Projeto autoriza prefeito a preencher lacuna do quadro de servidores || Foto ilustrativa
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No fim da tarde desta quarta-feira (14), em votação unânime, a Câmara de Vereadores de Ilhéus aprovou projeto de lei que autoriza a criação formal do cargo de coveiro no município. O vereador Paulo Carqueija (PSD) foi o autor da proposta.

Na prática, Ilhéus já tem servidores que exercem as funções típicas de coveiros nos cemitérios municipais. No entanto, no quadro de pessoal da Prefeitura, eles ocupam o cargo de auxiliar de serviços gerais, explicou a vereadora Enilda Mendonça (PT).

A inexistência do cargo formal prejudica o acesso dos trabalhadores aos direitos trabalhistas e previdenciários da categoria, a exemplo do regime especial de aposentadoria com 25 anos de trabalho.

O projeto de lei é autorizativo, ou seja, os vereadores não criaram o cargo, mas autorizaram o Poder Executivo a criá-lo a fim de preencher a lacuna do quadro de servidores e garantir os direitos específicos da categoria.

CONTEXTO TRÁGICO

O pano de fundo da proposta é a tragédia da pandemia em curso. Os coveiros nunca trabalharam tanto e se expõem diariamente ao risco de contágio.

De acordo com os boletins epidemiológicos mais recentes, o Brasil já perdeu 358 mil vidas para o vírus, sendo 401 de moradores de Ilhéus.

O prefeito Mário Alexandre
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O prefeito Mário Alexandre, Marão (PSD), enviou hoje (14) à Câmara de Vereadores de Ilhéus o projeto de lei da reforma administrativa do seu governo.

Marão solicitou que a matéria tramite em regime de urgência. A Câmara, por meio da sua assessoria, informou que vai encaminhar o projeto ainda hoje à Comissão Permanente de Legislação, Justiça e Redação Final e, em seguida, à Comissão de Finanças, Orçamento, Obras e Serviços Públicos, que têm prazo de cinco dias para apresentar parecer.

Governo e Câmara ainda não divulgaram detalhes sobre o conteúdo da proposta.

O ministro Luís Roberto Barroso
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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a ordem do ministro Luís Roberto Barroso para que a Presidência do Senado instaurasse Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a gestão da crise sanitária causada pela pandemia de Covid-19. O julgamento terminou por volta das 16h desta quarta-feira (14).

O ministro Marco Aurélio Mello abriu divergência. Não por discordar da decisão do colega, mas por entender que não havia motivo legal que justificasse a apreciação do plenário. Segundo o decano do STF, a instância colegiada só deveria se pronunciar sobre a matéria para responder eventual recurso impetrado contra a decisão monocrática.

COMPOSIÇÃO DA CPI

A comissão vai investigar as ações e eventuais omissões do Governo Federal no combate da pandemia, inclusive no caso da falta de oxigênio para pacientes de Manaus e outras cidades amazonenses.

A CPI tem onze membros; dois da oposição, quatro aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e cinco senadores que se declaram independentes. Confira a lista.

1. Eduardo Braga (MDB-AM) – independente

2. Renan Calheiros (MDB-AL) – independente

3. Otto Alencar (PSD-BA) – independente

4. Omar Aziz (PSD-AM) – independente

5. Tasso Jereissati (PSDB-CE) – independente

6. Humberto Costa (PT-PE) – oposição

7. Randolfe Rodrigues (Rede-AP) – oposição

8. Ciro Nogueira (PP-PI) – governista

9. Eduardo Girão (Podemos-CE) – governista

10. Marcos Rogério (DEM-RO) – governista

11. Jorginho Mello (PL-SC) – governista

Doações poderão ser feitas das 9h às 17h desta sexta-feira (16), no Posto Renascer
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O Comitê Popular Solidário de Ilhéus vai arrecadar alimentos para doação nesta sexta-feira (16), das 9h às 17h, em esquema drive-thru, no Posto Renascer, ao lado da Praça Cairú, no Centro.

Cada doador vai receber um bilhete para participar do sorteio de uma bicicleta nova. O Movimento Razi Cidadanista cedeu o prêmio à campanha.

O comitê reúne membros das frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. Os alimentos vão ser doados a famílias carentes de Ilhéus.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante entrevista coletiva após reunião do Comitê Nacional de Enfrentamento à Pandemia de Covid-19 || Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou hoje (14) que a Pfizer vai antecipar, para o primeiro semestre, a entrega de 2 milhões de doses da vacina contra covid-19 para o Brasil. O governo brasileiro tem um contrato com a farmacêutica para a entrega 100 milhões de doses até o final do ano.

Com a antecipação, segundo Queiroga, estão garantidos 15,5 milhões de doses da vacina da Pfizer para os meses de abril, maio e junho. No mês passado, o presidente Jair Bolsonaro se reuniu com o presidente da Pfizer, Albert Bourla, e pediu a antecipação dos imunizantes.

“Trago para os senhores uma boa notícia: a antecipação de doses da vacina da Pfizer, fruto de ação direta do presidente da República, Jair Bolsonaro, com o principal executivo da Pfizer, que resulta em 15,5 milhões da Pfizer já no mês de abril, maio e junho”, disse em pronunciamento após participar da segunda reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Também participaram da reunião e do pronunciamento o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ), representando o presidente da Câmara, Arthur Lira, e a enfermeira Francieli Fantinato, que foi anunciada por Queiroga como secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde.

Francieli é funcionária de carreira do Ministério da Saúde e atual coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI). “Com essa indicação, sinalizamos que o nosso objetivo principal é fortalecer nossa campanha de vacinação”, disse Queiroga.

IMUNIZAÇÃO

De acordo com Pacheco, o cronograma de vacinas apresentado hoje pelo ministério prevê 520 milhões de doses de vacina em 2021, a maioria produzidas pelo Instituto Butantan (CoronaVac) e pela Fundação Oswaldo Cruz (Oxford/AstraZeneca).

O senador pediu que o ministro atue junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para viabilizar a autorização de outros imunizantes, como a vacina russa Sputnik V, que será produzida no Brasil pela União Química.

O comitê também discutiu a utilização de parques industriais de produção de vacina animal para produção do imunizante contra covid-19. Segundo Pacheco, essa é uma ideia do senador Wellington Fagundes (PL-MT) que vem sendo trabalhada pelo governo federal. “Embora não tenha apelo de curto prazo, é uma possibilidade de médio e longo prazo muito eficiente para a autossuficiência de vacinas no Brasil”, disse o senador.

O deputado Dr. Luizinho apresentou ao comitê o projeto que está em tramitação na Câmara que prevê a criação da carteira de vacinação online. Segundo ele, a proposta é que o Ministério da Saúde crie um aplicativo que acabe com a distorção entre os números da vacina enviadas a estados e municípios e o número de doses aplicadas nos cidadãos.

“O nosso sistema de informação, infelizmente é muito ruim”, disse. “Parece que estados e municípios não estão aplicando, quando estão”, destacou. Na primeira reunião do comitê, em março, o presidente da Câmara, Arthur Lira, cobrou que governadores e prefeitos melhorem a gestão da informação para transmitir com mais precisão a quantidade de vacinas contra covid-19 que já foram ofertadas à população.

De acordo com Dr. Luizinho, entre a dose aplicada e a dose informada no sistema há um atraso de quase 15 dias, o que dá uma insegurança à população sobre os dados. A ideia é que, com o aplicativo, o próprio enfermeiro ou técnico que aplica a vacina faça a inserção da informação no ato da vacinação.

Segundo o deputado, além de corrigir as distorções, a medida possibilitaria a criação do passaporte verde da imunidade. A União Europeia, por exemplo, já apresentou o chamado Passaporte Covid para facilitar as viagens na alta temporada e apoiar o setor de turismo, que sofre dificuldades em virtude das restrições da pandemia, da lentidão da campanha de vacinação no bloco e dos riscos que representam as novas variantes do novo coronavírus.

VACINAS E LEITOS

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, disse ainda que o projeto que autoriza a aquisição de vacinas pela iniciativa privada está encontrando resistência entre os senadores. “Estamos trabalhando no diálogo no Colégio de Líderes para avaliar a oportunidade de pauta do projeto no Senado”, disse. Na avaliação de alguns parlamentares, a matéria vai instituir uma fila dupla para vacinação no país.

De acordo com a Lei nº 14.125/21, pessoas jurídicas de direito privado, como empresas, podem comprar imunizantes para serem integralmente doadas ao Sistema Público de Saúde (SUS), enquanto estiver em curso a vacinação dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. Pelo novo projeto, que já foi aprovado na Câmara, o setor privado poderá ficar com metade das vacinas compradas desde que as doses sejam aplicadas gratuitamente; a outra metade deverá ser remetida ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante a reunião, Pacheco também pediu ao presidente Bolsonaro a sanção do projeto de criação do programa Pró-Leitos, que prevê a possibilidade de empresas contratarem leitos de entidades privadas para uso do SUS no tratamento da covid-19. Em troca, essas empresas e pessoas teriam isenção no Imposto de Renda. O texto já foi aprovado pelas duas Casas parlamentares.

O presidente do Senado disse ainda que vai tratar com o governo sobre uma nova rodada de auxílio às santas casas e hospitais filantrópicos para o enfrentamento à pandemia. No ano passado, essas unidades, que participam de forma complementar do SUS, receberam um total de R$ 2 bilhões da União.

Outra sugestão, apresentada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), na reunião, é a criação de um programa de distribuição de máscaras de proteção facial para pessoas de baixa renda. Agência Brasil.

Trio preso é formado por tia e primos da vítima, que mora em Santo Antônio de Jesus
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A Polícia Civil prendeu hoje (14) três pessoas suspeitas de envolvimento no estupro de uma menina de oito anos, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano. O Núcleo de Atendimento à Mulher, da 4ª Coordenadoria Regional de Policia do Interior (Coorpin), investiga o caso.

De acordo com a polícia, a mulher e os dois homens presos na ação são parentes da vítima e passaram a ser investigados em março, após denúncia feita pela mãe da criança. A delegada Patrícia Neves Jackes afirma que os abusos eram incentivados pela tia da menina. “Ela obrigava a criança a ingerir bebidas alcoólicas e ter relações sexuais com os primos”, relatou.

O Conselho Tutelar  informou aos investigadores que a criança também foi ameaçada. “Foram mais de dez abusos e eles falavam que ela seria assassinada, caso contasse a alguém”, acrescenta Patrícia Neves.

Com o cumprimento dos mandados de prisão preventiva, o trio seguirá para o sistema prisional.  A criança foi encaminhada para acompanhamento pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).

Confira os grupos priorizados no início da campanha
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A campanha de vacinação contra a gripe influenza começou na segunda-feira (12) em Ilhéus. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), o serviço é ofertado de forma escalonada e vai seguir três etapas para atender os grupos prioritários.

A primeira fase seguirá até 10 de maio, com imunização de crianças de seis meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; puérperas (mulheres no pós-parto até 45 dias); população indígena e trabalhadores da saúde.

A vacinação acontece em 11 unidades de saúde, conforme os dias e horários disponíveis em cada local. É necessário apresentar documento pessoal com foto e o cartão de vacinação, informa a Sesau.

INTERVALO ENTRE VACINAS

Como a campanha de imunização contra covid-19 também está em curso, as pessoas devem obedecer intervalo de 14 dias entre as datas de aplicação de cada vacina, explica a Sesau.

Visto que a mobilização contra a Influenza acontece de forma simultânea à imunização contra o coronavírus, a Sesau ressalta que é importante obedecer o intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas.

A vacina contra a gripe não protege contra o coronavírus, e sim contra os vírus H1N1, H3N2 e influenza sazonal.

Confira as unidades de saúde que mantêm salas de vacinação.

– CAE III;

– PSF Conquista;

– UBS Joaquim Sampaio;

– UBS Euler Ázaro;

– UBS Banco da Vitória;

– UBS Posto Sarah Kubitscheck;

– PSF Nelson Costa;

– UBS Hernani Sá;

– PSF Nossa Senhora da Vitoria;

– PSF Ilhéus II;

– UBS Olivença

PRÓXIMAS FASES DA CAMPANHA

A segunda fase começará no dia 11 de maio, com a vacinação de pessoas acima de 60 anos e professores. Já a terceira etapa terá início no dia 9 de junho, priorizando pessoas com comorbidades ou deficiência permanente.

Depois, também a partir de junho, será a vez de caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; profissionais das forças de segurança e salvamento; Forças Armadas; funcionários do sistema de privação de liberdade; população privada de liberdade e adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas.

José Carlos Schiavinato morreu vítima da covid-19 || Foto Michel Jesus/Agência Câmara
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O deputado federal José Carlos Schiavinato (PP-PR) morreu vítima da covid-19, na noite de ontem (13), em Brasília. Natural de Iguaraçu, no norte do Paraná, ele tinha 66 anos e estava internado desde 3 de março na capital da República. Segundo a assessoria do parlamentar, o corpo será trasladado de Brasília para Toledo (PR).

Mulher do deputado, Marlene Schiavinato também morreu vítima da doença, no dia 12 de março. Mas, de acordo com a assessoria, o deputado não chegou a ser informado da morte da companheira.

Schiavinato estava em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Ele era membro titular da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, tendo integrado também as comissões especiais de Política de Mobilidade Urbana e da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 391/17, que aumenta repasses para o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Engenheiro civil formado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), foi deputado estadual no Paraná (2015-2018) e prefeito de Toledo (PR) por dois mandatos (2005-2012).

LUTO

Em razão da morte do parlamentar, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), prestou homenagens à família e decretou luto oficial e a suspensão dos trabalhos na Casa. “Com pesar, recebo a informação do falecimento do deputado e colega de partido José Carlos Schiavinato. Estou decretando luto oficial na Câmara dos Deputados. Estão suspensos hoje todos os trabalhos em plenário e nas comissões. Minhas condolências aos familiares neste difícil momento”, disse Lira, por meio de uma rede social.

Vilas-Boas faz anúncio de hospital materno-infantil em Itabuna || Foto Paula Fróes/GovBA
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Nesta quarta (14), o secretário estadual de Saúde, Fábio Vilas-Boas, faz visita ao Hospital de Campanha de Itabuna, onde também participa de anúncio de hospital materno-infantil.

O anúncio é feito em conjunto com Augusto Castro, que marcou para esta manhã o balanço dos 100 primeiros dias de governo.

Ainda ontem, Vilas-Boas afirmou que a Bahia zerou a fila de espera por leito de terapia intensiva (UTI) tanto pediátrico como adulto em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) exclusivas para vítimas da Covid-19.

Mega-Sena sorteia 50 milhões de reais neste sábado
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A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (14) um prêmio acumulado de R$ 33 milhões. As seis dezenas do concurso 2.362 serão sorteadas, a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet. A aposta mínima, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Ministro determina à União que reintegre mais de 12,7 mil ao Bolsa-Família
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O ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou prazo de 10 dias para que o governo federal reintegra 12.706 beneficiários ao Bolsa-Família. A decisão se dá em ação em que o governo da Bahia contestou o corte do benefício, pela União, a estas famílias

O desligamento, segundo a ação, foi motivado pelo fim do prazo da cláusula de permanência. Essa regra diz que, se a família passa a receber renda maior que o limite do Bolsa Família e informa essa mudança voluntariamente ao governo, pode continuar recebendo o benefício por 24 meses.

De acordo com o processo promovido pelo Governo da Bahia, por meio da sua Procuradoria-Geral, mesmo havendo essa possibilidade de encerramento nas regras do Bolsa Família, o benefício deve ser mantido levando em conta a vulnerabilidade das famílias. A situação foi potencializada, segundo a ação, pelos altos índices de desemprego e pelo agravamento da pobreza na pandemia da Covid-19.

“Verifica-se redução, no estado da Bahia, entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021, de 12.706 inscritos do Programa Bolsa Família. No mesmo período houve aumento de contemplados nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Os estados da região Nordeste concentram o maior número de pessoas em situação de pobreza, a sinalizar tratamento discriminatório, vedado pelo artigo 19, inciso III, da Constituição Federal”, afirmou o ministro.

Marco Aurélio ressaltou que o STF já determinou a suspensão de desligamentos do programa no período de calamidade pública. “A expressão ‘estado de calamidade’ diz respeito ao contexto da pandemia de Covid-19, a revelar não observado o pronunciamento judicial. Cumpra-se a medida acauteladora implementada, com a reintegração, no prazo de 10 dias, das famílias excluídas do Programa Bolsa Família”, diz a ação.

O CASO

O Estado da Bahia ingressou com ação junto ao STF para garantir que as inscrições no Bolsa Família sejam feitas de forma isonômica e uniforme entre os Estados da Federação, nos termos do art. 19, inciso III da CF, considerados os percentuais do IBGE de pobreza e extrema pobreza. Ademais, considerando o forte impacto da Covid-19 junto às famílias em situação de vulnerabilidade social, requereu que o Governo Federal fosse impedido de realizar novos cortes e exclusões do Bolsa Família enquanto durar a pandemia.

A liminar já havia sido concedida ano passado, mas o Governo Federal realizou diversos cortes de beneficiários esse ano no estado alegando tratar-se de situação irregular. O Estado voltou ao STF e agora saiu nova decisão do Ministro Marco Aurélio, determinando a reintegração das famílias excluídas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

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A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Regional Sul da Bahia vem a público manifestar sua preocupação com os rumos da pandemia de coronavírus, especialmente no município de Itabuna, grande centro político e econômico de nossa região.

O Brasil passa pelo pior momento da pandemia, com recordes no número de mortes dia a dia. A posição negacionista do presidente da República, rejeitando as orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e dos mais renomados médicos e infectologistas, faz do Brasil uma ameaça sanitária para o mundo. Bolsonaro estimula as aglomerações, condena o uso de máscaras, dificulta a aquisição de vacinas, não habilita leitos de UTIs e aprofunda a crise com uma política econômica que desemprega e aumenta o custo de vida de quem mais precisa.

A CTB Regional Sul da Bahia presta solidariedade a luta travada pelos governadores que estão sofrendo ameaças, inclusive de morte, pelas medidas mais restritivas e necessárias que estão adotando no combate à pandemia da Covid-19.

O momento é crítico e vai exigir maior comprometimento de toda a sociedade no enfrentamento da grave crise sanitária e a sua repercussão na vida social, econômica e política. A crise anuncia uma tragédia e todo o nosso esforço deve ser potencializado no combate a pandemia e na solidariedade a quem mais precisa, sobretudo, o apoio às populações mais carentes e vulneráveis.

Nesse sentido, é necessário que o prefeito de Itabuna e de outros municípios tenham consciência que somente com a adoção de medidas restritivas será possível salvar vidas. Seguir as medidas do governo do Estado é o mínimo que se deve fazer. Itabuna continua sem um plano estratégico bem definido de enfrentamento à pandemia. Colocando em prática ações apenas reativas. O poder público está ainda distante das universidades quanto aos planos de enfrentamento e o acompanhamento de especialistas nas áreas de saúde, de economia e estatísticas destes centros de pesquisa e conhecimento. Para cada medida adotada, o prefeito pede a benção dos setores econômico e religioso da cidade.

Sem um plano consistente, baseado na ciência e discutido com toda a sociedade, o município não terá êxito nessa luta. Saudamos a iniciativa de implantação do hospital de campanha e do Auxílio Emergencial Itabuna, contudo, medidas isoladas não serão capazes de controlar a propagação do vírus.

Conclamamos ao prefeito que estabeleça, juntamente com as universidades, autoridades sanitárias e a sociedade organizada, um plano estratégico de enfrentamento da crise sanitária. Um plano que não seja uma cocha de retalhos para atender a interesses de grupos particulares. Que as medidas tenham como centro a diminuição da curva de crescimento da doença, objetivando desafogar o sistema de saúde, que possibilite aos profissionais que estão na linha de frente do enfrentamento oferecer um atendimento mais tranquilo, seguro e de qualidade. Que se estabeleça o rodízio do funcionamento das atividades econômicas e, caso seja necessário, determine-se o fechamento das atividades não essenciais. É preciso que o município seja firme no propósito das medidas e não ceda a pressões. Além disso, fiscalize com rigor e puna aqueles que descumprirem tais medidas, controlando todos os espaços públicos que estão sob o seu controle.

A não observância da gravidade do momento vivido nos aproxima de uma crise humanitária ainda mais aguda. É possível derrotar o vírus, para tanto é preciso adotar medidas firmes, mesmo que duras e que poderão ir de encontro a interesses de determinados grupos, mas que são claramente já demonstradas como eficientes e eficazes no controle da disseminação do vírus e na diminuição da pressão sobre o sistema de assistência hospitalar que se encontra a beira de colapso, gerando perdas de vidas humanas evitáveis.

Em defesa da vida,

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Itabuna perto de atingir a marca de 600 óbitos por Covid-19|| Foto Roberto Santos
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Itabuna é um dos municípios baianos com maior número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus que não resistiu à doença. Nesta terça-feira (13), o Departamento de Vigilância Epidemiológica de Itabuna confirmou que mais seis mortes ocorreram nas últimas 24 horas.  Com isso, o município do sul da Bahia ficou ainda mais perto de atingir a marca de 500 óbitos.

De acordo com os dados oficiais, desde o início da pandemia até esta terça foram registradas exatas 496 mortes pela Covid-19. Uma boa parcela das pessoas que não resistiu à doença tinha menos de 50 anos e não apresentava comorbidades. O detalhe é que mais pessoas jovens  estão morrendo neste ano, confirmam especialistas ouvidos pelo PIMENTA.

A quantidade de casos de Covid-19 também não para de crescer.  Nas últimas 24 horas foram confirmados mais 106 casos da doença. Do início da pandemia, no ano passado, até ontem, eram 27.721 pessoas infectadas. Hoje,  esse número atingiu a marca de 27.827 casos. Desse total, 26.864 pessoas estão recuperadas, segundo a Vigilância Epidemiológica.

Hoje, Itabuna tem mais de 80 pacientes internados nos hospitais Calixto Midlej Filho, Base Luís Eduardo Magalhães, Campanha e Manoel Novaes, único pediátrico no sul da Bahia.  São 45 pessoas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 39 em leitos clínicos. Até o início da noite só restavam quatro leitos de UTI vazios.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Itabuna, o  município aplicou, do início da campanha até hoje, 34.814 doses de vacina contra o novo coronavírus, entre a primeira e segunda doses.  O maior número de pessoas vacinadas está nas faixas entre 60-69 e 70-79. São 18.486 contemplados nessas faixas de idade,  segundo o boletim epidemiológico de hoje.

Governo federal terá de garantir kit intubação aos hospitais na Bahia
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A Justiça Federal determinou que o Governo Federal garanta, em até cinco dias, às Santas Casas de Misericórdia, hospitais e entidades filantrópicas na Bahia, o fornecimento dos medicamentos necessários ao “kit intubação” – insumos essenciais para o tratamento dos casos mais graves do novo coronavírus (Covid-19).

A decisão estabeleceu que, enquanto durar a pandemia, a União deverá fornecer sedativos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares para as instituições e, em caso de descumprimento, arcará com multa diária de R$ 100 mil.

O pedido foi feito à Justiça pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) no último dia 7 deste mês, um dia após o recebimento de documento da Federação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas do Estado da Bahia (Fesfba). A entidade reclama da escassez de disponibilidade e a dificuldade na aquisição das medicações.

De acordo com o Ministério Público Federal, na Bahia, as Santas Casas e os hospitais filantrópicos, entidades sem fins lucrativos, representam cerca de 50% dos atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

No documento enviado ao MPF, a Fesfba explicou que os poderes públicos federal, estadual e municipal vêm fazendo a requisição administrativa dos medicamentos do “kit intubação” diretamente aos fabricantes e fornecedores, na intenção de abastecer as entidades públicas de saúde.

AGRAVAMENTO
A requisição, no entanto, vem agravando o cenário de escassez no mercado, e a elevação dos valores em até 10 vezes mais do que antes da pandemia.

As entidades filantrópicas, embora atendam via SUS, por serem privadas não têm prerrogativa para realizar tais requisições, como faz o setor público, e estão correndo o risco de não conseguir oferecer o tratamento médico adequado para pacientes em estado grave em função da covid-19 ou de outras doenças.

Na decisão, que acolheu integralmente o pedido do MPF, a Justiça ressaltou que a “situação caracteriza, inclusive, um tratamento desigual entre pacientes do SUS, o que viola o princípio constitucional da isonomia”.

Vendas no varejo param de cair depois de três meses
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Após dois meses seguidos com variações negativas somando queda de 6,3%, o volume de vendas do comércio varejista nacional voltou a crescer, em fevereiro frente a janeiro, registrando alta de 0,6%. O varejo se encontra agora no mesmo patamar de setembro de 2020 e 0,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020). As informações são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (13), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre maio e outubro de 2020, o comércio havia mostrado forte crescimento, porém, o cenário se reverteu em dezembro. “O rendimento médio das famílias de baixa renda chegou a aumentar 130% com o auxílio emergencial e, por isso, o período de maio e outubro foi muito bom para o comércio varejista, que chegou a atingir patamar 6,5% acima do período pré-pandemia”, avalia o gerente da PMC, Cristiano Santos.

Ele destaca que em dezembro, no entanto, o valor do auxílio diminuiu e, em janeiro, deixou de existir, e isso reduziu o consumo. “Temos ainda impactando o varejo negativamente a inflação e outros fatores relacionados à pandemia, como as restrições locais ao desenvolvimento de algumas atividades”.

Quatro das oito atividades pesquisadas tiveram alta, sendo que a de livros, jornais, revistas e papelaria (15,4%) foi a que registrou o maior crescimento frente a janeiro. No entanto, essa atividade teve queda de 41% se comparado ao volume de vendas de fevereiro de 2020.

As demais altas na passagem de janeiro para fevereiro de 2021 foram nas atividades de móveis e eletrodomésticos (9,3%), tecidos, vestuário e calçados (7,8%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%).Sendo que os dois últimos também tiveram forte queda frente a fevereiro do ano anterior (-18,6 e -4,6%, respectivamente). Já os móveis e eletrodomésticos tiveram alta de 0,7% nessa comparação.

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