Tempo de leitura: 2 minutos

Prefeito do PMDB denuncia armação contra Wagner

Ato em Carinhanha tinha vaia programada.

Embora eleição não seja como briga de torcida, os últimos acontecimentos da política baiana sugerem haver quem ainda pense assim.

Na sexta-feira passada, em Itabuna, o ministro Geddel Vieira Lima foi sonoramente vaiado ao subir ao palco do ato de inauguração do Gasene, sendo socorrido primeiro pelo governador Jaques Wagner e, depois, pelo presidente Lula.

Tratou de ir à forra logo após, em Ilhéus, quando correligionários seus vaiaram Wagner e a deputada Alice Portugal.

Como as vaias de Itabuna se repetiram por quatro vezes durante a solenidade – e em maior volume e ainda foram acompanhadas de palavras de ordem (“sai daí, Geddel!!”), a sede de vingança só poderia ser saciada às margens do Velho Chico, ontem, onde o governador tinha compromisso com a inauguração da ponte entre Malhadas e Carinhanha.

O prefeito de Malhadas, Valdemar Lacerda (PMDB), disse em alto e bom tom, em seu discurso, que “muita gente quis impedir que eu estivesse aqui, mas fiz questão de vir porque o tempo do chicote já passou”.

A fala do peemedebista gerou muitos bochichos entre os presentes que se perguntavam a quem pertenceria o chicote com o qual acenaram para que o prefeito não comparecesse para receber o governador na inauguração.

Nos bastidores falou-se ainda num telefonema disparado de um gabinete na Assembléia Legislativa no qual foi encomendada a Lacerda uma sonora vaia para o governador. Em praça pública, o prefeito foi polido. Evitou detalhar as instruções passadas e nem disse como respondeu de pronto a quem lhe acenou com o tal chicote.

A políticos próximos, confidenciou o relato completo. Lacerda brandiu, altivo, que não era moleque e jamais faria coisa parecida por ter aprendido “com Wagner a respeitar as pessoas, independente da posição política”. Dito e feito: recebeu o governador com toda a pompa e circunstância recomendada pelo protocolo e deixou claro que não aceita o chicote.

Resta saber de quem era o chicote, já que o mais célebre e habilidoso chicoteador da política baiana já não está entre nós.

11 respostas

  1. É!!!! Apesar de eu não ser muito favorável a essa “união de água e óleo”, creio que o PT “minou” direitinho o carlismo da Bahia e, como se configura, será o fim. Pode mandar trocar de legenda, outra vez!
    Se Paulo Souto não ganhou de Wagner, com a máquina na mão, com o CHEFÃO vivo, … agora sem as “suas estrelas menosres”, = caixão!

  2. Primeiro o que o governador estav a inaugurando uma obra sem nenhuma participacao do estado e sim do governo federal, segundo o prefeito se e tao retado como quiz mostrar deveria dar nome aos bois.

  3. SE O PREFEITO É DO PMD’BESTAS, NÃO É PRECISO SER NENHUM GÊNIO PARA SABER DE QUEM PARTIU A ORDEM, É LOGICO QUE VEIO DOS IRMÃOS METRALHA VIEIRA LIMA.

  4. KKKKKKKKKKKKKKKKK Em Itabuna Bahia Brasil,tem chicote de Geraldinho nas costas dos PTs que tiveram que engolir direitinho e ainda defender com vontade os últimos acontecimentos em nossa cidade união com Fábio,anos na mamata e nada para Itabuna só gggggg potando pilha e para dá mais uma apimentadinha na vontade do Geraldo,Miralva tem que ser e será a presidente do partido e todos ÁMEM…

  5. Postura correta do prefeito. saber de quem era o chicote interessa apenas aos fofoqueiro de plantão. Se todos os prefeitos entederem que são representante do povo a sua submisão é apenas as necessidades do seus eleitores.

  6. sobre o chicote, será que não tem nenhum discipulo do malvadeza, disfarçado de cordeirinho, vamos atravessar a ponte recem inaugurada e depois (claro que Deus não vai permitir) voces poderiam ver.

    Reboletion é bom, reboletion bom bom bom

    Roberto Corsário/Zona Sul de Ilhéus

  7. … disse em alto e bom tom, em seu discurso, que “muita gente quis impedir que eu estivesse aqui, mas fiz questão de vir porque o tempo do chicote já passou”.

    Foi o que eu comentei em outras postagens. Num evento ocorrido aqui em Itabuna o prefeito Azedão se “infiltrou” na entrega de obras com governador e presidente do mesmo partido, inclusive. Falei que em outros tempos, leia-se carlista, jamais um Geraldo Simões teve isso. Pelo contrário, deixaram, por exemplo, o Hospital de Base entregue ao matagal durante a gestão de prefeito do GS, para não inaugurar a obra com a cidade na mão do rapaz. Quantas vezes lembro-me desses governadores carlistas virem aqui pra Itabuna fingindo que a cidade não tinha prefeito.

    Infelizmente naquela época não existia os meios que hoje existem, como por exemplo o Youtube, pois me recordo muito bem de reportagens na TV falando sobre o abandono da obra do Hospital de Base, a falta que fazia para a região. Só mais tarde tiveram que injetar mais dinheiro pra recuperar a obra parada e enfim inaugurar na mão do Fernando Cuma.

    Hoje o Azedão tem todo apoio, água e óleo se misturando, ele com toda cara de pau, o recebem, e Itabuna caminha estagnada. Dureza!!!

  8. Eodos na bahai sabem que quem herdou o chicote que ACMimpunha foi Geddel, portanto de quem seria uma ordem dessas de vaia ao governador, se não de Geddel

Deixe aqui seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.