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EDITORIAL DO JORNAL BAHIA ONLINE

A Comenda São Jorge dos Ilhéus – idealizada pelo historiador Leopoldo Campos Monteiro – é a mais alta homenagem que o município pode fazer àqueles que contribuem para o seu desenvolvimento. Jorge Amado, pela importância que todos nós conhecemos, foi a primeira personalidade a recebê-la e deu o tom de grandiosidade à homenagem.
Depois, o nível caiu assustadoramente. De Ivete Sangalo, à época de Jabes Ribeiro, a, agora, Domingos Leonelli, no governo Newton Lima.
Que a Comenda é importante ninguém tem dúvida. Mas comete um enorme equívoco: permite que o prefeito da cidade – com um poder que talvez nem lhe caiba sozinho – escolha os homenageados de acordo com os seus interesses que, nem sempre, são os interesses ou reconhecimento da coletividade.
Se assim não o é, gostaríamos de explicações para entender quais foram os critérios usados para definir, por exemplo, a homenagem que recebe Domingos Leonelli. A Comenda lhe será entregue na condição de presidente estadual de um partido político – coincidentemente o mesmo partido do prefeito? – ou pelo quase nada que tem feito para ajudar o turismo da cidade?
Na primeira hipótese, um absurdo. Na segunda, um lamento. Dar um título desta magnitude ao senhor Leonelli – e ele é apenas um exemplo – é dizer estar satisfeito com o turismo que não acontece. É comemorar o aeroporto quase fechado. O porto sem transatlânticos. E o turismo quase falido. E comemorar o que não tem. E agradecer pelo que não veio.
Pior: estarão todos lá, aplaudindo a hipocrisia.
Incrível: aos 475 anos Ilhéus não amadurece. Não consegue ter a verdadeira dimensão da sua importância histórica e sucumbe à míngua de ideais pobres dos que lhe conduzem.
A cidade que tem orgulho de viver da sua história observa o presente passar diminuindo a sua importância e construindo um futuro do tamanho de um lugar qualquer.
Crise é crise. Mas o que mais nos entristece é descobrir que o maior dos males desta crise foi deixar a cidade com o sentimento da pior das pobrezas.
A de espírito…
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6 respostas

  1. O único que é merecedor da comeda é RAIMUNDO DIOGENES PINTO (MUNDINHO) esse sim, tem muitas ‘estorias” para contar.viva Ilhéus.

  2. É REALMENTE ESTOU COM ESTA OPINIÃO O NOSSO AEROPORTO QUASE FECHADO, NOSSA CIDADE SEM RECEBER ATENÇÃO DO GOVERNO ESTADUAL E FEDERAL E AINDA VEM ESSA PUXADA DE SACO PARA O DOMINGOS LEONELLI, ALIÁS ÊLE DEVERIA RECEBER O TROFEU ABACAXI AFINAL DE CONTA É A FRUTA ONDE TEM UMA CORÔA APROPRIADA PARA ESSES POLITICOS IMCOMPETENTES.

  3. (Leoncavallo Diz)
    Você nos constrange e envergonha merecidamente ao confrontar-nos com a dura realidade das hipocrísias, dos oportunismos políticos de ocasião, das motivações tíbias, vazias, isentas de razões, que acomete gestores Ilhéus. Essa é uma catarse da qual todos eles fogem montados na ambuiguidade ou no sofisma e, gritandos eufemísmos e aforismas incompreensíveia, como o diabo ao fogir da cruz. Mas a conta, somos nós que pagamos.
    Parabéns! Um inteligente comentário sobre uma realidade concreta, verdadeira, inescapável. Difícil encontrar que a encare esta realidade de frente, sem tremer ante seu estágio a gônico, mas que ainda pode piorar, infelizmente.
    Ilhéus não tem o que festejar no presente, senão reminiscências de um passado distante e irretornável. O presente retrata-se num mar de equívocos, mediocridades e insuficiências.
    Mohammad.

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