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ariel (1)Ariel Figueroa | colunadeturismo@gmail.com
 

Senti a falta dos turistas fotografando, tentando dançar, se esforçando por participar. Senti a falta de Ilhéus.

 
Dois capoeiristas, três estivadores, algumas baianas e muita raça. Este é o balanço de uma festa que já foi grande. Participei mais uma vez da lavagem da Catedral, do início ao fim. No final da festa ficou um sabor amargo na boca, o retro gosto não foi legal. Faltou muito, faltou tudo.
À margem de Ilhéus passou o cortejo de baianas festejando São Sebastião ou Oxossi. A Cultura de Ilhéus foi dizimada, vulgarizada, marginalizada, deu tristeza ver o cortejo passar e o olhar das pessoas mostrar o desconhecimento do que estava acontecendo. Ilhéus esqueceu suas tradições. A Ilhéus ariana esqueceu sua cultura.
Estive no Mercado de Artesanato, cheio de turistas e estes sem saber que nesse preciso momento estava acontecendo uma das mais belas festas populares de Ilhéus; parece que as pousadas e os hotéis não informaram a respeito da lavagem da catedral. A Atil – Associação de turismo de Ilhéus – precisa incorporar seu papel de pelo menos divulgar o que está acontecendo aqui, pelo menos. Senti a falta dos turistas fotografando, tentando dançar, se esforçando por participar. Senti a falta de Ilhéus.
Não se trata de ser ou não povo dos terreiros, é uma coisa nossa coisa de ilheense participar da lavagem da Catedral. Pelo menos isso eu aprendi na década de 90, era assim. Os terreiros estão a cada ano pensando se descem para a festa ou não, isso tá claro. Enquanto a lavagem continuar a ser uma festa organizada por políticos, está fadada a acabar. Acredito que uma reunião entre os envolvidos seja necessária, de forma urgente.
Ano passado, na hora do caminhão pipa, a água faltou. Este ano tinha um caminhão pipa reluzente de novo, mas faltou uma coisa: Axé.
Lavagem da Catedral sem Axé não faz sentido.
Ariel Figueroa é turismólogo. Editor do site Coluna de Turismo

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Alcides KruschewskyO turista que chega a Ilhéus e já frequentou outros destinos até de maior porte e com outros atrativos sempre reclama dos valores cobrados na terra de Jorge Amado e de Gabriela. O futuro secretário de Turismo de Ilhéus, Alcides Kruschewsky, reconhece o problema:

– O destino Ilhéus precisa se adequar a preços factíveis – disse, verbalizando um sentimento não só de turistas, mas dos próprios ilheenses.

Alcides foi escolhido para a pasta no quarto mandato de Jabes Ribeiro como prefeito do município sul-baiano. Ele tem dentre os planos a urbanização da parte inconclusa da orla sul, principalmente num dos trechos mais frequentados à noite, a região que vai de Nova Brasília ao Hotel Opaba.

Outro ponto destacado por ele é a construção do pavilhão de feiras do Centro de Convenções de Ilhéus. A obra será executada pelo governo baiano e custará, aproximadamente, R$ 1 milhão. Alcides também afirma, via redes sociais, que está na hora do trade fazer o dever de casa, não esperando apenas pelas ações, por exemplo, da gestão estadual.

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O governador Jaques Wagner conseguiu esta semana em Brasília a liberação de recursos da ordem de R$ 1 milhão para construir o Pavilhão de Feiras no Centro de Convenções de Ilhéus. A obra é uma antiga reivindicaçã da cidade.

O compromisso de que os recursos serão liberados é do secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Fábio Mota, que foi indicado para o cargo pelo peemedebista (e adversário do governador) Geddel Vieira Lima.

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O programa Alerta Geral, da Rádio Santa Cruz AM de Ilhéus, destacou nesta sexta-feira, 16, uma nota triste e melancólica sobre aquela que deveria ser uma das principais atividades da economia local.

No ano do centenário de Jorge Amado, com direito a remake de Gabriela, o turismo em Ilhéus segue capengando e a última novidade é o fechamento do escritório da CVC na cidade. Era “morte anunciada”, prevista pelos empresários do setor, que continuam sem entender como uma cidade com tanto potencial não consegue fazer o setor turístico deslanchar.

Há alguns dias, um transatlântico fez parada no porto ilheense. Ao desembarcar, os viajantes encontraram o mesmo receptivo cansado de guerra e, na cidade, decepção com a sujeira, o descuido com o patrimônio histórico, a falta de uma estrutura organizada para receber o turista.

O ano de 2012, com a bênção amadiana, teria tudo para ser um divisor de águas para Ilhéus. Infelizmente, nada mudou.

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A cabruca desperta o interesse do mundo

Depois de ter sido divulgada para o mundo na Rio+20, como um sistema agroflorestal que ajuda a preservar a Mata Atlântica, a cabruca passou a se abrir para um novo nicho: o turismo ecológico. Nos últimos meses, o superintendente da Ceplac para a Bahia e o Espírito Santo, Juvenal Maynart, passou a receber contatos de agências de turismo, que informam sobre o interesse de gente de vários países pela cultura que conserva a floresta.

A agricultura familiar também se movimenta para faturar nesse campo, visando especialmente a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo no ano seguinte e as Olimpíadas de 2016. A intenção, que já conta com o incentivo da Secretaria da Agricultura, via EBDA (Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola), e da Secretaria do Turismo do Estado, é levar os produtos das cooperativas para as mesas dos hotéis e pousadas.

O projeto foi apresentado recentemente pelo chefe do escritório da EBDA em Ilhéus, Luciano Anunciação.

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Helenilson e Gastão Vieira em audiência em Brasília.

O empresário Helenilson Chaves (Grupo Chaves) arrancou do ministro do Turismo, Gastão Vieira, a promessa de que visitará o sul da Bahia trazendo na bagagem um pacote de ações para o turismo de uma das regiões mais lindas do País.

O dirigente do Grupo Chaves foi recebido ontem, 7, em audiência pelo ministro, em Brasília. Gastão, diz Helenilson, citou o potencial turístico de Ilhéus e do sul da Bahia, rica em praias paradisíacas e patrimônio arquitetônico e cultural.

– É preciso reforçar Ilhéus e o Sul da Bahia como destino turístico no Brasil e no exterior – afirma Helenilson, que destaca o apoio do ministro para essa missão.

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Projetos voltados ao turismo no sul da Bahia serão debatidos pelo empresário Helenilson Chaves, do Grupo Chaves, com o ministro do Turismo, Gastão Vieira, em audiência prevista para esta quarta, 7, em Brasília.

Para ele, conciliar produção de cacau, turismo e desenvolvimento industrial (Porto Sul e Ferrovia Oeste-Leste à frente) e turismo podem “dar samba”. “Essas atividades não são conflitantes”, diz. Na audiência, o empresário itabunense falará de investimentos em hotelaria e turismo rural, daí a empolgação.

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Local é considerado perfeito para o ecoturismo e o turismo rural

O potencial para o desenvolvimento de uma economia sustentável na região da Serra do Córrego Grande, em Ibicaraí, será debatido em uma oficina que acontece neste domingo, 11, na Fazenda Serrinha, naquele município, situado a 40 quilômetros de Itabuna. O evento, idealizado pelo Movimento Cacau Verde, começa às 8h30 e está previsto para encerrar às 17 horas.

Na pauta, estão a discussão de propostas para a preservação de nascentes e o desenvolvimento de projetos de ecoturismo, turismo rural e esportes radicais, além de demandas relacionadas à melhoria do acesso e a implantação do programa Luz para Todos na região, onde vivem 38 famílias.

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Ilhéus aguarda mais um verão, mas novamente não se preparou para a época do ano em que sua economia é beneficiada quase exclusivamente por aquilo que Deus lhe ofereceu de graça: as praias, as matas e o clima. No que depende do homem (infraestrutura, zelo, organização), a cidade segue padecendo.

No centro, a coleta de lixo continua sofrível e a sujeira não poupa os pontos turísticos. Nas cabanas de praia da zona sul, em sua maioria, faltam higiene e qualidade no atendimento, além dos preços serem proibitivos.

Mas um dos maiores problemas da cidade está na desorganização do trânsito, o que atormenta moradores na baixa estação e certamente infernizará a vida de todos – moradores e turistas – na alta. A maior dificuldade está no deslocamento entre a zona sul e o centro, cuja solução esperada é a construção de uma segunda ponte. Quando sai, ninguém sabe…

 

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Indicação para Leonelli: toma “Paquetá”

O secretário de Turismo da Bahia, Domingos Leonelli, divulgou nota na qual admite ter sido ríspido com a jornalista Bruna Santana, chefe do Departamento de Comunicação da Bahiatursa. Mas nega tê-la agredido.

O fato ocorreu durante o Congresso da Abav, no Rio de Janeiro. Segundo a nota de Leonelli, o que houve foi “uma discussão, ríspida, entre nós dois, por conta da necessidade do trabalho cotidiano de uma feira de grande porte, como é o caso do Congresso da Abav”.

O secretário diz ter pedido desculpas à funcionária, primeiro reservadamente, e  depois em público, durante reunião de avaliação do evento. Esse episódio atiçou a oposição, sendo que o deputado estadual Carlos Geilson (PTN) chegou a cobrar posicionamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (confira).

Constrangimento geral no governo.

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Denúncia de suposta agressão do secretário estadual de Turismo, Domingos Leonelli, à jornalista Bruna Santana, da Bahiatursa, agita a política em Salvador. De acordo com o deputado Carlos Geilson, o episódio ocorreu durante a Feira de Turismo das Américas, no final da semana passada.

Leonelli teria gritado e agarrado a funcionária da Bahiatursa pelos braços, sacudindo-a, por que a mesma não o atendeu “imediatamente”. Até agora, há silêncio de ambas as partes – do suposto agressor e da suposta agredida. Geilson, no entanto, cobra posicionamento público do governo, notadamente, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA).

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A obra de arte acima é da repórter fotográfica Jaqueline Cerqueira, ex-Agora e TV Cabrália. Clicada na Ilha de Boipeba, no baixo-sul baiano, a foto foi selecionada entre as 15 mais belas imagens do Brasil, de acordo com júri da Nikon. Esta imagem e outras 14 serão expostas pela Nikon na maior feira de fotografia e imagem da América Latina, a PhotoImagem Brazil. A feira será realizada de 14 a 16 de agosto, em São Paulo.

Parabéns, Jaque!

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Entre os entrevistados, 72,5% dizem ser totalmente favoráveis ao porto

Exclusivo
Uma pesquisa sobre o Porto Sul, encomendada por uma das empresas responsáveis pelo levantamento técnico da obra, cujos dados o PIMENTA teve acesso com exclusividade, revela ampla aprovação dos ilheenses ao projeto. A pesquisa foi realizada empresa Sócio-Estatística e ouviu 537 pessoas.
Os números mostram que 72,5% dos entrevistados são totalmente a favor do Porto Sul, enquanto que 13,6% querem conhecer mais sobre a obra. A pesquisa indica ainda que para 86,1% dos ilheenses o Porto Sul vai gerar mais empregos, 39% que vai possibilitar a realização de novas obras do governo e 60,3% que contribuirá para a atração de mais turistas.
A pesquisa da Sócio-Estatística, um dos principais institutos de pesquisa do Sul da Bahia, coordenado pelo sociólogo Agenor Gasparetto, também ouviu 150 pessoas ligadas ao trade turístico de Ilhéus, Uruçuca (Serra Grande) e Itacaré, como proprietários ou executivos de hotéis e pousadas, albergues, campings, locadoras de veículos, de agências de viagens, de passeios, taxistas, de bares e restaurantes, de lojas de artesanato, quiosques e bancas de revistas.
Os dados revelam que 60,3% do trade é totalmente a favor do Porto Sul. Apenas 8,3% disseram ser contrários à instalação do empreendimento. Outros 76,35% acreditam que o projeto vai atrair mais empregos e 59,6% que atrairá obras do poder público. Para 48,7% do trade o Porto Sul atrairá mais turistas, enquanto 8,3% acreditam que vai afastar os turistas.
A pesquisa da Sócio-Estatística foi realizada na segunda quinzena de janeiro e na primeira semana de fevereiro de 2012.

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Portos e Navios Online
Ilhéus (BA) pode conseguir, finalmente, um terminal de passageiros para turistas de transatlânticos. O terminal será uma parceria entre poder público e iniciativa privada, e as obras devem começar nos próximos meses.
O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, participou de uma reunião, em Salvador, com o presidente da Companhia Docas da Bahia (Codeba), José Rebouças, e o empresário Gilberto Menezes, do setor de construção de receptivos de navios turísticos.
O Terminal de Passageiros de Ilhéus será construído numa área entre a Concha Acústica e o Porto Internacional. O projeto conceitual já foi elaborado, restando a aprovação para virar projeto executivo.
Ele tem que obedecer aos padrões estabelecidos pelo ISPS Code (Código Internacional para proteção de Navios e Instalações Portuárias).
O porto de Ilhéus tem 432 metros de cais para atender toda a demanda de atracação de transatlânticos e ainda os navios cargueiros. Desde 1992 o porto recebe navios de turistas, mas sem terminal.
O terminal terá a função de receber os visitantes, mostrar os roteiros turísticos, apresentar a história da cidade e sediar eventos culturais.

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Ricardo Ribeiro | redacao@pimentanamuqueca.com.br
 

Se o ilheense, diante do presente maravilhoso que Deus lhe deu, permanecer com uma atitude passiva, dificilmente esse tempo virtuoso chegará.

 
O último sábado de fevereiro foi um dia lindo em Ilhéus, propício à praia, pois o astro-rei torna ainda mais encantadoras as belezas dessa cidade. Seguia em direção a Olivença e, no Pontal, diante da baía, não resisti, parei para tirar um foto com o celular, enquanto comentava: “como Ilhéus é linda!”.
Outro dia, no Facebook, contestei alguém que dizia achar Ilhéus feia no presente, embora a visse bela no passado. Considerando aquilo um extremo absurdo, argumentei que a cidade continua linda e o povo precisa se apropriar de Ilhéus, brigar por ela, defendê-la dos maus ventos, dos maus presságios, dos maus governos. Também afirmei sentir faltar ao ilheense um pouco mais de autoestima e uma relação melhor com a cidade. Ao desprezá-la, o ilheense concorda com os desmandos, pois acaba aceitando que a cidade merece o que não presta.
Sinceramente, não consigo acreditar que qualquer governo, por mais bem intencionado que seja, consiga avançar muito na requalificação da cidade sem que haja uma conscientização geral, uma postura cidadã coletiva, com uma defesa firme e apaixonada que cobre respeito de quem a governa, assim como que cada um assuma suas responsabilidades.
Ontem mesmo, já em Olivença, outras pessoas também mostravam entusiasmo com o belo dia de sol e um amigo enveredou pela política, afirmando que Ilhéus recebeu praticamente tudo de Deus e precisaria apenas de um governo que fizesse o mínimo, cuidasse das pequenas coisas, um gestor que pelo menos não atrapalhasse.
Eu disse que falta um pouco mais, como ações de marketing bem construídas para promover a imagem da cidade fora e uma campanha para desenvolver a autoestima e o amor por Ilhéus entre os que aqui vivem. A partir daí vem uma série de outros pontos, como a organização do turismo, que ainda é explorado com um amadorismo suicida.
Se o ilheense, diante do presente maravilhoso que Deus lhe deu, permanecer com uma atitude passiva e indiferente, de eterna espera por dias melhores, dificilmente esse tempo virtuoso chegará. E a cidade continuará a viver com a tal síndrome de Gabriela (“Eu nasci assim, eu cresci assim, eu sou mesmo assim, vou ser sempre assim…”).
Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do PIMENTA.