Mesa da Diretoria aos sábados na Fuxicaria do Beco
Tempo de leitura: 4 minutos

 

Somente dois bastiões seguraram as pontas: o Caboclo Alencar, do ABC da Noite, fundado em 28 de julho de 1962, e Eduardo Gomes (nome de Brigadeiro) do Artigos para Beber. E seguraram as pontas mesmo, Caboclo Alencar à esquerda no primeiro quarteirão, no baixo beco; Eduardo Gomes à direita no terceiro quarteirão, no alto beco.

 

Walmir Rosário

É caso pra se pensar, mas não creio que tenha nada a ver com a mitologia grega. Acredito que seja apenas uma simples coincidência comparar a situação atual do Beco do Fuxico, em Itabuna, com o ressurgimento da Fênix, tal e qual as aparências. Não duvido que seja algum projeto saído da prancheta de algum conceituado marqueteiro, daqueles que têm o hábito de frequentar botecos.

O certo é que as mudanças foram profundas, bem fundadas e o “novo” Beco do Fuxico já pode ser considerado um perfeito case de sucesso. Há pouco tempo passava por uma crise interminável, daquelas que obrigaram o fechamento das portas dos bares, o fim do negócio, provocando um divórcio entre os donos dos botecos e os fidelíssimos clientes.

É que o peso da idade foi chegando como quem não queria nada, afastando alguns, de forma definitiva, aposentando outros, causando um prejuízo incalculável nos clientes, que mais do que de repente, ficaram solitários, perdendo seu personal boteco, e o segundo lar. E o mais grave: desagregando uma legião de amigos, irmãos, melhor dizendo.

Há anos que o Beco do Fuxico participa ativamente como personagem vivo e atuante da história de Itabuna. Deixou-nos Pedrão, Itiel, Dortas, Mota, Mário, Batutinha fechou as portas e guardou o saxofone, deixamos de sentar nos sacos de feijão, arroz e farinha de Alcides Rodrigues Roma, lamentávamos o fim do Quitandinha, e até a Confraria do Alto Beco do Fuxico foi fechada com a mudança de José D’Almeida Senna para Salvador.

Somente dois bastiões seguraram as pontas: o Caboclo Alencar, do ABC da Noite, fundado em 28 de julho de 1962, e Eduardo Gomes (nome de Brigadeiro) do Artigos para Beber. E seguraram as pontas mesmo, Caboclo Alencar à esquerda no primeiro quarteirão, no baixo beco; Eduardo Gomes à direita no terceiro quarteirão, no alto beco.

E o Caboclo Alencar, do alto dos seus 94 anos completados com festa em 2 de fevereiro, dia dedicado a Iemanjá, decidiu dar um freio de arrumação no ABC da Noite, criando uma consternação em seus alunos repetentes. Por ordens médicas, o “caboco” estava com as pernas cansadas, e mesmo assim, em respeito aos clientes, passou a abrir apenas aos sábados, das 10 às 13 horas.

E logo o ABC da Noite, famoso por seu rigoroso horário de atendimento aos clientes, conforme a placa de bronze afixada na parede. De segunda a sexta-feira: das 11 às 12h30min, e das 17 às 19 horas; aos sábados das 11 às 12h30min; sem expediente aos domingos. Não deu outra, as reclamações vieram de pronto, pois os alunos não sabiam onde frequentar nos dias de semana.

Clientes fidelizados se comunicam em grupos de whatsapp

E aí é onde entra o tal do projeto de marketing de Erick Senna, logo após a decisão de seu tio José Senna se mudar para a capital. Bem coladinho com o ABC da Noite, na esquina com o Calçadão da Ruy Barbosa, inaugurou a Fuxicaria do Beco, um bar sem espaço para os clientes de pé do balcão, porém com muitas mesas ao ar livre, no Calçadão, em meio do povo.

E não é que os confrades do Alto Beco do Fuxico atenderam aos reclames de Erick Senna e desceram a ladeira, especialmente aos sábados, os quais abancados nas extensas mesas discutem desde parto de elefante às ações de Donald Trump, sem a menor cerimônia. O debate político voltou a ganhar seu espaço ao som de renomados músicos, da forma mais democrática possível, como nos velhos tempos.

Músicos renomados se apresentam no coreto Caboclo Alencar

Música ao vivo, sim, e para tanto está presente o coreto batizado Caboclo Alencar, homenagem mais que justa, diria justíssima, ao alquimista das tradicionais batidas, que abriu mão de ser coroado Rei do Beco do Fuxico, como queria Roberto Carlos Goodygroves Bezerra, o Dr. Malaca, quando da instituição da Lavagem do Beco do Fuxico.

E assim, grande parte da Confraria do Alto Beco do Fuxico se mudou para a Fuxicaria do Beco, dando uma no cravo e outra na ferradura, melhor dizendo: se abastece das encantadoras batidas do Caboclo Alencar, enquanto degustam cervejas e outras bebericagens. E o Beco do Fuxico voltou aos seus gloriosos tempos em que comercializavam a amizade e a alegria engarrafadas.

A fidelidade dos clientes é de tamanha monta que eles utilizam a tecnologia das redes sociais para se comunicarem com o grande público, e entre si por meio do Whatsapp. As diversas tribos atendem no zap pelos nomes de Confraria do Alto Beco do Fuxico, Amigos do Beco do Fuxico, Grupo da Fuxicaria do Beco e até o inusitado Bodes do Caboclo, este exclusivo dos maçons frequentadores.

Sempre que posso ir a Itabuna num sábado não deixo de rever os amigos e confrades, jogando conversa fora, às vezes solucionando os problemas do mundo de uma só canetada. E foram justamente a Fuxicaria do Beco e o ABC da Noite que escolhi como palco para lançar os meus livros Crônicas de Boteco – um guia sem ordem e Como Sobreviver à Pandemia, em grande estilo, em meu segundo lar.

De minha parte, desejo sucesso ad aeternum.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado e autor de  autor de livros como O Berimbau – Valhacouto de boêmios, disponível na Amazon.

Programa de estágio encerra inscrições na quarta-feira (21) || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 2 minutos

Acaba na próxima quarta-feira (23) o prazo para inscrições no Partiu Estágio. O procedimento para inscrição deve ser feito pela plataforma www.ba.gov.br. O programa oferta 5.541 vagas para estudantes universitários que desejam atuar em órgãos públicos do Estado.

Dentre as vagas ofertadas, 2.194 são para capital baiana e 3.347 para municípios do interior do estado e cidades da Região Metropolitana de Salvador. Nesta edição são oportunidades de estágio para estudantes de 126 cursos universitários, distribuídos entre 65 municípios da Bahia e em 60 órgãos do Estado.

EXIGÊNCIA

Para participar, os estudantes precisam ter idade mínima de 16 anos, residirem no estado da Bahia, ter concluído 50% ou mais da carga horária do curso de graduação e devem estar regularmente matriculados em instituição de nível superior com sede ou polo situados na Bahia. O curso de graduação pode ser nas modalidades presencial, semipresencial ou Ensino a Distância (EAD).

O programa concede prioridade aos candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Também são prioritários estudantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou aqueles que estudaram com bolsa integral na rede privada. O Partiu Estágio prevê 10% das vagas reservadas para estudantes com deficiência, conforme estabelece a Lei federal nº 11.788, de 25 de setembro de 2008.

O estágio tem duração máxima de um ano, sem possibilidade de prorrogação, exceto quando se tratar de estagiário com deficiência. O programa tem carga horária de 4 horas diárias e de 20 horas semanais, com bolsa no valor de R$ 607,00, além de auxílio transporte e férias remuneradas.

O estudante que for selecionado para a vaga de estágio, receberá uma mensagem via aplicativo Whatsapp, informando alteração do seu status no site do BA.GOV.BR e deverá acessá-lo para verificar os procedimentos, prazos e a forma da entrega da documentação. A relação dos estudantes selecionados para o Programa Partiu Estagio também será disponibilizada no site da Secretaria Estadual de Administração.

Tempo de leitura: 3 minutos

 

Espero que as informações contidas na ata não tenham refletido o alto teor dos debates, animados por cerveja bem gelada e de reduzido teor alcoólico, mantendo incólume o relatório com ares de ciência.

 

Walmir Rosário

Com a eleição na reta final, muita gente ainda não escolheu seu candidato, na maioria das vezes por falta de informações. É que eles ficam entocados durante quatro anos, aguardando apenas a largada para uma boa colocação numa câmara municipal qualquer, também chamada de câmara de vereadores. E aí falta tempo suficiente ao eleitor conhecê-los de perto.

Confesso que pensei em analisar esses candidatos, mas com o passar do tempo esqueci completamente da minha promessa. Ainda bem que tenho amigos que sabem cuidar das questões dos amigos, reparando algumas falhas cometidas ao longo do tempo. E foi providencial o convite de Valdemar Broxinha para nos dedicarmos à análise dos candidatos durante um dia inteiro.

E o local escolhido foi o Bar Laranjeiras, de Bené, no centro da cidade, perto de todos os interessados. Imediatamente surgiu outro pretexto: reeditar uma das reuniões do Clube dos Rolas Cansadas, no local mais apropriado. Bastou uma ligação de Valdemar Broxinha, Bené cuidou de gelar cerveja, preparar uma boa quantidade de almôndegas caseiras para saciar a sede e fomes dos associados.

A proposta seria passar em pente fino a vida dos candidatos a prefeito e vereador, sem qualquer favorecimento aos amigos ou injustiça aos menos chegados. Telefonemas e mensagens via whatsapp disparados, pelo menos 10 associados confirmaram presença ao meio-dia em pino da quarta-feira passada, com sua relação de candidatos.

Apesar de aposentados, os associados do vetusto Clube dos Rolas Cansadas “deram um cano” no encontro, alegando os mais diversos compromissos surgidos de última hora, com explicações nada convincentes. Fora desse time ficou Zé do Gás, que se envolveu num acidente ao atropelar um cão em plena avenida. Depois de prestados os socorros, ele não mais reunia condições emocionais para a reunião.

Como Valdemar Broxinha não é homem de perder a viagem, ainda mais para um debate de elevada importância cívica, resolveu abrir o encontro com os presentes. É certo que eram poucos, eu, o italiano Alessandro, Bené, e mais uns dois gatos pingados que resolveram ir dar suas desculpas in loco, e aproveitaram para assinar a ata e dar dois ou três pitacos.

Bom mesmo e fez valer a pena a reunião foi o nível de conhecimento de Valdemar Broxinha, de Alessandro Italiano e Bené, que apenas utilizando a boa memória, fizeram relatos detalhados da vida pregressa dos políticos. De cara, a maioria foi reprovada por comportamento inadequado, sobrando umas três dúzias de concorrentes.

Entre os goles de cerveja e garfadas nas almôndegas, o relatório (ou ata) já contava com pelo menos umas cinco páginas, escritas em letras vermelhas para nominar os reprovados e quase duas páginas, em letras azuis com os considerados aptos ao voto. Juro que as análises foram feitas de forma honesta e democrática, justificando os adjetivos.

Pelo menos de meia em meia hora éramos importunados por cabos eleitorais e até candidatos em busca dos incautos eleitores. Nunca vi tanta gente escolada na arte de pedir votos e fazer promessas, estas que serão devidamente cumpridas após a posse. A garantia oferecida eram seus vastos conhecimentos da política, praticada há mais de 20 anos. Ganhou, emprego garantido!

E a análise era iniciada com o comportamento dos candidatos ao longo dos anos, desde sua mocidade, passando pela vida profissional, amizades, e familiar, se casado fosse. Fiquei deveras surpreso com a quantidade de informações armazenadas por Valdemar Broxinha, o italiano Alessandro e Bené, que passaram em revista a política de Canavieiras nos últimos 50 anos.

Ata aprovada e assinada, foi imediatamente fotografada e transmitida pelo whatsapp aos demais participantes do Clube dos Rolas Cansadas para o conhecimento e uso patriótico das informações. Agora, de posse de importantes informações, vamos aguardar a abertura das urnas e estudar o comportamento detalhado do eleitor canavieirense sobre os escolhidos.

Espero que as informações contidas na ata não tenham refletido o alto teor dos debates, animados por cerveja bem gelada e de reduzido teor alcoólico, mantendo incólume o relatório com ares de ciência. Por tudo que foi posto, nos resta certificar que o lugar correto para discutir sociologia, filosofia e outros “ias” é mesmo numa mesa de bar.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Estátua de Jorge Amado em Ilhéus em frente à Casa de Cultura, no Centro Histórico || Foto Divulgação
Tempo de leitura: 4 minutos

 

 

Diante da veracidade do documento, assentado em 11 de março de 1931, rogo aos ilheenses de boa índole, que se abstenham da apropriação de Jorge Amado, que por direito pertence a Itabuna. Por outro lado, de papel passado, os verdadeiros conterrâneos passarão a admiti-lo como um deles, uma homenagem pra lá de interessante e muito justa.

 

Walmir Rosário

Há dias passados me encontrava em Itabuna visitando amigos nos bares mais frequentados da cidade, oportunidade que tive de rever o amigo e vereador Ronaldo Geraldo dos Santos, o Ronaldão. Após os cumprimentos de praxe, me prometeu um presente: a garantia de que Jorge Amado nasceu em Itabuna, mimo esse de papel passado, assinado em cartório.

Por si só, a notícia não teria nada de interessante, pois o próprio Jorge Amado garantiu e jurou de pés juntos que era itabunense, declarando em todas as entrevistas ser um Papa-jaca autêntico. Mas isso aconteceu muitos anos após Ilhéus ter se apropriado, não só do escritor, como também da figura humana e seus personagens, sem qualquer documento comprobatório.

Para os ilheenses, o que importava era o tempo em que Jorge Amado morou em Ilhéus, escreveu sobre a cidade, suas figuras humanas, muitas das quais estereotipadas, a exemplo dos cacauicultores, tudo registrado em livros. Foi uma expropriação violenta, sem respeitar os documentos oficiais, a exemplo da certidão de nascimento guardada em livro apropriado em cartório.

Eu até tenho a impressão que o próprio Jorge Amado tenha “surfado nessa onda”, motivadora da celeuma entre ilheenses e itabunenses, agravada com a publicação do livro Terras do Sem-fim, em que sugeria adjetivos não condizentes com os itabunenses. Sem querer meter minha colher em prato alheio, diria até sinônimos desairosos.

Embora sempre respeitado pelos itabunenses, os fatos levam a crer que Jorge Amado não era um amigo bem chegado, daqueles que convidamos pra ir à nossa casa fazer uma farra, devidamente forrada com uma farta feijoada, um churrasco. Alguns mais afoitos não mediam as palavras em considerá-lo um vira-casaca, por se tornar um Papa-caranguejo empedernido, como dito àquela época.

Uma rusga atoa, sem pé nem cabeça, de uma população com um ilustre conterrâneo. Tanto era assim que nunca foi desmerecido e sempre reconhecido pelas suas obras. Mas o nó górdio da questão estava na naturalidade ensovacada pelos ilheenses, sem qualquer razão, pois no ato do nascimento de Jorge Amado, Itabuna já se encontrava emancipada há longos dois anos e livre de qualquer amarra.

Dias depois, meu amigo e testemunha da promessa do vereador Ronaldão, o advogado José Augusto Ferreira Filho, me liga informando que enviara para o meu WhatsApp a certidão passada em cartório e assinada pelo Tabelião Ottoni José da Silva. E isso em 02 de março de 1944, afirmando que Jorge Amado nasceu na Fazenda Auricídia, em Ferradas (Itabuna), em 10-08-1912.

As diferenças entre os itabunenses e seu laureado conterrâneo já chegaram à delegacia quando um busto de Jorge Amado foi depredado em Ferradas, no século passado. Em outra feita mais recente, uma estátua do escritor foi alvo de tiros, além de pedradas, na calada da noite, por pessoas embriagadas, apenas pelo fito de danificar um equipamento público. Coisas do passado!

Lembro-me que no século passado, por volta do início da década de 1990, cheguei a elaborar reportagens para o Correio da Bahia, sobre a possível renomeação da principal avenida de Itabuna, a Cinquentenário, que passaria a ser nomeada Jorge Amado. A campanha encetada pelo jornalista e escritor Hélio Pólvora, não ganhou ampla adesão por ser ano de eleições municipais.

Acredito que essa homenagem teria selado, definitivamente, a paz, a amizade entre os itabunense e seu filho ilustre, mas não chegou a sair do papel. Em 1994, Jorge Amado lança A Descoberta da América Pelos Turcos, uma verdadeira homenagem a Itabuna. O livro foi considerado bem-vindo pelos itabunenses, entretanto faltaram eventos dignos no lançamento da obra na cidade.

A Certidão de Nascimento para eliminar a dúvida

Se antes essas diferenças eram levadas a “ferro e fogo” hoje provocam apenas bons debates. E não é pra menos, pois no livro 1-B destinado aos registros de nascimento, à folha 231, consta o termo nº 516, do nascimento de Jorge Amado, com toda a filiação, acompanhados dos nomes dos avós paternos, maternos além de testemunhas.

Diante da veracidade do documento, assentado em 11 de março de 1931, rogo aos ilheenses de boa índole, que se abstenham da apropriação de Jorge Amado, que por direito pertence a Itabuna. Por outro lado, de papel passado, os verdadeiros conterrâneos passarão a admiti-lo como um deles, uma homenagem pra lá de interessante e muito justa.

De minha parte, prometo adquirir um kit Papa-Caranguejo completo (camisa, caneca e protetor de lata de cerveja), junto às organizações “Lá ele!”. E para tanto deixo registrado o meu pedido a Afonso Dantas, convocando, ainda, o vereador Ronaldão, Augusto Ferreira, José Carlos (Beca) e outros parceiros de mesa de bar para selarmos o armistício definitivo entre Papa-Jacas e Papa-Caranguejos.

Walmir Rosário é radialista, jornalista e advogado, além de autor de livros como Os grandes craques que vi jogar: Nos estádios e campos de Itabuna e Canavieiras, disponível na Amazon.

Rosivaldo diz que município poderá solicitar conferência, caso seja confirmada a redução populacional
Tempo de leitura: 2 minutos

 

A cidadania precisa também alcançar a ponta dos nossos dedos no ambiente volátil das redes sociais. É preciso cada vez mais conexão entre cérebro, tecnologia e cidadania.

 

Rosivaldo Pinheiro || rpmvida@yahoo.com.br

Falar sobre qualquer tema é sempre um misto de satisfação e possibilidade de contraposição, principalmente nos tempos atuais, em que as redes sociais acabam sendo o ponto de encontro para embates ásperos, quase sempre abrindo espaço para a covardia se manifestar de maneira mais altiva. O que seria para uso de forma mais efetiva e produzir inclusão, possibilitando avanço acaba derivando para um ambiente onde a parte mais negativa do comportamento humano se revela.

Uma sociedade que vive sobre os pilares do ódio e da desinformação não pode falar de cidadania de forma mais aprofundada. É preciso que não se confunda liberdade de expressão com permissão para ofensa. Não é razoável que as fake news gerem riqueza para alguém enquanto impõem prejuízos para muitos, e, ainda assim, continuamos vendo a circulação em milhões dessas desinformações. As grandes plataformas precisam estabelecer regras e conter a prosperidade desses operadores.

Não dá para permitir a permanente prática de crimes, o incentivo ao ódio e a sensação de terra sem lei. Não parece algo difícil de ser controlado, vez que tudo e todos estão sob o controle dos algoritmos, sendo, portanto, perfeitamente possível que haja intervenção imediata por parte dessas empresas sobre os conteúdos postados e sinalização aos órgãos de justiça e a consequente punição para os que agem contra a cidadania.

Essa é uma reflexão que precisamos fazer de forma permanente, inclusive praticando a vigília diária dos nossos comportamentos e de tudo que compartilhamos nas redes e nos aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram.  Precisamos usar o mesmo conceito que conhecemos: só existe o roubo porque existe alguém se beneficiando do produto, então, só existirá o produtor de fake news se houver quem aceita, acredita e compartilha, quer seja por desconhecimento ou por má-fé. A cidadania precisa também alcançar a ponta dos nossos dedos no ambiente volátil das redes sociais. É preciso cada vez mais conexão entre cérebro, tecnologia e cidadania.

Rosivaldo Pinheiro é comunicador, economista e secretário de Governo de Itabuna.

Meta disponibiliza nova funcionalidade do WhatsApp no Brasil
Tempo de leitura: < 1 minuto

A Meta, dona do WhatsApp, liberou para usuários no Brasil a criação de comunidades com até 5 mil membros no aplicativo de mensagens. O recurso já estava disponível em outros países desde novembro passado, mas a empresa norte-americana retardou seu lançamento no país devido às eleições de 2022.

O adiamento atendeu a uma recomendação do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP). O órgão havia manifestado preocupação de que a nova funcionalidade fosse utilizada para espalhar notícias falsas sobre as eleições.

As comunidades podem reunir até 50 grupos, desde que a soma dos membros deles não passe de 5 mil. O recurso começou a ser liberado ontem (26) no país e, timidamente, aproxima o WhatsApp das funções oferecidas pelo Telegram, que permite grupos de até 200 mil pessoas.

Cidadão pode agendar 400 tipos de serviço pelo aplicativo de mensagens
Tempo de leitura: < 1 minuto

O Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) abriu canal via WhatsApp para agendamento de mais de 400 serviços oferecidos pela rede em toda a Bahia. O aplicativo de mensagens também oferece serviços digitais, como obtenção do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo Eletrônico (CRLV-E) e emissão da Carteira de Identidade (2ª e demais vias).

Também é possível consultar informações sobre o atendimento nos postos SAC e conversar por chat diretamente com um atendente no caso de dúvidas ou problemas nas etapas de execução dos serviços.

“O novo canal democratiza ainda mais o acesso aos serviços públicos, porque vai ajudar muito aqueles usuários que têm dificuldade no uso de tecnologia, mas que já têm familiaridade com o Whatsapp”, explicou o secretário da Administração, Edelvino Góes. O número do Whatsapp da plataforma SAC Digital é 71 4020-5353.

Para utilizar o novo canal, os interessados podem acessar SAC Digital (usando a plataforma na internet ou aplicativo de celular) e depois clicar no link do Whatsapp, na tela inicial da plataforma. Desta maneira, o usuário será redirecionado para o Whatsapp e poderá iniciar o atendimento. Outra possibilidade é usar o aplicativo de mensagens diretamente, usando o número informado acima.

O usuário vai interagir com um assistente virtual, que utiliza Inteligência Artificial (IA) para identificar que serviço ou informação que ele deseja. O novo canal vai funcionar de forma integrada à central de atendimento da SAC.

Tempo de leitura: 2 minutos

 

A sociedade moderna passou, na maioria das vezes, a olhar o livro pela capa e a alimentar uma espécie de corrida, a de quem mais rápido opina.

 

Rosivaldo Pinheiro

Sempre que posso, pinta uma inspiração ou por pura inquietação, venho aqui dividir (com aqueles que gostam), um pouco do meus olhares, vivências e curiosidades. No último texto, falei sobre amenidades, trouxe à discussão o fato de não mais fazermos escolhas nos ambientes virtuais, especialmente nas redes sociais, dado o direcionamento que recebemos através do algoritmo.

Hoje, quero falar sobre outro comportamento, que vem sendo apresentado e facilmente observamos se massificar a cada novo dia: pessoas que só leem o enunciado das notícias, o cabeçalho, e, imediatamente, já passam adiante ou, instantaneamente, pautam uma discussão no Whatsapp ou travam um diálogo presencialmente sobre determinado assunto.

Essa celeridade aponta uma espécie de ansiedade e motiva exaustivos diálogos, com uma caraterística marcante: “muita informação e pouco conhecimento”. A sociedade moderna passou, na maioria das vezes, a olhar o livro pela capa e a alimentar uma espécie de corrida, a de quem mais rápido opina.

A marca desse tipo de comportamento é uma discussão desconexa e sem fundamentação ou conexão com o texto que serviu de base ao título. Por essa razão, percebemos que a maioria das conversas se perde da linha de diálogo e segue na direção de uma disputa de egos, não ajudando na formação e evolução do conhecimento. Torna-se um debate improdutivo.

Aqui não é uma crítica direcionada, mas um chamamento, a cada um de nós, para um agir permanente e não sermos tragados por esse comportamento, nos transformando em mais um nessa multidão. Vamos precisar de todo mundo nessa direção, a de refletir sobre o texto, seu contexto e fazer uma corrente oposta ao imediatismo. Esse é um tema que vem sendo estudado em todo o mundo. A gente precisa superar, em plena era moderna, os novos “Mitos da Caverna”. Não sermos rasos, nem chatos, nem permanentemente profundos, apenas fazermos uma troca: imediatismo por algo mais fecundo.

Rosivaldo Pinheiro é economista e especialista em Planejamento de Cidades (Uesc).

Em Ilhéus, contribuinte tem acesso a serviços dos Tributos pelo Whatsaap
Tempo de leitura: < 1 minuto

A pandemia da covid-19 levou a uma guinada na prestação de serviços e atendimentos online devido às orientações de isolamento social e aos protocolos e segurança sanitária. A humanidade foi forçada a aderir a procedimentos online. Em Ilhéus, o Setor de Tributos criou um canal pelo WhatsApp para atender os contribuintes. O serviço continua ativo e presta orientações, de segunda a sexta-feira, das 12h às 17h, pelo número (73) 98825-6126.

O canal de comunicação é mais um alternativa para ampliar o acesso do público, ao passo que economiza recursos e reduz o tempo de atendimento. O munícipe pode entrar em contato para tirar dúvidas ou solicitar informações contidas no site da Prefeitura, que incluem envio do boleto do IPTU 2022; envio do boleto de alvará de funcionamento; envio do boleto do foro anual de cemitério; dados sobre valor atual da dívida (imóvel, contribuinte e empresa); condições de regularização, entre outras, sem a necessidade de deslocamento até o setor responsável.

De acordo com Armando Rossi, diretor da Receita Municipal, o sistema de comunicação via WhatsApp é um dos mecanismos adotados pela atual gestão para estreitar o relacionamento com o cidadão. “O nosso objetivo é dar agilidade às solicitações, conforto e praticidade para o contribuinte, bem como reduzir o fluxo de pessoas no setor”, explicou Rossi.

O diretor ressalta, contudo, que nem todas as demandas podem ser resolvidas pelo aplicativo de mensagens. Em alguns casos é indispensável a presença do contribuinte ao setor.

"Nenhum mecanismo de comunicação é imune ao Estado de Direito", avisa Edson Fachin
Tempo de leitura: 2 minutos

O ministro Edson Fachin, recém-empossado na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou hoje (23) que a Justiça Eleitoral já estuda os meios jurídicos mais viáveis para punir aplicativos de mensagens que permitam a disseminação de desinformação contra candidatos ou contra o próprio processo eleitoral.

“Ainda que seja a última resposta [impor limites a um aplicativo de mensagem], será a atitude que se espera da Justiça Eleitoral, que deve zelar pela paridade de armas no certame eleitoral. As eleições não constituem um processo sem lei”, disse Fachin, que nesta quarta-feira (23) concedeu a primeira entrevista coletiva como presidente do TSE.

TELEGRAM NA MIRA DO TSE

O principal alvo de preocupação da Justiça Eleitoral é o Telegram, que está entre os aplicativos de troca de mensagens mais usados no Brasil e onde, hoje, não há empecilhos para qualquer tipo de comunicação. O TSE já fez diversas tentativas de interlocução com a empresa responsável pela ferramenta, cuja sede fica em Dubai, Emirados Árabes Unidos, porém sem sucesso.

Questionado mais de uma vez sobre o Telegram, o ministro respondeu, sem citar o aplicativo especificamente, que seria “especialmente oportuna” a aprovação de alguma regra sobre o assunto pelo Congresso. Ele informou que, se isso não ocorrer, o TSE prepara uma tese jurídica, com base em legislações já existentes sobre internet e eleições, que permita colocar limites a aplicativos rebeldes.

“Nenhum mecanismo de comunicação está imune ao Estado de Direito”, afirmou o ministro. Usando um jogo de futebol como metáfora, Fachin disse que o juiz não contabiliza apenas os gols para saber o vencedor e que, ao longo da partida, também “dá cartões amarelos e às vezes promove expulsões”.

Leia Mais

Criminosos usam imagem de Tonho de Anízio para tentar aplicar golpe pelo Whatsapp
Tempo de leitura: < 1 minuto

Criminosos recorreram ao aplicativo de mensagens WhatsApp para aplicar golpes utilizando o nome e a imagem do prefeito de Itacaré, Antônio de Anízio (PT), além da esposa do político do município sul-baiano.

O golpe foi descoberto na noite desta quarta-feira (26), quando amigos e pessoas próximas ao prefeito relataram o contato do golpista pelo WhatsApp com um número da região de Feira de Santana (75) 99843-9611, que não pertence ao prefeito.

Na abordagem, os criminosos se passam pelo prefeito para pedir que a possível vítima faça uma transferência em dinheiro, principalmente PIX.

O prefeito Antônio de Anízio fez um alerta, nesta manhã de quinta-feira (27). “Estão usando o meu nome com este contato com prefixo 75”, disse o prefeito, observando que não está pedindo dinheiro e chama atenção para o número de outra região.

O WhatsApp e a operadora de telefonia celular deverão ser acionados para que a linha seja cancelada, segundo informou o secretário de Administração de Itacaré, Marcos Japu, ao PIMENTA.

Tempo de leitura: 3 minutos

 

A reabilitação segue me causando inúmeros sentimentos, mas o principal deles é de profunda gratidão pelo renascimento. Senti a sua presença o tempo todo, mesmo ainda tendo um longo caminho de tratamento pela frente! Obrigada por tudo! Obrigada por TANTO! 

 

Manu Berbert

A vida por trás dos sorrisos nas redes sociais, especialmente quando trabalhamos nelas e com elas, tem perrengues que quase ninguém vê. Há exatamente um mês um acidente doméstico virou a minha vida pelo avesso, por exemplo. Uma queda, sensação de deslocamento do ombro, o braço e mão soltos, raio-x e o tão temido diagnóstico: fratura! Não muito pequena! A dias da inauguração da minha casa de eventos, o Casarão Cola Na Manu!

Um profissional sugeriu que não operasse no desespero, lembrando que estava em jogo a minha mão direita, força e principalmente escrita. “Como assim?! Eu sou escritora!”, foi a única coisa que passava na minha mente. Quando essa euforia de eventos passar, me vejo escrevendo mais livros, sonho escrever algo que vire filme ou novela, e só chorei pensando nisso. “Está sentindo muita dor?”, perguntavam. Mas o choro era da dor na alma, pensando no futuro. A dor física se fez minha amiga, quando entendi que dependia da minha mente ser forte ou não!

Passei por um turbilhão e hoje nem sei como. Sei que Simon Cavalcante, fisioterapeuta, foi uma luz com todas as suas orientações. Lembro da sensação de desmaio após o diagnóstico no hospital. Lembro da minha família ao meu redor dizendo que eu precisava reagir, e foi quando liguei para Dr. Eric Júnior e escutei “Deixe que eu resolvo tudo da cirurgia e do Plansul”, meu plano de saúde, e assim aconteceu! E eu só pedia a Deus que o médico sugerido por todos, mas que eu não conhecia até então, me desse a segurança que precisava para ficar bem, porque estudei comportamento humano e reconheço gente insegura a quilômetros de distância. (Tá aí um arrependimento na vida, inclusive!) Mas Dr. Alexandre Bulhões, especialista na área, me passou total segurança, a que eu precisava. “Isso é com ele!”, pensava. E segui! Sofri o que jamais conseguirei descrever, mas inaugurei o Casarão, com apoio de Marama, e três dias depois me internei.

Oi, Deus, sou eu de novo! Chegando na vida agora, mais uma vez. Não lembro de muita coisa, apenas que foram 30 dias dormindo sentada e acordando com câimbras; que fui muitíssimo bem tratada no hospital e que todos falavam do show de Harmonia; que não consegui deitar na maca do centro cirúrgico, tamanha dor; que fiz um pequeno escândalo lá dentro pedindo que chamassem logo o meu médico e todos riam afirmando que todos eles eram médicos também, até ele entrar e aí apaguei; Mas lembro da selfie na manhã seguinte, que tirei após banho e batom, o que me rendeu muitas risadas com amigos e familiares no WhatsApp. “A mulher acabou de sair de uma cirurgia e tá toda maquiada!”. São coisas assim que distraem a mente e não nos permitem surtar com tudo o que está passando! Hoje, usando as duas mãos, escrevo este primeiro artigo emocionada. A reabilitação segue me causando inúmeros sentimentos, mas o principal deles é de profunda gratidão pelo renascimento. Senti a sua presença o tempo todo, mesmo ainda tendo um longo caminho de tratamento pela frente! Obrigada por tudo! Obrigada por TANTO!

Manu Berbert é publicitária e empresária!

Tempo de leitura: < 1 minuto

O Facebook informou que uma falha na alteração de suas configurações causou o apagão global de mais de seis horas e que derrubou, além da rede social, os serviços do WhatsApp e do Instagram na tarde desta segunda-feira (4). A nota foi divulgada na noite de ontem, horas após as redes e aplicativo de mensagens retornarem.

A empresa descartou ter havido ataque e vazamento de dados de usuários. A falha, segundo o Facebook, teria ocorrido durante mudança em estrutura que coordena tráfego das suas centrais de dados.

“A todas as pessoas e empresas que dependem de nós, lamentamos o transtorno causado pela interrupção de nossas plataformas”, informa a nota.

Para Marco Antonio, usuários têm direito à indenização se provarem que tiveram prejuízo por falha do aplicativo
Tempo de leitura: < 1 minuto

O WhatsApp, o Instagram e o Facebook ficaram fora do ar na tarde dessa segunda-feira (4). Para o advogado Marco Antonio Araujo Junior, a depender da justificativa do Facebook para a falha do WhatsApp, usuários poderão demandar em juízo indenização por prejuízos materiais decorridos da pane do serviço.

“Há muito tempo o WhatsApp deixou de ser uma simples ferramenta de comunicação e passou a ser um serviço, com remuneração indireta, colocado no mercado de consumo. Pessoas e empresas que utilizam a plataforma como instrumento de trabalho ficaram impedidas de realizar suas atividades e podem ter tido prejuízos financeiros em razão disso. Se comprovados, o Judiciário pode condenar a empresa em indenizar os usuários”, explica Araujo.

Além do uso pessoal, que não tem pagamento direto por parte do usuário, mas tem remuneração indireta em razão das publicidades direcionadas realizadas na plataforma do Instagram e do Facebook, a empresa também disponibiliza o WhatsApp Business, com funcionalidades especiais e benefícios para empresas de pequeno e médio porte.

Os usuários que se sentirem prejudicados pela interrupção dos serviços prestados deverão demonstrar os negócios que deixaram de ser realizados, os prejuízos que tiveram em razão da falha na prestação de serviços e comprovar, de forma efetiva, que deixaram de realizar suas atividades profissionais, conclui o especialista.

Aplicativo de mensagens e redes sociais estão fora do ar desde o início da tarde desta segunda-feira
Tempo de leitura: < 1 minuto

Os usuários do WhastApp, Instagram e Facebook enfrentam dificuldades para acessar o aplicativo de mensagens e as redes sociais desde o início da tarde desta segunda-feira (4).

A direção do Facebook, que é dono do Instagram e do WhatsApp, trabalha para identificar a causa do problema, que derrubou os três serviços para usuários de vários países.