Tasso Castro prepara quinto livro sobre o Fluminense do Rio de Janeiro || Montagem Walmir Rosário
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Walmir Rosário

O escritor e torcedor do Fluminense das Laranjeiras Tasso Castro está finalizando um novo projeto para presentear os tricolores de Itabuna e todo o sul da Bahia. E o novo livro tem como título – ainda provisório – Paulistas no Flu: glórias e troféus, em que mostrará a passagem dos jogadores e técnicos que nasceram em São Paulo e fizeram sucesso no tricolor carioca.

O trabalho, resultado de uma pesquisa de fôlego, demonstra que desde 1935 os paulistas são figurinhas carimbadas na trajetória do Fluminense, afastando qualquer rivalidade entre os jogadores dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Nesse ano, a diretoria tricolor, de uma só vez, motivou um feito inédito ao contratar a base da Seleção Paulista.

 

E como tudo que dá certo é repetido, o Fluminense continuou se abastecendo no mercado paulista, o que não era nenhuma novidade. Nos anos 1980 vieram Assis e Vica. Nos anos 2000 chegaram Fernando Henrique, Ricardo Berna, Gabriel, Juan, Leandro, Tuta e Gum. Nos anos 2010, Rodriguinho e Deco, e nos ano 2012, Diego Cavalieri.

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E não se tratava de um elenco qualquer, e sim dos jogadores paulistas que conquistaram o Bicampeonato Brasileiro de Seleções nos anos de 1933 e 1934, atitude ímpar no futebol brasileiro daquela época. E os resultados alcançados pelo tricolor carioca foram à altura das contratações, no mesmo nível de qualquer seleção da América do Sul.

E os impactos positivos começaram a aparecer a partir de 1936, quando iniciou a conquista do tricampeonato, completado nos anos de 1937 e 1938, com muito sucesso. Embora tenha deixado escapar o tetracampeonato em 1939, o Fluminense não se abateu e voltou com supremacia, vencendo os campeonatos de 1940 e 1941, se sagrando bicampeão.

E os cartolas do tricolor das Laranjeiras voltaram a esquentar as turbinas e nos anos 1950, passaram a recrutar novos jogadores no mercado paulista, contratando os craques Marinho, Clóvis e Maurinho. O esquema voltou a funcionar e o Fluminense colecionou títulos no mundial, no Campeonato Carioca e nos disputados torneios Rio-São Paulo.

Muitos ainda se lembram de jogadores famosos e produtivos contratados nos anos 1960, a exemplo de Samarone, Cláudio, Félix (goleiro tricampeão na copa de 1970), Galhardo e Marco Antônio. Já nos anos 1970, a “importação” dos paulistas para o Flu das Laranjeiras continuaram com Didi, Ivair, Manfrini e Rivelino, contratações que mexeram com o futebol brasileiro.

E como tudo que dá certo é repetido, o Fluminense continuou se abastecendo no mercado paulista, o que não era nenhuma novidade. Nos anos 1980 vieram Assis e Vica. Nos anos 2000 chegaram Fernando Henrique, Ricardo Berna, Gabriel, Juan, Leandro, Tuta e Gum. Nos anos 2010, Rodriguinho e Deco, e nos ano 2012, Diego Cavalieri.

E a contabilidade dos troféus na sede das Laranjeiras é altamente positiva na coluna dos lucros. Dos anos 1960 a 2012, o Flu foi campeão Carioca (1969, 1971, 1973, 1975, 1976, 1983, 1984, 1985, 2005 e 2012) e campeão Brasileiro (1970,1984, 2010 e 2012) mantendo no elenco alguns jogadores ou técnicos oriundos de São Paulo, a exemplo de Tim, o estrategista, o único paulista campeão como jogador e treinador; Mário Travaglini em 1976; e Muricy em 2010.

Assim que for publicado Paulistas no Flu: glórias e troféus, Tasso Castro completará cinco publicações sobre o Fluminense do Rio de Janeiro, além de uma que abrange o Fluminense de Itabuna. Uma marca registrada nos livros de Tasso é que não somente ele relata e opina sobre o tricolor carioca, mas torcedores de todo o sul da Bahia.

E nesse novo livro não será diferente dos três últimos, em que vários torcedores escrevem um texto e expõem uma foto com a camisa tricolor. E pelo projeto, a prioridade dos textos se destina a escolher qual o jogador ou técnico paulista que ficou na memória?  Entre eles (jogadores) Félix, Galhardo, Marco Antônio, Samarone,  Manfrini, Rivellino, Assis, Diego Cavalieri ou Deco; e os técnicos Tim, Mário Travaglini ou Muricy Ramalho.

Os livros escritos por Tasso Castro são bastante ricos em informações, sempre obtidas nas fontes principais, documentadas com fotografias e reproduções dos jornais da época. Outros textos obedecem estritamente à lembrança dos torcedores, com o que ouviram e viram nas transmissões esportivas do rádio e TV, além das imagens de jogos assistidos nos estádios, guardadas na memória.

Vale a pena aguardar.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado.

Chocolate produzido no Brasil deverá ter mais cacau || Foto Agência Brasil
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O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (30), o projeto que estabelece percentuais mínimos de cacau em chocolates e derivados (PL 1.769/2019). O texto trata de parâmetros a serem observados na produção de chocolate e seus derivados e define conceitos e regras para as embalagens dos produtos. A proposta original é de autoria da ex-senadora baiana Lídice da Mata (PSB), hoje deputada federal.

Zequinha Marinho (Podemos-PA) apresentou o projeto no Senado e agora a proposta será analisada pela Câmara dos Deputados. O senador destaca que o Brasil é o sexto maior produtor de cacau do mundo, tendo os estados do Pará e da Bahia como os responsáveis por cerca de 90% da produção nacional.

Lídice apresentou a proposta quando era senadora || Foto Divulgação

A matéria foi relatada na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC) pelo ex-senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL). Na comissão, a matéria foi aprovada em julho do de 2024 na forma de uma emenda substitutiva (proposta de texto que substitui o original) apresentada pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA).

PARÂMETROS

O projeto estabelece parâmetros a serem observados na produção de chocolate e seus derivados. Exige, por exemplo, um percentual mínimo maior de cacau no chocolate amargo ou meio-amargo, correspondente a 35% de sólidos totais de cacau, em comparação à exigência de 25% do atual regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A matéria também trata de conceitos, possibilidade de sanções e regras para os rótulos que identificam o percentual de cacau nas embalagens dos produtos. Segundo o texto aprovado, os rótulos, as embalagens e as peças publicitárias escritas dos produtos à base de cacau deverão conter informação do percentual de sólidos de cacau presentes na fórmula.

Algumas das classificações do projeto são:

  • nibs de cacau: cotilédones limpos da amêndoa de cacau;
  • massa, pasta ou liquor de cacau: produto obtido pela transformação das amêndoas de cacau limpas e descascadas;
  • manteiga de cacau: fração lipídica extraída da massa de cacau;
  • cacau em pó: produto obtido pela pulverização da massa sólida resultante da prensagem da massa de cacau, que contém, no mínimo 10% de manteiga de cacau e, no máximo, 9% de umidade;
  • cacau solúvel: produto obtido do cacau em pó adicionado de ingredientes que promovam a solubilidade em líquidos;
  • chocolate em pó: produto obtido pela mistura de açúcar ou edulcorante ou outros ingredientes com cacau em pó, contendo o mínimo de 32% de sólidos totais de cacau;
  • chocolate ao leite: produto composto por sólidos de cacau e outros ingredientes, contendo o mínimo de 25% de sólidos totais de cacau e o mínimo de 14% de sólidos totais de leite ou seus derivados;
  • chocolate branco: produto isento de matérias corantes, composto por manteiga de cacau e outros ingredientes, contendo o mínimo de 20% de manteiga de cacau e o mínimo de 14% de sólidos totais de leite;
  • bombom de chocolate ou chocolate recheado: produto composto por recheio de substâncias comestíveis e cobertura de chocolate.
Marca chinesa de elétricos e híbridos é trazida para o sul da Bahia pelo Grupo Indiana
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Itabuna terá a primeira concessionária da BYD no sul da Bahia. A BYD Mandarim, do Grupo Indiana, deverá ser inaugurada na segunda quinzena de maio. A concessionária de carros elétricos e híbridos já está funcionando no sistema soft opening.

Será a terceira concessionária BYD Mandarim na Bahia. O Grupo Indiana abriu outras duas lojas em Salvador e Lauro de Freitas em 2024. A chegada da BYD inaugura nova era, no sul da Bahia, de automóveis tecnológicos, sustentáveis e conectados com o futuro.

A nova unidade em Itabuna é a 26ª concessionária do Grupo Indiana, que possui quase 50 anos de mercado e representa 14 diferentes marcas de montadoras de veículos.

TEST DRIVE EM ITABUNA

A BYD Mandarim Itabuna já está aberta ao público, no sistema soft opening, com veículos disponíveis para test drive, condições especiais de pré-inauguração e atendimento personalizado. Para mais informações, o contato pode ser mantido pelo WhatsApp (73) 99199-8143.

BYD é líder mundial em carros elétricos

MONTADORA NA BAHIA

A BYD (Build Your Dreams) se tornou marca líder global em veículos elétricos. Seus modelos contam com baterias de alta eficiência e sistemas inteligentes que oferecem mais segurança, economia e performance.

A marca terá fábrica própria da marca na Bahia. A planta está sendo instalada em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, e os primeiros carros produzidos no estado deverão chegar ao mercado ainda no segundo semestre deste ano.

Unidade do SineBahia tem dezenas de vagas em construção civil || Foto SegundoaSegundo
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Nesta quinta-feira (24), empresas instaladas em Itabuna, Camamu, Eunápolis e Jequié oferecem mais de 280 vagas de emprego em setores como construção civil, comércio, indústria e serviços. São oportunidades para profissionais em vários níveis de escolaridade com intermediação do SineBahia.

O maior número de vagas é ofertado em Eunápolis, com 128 oportunidades. Na sequência, aparece Jequié, na região sudoeste, com 104 vagas. Camamu tem 40, todas na construção civil, e Itabuna oferece 15 em variados setores.

O cadastramento para disputa de vagas é feito nas unidades do SineBahia nestes municípios. O atendimento vai até as 14h em Camamu e encerra-se às 16h em Itabuna e Eunápolis. A unidade de Jequié tem expediente até as 17h.

Para o cadastramento, necessário chegar, pelo menos, 30 minutos antes do final do expediente. Não esquecer de levar carteiras de Identidade e de Trabalho – impressa ou digital, CPF e comprovantes de escolaridade e de residência.

ONDE FICA O SINEBAHIA

A unidade do SineBahia em Camamu atende na Praça Professor Luiz Rogério, no Centro. A unidade de Itabuna fica no segundo piso do Shopping Jequitibá, na Avenida Aziz Maron (Beira-Rio), no Góes Calmon.

Para quem busca vaga em Eunápolis, o SineBahia atende na Rua 5 de Novembro, no Centro. A unidade em Jequié atende na Avenida Octávio Mangabeira, no Mandacaru. Clique em Leia Mais e confira todas as vagas anunciadas para hoje.

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Para não deixar os leitores aflitos, perdidos numa discussão alheia, dou algumas coordenadas, informando que hoje a UFSB funciona na mesma área em que a Ceplac, hoje doente terminal. E concedo todos os méritos ao ex-diretor Juvenal Maynart em engajar a luta de abrigo na área da Ceplac, projeto ao qual me incorporei, com a finalidade de dar utilidade à área federal antes que fosse invadida.

 

Walmir Rosário

Imortalizada na voz do cantor paulista Sérgio Reis, a música Panela Velha, composta pelo Celmar de Moraes, o Moraezinho, deu o que falar e ficou famosa como um mote para vários significados. Desde a simples vasilha para preparar a comida, ou a experiência da pessoa em determinada função, muitas das vezes ditas em forma de gracejo.

Não temos como negar que é uma meia verdade se a dissermos na forma figurada, conotativa, do jeito como o povão gosta e entende. E tomo a frase para lembrar os bons tempos da Ceplac, melhor dizendo, do restaurante que a instituição manteve por muitos anos na sede da Coordenaria Regional, na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Não tenho qualquer informação fidedigna da quantidade de refeições (almoços) que servia aos seus servidores no dia a dia. Posso assegurar que esse número passava dos dois mil, incluindo as marmitas para os operários de campo. Alimentação saudável, balanceada, conforme os estudos do pessoal da nutrição, apropriada para todas as idades e regimes de trabalho a preços subsidiados.

O velho cartão de refeições

Filas enormes eram formadas diariamente e nos admiravam os tamanhos dos pratos servidos para uma turma já conhecida e que pegava pesado. Ali comiam desde os diretores ao mais simples operário, conforme o padrão burocrático. E garanto: a comida era de boa qualidade, com cardápio que não se repetia na mesma semana. Com o sucateamento da Ceplac, o restaurante pereceu.

Esta semana soube por velhos colegas que a Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) vai colocar em funcionamento um restaurante universitário para professores e estudantes. Animei-me com a informação, pois o local, hoje abandonado, voltaria a ter serventia, deixaria de ser um elefante branco, como são conhecidos os equipamentos públicos abandonados.

Mas como tudo o que é bom dura pouco, na sequência soube pelos colegas que não seria bem assim. A universidade iria construir um prédio novinho em folha e não aproveitaria o prédio antigo e seus equipamentos, por mais que continue imponente. De pronto achei, como os colegas, que seria uma aberração gastar nossos parcos recursos retirados a título de impostos.

Foi então que fui interpelado e questionado se meus conhecimentos técnicos e científicos seriam suficientes para analisar o aproveitamento de um prédio velho, se bem que em bom estado, para atender aos padrões de modernidade exigidos por um restaurante universitário. Quedei-me silente por instantes até recuperar a carcomida memória.

Fiz ver aos meus interlocutores que o nível dos clientes era o mesmo, pois serviria aos doutores, pós-doutores, mestres, especialistas, técnicos das mais diversas áreas, bem como outros em formação. E insisti que os clientes do futuro restaurante ganhariam muito mais com a rápida entrada em funcionamento, bastando alguns ajustes e a aquisição dos equipamentos.

Meus oponentes não deixaram por menos e voltaram a questionar quais os meus dotes nas áreas da gastronomia, nutrição, finanças, arquitetura e engenharia, me desqualificando para o debate de alto nível. Confesso que senti o golpe, mesmo assim exaltei minhas qualidades como chef de cozinha, sabendo lidar com forno e fogão, arrumação de mesas e outros tais ofícios.

Para não deixar os leitores aflitos, perdidos numa discussão alheia, dou algumas coordenadas, informando que hoje a UFSB funciona na mesma área em que a Ceplac, hoje doente terminal. E concedo todos os méritos ao ex-diretor Juvenal Maynart em engajar a luta de abrigo na área da Ceplac, projeto ao qual me incorporei, com a finalidade de dar utilidade à área federal antes que fosse invadida.

Além do mais, nada mais justo do que uma instituição do governo federal seja implantada na área ociosa da outra. Quem sabe, poderiam trabalhar em conjunto em projetos de pesquisa, aproveitando os laboratórios e o cabedal de conhecimento da Ceplac, antes que os poucos cientistas que restam se aposentem e que as informações sejam perdidas, fique no limbo.

Área e prédios não faltam, dependendo apenas de ajustes básicos para sua adequação, inclusive na cozinha e refeitório, satisfazendo todas as necessidades da universidade. De minha parte peço todas as escusas por cair de paraquedas em seara alheia, dando intrometidos pitacos, mesmo sem ter sido convidado a tecer comentários poucos interessantes.

A finalidade dos meus questionamentos, por mais que desinteressantes sejam, apenas têm o fito de dar utilidade ao conjunto de prédios daquela área, quem sabe economizando os parcos recursos públicos. Somo à minha bisbilhotice sempre gastar menos, focado na maximização das obras e a minimização dos investimentos.

Não é bem uma reclamação e sim apenas saudosismo. Quem sabe a galinha velha poderá dar um caldo melhor…

Walmir Rosário é  radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Representantes de Itacaré e de Ilhéus durante encontro com agentes da Azul Viagens na WTM, em São Paulo
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A Prainha, em Itacaré, encanta o mundo por sua singularidade e beleza. Desde ontem (14) e até amanhã (16), o point de surfistas e amantes da natureza ilustra o acesso principal à WTM Latin America, a maior feira de viagens e turismo do continente, em São Paulo (SP). Neste clima, representantes do trade turístico e do município se reuniram com agentes da Azul Viagens, nesta terça-feira (15), para consolidar parcerias e alinhas estratégias de promoção do destino.

Lúcio do Carmo, Natália Saderi, Giulliana Mesquita, Ruth Avelino, Débora Luna e Alex Melita, profissionais com forte atuação no setor e influência direta no mercado nacional, representaram a Azul Viagens no encontro articulado por João Vianna, da Ertour. O evento ainda teve a participação do município de Ilhéus.

O Top Operadoras Turísticas 2025, em Itacaré, de 2 a 6 de junho, foi um dos temas abordados. Na edição passada, em 2024, o evento reuniu as 20 operadoras que mais venderam o destino em 2024. O encontro também abordou o sucesso da ação Azul Tá On, com a participação de Itacaré, que obteve grande adesão e resultados positivos para o fluxo turístico do destino, segundo o secretário de Turismo do Município, Marcos Souza “Japu”.

A Prainha, de Itacaré, ilustra o acesso prinicipal da WTM Latin America, em SP

Outro ponto relevante destacado pelo trade foi a participação de Itacaré no evento Tá On na Estrada, promovido pela Azul Viagens, previsto para o período de 6 a 10 de junho, em Foz do Iguaçu (PR), reunindo cerca de 300 top agentes de vendas do país. O Tá On na Estrada, reforça o secretário, representa uma vitrine estratégica para ampliar a visibilidade do destino entre os principais vendedores de pacotes da Azul.

MAIOR EMISSORA DE TURISTAS PARA ITACARÉ

Para o secretário de Turismo de Itacaré, o encontro de negócios com a Azul Viagens reforçou a importância da parceria. “A Azul Viagens é a maior emissora de turistas para Itacaré. Estamos presentes em todos os eventos promovidos por eles e continuaremos parceiros em ações que possam contribuir com o aumento do fluxo turístico, gerando trabalho, renda e fortalecendo a economia local”, destacou.

João Vianna, da Ertour, falou da relevância da presença ativa do destino junto à operadora. “É de suma importância a participação de Itacaré e do trade turístico para que o sucesso da divulgação continue e a representatividade no mercado nacional se fortaleça, especialmente onde a Azul Viagens tem grande força na venda da nossa região”, afirmou.

Prefeita de Ubaitaba, Gracinha Viana faz balanço dos 100 dias de governo
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A prefeita de Ubaitaba, Gracinha Viana (Avante), fez um balanço positivo dos 100 primeiros dias de governo. A gestora afirma ter encontrado o município em situação delicada com muito lixo e entulho nas ruas, frota sucateada, ausência de serviços públicos básicos e a infraestrutura dos prédios públicos em situação preocupante em 1º de janeiro.

– Encontramos um cenário de dificuldade, mas não perdemos tempo e, junto com a nossa equipe, fomos priorizando ações e dando respostas à comunidade. Acreditamos que a cidade já respira novos ares, com novos investimentos, mas que ainda precisa avançar e por isso estamos construindo ações e iniciativas diariamente – disse a gestora.

Dentre as ações e investimentos, Gracinha aponta o pagamento do Piso dos Professores, disponibilização de dois ônibus para os estudantes universitários, Festa da Padroeira, estruturação da segurança pública, manutenção das estradas vicinais e criação da Secretaria de Desenvolvimento Rural Sustentável. Ainda elenca a aquisição de ônibus escolar, realização de Feira de Saúde, parcerias com o Sebrae, projetos para a juventude no Cras e atualização da regulação na saúde.

– Já fizemos muito, mas sabemos da responsabilidade de continuar trabalhando. Por isso, além das ações com recursos próprios, estamos firmando parceria com o Governo do Estado e buscando emendas junto aos nossos deputados para trazer mais investimentos para a nossa cidade. São apenas 100 dias, e podem esperar que faremos muito mais – disse Gracinha.

Preso homem acusado de estupro em Barro Preto
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Está preso em Itabuna, à disposição da Justiça, um homem acusado de invadir uma residência, dominar, espancar, estuprar e tentar assassinar uma jovem, na madrugada de segunda-feira (7), no município de Barro Preto. O suspeito foi identificado como Josemar Santos Maia. A prisão ocorreu nesta quarta-feira (9), em Ibicaraí.

A prisão do acusado foi decretada pela Justiça e ele ficará detido no Conjunto Penal de Itabuna. O crime ocorreu por volta das 3h da madrugada de segunda-feira, quando a mulher de 20 anos estava em casa sozinha. O acusado teria aproveitado que o portão da casa da vítima estava sem cadeado e acessado um beco de acesso à porta. Ele teria batido à porta e, quando a mulher abriu, a dominou.

O marido da jovem estaria numa confraternização e, quando retornou para casa, encontrou a encontrou ensanguentada, com machucados por quase todo o corpo. Ela foi socorrida para um hospital de Itabuna. Os familiares registraram queixa e informaram as características físicas do suspeito.

Ilhéus recebeu mais de 49 mil turistas na temporada de 2024/2025|| Foto Divulgação
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Ilhéus recebeu mais de 49 mil turistas e quase 19 mil tripulantes na temporada de cruzeiros 2024/2025 encerrada nesta quarta-feira (9), conforme levantamento da Secretaria Municipal de Turismo. A estimativa é que os visitantes com passagem rápida pelo município do sul da Bahia injetaram R$ 4,9 milhões na economia.

A temporada de cruzeiros 2024/2025 começou no dia 5 de novembro passado, com a passagem do MSC Seaview, com mais de 3 mil turistas a bordo. A embarcação partiu de Santa Cruz de Tenerife, na Espanha, com turistas estrangeiros e brasileiros e passou por Salvador antes de chegar ao município do sul da Bahia. Ilhéus recebeu 18 navios na atual temporada.

De acordo com a Secretaria de Turismo de Ilhéus, a passagem dos cruzeiros resultou na geração de 495 empregos indiretos— beneficiando principal motoristas de vans, de aplicativos, táxis, guias turísticos, aldeias indígenas, expositores de cacau e chocolate e artesanato local.

PRINCIPAIS ATRATIVOS

Durante a temporada de cruzeiros, turistas de diferentes partes do mundo conheceram atrativos como Quarteirão Jorge Amado, com ícones como o Bataclan, o Bar Vesúvio e a Catedral de São Sebastião. Esses locais são eternizados na literatura de Jorge Amado. A exposição do acervo do escritor no Teatro Municipal também foi um destaque.

“Tivemos uma temporada muito positiva, que reforça o potencial de Ilhéus como destino turístico de excelência. Já estamos trabalhando para qualificar mais o receptivo e oferecer uma experiência ainda melhor na próxima temporada”, disse o secretário de Turismo, Maurício Tavares.

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Promover o destino Costa do Cacau como uma experiência plural e integrada aumenta a competitividade da região, o tempo de permanência do visitante e o impacto positivo na economia local.

 

Marcos Souza “Japu”

A Costa do Cacau, localizada no sul da Bahia, reúne destinos que encantam por sua beleza natural, cultura rica, excelente gastronomia e diversidade de experiências. Municípios como Ilhéus, Itacaré, Maraú, Uruçuca/Serra Grande, Una e Canavieiras formam esse corredor turístico privilegiado, marcado pela história do cacau, pela presença forte da literatura e por um patrimônio arquitetônico e ambiental de valor inestimável.

Apesar desse potencial, a fragmentação das ações e a promoção isolada de cada município ainda são entraves para o pleno desenvolvimento da região. A construção de um projeto coletivo e integrado de turismo é, hoje, uma necessidade urgente para tornar a Costa do Cacau uma marca forte e reconhecida nacional e internacionalmente.

O PODER DA UNIÃO: VENDENDO O DESTINO COSTA DO CACAU

A união dos destinos em torno de um planejamento colaborativo permite que todos saiam ganhando. Vender Itacaré, Maraú, Una, Uruçuca, Ilhéus ou Canavieiras separadamente é limitar a força do conjunto. Promover o destino Costa do Cacau como uma experiência plural e integrada aumenta a competitividade da região, o tempo de permanência do visitante e o impacto positivo na economia local.

A diversidade de atrativos é um ponto de força: o visitante que chega interessado nas praias e trilhas de Itacaré pode se encantar também pela cultura histórica de Ilhéus, pela riqueza natural de Uruçuca ou pelo charme colonial de Canavieiras, por exemplo. Com roteiros bem planejados, infraestrutura conectada e uma comunicação unificada, a região se transforma em um destino completo.

UM CHAMADO À GESTÃO COMPARTILHADA 

“Enquanto secretário de Turismo de um dos mais importantes destinos do Brasil, Itacaré, percebo que seguiremos muito mais fortalecidos se unirmos forças, planejarmos juntos e executarmos as propostas dialogando com os governos municipais, estadual e federal, bem como com a iniciativa privada e sociedade civil. A tarefa não é simples, pois existem diferenças de entendimento no campo da política, vaidades e uma falta de avaliação coletiva. Contudo, compreendo que esse é o melhor caminho. Precisamos que prefeitos e secretários/diretores de turismo estejam alinhados e ajustados nesse sentido de criarmos uma concepção coletiva, trocar experiências e nos fortalecer enquanto gestão compartilhada para o Turismo da Costa do Cacau”.

Essa fala representa o espírito que deve nortear a construção de um novo momento para o turismo regional: diálogo, articulação, escuta e cooperação entre todos os atores envolvidos — poder público, iniciativa privada e sociedade civil organizada.

Vantagens da integração entre os destinos

• Fortalecimento da marca Costa do Cacau no mercado nacional e internacional;

• Criação de roteiros turísticos integrados, mais atrativos e com maior potencial de consumo;

• Divisão de esforços e investimentos em promoção, infraestrutura e capacitação;

• Aumento da permanência do turista na região e estímulo ao turismo de retorno;

• Redução da competição interna e valorização da complementaridade entre destinos; e

• Capacitação e qualificação da mão de obra também de forma integrada, chamando para tal instituições como Uesc, UFSB, Ifs, Sebrae, Senar.

O caminho é coletivo. O turismo não se desenvolve de forma sustentável quando cada destino caminha sozinho. É preciso compreender que a competitividade está na união, não na disputa. Trabalhar coletivamente, com metas regionais, é criar uma base sólida para um turismo mais estruturado, rentável e sustentável.

O TURISMO COMO MOTOR DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

O turismo vai muito além do lazer: ele é uma atividade econômica poderosa, capaz de transformar realidades. Quando bem planejado e promovido, atrai investimentos, gera empregos/ trabalho e renda e movimenta setores diversos da economia — da hotelaria e alimentação ao transporte, receptivos, guias, artesanato e agricultura familiar.
Como ressaltamos, enquanto secretário de Turismo de Itacaré:

“Atrair mais turistas brasileiros e estrangeiros para os destinos da Costa do Cacau é trazer fortalecimento da economia e geração de trabalho e renda para os trabalhadores e trabalhadoras do setor. Moeda estrangeira mais forte e consumo mais alto, ticket médio alto, é o que precisamos operacionalizar nos destinos.”

Essa visão reforça o papel estratégico do turismo como política pública de desenvolvimento regional. Quanto mais visitantes qualificados e bem acolhidos, maior será o impacto positivo na economia local. Por isso, a integração entre os destinos da Costa do Cacau não é apenas uma decisão inteligente do ponto de vista turístico, mas também uma ação urgente para fortalecer a economia da região, gerar renda e criar oportunidades reais para a população local.

A Costa do Cacau tem tudo para se tornar uma referência no Brasil e no mundo — mas isso só será possível com visão compartilhada, liderança estratégica e compromisso conjunto. A hora de agir juntos é agora.

Há que se compreender cada especificidade dos destinos. Cada um chama atenção pelo que possui de atrativo. Se cada destino se propõe a não vender apenas o destino, mas ofertar as opções dos destinos contíguos, seria o máximo. Por exemplo, como deixar Ilhéus de fora se Ilhéus é polo vetor da chegada via aérea e via portuária. Aeroporto e porto de Ilhéus nos trazem muitos turistas. Precisamos ajustar, melhorar esses equipamentos, bem como discutir com fortaleza de coletivo a malha aérea, os valores excessivos de passagens para o aeroporto Jorge Amado, a falta de voos diretos para Brasília, Belo Horizonte, que são dos maiores emissores de turistas para a Costa do Cacau.

Eventos podem ser criados com um calendário para a zona turística, criando uma rota, um roteiro, uma pauta tratada em cada município e socializada com os outros destinos, para tentar ajustes e minimizar custo. Isso é economia e organização.

Fortalecer a zona turística é buscar juntar forças políticas e técnicas com o objetivo de chamar a atenção para um dos maiores setores que mais crescem no Brasil, que mais gera trabalho e renda, o turismo. Precisamos de investimentos e entendimento geral para avançar muito mais, alinhar com todos os órgãos , a UPB, AMURC, Consórcios CDS Litoral Sul E Cima, todos outros já citados acima, e trabalhar muito na formação e qualificação dos profissionais. Vamos transformar para melhor o futuro.

Marcos Souza “Japu” é secretário de Turismo e ex-secretário de Administração de Itacaré, bacharel em Administração e em Direito e foi quadro de órgãos estaduais e federais.

Renildo Rosa de Jesus foi prensado contra a parede|| Imagens Giro Ipiaú
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O sonho de seu Ailton de Jesus, de 68 anos, de aprender a dirigir acabou em tragédia, no pacato distrito de Acaraci, em Itagibá, no sul da Bahia. De acordo a polícia, ele perdeu a direção do veículo, subiu na calçada e atropelou Renildo Rosa de Jesus, de 58 anos, neste sábado (5). A vítima estava na porta de casa, na travessa Luiz Menezes quando foi surpreendida pelo veículo desgovernado.

Renildo Rosa de Jesus ainda foi atendido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi prensado contra parede da própria casa. Ailton de Jesus teria informado que estava tendo uma aula de direção, quando perdeu o controle do carro numa curva e subiu no passeio.

O idoso foi autuado pelos crimes de homicídio culposo (sem intenção de matar) na direção de veículo automotor e falta de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para dirigir. Já o suposto instrutor fugiu do local do acidente. Ele também deve ser indiciado pelo incidente.

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Da próxima segunda-feira (7) até 18 de abril, 50 jovens angolanos participarão de um treinamento especializado na cadeia produtiva do cacau em Ilhéus, no sul da Bahia. A capacitação faz parte do Youth Technical Training Program, numa tradução livre Programa de Treinamento Técnico para Jovens (YTTP), numa iniciativa do Instituto Brasil África (IBRAF) para fortalecimento de competências técnicas de jovens africanos.

A iniciativa oferece abordagem integrada de conhecimento técnico e vivência em campo para qualificar os participantes na modernização da cadeia produtiva do cacau em Angola. O curso inclui módulos sobre produção de viveiros de mudas de cacau, poda de cacaueiros, tecnologia e inovação no cultivo, manejo de pragas e doenças, processos de clonagem, entre outros temas. As atividades ocorrerão nas instalações do Instituto de Fomento e Desenvolvimento Agro-Sócio-Ambiental da Bahia (Biofábrica da Bahia) e na Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

“O YTTP adota estratégias de formação profissional adaptadas às necessidades dos países africanos. Ao aproveitar a expertise brasileira em setores estratégicos, garantimos que os participantes adquiram não apenas conhecimento técnico, mas também habilidades práticas que geram impacto real em suas comunidades”, ressalta João Bosco Monte, fundador e presidente do Ibraf.

A iniciativa reforça o compromisso da instituição com o desenvolvimento sustentável por meio da capacitação, proporcionando aos jovens as ferramentas necessárias para transformar as economias locais.

Para avançar na implementação da primeira turma de 2025, o presidente do IBRAF esteve em Luanda, Angola, onde se reuniu com o ministro das Relações Exteriores, Teté António, e o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac Francisco Maria dos Anjos, em janeiro. Os encontros tiveram como objetivo alinhar a estruturação do programa e garantir que a iniciativa esteja em sintonia com as estratégias de desenvolvimento agrícola do país.

O ministro Teté António destacou a importância da capacitação para os objetivos agrícolas de longo prazo de Angola, ressaltando o papel das parcerias internacionais na promoção do desenvolvimento sustentável. “Este projeto está alinhado com a estratégia do governo angolano para garantir segurança alimentar e soberania, ao mesmo tempo que atende a demandas mais amplas de desenvolvimento por meio da agricultura.”

O cacau encerrou 2024 como a commodity mais valorizada do ano, atingindo um preço recorde de US$ 12.646,00 por tonelada, na Bolsa de Nova York, um aumento anual de aproximadamente 300%. Países africanos, especialmente da costa ocidental do continente, lideram a produção mundial, e Angola tem grande potencial para expandir sua participação no mercado internacional.

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Thiago Fernandes e Henrique C. Oliveira propõem ressignificação do chocolate na Páscoa à luz da cultura grapiúna
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Nesta Páscoa, ao saborear um chocolate, pense no que ele representa: uma história rica, uma comunidade vibrante e um futuro sustentável para o Sul da Bahia.

Thiago Fernandes e Henrique Campos de Oliveira

A Páscoa é um momento de renovação e reflexão, e teria melhor ocasião para falarmos sobre a riqueza cultural e ambiental que a Cabruca representa para o Sul da Bahia? Este sistema agroflorestal, que combina o cultivo do cacau com a preservação da Mata Atlântica, é uma expressão viva da união de diferentes grupos étnicos que moldaram a identidade grapiúna. Indígenas, negros e sergipanos colaboraram na construção dessa prática sustentável, que não apenas transforma a paisagem, mas também edifica uma comunidade resiliente e culturalmente rica.

Historicamente, a região do Sul da Bahia foi marcada pelo mandonismo e coronelismo, temas recorrentes nas obras de Jorge Amado, como “Tocaia Grande”, “Terras do Sem Fim”, “São Jorge dos Ilhéus” e “Gabriela”. Essas narrativas retratam um passado onde o poder estava concentrado nas mãos de poucos. Hoje, no entanto, as mulheres estão invertendo essa lógica, assumindo o comando de fazendas, roças de cacau e assentamentos, trazendo uma nova perspectiva de liderança e transformação social. As roças de cacau, frequentemente cultivadas em assentamentos, são fundamentais para a dinâmica econômica e social da região. Essas áreas são espaços de resistência e de cultivo sustentável, onde pequenos produtores e suas famílias trabalham em harmonia com a natureza, preservando a biodiversidade local e garantindo a produção de cacau de qualidade. A conexão com a terra e a tradição familiar são aspectos que fortalecem a identidade cultural da região e promovem um modo de vida que respeita o meio ambiente.

Além disso, o turismo se apresenta como uma alternativa viável e promissora para o desenvolvimento econômico do Sul da Bahia. A valorização do patrimônio cultural e natural, associada à produção de chocolate de qualidade, atrai visitantes que desejam conhecer as práticas sustentáveis, as roças de cacau e a rica história da Cabruca. O turismo não apenas gera renda para as comunidades locais, mas também desempenha papel crucial na preservação da sociobiodiversidade. Ao promover experiências autênticas e imersivas, os turistas são convidados a entender a importância da Mata Atlântica e do cacau, fortalecendo a consciência ambiental e o compromisso com a conservação.

Essa transformação não teria sido possível sem o apoio de instituições essenciais, como a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a Ceplac, os Institutos Federais de Educação, o CIC, o Sebrae e a Aiex Unifacs. Essas entidades têm sido fundamentais na capacitação de produtores, na pesquisa e na promoção de práticas sustentáveis, contribuindo para que a região se torne um modelo de desenvolvimento. É crucial reconhecer e valorizar o trabalho dessas pessoas e instituições, que investem tempo e esforço na valorização do cacau e na construção de uma economia local sólida.

Entretanto, é importante ressaltar que o cenário atual do mercado de cacau apresenta desafios significativos. Os maiores produtores mundiais, Gana e Costa do Marfim, que juntos representam quase 60% da produção global, estão enfrentando dificuldades que impactam diretamente os preços. Isso significa que o cacau, especialmente o fino e de qualidade, teve um aumento significativo, elevando os custos de produção. Esse cenário se torna ainda mais relevante para o movimento de chocolate Tree to Bar e Bean to Bar, que utiliza a manteiga de cacau como a única gordura possível em seu chocolate artesanal. Essa prática enfrenta uma concorrência acirrada com a grande indústria, que frequentemente recorre a outras gorduras, comprometendo a qualidade do produto.

Neste momento de celebração da Páscoa, vamos refletir sobre o significado do chocolate que consumimos. Que ele represente não apenas um deleite, mas também a história de luta e união dos povos que ajudaram a cabrocar a mata, a força das mulheres que estão à frente do processo produtivo e o compromisso com um futuro que respeita o meio ambiente e a diversidade cultural.

A Cabruca é mais do que um sistema de cultivo; é uma proposta de vida que busca a harmonia entre o ser humano e a natureza. Que possamos, portanto, valorizar e apoiar essa iniciativa, reconhecendo que cada pedaço de chocolate é um símbolo de um legado que merece ser preservado e celebrado. Neste feriado, ao saborear um chocolate, pense no que ele representa: uma história rica, uma comunidade vibrante e um futuro sustentável para o Sul da Bahia.

Thiago Fernandes é diretor do Consórcio Cabruca de Chocolates Finos do Sul da Bahia

Henrique Campos de Oliveira é doutor em Ciência Política pela UFBA e coordenador da Agência de Incubação para o Exterior da Universidade Salvador (Aiex-Unifacs).

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O oeste da Bahia, por exemplo, uma região já super desenvolvida economicamente, segue buscando inovar, evoluir em plantios e colheitas, numa tentativa acirrada de protagonismo, e a pergunta que me faço é: a quem interessa o ostracismo do cacau do sul da Bahia?

 

Manu Berbert

Após um longo período dedicado à gestão de comunicação na área de saúde e, na sequência, dedicada a eventos privados, voltei à minha profissão e caí de paraquedas (ou não) na gestão de comunicação e eventos na área de agricultura, agricultura familiar e, claro, do cacau. Já tinha participado, lá atrás, de alguns projetos, mas confesso que não com o olhar e a vontade de hoje. E, talvez, seja esta maturidade que esteja me fazendo enxergar tudo com outros olhos…

Há um ano venho participando de missões técnicas e, assim, escutando discussões de todos os tipos sobre o cacau, as novas e inúmeras fábricas de chocolate daqui, o desenvolvimento do trade turístico etc. Existem muitas coisas boas acontecendo, especialmente com a demanda altíssima do fruto, mas, ao mesmo tempo, há um silêncio ensurdecedor pairando no ar da nossa região.

Na última semana, por exemplo, o Instituto Federal Baiano (IF Baiano), campus Uruçuca, comemorou o Dia do Cacau com uma mesa riquíssima de discussões. Não vi deputados estaduais da região por lá, como nenhum outro gestor municipal. Procurei nas redes e não encontrei nada além de cards marcando a data.

O que vivencio hoje, circulando neste universo, me dá a sensação de que o mundo está de olho nas nossas novas formas de fazer vindo estudar, aprender, copiar, mas a nossa região segue com os olhos vendados, sem se apropriar de fato deste sentimento de pertencimento.

O oeste da Bahia, por exemplo, uma região já super desenvolvida economicamente, segue buscando inovar, evoluir em plantios e colheitas, numa tentativa acirrada de protagonismo, e a pergunta que me faço é: a quem interessa o ostracismo do cacau do sul da Bahia?

Manu Berbert é publicitária.

Itabunense Victória Rosário conquista mais um ouro em águas abertas || Foto COB
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Grande promessa da natação baiana e integrante da Seleção Brasileira, a itabunense Victoria Rosário conquistou, neste domingo (30), em Salvador, mais uma medalha de ouro para a sua coleção. Ela deixou as concorrentes para trás e venceu nos 10 KM da prova feminina da Oceanman.

Apesar de sobrar na prova, Victoria Rosário acredita que poderia fazer o percurso em tempo menor, o que não possível, segundo a avaliação da atleta, por não conhecer o trajeto direito. “ Prova foi boa. Dificuldade só de me localizar, primeira prova em linha reta”, disse ao repórter Sérgio Pinheiro, do GE.

No ano passado, Victória Rosário também conquistou medalha de ouro na prova de águas abertas dos Jogos da Juventude, em João Pessoa (PB). Naquela oportunidade, ela competiu nos 5 km. O treinado da itabunense é George Cabral Cunha, irmão de campeã olímpica Ana Marcela.

PROVA INTENACIONAL REUNIU ATLETAS DE 20 PAÍSES

A edição da Oceanman em Salvador contou com a participação de 670 atletas de 20 países em cinco provas. O circuito vale etapas seletivas em 35 países, que classificam os melhores atletas para o Mundial de Natação. A competição internacional será disputada em dezembro deste ano, em local ainda não definido.

Além de Salvador, as provas serão realizadas em São Paulo e Rio de Janeiro. O trajeto do circuito da capital baiana inclui a Forte de Santa Maria, Forte de São Diogo, Forte de São Marcelo e o Museu de Arte Moderna, com chegada no Porto da Barra.