Tempo de leitura: < 1minutoÔnibus tem 14 anos de uso, mas circula livremente (Foto Pimenta).
Este ônibus da Viação São Miguel, com placa de Ilhéus, circula nas ruas de Itabuna sem nenhum pudor ou veto da Secretaria de Transportes e Trânsito (Settran). A São Miguel é uma das detentoras da concessão do transporte público no município sul-baiano.
O veículo utilizado pela empresa em Itabuna é digno de entrar no quadro Lata Velha, de um conhecido programa global. O ônibus foi fabricado em 1999. Ou seja, 14 anos de uso. E, para rodar por aí neste possante, o usuário do transporte público local tem que desembolsar R$ 2,20. Indecência. Hoje, o veículo fazia o trajeto Jardim Primavera-Centro Comercial. Os anos de uso representam um risco.
Fiscal ouvido pelo PIMENTA diz que esta é uma situação comum no município. E faz um alerta: “está havendo uma invasão de ‘latas velhas’, que substituem os novos apresentados no início do ano”.
Manifestação levou milhares de pessoas às ruas no dia 20.
Estudantes e entidades do Comando Popular Itabuna realizam mais uma tarde de manifestações nesta quinta (27), quando saem da Praça Simão Fitermann, no São Caetano, em direção ao centro da cidade. A concentração está prevista para as 15h. A manifestação é definida como Dia Nacional de Luta pelas reivindicações dos trabalhadores e da juventude.
Pelo menos 15 mil pessoas foram convidadas, por meio das redes sociais, para participar do ato pela melhoria no sistema de transporte urbano em Itabuna (confira aqui). Na semana passada, o comando conseguiu levar cerca de 7 mil às ruas de Itabuna.
O Comando Popular reuniu-se na terça (25) com o prefeito Claudevane Leite, quando reivindicou melhorias no serviço oferecido pelas empresas e cobrou investimentos públicos em urbanização (relembre aqui).
A pauta recebida pelo prefeito Claudevane Leite, hoje (25), na audiência concedida ao Movimento Unificado, toca em questões polêmicas do transporte público em Itabuna.
Os integrantes cobram do governo uma completa auditoria nas empresas que operam a concessão (Expresso Rio Cachoeira e São Miguel).
A ideia de auditoria no sistema ganhou corpo ao perceber que as planilhas enviadas pelas empresas falam em custos, mas não há detalhamento das receitas.
Uma assembleia do movimento será realizada ainda hoje, às 18h, na Câmara de Vereadores, quando serão analisados os resultados da audiência com o prefeito itabunense.
O movimento unificado põe um olho no Executivo e o outro nos donos das empresas de ônibus.
Nadson propõe transporte alternativo em Itabuna.
Crítico dos serviços prestados pelas empresas de ônibus, o vereador Nadson Monteiro (PPS) defendeu que a aprovação de projeto que aprova o transporte alternativo ou complementar em Itabuna. O projeto do vereador já está tramitando na Câmara de Itabuna e tem como relator o vereador Paulinho do INSS (PT).
Na opinião de Nadson, o transporte alternativo, operados por vans, forçaria as empresas convencionais a oferecer melhor serviço e atingiria localidades hoje não atendidas pela Expresso Rio Cachoeira e São Miguel. O vereador do PPS disse que há três meses vinha discutindo com a área jurídica do legislativo a formulação do projeto de lei e apresentou a proposta em maio.
Nadson afirma que os ônibus que servem à população de Itabuna “são velhos, desconfortáveis” e as linhas apresentam “constantes atrasos”. Ele ainda denuncia a falta de veículos adaptados para cadeirantes. Outro problema, avalia, é a redução da frota em determinados horários, “provocando enorme insatisfação”.
A discussão sobre a tarifa e a qualidade dos transportes públicos chega a Salvador. Manifestantes criaram uma página no Facebook e convidam para hoje (15), às 14h, na Arena do Passeio Público (praça do Teatro Vila Velha), reunião para a “construção do ato de apoio ao Movimento Passe Livre”.
Eles vão discutir mobilidade urbana, ônibus 24 horas, ciclovias, acessibilidade e apoio ao passe livre. Segundo os organizadores, aproximadamente cinco mil pessoas já confirmaram presença. Eles adiantam que o movimento é apartidário, sem líderes e pacífico.
Manifestantes fizeram segundo protesto contra reajuste da tarifa em Itabuna (Foto Pimenta). Manifestantes param em frente à sede dos Comerciários e protestam (Foto Pimenta).
Estudantes secundaristas e universitários participaram do segundo protesto contra o aumento da tarifa de ônibus em Itabuna. A manifestação de hoje foi encerrada na Praça Adami, quando os estudantes decidiram que vão fazer outro ato e tentar audiência para a próxima sexta (21), às 9h, com o prefeito Claudevane Leite (Vane do Renascer). A manifestação reuniu mais de 200 pessoas.
Durante o percurso na Avenida do Cinquentenário, os manifestantes interditaram o cruzamento com a Rua Alício de Queiroz e Praça Camacã e protestaram contra o Sindicato dos Comerciários de Itabuna.
Os representantes dos comerciários, sindicato ligado ao PCdoB, votaram favoráveis ao reajuste da passagem de R$ 2,20 para R$ 2,50. “Rabo preso, rabo preso” era o que gritavam os manifestantes, após vaiar cada entidade que votou favorável ao aumento da passagem no Conselho de Transporte de Itabuna, dentre elas o Sindicato dos Rodoviários de Itabuna e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT. Estudante exibe cartaz com pedido ao prefeito (Foto Pimenta).
Com palavras de ordem como “Pula sai do chão/é o roubo do busão” e “Se a passagem aumentar/Itabuna vai parar”, os manifestantes seguiram pela Avenida do Cinquentenário e encerraram o ato na Praça Adami. Cartazes pediam passe-livre e que o prefeito não conceda o reajuste.
Na Praça Adami, representantes de entidades criticaram a possibilidade de aumento. Luadson Sales, representante do Coletivo Fiscal Grapiúna, disse que o reajuste fará com que cada usuário gaste R$ 150,00 por mês com passagem. “É pegar ônibus para trabalhar ou trabalhar para pegar ônibus?”, questionou. Leia Mais
O Diário Oficial da União publicou em edição extra a Medida Provisória 617 que zera as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) pagas por empresas de transporte coletivo urbano.
A medida já tinha sido confirmada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, em mais uma das iniciativas do governo para combater a inflação e aliviar o bolso de quem precisa andar de transporte coletivo.
Em Itabuna, as empresas enviaram ao governo e ao Conselho de Transportes pedido de reajuste da tarifa. Elas pediram, em 2012, elevação da tarifa de R$ 2,20 para R$ 2,69. Com informações da Agência Brasil.
Pouco antes desse horário do assalto, relatado no post, eu passei pelo Posto Policial (TOR), retornando da Uesc, de carro, após ter ministrado aulas, e pensei comigo mesmo: Por que o Posto Policial está fechado, em plena tarde, parecendo até mesmo estar desativado?
Se o referido Posto estivesse em atividade, talvez facilitasse a prisão dos assaltantes, ou mesmo teria inibido a ação dos mesmos!
A falta de Segurança Pública no nosso estado, definitivamente, passa por falta de inteligência – e de estratégia!
A “ousadia” dos bandidos passa pela ausência do estado!
Comentário do leitor que se identifica como Zelão ao post “Lata velha – e sem documento“, sobre irregularidades e (falta de) qualidade no transporte público:
Se é imprestável para transportar a população, os ônibus servem de “cofres” aos empresários do ramo e aos governantes, que abastecem as suas contas de campanha e ainda levam um “por fora” durante o mandato, a título de “renovação da concessão”.
O levantamento que a Prefeitura de Itabuna realizou em toda a frota do transporte urbano identificou vários ônibus circulando – veja só! – sem documentos. A Secretaria de Transporte e Trânsito deu 60 dias para regularização dos ônibus.
O prazo venceu no último dia 23.
O mesmo levantamento, aliás, identificou que mais da metade da frota em Itabuna estava sucateada ou com tempo de uso superior a 11 anos.
Costa diz que proposta do município inviabiliza metrô.
Surgiu a primeira fissura na relação Governo Baiano e a Prefeitura de Salvador no período ACM Neto. Ontem, o secretário de Transporte de Salvador, José Carlos Aleluia, se posicionou contra a proposta do governo baiano de criar linhas alimentadoras do (interminável) metrô da capital baiana.
O secretário estadual da Casa Civil, Rui Costa, defende a cobrança de tarif de R$ 0,95 nas linhas alimentadoras, enquanto a Prefeitura quer a cobrança de R$ 1,40. E defende sistema integrado, sem a necessidade de linhas especiais de ônibus para o metrô. Para adotar o modelo de linhas alimentadoras, o Estado precisa de autorização do município, que resiste à ideia.
Rui Costa, por meio da assessoria da Casa Civil, diz que o modelo alimentador proposta pelo governo baiano assegura tarifa mais barata. Para ele, a proposta do município de “cobrar R$ 1,40 pela tarifa de ônibus alimentador e acrescentar a passagem do metrô no bolso da população inviabiliza o sistema”. E acrescenta: “Na nossa proposta, a passagem (do ônibus alimentador) sairia por R$ 0,95”.
Costa diz que é falsa a polêmica de que o usuário do ônibus vai subsidiar o metrô. “Ao contrário, o preço das tarifas será subsidiado pelo governo e o povo vai ter o modelo mais barato, economizando R$ 0,50 por viagem”. Para Aleluia, esse cálculo fará com que 70% dos usários subsidiem o metrô.
Tempo de leitura: 2minutosCapitão Azevedo (DEM) se omite. As empresas agradecem.
O itabunense enfrenta o caos no transporte público há duas semanas sem que o prefeito Capitão Azevedo (DEM) e o secretário de Transporte e Trânsito, Wesley Melo, movam uma palha para sanar o problema. Os rodoviários dizem que as empresas forçaram a categoria a um locaute para tentar aumentar o preço da passagem. São Miguel e Expresso Cachoeira, que detêm as concessões do sistema, são acusadas de ampliar a jornada diária para 7h20min, quando a justiça determinaria 7 horas.
Na voz do diretor da São Miguel, João Duarte, o patronato diz que a greve iniciada há duas semanas e em plena eleição dos rodoviários (a diretoria tentou manter-se à frente do sindicato, mas perdeu) não teria sentido, pois a decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT 5ª da Região) não estipula limite de jornada, mas cita a possibilidade de ser 7 horas.
João Duarte se posicionou em coletiva à imprensa na semana passada. Ao citar que a greve é sem sentido, o empresário “instigou” ainda mais os rodoviários. Se antes estes permitiam 60% da frota em circulação também fora dos horários de picos, depois da fala de Duarte o caldo engrossou: são apenas 40% dos ônibus nos horários de menor movimento. Está um “Deus nos acuda” para os 40 mil usuários do sistema que, não esqueçamos, é precário.
Diante da guerra dos donos das empresas e dos rodoviários, não se tem notícia de que o secretário de Transporte e Trânsito, Wesley Mello, tenha sentado à mesa com as duas partes para negociar. Nem mesmo o prefeito Capitão Azevedo. A postura do Governo Municipal é descabida e apenas favorece as empresas e prejudica os usuários do sistema. Quanto mais dias parados, mais força as empresas terão para cobrar a fatura. Ou seja, aumento de passagem.
Se antes a conta pedida pelas empresas era de aumento de tarifa para R$ 2,69, agora fala-se em R$ 2,75. O prefeito Capitão Azevedo e o seu secretário de Transporte e Trânsito podem deixar o governo no dia 31 de dezembro com a pecha de que, ao se omitirem nesta guerra, operaram em favor das empresas para que a passagem cheguasse a R$ 2,50.
Não se admite a postura dos dois representantes do povo – pelo menos, são representantes até o dia 31 do próximo mês e assim devem agir. Por enquanto, atuam como se estivessem fazendo o jogo das empresas – e deixando o pepino para o próximo gestor. Não custa lembrar: Quem manda no sistema de transporte é o município – e a ele as empresas respondem.
Tempo de leitura: < 1minutoTransporte alternativo cobra R$ 2,00 de tarifa e tem lucro (Foto Pimenta).
Os donos das empresas de ônibus em Itabuna (São Miguel e Expresso Cachoeira) pressionam a Prefeitura. Querem novo reajuste. Agora para R$ 2,67. A tarifa no município custa R$ 2,20 e está entre as mais caras do país.
Desde segunda, 12, quando as empresas forçaram rodoviários a cruzar os braços, os itabunenses estão circulando em ônibus alternativos pagando tarifa de R$ 2,00 em trechos como Centro Comercial-Ferradas.
Atos de vandalismo são condenáveis, mas a destruição de um ônibus da empresa São Miguel que serve à linha Centro de Itabuna-Vila de Itamaracá poderia ser evitada. Bastava que a prefeitura de Itabuna, por meio da Secretaria de Transporte e Trânsito (Settran), fizesse sua parte, fiscalizando – de verdade – o serviço prestado no município. Técnicos da Settrans afirmam a este blog que as empresas sabem antes mesmo que os servidores municipais quando vai ocorrer alguma “incerta” nas garagens. A São Miguel vinha operando há vários dias sem reserva técnica em Itabuna. Essa reserva deve ser de, no mínimo, 10% da frota circulante. Ou seja, se a empresa opera com 40 veículos, pelo menos outros 4 devem ficar na reserva para substituições em casos de quebras e outros infortúnios, a exemplo de… destruição de ônibus. Com a palavra, o secretário Wesley Melo e o prefeito Capitão Azevedo.