A família da empresária Adriele da Silva Pinto, de 31 anos, acionou a Polícia Civil e solicitou exame necroscópico para esclarecer a morte dela no Hospital Vida Memorial, em Ilhéus. Adriele morreu na madrugada desta quarta-feira (26), depois de ser submetida a procedimentos estéticos. A causa do óbito ainda não foi informada oficialmente.
Adriele vivia nos Estados Unidos havia mais de cinco anos e retornou à Bahia em junho. Durante a estadia no Brasil, estava em Ituberá, no baixo-sul do estado, onde moram os pais. Na terça-feira (25), ela chegou ao hospital por volta das 10h, acompanhada de uma tia. Segundo os familiares, estavam previstos quatro procedimentos: mastopexia com prótese, lipoescultura, remodelamento costal e jato de plasma. A previsão repassada à acompanhante era de que as cirurgias terminassem por volta das 20h.
O advogado da família, Nery Santana, afirmou à TV Santa Cruz que os parentes passaram horas sem receber boletins sobre o estado da paciente. Já perto da meia-noite, um tio de Adriele quebrou uma porta de vidro para entrar na unidade e encontrou a sobrinha morta em uma área interna do hospital. A família afirma que a equipe responsável pelos procedimentos já havia deixado o local e não esclareceu quando nem em quais circunstâncias ocorreu a morte.
CONTESTAÇÃO
Os familiares também questionaram a Declaração de Óbito apresentada pela unidade. Segundo o advogado, o documento foi assinado por um médico plantonista, e não pelo cirurgião plástico apontado como responsável pelos procedimentos, Rossini Tebaldi Ruback.
A circunstância levou a família a registrar a ocorrência e impedir a liberação do corpo sem uma perícia. O cadáver foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica de Ilhéus.
O laudo necroscópico e a análise dos prontuários deverão indicar a causa e o horário da morte, além de esclarecer quais procedimentos foram concluídos e se houve alguma complicação durante ou depois das cirurgias. Após a liberação pelo DPT, o corpo deverá ser levado para sepultamento em Ituberá.
Até a tarde desta quarta-feira (26), o Hospital Vida Memorial e Rossini Ruback não haviam apresentado posicionamento público sobre o caso. Rossini já havia sido alvo de denúncias públicas em 2023.
















