O turismo em Itacaré tem se caracterizado por ser ecologicamente predatório, economicamente concentrador, socialmente iníquo e culturalmente alienante”.

O aumento do fluxo turístico ocorrido nos últimos anos em Itacaré, no litoral sul da Bahia, e a falta de planejamento da atividade turística, têm provocado um desenvolvimento “empobrecedor”, que ameaça o ciclo turístico na região. Esse é o diagnóstico do economista Elton Silva Oliveira, que é mestre em cultura e turismo, pesquisador independente e socioambientalista. A conclusão está em sua tese desenvolvida no Mestrado em Cultura e Turismo, do extinto programa da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) / Universidade Federal da Bahia (Ufba).
Ex-integrante do Núcleo Temático de Turismo para o Desenvolvimento Regional da Uesc (NTT/UESC), o economista aponta os impactos socioambientais e econômicos do turismo em Itacaré e seus reflexos no desenvolvimento local. Para Oliveira, “o turismo em Itacaré tem se caracterizado por ser ecologicamente predatório, economicamente concentrador, socialmente iníquo e culturalmente alienante”.
O pesquisador observa que houve melhora sensível no IDH de Itacaré, mas, por outro lado, condena a forma como a atividade turística se estabeleceu no município, gerando aumento do custo de vida, degradação ambiental, elevação dos índices de criminalidade, prostituição, tráfico de drogas, violência, especulação imobiliária, importação de mão-de-obra e ocupação urbana desordenada.
Leia Mais


































