamaraju ficaram encaixotadas por estarem entre dois grandes polos comerciais e de serviços, como Santo Antônio de Jesus e Itabuna, Eunápolis e Teixeira de Freitas, respectivamente. Nas outras cidades, percebe-se o quão importante foi a construção da BR-101, com a população crescendo, em alguns casos, até mais de duas vezes em relação à década de 1970. Eunápolis se beneficiou também por ser o entroncamento para Porto Seguro. Teixeira de Freitas, por sua vez, obteve o maior crescimento dentre todas as cidades citadas, pela proximidade com o estado do Espírito Santo e algumas cidades de Minas Gerais. Próximo a Camacã, o melhor exemplo é São João do Paraíso, município de Mascote, que antes da rodovia era somente um vilarejo com um punhado de casas.
Para continuar discorrendo sobre os 64 anos de Camacã, farei uma divisão entre os primeiros 32 anos de emancipação e os 32 anos seguintes. Entre 1961 e 1993, apesar de já ter entrado no processo de declínio em 1990, com o surgimento da vassoura de bruxa, a alta arrecadação de ICMS (aqui já era ICMS) quando dinheiro não era o problema, serviu para execução de algumas obras estruturantes na cidade, principalmente entre 1977 e 1982. Naquela época a maioria das obras eram realizadas com verba do município. Importante salientar que a cidade tinha, em 1980, de acordo com o IBGE, uma população de quase 41 mil habitantes.
Em 1990, na fatídica reunião no Clube de Campo de Camacã, em que eu estava presente, o engenheiro agrônomo da Ceplac Mário Tavares informou à população ter encontrado a Crinipellis perniciosa, o fungo que dizimou a lavoura cacaueira e acelerou o declínio de uma cidade sem planejamento e que não sobreviveria sem o cacau. Aquele final de tarde serviu como um marco, um divisor de águas, inserindo uma mudança significativa entre o antes e o depois da cidade de Camacã. Naquele dia, vi herdeiros de grandes fazendas da região cabisbaixos, um deles chorando, se maldizendo, por ser o responsável por enfrentar o declínio da lavoura cacaueira.
Vista panorâmica de Camacã || Foto PMC/Divulgação
Nesses primeiros 32 anos de Camacã, foram 20 anos de governo entre dois coronéis, de 1977 a 1996, intercalando-se os mandatos. Dois latifundiários que traziam pessoas de fora para administrar a cidade.
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Nesses primeiros 32 anos de Camacã, foram 20 anos de governo entre dois coronéis, de 1977 a 1996, intercalando-se os mandatos. Dois latifundiários que traziam pessoas de fora para administrar a cidade. Aqui, entra João Ubaldo Ribeiro, no livro Política: Quem manda, por que manda, como manda, com a 1ª edição publicada em 1981, quando escreveu sobre “um fenômeno contemporâneo, que vem pondo em risco até mesmo a representatividade popular nas democracias. Trata-se da diferença, cada vez mais ampla, entre quem detém a autoridade para as decisões e quem tem o conhecimento indispensável para tomá-las, sendo obrigado, cada vez mais, a confiar em assessores, consultores e técnicos, os tais burocratas. Isso resulta no controle das decisões públicas cada vez mais longe dos eleitos, perdendo-se a representatividade entre o povo e quem é escolhido por ele”. Eu particularmente chamo isso de “terceirização da vontade popular”. Um é eleito para outros governarem.
Numa ação contraproducente, tendo como base a construção do Terminal Rodoviário de Camacã, ficou latente a falta de parâmetros daqueles que detinham o poder, ou tomada de decisão por parte dos burocratas, citados no parágrafo anterior, que resultou no esfacelamento das empresas que funcionavam em torno da praça Dr. João Vargens. Com a saída das empresas de ônibus e pela proibição de estacionamento e circulação de kombis e picapes, os comércios entre aquela região e o Instituto de Cacau da Bahia foram cerrando suas atividades, um a um. Nos comentários da época, os executores de tal mudança tinham como objetivo fazer a cidade crescer no percurso entre os Correios e a Rodoviária. A realidade é que isso não passou de especulação imobiliária dos donos das terras naquele perímetro e, por ironia da história, a cidade chegou até onde almejavam, mas pelo lado contrário, descendo morro abaixo. “Cobriram um santo e descobriram outro”.
Os tais coronéis, que, na sua maioria não enxergavam um palmo na frente do nariz, nunca, absolutamente nunca pensaram no futuro de Camacã. Nenhum deles investiu em boas moradias na cidade. Quase todos pernoitavam em suas casas na fazenda. Algumas eram belas mansões, que foram se depreciando junto com o cacau que deixaria de existir.
Quase todos os que viviam exclusivamente da lavoura, sem preocupações ou organização financeira pessoal, terminaram completamente endividados, falidos. Incongruente nessa história foram os comerciantes da cidade, proprietários de lojas, farmácias e armazéns, que também eram pequenos agricultores, os quais viviam do seu empreendimento e não ficaram endividados como os grandes latifundiários. Contrários à emancipação, os coronéis de Canavieiras teriam feito “algum trabalho”, que objetivava o declínio de Camacã? Ou foi o carma dos pequenos agricultores obrigados a vender suas terras para os coronéis a preço de banana? Conjecturas à parte, Camacã subiu como um foguete e ruiu como um castelo construído na areia.
Inaptos na arte de governar, porém habilidosos na perseguição política, os controladores do poder local só o perderam em uma oportunidade, quando o padre Auxêncio da Costa Alves foi eleito em 1972, surpreendendo a todos. O padre governou durante 4 anos, com uma faca nas suas costas. Fora esse interregno, mandaram na cidade desde sua emancipação, intentando contra quem os desafiasse. Um deles, que nunca disputou cargo público, andava na cidade com os nomes de pessoas numa lista para serem expurgadas dos seus trabalhos, alijadas daquela sociedade, como a turma do PT, objetivando dar o lugar aos seus apadrinhados. São vários os que saíram de Camacã e, decepcionados, nunca mais olharam para trás.
Em época de fartura ninguém aprende. É perfeitamente compreensível que algumas pessoas de Camacã, por laços de convivência mais íntimos, contestem o argumento de que os coronéis não deixaram marcas registradas a serviço da coletividade. A realidade é infinitamente superior às narrativas criadas, os mitos produzidos em torno de pessoas que governaram com imposições, perseguições, beneficiando uns poucos. Caso interessante a ser citado foi a época da geração de energia através da barragem de Camacã, quando havia energia elétrica em suas propriedades rurais, mas parte significativa da população da cidade estava às escuras, sem a energia. Aliás, o poderio econômico da lavoura cacaueira transitava somente no centro financeiro da cidade, com suas 7 agências bancárias. Nas áreas periféricas, a miséria era extrema, sem luz, água, saneamento básico e sem farinha no prato.
Como um paciente sobrevivendo com práticas paliativas, Camacã foi sendo esbulhada ao longo das últimas décadas, tendo as suas riquezas investidas em outros lugares. Até os filhos dos cacauicultores saíam para estudar e nunca voltavam, salvo raríssimas exceções. O chamado investimento sem retorno.
Precisamos conhecer nosso passado para termos condições de fazer reparos históricos. Desmistificar esse coronelismo é uma abordagem fundamental para que Camacã se liberte da cultura política baseada na dependência e no medo e isso passa pela educação política, pela valorização do coletivo populacional enquanto capital social de uma comunidade. É romper com o imaginário de que só quem tinha terra e sobrenome poderia governar. É reconstruir o ambiente político a partir do povo, sendo o processo de desmistificação do passado o caminho para construção de um futuro baseado no desenvolvimento econômico, na ética administrativa, na inovação e no compromisso com o bem público. No próximo artigo, vamos discorrer sobre os 32 anos seguintes.
José Cássio Varjão é camacaense, graduado em Ciência Política e possui MBA em Cooperação Internacional e Políticas Públicas e pós-graduação em Administração Pública Municipal e Desenvolvimento Local; Administração Pública e Gestão de Cidades Inteligentes; e Gestão de Negócios Inovadores.
Bandidos fortemente armados interceptaram um caminhão carregado de cacau, sequestraram o motorista e levaram cerca de 250 sacas do produto, totalizando 1.000 arrobas, na terça-feira (12). O caminhoneiro foi obrigado a entregar a direção do veículo para um dos criminosos quando trafegava pela BR-101, na altura de Aurelino Leal. Outros três bandidos escoltaram a carga até Buerarema, onde o motorista foi liberado.
O motorista relatou na delegacia que um bandido invadiu o caminhão enquanto os outros comparsas seguiram numa caminhonete preta. Existe a suspeita de que os criminosos tenham colocado as 250 sacas de cacau (cada saca tem 4 arrobas) em outro veículo para facilitar a fuga.
O tamanho do prejuízo ainda não foi divulgado, mas estima-se que seja superior a R$ 640 mil. Até o início da noite de hoje ninguém havia sido preso. A polícia recuperou o caminhão na noite de quarta-feira (13), em Firmino Alves. Atualização às 11h de 14/08 para correção de informação.
VAGAS DE EMPREGO HOJE -Unidade do SineBahia em Itabuna atende no segundo piso do Shopping Jequitibá || Foto A Região
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Gerente de supermercado, supervisor comercial, supervisor técnico, técnico em Segurança do Trabalho, monitor de ressocialização, servente de obras, padeiro, confeiteiro, auxiliar de engenheiro, monitor de sistema de alarme e câmera e eletrotécnico estão dentre as vagas anunciadas.
Comércio, construção civil, indústria e serviços são setores da economia com total de 317 vagas de emprego e de estágio remunerado nos municípios de Itabuna, Ilhéus, Eunápolis e Jequié nesta quarta-feira (13). São oportunidades com intermediação do SineBahia, órgão estadual de qualificação e seleção de vagas para o mercado de trabalho.
Jequié lidera a oferta de empregos, com 197 vagas, seguido por Eunápolis, com 64, Ilhéus, com 37, e Itabuna, com 19. O atendimento nas obras vai até as 16h em três das unidades. O SineBahia de Jequié estende atendimento até as 17h.
Para o cadastramento, o candidato deve procurar o SineBahia ainda nesta quarta – e, preferencialmente, pela manhã. A documentação exigida inclui carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade.
ENDEREÇO DO SINEBAHIA
O SineBahia de Itabuna atende no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. A unidade de Ilhéus fica na Rua Eustáquio Bastos, ao lado do Mercado do Artesanato, no Centro.
O SineBahia Jequié está situado na Avenida Octávio Mangabeira, no Mandacaru. A unidade Eunápolis atende na Rua 5 de Novembro, Centro. A consulta de vaga por cidade pode ser feita abaixo.
Lançamento do livro "O Berimbau - Valhacouto de boêmios" no Mac Vita
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De uma vez só conseguimos reunir a mais fina flor da boemia canavieirense e das redondezas, com a presença maciça dos membros das gloriosas instituições Confraria d’O Berimbau e do Clube dos Rolas Cansadas, como em tempos pretéritos.
Walmir Rosário
Em plena manhã desta sexta-feira, 8 de agosto, me senti abatido, diria até exausto, em meio a um estudo comparado de rituais com vistas à elaboração de uma peça. A cabeça, os miolos, ou sei lá como explicar, ferviam com o vai-e-vem da leitura, justamente num dia considerado o início do fim de semana nos bares e botequins da vida.
Resolvi dar um tempo e me entreter assistindo ao filme Meu Vizinho Adolfo, iniciado na noite passada. De repente, ouço alguém bater à porta se passando por um entregador de uma dessas empresas internacionais de vendas pela internet. Desconfiado, pois não esperava a chegada de encomenda, mesmo assim abro o portão e encontro o amigo e irmão Arenilson.
Após risadas e o costumeiro abraço, me entrega um presente trazido em seu passeio pelas bandas de Bom Jesus da Lapa e Correntina: um litro da preciosa aguardente, ou melhor, cachaça, com o nome de Brejeira. Eu esperava um tijolão de rapadura, conforme promessa feita, mas resolvi não reclamar, haja vista a superioridade do regalo.
Enquanto examino o “precioso líquido”, adjetivo proibido nas boas redações, recebo, via whatsapp, o estímulo do amigo Toncar, direto de Campo Formoso, dando conta que o relógio badalava 11 horas, horário de abrir os trabalhos com o toque de um pequeno sino. Transmiti uma foto da Brejeira pra ele, que fez questão de me garantir que era uma das cachaças de sua predileção.
Confesso que minha estranha sexta-feira com o trabalho de pesquisa e nenhuma perspectiva de encontrar os amigos ao meio-dia em pino nos botecos bateu imediatamente em retirada. Guardei os rituais e escritos e me dirigi à cozinha para providenciar alguns tira-gostos à altura do presente recebido, alterando a rotina com um adeus em alto e bom som ao trabalho.
Muito reservadamente posso contar para você que me concedi férias há pouco mais de dois meses, após o trabalho estafante de editar o livro O Berimbau – Valhacouto de Boêmios, já impresso. Após alguns adiamentos, finalmente, no dia 26 de julho passado, realizamos o lançamento em grande estilo, no Mac Vita, um dos nossos mais acolhedores abrigos em Canavieiras.
De uma vez só conseguimos reunir a mais fina flor da boemia canavieirense e das redondezas, com a presença maciça dos membros das gloriosas instituições Confraria d’O Berimbau e do Clube dos Rolas Cansadas, como em tempos pretéritos. Uma festa pra ninguém botar defeito, regada a uma boa cachaça com Cambuí em infusão e cerveja bem gelada, e ao som luxuoso do saxofone de Cadu Perrucho.
Como era do procedimento regulamentar em alguns sábados na Confraria d’O Berimbau, os confrades prepararam com esmero o famoso “Tiquinho”, nome pomposo para os pratos elaborados e colocados à disposição dos estômagos famintos. Como sempre, para subverter a ordem, Trajano Júnior chegou com duas enormes panelas de com pernil suíno e fatada.
Não quero aqui falar mal ou reclamar do evento, mas fui bastante prejudicado por ter que me ater a receber os confrades e familiares, bem como autografar cerca de uma centena de livros, além de posar para as fotos. Enquanto isso, os convidados se esbaldavam nas bebidas e comidas e nas rodinhas de bate-papo, lembrando com saudade os velhos tempos.
E eu, que sonhava com um longo período de férias, provando da inatividade e dos benefícios do ócio, fui obrigado a interromper a vagabundagem planejada com bastante esmero. Bem que minha mulher me avisou que essa ideia de aposentado tirar férias se tratava de redundância, no bom português, uma utopia desnecessária de ser sonhada. Realmente, por duas vezes fui obrigado a interrompê-la, mas faz parte da vida.
Com a chegada dos confrades do retiro espiritual em Bom Jesus da Lapa, também interrompido pelos passeios nas cachoeiras e alambiques em Correntina, só aguardar o irmãozinho Batista. É que ele se recupera dos dissabores da gota de estimação e breve promoveremos uma inspeção nos botecos de Canavieiras. Desta vez, sem interrupção.
Carreta tombou na BR-101, em Buerarema || Montagem PIMENTA
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Uma carreta cegonha tombou nesta quarta-feira (6), por volta das 12h20min, na BR-101, quilômetro 521, em Buerarema, no sul da Bahia. O veículo estava carregado. Imagens obtidas pelo PIMENTA mostram que, pelo menos, quatro carros foram arremessados da carroceria da carreta.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informa que o acidente provocou a interdição total da rodovia. O registro da ocorrência está em andamento. A pista permanecia interditada até as 13h50min.
Acidente ocorreu no início da tarde desta quarta-feira (6)
Ainda não há informações sobre feridos e se outro veículo se envolveu no acidente. Nas imagens feitas logo após o tombamento, é possível ver um homem caminhando em cima da carreta.
EMPREGOS HOJE - Confira as oportunidades para hoje nas unidades SineBahia
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O SineBahia oferece 261 vagas de emprego e de estágio remunerado nos municípios de Itabuna, Ilhéus e Jequié nesta sexta-feira (1º). As oportunidades estão nos setores do comércio, da construção civil, da indústria e dos serviços.
Do total, 182 vagas são ofertadas em Jequié, majoritariamente pelo setor industrial. Em Ilhéus, outras 48 vagas e em Itabuna mais 31.
Os candidatos devem procurar o SineBahia com carteiras de Identidade e de Trabalho em mãos, além de CPF e comprovantes de residência e de escolaridade. O atendimento vai até as 16h em Itabuna e Ilhéus e encerra-se às 17h em Jequié.
ENDEREÇO DO SINEBAHIA
A unidade SineBahia em Jequié atende na Avenida Octávio Mangabeira, próximo à Policlínica Regional de Saúde, no Mandaru. Em Ilhéus, a unidade está situada na Rua Eustáquio Bastos, em frente à Praça Cairu, no Centro. O SineBahia em Itabuna está sediado no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), Góes Calmon. Abaixo, confira as vagas por cidade.
Mulher espancada em Itabuna precisou de atendimento médico
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A mulher covardemente agredida pelo ex-namorado, na segunda-feira (21), detalhou como tudo aconteceu, no bairro Urbis IV, em Itabuna. A vítima relatou que José Eduardo de Souza Filho não aceitava o fim do relacionamento e só parou a sessão de espancamento depois de uma pessoa da vizinhança afirmar que chamaria a polícia para prendê-lo.
A mulher disse não ter como enfrentar o ex-namorado, que até a manhã de hoje era lotado como assistente administrativo na Secretaria de Saúde de Itabuna. Depois do crime, José Eduardo acabou exonerado do cargo que ocupava desde 2021. “Ele é uma pessoa forte e eu não tinha forças para tentar revidar. Eu só tentei proteger meu rosto, porque eu via que ele só queria bater no meu rosto…”, contou em áudio enviado ao BA-TV, telejornal da TV Santa Cruz.
Além de correr para tentar escapar do ataque, a vítima lembrou ter gritado muito, o que chamou atenção dos vizinhos. Dentre as pessoas que saíram para verificar o que estava acontecendo, uma gritou para que o agressor a soltasse, porque iria chamar a polícia para prendê-lo. “Foi quando ele me soltou e saiu correndo na rua”.
“EU NÃO POSSO VIVER COM MEDO”
A mulher relatou ter esperança que as autoridades consigam encontrar o agressor e possam fazer ele pagar pelo que fez, pois precisa de segurança.”Eu não posso viver com medo e achar que eu vou perder meu direito de ir e vir, não vou poder mais viver minha vida por conta de uma pessoa que não entende os seus limites. Não entende que nada fica impune e que a sociedade tem regras”.
A vítima também reforçou a necessidade de toda violência contra a mulher ser denunciada. “Nenhuma mulher deve sofrer esse tipo de crime, viver sob ameaça. E, pelo amor de Deus, mulheres, não aceitem esse tipo de coisa”, disse. A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) solicitou medidas protetivas para a vítima e prisão para o acusado. Até a noite desta terça-feira (22), ele não havia sido localizado. Redação do site PIMENTA com TV Santa Cruz.
EMPREGOS HOJE - Vagas disponíveis em unidades do SineBahia como a de Ilhéus (foto), na Rua Eustáquio Bastos, Centro
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De desenhista industrial gráfico a farmacêutico, encarregado e recepcionista, a quarta-feira (16) tem mais de 110 oportunidades nas regiões sul e extremo-sul do Estado pelo SineBahia. Confira quais e por cidade.
Quarta-feira (16) com 113 vagas de emprego e de estágio remunerado abertas em municípios das regiões sul e extremo-sul pelo SineBahia. São oportunidades em setores como construção civil, comércio, indústria e serviços em Ilhéus, que traz 56 vaga; Eunápolis, com 31; e Itabuna, com 26.
Para concorrer a uma das vagas é necessário cadastrar-se no SineBahia no município onde a oportunidade de interesse foi anunciada. O atendimento em Itabuna, Ilhéus e Eunápolis começa às 8h e encerra-se às 16h.
Os documentos exigidos para cadastramento incluem carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade.
ENDEREÇO DO SINEBAHIA
A unidade de Eunápolis do SineBahia fica na Rua 5 de Novembro, no Centro. O atendimento em Itabuna é no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. O SineBahia Ilhéus fica na Rua Eustáquio Bastos, em frente à Praça Cairu, no Centro. Confira abaixo as vagas anunciadas pelo serviço estadual de qualificação e vagas de emprego para hoje.
Jovem é assassinado a tiros no sul da Bahia|| Foto Ubatã Notícias
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Um jovem foi assassinado, a tiros, na tarde deste sábado (12), no centro de Ubatã, no sul da Bahia. Imagens de câmeras de videomonitoramento mostram o momento em que dois homens, numa motocicleta, se aproximam de Kauã Silva de Carvalho e o garupa desce do veículo, e faz os disparos contra o jovem.
Mesmo baleado, cambaleando, Kauã Silva ainda tentou escapar, mas foi perseguido pelo criminoso, que fez mais disparos certeiros. A vítima caiu no meio da rua, em plena luz do dia. O rapaz morreu no local. Os suspeitos do crime fugiram na motocicleta, mas foram presos horas depois por policiais militares. Como as imagens são fortes, o site optou por não publicar o vídeo.
A polícia informou que os suspeitos estavam escondidos numa casa, na rua do Rotary. No local, foram apreendidas uma arma que teria sido utilizada no assassinato de Kauã Silva, a motocicleta usada na fuga e quantidade de drogas. A vítima tinha passagem pela polícia.
Além dos ocupantes da motocicleta, outros dois homens estavam na casa e também foram presos. Os detidos não tiveram os nomes divulgados. Eles foram levados para a Ilhéus, onde devem passar por audiência de custódia na segunda-feira (14). Com informações do Ubatã Notícias.
VAGAS DE EMPREGO HOJE -Unidade do SineBahia em Itabuna atende no segundo piso do Shopping Jequitibá || Foto A Região
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Comércio, construção civil, indústria e serviços são alguns dos setores da economia com vagas abertas nesta sexta-feira (11) para quem procura emprego em municípios das regiões sul e extremo-sul pelo SineBahia. Há 71 vagas em Eunápolis, 64 em Ilhéus e 20 em Itabuna hoje.
Os candidatos devem se dirigir à unidade do SineBahia onde a vaga de interesse está sendo ofertada. O atendimento vai até as 16h, mas a orientação é para que não deixe para a última hora, pois o preenchimento das vagas é dinâmico.
Para o cadastramento, os candidatos precisam apresentar carteiras de Identidade e de Trabalho, CPF e comprovantes de residência e de escolaridade.
ENDEREÇOS DO SINEBAHIA
A unidade do SineBahia de Itabuna fica no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon. Em Ilhéus, na Rua Eustáquio Bastos, ao lado do Mercado do Artesanato, no Centro. A unidade de Eunápolis atende na Rua 5 de Novembro, no Centro. Abaixo, as vagas oferecidas por cidade.
Drogas e armamento foram apreendidos durante operação em Ibirapitanga || Foto Ubatã Notícias
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Cinco suspeitos de tráfico de drogas e homicídios no sul da Bahia morreram em confronto com policiais civis e militares, na manhã desta quinta-feira (10), no bairro do Cigano, em Ibirapitanga. O confonto teria ocorrido quando os criminosos reagiram à abordagem dos policiais que participavam da operação que contou com guarnições da 61ª Companhia Independente e da Rondesp Sul, ambas da Polícia Militar, e da Polícia Civil, informa o Ubatã Notícias.
Os criminosos baleados foram socorridos e levados ao Hospital Municipal Edvaldo Magalhães Nascimento, mas não resistiram aos ferimentos. Até o momento, os nomes dos suspeitos mortos não foram divulgados.
Os homens mortos na operação, de acordo com a polícia, são suspeitos de cometer, pelo menos, quatro homicícios ocorridos em Ibirapitanga somente neste ano, segundo o Ubatã Notícias. A Polícia informou que um balanço completo da operação, que apreendeu armas e drogas, será apresentado nas próximas horas. A ação faz parte de uma ofensiva para combater o crime organizado na região.
Veículos bateram de frente na BR-101, próximo ao trevo de Mascote || Fotos Rede Sociais
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Batida de um micro-ônibus com uma caminhonete deixou quatro pessoas mortas, nesta quinta-feira (3), na BR-101, próximo ao trevo de Mascote, no sul da Bahia. Ao PIMENTA, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou os óbitos.
De acordo com a PRF, a colisão frontal ocorreu às 11h30min, no quilômetro 598 da BR-101 e deixou a rodovia parcialmente interditada.
O impacto da batida destruiu a caminhonete. As causas do acidente ainda são desconhecidas. A caminhonete transportava cinco pessoas. A vítima sobrevivente tem 17 anos e foi encaminhada em estado grave para o Hospital de Base Luís Eduardo Magalhães, em Itabuna.
De acordo com a PRF, as vítimas que não resistiram ao impacto da colisão foram identificadas como Ana Paulo Oliveira, de 36 anos; Eduarda Vitória Oliveira dos Santos, 6; Hércules Oliveira dos Santos, 14; e Ronaldo Mário de Jesus, de 50 anos. Todos eram da mesma família.
BA-676 liga a sede do município de Una ao distrito de Colônia || Foto Matheus Pereira/GovBA
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O Governo da Bahia autorizou a retomada das obras de pavimentação asfáltica da BA-676 no trecho que liga a sede do município de Una ao distrito de Colônia, no sul do estado. O secretário estadual de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, e o superintendente de Infraestrutura do Estado, Saulo Pontes, estiveram no município para autorizar o serviço.
Os gestores estaduais se reuniram, na terça-feira (1º), com o prefeito Rogério Borges (PP). Também participaram da reunião o ex-prefeito Tiago de Dejair, o deputado federal Mário Negromonte Júnior (PP), o deputado estadual Eduardo Salles (PP), vereadores e secretários municipais.
“O governador Jerônimo nos incumbiu de começar a estrada da Colônia. Um grande anseio da população que está sendo atendido com muita atenção pelo nosso governador”, disse Loyola.
Paralisada devido à pendência da emissão de uma licença ambiental, a pavimentação da estrada é uma das principais demandas dos moradores de Una, pois o distrito é o maior produtor agrícola do município. “Agradeço ao governador Jerônimo Rodrigues por cumprir a promessa de retomar a obra dessa estrada. Não tenho dúvidas de que será um grande presente não só para Una como para toda a região”, disse o prefeito Rogério Borges.
Thiago Guedes é o novo diretor-geral da Ceplac || Foto Divulgação
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Ex-chefe de Gabinente da Secretaria de Agricultura da Bahia (Seagri) e formulador de políticas públicas para agropecuária sustentável, Thiago Guedes acaba de ser nomeado o novo diretor-geral da Ceplac. A portaria da nomeação está publicada na edição desta segunda-feira (30) do Diário Oficial da União. As primeiras impressões foram de boa receptividade do nome escolhido por parte de produtores, lideranças políticas e movimentos da agropecuária da Bahia, Pará e Espírito Santo, os três maiores estados produtores de cacau do país.
Natural de Itabuna, sul da Bahia, com raízes familiares na cacauicultura e formação em Engenharia Agronômica pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Guedes construiu sólida carreira com foco em sistemas agroflorestais, agroecologia e sustentabilidade na produção de cacau, tendo atuado em projetos também no Espírito Santo e no Pará.
Nos últimos anos, acumulou experiências na implantação de políticas estruturantes, como o Plano de Agricultura de Baixo Carbono da Bahia (Plano ABC+ Bahia), atuou na Câmara Setorial Nacional do Cacau e Sistemas Agroflorestais e na Câmara Setorial do Cacau do Estado da Bahia. No âmbito nacional, foi secretário-geral da Sociedade Brasileira de Sistemas Agroflorestais, coordenador da Comissão Nacional de Produção Orgânica e contribuiu na construção do Plano Inova Cacau 2030, garantindo um lastro técnico, bom trânsito político e diálogo com o setor, para a agenda da inovação agroambiental do cacau.
– Thiago representa uma geração de profissionais comprometidos com a valorização do cacau brasileiro, aliando ciência, competitividade do setor, articulação e conservação produtiva. Sua nomeação reforça o papel estratégico da Ceplac na transição sustentável da agricultura brasileira” – afirma o superintendente da Bahiater, da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia, Lanns Almeida, com quem Guedes tem boa parceria.
REESTRUTURAÇÃO
Guedes também coordenou programas voltados à certificação socioambiental de cacau, qualidade de amêndoas de cacau, recuperação de áreas degradadas, agricultura familiar e agregação de valor por meio da verticalização do setor cacaueiro com a produção de chocolate de origem e Indicação Geográfica. Foi autor e organizador de publicações técnicas e científicas, incluindo o Guia de Manejo do Agroecossistema Cacau Cabruca e o Plano ABC+ Bahia.
Sua chegada à Ceplac ocorre num momento decisivo: a instituição passa por debates sobre sua reestruturação e retomada do protagonismo nacional diante de novos desafios globais, como o European Union Deforestation-Free Regulation (EUDR), que impacta diretamente as exportações de cacau.
INTEGRAÇÃO
A expectativa é que, sob sua gestão, a Ceplac fortaleça a integração entre ciência, mercado e produtores, resgatando seu papel histórico como indutora do desenvolvimento da cacauicultura na Amazônia, na Mata Atlântica e mais recente no Cerrado. Líderes do setor já sinalizam apoio à nova direção, vislumbrando avanços em temas como rastreabilidade, bioeconomia, pesquisa aplicada, aumento da produtividade no cacau, transferência de tecnologia pela extensão, atenção à defesa agropecuária, mercado de carbono, sistema agroflorestal e valorização da Cabruca.
Com 15 anos de atuação estratégica no setor agropecuário, Thiago Guedes chega à direção da Ceplac com a missão de reconectar passado e futuro da cacauicultura brasileira. A indicação ao cargo foi iniciada pela deputada federal Elisângela Araújo (PT-BA), a partir do alinhamento com a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, e contatos prévios com lideranças da região cacaueira do sul da Bahia que se adicionam ao fortalecimento do setor cacaueiro, como já discutido com líderes do Governo da Bahia como a Deputada Federal Lídice da Mata PSB e o senador Jaques Wagner PT, numa estratégia que consolida boas perspectivas para o setor do cacau no Brasil.