UM FEVEREIRO PARA ESQUECER EM ILHÉUS

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O município de Ilhéus registrou um fevereiro ruim quando o assunto é geração de emprego com carteira assinada. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o terceiro maior destino turístico baiano cortou 148 postos de trabalho.
E, segundo levantamento feito pelo Pimenta, estes números negativos foram puxados pelos setores de serviço (corte de 124 vagas) e indústria (corte de 45).
A soma dos dois primeiros meses deste ano revela corte de 246 postos de trabalho na Terra de Gabriela. Se computados os dados dos últimos 12 meses, o quadro ainda é negativo: corte de 176 vagas (6.384 admissões ante 6.560 desligamentos).
Não está fácil.

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O Ministério da Saúde e a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab) comprarão R$ 1,2 milhão em capas para cobertura de reservatórios e caixas d´água. O material será destinado às cidades que enfrentam quadro mais grave de dengue.
O secretário estadual de saúde, Jorge Solla, disse durante entrevista em Itabuna que a demora seria o processo de compra. As cidades que terão prioridade na destinação deste material são Itabuna, Jequié, Porto Seguro e mais quatro municípios que encontram-se em situação de emergência.
Não se sabe se o projeto da Emasa (confira abaixo) está dentro desta iniciativa do Ministério da Saúde e da Sesab.

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A Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) quer utilizar as imagens do mapeamento de focos de dengue em Itabuna para desenvolver um projeto destinado à cobertura de caixas d’água.
Segundo o presidente Alfredo Melo, a ideia é fornecer tampas feitas sob medida, com material reciclável, e parcelar o pagamento para os clientes da empresa. Ele diz que cada tampa custará em média R$ 40,00.
De cada 100 imóveis em Itabuna, 16 possuem focos do mosquito da dengue. Isso significa que o inseto transmissor está presente em praticamente toda a cidade, considerando que ele se desloca num raio de 200 metros.

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angelaA deputada estadual Ângela Sousa encaminhou documento ao Governo do Estado, indicando a construção de um pavilhão de feiras no Centro de Convenções de Ilhéus. O pleito se encontra sob os cuidados da Secretaria de Turismo.
Segundo a parlamentar, há alguns anos já existe na Bahiatursa um projeto de pavilhão de feiras para o Centro de Convenções  ilheense. “É so tirar do papel”, afirma, salientando que o equipamento daria a Ilhéus a chance de captar eventos como exposições e feiras de negócios.
Hoje, o foyer do Centro é que faz as vezes de pavilhão de feiras, mas o espaço é inadequado e afasta muitos dos que desejariam realizar importantes eventos em Ilhéus.

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A campanha pela sucessão na diretoria da Usemi (União dos Servidores Municipais de Itabuna), que em alguns momentos ameaça descambar para o vale-tudo, pode acabar em um inimaginável casamento forçado entre os candidatos José Inácio Damasceno e Geomar Costa (Geo).
Geo está tendo a candidatura impugnada, por ter incluído em sua chapa dois membros que não seriam sócios da Usemi. Quem fatura com o imbróglio é Zé Inácio, que tenta atrair o adversário ferrenho para um consenso.
Quanto aos adjetivos  nada honrosos com os quais Geo se refere a Zé, este parece até disposto a esquecer. Ele, que presidiu a Usemi entre os anos de 1992 e 1996, se defende da acusação de ter dilapidado o patrimônio do clube (leia aqui).
Segundo Zé Inácio, no período em que esteve à frente da Usemi, foram inaugurados o parque aquático, salão de jogos, bar da piscina e campo de futebol. “Hoje sim a entidade está sucateada e acumula dívidas trabalhistas”, diz.
O fim da peleja será conhecido nesta sexta-feira (20), quando ocorre a eleição na sede da União dos Servidores.

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Pelo menos dez vereadores de Itabuna já assinaram um requerimento para que a indicação de Juliana Burgos para a Procuradoria-Geral do Município seja apreciada em votação secreta.  É que o regimento abre essa brecha, já que define apenas o quórum da aprovação (dois terços), mas nada diz quanto ao sistema de votação.
O sigilo garante mais liberdade aos vereadores. Nesse caso, principalmente a alguns da base governista que estão doidinhos pra pular a cerca.

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Chávez: apoio da Venezuela contra a dengue na Bahia (Foto: Francisco Batista).
Chávez: apoio da Venezuela contra a dengue (Foto: Francisco Batista).

A chegada de uma equipe de médicos venezuelanos nesta quinta-feira (19) é o primeiro resultado da visita do governador Jaques Wagner à Venezuela depois de cumprir uma agenda de contatos com autoridades nas áreas de turismo, cultura e gestão pública, Wagner teve uma audiência com o presidente Hugo Chávez.
Há três anos os venezuelanos enfrentaram uma grande epidemia de dengue provocada pela disseminação do vírus 4 – o mais temido pelas autoridades sanitárias brasileiras pela sua agressividade.
A epidemia foi controlada depois de alguns meses com a ajuda de médicos cubanos, especialistas em doenças tropicais. A equipe que desembarca em Salvador nesta quinta-feira (19) vai conhecer a situação da epidemia e ajudar no enfrentamento com base na experiência venezuelana. A cooperação abre a possibilidade de ampliar as medidas de defesa sanitária a fim de evitar a entrada do vírus 4. (Agecom/BA)

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No ano passado, o então vereador itabunense César Brandão apresentou um projeto que estabelecia critérios mais rigorosos para o preenchimento de cargos de confiança na Fasi (Fundação de Atenção à Saúde de Itabuna), entidade que administra o Hospital de Base. A matéria foi aprovada pela casa.
Já no atual governo, o prefeito Capitão Azevedo entendeu que o projeto feria suas prerrogativas de nomear para os cargos de confiança quem bem entendesse. E vetou o projeto de César Brandão.
Pois hoje o veto do prefeito foi apreciado no plenário, e quem estava lá, firme e forte, defendendo a posição do governo? Ninguém menos que o autor do projeto, César Brandão, que conseguiu articular uma votação unânime dos vereadores contra a matéria de sua própria autoria.
Ao “dar a cara  a tapa” dessa forma, o sem-mandato demonstrou ser mais governista do que alguns dos que formam a atual base de Azevedo.

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Adaptação livre do Samba do Ernesto, de Adoniran Barbosa

 

Ernesto nos convidô

Pra uma coletiva com o governadô
Nóis fomo e não conseguimo falá
Nós fiquemo, com uma
Baita de uma réiva
Dá otra vez nós não vai mais
Otro dia encontromo c´o Ernesto
Ele pediu discurpa
Mas nós não aceitemo
Isso não se faz Ernesto
Nós não se importa
Mas você bem que podia
Botar alguém mais educado na porta
Para entender, clique aqui.
 

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Enquanto os demais setores registraram estagnação, a indústria em Itabuna surpreendeu em fevereiro ao reabrir 214 novos postos de trabalho com carteira assinada. No segundo mês do ano, o setor contratou 293 trabalhadores e demitiu outros 79. É um dos melhores resultados dos últimos 12 meses.

O dado negativo de fevereiro, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, vem do setor da construção civil, que responde por mais de 70% dos novos empregos de Itabuna desde o início do ano passado. Em fevereiro deste ano, o setor abriu apenas três novos postos. O comércio eliminou 23 vagas. O setor de serviços, um dos mais fortes da cidade, abriu só oito vagas.
A atividade econômica no município contratou 1.734 trabalhadores e demitiu 1.641, gerando saldo de 93 novos empregos.

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A prosperidade dos negócios do Bispo Macêdo sempre rende comentários não só no Brasil, mas em todo o mundo. Até um livro-reportagem sobre a vida e o império do fundador da Igreja Universal do Reino de Deus pontuou entre os líderes de vendas no país. Um sucesso editorial.
Em Itabuna, especula-se que o investimento para a construção do Templo da Fé, no Jardim do Ó, no centro, custou, por baixo, R$ 5 milhões. É um suntuoso espaço para, aproximadamente, três mil pessoas. Não dá conta. Existem tantas outras igrejas da Iurd em bairros itabunenses, sempre cheios.
Agora, veja o exemplo de Coaraci, outra cidade sul-baiana. Os seguidores do bispo no município abriram uma pequena igreja no centro da cidade. Um espaço para, no máximo, 100 fiéis.
Tempos após, decidiu-se que era momento de crescer. E assim arrendaram um espaço bem mais amplo e famoso na cidade, o antigo Cine Teatro Coaraci. O cineminha tem algo próximo de 500 lugares.

O negócio por lá não avançou. A Universal decidiu voltar para o seu pequenino lugar. É dos raríssimos exemplos de revertério nos empreendimentos do bispo Macêdo.

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Um chapista apelidado como “Piaba” livrou-se na boa da ameaça de ficar no xilindró, mesmo após confessar que desmontou o Ford Ka da delegada Meire Mable, de Ibicaraí, roubado no último final de semana por Eliomar Everton Neves.
O autor do roubo ficou preso, mas o responsável pelo desmanche disse que não sabia que o veículo era produto de crime. E se safou.

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Obras da praça serão retomadas pela prefeitura (Foto Karol Vital).
Obras da praça serão retomadas (Foto Karol Vital).

Embargadas desde julho de 2008 pelo Ministério Público, as obras da Praça São Miguel serão retomadas após o Instituto de Preservação do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) avaliar o novo projeto elaborado pela Prefeitura de Itacaré.

Cercada de casarões do período colonial, a praça é abrangida pela área da Igreja Matriz, datada do século XVIII e que se encontra em processo para tombamento definitivo. “Respeitando a memória da nossa cidade, queremos devolver à comunidade um monumento harmônico com a área histórica”, declarou o prefeito Antônio de Anízio.

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ricardo1Ricardo Ribeiro
ricardoribeiro@pimentanamqueca.com.br

Vivemos dias muito estranhos, em que deixamos de nos preocupar com a crise econômica, o desemprego, a sogra e outras coisas difíceis de aturar para dirigir todas as nossas atenções, tensões e pavores a um mísero inseto. E é interessante que não parem de surgir aqui e acolá mil e uma receitas milagrosas e mirabolantes para enfrentar o inimigo, quando o mais simples seriam os cuidados de praxe que muitos insistem em não tomar.
Enfim, falemos das tais receitas. Eu já ouvi (e confesso que testei algumas) pelo menos uma dúzia delas, de poções quase mágicas, beberagens, repelentes naturais e alimentos com propriedades até então desconhecidas. Dizem até que comer aipim e inhame é bom para afasta o mosquito. Como custa quase nada, que mal há em experimentar?
Aliás, se tem alguém que gosta de uma experiência é a minha digníssima e querida mãe. Usa de tudo e não deixa de consultar uma enciclopédia de medicina natural que guarda há uns vinte anos. Na geladeira, o que mais se vê são produtos de suas pesquisas pelo misterioso mundo das ervas e raízes: do amargo boldo chileno ao amarguíssimo doutor imbira, um troço horrível de beber, mas que descobri ser uma maravilha para problemas de natureza digestiva.
Com a dengue, as bulas da vovó emergiram do fundo do baú e se multiplicaram. Nem sempre é possível saber se funcionam, mas na guerra não há tempo para se pensar nesses pequenos detalhes. E a verdade é que tem muita gente relatando efeitos impressionantes de certos alimentos e substâncias salvadoras.
Uma das armas contra o Aedes aegypti que mais se divulga é uma bolinha homeopática que, segundo os adeptos, faz com que organismo produza um odor imperceptível aos humanos, mas que desagrada o sensível olfato do inseto. Se é assim, pior pra ele.
Também surgiu a receita de uma mistura de álcool e cravo, apontada como grande repelente do mosquito assassino. Essa está sendo até usada aqui na trincheira, onde felizmente a dengue não apareceu, embora o arsenal de defesa ainda inclua dois tipos de repelentes industrializados, ventiladores e telas de proteção em todas as janelas.
Mas o remédio mais insólito e aparentemente infalível contra a dengue é o cravo amarelo, popularmente conhecido como “cravo de defunto” por ser bastante utilizado em velórios e cultivado nos cemitérios. Segundo a propaganda, a planta é tão eficaz que, além de afastar o mosquito com seu cheiro, ainda pode ser consumida como chá e combater os sintomas da dengue.
É claro que essa arma não poderia faltar no “laboratório” de minha mãe, que já plantou o seu pezinho de cravo de defunto no quintal. Cheguei ao centro de experimentações materno e fui logo convidado a tomar uma dose do chá milagroso, que recusei gentilmente sob o argumento de que não apresentava qualquer problema de saúde.
Mentira, o que me assustou mesmo foi aquele aroma cheio de maus-presságios…
Ricardo Ribeiro é um dos blogueiros do Pimenta.