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O secretário da Educação de Itabuna, Gustavo Lisboa, pode ter todos os méritos no exercício desse cargo, mas perdeu muitos pontos com as manobras inexplicadas que operou nos últimos dias.
Mostrando-se indignado com ingerências em sua Secretaria e a falta de liberdade para executar seu projeto, Lisboa inclinou-se a deixar o cargo. Chegou a entregar pedido de exoneração ao prefeito, que lhe deu tempo para repensar a decisão.
O secretário foi para Salvador, em pleno reinado de Pepeu Gomes, brincou atrás do Trio Elétrico, voltou de alma lavada e ideias renovadas. Como dizia aquele comercial, Lisboa reviu seus conceitos.
Após uma metamorfose surpreendente, na noite desta terça-feira (02) o titular da Educação já estava reunido com o prefeito e os secretários de Assuntos Governamentais e Comunicação, Walmir Rosário; Fazenda, Carlos Burgos; e a procuradora-geral Juliana Burgos. Juntos, discutiam com diretores do Sindicato Municipal dos Professores de Itabuna (Simpi) a pauta de reivindicações da categoria para a campanha salarial 2010.
É isso que informa release da Prefeitura.
O que falta informar, porém, é como se deu a reversão do processo em que Lisboa se envolveu. Como em um dia ele está para sair exatamente porque o secretário da Fazenda se intromete em sua pasta e, alguns dias depois, está sentado juntamente com Burgos, discutindo o reajuste salarial do professor. Como se nada tivesse acontecido…
Não que alguém aqui torcesse pela saída de Lisboa, mas é preciso que ele se explique, pois tem satisfações a dar. Não ao prefeito. Não a Burgos. O secretário é obrigado a se explicar ao povo, que lhe paga os salários e, por enquanto, está sem entender absolutamente nada do que se passa.
Não é novidade que o cidadão-eleitor-contribuinte seja tratado como “zé ninguém”, mas se esperava um comportamento diferente do secretário da Educação. Lamentavelmente, nesse episódio ele se nivelou por baixo.